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Mostrando postagens com marcador Empresas e Negócios. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Economia criativa em crescimento

Crescendo consistentemente, economia criativa atrai empreendedores
A economia criativa, segundo pesquisa da FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), em 2015 correspondia a 2,6% do PIB nacional, com um crescimento real de 10%, em dez anos. Entretanto,  especialistas entendem ser necessário que esses empreendedores sejam treinados em conhecimentos de gestão empresarial e, em particular, em marketing e branding. Afinal, a busca por mercado será sempre um desafio para essas empresas.
Faltam também recursos financeiros para dar suporte a boas ideias. O Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou linhas de longo prazo para os empreendimenos de menor porte, para dar apoio a essas iniciativas voltadas ao desenvolvimento de empresas criativas. Um prato cheio para investimentos em design, publicidade, arquitetura, mídia editorial, mídia audiovisual, tecnologia da informação, biotecnologia, tecnologia da informação, patrimônio, artes, música e demais expressões culturais.
Apenas lembrando aos que recorrerem ao BNDES: vocês terão que pagar tudo o que emprestaram. Portanto, o segredo está em gerir muito bem esses negócios.

quinta-feira, 30 de março de 2017

O que dizem os executivos

No Brasil, executivos querem melhorar a gestão em plena crise econômica
Embora a crise econômica, acionistas e sociedade em geral exigem desempenhos financeiros e sociais mais altos da empresas.
Pesquisa recente levada a cabo pelo PROCEB, programa estabelecido no âmbito da Fundação Instituo de Administração, revela que os executivos buscam soluções e estabelecem suas prioridades para atender as expectativas de todos. Para isso, as prioridades para sua ação dentro das empresas envolvem a formação de líderes, o incentivo a inovação, fidelização de clientes e aumento contínuo da produtividade.
Entre os maiores desafios estão: incrementar a meritocracia, envolver-se efetivamente com os problemas referentes a pessoas, entender com anterioridade as mudanças no seu setor de atuação e mobilizar os talentos internos para o comando de áreas estratégicas.
O esforço parece ter uma direção muito próspera no médio prazo

quinta-feira, 16 de março de 2017

Conselhos estão mais assustados

As preocupações dos Conselhos de Administração
Os Conselhos de Administração estão dedicando mais tempo à supervisão da gestão de risco.
As responsabilidades que demandam mais tempo são:
a) rever e aprovar a política global de gestão de risco
b) monitorar a utilização do apetite ao risco, incluindo o risco financeiro e não financeiros.
c) avaliar e monitorar riscos novos e emergentes.
Entretanto, os conselheiros reconhecem a urgência em disseminar nas empresas a cultura de risco e de rever planos de incentivos para alinhar riscos e recompensas.
Recompensar sem considerar riscos pode ser muito perigoso.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Vamos crescer, FIESP

A indústria acordou
Os resultados são do PNAD do IBGE. O desemprego chegou a 10,4% nesse primeiro trimestre de 2016. A crise fechou postos de trabalhos. Contração econômica tem esse preço.
Salários continuam em queda livre. O recuo foi de 0,8% no primeiro trimestre do ano em relação ao último trimestre do ano passado. A tendência deve manter-se, ma em ritmo menor.
 As contas no exterior mostram avanços e nesse mês quem começou a exportar foi a indústria. Claro que exportar produtos industriais é sempre mais demorado e mais difícil. Trata-se de recuperar mercado perdido para a concorrência internacional. A manutenção dessa tendência passa por novas desvalorizações do real, o que já é desejável porque ele começa as se sobrevalorizar.
A agropecuária prestou grande contribuição aos resultados das contas externa. Agora é hora de a indústria fazer a sua parte. Chega de “eu não vou pagar o pato”. A ociosidade, grande como está, dispensa de novos investimentos. Apenas precisa ocupar a capacidade ociosa que é grande. Isso se faz com contratações. A produção pode crescer, criando novos empregos. Como se sabe a indústria rotineiramente paga salários mais altos que o campo e pode, com isso dar alento a uma demanda dormente.
Isso vai amenizar a retração e produzir uma nova vertente de recuperação econômica.

