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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Intimidades violadas

A moda já pegou. 
Mundo virtual não tem licença  para matar

O Electronic Privacy Information Center, entidade civil dos direitos à
privacidade dos internautas americanos, protocolou reclamação na Federal Trade Comission (FTC), órgão do governo americano que investiga contratos comerciais e dados fiscais de empresas e pessoas físicas, contra o Facebook.
O pedido sustenta que as mudanças na política de privacidade da rede social infringem leis federais de segurança. São, ao todo, dez signatários, a Epic e mais nove entidades privadas de fiscalização digital.
As mudanças ocorridas entre o fim de novembro e o início de dezembro, dizem respeito às novas exigências do Facebook, obrigando usuários a passar por uma "ferramenta de transição" antes do acesso a suas contas, tornando as informações pessoais visíveis aos desenvolvedores de aplicativos.
Na ação judicial a entidade solicita que a FTC investigue essas alterações e obrigue o Facebook a voltarr suas políticas de privacidade anteriores.
Como se vê, ninguém está incólume à lei. Sigilo é sigilo, independentemente do meio. Essa penalização vai ganhar força nos sites, blogs, twitters e nas em todas as redes sociais. Como evitar esse desgates e a perda de internautas nos nossos empreendimentos virtuais? A resposta é simples e vem do mundo real: basta implantar modelos de governaça, prevendo um bom compliance. Que tal?


O mercado financeiro não para

Para hoje esteja atento a essas notícias
A terça-feira pode trazer muita novidade boa. Ou má. O cenário certamente se movimentará para cima ou para baixo. No mesmo lugar não fica. Na minha avaliação é para cima que ele vai. Aqui no Brasil, vamos conhecer a Sondagem do Consumidor, referente ao mês de dezembro, mostrando um consumidor mais ajuizado no conjunto de seus gastos. O Banco Central publica a nota sobre Mercado Aberto, de novembro, que não trará nada que já não se conheça. Finalmente, o Bacen apresentará o Relatório da Dívida Pública Federal, de novembro. Aqui vem chumbo grosso! Não há sinais de melhora. Ao contrário, a dívida deve continuar em crescimento, provocando sobressaltos em relação a possíveis altas futuras da taxa de juros, como reflexo das preocupações com um eventual recrudescimento inflacionário.
Nos Estados Unidos, serão divulgados, daqui a pouco, os índices de Rendimento e Gastos Pessoais, referentes ao mês de novembro. Se vier em alta, o mercado vai reagir com exuberância. Também serão divulgados o PCE Deflator de novembro, os Estoques semanais de Petróleo e a Confiança do Consumidor, medida pela Universidade de Michigan, tudo referente a meio mês de dezembro. Deve dar PCE sem grandes movimentos, o que seria ótimo, estoques de óleo bruto e gasolina em queda e consumidor ainda crescendo sua confiança na economia norte-americana. Se isso acontecer, temos que agradecer ao Papai Noel e pedirmos a ele que não deixe os preços do petróleo subirem muito. Precisamos de paz nesse Novo Ano e o petróleo, acomodado, nos daria um folego adicional para acelerar a recuperação. Temo que Papai Noel possa nos negar esse último pedido. Em todo caso, coloquem seus sapatos na janela.

Para a semana de festas

Eventos: é hora de cultura
O Centro Cultural SESI Vila Leopoldina
Até o dia 30 de janeiro, a exposição Arte em São Paulo, do fotógrafo Tetsuo Segui. A mostra gratuita, que reúne 16 registros fotográficos coloridos, visa oferecer ao público um olhar minucioso e pontual de um dos maiores acervos públicos de obras artísticas do país.
De acordo com Tetsuo Segui, a exposição proporciona ao visitante a oportunidade de conhecer detalhes dessas obras e monumentos artísticos espalhados pela cidade de São Paulo, bem como uma visão peculiar pela lente da máquina. “Ao focar nos detalhes, percebemos a sensibilidade do artista quando concebeu a obra”, comenta. E completa: “Estou prestando uma justa homenagem à cidade e aos artistas anônimos e aos consagrados que contribuem com formas e cores.”
A exposição Brasil Arquitetura – A tradição do novo.
De 22/10 a 17/01, na sala principal do Centro Universitário Maria Antonia da USP. Trata-se de painel da trajetória de 30 anos de atuação do escritório Brasil Arquitetura no panorama da produção contemporânea brasileira. Exibida no Tokyo Art Museum, no Japão, a exposição revela, em blocos temáticos, os principais temas presentes no trabalho dos arquitetos Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz: o diálogo entre contextos históricos e contemporaneidade, entre projeto e programa, entre paisagem e desenho.“Buscamos uma arquitetura criada a partir de profunda conexão com as bases culturais de cada lugar e protagonistas”, afirmam os arquitetos.
Composta por projetos recentes, textos, maquetes, croquis, fotos, vídeos, uma seleção de móveis produzidos na Marcenaria Baraúna e uma mostra de fotografias da série Arquitetura Rural na Serra da Mantiqueira.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Internacionalização de Estatais

