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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Isso é que é volatilidade

Petróleo cai após alta de juros na China
Apenas a perspectiva de aumento da taxa de juros na China foi o suficiente para o petróleo iniciar um movimento de queda de seus preços. Em Nova York perdeu quase 1%, depois da China ter aumentado a taxa de juro.
O West Texas Intermediate, negociado no mercado norte-americano, continua hoje seu movimento de baixa, cotado a 86,73 dólares, por barril.
Em Londres, o Brent, que serve de referência para a Europa, inverteu sua a tendência de alta. O barril de petróleo, que estava acima dos US$ 100,00, rompeu com esse nível de preços e já está abaixo dos US% 99,00.
A China subiu a taxa de juro de referência mais uma vez. Aumentou-a em 25 pontos base, pela segunda vez no espaço de um mês, para controlar a inflação.
No mercado, os investidores reagiram de imediato. Os preços do petróleo caíram, diante da perspectiva de que com um menor crescimento haverá redução das importações chinesas. Esses preços de matérias primas podem voltar a subir, caso a recuperação norte-americana venha a se confirmar.
Mas podem continuar a cair, se faltar consistência ao crescimento da demanda na economia dos EUA. Coisa curiosa, pois essa demanda, que expressa a recuperação, foi estimulada pelo aumento do crédito rotativo dos cartões. Se a inflação por lá retomar, o governo norte-americano será pressionado a suspender sua política de afrouxamento monetário quantitativo e, pior, subir o juros básico da economia. A demanda arrefece e o petróleo volta a cair.
Isso é que é volatilidade.

Em com passo de espera

Enquanto seu lobo não vem
No mundo, as bolsas fecharam em alta. A boa notícia veio dos EUA. O crédito cresceu US$ 6,1 bilhões, “puxado” pelo uso dos cartões de crédito. A má notícia veio da Alemanha. Queda de 3,4%, em dezembro, nas encomendas à indústria. Essa queda pode ser sazonal, mas pareceu maior do que se poderia esperar. Tokio fechou em alta também e Xangai não operou em função de feriado local prolongado.
No Brasil, o mercado “anda de lado”, com pequena alta atribuída às oscilações fortes do dia de ontem. Dissemina-se entre os agentes econômicos o receio com as pressões sobre os preços.
Para hoje, as expectativas gravitam em torno da publicação de dois indicadores relevantes, em relação às variações de preços no mês de janeiro: o IGP-DI e o IPCA. Também em relação a janeiro, espera-se  pela divulgação o índice de custo da construção civil. No tocante a primeira quadrissemana de fevereiro, sai o IPC-S.
A publicação desses indicadores deve ditar os rumos das aplicações financeiras para os próximos dias.
Até o final da semana, aguarda-se por uma manifestação das autoridades econômicas sobre eventuais cortes no orçamento federal. O compasso é de espera, "enquanto seu lobo não vem".

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Medidas econômicas não podem vir como desforra.

Generaliza-se a preocupação com o
imobilismo econômico
Pela nona semana consecutiva, O mercado projeta inflação mais alta. Agora já se espera 5,66 %, para 2011. O descrédito aumenta. Espera-se por uma resposta rápida no campo fiscal, com cortes nas rubricas de custeio, notadamente nas despesas de pessoal e seus encargos. Silêncio e postergação já derrubaram a bolsa e estimularam a saída dos estrangeiros.
Para a taxa básica de juros, a previsão continuou em 12,5 % para 2011. O crescimento previsto para o PIB continua em 4,6 % esse ano.
Começa a ficar evidente para a comunidade internacional, a ausência de uma liderança mais forte na área econômica. Para piorar, começa a ser admitida a falta de um acordo político entre as várias forças que dão sustentação ao atual governo.

É hora de entrar na bolsa?

