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sábado, 9 de abril de 2011

OSUSP é o programa desse sábado

Sob o comando da Maestrina Ligia Amadio
Neste sábado, 9 de abril, a OSUSP realiza apresentação ao lado do pianista israelense Román Zaslavsky, vencedor de prestigiadas competições internacionais, como o “Vendome Prize”, em Colônia, e o “José Iturbi Internacional Competion”, de Valência. A orquestra irá interpretar as obras: Concerto para piano e orquestra nº 5, de Beethoven, Le Héroe, de Neukomm, e Sinfonia nº 7, de Dvorák.
Confira a programação:
9 de abril – sábado, às 21h
Sala São Paulo (1500 lugares)
Praça Júlio Prestes s/nº
Ingressos de R$ 10,00 a R$ 50,00
Programa:
Sigsmund Neukomm
Le Héroe - abertura para grande orquestra – 8’
Beethoven
Concerto para piano e orquestra nº 5, – 38’
Dvorák
Sinfonia nº 7 – 35’
Pianista: Román Zaslavsky (Israel)
Regência: Maestrina Ligia Amadio
Compra de ingressos:
Ingresso Rápido - Fone: 11 4003 1212 / http://www.ingressorapido.com.br/
Bilheteria Sala São Paulo - Fone: 11 3223 3966
OSUSP - Orquestra Sinfônica da USP: http://www.sinfonica.usp.br/
www.twitter.com/osusp
Tel.: 11-3091-3000/2392

BID socorre vítimas das chuvas, na Colômbia

O BID oferece US$ 350 milhões à Colômbia, para reconstrução de áreas atingidas pelas chuvas.
Serão recursos destinados à reconstrução das regiões destruídas pelas chuvas desse ano. Os recursos deverão ser aplicados na reconstrução de casas, e obras de infra-estrutura.
Remoção de escombros e limpeza serão prioritários. Só depois, viriam recursos para construção civil e obras de infra-estrutura. O banco fará o acompanhamento dos trabalhos para proceder às liberações parciais dos recursos alocados à região.
A Colômbia que recentemente alcançou o grau de investimento, concedido pela Fitch, também vive momento próspero de sua economia, junto com o Brasil, Peru e Chile.

No Equador, petróleo garante resultados

Superávit de US$ 4,5 bilhões com o petróleo
O Equador fecha o primeiro trimestre de 2011, com superávit em sua balança comercial de quase 4,5 bilhões, graças aos altos preços do petróleo e de seus derivados, no mercado internacional.
Frutas, madeiras e flores são outros produtos exportados pelo Equador. Nesses casos, embora os grandes esforços do governo para redução dos custos logísticos do país, as vendas ao exterior têm sido penalizadas. As maiores reivindicações dos exportadores dizem respeito à redução dos impostos. Os chamados “custos arancelários” parecem excessivos.
Essa reclamações, na América Latina, parecem pouco originais.

US$ 1,00 = BS 6,99

Câmbio e convulsões
O Banco Central da Bolívia desvaloriza em mais um ponto o valor do dólar em relação à moeda boliviana. No meio de março, o Banco Central daquele país já havia desvalorizado sua moeda. Em fevereiro, também.
Os exportadores têm sua competitividade reduzida e perdem mercado no exterior. Em outras palavras, o nível de desemprego se agrava.
Ontem a cidade de La Paz, capital daquele país, foi objeto de nova passeata, organizada pela Central dos Trabalhadores Boliviana. Dessa vez, os embates entre forças de segurança e trabalhadores, foram duros e assustaram a população local.
É de pensar se a sucessão de episódios dessa natureza, desde o início do ano, não poderia desestabilizar o governo de Evo Morales e induzir um clima de disputas belicosas na extensa fronteira com o Brasil?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Na contramão, BCE sobe o juro de refeência para a Zona do Euro

