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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Petróleo abaixo dos 100 dólares

Por que a queda do preço do petróleo
é tão forte?
Dólar em alta e petróleo em baixa é o que se observa nesse instante.
Como se interpreta essa situação? Analistas experimentados afirmam que a apreciação do dólar no mercado internacional e as notícias negativas em relação ao ritmo da recuperação norte-americana afastam os investidores dos ativos denominados nessa moeda.
O raciocínio é o seguinte: com a moeda americana mais forte, os ativos denominados nessa moeda ficam mais cara para quem compra. A demanda por esse ativo cai e o preço cai junto.

Mas por que o tombo é tão grande? Por que os especuladores, que têm grandes posições nesses ativos, querem se desfazer delas rapidamente e passam a oferta-las em grandes quantidades para realizar seus lucros ou minimizar eventuais perdas. Aí é que o preço vem para baixo de vez. Uma espécie de ”salve-se quem puder” ou de "passar o mico para mão de outro, na mesa".
Imagine, em adição, que a economia dos Estados Unidos produza, pelas más notícias divulgadas pela grande mídia, dúvidas adicionais sobre o ritmo de seu crescimento. Isso significa um menor consumo de petróleo e, portanto, mais uma pressão baixista nos preços da matéria prima. Para acelerar ainda mais a baixa, os Estados Unidos anunciaram que seus estoques físicos de petróleo cresceram, nas duas últimas semanas. Isto é, o consumo parece ter caído.
Instala-se o pânico geral. Emprestando a frase do solista Ronnie Wood, dá para dizer que especular com as commodities “is not for beginner”.
O West Texas Intermediate, extraído no Golfo do México e refinado no Texas, negociado em Nova Iorque, apresenta perdas de 8,77%. O Brent extraído em sua maioria do Mar do Norte, desvaloriza 7,95%, fechando as sessão dessa 5ª feira em US$ 111,55.
Segura peão!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Uma nova estratégia de relacionamento?

Deu no TIinside on line
Banco BMG investe no mercado de compras coletivas
quarta-feira, 23 de março de 2011, 16h40
Cidade Off. Este é o nome do novo site que vai disputar o concorridíssimo mercado brasileiro de compras coletivas, que neste ano deve movimentar cerca de R$ 800 milhões. A iniciativa é do banco mineiro BMG, que pretende em, no máximo um ano e meio, estar entre os seis maiores sites do segmento no país. O banco constituiu a empresa Web4Living para administrar o novo negócio.
Segundo Ionan Fernandes, diretor de Operações de Marketing, para dar o pontapé inicial o banco adquiriu a plataforma e a base de cadastro do site Cidade Off, que apesar de constituído não estava em operação. "Tínhamos 30 mil cadastros e vamos chegar a 200 mil até o fim do ano", diz ele.
Além de oferecer o mix que está impulsionando o mercado de compras coletivas, como restaurantes, institutos de beleza, hotéis etc., o objetivo do banco é oferecer produtos bancários, como empréstimos, cartão de crédito, seguros e antecipação de recebíveis, entre outros, já que o BMG conta com uma rede nacional de correspondentes bancários para operacionalizar a iniciativa.
Em breve, o banco deverá colocar no ar uma campanha publicitária, em nível nacional, para lançamento de site.