Uma questão de perspectiva
A bolsa fechou a última sessão aos 65.269 pontos. Caiu mais 2,24% só nesse dia. Investidores internacionais estão em fuga. Dólares estão saindo. O real não se deprecia proporcionalmente, indicando a liquidez excessiva da economia nacional. Juros altos e aumentos de compulsório provocam impactos proporcionalmente mais cruéis sobre a produção nacional e menos eficazes sobre a inflação. Os avanços na curva de juros de longo prazo revelam a crença dos agentes econômicos na política monetária e a descrença na política fiscal. Os prometidos cortes no Orçamento Nacional não saem e não há indicações sobre sua natureza e dimensão. O resultado disso tudo é uma abrupta deterioração das expectativas dos agentes.
No exterior, a China envolve-se no combate à inflação para a redução das taxas de seu crescimento. O Japão está parado, com taxas de juros baixíssimas e uma longa estagnação. A deflação é o maior risco.
A Zona do Euro administra suas dívidas nacionais e seus déficits públicos. Apenas alguns países sugerem que, no longo prazo, haverá recuperação econômica e alento da demanda agregada.
Nos Estados Unidos os movimentos contraditórios podem ser entendidos à luz do descabimento da liquidez injetada na economia. O desemprego é de 9% e as vagas criadas são muito inferiores ao que se poderia esperar. É muita liquidez para uma reação tão modesta. As dimensões dos déficits (interno e externo) apontam desequilíbrios estruturais gravíssimos nessa economia.
O cenário é espantoso para a bolsa? Considerando-se que ela subia, sustentada pelo mercado interno, alheia ao cenário externo, o que poderia explicar essa queda forte, se nada mudou significativamente lá fora?
A inflação interna, sem dúvida. Esse é o grande fato novo que leva desassossego ao mercado.
A inflação, no entendimento do mercado, fugiu do controle do Governo Central. As expectativas dos preços para o futuro mostram-se em deterioração. O velho hábito das remarcações parece querer voltar. Subir o juro e depósitos compulsórios não pareceu tão eficaz. Maldades devem ser feitas de uma única vez. Não a conta gotas. A confiança externa já não é a mesma e os capitais internacionais, em fuga, mandaram seu recado: o navio precisa de um timoneiro mais confiável. As reduções nos gastos são anunciadas, mas não são realizadas. Falta gerência à política econômica. Nisso tudo, o cenário externo é apenas uma variável contributiva.
É hora de entrar, comprando os ativos mais atraentes, para quem crê que, no curto prazo, as contas públicas serão saneadas. Apresentarão cortes no custeio e a manutenção nos níveis de investimentos. O volume de investimentos é tão grande que é possível crer na sustentação do crescimento econômico interno.
Mas, se há dúvidas, faça como o capital estrangeiro, fuja da bolsa. Renda fixa é o caminho.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

SINCODIV publica livro sobre empresa familiar

Como aumentar o valor de uma empresa?
A resposta é de José Carlos Fonseca Ferreira, consultor certificado em sucessão de empresa familiar pela IPSA - Intenational Succession Planning Association: "utilizando os 10 pilares mestres de um plano de sucessão"
Está tudo no livro Empresa Familiar, editado pelo SINCODIV - Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado de São Paulo.
Um guia prático e objetivo sobre a problemática sucessória. Ajudará muito empreendedores que  criaram suas empresas e querem preservá-las no futuro.
Parabéns José Carlos.
Recomendo fortemente sua publicação, por oportuna que é.

Consumidor depressivo já em janeiro

O consumidor vair reclamar,
se a política fiscal endurecer
E não tem jeito. Para consertar a economia, o governo vai perder parte de sua popularidade.
É o INEC quem fala. O humor piorou e nada tem apontado para uma melhora em fevereiro. Vamos considerar que as pressões inflacionárias só aumentaram e que o clima internacional arrastou as bolsa para baixo e o dólar para fora. Petróleo subiu e risco-país também. O ano começa mel e as medidas fiscais prometidas são antipáticas, por natureza. Não se trata de herança maldita ou bemdita. Novos rumos são exigidos po0r um ambiente de negócios mais agressivo.
Vejam a medida de confiança de consumidor de janeiro:
Não será nada fácil acertar a vida fiscal do país. A alternativa para preservar a estabilidade monetária é o aumento das taxas de juros e dos recolhimentos de compulsórios. Pode escolher.

