Privacidade é coisa a ser respeitada
O problema está na coleta de dados de acesso de usuários de rede de internet sem fio, desprotegida, durante o mapeamento de ruas. Trata-se de questão relacionada à privacidade dessas pessoas.
Curiosos é que, no caso americano, foi a própria companhia quem revelou ter coletado esses dados, por erro de programação no software utilizado e , mais curioso, é que ela própria declarou que as informações não foram objeto de uso para fins comerciais.
Europa (Alemanha, França e Espanha, além dos órgãos reguladores europeus), Estados Unidos e Austrália abriram procedimentos investigatórios. Na Europa, a Google já se safou de alguns inquéritos, mas, do ponto de vista jurídico, as ações devem se suceder pelo mundo afora, prometendo longas disputas judiciais e muitos acordos entre partes.
Vamos aguardar pelas soluções a serem encaminhadas nessas decisões para conhecermos as novas tendências de proteção no que diz respeito à privacidade pessoal.
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terça-feira, 8 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Sob nova direção
Le Monde foi posto à venda
Trata-se de recapitalização, segundo seus acionistas.Eufemismos à parte, os resultados financeiros têm se agravado nos últimos anos. Estima-se a nescessidade de entradas no valor de 100 milhões de euros para dar fôlego ao grupo.
Voltamos às questões de nosso evento do dia 17 de junho na FEA: modelos de negócios para a convivência das mídias on e off lines.
Está realmente difícil produzir valor que seja percebido pelos leítores, frente ao novos hábitos de consumir informações. Perder a independência editorial é o primeiro problema, mas perder a profundidade da análise é pior. Que fará o Le Monde? Vai terceirizar editores, repórteres, jornalistas e transformar todos os seus "'Cacos" Barcelos em âncoras de novos BB's, agora para franceses?.
Vejo em tudo isso uma grande ameaça à cultura da informação, ao jornalismo investigativo, à reportagem.
Quando se deteriora o preço da informação, quebram-se jornais, educação, saúde, etc. Professores, médicos e jornalistas passam a ser terceirizados, emitem notas fiscais de suas pequenas empresas pessoais e assumem seus próprios encargos. Em sua natureza intrínseca o problemas é o mesmo. Regras de mercado não podem ser toleradas quando o assunto é o ser humano.
Bomba-relógio: já era hora
Não será apenas a Hungria a quebrar
Desde o princípio do ano viemos alertando sobre o estado preocupante das economias da Europa de Leste. Ainda recentemente alertamos para as instabilidades que países como a Letônia pudessem produzir na economia européia. Afirmamos que os bancos europeus, entre eles os gregos, estão com posições fortes nessas economias e que isso seria um fator de contágio incontrolável se eclodisse em meio ao episódio protagonizado pela Grécia.A Hungria poderá ser apenas a primeira peça do dominó a cair. O contágio virá novamente pelas mãos do sistema financeiro. A história é a mesma: o governo escondeu a verdadeira dimensão do déficit fiscal do país que, de fato, poderá ser o dobro do que era conhecido.
Nos EUA, os dados de emprego decepcionaram. O setor privado criou 41 mil postos de trabalho. Esperava-se 180 mil.
As bolsas americanas e européias, sem exceção vieram para baixo. As da Ásia mantiveram-se estáveis, pois atuaram ainda sem as notícias sobre os eventos do leste europeu. Hoje, segunda-feira, certamente essas novas informações devem mudar o humor dos mercados asiáticos.
No que devemos estar de olho nessa semana?
Na Europa, para a velocidade e a extensão do contágio húngaro no sistema financeiro.
No Brasil serão divulgados o PIB do 1T10, o IPCA de maio e a decisão do COPOM sobre a taxa básica de juros. Ainda estarão sendo publicados outros indicadores de inflação (IPC-Fipe, IGP-M e IPC-S). Por fim, duas outras notícias passam a ser importantes diante do novo episódio húngaro: a balança comercial de maio e a pesquisa industrial mensal. Sobre esses indicadores internos é esperado que sejam confirmados o desaquecimento da economia, a redução, ainda que moderada, da inflação e a recuperação dos fluxos comerciais e financeiros. Mas não podemos ser otimista com o COPOM. Ele deverá vir com pelo menos 0,75% de aumento na Selic.