Vamos votar
Ocorreu-me a importância do tema para uma boa pesquisa. Peço a voces que encaminhem o endereço do blog aos amigos, pedindo que eles respondam a essa pesquisa. Sobre o resultado farei um artigo para o Valor Econônomico. Seria um tremendo tema para ser pensado na fronteira da administração.
Vamos fazer o envio dessa pesquisa a todos os amigos que conseguirmos atingir em nosso network?
Grato pelo esforço
Celso

Internacionalização de empresa pública faz sentido?

Sabesp desclassificada em
concorrência no México
Confesso que a notícia me deixou confuso. Prego a internacionalização, ensino- a nas aulas e, mais que isso, defendo-a. Acredito na necessidade dessa estratégia para a competitividade brasileira. Mas, a Sabesp é pública e não cumpriu todo seu papel aqui, no país. Não seria justo usar o dinheiro do contribuinte estadual para financiar investimentos em saneamento, no México. Ou seria? Ou até seria indispensável que o fizesse?
Que se saiba, até agora, o esforço de internacionalização envolve, além do México - onde tendo perdido a concorrência, a Sabesp pretende entrar com recurso junto ao Judiciário daquele país-, a empresa paulista venceu este ano uma licitação de US$ 8,8 milhões, no Panamá. Estuda novas licitações na Argentina e na Índia. O fato de ter ganho no Panamá mostrou-me que a Sabesp é competitiva, pois imagino que não tenha sido a única empresa a comparecer no certame. Ainda mais em tempos de crise. No México, ganhou em preço e foi desclassificada pela documentação. Conheço isso de outras plagas. Sei que para ganhar em preço, a Sabesp tem que ser competitiva. Competiu contra empresas internacionais e ganhou. Desclassificada, tem como obrigação recorre mesmo. Que diabos, temos que ganhar e levar. Agora está disposta a novas aventuras pois deve ter certeza de sua competitividade. E você, cidadão paulista, já havia se dado conta de que nossas empresas estatais podem ser eficientes e disputar certames internacionais? Acho que estou certo, e vou continuar pregando a internacionalização.
Você concorda com minha posição ou acha que a Sabesp não deveria prestar serviços no exterior, uma vez que foi formada com dinheiro do contribuinte paulista? Responda na nossa enquete dessa semana.

Agricultura em alta

Preços agrícolas começam a reagir
Considerados os meses de novembro e dezembro, os preços agrícolas começaram a se mexer para cima, no Brasil e no mundo também.
Cacau em alta continuada, encerra a semana sofrendo seu primeiro ajuste em dois meses. Fechou a sexta feira em R$ 92,70 a arroba. Em NY, laranja sobe 155 pontos. No Brasil, a caixa de 40 Kg fechou a semana a R$ 6,96. Ainda baixo, esse preço sinaliza uma boa recuperação nos próximos meses, em função da frustação da safra da Flórida. Trigo continua alto, mais com ligeiro recúo em Chicago. Contratos cotados, com vencimento em maio, a US$ 5,41 por bushel, isso quer dizer, alta de quase US$ 1,00 por bushel.
No Brasil  o IqPR, índice de preços recebidos por produtores agropecuários, de São Paulo, produzido pelo Instituto de Economia  Agrícola, mostra-se positivo. Os preços subiram 2,13%. Foi a 16a. alta consecutiva do índice. A principal alta foi a da laranja (24,51%). Carne de frango e ovos também subiram. As principais baixas estão associados à carne bovina e suina (3,08) e leites tipo B (7%) e C (5,15%).
A renda agrícola começa a se recuperar. As exportações terão maior valor que em 2009. O campo ativará setores importantes da indústria. Tudo conspira a favor da retomada.A conferir.