FEA/USP começa muito animada

O ano universitário já está planejado
na FEA/USP
De 7 a 12 de fevereiro de 2010
________________________________________
08.02 Terça
SEMINÁRIOS SUMMER SCHOOL
"The quest for causal inference - recent developments in the social sciences"
Das 16h às 18h, Auditório, FEA-5
Palestrantes: Profs. Drs. Guy Whitten e Matthias Hastall
Responsável: Profª. Drª Maria Hermínia Tavares de Almeida
Realização: Departamento de Ciência Política e IRI-USP
Inf.: no site http://www.iri.usp.br/
Inscrições por e-mail: seminariosusp@gmail.com
10.02 Quinta
SEMINÁRIOS SUMMER SCHOOL
“Descriptive-causal generalizations: 'empirical laws' in the social sciences?"
Das 16h às 18h, Auditório, FEA-5
Palestrantes: Profs. Drs. Max Bergman e Gary Goertz
Responsável: Profª. Drª Maria Hermínia Tavares de Almeida
Realização: Departamento de Ciência Política e IRI-USP
Inf.: no site http://www.iri.usp.br/
Inscrições por e-mail: seminariosusp@gmail.com
CICLO GRATUITO DE PALESTRAS SOBRE MARKETING PARA O BRASIL EM CRESCIMENTO
Administração do marketing para acesso aos mercados emergentes
Das 18h30 às 21h30, Auditório, FEA-5
Palestrante: Prof. Dr. Celso Cláudio de Hildebrand e Grisi
Responsáveis: Profs. Drs. Celso Cláudio de Hildebrand e Grisi e Fábio Lotti Oliva
Realização: PROCEB e FIA
Inf.: 3732-2029
Insc.: no site proceb@fia.com.br
Agende-se
FEVEREIRO
LANÇAMENTO DA 4ª EDIÇÃO DO LIVRO: ADMINISTRAÇÃO DE PROJETOS
Dia 26 de fevereiro, das 8h às 13h, sala da Congregação, FEA-1
Responsável: Prof. Dr. Amaru Maximiano
Realização: FEAUSP
Inf.: 3091-5849
maximin@usp.br

SUBMISSÃO DE TRABALHOS – 11º CONGRESSO USP DE CONTROLADORIA E CONTABILIDADE E 8º CONGRESSO USP DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA EM CONTABILIDADE
Até dia 28 de fevereiro
Congressos: Dias 28 e 29 de julho, na FEAUSP
Responsável: Prof. Dr. Welington Rocha
Realização: EAC-FEAUSP   -   Inf.: 3091-5820
Inscrições no site: http://www.congressousp.fipecafi.org/
AULA MAGNA DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA FEA
Premiação dos melhores alunos formados e dos melhores professores de graduação de 2010 e homenagem à 12º turma de formados da FEA (turma de 1960)
Dia 28 de fevereiro, às 19h30, Auditório, FEA-5
Responsável: Prof. Dr. Reinaldo Guerreiro
Realização: FEAUSP  -  Inf.: 3091-5852
Informe-se
CALL FOR PAPERS - 7th ILERA Regional Congress of the Americas
5th Brazilian Conference of Labor and Employment Relations
Work in the Americas: Challenges and Opportunities
Até 15 de fevereiro de 2011
Congresso: Dias 22 e 25 de agosto de 2011, na FECOMERCIO
Responsável: Profª. Drª. Luciana Yeung
Realização: IBRET e ILERA  -  Inf.: http://www.irca2011.com.br/
faleconosco@irca2011.com.br

CHAMADA DE ARTIGOS PARA A NOVA SÉRIE DE CADERNOS DO DESENVOLVIMENTO
Publicação semestral dedicada à problemática do desenvolvimento em todas as suas dimensões
Até 31 de março
Responsável: Prof. Dr. Ricardo Ismael (Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da PUC – Rio)
Realização: Centro Internacional Celso Furtado
Inf.: (21) 2172-6313/ 2172-6312
Enviar artigos por e-mail cadernos@centrocelsofurtado.org.br
http://www.centrocelsofurtado.org.br/
IV CONFERÊNCIA REGIONAL SOBRE MUDANÇAS GLOBAIS: O PLANO BRASILEIRO PARA UM FUTURO SUSTENTÁVEL
Dias 4 e 7 de abril de 2011
Realização: IEA-USP
Insc. e Inf.: no site http://www.mudancasglobais.com.br/
6º CONGRESSO DO INSTITUTO FRANCO-BRASILEIRO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS – IFBAE
Inovação, cooperação internacional e desenvolvimento regional
Dias 23 e 24 de maio de 2011, em Franca
Realização: Uni-FACEF
Inf.: http://www.facef.br/ifbae2011
Ifbae2011@Facef.br

Por qué no te callas?