Nos EUA, são esperadas notícias sobre os estoques de Petróleo. Não devem surpreender. Teremos ainda anunciadas as medições dos estoques no atacado de abril, crédito ao consumidor e vendas no varejo, tudo seguido pelo anúncio do índice de confiança da Universidade de Michigan. Finalmente, a divulgação do livro bege.
domingo, 6 de junho de 2010
Menor risco, menor taxa, maior crescimento
Crescimento do emprego vai bombar
o crédito consignado
Em 2008, com a crise financeira mundial as empresas privadas no Brasil fizeram fortes ajustes, reduzindo sua produção e enxugando seu quadro de pessoal.A inadimplência para os créditos garantidos pela folha de pagamento subiu, como era de se esperar. De repente tudo começou a mudar. As taxas de desemprego reduziram-se sucessivamente, até alcançar esse mês, o nível mais baixo dos últimos anos. Melhor ainda porque os números de empregos novos, com carteiras assinadas, continuam a subir.
Para bombar ainda mais o mercado, os beneficiários do INSS tiveram bons reajustes em seus ganhos, ao mesmo tempo em que a folha do funcionalismo público cresceu em quase todas as unidades da federação e no próprio governo central, sempre pródigo com seu aparelhado quadro de servidores.
Com tudo isso, podemos esperar que os consignados, que hoje representam apenas 13,6% de todos os empréstimos feitos às pessoas físicas, possam chegar rapidamente aos 20%. Afinal esse empréstimo tem favorecido a patrimonialização das classes assalariadas desse país.
Memorização e recuperação da marca
O que fará a internet em relação a esse instrumento de marketing?
Os jingles foram reconhecidos como um dos mais importantes instrumentos para tornar a marca memorável. Mais do que isso facilitaram sua recuperação no ato de compra. Foram largamente utilizados na TV e no rádio. Como ficarão agora no mundo do markieting digital?http://www.youtube.com/watch?v=52hB4aRIvtU
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Menor risco, menor taxa, maior crescimento
Crescimento do emprego vai bombar
o crédito consignado
Em 2008, com a crise financeira mundial, as empresas privadas no Brasil fizeram fortes ajustes, reduzindo sua produção e enxugando seu quadro de pessoal.A inadimplência para os créditos garantidos pela folha de pagamento subiu, como era de se esperar. De repente tudo começou a mudar. As taxas de desemprego reduziram-se sucessivamente, até alcançar esse mês, o nível mais baixo dos últimos anos. Melhor ainda porque os números de empregos novos, com carteiras assinadas, continuam a subir.
Para bombar ainda mais o mercado, os beneficiários do INSS tiveram bons reajustes em seus ganhos, ao mesmo tempo em que a folha do funcionalismo público cresceu em quase todas as unidades da federação e no próprio governo central, sempre pródigo com seu aparelhado quadro de servidores.
Com tudo isso, podemos esperar que os consignados, que hoje representam apenas 13,6% de todos os empréstimos feitos às pessoas físicas, possam chegar rapidamente aos 20%. Afinal esse empréstimo tem favorecido a patrimonialização das classes assalariadas desse país.
Afastando inquietações e temores
A respeito da inflação e do
superaquecimento da economia
As previsões contidas no Boletim Focus do Banco Central recuaram de 4,50 %, na penúltima semana de março, para 4,63%, na última semana de maio.As expectativas dos agentes econômicos claramente retornam em direção ao centro da meta. Isso não se dá por acaso. O aperto monetário iniciado com as altas da taxa básica de juro, a menor entrada de capitais estrangeiros, em função das instabilidades mundiais, e a queda do consumo, decorrente da crise européia, têm pressionado os preços para baixo. Portanto, as expectativas começam a se ajustar de maneira a desestimular movimentos altistas vindos da iniciativa privada. Algumas commodities, entre elas o petróleo, tiveram quedas em suas cotações nos mercados internacionais. É o caso do açúcar e da soja. O petróleo recuou quase dez dólares em Londres e NY, nos últimos 45 dias.
Tudo isso justifica as revisões que fiz, duas semanas em atrás, em minhas previsões: inflação inferior ao que até agora se projetou, PIB com crescimento mais modesto e Selic subindo mais lentamente. Tudo como resultado do desejado desaquecimento de nossa economia, preservando a conquista da estabilidade de nossa moeda. É para comemorar.