Porque os bancos médios são vulneráveis

Nesse raciocínio, Panamericano ganha muito fôlego
Havíamos discutido o assunto nesse nosso espaço. Também já havia levado à mídia essa preocupação. Com a aquisição de parte de seu controle pela Caixa, o Panamericano expõe as dificuldades diagnosticadas  no artigo abaixo.

O Panamericano ganhou acesso a funding mais barato e incorporou-se numa das mais extensas rede de distribuição brasileira. Só em correspondentes bancários ele terá a sua disposição mais de 9.000 pontos de vendas.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Me engana que eu gosto

Não deixe o tempo destruir sua memória.
Todos temos rugas. Mas enquanto a medicina não dá jeito, o photoshop pode acabar com essas incoveniências. A proibição da veiculação de um anúncio de um creme anti-rugas na Grã-Bretanha, essa semana, insere-se no capítulo da propaganda enganosa.
A propanda apresentava foto da modelo Twiggy, sem rugas, tal como nós a queríamos imaginar. A acusação é de que o creme anunciado faria o milagre de transformar a verdadeira ex-modelo, drapeada, na falsa modelo, livre das marcas do tempo.



A suspensão do anúncio foi determinada pela Advertising Standard Authority. Mais de 700 consumidoras teriam apresentado reclamações contra a propaganda enganosa. A ASA, considerou o anúncio "socialmente irresponsável", pois poderia aumentar a percepção negativa que as mulheres têm do envelhecimento e da própria imagem. Além disso, a propaganda é enganosa, pois promete algo que o produto não faz.
A imagem negativa sobre a velhice é um problema individual. O problema da auto imagem é mais individual ainda. Tudo depende de como cada um se vê e se entende. Tudo depende do que cada um fêz consigo e com seus sonhos e suas realizações. Aspirar a juventude eterna é um sonho do qual o homem ainda não se livrou. Agora, confundir  sonho com a realidade, não é problema que se resolva, procurando o Procom.
Quer saber, não destruam meus sonhos de junventude, colocando uma foto verdadeira da Twiggy. A propaganda tem o mérito de incitar as mulheres em direção ao ideal.
Agora, que esse creme não faz tudo isso, não faz mesmo. O erro foi só o de atribuir o efeito a um creme que realmente não pode ser a causa  dessa mágica, jamais. E que pena que seja assim.

Ano Novo, cenário velho?

Recuperação da economia americana
inibe adoção de nova moeda


Qualquer tremor na economia mundial - os últimos foram Grécia, Dubai e Espanha -, leva os investidores refugiar-se no dólar. Criar uma nova moeda requer muito esforço e muita credibilide. Não será fácil, se os Estados Unidos recuperar-se nesse próximos anos.

Desoneração, enquanto a reforma tributária não sai

 SINDIFISCO, até tu Brutus!
Auditores fiscais atuam na direção do desenvolvimento econômico. É bom ver isso.


Desonerar setores deveria ser utilizado como instrumento de política industrial. Sempre integrado a outros instrumentos: política comercial, política de crédito, etc. Como medida anticíclica, valeu. Mais que isso é casuísmo econômico, com objetivos eleitorais.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Enquato isso no Brasil