Informação tem dono, agora?
O Google diz que o Bing apropria-se dos seus resultados de busca. A Microsoft responde firme e chama o Google de fraudador.
A ferramenta da Microsoft estaria propositadamente copiando os resultados das páginas do Google e publicando essas informações sem alteração alguma. O Google responde, afirmando ter feito um conjunto de testes que comprovam a apropriação de suas informações.
Há uma preliminar a ser discutida nisso tudo. De quem são essas informações buscadas e publicadas como resultado? Do Google? Ou foram produzidas e criadas por alguém, que não o Google? Esse alguém teria recebido seus direitos intelectuais? Se não, lembra-me Ali Babá e os 40 Ladrões: “ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão”.
Francamente, nunca gostei da possibilidade de perdoar o roubo, ainda que tenha sido cometido sobre outro ladrão. Abre exceção ao bandido. Essa discussão abriria questões sobre a licitude dos atos praticados.
Segundo o Google, o primeiro teste foi feito por meio de uma busca a um termo médico, escrito de forma errada. Seu próprio site teria corrigido a grafia, exibindo os resultados referentes à busca. No Bing, a palavra não corrigida, exibiu os mesmíssimos resultados na pesquisa.
A ser verdade, o indício começa a ganhar forma de fato.
O Google, então, recorreu àquilo que se chama, na gíria dos internautas, de palavras sintéticas. Criou o termo “hibbprqag” que, além de ser desprovido de significado, teria, segundo os especialistas do Google, probabilidade reduzidíssima de ser digitada por alguém. Não é que depois de algum tempo começam a aparecer no Bing resultados para as pesquisa sobre o neologismo digital “plantado” no mundo virtual.
A Microsoft reagiu com vemência. Inicialmente, afirmou que os resultados do testes da Google foram confirmados. Os testes definiram que as ferramentas de opt-in (aquelas mensagens comerciais enviadas apenas para os usuários que deram consentimento), têm enviado informações relacionadas aos resultados de busca dos serviços do Google à Microsoft. E acrescentou que tudo não passaria de truques utilizados pelo Google para desqualificar sua ferramenta de busca.
Duro saber onde está a verdade. As acusações vão dar “pano pra manga”. Mas, por que um site pode publicar resultados de qualquer pessoa sem consentimento ou remuneração? Se pode, por que um site de busca não poderia publicar resultados de outro? Precisaria de consentimento? Ou apenas de remuneração?

Nessa história parece não haver inocentes. Só culpados.
Melhor que ambos parem de falar sobre o assunto. Como diria o Rei de Espanha: "Por qué no te callas?"

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DCI divulga notícia sobre evento da Fractal

Crescimento visa atender necessidades
de clientes

Ciclo de palestras encerra-se dia 10/2

Marketing para os mercados emergentes é tema de ciclo de debates organizado
pelo PROCEB/FIA
O encontro, último da série de palestras sobre os comportamentos dos mercados contemporâneos, contará com palestra do professor doutor Celso Grisi, que apresentará análise comparativa sobre consumo em países como China, Índia e Brasil.
Os objetivos são os de identificar oportunidades para a colocação de produtos brasileiros, para investimentos brasileiros na produção e distribuição nesses países, bem como a exploração de matérias-primas, materiais secundários, partes e peças a serem importadas, para tornar mais competitiva a empresa brasileira.
O PROCEB (Programa de Comércio Exterior Brasileiro), da FIA (Fundação Instituto de Administração), irá discutir o tema “Administração do Marketing para Acesso aos Mercados Emergentes”, último encontro que compõe um ciclo especial de palestras promovido pela instituição. O evento gratuito será realizado no dia 10 de fevereiro, a partir das 18h30, em São Paulo.
Esse encontro acontece no mesmo momento em que o Programa PROCEB, da FIA, assina novos convênios internacionais, com a Universidade de Shangai, na China, e com a Universidade de Yekaterinburg, na Rússia. Esses convênios comporão o Global MBA, a ser lançado no ano de 2012 pela Fundação Instituto de Administração.
Para Grisi, entender esses mercados emergentes é essencial para ampliar os negócios. “Neste momento de internacionalização das empresas, perceber e desenvolver estratégias de marketing para países emergentes é fundamental para o crescimento das companhias. Por isso, na ocasião, faremos um comparativo sobre o consumo em alguns países, como China, Índia, entre outros, com dados identificados no Brasil e em organismos internacionais, para entender e pensar em modelos diferenciados de marketing para essas nações”.
Serviço:
Evento: Palestra “Administração do Marketing para Acesso aos Mercados Emergentes”
Data: 10/02/2011
Horário: das 18h30 às 21h30
Local: Auditório FEA 5 - Rua Professor Luciano Gualberto, 908 – Butantã
Coordenação: Prof. Dr. Celso Grisi e Prof. Dr. Fábio Lotti Oliva
Informações e inscrições:
Telefones: (11) 3732-2029 / (11) 3732-3521 ou pelo e-mail
regianec@fia.com.br