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
Cartões que se cuidem
Itaú Mobile Banking entra em campo
Correntistas do Itaú, no segmento Personalité, poderão operar com Balckberry suas contas correntes de qualquer lugar. O estranho é que isso tenha partido exatamente de um banco com grande rede de agências, que não teria a mesma necessidade de valorizar tanto esses canal de distribuição quanto os bancos com redes mais modestas de agências no país. Trata-se de mais um avanço na área de tecnologia que leva ao cliente a maior facilidde e conveniência para fazer seu banking. A proeza se dá por meio do aplicativo para smartphones para Blackberry Curve, Pearl e Bold.O Itaú Mobile Banking está disponível para Blackberry com sistema operacional BlackBerry OS 4.2.1 ou 4.6. O aplicativo pode ser acessado a partir de um smartphone ou computador (www.blackberry.com/appworld ou mobile.blackberry.com), buscando pelo aplicativo Itaú Personnalité pelo nome.
Se a moda pega, como ficarão os cartões? Falta muito para deixarem de existir?
Feriado pela frente
Feriado pela frente não desanimou investidor. Ao contrário.
Mesmo o feriado não impediu a reação do mercado. O Ibovespa teve alta de 1,78%. Notícias sobre a economia americana apontaram para a exacerbação dos temores anteriores e refizeram a disposição de compra dos investidores institucionais. O movimento financeiro ficou bem abaixo da média do mês de maio, totalizando quase R$ 4,7 bilhões. Voltamos aos 62.942 pontos.
Duas notícias sobre o desempenho econômico americano deram ânimo aos compradores. A primeira sobre o forte aumento de vendas das principais montadoras. A segunda, envolvendo as vendas de imóveis pendentes. Só em abril essas vendas cresceram 6%. Tomado o fato de que essa é a terceira alta consecutiva, há motivos para crer, uma vez mais, que a consistência do crescimento americano é definitiva.
Por aqui, as apostas se renovaram entre as empresas produtoras de commodities e de telecomunicações.
Para corroborar o preço do petróleo cresceu mais 0,58% e a previsão para um ano reagiu para US$84,00/barril em NY. Finalmente, com apoio nos últimos dados sobre o crescimento industrial e o comportamento dos preços o ministro Mantega deu conta, na China, do arrefecimento do crescimento do país. Fechou!
Desintermediação bancária ou novos bancos?
O crescimento orgânico para os bancos é uma estratégia exaurida?
Acho que não. Vejam o que está acontecendo com as cooperativas de crédito
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Liquidez expande prazos
Bancos já emprestam com prazos maiores
Veículo: DCI - Data: 01/06/10 - Fernando TeixeiraSÃO PAULO - Dados do Banco Central (BC) mostram que tomadores de crédito estão pegando dinheiro com prazo mais alongado. Uma das categorias mais procuradas, a de curtíssimo prazo (até 180 dias), foi a que menos cresceu em 12 meses: 1,32%. Para especialistas, o fato reflete a melhora do cenário do mercado de crédito no Brasil.
A categoria que mais registrou aumento foi a de "prazo indeterminado": 1.208% em 12 meses. Em março do ano passado, o saldo era de R$ 113 milhões; já no terceiro mês deste ano, a conta chegou a R$ 1, 482 bilhão.
Logo em seguida aparecem as operações de crédito com prazo acima de 1.088 dias (quase três anos), que cresceram 33,6% em 12 meses até março. No ano passado a posição era de R$ 136, 8 bilhões tomados, ante R$ 182,8 bilhões agora.
No mesmo período, as dívidas de médio prazo (361 a 1.088 dias) saltaram 24,6%, de R$ 169, 5 bilhões para R$ 211,3 bilhões.
Para Eduardo Strachman, coordenador da pós-graduação em Economia da Unesp, do ponto de vista do tomador de crédito, uma dívida mais alongada significa menos risco de calote porque os valores são menores. "A situação de curto prazo e juros altos é pior."
Na visão do coordenador, o sistema de crédito brasileiro tem uma característica única. "O crédito é estranho em relação ao mundo. Aqui é caro e o prazos, curtos. Precisamos tomar cuidado com o conservadorismo econômico. É o tipo de operação que só existe no Brasil."