Preocupações para o curto prazo

Exportadores não verão, no médio prazo,
o real se valorizar
Exportadores começam a se amedrontar com as sucessivas valorizações da moeda nacional em relação ao dólar, desde o início de maio. Não é para menos. A liquidez é excessiva no mercado internacional de divisas e, por outro lado, o impedimento da atual presidente dá novo ânimo ao mercado, provocando a queda vigorosa dos CDs. Essa queda traz otimismo, uma vez que evidencia que o risco Brasil passou por uma abrupta transformação, face às mudanças políticas anunciadas. Aliás, é assim mesmo que os agentes econômicos respondem: criam novas expectativas e reagem de forma exuberante a elas, no curto prazo.
Isso não pode desanimar nossos exportadores.
Afinal ainda não exibimos um quadro macroeconômico que possa dar sustentação a essa tendência. Todos os fundamentos indicam que a depreciação do real voltará a ser uma realidade muito em breve e isso deverá permanecer por um tempo ainda longo no cenário nacional.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Incertezas

Por que o investidor recua
A balança comercial reage lentamente às desvalorizações cambiais. O crescimento deve ser em 2015 menor que -1,5% e o câmbio deve chegar a R$ 3,50. Para 2016, o crescimento deve estar em 0% e a inflação acima de 6,5%. Nesse momento, políticas microeconômicas, como a otimização tributária, poderiam dar algum resultado.  A grande dificuldade nesse momento é definir uma estratégia que possa quebrar o ciclo de alta de preços tão resistente. O esforço do governo permanece concentrado em não perder o grau de investimento e o ajuste tem perseguido esse objetivo. Vive-se um momento difícil. A GM fechará cinco fábricas no Brasil. O presidente da Mercedes Benz se diz emparedado e manifestou-se, de maneira inusitada, impotente diante do quadro econômico instalado. As demissões se aceleraram muito no último mês e logo deverá alcançar o setor de serviços. O governo protege o cidadão como se ele fosse um hipossuficiente, desequilibrando as contas públicas. Com isso, os empresários temem, em um prazo mais longo, alcançar-se um momento de ruptura. As taxas de financiamento da dívida pública estão custando ao governo inflação mais 6,5% ao ano. Trata-se de uma taxa de default.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Era mesmo de se esperar

Com tanto lucro, os bancos não
poderiam ser poupados
Politicamente a decisão foi simpática. O governo havia mesmo de aumentar o “pedágio” dos bancos. Por isso, editou medida provisória que eleva a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido de instituições financeiras, de 15% para 20%. É uma saída aceita popularmente para redução do déficit público e contará com apoio generalizado da sociedade que vê nos lucros bancários o vilão da crise financeira das pessoas e das famílias. A medida também pode contribuir para a redução das tensões do Executivo com parcela da base do governo da presidente Dilma. Esse grupo acusa o Governo de centrar o esforço fiscal apenas nas classes trabalhadoras. As dificuldades no Congresso Nacional para aprovar medidas provisórias de ajuste fiscal são grandes. Tornam-se ainda maiores quando propõem a alteração de benefícios previdenciários e muda regras de acesso a benefícios trabalhistas. A elevação da CSLL corresponde à intenção do Ministro Levy em aumentar a arrecadação, de vez que do lado do dispêndio público, os cortes parecem politicamente cada vez menos viáveis. Em janeiro, o governo retomou o Cide-Combustível e procedeu à elevação da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras no crédito a pessoas físicas e do PIS/Cofins de produtos importados. A nova alíquota da CSLL atinge bancos, distribuidoras de valores mobiliários, corretoras de câmbio e de valores mobiliários, sociedades de crédito, financiamento e investimentos, sociedades de crédito imobiliário, administradoras de cartões de crédito, sociedades de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito e associações de poupança e empréstimo. Não há dúvidas que, de um lado ou de outro, o ajuste fiscal precisa ser feito e a a sabedoria popular fornece o sentido das medidas: “é do coura que sai a correia”.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A soja e o Milho