Bacen acompanha o comportamento das commodities

Matéria-prima no Brasil sobe 33,5% em 12 meses, indica BC
Veículo: DCI  -  Data: 03/02/11  -  Karina Nappi
São Paulo - A segunda edição do índice de commodities Brasil (IC-Br) do Banco Central aponta que os produtos básicos registraram em janeiro alta de 4,05% ante dezembro de 2010, atingindo 164,65 pontos (em uma base 100). Em dezembro de 2010, o IC-BR tinha 158,25 pontos. No acumulado de 12 meses encerrados em janeiro, o IC-BR acumula alta de 33,55%. O IC-Br agrega os indicadores relativos aos segmentos Agropecuária, Metal e Energia.
De acordo com os números do BC, o aumento do IC-Br em janeiro foi influenciado pelo segmento agropecuário, formado por carne de boi, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café e carne de porco. Em janeiro, a maior alta ocorreu no IC-BR agropecuário que teve expansão de 4,44%, atingindo 186,99 pontos. No acumulado dos últimos 12 meses, esse indicador registra avanço de 47,96%.
"Temos uma pressão muito forte nos produtos agropecuários, um dos itens pesados foi o milho e soja, pela alta internacional do biodiesel e do consumo chinês. Cereais carne e boi e fibras foram o que mais pressionou a inflação", pontuou o diretor presidente da Fractal, Celso Grisi.
Segundo o diretor, a tendência é de alta para o ano inteiro, mesmo com o aumento da produção. O problema energético vai puxar muito, mas não ocupará o lugar do agronegócio.
"De janeiro para fevereiro a alta deverá ser de 2,5%."
No segmento de metais (composto por alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel), o crescimento no primeiro mês de 2011 em relação a dezembro de 2010 foi de 3,52% e marcou 154,34 pontos, já no acumulado de 12 meses a soma foi de 19,11%.
No caso do IC-Br Energia (petróleo, gás natural e carvão), o avanço foi de 3,40% no mês e marca 98,48 pontos. Entre fevereiro de 2010 e janeiro de 2011, o índice acumula alta de 12,47%.
"Energia quem forçou foi o petróleo e o carvão, por terem altas expressivas no mercado internacional. O inverno foi rigoroso no hemisfério norte, o que obrigou o uso de calefação, e não houve redução dos transportes. Além disso, teve a especulação do petróleo com a desvalorização do dólar e os problemas do Egito, que coloca em risco o transporte do produto, que ta batendo US$ 100", disse Grisi.
Para efeito de comparação, o Banco Central também publica a variação do índice CRB (Commodity Research Bureau), que não é calculado pela autoridade monetária e agrega uma série de commodities, não somente as produzidas pelo Brasil. O índice subiu 4,82% em janeiro, para 130,72 pontos. Em 12 meses, o CRB acumula alta de 17,92%.
O indicador mede a variação de preços das commodities nos mercados internacionais, o que é importante para a autoridade monetária avaliar a dinâmica da inflação doméstica.
"O IC-BR é bacana pelas repercussões das crises que envolvem as commodities, além de ter o controle de gerenciamento. É claro que muitas pessoas estabelecem a comparação com o CRD, mas eles não são muito comparáveis, pois os produtos de um não entram no outro, como é o caso do petróleo. Assim não há como comparar diretamente. Entretanto, a tendência de alta e baixa é semelhante", frisa Grisi.
O CRB, segundo o banco Central, é composto por carne de porco, carne de boi, banha, manteiga, óleo de soja, cacau, milho, trigo, açúcar, couro, sebo, sucata de cobre, sucata de chumbo, sucata de aço, zinco, estanho, tecidos, algodão, lã, resina e borracha.
Este resultado traz à tona uma preocupação constante do Banco Central sobre a forte influência dos preços das commodities sobre a inflação doméstica. No final do ano passado, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, afirmou que há um risco externo e vem dos preços das commodities, o que demonstra que há sinais de que a inflação pode avançar em 2011.
Ainda naquela época, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao ser questionado sobre a possibilidade de o Banco Central subir a taxa básica de juros (Selic) para conter a pressão inflacionária, ele minimizou o problema. E disse que a questão é estrutural, pois "a inflação irá recuar tão logo as commodities e os preços dos alimentos diminuam". Contudo na última reunião do Copom a Selic teve alta de 0,5%.
Desta maneira, os preços das principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no exterior confirmaram as expectativas e permaneceram em patamares elevados em janeiro, ainda sustentados por demandas em geral firmes, dólar fraco e forte interesse de grandes fundos de investimentos nesses mercados.
As médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega de produtos referenciados ou na bolsa de Chicago (soja, milho e trigo) ou em Nova York (açúcar, algodão, cacau, café e suco de laranja) mostram que todos eles encerraram janeiro com ganhos em relação a dezembro - entre 3,57% (cacau) e 9,51% (algodão) - e que quase todos, exceto o cacau, apresentam valorizações em relação às médias de janeiro de 2010, entre 9,69% (açúcar) e 100,17% (algodão).

