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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Os resultados são cada vez piores

Déficit fiscal dos EUA  atinge US$ 91,85 bilhões
O déficit orçamentário dos Estados Unidos registrou seu 15º mês consecutivo no vermelho em dezembro de 2009, com aumento de 77,5% em um ano, totalizando déficit de US$ 91,85 bilhões, segundo o Departamento do Tesouro norte-americano. O motivo do déficit é o aumento nos gastos com seguro-desemprego e a queda na arrecadação do governo. Em comparação com 2008, o resultado negativo ficou em US$ 51,75 bilhões.
As demandas sociais americanas vão pressionar esse déficit nos próximos períodos. A solução desse problema passa pela recuperação econômica que aumentaria a arrecadação e ampliaria o nível de emprego, aliviando as demandas decorrentes do empobrecimento da população norte-americana.

Pobreza deve se aprofundar na América Latina e Caribe

CEPAL aponta para a redução do comércio
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe – CEPAL divulgou, em seu site, o relatório “Comércio Internacional na América Latina e Caribe: crise e recuperação”. O relatório afirma que as exportações da América Latina e Caribe devem registrar, em 2009, uma redução de 24%, em relação a 2008, como conseqüência da crise financeira mundial. Para se ter uma idéia dos efeitos da crise sobre a região, a CEPAL registra que o crescimento médio anual das exportações, na região, havia sido de 17%, entre 2003 e 2008. Menos emprego, renda menor, pobreza em crescimento na já sofrida América Latina e Caribe.
Segundo o relatório, essa redução decorre da combinação da queda de 15% nos preços e de 9% no volume. Redução simultânea no preço e no volume dos produtos não se era observada desde 1937. Trata-se de uma queda do comércio inter-regional comparável àquela ocorrida no período posterior à crise de 1929, em consequência de políticas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos e pela Europa. A pobreza cresce via deterioração do próprio consumo.
O relatório indica ainda que, haverá diferenças significativas entre as sub-regiões e países. Enquanto a previsão para a Venezuela é de queda de 42%, e para os países andinos, de 32%, no Caribe a redução deve ser de 29% e no México e Chile pode ficar em 22%, na comparação com 2008. A crise atinge todos, mas países fragilizados pela demagogia política, como a Venezuela, acabam mais expostos aos seus efeitos.
Na análise por setores, os dados de janeiro a setembro de 2009 mostram que as exportações de minerais e de petróleo foram as mais afetadas no ano passado, com queda média de 42,3%, enquanto as manufaturas tiveram retração de 25,4% e os produtos agropecuários, de 18,4%. A queda do petróleo é a principal responsável pelos resultados venezuelanos.
Ao contrário do que acontece com as exportações, a retração das importações deve-se, principalmente, à variação do volume, que teve queda de 16%, enquanto os preços apresentaram redução de 9%.
Para 2010, a previsões da CEPAL são mais otimistas e contemplam uma recuperação parcial dos preços de vários produtos básicos, tais como, cobre, petróleo, trigo e soja. De novo, os commodities tendem a "salvar a lavoura" da região.
A possível recuperação dos financiamentos internacionais e a retomada, mesmo que parcial, no nível de atividade econômica em várias economias industrializadas e na região da América Latina e Caribe também vão contribuir para a reação. Vamso aguardar!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Internacionalização do sistema financeiro

BB e Itaú Unibanco têm estratégias coerentes,
dizem analistas
Veículo: IG
Data: 13.01 - Olivia Alonso, iG São Paulo 
Banco do Brasil e Itaú Unibanco vêm mostrando interesse em fortalecer suas presenças no exterior. Os ingleses Royal Bank of Scotland e Lloyds, entre outros, já foram apontados como possíveis alvos, seja para troca de participações ou de aquisição de operações específicas.

Na opinião de Luis Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin Asis, no Brasil, a internacionalização é mais coerente com as estratégias do Banco do Brasil e do Unibanco, uma vez que Bradesco “vem mostrando um discurso muito consistente de se manter aqui”, enquanto a Caixa Econômica Federal está mais focada em “se solidificar no mercado interno e buscar parcerias”, sendo a compra do banco Panamericano um exemplo dessa tática.