Commodities com perspectivas
ainda incertas
Depois de uma temporada de preços deprimidos, o minério de ferro volta a subir. Para os analistas, essa alta pode ser apenas um breve suspiro. A oferta continua sendo maior que a procura, desde a desaceleração da economia chinesa. O que não está sendo ainda cogitado é que a oferta pode ter sofrido algum ajuste, com o desligamento de altos fornos. O petróleo ironicamente ultrapassou os US$ 69 por barril, no mês de abril. Trata-se da menor manipulação dos preços pela OPEP, que pode estar testando a competitividade do xisto betuminoso. Se for isso, a tendência vai ser de alta para os próximos meses. Soja e milho apresentaram-se com produções elevadas. Os preços do milho caíram em abril. O preço futuro do milho, com entrega para agosto, tem sofrido consecutivas desvalorizações, sendo que a média da saca negociada em março ficou em R$ 16,15 e em abril essa cotação média caiu para R$ 15,25. Quanto à soja, as demandas interna e externa continuaram dando sustentação às cotações da soja em grão e do farelo, no mês de abril. Consumidores globais de farelo de soja parecem estar com bom apetite, aceitando preços maiores do derivado. O esmagamento da oleaginosa também aumentou, favorecendo o repasse das altas das cotações do derivado ao grão.Os preços da soja em grão tiveram alta de 2,4% no mercado de balcão (ao produtor) e de 3,1% no de lotes (negociações entre empresas).

terça-feira, 21 de abril de 2015

As voltas que o mundo dá

Fogo de Chão vai fazer IPO,
nos Estados Unidos
Tudo começou em Porto Alegre quando dois irmãos, Arri e Jair Coser montam seu primeiro restaurante com o nome de Fogo de Chão. Nem de perto podiam imaginar que seu pequeno investimento se se transformasse numa rede de churrascaria, com sede em Dallas, no Texas, composta por e 26 unidades nos Estados Unidos e 9 no Brasil. Com faturamento de US$ 262,3 milhões no ano passado e lucro de US$ 17,6 milhões (6,7% sobre faturamento), a empresa reverteu prejuízo de US$ 937 milhões de dólares em 2013. Como se vê, nem tudo são flores. O pior é que o endividamento da cadeia de restaurantes chegou a US$ 243 milhões de dólares no final de 2014.
Atualmente, a Fogo de Chão pertence a um private equity Thomas H. Lee Partners LP que, em 2012, pagou por ela US$ 400 milhões à GP Investments Ltd. Tudo muito louco. O pedido de oferta pública inicial de ações aos reguladores norte-americanos foi feito no dia 20 de abril. Muuito provavelmente obde ce à mesma estratégia financeira de pedidos recentes realizados pela Habit de Restaurantes e pela Shake Shack (rde de hamburguers). São coordenadores da oferta JPMorgan e Jefferies.

Quem diria que um rodizio virasse IPO nos Estados Unidos?

sábado, 14 de março de 2015

Convergências desastrosas

Dúvidas e incertezas fertilizam
as especulações financeiras
A moeda norte-americana atingiu o valor mais alto desde abril de 2003: R$ 3,2490 na venda. A alta do dia foi de 2,77%. Várias são as razões para isso. De início, é preciso considerar que o dólar também avançou nos mercados externos, precificando possível anúncio de uma eventual antecipação da alta de juros nos Estados Unidos, pelo Fed, na próxima semana. Esse movimento, de caráter especulativo, decorreu do desempenho do país no que respeita à inflação e ao emprego. O mercado de trabalho melhora dia após dia e a inflação se estabilizou, preenchendo os parâmetros econômicos que guiam o Fed na decisão sobre a alta de juros norte-americanos.
Por outro lado, a espantosa habilidade do governo brasileiro em gerar incertezas, no plano doméstico, estimula a depreciação do real em velocidade mais alta que as de moedas de outros emergentes. Nesse ano, o dólar subiu aproximadamente 5 % ante o peso mexicano e o peso chileno, 8 % face ao rand sul-africano e 13 % em relação à lira turca. Considerado o real, a depreciação já ultrapassa os 22 %. A volatilidade, portanto, decorre do cenário internacional, do ambiente político nacional, onde a base aliada põe em dúvida a aprovação das medidas de ajuste econômico, além dos fatores próprios das operações dos grandes negócios privados no país, que estão à busca de hedge. Em meio a esse quadro, o Bacen deixa prosperar os boatos sobre suas intervenções diárias nesse mercado.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Sem desvendar os mistério das garrafas

Garrafas e mercado financeiro nacional
Meu amigo Décio Pecequilo (40 anos de pregão) envia a seguinte notícia: o valor de mercado da Apple equivale a 620 bilhões de dólares, enquanto todas as empresas brasileiras de capital aberto somadas atingem 700 bilhões de dólares.
Isso dá a ideia de quão estreito ainda é o mercado brasileiro e o quanto ele tem para crescer. Portanto, não querendo retomar a história da garrafa meio cheia e meio vazia, sugiro que esse dado possa ser visto como uma grande oportunidade e não como um ponto fraco de nosso mercado.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O mercado de trabalho emite seus sinais