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Para concluir o quadro de nossas relações comerciais com o Egito

O decepcionante fator agregado de nosso comércio externo não excetua o Egito
Veja a tabela seguinte:

Somos exportadores de produtos básicos. Intensidade tecnológica não é o nosso forte. Nem no Egito.

Exportações brasileiras ao Egito

Nas exportações brasileiras, commodities marcam a pauta.
Para o Egito, enviamos quase que exclusivamente commodities. São produtos com preços muito altos e de grande procura no mercado internacional nesse instante.
Portanto, as exportações brasileiras também não estão  sujeitas a maiores impactos em decorrência do conflito interno egípcio.
Veja nossa pauta de exportações para o Egito, na tabela abaixo:

Importações brasileiras do Egito

Não há riscos de desabastecimento, decorrente do problema Egípcio
A tabela abaixo mostra os principais produtos importados do Egito.
Nada aponta para riscos de desabastecimento que possa atingir de maneira mais forte o Brasil.
Nada tão essencial. Produtos de baixa intensidade tecnológias predominam. Alguns poucos manufaturados e, ainda assim, em baixos volumes físicos e monetários.
Por outro lado, parece haver possibilidades furturas para incrementar esse fluxo de importações a partir desses episódios recentes.

Egito - Brasil

Brasil mantém relações comerciais modestas com o Egito
Veja a síntese de nosso comércio com o Egito, na tabela abaixo:

Do total de nosssas exportações, o Egito representa apenas 0,94%.
Considerada as importações nacionais, a participação do Egito é de 0,07%.
O saldo é muito favorável ao Brasil. Mas ainda assim, os problemas atuais podem nos afetar à medida que impulsionar os preços do petróleo para cima. Certamente, a alta teria um evento danoso na atual política anti-inflacionária brasileira.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Petróleo será preocupação centra, a partir de agora.

Petróleo em ligeira queda.
Mas acima dos 100 dólares
Cotações do petróleo cedem, depois de terem superado ontem 101 dólares, em Londres.
É provável que a queda tenha sido apenas um movimento de realizações de lucros, após as sucessivas altas da commodity.
O contrato com vencimento em Março do West Texas Intermediate (WTI), “benchmark” para os Estados Unidos, caiu 0,49% no mercado de Nova York, para 9,74 dólares por barril.
O tipo Brent, do Mar do Norte, referência para a Europa, valorizou-se de 100,65 dólares 101,73 dólares, ontem.
As instabilidades políticas no Egito agravaram-se e, claro, contribuem com os movimentos altistas. Os preços são alimentados pelos receios de que o conflito possa estender-se às principais regiões produtoras de petróleo, no Médio Oriente, e que disso possam surgir dificuldades e bloqueios para o transporte do produto no Canal do Suez.
A escalada de violência no Egito não dá sinais de arrefecimento e soma-se à escalada de protesto na Tunísia.
O Marrocos também começa a apresentar problemas.
O mundo mulçumano quer crescer e, politicamente, integrar-se. Será necessário negociar com muita intensidade e ampliar, na mesma medida, a disposição para novas concessões.