Strachman precisa lembrar que o BC tem uma taxa de compulsório muito alto e que isto espreme o dinheiro que poderia ser emprestado. "O BC sempre freou a economia, mesmo antes do Plano Real."
Para ele, a subida dos juros é mau sinal para economia. "O BC sobe a Selic em 0,75 ponto percentual (p.p.) de uma vez, mas para descer o movimento é a conta-gotas: 0,25 p.p." Ele ressaltou que a exceção aconteceu durante a crise, quando o corte foi maior.
Com a visão de que os prazos mais longos são um sinal de crescimento econômico, o diretor presidente da Fractal, Celso Grisi, disse que as empresas nacionais anteveem dias melhores.
O especialista entende que os pagamentos serão feitos com a geração de caixa. Ele não descarta instrumentos financeiros como abertura de capital ou emissão de dívidas. "O prazo maior para pagamentos não mina o capital de giro." Para Grisi, os empresários buscam aumentar chão de fábrica e comércio, e querem modernizar empresas e máquinas. "O dinheiro tem de voltar mais devagar e por isso se alongam parcelas. É maturidade para se endividar."
Segundo ele, quando a economia mundial estiver com melhores fundamentos as exportações devem crescer. Mesmo assim, acredita no mercado doméstico. "A demanda interna está maior que antes."
Distribuição setorial do crédito
Dados do Banco Central mostram mais apetite de todos os setores para tomada de crédito. Um dos destaques é o segmento chamado pelo BC de "outros serviços". Neste quesito, a receita cresceu 1,4% no mês de abril, atingindo saldo de R$ 256,1 bilhões, com destaque para os ramos de energia e transportes.
Os créditos ao comércio aumentaram 1,7% no mês, ao totalizar R$ 140,9 bilhões, com ênfase para as atividades relacionadas à venda de automóveis e de outros bens duráveis, ao passo que os recursos para a indústria somaram R$ 307,5 bilhões, com elevação mensal de 0,1%.
Os financiamentos destinados ao setor habitacional seguiram apresentando evolução acelerada. O saldo dessas operações situou-se em R$ 104,1 bilhões, assinalando expansões de 3,3% no mês e de 49,7% em doze meses.
O crédito destinado ao setor rural teve acréscimo mensal de 0,6%, e perfez R$ 115,9 bilhões.
As operações de crédito contratadas pelo setor público somaram R$ 59,6 bilhões em abril, denotando expansão de 0,2% no mês, influenciada pela elevação de 3% nos financiamentos a governos estaduais e municipais, saldo de R$ 27,2 bilhões, concentrados em atividades de saneamento básico, habitação e infraestrutura de transportes.
A dívida bancária relativa ao governo federal totalizou R$ 32,4 bilhões, com queda mensal de 1,9%, evidenciando, sobretudo, a apreciação cambial em contratos com empresas de gás e petróleo.
A volatilidade vai continuar
Desaceleração chinesa e crise européia abrem espaço para novas quedas
Ibovespa voltou a cair. Não foi à toa. Seguiu a tendência de todos os mercados internacionais Fechou a sessão aos 61.840 pontos, com uma queda de 1,91. O dólar continua a subir em relação às principais moedas internacionais, revelando o estado depressivo das demais economias mundiais. Comparado ao real a valorização foi de pouco mais de 1%, fechando a R$ 1,8390.Nos Estados Unidos, o índice ISM de serviços mostrou desempenho superior ao que os analista previram. O índice de gastos com construção também vieram acima das expectativas do mercado.
Na Europa as declarações do Banco Central Europeu sobre a saúde do setor financeiro evidenciou que a crise ainda tem um alto potencial de contágio, capaz de produzir efeitos ainda mais perversos para além de suas próprias fronteiras. As perdas contábeis do sistema financeiro da zona do euro estão estimadas em quase 200 bilhões de euros esse ano.