É hora de fazermos nossas apostas

IPCA de abril é quem vai decidir a manutenção do gradualismo econômico
Proponho que respondam a enquete ao lado.
Amanhã o IBGE anunciará a inflação do mês de abril. Espero por alguma coisa em torno de 0,90 % de alta, agravando fortemente o resultado do mês anterior que foi de 0,79%. O relatório Focus dessa semana acredita em 0,81%, revendo para cima, mais uma vez, suas previsões.
Como se vê, as expectativas dos agentes estão se tornando insuportáveis e já antecipam até as reações mitigadoras das autoridades governamentais. Depois da publicação do número, dirão que já esperavam por essa alta mais forte nesse mês, em razão de elementos meramente conjunturais ou decorrente de elementos estruturais que só poderão ser corrigidos em prazo mais longo e com o menor custo social possível. Em outras palavras, não dirão nada que alguém possa compreender claramente, mas assumida a forma erudita, a declaração parecerá respeitável. Não será crível, entretanto, e inútil, portanto.
Difícil mesmo será explicar tudo isso à Presidente de nossa República que estará assistindo à corrosão dos ganhos reais obtidos em instantes anteriores. Imagino que ela venha a pensar que errou ao abrir mão do Meireles. Temo que, irritada, possa radicalizar e pedir a volta da ortodoxia monetária chicagana. Convenhamos, o gradualismo não convenceu. Agora resta apenas elevar a Selic, em um único golpe, entre 1,5 a 2 pontos percentuais. E não se fala mais nisso.
Para convenceer, será ainda preciso enxugar, também de um golpe, as despesas públicas, aumentar o compulsório e contingenciar os empréstimos ao consumo mais fortemente. Taí, Dilma. É a herança maldita do presidente anterior.
Vou pedir atenção dos leitores para o fato de que a inflação terá quatro grandes focos alimentos, transportes, habitação, saúde e vestuários, incluindo, nesse último item, os calçados. O centro da meta, nos últimos 12 meses "irá para o saco", amanhã. Quer apostar? Então responda à enquete ao lado, até o momento do anúncio do IBGE.

Bancarização obriga à atuação em novos mercados

A bancarização deve acompanhar a geografia do desenvolvimento
Veiculo: Cardnews  -  Data abril 2011  -  Número 1818

Não se trata de um novo Consenso de Washington

Aspectos sociais percorrem toda a negociação com Portugal
A taxa de juro a ser cobrada de Portugal estará em torno dos 3,25% nos primeiros três anos e 4,25% nos seguintes. Começou bem.
Um terço dos 78 mil milhões de euros previstos no empréstimo financeiro será concedido pelo FMI. O restante virá do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira e do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, em partes iguais.
O custo final fica associado ao prazo de vencimento. Quanto mais longo, mais caro. Serão respeitados os mesmos parâmetros assumidos para os empréstimos concedidos à Irlanda e à Grécia. Em princípio prevê-se 7,5 anos.
O taxa de juro implícita na emissão de cinco anos realizada pelo Fundo Eeuropeu de Estabilização Financeira para a Irlanda é de cerca de 3,1%.
De mais notável a registrar é que as autoridades portuguesas elaboraram um ambicioso programa plurianual com o objetivo de estimular o crescimento e o emprego.

Enfim, Portugal cria juízo

O acordo alcançado sossega a Europa
FMI e UE chegam a um acordo com o governo português para os próximos três anos. Portugal recebe 78 bilhões de euros e compromete-se a um plano de austeridade bastante severo. Haverá de ser, como disse os formuladores do programa, um esforço verdadeiramente  nacional.
O Comissário Europeu para os Assuntos Econômicos, Olli Rehn Reconheceu a severidade do programa e os grandes esforços exigidos do povo português. Aplaudiu o empenho dos negociadores portugueses em poupar ao máximo os grupos sociais mais vulneráveis e de garantir que o programa seja executado de forma socialmente equilibrada.
A Europa está aliviada.

Entre tapas e beijos

Recuperação em curso
A Ásia está assustada.São temores sobre a política econômica na China e na Índia. Juros em alta e disposição das autoridades monetárias continuar a usar instrumentos de aperto monetário para controlar a inflação.
Nos Estados Unidos, o ISM do setor de serviços passou por queda inusitada nesse mês de abril.
Da Europa chegam as melhores notícias de hoje: (1) o governo português fechou um acordo com o FMI e a UE para receber €78 bilhões, nos próximos três anos, em troca de um pacote de austeridade. (2) O índice gerente de compras evoluiu para 57,8, no mês passado, contra os 57,6 em março. Esse resultado reflete que o crescimento do setor privado da zona do euro se fortaleceu, em abril. A expansão da produção na França atingiu o nível mais alto em 10 anos e meio.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

IED, arisco como sempre

Investimento externo direto é um inigma?
Não. Não é.
Apenas teme vacilações.
Que tal fornecer horizontes concretos?
Cansa ver tantas oscilações. É preciso dar certezas.
Olhe, no gráfico abaixo,  os temores dos agentes.
No último mês, as contas públicas mostraram austeridade.
Veja o que aconteceu. Coincidência? Até pode ser. Mas, pessoalmente, nenhum de nós acredita.
Como agentes econômicos, acreditamos em austeridade.