O Banco do Brasil (BB) quer priorizar locais onde há brasileiros e em que o fluxo comercial com o mercado local esteja crescendo, disse em dezembro do ano passado a própria instituição, quando surgiram os rumores de que estaria negociando a compra do Banco Patagônia, da Argentina.“A estratégia do BB está mais voltada aos Estados Unidos, América Latina e Ásia, e se acontecer uma operação na Europa, acredito que será por uma oportunidade inesperada,“ diz Laura Lyra Schuch, analista de bancos da Ativa Corretora.
 América Latina
 O Itaú Unibanco tem presença forte na América Latina – está na Argentina, no Chile, no Paraguai e no Uruguai, e deverá buscar se fortalecer também em outras regiões. “Muito provavelmente fará um movimento para a Europa”, diz Celso Grisi, professor da Universidade de São Paulo (USP) e presidente do instituto de pesquisa de mercado Fractal.

Os analistas ressaltam que qualquer compra na Europa e nos EUA deverá passar por análises muito criteriosas, uma vez que diversas instituições foram bastante penalizadas pela crise e estão enfraquecidas. ******************************************************************************************************************************************************************

Veículo: IG
Data: 13.01
Moeda forte ajudará na internacionalização dos bancos brasileiros
Olivia Alonso, IG São Paulo
O momento atual é propício para investidas dos grandes bancos brasileiros no exterior, segundo analistas. Três razões são apontadas como incentivos à internacionalização das instituições financeiras brasileiras: baixos preços de ativos bancários no exterior, o câmbio favorável e a solidez dos bancos nacionais.
Celso Grisi, professor da Universidade de São Paulo (USP) e presidente do instituto de pesquisa de mercado Fractal, acredita que a internacionalização neste setor vai acontecer com mais intensidade a partir de agora. “Os ativos bancários estão muito baratos, o momento é bom”, afirma. O preço atrativo é herança da crise financeira, que levou muitos bancos à falência, enquanto outros foram socorridos ou adquiridos por governos, que agora buscam opções para vendê-los.A “moeda forte também contribui para deixar os bancos brasileiros interessados”. O real valorizado acaba sendo favorável a aquisições no exterior, já que são necessários menos reais para um determinado preço em dólares ou euros.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O multilateralismo é a solução

G-20 e FMI são os maiores
 avanços de 2009
A negociação para a liberalização do comércio mundial, conhecida como Rodada de Doha, e conduzida pela OMC, não conseguiu prosperar. As negociações em Copenhague sobre o clima, no último mês de dezembro, também não prosperaram. Num e noutro caso, os Estados nacionais mostram-se incapazes de estabelecer consensualmente um regramento para o comportamento das partes, comprometendo as soluções para os problemas que desafiam o equilíbrio social e a preservação de condições ambientais para a sobrevivência da própria humanidade.
Apenas o G-20 apresentou avanços. Seus principais resultados foram produzidos na área das finanças internacionais, com o estabelecimento de instrumentos de regulação e controle dos estados sobre as economias nacionais, desenvolvidas e em desenvolvimento. Em grande medida, o sucesso do G-20 parece ter decorrido de esforços de coordenação, sem precedentes, entre governos de todo o mundo, com o objetivo de evitar que a crise financeira mundial alcançasse proporções semelhantes à Grande Depressão de 29. Pouco mais de um ano atrás, o mundo vivia uma crise financeira, caracterizada por uma severa recessão, por um processo destruição de riqueza, e pelo declínio abrupto do comércio e dos níveis de emprego em escala mundial. A incorporação de novas elites negociadoras e a discussão sobre mudanças no equilíbrio do poder no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial construiram novas formas de relacionamento entre ricos e emergentes. As discussões agora contam com a participação dos países em desenvolvimento nos organismos incumbidos de estabelecer normas para o sistema bancário e para o mercado de valores, bem como na construção de um novo sistema de avaliação mútua de políticas econômicas e financeiras. Realmente não foi pouco. Tratou-se de uma obra da engenharia da cooperação, sustentada pelos melhores princípios da simetria negociadora. Os resultados foram produzidos dentro desse fórum multilateral e com objetivos  que consultavam a todas as partes.Um sucesso da governança mundial que deverá inspirar as negociações sobre a liberalização comercial e sobre as mudanças climáticas pelos quais o mundo atravessa, nesse instante. Parece não haver soluções fora do multilateralismo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Venezuela de triste fim

