Banner

Translate

Mostrando postagens com marcador Pesquisas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pesquisas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Luz no fim do túnel?

Empresários continuam sem disposição
para novos investimentos.
A FGV aponta que seus índices de confiança apresentaram queda nos setores de comércio e de serviços, no mês de agosto. O índices do comércio apresentou queda de 7,3% no trimestre junho, julho e agosto de 7,3%, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A deterioração deu-se pela redução do índice de Situação atual (queda 12,1%) e do índice de Expectativas (queda de 4,3%). No comércio as coisas realmente não vão bem. As vendas estão baixas, a demanda está retraída pela redução da renda real e pelo alto grau de endividamento das famílias. Financiar vendas tornou-se um esporte perigoso, com a inadimplência rondando os 4,5%. No setor de serviços, o índice de confiança também se apresentou em queda (3,1% de julho e agosto), o menor patamar desde abril de 2009. Essa queda decorre da retração no índice de Expectativas (queda de 5,7%, em agosto). Já índice de situação atual apresentou ligeiro avanço (0,8% em relação a julho). Essa alta seria uma luz no fim do túnel? Decorreriam de expectativas sobre os resultados da eleição presidencial teriam a ver com isso? Difícil saber, de fato, a causa desse respiro do otimismo no setor de serviços. O fato é que o desemprego continua estável, enquanto as vendas em supermercados se apresentam em queda. Melhor receber com algum cuidado essa avaliação.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Necessidade é a mãe de todas as invenções



Inovações no campo da energia
surpreendem pela ousadia
E eis que Furnas resolveu bancar o velho sonho. O projeto quer uma usina em alto-mar, para gerar energia a partir da força das ondas. Trata-se de tecnologia conhecida por conversor offshore. A pesquisa será desenvolvida em parceria com a Coppe da UFRJ e a norte-americana Seahorse Wave, com objetivo de atender a um farol, em Ilha Rasa e às 200 ou 300 casas existentes nesse local. Por outro lado, Petrobras e a Embrapa assinaram acordo de cooperação técnica, em São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, para o desenvolvimento de tecnologia dirigida à produção de cana de açúcar, em clima temperado. O projeto está voltado ao mercado de cana para produção de etanol. Será preciso desenvolver variedades dessa planta mais adaptadas ao solo e ao clima local, tendo em consideração a produtividade, a resistência a pragas e a tolerância à seca e ao frio. A necessidade está incentivando esforços mais ousados para a solução dos problemas de energia.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Informalidade em queda no Brasil

Um estudo interessante sobre
informalidade no Brasil

Transcrevo parte do trabalho realizado por Rodrigo Leandro de Moura da IBRE/FGV-RJ e Fernando Holanda Barbosa Filho também da IBRE/FGV-RJ.
“A Tabela 1 mostra a redução da taxa de desemprego e da taxa de informalidade mensuradas com dados da PNAD entre 2002 e 2011. Como visto em Barbosa Filho e Pessoa (2011) houve uma grande queda da taxa de desemprego mensurada pela PME nos últimos anos, mas esta queda é menos severa quando calculada com os dados da PNAD. A principal diferença que explica o resultado é que a taxa de desemprega era mais baixa no país como um todo do que nas regiões metropolitanas. Principalmente, nas regiões metropolitanas estudadas pela PME. Também da IBRE/FGV-RJ


Tabela 1: Taxa de Desemprego e de Informalidade


Ano
Taxa de Desemprego
Taxa de Informalidade
2002
9,1%
43,6%
2003
9,7%
42,3%
2004
8,9%
42,5%
2005
9,3%
41,4%
2006
8,4%
40,7%
2007
8,2%
39,1%
2008
7,1%
38,1%
2009
8,3%
37,4%
2011
6,7%
32,7%
2011-2012
-2,4p.p.
-10,9p.p.

Fonte: Elaboração Própria com dados da PNAD

A queda da informalidade ocorreu em todo o país tanto no período entre 2002 e 2011. A informalidade também difere conforme a região. Nas regiões metropolitanas a informalidade é mais baixa do que fora destas. A Tabela 2 mostra este ponto com uma diferença entre as taxas de informalidade que ultrapassa os dez pontos percentuais. Enquanto que no Brasil a informalidade era de 43,6% em 2002, a informalidade nas regiões metropolitanas era de somente 35,6% enquanto que para as regiões não metropolitanas a informalidade atingia 48,1%. Entre 2002 e 2011 os dados mostram que a informalidade caiu 10,9 pontos percentuais (p.p.) tanto em abrangência nacional como nas regiões metropolitanas e não metropolitanas.

