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domingo, 21 de maio de 2017

Retratos do Brasil

Entender as populações indígenas
ainda é um desafio
O “Caderno Temático “Populações Indígenas no Brasil”, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, faz um mapeamento sobre a localização dessas populações e das movimentações territoriais realizadas por elas nessas últimas décadas. Revela também aspectos culturais inéditos, até o Censo de 2010.
São cerca de 900 mil índios vivendo no Brasil, divididos em 305 etnias e falando 274 línguas diferentes. O número de indígenas que habitam áreas urbanas está diminuindo. Essas populações estão voltando para aldeias, no campo, e pedindo a demarcação de áreas para viver com seus hábitos e valores preservados.
O percentual de índios que fala uma língua nativa é seis vezes maior entre os que moram em terras indígenas, do que entre os que vivem em cidades.
O estudo aponta que, entre 2000 e 2010, os percentuais de indígenas brasileiros que vivem nas regiões Sul e Sudeste caíram, enquanto cresceram nas outras regiões. A região Norte abriga a maior parcela de índios brasileiros (37,4%), seguida pelo Nordeste (25,5%), Centro-Oeste (16%), Sudeste (12%) e Sul (9,2%).
A taxa de fecundidade entre mulheres que moram em terras indígenas também é significativamente maior que entre as que vivem em cidades. Em terras indígenas, há 74 crianças de 0 a 4 anos para cada 100 mulheres, enquanto nas cidades há apenas 20.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O conceito de trabalho está se modificando

O que esperar do trabalho no futuro
A transformação digital reduziu a distância entre trabalho e vida pessoal. O equilíbrio entre trabalho e vida privada parece desaparecer a cada avanço da tecnologia digital.
Os resultados do trabalho estão sendo mais importantes do que o tempo que as pessoas levam para realizá-lo e sobre o local onde ele é executado. Também não importa o momento em que se trabalha ou o processo pelo qual ele foi realizado. O que importa são os seus resultados.
Todos devem estar disponíveis a qualquer momento para a tarefa solicitadas, não interessando mais o cumprimento da jornada de trabalho.
A vida profissional para muitos será composta por contratações de tarefas de curto prazo, sempre caracterizadas por ausência de vínculos de natureza trabalhista. São trabalhos típicos de um freelancer ou próprios do empreendedorismo. Muitas vezes, trata-se de trabalhos realizados em casa, em espaços públicos como cafés e escritórios alugados. Para alguns, esta é uma escolha positiva, embora não possa ser tomado como uma opinião geral.
A disputas pelos melhores talentos obrigarão as empresas a oferecerem pacotes de serviços mais atraente, estabelecendo maiores remunerações e regras mais flexíveis em termos de prazos e de outros elementos da entrega. Como os consumidores estão valorizando suas relações com as marcas, esses profissionais precisam alinhar- se ao valores da empresa e ao aperfeiçoamento dessas relações marca-consumidores

domingo, 2 de abril de 2017

O mundo já não é mais o mesmo

Os governantes continuam os mesmos
No Paraguai, tivemos fortes manifestações populares depois que 25 senadores aprovaram uma emenda constitucional, permitindo a reeleição do presidente do país, Horacio Cartes. O projeto foi aprovado pelos senadores ao final de uma sessão convocada de urgência, no final da semana.A manifestação resultou na morte de um importante líder ativista da oposição, dezenas de cidadãos feridos e na destruição do congresso Nacional, ademais de outros prejuízos ao patrimônio público.
Na Rússia, outro oposicionista, Alexei Navalny, e centenas de partidários foram detidos há sete dias atrás durante protestos contra a corrupção, em uma das maiores manifestações contra Vladimir Putin desde seu retorno ao Kremlin em 2012. Os protestos, convocados por Navalny, reuniram dezenas de milhares de pessoas no país. Navalny já havia publicado rela tório, onde acusava o primeiro-ministro Dimitri Medvedev de patrocinar os interesses de um império imobiliário financiado por oligarcas.
Os Estados Unidos vivem onda de protestos desde a posse do presidente Trump. Protestos de feministas, contra os posicionamentos sexistas do presidente, protestos de imigrantes, protestos contra as mudanças nos planos sociais herdados de Obama, protestos contra a discriminação religiosa e racial e protestos na área econômica pela implantação de medidas protecionistas, de inspiração mercantilista.
Na França, os protestos têm como alvo as ações policiais, tidas como muito violentas, e contra a exclusão das populações das periferias das grandes cidades, tomadas pelo sentimento de injustiça em relação aos imigrantes que vivem nos subúrbios dessa cidade. Mais recentemente as manifestações ganharam mais força, com a população intensificando a violência em seus protestos contra as reformas trabalhistas propostas pelo Governo.
No Brasil, ocorrem protestos contra o governo Dilma, contra as necessárias Reforma da Previdência e das relações trabalhistas e a favor da Lava a Jato.
No mundo todo, o povo participa, vigia com maior atenção a gestão pública.
Políticos precisam entender a nova realidade e reassumir seus compromissos com a sociedade. É momento de deixar à margem os interesses de grupos e de pessoas e de produzir o atendimento às crescentes demandas sociais. Elas estão se reproduzindo em velocidade muito rápida, tornando-se iminentes e os governantes não conseguem responder a elas com a presteza que a sociedade exige.