Medidas dessa natureza sinalizam
para o início do fim
Decisão presidencial estabelece reforma cambial na Venezuela. O bolívar forte agora tem duas taxas de câmcbio: uma para setores considerados prioritários, como alimentação, habitação, saúde e educação, outra, para setores não essenciais ou não prioritários.
O bolívar forte estava em 2,15 por dólar no câmbio oficial desde 2005. Para transações que envolvam o setor prioritário, a cotação passou para 2,60 por dólar. Para itens não essenciais, automóveis, tabaco, bebidas, telecomunicações, produtos químicos, petroquímicos e eletrônicos, o bolívar será cotado por uma taxa chamada de petroleira, cuja quotação é de 4,30 por dólar. Nesse caso a desvalorização foi de 100%.
O câmbio na Venezuela é controlado pelo governo. O país adotou o sistema de câmbio fixo em 2003. Em janeiro de 2008, foram cortados três zeros da antiga moeda, o bolívar. Esta é a quarta desvalorização em sete anos.
O anúncio já provocou remarcação de preços e corridas às lojas, supermercados e drogaria. O governo garante que vai fiscalizar os preços e convocou o exército para isso. As consqueências são óbvias: desbastecimento inflação, empobrecimento.

Resultado da enquete anterior

Cop 15: a opinião de nossos leitores
Na enquete feita durante a semana passada, embora o baixo número de respondentes, a opinião quase unânime é a de que os maiores avanços foram conseguidos em torno do consenso sobre a necessidade da redução da emissões de gases.
As negociações, sobre esse tema, ainda evoluem, sem a definição de metas específicas por economia ou região do mundo. Os países desenvolvidos resistem fortemente às tendências de fixação de metas mais fortes para alcançar-se rapidamente um nível tolerável de emissão de gases.

Skype na sala de aula

Utilizamos a Skype, em 2009,
em nossas salas de aulas
Agora a Skype desenvolve parcerias com fabricantes de TV para levar videoconferência para sala do usuário. Já não é sem tempo. Imagine se, no dia de hoje, tivéssemos a possibilidade de analisar, em alguns minutos, as decisões sobre dois níveis de câmbio implantados na Venezuela, nesse final de semana. Todos poderiam trazer suas análises sobre os impactos assimétricos que suas empresas sofreram, dando maior abrangência e profundidade ao nosso entendimento sobre um fato novo.
O modelo de TV conectada, ou broadband TV, já é uma nova forma alternativa de distribuição de conteúdos online. Agora, com a Skype entrando nesse circuito, pode se transformar em plataforma de comunicação. A Skype anunciou parceria com a LG e com a Panasonic. Ambas as parceiras estarão dedicadas ao desenvolvimento de televisores capazes de realizar videoconferências por meio da plataforma Skype. Já existem no Brasil alguns modelos de TV conectadas, que têm a possibilidade de acesso a conteúdos de Internet.
Tenham certeza que a televisão tradicional vai tentar, uma vez mais e inutilmente, retardar o projeto. Seu receio já foi anunciado nos site http://101.gs/6mfam9k. Diz respeito àquilo que possa acontecer com sua programação, medíocre e massiva.
No ano que passou pudemos, experimentalmente, por duas vezes, discutir problemas gerenciais com os alunos da FIA, por meio da skype. Mazelas e cartórios à parte, imagino o que se poderia fazer pela educação desse país, em todas as classes de renda.