Tabela 2: Informalidade por região


PNAD - BRASIL

Ano
Porcentagem
2002
43,6%
2003
42,3%
2004
42,5%
2005
41,4%
2006
40,7%
2007
39,1%
2008
38,1%
2009
37,4%
2011
32,7%

Fonte: Elaboração Própria com dados da PNAD e da PME.

A queda da taxa da informalidade já é um fenômeno permanente na economia brasileira. No entanto, os determinantes de maior impacto sobre esta queda é pouco explorado na literatura.
O artigo mostra que a queda da informalidade de quase 11 p.p entre 2002 e 2011 para todo o Brasil, foi igual tanto nas regiões metropolitanas como fora dessas. No entanto, a diferença entre as taxas de informalidade nas regiões não metropolitanas e as metropolitanas é ainda de 12,6p.p., em 2011. O artigo mostra que a maior parte desta diferença ocorre devido às diferenças de nível de informalidade entre as duas regiões. Ou seja, a diferente composição das atividades econômicas explica somente 1/4 do diferencial, sendo o restante explicado por diferenças do nível de informalidade.
Para aprofundar a compreensão deste fenômeno, no estudo realizamos uma decomposição da queda da taxa de informalidade em efeito nível e composição. Enquanto o primeiro mede a queda da taxa de informalidade dentro de cada grupo – mantido fixo a participação deste grupo na média dos dois períodos – o segundo mede a variação da participação no total de ocupados de cada grupo – mantido fixo a taxa de informalidade na média dos dois períodos.
Os resultados mostram que, dependendo da decomposição, a queda da taxa de informalidade da economia foi devida à contribuição do efeito nível. Ou seja, devido à forte redução da taxa de informalidade dentro de diferentes grupos, aliado a uma alta participação de tais grupos no total de ocupados. Destaca-se a contribuição: de homens e mulheres; brancos e pardos; com ensino médio completo; de 15 a 30 anos de idade; com até 14 anos de experiência; dos setores agropecuário, indústria de transformação, construção, comércio e outros serviços. Assim, o processo de formalização atingiu diferentes cortes da oferta e demanda de trabalho.
No entanto, um resultado marcante é que o efeito composição apresentou uma magnitude alta quando a decomposição foi feita para a variável escolaridade, chegando a explicar 60% (41,2%) da queda da informalidade entre 2002 e 2009 (2011). Ou seja, o processo de escolarização que o país passou ao longo dos anos, com redução do percentual dos trabalhadores menos escolarizados (principalmente daqueles sem escolarização e com ensino fundamental completo) que apresentam alta taxa de informalidade (por exemplo, 62% para os sem escolarização na média entre 2002 e 2011), foi um determinante crucial para a queda da informalidade. Além disso, quando a decomposição é feita pela variável capital humano (associação entre ciclos escolares e experiência) a queda da participação de trabalhadores menos escolarizados com baixa experiência de trabalho chega a explicar 77% (53%) da queda da informalidade no país entre 2002 e 2009 (2011).

Por fim, computamos uma matriz de transição entre os diferentes estados ocupacionais (para as principais regiões metropolitanas): informal, formal, desempregado e fora da força de trabalho (PEA). O resultado mostra que a formalização ocorreu através de dois canais: aumento da transição de trabalhadores do setor informal para o formal e da absorção dos desempregados pelo setor formal. A redução da transição dos desempregados e dos que estavam fora da PEA para a informalidade contribuiu marginalmente para reduzir a queda da taxa de informalidade.”


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Os alquimistas estão voltando

Uma nova temporada de caça
Enquanto os jornais falam de investidores desanimados com o Brasil, e imaginam o fracasso das concessões, meu amigo Décio Pecequilo fez mais uma de suas incursões investigativas nos números da Bovespa.
Vejam o que o Décio descobriu!