Explicando o que não se explica

Petróleo em queda hoje.
 Em Londres, a cotação do barril do Brent fechou a US$ 121,19, com baixa de 1,03% em relação a ontem. Em Nova York, o contrato com vencimento em junho, ficou cotado a US$ 109,24 o barril, baixa de 1,63%.
Analistas procuram causas nos desempenhos econômicos das grandes potências mundiais. Não acham. No mundo real nada justifica a queda, a não ser o crescimento dos estoques norte-americanos, hoje na casa dos 366 a 367 milhões de barris. Os estoques cresceram cerca de 1% na última semana de abril. O movimento dos preços parece ter origem meramente financeira, obediente aos fluxos especulativos de grandes investidores. Realizações de lucros, talvez.
Não adianta culpar o número de postos de trabalhos no setor privado americano. Já se sabe que o custo da abertura de novas vagas cresceu muito nos últimos momentos. Também já se sabe que os benefícios oferecidos agravaram ainda mais esses custos. Portanto, não há que se esperar por resultados maiores nesse campo. Foram 179.000 novas vagas criadas no mês de abril. É um bom resultado, considerados os custos de abertura dessas vagas. Portanto, não adianta apontar o mercado de trabalho como responsável pela queda do petróleo e nem mesmo os receios com a inflação nos Estados Unidos. Não são fatos suficientemente fortes para isso.
Uma hipótese melhor seria o aumento da taxa de juros de 0,5% na Índia. Ainda assim, o aumento é modesto e faz parte da política também gradualista de combate à inflação das autoridades daquele país. A China fez movimentos monetários semelhantes recentemente e já começa a dar sinais de uma discreta desaceleração. Especuladores atentos a esses movimentos são rápidos para sair de suas posições e isso pode explicar a baixa de hoje, tendo em vista que China e Índia estão entre grandes demandantes do petróleo.
A ser verdade, o petróleo pode acentuar sua queda nos próximos dias.

Mais lenha na fogueira

Mais uma informação sobre a lenta evolução norte americana
As encomendas indústriais nos Estados Unidos subiram mais 3% no mês de março. Trata-se do quinto mês em alta desse indicador. Altas sucessivas, e quase sempre de dimensões superiores àquilo que o mercado constroi como expectativa, sugere a consistência da recuperação da indústria americana e a convicção de que o mercado consumidor está realmente voltando a crescer. A perspectiva das autoridades econômicas do país parece ser essa também quando resolvem suspender os incentivos monetários à economia.
Enquanto isso, por aqui a produção industrial cresceu 0,5% em março em relação ao mês anterior. Não está mau. Reflete, entretanto, que o crescimento permanece desafiando as decisões do Banco Central e do Ministério da Fazenda.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Classe C - 1

FRACTAL contribui com matéria
para Carta Capital



Classe C -2

FRACTAL contribui com matéria
para Carta Capital

Classe - 3

FRACTAL contribui com matéria
para Carta Capital



Classe C - 4

FRACTAL contribui com matéria
para Carta Capital

Classe C - 5

FRACTAL contribui com matéria
para Carta Capital




Classe C - 6

FRACTAL contribui com matéria
para Carta Capital

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Rever direções para o futuro

É hora de iniciar um redirecionamento
de mercado
Com a redução do nível de crescimento da China, já é hora de redirecionar os esforços do comércio exterior brasileiro. Durante muitos ano,s foi fácil defender a tese de que deveríamos diversificar nossos mercados e buscar pelos países emergentes. Havia até uma inegável identidade ideológica presidindo essas estratégias nas relações exteriores nacionais.
E se a China “tirar o pé do acelerador” de sua economia? Vamos vender os excessos de commodities a quem? E a que preço?
A Índia ainda não se animou a ampliar suas compras do Brasil a ponto de substituir as importações chinesas. A Europa vai mal, obrigado. E continuará assim. O Japão acompanha a Europa no caminho da recessão.
Sobraram os Estados Unidos. O índice de custo de emprego subiu 0,6% no primeiro trimestre desse ano. Os salários tiveram alta modesta de 0,4%, enquanto os custos com benefícios cresceram mais depressa: 1,1%. Verifica-se uma consistência no crescimento. Entretanto, empregar está cada vez mais caro. Há um verdadeiro desestímulo à criação de novos postos de trabalho, fazendo com que os benefícios se voltem contra a população dos desempregados.
Por outro lado, o índice de preços dos gastos com consumo pessoal subiu 1,8% em março em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em relação ao mês de fevereiro, esse índice também avançou 0,4%. Tudo acima da expectativa dos agentes.
O rendimento pessoal também subiu no mês de março 0,5% e, igualmente, surpreendeu o mercado.
O mercado norte-americano reage. É hora de repensar nossas estratégias e nossas ações comerciais em relação aos Estado Unidos.