Processos Judiciais na área econômica

Nokia processa Apple,
por quebra de patentes

A ação, por quebra de patentes, foi distribuída pela Nokia na Corte do Distrito de Delaware. Nessa mesma Corte,a Nokia já reivindica direitos sobre sete patentes de telefonia celular. As ações dizem respeito a tecnologias de câmera digital, antena e gerenciamento de gasto de energia e tela sensível ao toque (o touch screen).
São as mesmas patentes em relação às quais a Nokia solicitou abertura de processo contra a Apple à Comissão de Comércio Internacional, agência federal responsável por investigar questões de comércio nos EUA, na semana passada. Com isso, agora, são três processos, em menos de três meses.O primeiro processo da Nokia, também na Corte de Delaware, a Nokia acusava a Apple de infringir patentes relacionadas aos padrões GSM, UMTS e WLAN.
O interessante dessa história é ver japoneses assumirem posições contrárias a quebra de patentes. Na história recente, eles foram  rotulados como grandes copiadores de produtos. A china também tem se destacado nessas práticas. Vejam como as coisas se invertem e como o investimento em desenvolvimento de produtos obriga a proteção. Tecnologia é esporte caro.

Um reconhecimento empolgante

Trabalho científico obtém menção
em revista científica americana
Meus amigos,
Quero dividir com vocês essa minha alegria. A SSRN é uma das mais conceituadas revista científicas eletrônicas do mundo do business.
"Dear Celso Cláudio de Hildebrand e Grisi:
Your paper, "Organizing for Relationship Marketing", was recently listed on SSRN's Top Ten download list for Latin American Business. As of 01/08/2010, your paper has been downloaded 959 times. You may view the abstract and download statistics at http://papers.ssrn.com/abstract=273840.
Top Ten Lists are updated on a daily basis. Click on the following link to view the Top Ten list for the journal Latin American Business Top Ten.
Click on the following link to view all the papers in the journal Latin American Business All Papers.
To view any of the Top Ten lists, click the TOP button on any network, subnetwork, journal or topic in the Browse list reachable through the following link: http://www.ssrn.com/Browse
Your paper may be listed in the Top Ten for other networks or journals and, if so, you will receive additional notices at that time. If you have any questions regarding this notification or any other matter, please email AuthorSupport@SSRN.com or call 877-SSRNHelp (877.777.6435 toll free). Outside of the United States, call 00+1+585+4428170.
Sincerely,
Michael C. Jensen
Chairman
Social Science Research Network"
Esse paper é um subproduto da tese de doutorado que orientei na FGV (fui professor lá também). Na ocasião, a orientada, hoje prorfessora consagrada da FGV-SP e da Fundação Dom Cabral-MG, Aurea Helena Purga Ribeiro, fêz um trabalho primoroso e que se constitue em pesquisa de base  para consolidação da teoria de marketing de relacionamento no Brasil.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ética na propaganda

Socialmente Indesejáveis
A propaganda do citroen xsara incentiva velocidade não permitida nas estradas. Foi vetada por órgão regulamentador.
http://www.youtube.com/watch?v=3U4_ba16UmQ
Propaganda proibida pelo uso desleal da do produto da concorrência. 
http://www.youtube.com/watch?v=k-WGAX1PqU0
As penalizações estão focadas nas respectivas estratégias de argumentação. Na segunda, não há esforço de redação, só de arte. A arte responde sozinha por todo o story board. Na primeira, ao contrário, a estratégia de redação sustenta praticamente toda a arte. O story board é oral.

Calendário 2010 (2)

Feiras, Congressos, Seminários, Conferências e Simpósios
Também extraído da Folha de São Paulo.
Como nossas agendas vão sendo ocupadas ao longo do ano, nada como planejar nossa presença nos eventos de maior interesse.

Calendario 2010 (1)

Feira de Negócios
Para que você possa programar sua visita às feiras do seu interesse.
Extraí da Folha de São Paulo. A programação vai até o mês de maio de 2010.