Euro sobe com expectativa de
novos aumentos de juros
A Alemanha divulga crescimento das suas exportações de 2,7% de janeiro para fevereiro desse ano. Confirma, com isso, o ritmo de crescimento da maior economia da Zona Euro, superando todas as previsões dos especialistas.
O Banco Central Europeu, reagindo à expansão européia, anunciou a alta dos juros de referência para Zona Euro de 1% para 1,25%.
A decisão do Banco Central Europeu não parece sensata. Ao contrário, nesse momento as grandes economias do mundo têm mantido suas taxas muito próximas a 0%, objetivando estimular suas economias.
O principal motivador dessa decisão é o receio de que as altas de preços de produtos de consumo e das matérias-primas ponham em risco a estabilidade da economia regional. Portanto, subir juros seria a solução mais fácil e rápida. Entretanto, há que se considerar que os preços de matérias-primas e de produtos alimentícios têm pouco a ver com taxas de juros internas e muito a ver com os mecanismos de determinação de preços nos mercados internacionais.
Polêmica idêntica a essa dividiu, nos Estados Unidos, o Comitê de FOMC. Lá a decisão, embora não unânime, foi por não mexer nas taxas de juros de referência.
O euro, só em 2011, já se apreciou 7,5% em relação à moeda norte-americana.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Orçamento nacional

O corte
Veículo: Radio CBN   -   Data 01/03/11   -   Alves de Melo
Mantega atua forte.
01. cbn madrugada 01.03 cbn 03hs31

Dólar e IOF

Governo eleva IOF para conter dólar
Veículo: O Povo  -  Data: 07/04/11  -  Teresa Fernandes
Expansão da cobrança de 6% do IOF visa frear a oferta de empréstimos para pessoas físicas e empresas no Brasil, contribuindo para diminuir as pressões por alta da taxa de juros.
As empresas brasileiras e os bancos terão de pagar mais imposto para trazer dinheiro do exterior. O Governo, preocupado com a desvalorização excessiva do dólar frente ao real, expandiu a cobrança de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para todos os empréstimos tomados de outros países com prazo inferior a dois anos. A medida foi anunciada na noite de ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A mudança entra em vigor hoje e tem como objetivo reduzir a entrada de dólares no país e, assim, evitar uma alta ainda mais forte do real. A decisão deve ajudar o Governo a frear a oferta de empréstimos para pessoas físicas e empresas no Brasil, contribuindo para diminuir as pressões por alta da taxa de juros.
“Além de reduzir o fluxo de capital, procuramos reduzir a oferta de crédito que entra por esse canal. Essa porta de entrada acaba neutralizando as medidas do Banco Central”, explicou Guido Mantega.
A decisão do ministro faz parte de uma série de ações que vêm sendo executadas na tentativa de conter a valorização do dólar, como destacou o diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal, Celso Grisi.
Segundo ele, como a expectativa é conter a desvalorização do real, as medidas podem cada vez mais se afastar da vertente do câmbio flutuante. Grisi explicou que existe um outro tipo de regime conhecido como banda cambial, que permite a flutuação da moeda, mas dentro de um intervalo fixo. A ideia é permitir que o mercado flutue, mas estabelecendo alguns critérios.
“Se o Governo conseguir desvalorizar o real, vai favorecer as exportações brasileiras e reduzir as importações, evitando um fluxo de entrada de dólares superior à demanda”, detalhou Grisi.
Temor de inflação
Contendo a entrada de dólares no País, o número de produtos importados tende a se reduzir e há risco de inflação, segundo analistas. Essa foi uma das razões para a medida ter sido mais branda que o esperado.
“Esperava que o Governo fosse adotar um prazo maior para a alta do IOF em relação às captações de recursos no exterior com gradual redução da taxa de 6% para períodos mais longos que três anos”, comentou o sócio da Tendências e professor associado do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Samuel Pessoa. Ele explicou que o Governo tem medidas bem mais fortes à disposição, mas teme a alta dos preços. Por isso, deve acompanhar a apreciação do câmbio.
Ainda serão necessárias novas medidas para conter o câmbio, segundo o coordenador de Economia da Unifor, Francisco Marcelo. Ele explicou que o Governo vai utilizar todos os instrumentos possíveis.
“A tendência é a valorização cambial. Essa valorização existe porque o País está mais atrativo em termos reais”. (com agência Estado)
Como
ENTENDA A NOTÍCIA
A medida adotada pelo Governo não deve impactar no valor do dólar imediatamente. Os efeitos só deverão ser sentidos no médio prazo. Além disso, podem ser necessárias novas tarifas na tentativa de conter os efeitos negativos.
NÚMEROS
6%: É A COBRANÇA de IOF para todos os empréstimos tomados do exterior por dois anos.
R$1,61: É O VALOR DO Dólar comercial no fechamento de ontem, avanço de 0,31%.