Ásia remanesce como uma incógnita

Menor crescimento na Ásia sinaliza para queda de preços das commodities
O crescimento da atividade industrial da China já é menor. Agora, falta reduzir as pressões inflacionárias. Depósitos compulsórios foram aumentados sucessivamente e as taxas de juros foram elevadas seguidamente. Enfim, já se tem uma redução das expectativas crescimento do país e os preços devem voltar a se estabilizar. A economia japonesas permanece em situação crítica e precisa de tempo para iniciar sua recuperação. A demanda japonesa permanece em queda.
O que esperar da Ásia, então? Por uma menor demanda agregada e pela redução dos preços das commodities.
Como ficaria o Brasil nesse instante? Continuará vivendo de um mercado interno mais fraco e há que buscar por novos mercados, provavelmente na India.

São muitos anos de desemprego elevado

Europa caminha para estaginflação
Desemprego elevado e preços em alta. Ainda é cedo para falar em estaginflação, mas o desemprego, há anos se constitui no maior problema da Europa. Agora são os preços que começam a subir. O índice de preços ao consumidor da zona do euro alcançou os 2,8%, em abril.
População e governantes já reagem às pressões dos preços. O Banco Central Europeu subiu a taxa de juros e o índice geral de sentimento econômico europeu veio para 106,2 pontos em abril. Petróleo e alimentos pressionam a inflação A alta dos juros desestimula investimentos e consumo, além de enfraquecer os países periféricos, cujas situações fiscais impõem incertezas cada vez maiores. Suas dívidas seguem sem soluções definitivas e com os juros mais altos parecem ver esgotadas suas chances de encontrar saídas viáveis para esse problema, no curto prazo.
O desemprego zona do euro está em 9,9%. Tudo parece, em 2011, mais difícil que em 2010.

Gradualismo começa a surtir efeitos

Medidas macroprudenciais começam a colher resultados a partir do desempenho fiscal
Mesmo com o propalado início da desaceleração da atividade industrial, o nível de utilização da capacidade instalada, calculado pela FGV, ficou em 84,4% no mês de abril, contra os 84,3% de março.
De igual maneira, outros dois importantes indicadores mantiveram-se praticamente estáveis:
1)- o índice de confiança do consumidor, medido pela Confederação Nacional da Indústria, que em março era de 112,6 pontos, conservou-se em abril em 112 pontos.
2)- o índice de confiança da indústria que apresentava-se, no mês de março, em 112,4 pontos, está agora, em abril, em 111,2.
Portanto, a redução da atividade econômica e das expectativas dos agentes parecem tão gradativas quanto as medidas econômicas tomadas pelo governo.
O que certamente trará efeitos rápidos e benéficos é o anúncio do desempenho das contas públicas que surpreendeu os agentes econômicos. As contas públicas apresentaram superávit de R$13,6 bilhões, no mês de março. O resultado é empolgante por ter se situado acima das expectativas do mercado.
De fato, não haveria motivo para júbilo, pois o resultado corresponde a 3,2% do PIB, superando a meta fiscal apenas modestamente. Mas não foi só isso. Se considerarmos o primeiro trimestre, as contas do setor público somaram um superávit de R$39,262 bilhões, equivalente a 4,2% do PIB e a 33% da meta para este ano. A dívida líquida do setor público permaneceu estável, em 39,9% do PIB março, o equivalente a R$1,507 trilhão. Essa determinação do governo é a melhor de todas as notícias que poderíamos ter nesse momento. A permanecer a austeridade fiscal, a inflação não resistirá ao conjunto de medidas asté aqui implantadas e o país voltará a um crescimento consistente, com baixa inflação.