Cenários previstos podem fazer água

Para as previsões de 2010,
chegou a hora da onça beber água
Ontem:
 Nos Estados Unidos: foram divulgados os números relativos aos pedidos semanais de auxílio-desemprego, que registraram quedas significativas, sinalizando aos investidores melhora no mercado de trabalho norte-americano.
Na Europa: o índice de vendas no varejo da Zona do Euro caiu 1,2% em novembro enquanto as estimativas de mercado esperavam a estabilidade do índice. Por outro lado, o índice de confiança econômica da região subiu para 91,3 pontos, em dezembro, em relação aos 88,8 pontos, em novembro.
Hoje, fique de olho em:
Brasil: serão publicados os indicadores inflacionários IGPDI (dezembro) e IPC-S (1ª semana de janeiro)  e a Pesquisa Industrial Mensal Regional (novembro).
Estados Unidos: serão anunciados a Variação da Folha de Pagamentos (dezembro), a Taxa de Desemprego (dezembro), os Estoques no Atacado (novembro) e o Crédito ao Consumidor (novembro).
Se os Estados Unidos apresentarem indicadores favoráveis, dólar e petróleo devem, no curto e médio prazos, manter suas tendências altistas. Os ritmos dos crescimentos chinês e japonês ficam ameaçados. O real tenderá a desvalorizar-se, melhorando a vida de nossos exportadores. Até que não está mal. Vamos aguarda e conferir.

O cenário mundial pode pregar uma peça

Petróleo tem pequeno recúo nos EstadosUnidos.
Dólar fica estável no mercado internacional, mas valoriza-se em relação ao real.
Desenha-se um novo cenário. O governo chinês sobe, mais uma vez, os juros de seus títulos de três meses. Anunciou também  que vai reduzir o crescimento da oferta de crédito de 33%, em 2009, para 17%, em 2010. Está claro que o crescimento chinês ameaça sua estabilidade econômica. A prioridade passa a ser a contenção da inflação. E isso se fará pela redução do crescimento.
Era de se esperar, portanto, por uma queda mais forte do preço do petróleo. A queda foi muito discreta. O Barril continua acima de US$81,50. O mercado está interpretando que a recuperação do resto do mundo vai compensar uma eventual redução no ritmo de crescimento da economia chinesa.
A tendência do dólar continuará sendo, no nosso modo de ver, de valorização consistente no mercado internacional. Vale observar que os sinais positivos da economia americana e as vulnerabilidades dos dados econômicos na zona do euro sustentam o valor da moeda norte-americana. Mas, o pronunciamento do novo das Finanças do Japão foi definitivo. Ele deseja um ien mais fraco para favorecer a recuperação japonesa.
Como se vê, há uma inversão na lógica da recuperação mundial, que ameaça defasar todas as previsões feitas para 2010. Nessa toada, a Ásia terá arrefecida sua importância e, os Estados Unidos(logo quem) terá sua importância recuperada. Com ela, sua moeda se valoriza. Ficará ainda mais difícil para os países que não tenham auto-suficiência de petróleo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Formas de financiamento às vendas

Vendor ganha destaque entre
linhas de crédito
DCI - 06.01.10 - jornalista José Guerra
SÃO PAULO - Grande impulsionador da linha de vendor para pessoa jurídica em 2009, os benefícios fiscais, aliado ao baixo risco para a instituição financeira cedente, devem continuar ajudando a modalidade a crescer em 2010. Além disso, a linha, que ganhou espaço em 2009 graças à falta de disponibilidade de outras opções de longo prazo, promete ainda roubar espaço das outras opções de financiamento neste ano.
O diretor executivo do Fractal Instituto de Pesquisa, Celso Grisi, explica que o interesse sobre a modalidade é diretamente proporcional à cunha fiscal de um país. "O vendor é uma forma de financiar vendas. A fornecedora fatura para o cliente à vista, mas é o banco quem paga e não o cliente. O contrato é entre o banco e meu cliente", diz. Dessa forma, o único imposto pago é o sobre operações financeiras (IOF), livrando a tomadora do crédito de obrigações como imposto sobre circulação de mercadorias serviços (ICMS) e sobre produtos industrializados (IPI). "Além disso, o cliente se torna avalista da operação, o que leva o risco próximo a zero para o banco", afirma.
Por essas razões, ele acredita que essa linha deve continuar ocupando espaço sobre outras modalidades em 2010. "Pelo baixo risco, as taxas também são menores. O vendor irá se manter no nicho de financiamento a vendas e será uma fonte de capital de giro predominante no varejo por ser um facilitador enorme, capaz de ampliar vendas e maximizar ganhos fiscais", aposta.
Segundo dados do Banco Central, atualizados até novembro de 2009, naquele mês a linha teve um crescimento de 7,1%% sobre o mês anterior, a um saldo total de R$ 9,201 bilhões. No ano passado, em 11 meses, no entanto, a queda foi de 9,4%, ante um saldo de R$ 10,150 bilhões. "O estoque total no ano caiu devido à redução na atividade econômica. Com a escassez de crédito devido à crise, apesar da baixa, houve ganho sobre as outras linhas", garante.