Oracle paga para encerrar processo judicial

US$ 46 mi e estamos falado.
A Oracle vai pagar US$ 46 milhões ao governo americano para encerrar o processo em que Sun Microsystems, empresa produtora de servidores, e adquirida pela Oracle, de suborno e prestação de informações falsas em contratos públicos.
Melhor não discutir. O problema penal não pertence a Oracle, afinal o crime é personalíssimo,e quem cometeu que responda por ele. Do ponto de vista do negócio melhor pagar logo e encerrar o caso. A condução da questão parece ter sido bastante hábil.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirma que a Sun contratava empresas de consultoria para que fornecessem pareceres favoráveis aos seus produtos na assinatura de contratos com órgãos públicos dos EUA. Além disso, ainda subornava integradoras de sistemas para que recomendassem, por meio de comentários elogiosos, seus equipamentos, facilitandoassinatura dos contratos. Nessa altura, parece que todos deveriam então ser condenados. Uns, por pagar;outros, por receber.
Nos EUA,paga a multa, enterra-se o caso.
Os contratos envolviam a General Services Administration, instituição do governo norte-americano responsável pela administração de contratos com as empresas privadas.
O pagamento também isentará a Sun de ter prestado informações imprecisas sobre os preços ao órgão federal e ao Serviço Postal dos EUA, induzindo as instituições compradoras a pagar valores mais altos que os praticados no mercado.
Seja como for, tudo está resolvido.Depois que o cadáver é enterrado, é só cuidar para evitar eventual exumação.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Será necessário rearranjar a casa


2011: um ano de ajustes
Economistas, consultores e dirigentes do setor ouvidos pela Revista Pellegrino acreditam que 2011 repetirá alguns dos bons momentos de 2010, mas não terá o mesmo céu de brigadeiro. A  palavra de ordem é, portanto, pisar fundo no acelerador, mas cuidar do planejamento com extremo carinho.
Revista Pellegrino, edição 109, Texto | Paulo Carneiro
O ex-ministro do Planejamento Roberto Campos (1917-2001) dizia, entre sério e brincalhão, que os economistas são lembrados mais pelos erros do que pelos acertos em suas previsões. As análises especializadas, porém, têm uma importância que vai além do simples
da futurologia. Baseadas em dados concretos, elas ajudam a iluminar os caminhos de quem percorre os labirintos do mercado. Nesse contexto, 2011 tem algumas peculiaridades expressivas,
como, entre outras, a chegada da primeira mulher à Presidência da República, a urgência nos preparativos para a Copa de 2014 e os persistentes espasmos de crise na Europa.
Economistas e consultores de diversas tendências acreditam que os bons momentos de 2010, marcados por recordes nas vendas de veículos, poderão se repetir neste ano, uma vez
mantidos os fundamentos da economia. A tendência é que o mercado continue em alta, assim como os investimentos em infraestrutura, conforme promessas feitas pela presidente Dilma Roussef. A crise na Europa também não será um obstáculo, mas quem sabe uma oportunidade a mais para a atração de investidores. 
Vento a favor.
Munido de informações sobre a efervescência do mundo globalizado, o consultor e professor
Manuel Enriquez Garcia, da Faculdade
de Economia e Administração da USP (FEA), começa sua prospecção pelo comércio internacional.
Segundo ele, a balança comercial brasileira está com saldo de US$ 16 bilhões, que, mesmo positivo, é pequeno para as nossas necessidades. Já a balança de transações correntes preocupa
porque, segundo ele, está negativa. “Precisamos de uma entrada de US$ 30 bilhões de capital externo”, afirma. Garcia admite que não será difícil atrair tanto dinheiro, até porque os ventos sopram a favor.
O professor mantém o otimismo quanto ao cenário interno, sem rompantes triunfalistas. “Não tenhamos ilusões. A economia cresceu a uma taxa de 8% em 2010, só que no vácuo de 2009, que
teve crescimento de apenas 2%”, diz. “Em 2011, teremos uma taxa de 4,5% a 4,8% sem maiores problemas, mas é bom reconhecer que o atual governo não navegará em céu de brigadeiro, como o do ex-presidente Lula.” Na opinião de Garcia, a ameaça inflacionária levou o Planalto a adotar medidas restritivas, e outras mais serão adotadas. Apesar das oscilações, ele enxerga boas perspectivas para o varejo puxadas por um aumento da demanda de bens duráveis e elevação
dos preços das commodities agrícolas, favorecendo a expansão nas vendas de caminhões e máquinas pesadas. “A produção industrial deve crescer de 6% a 6,5%, e o governo terá
condições de preparar as bases para um cenário melhor em 2012.”
Já o economista Celso Grisi, da FIA (Fundação Instituto de Administração),coloca um pouco de pimenta na discussão ao realçar as complicações do cenário internacional neste começo de ano. “Temos uma grande movimentação nos países emergentes, mas os desenvolvidos enfrentam dificuldades. Veja o caso dos Estados Unidos, que estão devagar quase parando.” Para Grisi, o melhor é não apostar todas as fichas nessa parceria. “No continente europeu, a situação está melhor nos países do norte, como Noruega, Dinamarca, Finlândia, do que Europa Central, onde o quadro é de desaceleração.” Como Espanha e Portugal passam por uma situação de descontrole
fiscal, só a Alemanha se salva. Na opinião do economista, o déficit desses países deve limitar a importação de produtos brasileiros. “Não vejo motivos para a gente se entusiasmar com o mercado externo. Vamos ter de trabalhar, portanto, com o interno, que tem boas perspectivas. Segundo
ele, o enxugamento de créditos não puniu o segmento de veículos básicos e médios, além do que a renovação da frota dos pesados deverá continuar. “As vendas nesse setor devem se expandir com razoável velocidade.
Se isso se realizar, o comércio de autopeças vai junto, com uma defasagem de dois ou três meses.”
Lição de casa.
Celso Grisi recomenda que o empresário tome providências para não ser atropelado pelos fatos. “A competição será grande. Portanto, é necessário investir mais em tecnologia e inovação. É preciso
investir porque a competitividade tende a ser muito acirrada nesse setor.”