O quadro do desemprego parece favorável.
Mas não é.
Mesmo com a taxa de desemprego em queda no mês de outubro (de 4,9% para 4,7%), segundo o IBGE, não há muito que comemorar. O resultado foi alcançado pelo aumento do crescimento do “emprego por conta própria” em prejuízo daquele criado por “carteira assinada”. Esse último apresentou-se em queda de 0,3%, face ao mês anterior. Sabe-se que o emprego por conta própria embute riscos maiores por estar mais sujeito aos efeitos das flutuações econômicas, ademais de não fazer jus a outros benefícios. Em outras palavras, eles custam bem menos a quem contrata. Os custos das relações trabalhistas estabelecidos pela assinatura das carteiras de trabalho incentivam a busca por outras formas de contratação que, no jargão dos sindicalistas, levam à precarização do trabalho. Os números desse mês, às vésperas do Natal, deixam clara a estratégia defensiva do empregador. Sem crédito para formar estoques nessa época do ano e para atender as outras demandas de capital de giro, o empregador debate-se com impostos elevados, encargos sociais desmedidos e juros altíssimos. Não lhe resta alternativa, senão contratar autônomos e pessoas jurídicas que amenizam seus custos. É hora de flexibilizar as relações de trabalho e de reduzir o custo de contratar para garantir a queda do desemprego e o ânimo empresarial de assinara as carteiras.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Recuperação cada vez mais distante

A produção industrial agoniza
Estamos diante de um longo processo de recuo da produção industrial. Só em junho esse recuo foi de 1,4% em relação ao mês anterior, segundo o IBGE. Considerado os meses de março, abril e maio, as quedas foram, respectivamente, de 0,7%, e 0,8%. A sucessão de maus resultados sugere o sucateamento do parque industrial, a redução da qualidade dos empregos e novas reduções nas exportações de manufaturados. O aspecto mais negro desse processo é a forte contração na produção de bens de consumo duráveis e bens de capital. Especificamente, a retração nesses dois segmentos da indústria mostra que os investimentos foram realmente suspensos ou adiados e que as perspectivas de recuperação ficam cada vez mais distantes.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Varejo frustrado



A venda de televisores novos decepciona
Esperava-se que as vendas de televisores alcançassem um número bem superior ao que tem sido realizado pelo varejo. Nesse sentido, a Copa do Mundo foi decepcionante para fabricantes e varejistas.
Entre janeiro e abril, a Zona Franca de Manaus produziu cerca de 5,6 milhões de novas televisões, 65,1% a mais que no ano passado no mesmo período, esperando por uma procura bem mais forte que a atual.
Deve ter sido a estagnação econômica que fez o consumidor arrefecer a demanda, com alta de apenas 30-40%. Juros alto, menor incremento da renda, temores com o mercado de trabalho e o alto endividamento das famílias podem explicar o comportamento mais contido do consumidor. A consequência mais positiva é que televisores estão entrando em promoção, com descontos mais agressivos de preço. Ótimo momento, portanto, para quem quer comprar TV’s. Péssimo momento para os fabricantes que estão formando um estoque excessivo, pressionando suas necessidades de capital de giro, no momento em que os bancos estão mais cautelosos em aprovar crédito e que os juros estão muito altos também.

sábado, 21 de setembro de 2013

A notícia é boa. Mas não deve iludir.

A geração líquida de empregos jcontinua bem abaixo das 200mil vagas
Segundo o CAGED, agosto foi um mês de crescimento. A criação de empregos formais (carteira assinada) apresentou saldo líquido de 127.648 postos de trabalho. Isso significa 26,4% a mais que o número de vagas criadas em agosto de 2012.
O mercado de trabalho continua apertado. Entretanto, já não tem mais o mesmo vigor em função do baixo nível de investimento na economia nacional.
As concessões podem ajudar na recuperação do ritmo anterior.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Povo sem fé