Aperfeiçoamentos institucionais e funcionamento dos mercados

O poder da auto-regulamentação
Não é um fato isolado que possa passar desapercebido aos olhos de analistas de mercado. Em verdade, foram necessários três anos de debates, levados a cabo no âmbito da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais - Anbima, para definir o regramento segundo o qual as instituições bancárias devam comercializar produtos de investimentos.
A intenção é a de impedir que os gerentes de agência ou das contas possam "empurrar" produtos que não interessem aos clientes, com o objetivo de atingir suas metas internas de captação de recursos. O investidor terá que assumir, por escrito, que conhece o risco de um investimento contrário ao seu perfil, que foi alertado pelo banco sobre essa incompatibilidade e que, ainda assim,decidiu fazer essa aplicação.
Para definir o perfil do cliente, foi criado um questionário eletrônico, chamado Análise do Perfil do Investidor (API), com questões sobre idade, estado civil, idade de dependentes, valor da aplicação, percentual que esse valor representa o total dos ganhos anuais, prazo para o resgate do dinheiro a ser aplicado, o que pretende fazer com ele e o que ele faria se perdesse uma boa parte desse dinheiro nessa aplicação.
É louvável que o setor bancário, na proteção de seus clientes, tenha auto-regulamentado suas condutas. Mais louvável ainda é o reconhecimento do setor sobre a conscientização dos riscos envolvidos nas diversas aplicações ofertadas pelo mercado.
Ao proceder dessa forma, o sistema bancário mostra sua competência em exercer uma de suas principais funções para a sociedade brasileira: constituir-se em elemento essencial para a formação da poupança nacional. É o Brasil amadurecendo e consolidando suas instituições.

Um físico e seus sentimentos

Lições do acaso
Do mesmo autor de Matéria: uma aventura do espírito. Um livro de poemas que surpreende e encanta pela expressão da sensibilidade da alma que habita a racionalidade do cientista. Recomendo, fortemente.
A criação poética em Lições do Acaso é testemunha e decorrência das dimensões filosóficas, políticas, afetivas e artísticas da vida de seu autor. O permanente envolvimento com as ciências e a educação sempre foram públicos, e isto transparece em sua obra.


Com um olhar social que também ironiza o conformismo de teorias sociais, ele transita entre o mndo da ciência e o psíquico, acompanhado de um bem-humorado recúo ("ser fresta olhando a sombra / me assombra/ Desisto do analista / Sou escuridão demais para pouca pista").
Comosugere o autor, Lições do Acaso " traz sugestões para pensar o mundo e lidar com a vida".
Autor: Luis Carlos de Menezes
ISBN: 978-85-7480-468-2
Medidas: 13,5 x 21 cm
Páginas: 184
Edição: 1a
Ano: 2009
Assunto: Poesia, Literatura Brasileira

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A natureza vai vencer?