Cade aprova acordo na área de buscas
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou o acordo firmado entre Microsoft e Yahoo mediante o argumento da ampliação da concorrência com o Google, na área de buscas na internet. Essa decisão tem o mesmo objetivo daquela tomada no início da semana pela Comissão Européia: ampliar o grau de competição entre os players em um determinado mercado. Naquela decisão a Microsft perdeu o exercício monopolístico da oferta do Explore em seu próprio sistema operacional. Nessa, a empresa é ganhadora. Nesses embates jurídicos, os argumentos utilizados revalizam-se, dependendo dos interesses locais em jogo. Seria interssante cotejá-los em algum órgão internacional que validasse, ou não, suas contradições. Quem sabe algum guru pudesse dizer que tais "comportamentos oportunistas", decorrentes das "assimetrias informacionais" e da "racionalidade limitada" expressassem apenas  a estratégia de "pensar globalmente e agir localmente".  
O acordo permite que a Microsoft disponibilize para o Yahoo tecnologia de algoritmo voltada a serviços de buscas, de buscas patrocinadas e os serviços de publicidade contextual. O Yahoo fica com a exclusidade sobre as vendas mundiais para os anunciantes maiores.
O Cade agiu rápido e decidiu alinhado com as diretrizes antitruste. Resta saber se o Google não fará como a Nestlé, atirando-se no braços o Judiciário nacional. 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Recuperação econômica já provoca monetaristas

Noruega eleva os juros básicos
para 1,75 % ao ano
O Banco Central Norueguês, o Norges Bank, decidiu elevar a taxa de juros em 0,25 pontos, alcançando os 1,75% ao ano. A decisão de elevar essas taxas deveu-se aos temores associados à recuperação econômica em curso no país. Os receios com o comportamento dos preços foi a grande motivação da decisão. 
Curiosamente, o Banco Central de Suécia, o Riksbank, resolveu, no mesmo momento, manter suas taxas sem alteração, nos seu mínimo histórico, de 0,25%, reafirmando sua previsão de que a taxa se manterá nesse patamar até 3o trimestre de 2010. O Riksbank justificou sua decisião pela necessidade de consolidar recuperação da economia nacional, mesmo que submetida a alguma pressão inflacionária. Na avaliação dos dirigentes do Banco Central da Suécia essas pressões são baixas e não justificam medidas monetárias preventivas.
O interessante é notar que, lá como aqui, as opiniões se dividem nas mesmas vertentes. E mais, cada país trabalha com expectativas diferentes sobre o futuro, mas usam os mesmos instrumentos para monitorá-las: a taxa de juros.

Microsoft cede às pressões antitruste

Microsoft e Comissão Européia chegam 
a uma decisão final sobre o Internet Explore
A decisão é histórica. A partir de agora a Microsoft  não poderá incluir seu navegador, o Internet Explore, no sistema operacional Windows. A empresa venderá o seu browser separado do sistema operacional. Também estará obrigada a permitir ao usuário, por meio de seu sistema operacional,  baixar navegadores dos concorrentes.
Pior, fica permnitido aos fabricantes de PCs excluírem o Internet Explorer do Windows e instalarem navegadores concorrentes. Browsers como Mozilla, Chrome, Opera, entre outros, chegam ao mercado em iguais condições concorrenciais.

Quero registrar a importância dada pela UE às condições concorrenciais em seus mercados. A decisão constitui-se em marco jurídico importantíssimo no mundo virtual. O ordenamento jurídico do mundo real alcança, com vigor, o mundo da TI.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Petróleo confirma alta

Petróleo em alta pelo segundo dia seguido
A divulgação de notícias positivas sobre o desempenho da economia norte-americana faz as cotações de petróleo fecharem em alta pelo segundo dia consecutivo.
A cotação do barril do petróleo tipo Brent, alcançou US$ 74,29, em Londres, 1,90% de alta em relação a ontém. Em Nova York, o contrato com vencimento em janeiro, alcançou US$ 73,02 por barril, com valorização de 3,48% em relação à sessão anterior.
Os estoques de óleo bruto continua caindo semana a semana.
Pelo jeito o petróleo chega aos US$ 80,00 antes do que imaginávamos. E também antes do que podíamos prever, o juro nos USA aumentará, puxando o valor de sua moeda. Esperar para ver.