O objetivo é segurar o dólar

O esforço do governo é válido,
mas vai a conta-gotas
Veículo: Rádio da Folha On line   -   Data: 04/04/11http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/podcasts/899300-economistas-explicam-perigo-de-queda-do-dolar.shtml

Instituto de EStudos Avançados da USP - Imperdível

CIÊNCIA AVANÇADA
Miguel Nicolelis faz conferência
no dia 7 de abril
O neurocientista Miguel Nicolelis, um dos pesquisadores brasileiros de maior notoriedade internacional, abre no dia 7 de abril (quinta-feira) o ciclo "Ciência Avançada", comemorativo dos 25 anos do IEA. Nicolelis fará a conferência "Computando com Populações Neuronais". O evento acontece às 17h, na Sala do Conselho Universitário da USP. É aberto a todos os interessados e não é preciso se inscrever. Haverá transmissão ao vivo pela web em http://www.iptv.usp.br./
Nicolelis é professor titular do Departamento de Neurobiologia e Co-Diretor do Centro de Neuroengenharia da Universidade Duke (EUA), consultor do Instituto Cérebro e Mente da Escola Politécnica Federal de Lausanne (Suíça) e diretor científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), por ele idealizado.
Ele graduou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da USP e doutorou-se em fisiologia geral também pela USP. Sua área de trabalho é a fisiologia, com ênfase em neurofisiologia, atuando principalmente em: informática médica, eletrofisiologia, sistemas sensoriais, sistema somestésico e próteses neurológicas.
Suas principais linhas de pesquisa são: propriedades computacionais de grandes conjuntos neuronais no comportamento de primatas; plasticidade sensório-motora em animais adultos e em desenvolvimento sensorial; bases neuronais da aprendizagem sensório-motora; desenvolvimento das interfaces cérebro-máquina para restaurar a função neurológica; base neuronais da percepção tátil.
Local
Sala do Conselho Universitário da USP, Rua da Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo, SP.
Web
O evento terá transmissão ao vivo em http://www.iptv.usp.br/.
Informações
Com Sandra Sedini (sedini@usp.br), tel. (11) 3091-1678.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Avanços e recuos do momento

Mercado emparedado entre as boas
e as más notícias
A Ata da última reunião do FOMC, nos Estados Unidos, aponta para um comitê dividido. Parte de seus membros acha que já é tempo de reduzir os estímulos monetários. Esses estímulos impulsionam a economia, mas ameaçam com inflação. Outra parte acredita que é cedo para retirar esses estímulos e teme que a economia possa apresentar uma recaída nos braços de uma nova estagnação. Se o FOMC tem dúvidas, imaginem como fica a cabeça dos investidores. Parecem emparedados, também.
Na Europa a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o ranting de Portugal, pela segunda vez, em menos de um mês. A dívida de longo prazo caiu de A3 para Baa1, com expectativa negativa. Os portugueses ainda vão se convencer que contas públicas não é um assunto para fazer política. Parece óbvio que todos queiram evitar os custos sociais de um ajuste corretivo. Há de se entender, por outro lado, que esse rebaixamento embute um recado muito claro. Não é hora de mexer nos juros na Zona do Euro. Para reforçar essa idéia, as vendas no varejo caíram 0,1% no, na região, mês de fevereiro.
Enquanto isso, na China, a autoridade monetária elevou a taxa básica de juros em 25 pontos base. Agora, a taxa para empréstimos alcançou 6,31% ao ano. A referente a depósitos foi para 3,25%. Trata-se do mesmo esforço gradualista de combate à inflação empreendido no Brasil. É a quarta vez que se aumenta o juro, em menos de seis meses. A ordem é esfriar a economia para um ritmo sustentável, detendo as pressões inflacionárias. Realmente, as estratégias são muito parecidas. E, igualmente, ineficientes.