Os principais pontos da COP 15 trataram de questões econômicas das nações ricas
e emergentes
Duas coisas me entusiasmaram entre as muitas que me decepcionaram.
Ao final da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, os principais resultados alcançados foram sumariados no “Acordo de Copenhague”, elaborado por Estados Unidos, Brasil, China, Índia e África do Sul, formalmente aceito pela ONU.
Sem aprovação unânime, o acordo terá como anexo uma lista de países contrários a ele. A iniciativa foi a saída encontrada pelos líderes para que o documento tenha status legal suficiente e seja funcional, sem que seja necessária a aprovação pelas partes.
De acordo com o texto, os países ricos se comprometeram a doar US$ 30 bilhões, nos próximos três anos, para um fundo de luta contra o aquecimento global. O acordo prevê US$ 100 bilhões por ano, em 2020. Insuficiente, sem dúvida. Mas implicou a aceitação da regra de doação para construção de um fundo. O valor que será colocado no fundo até 2012 - US$ 10 bilhões por ano - é menos do que o Brasil vai gastar para atingir sua meta voluntária de reduzir em até 39% das emissões de gases de efeitos estudo, até 2020. Segundo autoridades brasileiras, o Brasil para atingir suas metas, "vai gastar US$ 16 bilhões por ano.
O documento diz ainda que os países desenvolvidos se comprometeram a cortar 80% de suas emissões até 2050. Já para 2020, eles apresentaram uma proposta de reduzir até 20% das emissões. Essas metas estão muito abaixo das recomendadas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que sugere uma redução entre 25% e 40% até 2020. Enfim, a uma meta. Baixa é verdade, mas há uma meta.
De fato, a COP15 tratou de questões econômicas das nações ricas e emergentes e se esqueceram daqueles que vão sofrer dramaticamente os efeitos da mudança climática. No meu modo de ver, para ser objetivo nessa questão, é disso mesmo que a COP 15 precisava se tratar: dos custos para evitar as mudanças climáticas e de quem vai pagar por isso.
Entre os principais pontos do Acordo de Copenhague estão:
1)- FINANCIAMENTO DAS NAÇÕES POBRES
Os países desenvolvidos deverão promover de alguma maneira recursos financeiros, tecnologia e capacitação para que se implemente a adaptação dos países em desenvolvimento. Bom, não acham?
2)- REDUÇÃO DAS EMISSÕES
Detalhes dos planos de mitigação estão em dois anexos do Acordo de Copenhague, um com os objetivos do mundo desenvolvido e outro com os compromissos voluntários de importantes países em desenvolvimento, como o Brasil. Também me pareceu legitimador das intenções e mostra a adesão à causa.
3)- VERIFICAÇÃO (fiscalização e controle)
Monitoramento dos compromissos das nações em desenvolvimento. E os assumidos pelas nações ricas? Não gostei, pois há uma assimetria inadmissível nesse quesito.
4)- PROTEÇÃO DE FLORESTAS
O acordo reconhece a importância de reduzir as emissões produzidas pelo desmatamento e degradação das florestas e concorda promover incentivos para financiar tais ações com recursos do mundo desenvolvido. Interessante, até por que as florestas a serem preservadas, de modo muito geral, são tropicais.
5)- MERCADO DE EMISSÕES DE CARBONOO acordo destaca a importância usar os mercados para melhorar a relação custo-rendimento e para promover ações de mitigação de emissões.
Problemas que incomodam:
- Existem muitos países pobres, na África, por exemplo, que irão sofrer mais com o aumento da temperatura do que outros localizados em áreas de economias desenvolvidas.
- O viés econômico e político das discussões é preocupante, pois a questão climática ultrapassa a fronteira ambiental.
- As questões de desenvolvimento, de justiça, de equidade ficaram, pelo menos inicialmente, esquecidas.
Toda COP 15 transcorreu no clima das negociações internacionais. No primeiro round colocamos as posições mais extremadas. Nos próximos, negociamos lentamente, nossas concessões recíprocas. Todos procuram ganhar o máximo ou perder o mínimo. Resta saber se essas posturas negociadoras, em assuntos dessa natureza, são obras da racionalidde ou da imbecilidade humanas. Afinal, é a natureza quem precisa ganhar.

Previsões sobre comportamento de preços foi sempre uma dificuldade para analistas