Arriscando um palpite para os preços de dois ativos

Cautela com economia dos EUA
pressiona preço do dólar

Ontém o dólar fechou em alta de 0,46%, vendido a R$ 1,753.
Inflação em alta nos Estados Unidos e crescimento da produção industrial, para além das expectativas, deram o sinal vermelho. Aí os mercados reagem e puxam o dólar. Hoje temos notícias sobre a política monetária americana. Não é de se esperar por grandes novidades. Um simples alerta em relação à inflação já promoveria  uma razoável agitação entre investidores. A divulgação do avanço do Índice de Preços ao Produtor de 1,8%, em novembro, também para além do esperado, também cria incertezas que pressionam o dólar.
Petróleo para cima, chegando nos US$80,00, em fevereiro, e dólar a R$ 2,10, para o meio do ano. Tudo, de novo, a conferir.

Publicações sobre propaganda subliminar


Propaganda subliminar
Recomendo esses livros para os interessados nesse tema:


Espero ter atendido ao interesse de voces

Petróleo em alta

Barril a US$ 70,64, em meados de dezembro.
A alta de ontem reflete a nova expectativa de crescimento da produção industrial norte-americana. Começa a consolidar-se a idéia de que as demandas, por energia de modo geral, e de combustíveis, em especial, aumentarão mais rapidamente do que se imaginava dias atrás. Era isso que vínhamos prevendo aqui em nosso blog.
As estimativas de crescimento para a produção industrial, no último mês, nos Estados Unidos era de 0,5%, para novembro. Os números mostram um crescimento real de 0,8%
O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em janeiro, subiu 1,6%, fechando ontém a US$ 70,64 na Bolsa de Mercadorias de Nova York. O barril tipo Brent, com vencimento em janeiro, recuou 0,23%, cotado em Londres a US$ 72,06 no ICE Exchange.
Se essa tendência se acentuar, insisto, que a demanda por dólares será pressionada e a moeda deverá recuperar-se em relação às outras moedas fortes. Isso significaria dizer que os commodities brasileiros remunerarão melhor seus produtores e que as exportações industriais recuperarão, em alguma medida, sua competitividade. Tudo a conferir, naturalmente.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

INTERNACIONALIZAÇÃO BANCOS BRASILEIROS

Sistema financeiro quer internacionalizar-se
O presidente do Banco do Brasil confirmou que negocia a compra do argentino Banco Patagônia. Parece que o interesse não se restringe a bancos na Argentina.
Há interesse em outros bancos na América Latina.
Bendine informou que o BB divulgará ainda hoje um fato relevante informando os acionistas sobre a negociação.
O interesse no BB no Banco Patagônia é a exploração do segmento de varejo.
O Banco Patagônia é o sexto em ativos entre os argentinos e quarto em rede, com cerca de 170 agências pulverizadas, com mais de 50% na praça de Buenos Aires. É uma das maiores pagadoras de salários e benefícios da Argentina.
Análise:
a) Real forte propicia aquisições no exterior (como já salientado aqui no BLOG pelo Prof. Grisi);
b) Os clientes A1/A2/B1/B2/C1 ´já estão bem abastecidos de serviços bancários no Brasil. São estes clientes que dão maior retorno as I.F. pois fazem mais vendas cruzadas (principalmente seguros);
c) Queda nos SPREADS : acabou a "boa vida" nos bancos. Com spreads baixos a saída para manter o retorno para acionistas é buscar receitas em novos mercados e/ou produtos;
d) Grandes concorrentes do BB - ITAÚ e SANTANDER - já tem forte presença na A.L. (especialmente este último).
Desdobramentos interessantes virão como integraçãode serviços bancários com o Brasil.
Notícia pequena, mas muito relevante para quem acompanha o mercado financeiro.
COLABOROU PROF. RAMIRO GONÇALEZ

Compra da Sun pela Oracle está quase autorizada

A União Européia impressiona-se com a argumentação da Oracle
A Comissão Europeia pareceu convencida de que a compra da Sun Microsystems não implica redução significativa da concorrência na indústria de banco de dados. Comenta-se que a apresentação oral feita pela Oracle foi extremamente persuasiva e que teria sido acolhida com muita simpatia pelos membros da Comissão. Contribuiu muito para isso os compromissos assumidos pela Oracle junto a clientes, desenvolvedores e usuários do MySQL. Esse era o grande nó da questão: o receio da Comissão Européia em relação aos possíveis danos que a aquisição do banco de dados MySQL poderia causar à concorrência no setor e aos cientes que teriam limitada sua liberdade de escolha.
Também foi decisivo para esse resultado, o compromisso da Oracle em estender, por um período adicional de cinco anos, as atuais condições das licenças comerciais dos contratos existentes com fornecedores de storage.