Para piorar, a taxa de desemprego na Zona do Euro atingiu seu maior nível dos últimos 12 anos: 10,1%. Apenas a Alemanha salvou-se dessa tragédia, apresentando redução de 45.000 pessoas desempregadas no país. Os mercados asiáticos tiveram um dia de baixas acentuadas. Indicadores do nível de atividade econômica na China apresentaram desaceleração outra vez. O governo chinês mostra-se disposto a evitar o superaquecimento por meio de aperto monetário. A receita monetária é um pouco diferente da nossa, pois apoia-se em taxas de juros e no contingenciamento do crédito. Depósitos compulsórios crescentes também fazem parte dessa receita. Embora os mercados asiáticos tenham acusado o golpe, o fato é que as medidas chinesas apontam para rotas seguras e sustentáveis
No Brasil, a produção industrial apresenta queda de 0,7 no mês de maio em relação a abril, enquanto o IPC-S (4ª semana de maio) teve alta de 0,21%. Veja que o superaquecimento da economia brasileira também já acusa o golpe e começa a ceder. É evento para ser comemorado, pois alinha-se à idéia de que, assim, nosso crescimento ganha a fisionomia da sustentabilidade.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Atendendo a pedidos, de novo, a Profa. Alessandra
Vale a pena ver de novo
Nossa estatística detona
no Jornal da Globo
Não percam o show de bola da professora Alessandra Montini.Se é verdade que o cartão vermelho expulsa o jogador incompetente, a elegância da professora,em vermelho, expulsou a incompetência do campo das previsões.
Adoramos, professora. Não percam no link abaixo.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1271259-7823-ECONOMISTAS+FAZEM+EQUACOES+PARA+SABER+QUEM+GANHARA+A+COPA+DO+MUNDO,00.html
Impactos são eventuais e estreitos
COREIA DO SUL:
Tensões com Norte contribuem com a instabilidade dos mercados
Veículo: Agência Leia - Data: 28/05/10 - Patrícia LucenaSão Paulo - A escalada das tensões entre as Coreias do Sul e do Norte na última semana voltou a reascender o temor de uma guerra na Ásia, contribuindo para um cenário mais pessimista para os mercados. Entretanto, analistas consultados pela Agência Leia acreditam que os temores são muito mais políticos do que econômicos. Isso porque os problemas financeiros que a Europa está passando podem prejudicar muito mais as economias de todo mundo.
A tensão entre as Coreias é mais uma regra do que uma exceção, segundo o professor de Relações Internacionais da ESPM, Hemi Ozi Cukier, que lembra que isso faz parte de uma disputa de mais de 40 anos que ainda não foi resolvida. "Nunca foi assinado um acordo de paz. Existe um acordo de cessar o fogo momentâneo. As Coreias estão em uma guerra técnica há um bom tempo, e isso nunca irá se resolver por completo, enquanto o governo norte-coreano continuar sendo liderado por Kim Jong-II, em um regime completamente fechado", afirmou.
Após a Coreia do Norte ter sido apontada como responsável por naufragar um navio de guerra sul-coreano, as tensões na Península Coreana aumentaram. O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-Bak, anunciou que o país iria acabar com o comércio com o Norte e que os navios norte-coreanos não teriam permissão para passar pelas águas do Sul. Com isso, a Coreia do Norte, disse que iria cortar todos os laços com a Coreia do Sul, indo muito além das penalidades impostas por Seul, revogando totalmente o acordo de não-agressão entre o norte e o sul e interromperia completamente a cooperação inter-coreana.
Na opinião do diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal, Celso Grisi, este é um quadro complicado. "É uma briga histórica, com um radicalismo de lado a lado bem grande. Os apoios aliados a esta natureza ideológica é que nutrem o conflito", avaliou Celso Grisi, lembrando que este é um momento delicado das relações mundiais, devido ao problema que a União Europeia atravessa. "Todos estão muito preocupados, porque as grandes potências encontram fragilidade para realizarem algum apoio maior".
O mercado foi afetado pelo aumento das tensões, mas os problemas financeiros pelos quais a Europa está passando podem afetar muito mais as economias de todo o mundo, de acordo com Hemi Ozi Cukier. "A questão das Coreias só adiciona uma instabilidade aos nervos do mercado", disse.
Na avaliação de Celso Grisi, o mercado sempre fica apreensivo com essas tensões, pois as grandes potências têm que se posicionar, e qualquer posicionamento opõe os mercados.
Há uma tensão crescente como sempre houve desde o final da guerra da Coreia, sobretudo, nos últimos dez anos, segundo o professor de Relações Internacionais e de Comércio Internacional da Universidade Anhembi Morumbi, João Alberto Alves Amorim. "Qualquer iminência de tensão militar, ou de possibilidade de conflito que envolva qualquer agente de economia, como é o caso da Coréia do Sul, vai mexer com os mercados".