Petróleo e dólar estabelecem
linhas paralelas para evolução
de seus preços
Vínhamos insistindo na idéia de que o aumento nos preços do petróleo provocaria uma tendência à valorização da moeda norte-americana. O rigoroso inverno norte-americano provocou o aumento da demanda. É nona alta consecutiva. O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em fevereiro, subiu 0,3%, cotado a US$ 81,76 na Bolsa de Mercadorias de Nova York . O barril do tipo Brent, com vencimento em fevereiro, avançou 0,6%, negociado a US$ 80,58 no ICE Exchange de Londres. Em ambas as bolsas, o preço já ultrapassou os US$ 80,00/ barril.
Nessa altura, na nossa previsão, o dólar deveria apresentar uma tendência de valorização em relação às demais moedas, no mercado financeiro.
Foi o que aconteceu.
No Brasil, o dólar avançou 0,70%, a R$ 1,733 na venda. De início, atribui-se essa alta à divulgação de dados contraditórios sobre o desempenho da economia norte-americana. Em novembro passado, apesar do volume de encomendas à indústria registrar crescimento de 1,1% na comparação com o mês anterior, o índice que avalia a compra e a venda de contratos de casas nos EUA teve queda 16%. Convenhamos que a queda de contratos no setor imobiliário pode ser apenas sazonal. Estamos no inverno. O que interessaria saber é o comportamento desses contratos em relação a igual período do ano anterior. Comparar números com novembro de 2008, em meio àquelas turbulências, é também absolutamente desprovido de sentido. Portanto, esse dado não tem significado decisório algum para justificar a alta.
Na Europa, os dados econômicos também vieram, aparentemente, com direções contrárias. O índice de preços ao consumidor nos 16 países que compõem a zona do euro registrou inflação anual de 0,9%, caracterizando o nível mais alto em 10 meses. Já o desemprego na Espanha cresceu 25% em 2009, ante o ano anterior. Gravíssimo, sem dúvida, mas só para a Espanha.
Convenhamos, mais uma vez, que a Espanha estar como está não é novidade para ninguém. E, portanto, não também não justifica a alta da moeda.
Concluindo, o dólar vai se valorizar em razão do aumento de sua procura para pagar o petróleo mais caro. O resto são explicações precipitadas de analista frente às dificuldades em compreender as questões de preços na economia. Dificuldades que se impõem a todos nós.

Pesquisa SERASA

Menor resultado do varejo em cinco anos
não deve ser visto de forma negativa,
afirmam especialistas
05/01/2010 - site Executivos Financeiros  -  Christiane Aguiar
Mesmo tendo registrado o menor acúmulo anual desde 2004, o crescimento de 5,8% no movimento do comércio varejista do Brasil deve ser visto de forma positiva, de acordo com especialistas entrevistados pelo site Executivos Financeiros. “O País atravessou um momento difícil, com falta de capital de giro e o varejo foi muito atingido por conta disso. Por si só, esse crescimento é surpreendente se considerarmos que os bancos se retraíram, as vendas se retraíram. O Brasil passou por uma crise no crédito e isso imobilizou o comércio”, explica Celso Grisi, diretor-presidente do instituto de pesquisa Fractal e professor titular da FEA-USP.
Para Pedro Vartanian, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, o resultado deve ser visto muito mais de maneira positiva do que negativa. “Apesar de ter sido o menor resultado do período, foi bastante expressivo diante do cenário esperado pelo mercado”, ressalta.
Divulgado nesta terça-feira (05), o dado faz parte do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio.
Com o menor resultado entre os segmentos analisados, o grupo Materiais de Contrução apresentou uma movimentação negativa de 13,7%. Vartanian acredita que esse resultado seja reflexo do primeiro semestre de 2009, quando o comércio do setor ficou parado. Ainda assim, o professor diz que esses resultados devem mudar por conta dos eventos esportivos que serão realizados no País. “É certo que os resultados desse setor devem apresentar mudança de agora em diante. Mesmo com as políticas e programas do governo para o segmento de materiais de construção, esse não é um setor que obtém resultados tão imediatos, como aconteceu com os produtos da linha branca ou outros que receberam os incentivos do governo”, ressalta.
Além disso, a proximidade das eleições presidenciais deve impactar de forma positiva o comércio varejista. Vartanian diz que o “ano eleitoral costuma apresentar aumentos nos gastos e nas obras e isso, com certeza, vai trazer um resultado positivo para o comércio nesse ano”. Para Grisi, eleições sempre geram excesso de gastos e o governo vai dirigir isso para garantir crédito para as classes mais baixas. “O governo vai tentar beneficiar essas classes por serem as mais extensas e por serem aquelas que elegem. A garantia do crédito dá a população a sensação de prosperidade”, conclui.