Vejam que na Europa, para se conseguir a aprovação de um negócio de US$ 7,4 bilhões, concorrentes, fornecedores e usuários devem ser respeitados em seus direitos de agentes econômicos. Todos são tidos , igualmente, como relevantes e, no fundo, fazem um bom contrapeso aos exercícios oligopolísticos. Trata-se de um pensamento econômico, em dúvida, mas que reflete uma preocupação mais geral com o bem-estar e com a harmonização das relações sociais. No Brasil, precisamos avançar mais rapidamente nessa questão, embora já tenhamos avançado muito, e rapidamente, nesses últimos anos

Ainda há espaço para novas concentrações na indústria bancária?

Bancos pequenos e médios precisam
ter foco para sobreviver
Veículo: Portal IG - Olívia Alonso
Data: 14.12.09 - 07:40
Os pequenos e médios bancos brasileiros precisam de estratégias específicas, parcerias e consistência para sobreviver num mercado ávido por escala, dizem analistas e pesquisadores. Após o forte processo de consolidação de instituições financeiras no País nos últimos anos, tendo como episódio mais recente a compra do banco Panamericano pela Caixa Econômica Federal (CEF), a sugestão dos especialistas é que os menores sejam atuantes e foquem no aprimoramento de competências em nichos específicos.
“Ele precisam mostrar consistência, ter bons princípios de governança, critérios rígidos de seleção de clientes e concessão de crédito”, diz Clodomir Felix, sócio para atendimento às instituições financeiras da consultoria Deloitte. O que define o risco dos bancos é a solvência e a liquidez, “mas essas características não bastam para que os médios e pequenos sobrevivam”.
Atualmente, há cinco grandes bancos no País e poucos de médio porte, como é o caso do Safra. Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, CEF e Santander, juntos, correspondem a cerca de 66,4% do total dos ativos dos 137 bancos do País, segundo dados de setembro do Banco Central. Quando considerado o patrimônio líquido, a participação dos grandes sobe para aproximadamente 71,6%, somando R$ 187,6 bilhões de um total de R$ 261,9 bilhões.
Concentração
Enquanto na concorrência entre os bancos comerciais grandes a amplitude de serviços é maior, os bancos menores têm portfólio mais restrito e concorrem mais por operações ou clientes específicos. Um exemplo é uma operação de crédito consignado com uma prefeitura, na qual o banco faz o financiamento do funcionário público por meio de crédito consignado (modalidade de empréstimo com desconto de prestações em folha de pagamento). Nesse caso, é estabelecido um contrato entre o banco e a prefeitura, sendo que a gestão municipal pode receber uma taxa do banco, de forma que a operação seja interessante para todas as partes.
Celso Grisi, diretor presidente do instituto de pesquisa de mercado Fractal e professor da Universidade de São Paulo (USP), sugere aos bancos de menor porte o foco na especialização em um conjunto de produtos específicos e um conjunto de empresas, com uma “estratégia produto-mercado muito nítida”. Ele dá como exemplo a especialização do banco em um segmento como o de tecnologia avançada. Nesse caso, haveria a alternativa de procurar empresas em polos como o de Florianópolis e oferecer um produto desenvolvido especialmente para esse nicho. Da mesma forma, outra opção seria a atuação no pólo farmacêutico de São José dos Campos. Operações assim acabam tendo risco mais baixo, afirma.
Já as fusões entre bancos menores são descartadas se o objetivo do negócio for o crescimento para competir com os bancos grandes. A união entre pequenos e médios não contribui para elevar de maneira satisfatória a capacidade de captação e concessão de empréstimos dos bancos. Para poder emprestar mais, um banco precisa ampliar seu patrimônio, completa Grisi. Existe um indicador mundial que define quanto uma instituição financeira pode emprestar em relação a seu patrimônio, o chamado Índice de Basiléia. No Brasil o limite é 11%, o que significa que para cada R$ 11 de patrimônio, o banco pode conceder no máximo R$ 100 em crédito.