Apoio Internacional
Os Estados Unidos e a Coreia do Sul anunciaram que irão realizar novos exercícios militares após terem concluído que a Coreia do Norte afundou o navio sul-coreano. Hoje, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, chegou a Seul, na Coreia do Sul, e durante reunião com o presidente sul-coreano, o primeiro-ministro chinês pediu a todos os interessados para evitar um agravamento da situação, principalmente de possíveis confrontos, em um esforço conjunto para manter a paz conquistada duramente e a estabilidade na península coreana.
Os Estados Unidos sempre apoiaram a Coreia do Sul. Desta forma, segundo Hemi Ozi Cukier, está havendo uma postura mais dura em relação ao Norte e os Estados Unidos estão agindo da maneira correta.
Tirando o fato deste último incidente, a escalada de tensões entre as Coreias tende s esfriar nos próximos dias com uma intervenção maior da comunidade internacional, na opinião de João Alberto Amorim. "A China já se manifestou repudiando o incidente. A Coreia do Norte, na minha opinião, tem a característica de ser aquele anão chato, que vive criando confusão, mas que no fundo não tem nenhuma envergadura econômica e política para continuar. Por isso, acredito que não vai passar dessa tensão", afirmou.
Segundo João Alberto Amorim, os países têm um acordo de cooperação econômica e de envio de ajuda militar. A Coreia do Norte é um regime muito isolado e depende da ajuda externa. Assim, a comunidade internacional reage às pressões causadas pelo Norte principalmente cortando o dinheiro que é enviado como ajuda.
Unificação
Em relação a uma possível unificação entre as Coreias, como houve com a Alemanha, analistas consultados pela Agência Leia não acreditam que isto seja possível, mesmo após muitas negociações e intervenções internacionais.
Celso Grisi acredita que ainda é muito cedo para pensar em uma unificação da Península Coreana, porque os preconceitos ideológicos teriam que ser abandonados, e o processo de convivência econômica e social entre as Coreias teriam que ser radicalizados. "É um problema muito difícil", afirmou.
Segundo o professor João Alberto Amorim, a unificação é algo que todos esperam, tanto do lado Norte como do lado Sul, mas em um futuro próximo é muito difícil que aconteça. "Enquanto o regime fechado da Coreia da Norte não mudar, a unificação é uma realidade distante. As conversas com as Coreias não irão trazer como resultado imediato a unificação. Se isso acontecer algum dia, será no médio ou longo prazo, e se mudar o regime".
Volta à montanha russa
IBovespa 63.000 pontos pode
recuar outra vez?
Nessa segunda-feira o Ibovespa subiu 1,77%, alcançando os 63.046 pontos. O volume financeiro negociado foi de apenas R$ 3,90 bilhões. Os investidores tendem a não atuar durante feriados nos Estados Unidos. Ficam sem direção. O mercado brasileiro segue os mercados mundiais, sobretudo os de NY, Londres, Frankfurt e Tókio. Como os grandes investidores foram para o campo de golfe nos EU, tudo caminha de lado, como se o mundo tivesse parado.No Brasil, a moeda norte-americana valorizou- se em relação ao Real em 0,61%. Fechou o pregão a R$1,8200.
Hoje tudo deve mudar. Voltam à cena as decisões dos grandes players. NY passa a atuar com seus critérios pendulares. Todos estarão de olho no índice ISM da Indústria e no índice de Preços Pagos, ambos referentes ao mês de maio que se encerrou ontem. Não tem nada mais fresco para tirar o pulso da economia americana. Alguma expectativa sobre a divulgação, também hoje sobre os Gastos com Construção de abril e o Índice de Atividade do Fed de Dallas referente a maio.
Imaginem se essas métricas forem favoráveis. Nessa hipótese, o mercado dará consistência à recuperação dos preços dos ativos. Se os números vierem ruins, além da queda de preços teremos que ouvir todas as interpretações sobre o mau momento europeu, a eventual redução do ritmo econômico da China e a resiliência da economia americana a episódios imprevisíveis. Sugiro, mais uma vez, o muro, até que o quadro americano esteja bem definido por esses números de maio.
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