O problema é que ninguém
acredita mais
Como dizia o caboclo: “tem mais jeito não”.
O volume girado na BM&FBovespa foi de míseros R$5,07bilhões, ontem.
Fechou em 46.869 pontos. O dólar encerrou a sessão em alta de 1,30%, cotado a R$ 2,25. Povo de pouca fé!
A confiança do empresário da indústria, segundo a CNI, conseguiu chegar ao menor nível desde abril de 2.009: 49,9 pontos no mês de julho. Credo!
O que esperar, então? O Ministério da Fazenda está desaparecido da cena nacional. As contas públicas se deterioram. A inflação dá de ombros para o Copom.
As experiências heterodoxas não produzem crescimento e a S&P ameaça o Brasil de rebaixamento.
A falta de liderança é apenas o sintoma da aproximação da ingovernabilidade. A descrença se generalizou e disso se aproveitam os sindicatos e os partidos políticos.
É preciso agir. Rápido, atendendo a apelos institucionais .

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Vai engrossar o caldo

A reação pode demorar 
Mais alguns meses de baixo crescimento e os índices do mercado de trabalho apresentarão um quadro em agravamento. A pesquisa mensal do comércio, relativa a maio, trouxe resultados pouco animadores. Realmente o comércio não vai bem.
O índice restrito ficou estável em relação ao mês anterior, enquanto o índice ampliado veio com -0,8% de queda. Para quem não se recorda, o índice ampliado inclui as vendas de veículos e material de construção.
Não se trata do mau desempenho de um ou outro segmento do comércio. O enfraquecimento é generalizado em todo o setor graças à a queda abrupta no crescimento da renda e do enxugamento do crédito bancário. A recuperação torna-se ainda mais difícil com a Selic agora nos 8,5% ao ano.
Enfim, os dados da indústria, de dias atrás, e do comércio, confirmam a pífia atividade econômica brasileira e explicam o resultado negativo do IBC-BR de maio.

sábado, 6 de julho de 2013

Dessa vez doeu demais

 A queda pode continuar
A perda dos fundamentos econômicos, a desordem institucional, os movimentos de rua, a inflação, o baixo crescimento e a recuperação nos Estados Unidos assustam investidores. Já não se sabe mais o que é causa e o que é consequência.
O país não oferece maiscoportunidades para a remuneração dos capitais aqui aportados. O sistema industrial encontra-se destruído, a atividade do varejo também se tornou anêmica.
O Ibovespa sofre como poucas vezes sofreu no passado. Caiu, na última sessão da semana, 1,21%, fechando aos 45.210 pontos, com um volume negociado de R$ 7,76 bilhões. A perda acumulada na semana foi de 4,73%.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sem empréstimos, não há atrasos

A pontualidade de pagamentos aumentou?
Depois de tantas restrições as MPE reagem. Parece que lentamente a inadimplência deve reduzir-se entre as micro e pequenas empresas nos próximos meses. Em maio, a pontualidade nos pagamentos alcançou os 95,8%, a quarta alta mensal consecutiva. Vale dizer que a cada 1.000 pagamentos, 958 foram quitados à vista ou com atraso máximo de sete dias, nesse mês de maio.
O maior nível de pontualidade entre essas empresas foi alcançada pelas que atuam no setor comercial: 96,4%. As industriais atingiram pontualidade de 95,2%, enquanto as de serviços alcançaram 95,1%.
Essas empresas tem sido objeto de políticas de crédito muito seletivas por parte dos bancos privados e isso deve ter contribuído para a melhora. O que não se pode concluir é que elas tenham melhorado sua saúde financeira. Ao contrário, elas devem estar “vivendo da mão pra boca” .
Sem crédito, não há atrasos.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Mercado de Capitais