Gradualismo ou descaso?

Gradualismo no combate a inflação
requer sangue frio
O volume de crédito no país voltou a crescer em fevereiro, comparado ao mês anterior. O crédito cresceu mais 1,3 % nesse período. Considerado os últimos 12 meses, o crescimento foi de 21 %, passando agora a representar 46,5 % em relação ao PIB brasileiro.
As autoridades monetárias haviam iniciado um conjunto de medidas macro prudenciais ainda em 2010. Os depósitos compulsórios tiveram seus percentuais aumentados, provocando altas dos juros reais e aumentos de spreads nessas operações. Seguiram-se medidas mais restritivas que atingiram operações de prazos mais longos. Em janeiro, sem dúvida, houve uma trégua e o crédito cresceu apenas 0,5 %. Nesse instante, o crédito liberado total já está em R$ 1,7 trilhão.
Os empréstimos a pessoas físicas cresceram 1,3%, atingindo R$ 573,1 bilhões. Entre as pessoas jurídicas a expansão foi um pouco maior: 1,5%, alcançando R$ 562,4 bilhões.

Essa retomada do crescimento do crédito mostra o vigor da demanda nacional, provocado pelo crescimento da renda das famílias e pela política de pleno emprego. O momento vivido pela economia brasileira reflete a dimensão da demanda que se encontrava reprimida. Gradualismo nessa situação requer paciência e alguma condescendência com a alta de preços. O centro da meta definido para a inflação vai ficando cada vez mais distante pela inércia que empurra o consumo. O apagão de mão de obra continua sinalizando que o crescimento ainda está acelerado. A cotação da moeda nacional garante uma âncora forte, mas já pouco eficiente, no combate a inflação, massacrando a estrutura produtiva nacional.
Enfim, o gradualismo traz a sensação de que a economia foge do controle de seus gestores e que as soluções são paliativas, desrespeitando critérios tradicionais de política monetária, tidos como técnicos. Será mesmo verdade ou se trata apenas de percepções que se extinguirão no tempo?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Estratégia gradualista, outra vez