Mercados respondem às instabilidades políticas

Egito, preço de petróleo e temores pela generalização do conflito imobilizam
a Europa e a Ásia
Ibovespa continua em queda. Agora já está em 66.574. A perda em janeiro foi 3,94%. O giro diário de ontem esteve abaixo do esperado: apenas R$ 5, 82 bilhões. Em síntese, baixa demanda pelos papéis e preços em queda. Não se trata de tendência, mas da exacerbação dos receios em relação aos conflitos no mundo árabe. Petróleo em US$ 101,00 assusta investidores e põe em questão a capacidade de pagamento de países da Europa. Energia deve continuar pressionando a inflação.
Nos Estados Unidos, os mercados fecharam em alta, refletindo o otimismo com os indicadores econômicos dados a público. O índice de atividade dos gerentes de compras de Chicago alcançou 68,8 pontos, em janeiro. Isso significa que a indústria e o comércio preparam-se para um maior nível de consumo.
Na Europa, o Egito impede uma reação do mercado. Com petróleo mais caro e a possibilidade de uma generalização do conflito, os agentes econômicos permanecem imobilizados. Os mesmos temores fizeram as bolsas asiáticas caírem.
Instabilidades como atuais no Oriente Médio já nos deixaram lições amargas. Investidores preferem ficar longe delas. Decisões financeiras devem aguardar por um visão mais clara dos acontecimentos.

Competição acirrada leva à busca de soluções

Unilever: melhor empresa da Europa em práticas de liderança
Em estudo realizado pela Hay Group, empresa internacional de consultoria, a Unilever obteve o primeiro lugar na Europa, em práticas de liderança, no ano de 2010.
O estudo, Best Companies for Leadership, já está em sua 6ª edição anual. Seu objetivo é o de avaliar a forma como as empresas da Europa preparam seus líderes atuais e futuros para o exercício da gestão. A autonomia decisória tem sido prática muito fequente nessa empresas, que reduziram estruturas organizacionais puramente hierárquicas.
Foram estudadas empresas de 32 países da Europa, a partir de entrevistas aplicadas a gestores de nível médio e alto das organizações. O trabalho, repetido anualmente, permite o diagnóstico sobre a qualidade de suas lideranças e as formas de evolução das práticas de liderança nesses níveis.
Esse ano a Unilever é a grande vencedora. Foi eleita a companhia com as melhores práticas de liderança em toda a Europa.
Dificuldades e recessões abrem oportunidades para as empresas se superarem.