Falando em superar o pessimismo
Décio Pecequilo e Celso Grisi começam a ver a recuperação no ânimo dos investidores 
ABRIL DE 2013 - SEGMENTO BOVESPA
Depois do péssimo primeiro trimestre, quando o IBOVESPA perdeu 7,55%, configurando-se no pior dos últimos 18 anos, o mês de abril, fechou com esse indicador em baixa de apenas 0,78%, o melhor (ou menos ruim) mês desse ano, até agora. Afinal, em janeiro a perda foi de 1,95%, em fevereiro a queda atingiu 3,91% e, em março, a perda foi de 1,87%.
O comportamento dos preços, até abril desse ano, registrou o extremo superior do IBOVESPA em 63.312 pontos, alcançados no dia 03 de Janeiro. Por outro lado, o extremo inferior - que era de 54.873 pontos de 25 de março - foi batido em 17 de abril quando chegou a 52.881 pontos. A diferença entre esses extremos, no final do primeiro trimestre, era de 8.439 pontos. Em abril, alargou-se para 10.431 pontos, fazendo crer em quedas ainda mais fortes, mas que afinal foram atenuadas durante o mês.
 O quarto mês do ano teve um total de 22 pregões sendo, 13 deles em alta e os outros 9 em baixa. A quantidade, média diária de negócios foi de 944.500. O volume médio diário negociado atingiu R$ 8.224,80 bilhões. Até o momento, esses dois dados são os mais altos do ano.
PARTICIPAÇÃO DOS INVESTIDORES NO VOLUME TOTAL

DA BM&FBOVESPA
 O Investidor Estrangeiro continuou liderando o movimento. Sua  participação entre compras e vendas foi de pouco mais 0,25% (total de compras –  total de vendas). Em seguida, a maior participação do Investidor Institucional com -0,72%, tendo, portanto, vendido mais do que comprado e, por fim, no terceiro e quarto lugares, praticamente juntos, os Investidores Pessoa Física com -0,17% e o Individual com -0,15%, ambos tendo vendido mais do que comprado. Os outros tipos de participantes não apresentam números significativos.
O destaque fica por conta do Investidor Estrangeiro que comprou em torno de R$ 1,5 bilhão em ações, na última semana de abril, mas voltou a manter posição vendida em Ibovespa Futuro. Esse comportamento embute a crença de baixa mais adiante, aliada a uma proteção contra um aumento de volatilidade do mercado. O interessante é que mesmo em baixa no mês de abril o segmento BOVESPA já chama a atenção de analistas.
O QUE PODE EXPLICAR RESULTADOS TÃO RUINS
Algumas ideias estão no centro das análises econômicas feitas por nossos melhores especialistas:
1ª) A economia brasileira cresceu 0,9% em 2012, abaixo da estimativa de 1,5%. Outros o países da América Latina, como Chile, Peru, Colômbia, cujas rendas per capita são análogas à brasileira, cresceram mais fortemente, apresentando inflações mais baixas e investimentos mais altos. Esses países apresentam crescimentos mais rápidos, a taxas de 4%, 5%, 6% ao ano.
2ª) A comparação das taxas de investimento brasileiras, ao longo do tempo, explica o baixo crescimento. Em 2012, o Brasil investiu 19,5% do PIB, em 2011 o investimento foi de 19,3% e em 2012 veio para 18,1%. Nos demais países, a média alcançou 23%, 25% e 27%.
3ª) Numa situação de pleno emprego e com a capacidade instalada totalmente comprometida, o país para crescer, admitida a baixa taxa de investimento, precisa pressionar a inflação.
4ª) O pleno emprego garante a sobrevida da atual política econômica, mas compromete a inflação.
5ª) A atual relação entre crescimento, juros e inflação está claramente desequilibrada e mostra-se insustentável no longo prazo.
6ª) Os problemas estruturais não podem ser postergados e o encaminhamento das soluções requer o aumento dos investimentos.
7ª) A solução esperada pelo mercado implica em o Banco Central subir a taxa de juros, para dar tempo enquanto às políticas econômicas de caráter estrutural.
Como nada disso parecia acontecer, o mês de abril foi desastroso para o mercado de capitais.
Maio começa a renovar os ânimos dos agentes. Os processos de licitações nas áreas de exploração de petróleo e de portos foram o estopim dessa reação. Alguns analistas apontam que a bolsa do México esta muito mais "cara" que a do Brasil, sinalizando para uma reversão já nos próximos meses. Outros já anunciam que os pais esta se aproximando de um ponto de inflexão em termos do crescimento econômico, dos resultados das empresas e das expectativas sobre o desempenho futuro de nossa economia.  
É de se pensar, mesmo mantendo a prudência necessária, que a reação está mesmo por vir. Afinal, nos quatro primeiros meses do ano, seis empresas realizaram abertura de Capital IPO (Initial Public Offering, em inglês), vendendo 13,2 bilhões de ações, entre existentes, ou emitidas recentemente, para mais ou menos nove mil investidores. Essas captações, superaram as de 2011 e 2012 quando somadas."