Apesar, das decisões sobre IED serem diferentes das decisões sobre aplicações financeiras, é melhor ajustarmos nossas expectativas em relação à presença de capitais estrangeiros no desenvolvimento nacional.
Parabéns Décio.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A teoria econômica é cruel

A teoria econômica não admite desvios

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Problemas tributários, no mundo

Síntese do estudo realizado entre
pessoas jurídicas, pela KPMG
Relatório produzido pela KPMG, intitulado Competitive Alternatives 2012, Special Report Focus on Tax informa que:
ü  As empresas instaladas na Índia pagam ao redor de 50% menos tributos que suas congêneres nos Estados Unidos.
ü  Dos cinco países com os custos totais fiscais mais baixos, quatro são mercados emergentes: Índia, China, México e Rússia.
ü  O Brasil ocupa a 11ª posição do ranking.
ü  Foram estudadas 14 nações.
ü  Pior que o Brasil, nesse ranking, apenas Japão, Itália e França.
ü  A alta carga tributária é um dos mais significativos componentes do chamado “custo Brasil”.
ü  Entre os catorze principais países pesquisados, fora dos mercados emergentes, somente o Canadá (classificado em segundo), o Reino Unido (ocupando a sexta posição) e a Holanda (em sétimo lugar) oferecem custos fiscais totais mais baixos que os Estados Unidos.
ü  Os maiores custos fiscais predominam em partes da Europa (Alemanha, Itália e França) e Ásia-Pacífico (Austrália e Japão).
ü  O Brasil é amplamente reconhecido como um dos principais mercados emergentes, mas seus custos fiscais totais são em torno de 43% maiores que aqueles verificados nos Estados Unidos.
ü  As organizações de pesquisa e desenvolvimento (P&D) tendem a experimentar as maiores variações nos custos fiscais entre países, em grande parte devido à intensa competição entre muitos países para atrair tais empreendimentos a partir da oferta de incentivos fiscais generosos.
ü  A França é a primeira colocada em alíquotas de imposto de renda sobre organizações de P&D (impressionante alíquota negativa de 65% devido a créditos tributários restituíveis), mas classifica-se em um distante último lugar em relação ao total de tributos devido a outros altos impostos sobre a pessoa jurídica e custos trabalhistas muito altos estipulados por lei
ü  A competitividade fiscal, entre pessoas jurídicas, de um país está em grande parte relacionada a como os tributos são ponderados e aplicados em diferentes foros.
Elementos metodológicos:
ü  A pesquisa, analisa o impacto de todos os tributos incidentes sobre pessoas jurídicas, incluindo imposto de renda, imposto sobre o capital, imposto sobre vendas, imposto sobre a propriedade e custos trabalhistas estipulados por lei.
ü  As alíquotas tributárias mudam constantemente.
ü  As autoridades tributárias estão prospectando agora oportunidades de melhorar as alíquotas por meio do uso de tributos indiretos e outros, incluindo tributos crescentes sobre a pessoa jurídica.
ü  A análise é baseada em informações sobre custos coletadas principalmente entre julho de 2011 e janeiro de 2012.
ü  Os tributos refletem alíquotas fiscais vigentes em 1° de janeiro de 2012, e também incorporam quaisquer mudanças anunciadas naquele momento para surtirem efeito em datas posteriores especificadas.
ü  As alíquotas fiscais e outras informações relacionadas a tributos também estão sujeitas a outras mudanças como resultado de nova legislação, decisões judiciais e pronunciamentos administrativos. É claro que as taxas de câmbio e outros fatores de custo mudam ao longo do tempo.
ü  A carga tributária total pode também variar de cidade para cidade dentro da mesma extensão territorial.
ü  A pesquisa, que comparou 113 cidades de 14 países, descobriu que a diferença de carga tributária entre Cincinnati e São Francisco (nos EUA), por exemplo, era maior do que 25%; e a diferença entre Osaka e Tóquio foi de mais de 20%; enquanto a variação entre Amsterdã e Roterdã foi de mero 0,5%.
ü  A análise é baseada em informações sobre custos coletadas principalmente entre julho de 2011 e janeiro de 2012. Os tributos refletem alíquotas fiscais vigentes em 1° de janeiro de 2012, e também incorporam quaisquer mudanças anunciadas naquele momento para surtirem efeito em datas posteriores especificadas.
ü  As alíquotas fiscais e outras informações relacionadas a tributos também estão sujeitas a outras mudanças como resultado de nova legislação, decisões judiciais e pronunciamentos administrativos.