Política fiscal ganha elogio da Fitch, mas mercado ainda olha a questão com ceticismo
Veículo: InfoMoney   -   Data: 04/04/11 - 19h00
Por: Tatiane Monteiro Bortolozi
SÃO PAULO - Elogiando o aperto da política fiscal brasileira, a agência Fitch elevou o rating brasileiro para 'BBB', com perspectiva estável. O mercado, ainda na expectativa pelos resultados do Corte de Orçamento, anunciado em meados de fevereiro, recebeu a notíca com surpresa. Mesmo que a percepção da agência seja bastante positiva, analistas divergem sobre o fim das dúvidas em relação aos cortes de despesas públicas.
A chefe da divisão de fortunas da Mirae Asset Securities, Luciana Pazos, critica o descompasso da política fiscal brasileira. "A queixa de muitos analistas é de que o governo prefere aumentar a arrecadação a cortar efetivamente suas despesas". Para ela, ainda não foram enumerados suficientes detalhes sobre o programa, o que torna cedo para o mercado realmente 'comprar' o programa.
A dúvida está na disposição do governo central, estados e municípios em realmente diminuir suas despesas. Quando a economia cresce em condições normais, o Estado deve controlá-las, para não aquecer demais a atividade e tornar o movimento desiquilibrado. O gasto excessivo transforma o bem-sucedido estímulo à produção e consumo em inflação e maiores juros no momento seguinte. "Analistas não acreditam no cumprimento da meta de inflação em 2011 e já começam a duvidar quanto ao ano de 2012", alerta Luciana.
Por outro lado...
O economista da Investor, Dany Rappaport, diz que a melhora do rating tem mais a ver com a posição mais favorável do Brasil no cenário externo neste momento, como reservas elevadas e preços de commodities em alta. "Apesar disto, acredito sim que parte da estratégia de combate à inflação seja a redução das despesas públicas e isto é bastante positivo", diz.
O professor da Fipecafi, Celso Grisi, é ainda mais contundente, ao dizer que o mercado já recebeu o corte de Orçamento e que ele já mostra seus resultados. "Acredito o corte orçamentário já produziu até os primeiros resultados. As contas públicas neste mês estão bem melhores que no mês anterior. Então, já há uma recomposição que há de refletir-se no mercado e na percepção dele nos próximos períodos", projeta.
Grisi avalia que o corte pode não se realizar completamente, "mas pelo menos entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões ele deve cortar". Ele ainda explica que o plano foi feito para retirar o ritmo intenso de crescimento da economia, não para gerar recessão. Desta forma, o governo acabou por optar por posteriormente adicionar medidas de controle da inflação para aproximá-la do centro da meta. "É uma esratégia gradualista de controle da inflação, iniciada por medidas macroeconômicas no ano passado, como a contenção do crédito", afirma.

Fitch eleva o rating do Brasil

Após alta do rating, quais são os grandes desafios macroeconômicos do Brasil?
Veículo: Infomoney   -   Data: 04/04/11 - 20h36
Por: Natália Wagner Rodrigues
SÃO PAULO - A Fitch voltou a elevar o rating do Brasil, agora em "BBB" de acordo com sua metodologia, e o país cada vez mais deixa para trás seu passado de mau credor aos olhos dos investidores. É nítido que o Brasil de hoje é mais sólido economicamente do que o Brasil de alguns anos atrás, ainda permanecem alguns gargalos e alguns pontos que precisam ser melhorados.
O risco de se investir no Brasil é menor, porém com isso vem também outras necessidades. O investidor também quer ver algumas variáveis apresentando melhoras e para Robson Gonçalves, professor do FGV Management e especialista em macroeconomia, o principal ponto nessa lista é a inflação, questão que para o professor da Fipecapi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis Atuariais e Financeiras), Celso Grisi, não será de fácil resolução.
A grande vilã
De acordo com Gonçalves, a inflação deve ultrapassar a meta do Banco Central, o que seria um evento extremamente ruim para a economia. Segundo o professor, seria a primeira vez em que a inflação ficaria acima do limite superior da meta. Isso seria um sinal, avalia, de que há um superaquecimento na economia, ou seja, a demanda crescendo mais do que a oferta.
A inflação é uma grande vilã, pois consome o poder de compra do consumidor. Além disso, o consumidor também perde sua base de comparação. Corrigir esse problema, afirma Gonçalves, é um importante passo para o Brasil atingir uma maior estabilidade macroeconômica no futuro.
Segundo Grisi, esse controle é essencial para defender a camada mais pobre da população. "Temos que controlar preços, se não todos os ganhos salariais conquistados pelos mais pobres serão comidos pela inflação", explica.
Inflação reflete falta de infraestrutura
A questão da alta dos preços ganha contornos ainda mais preocupantes quando se analisa a questão da poupança no País. Gonçalves explica que o Brasil ainda é muito atrasado em questões como geração de energia, transportes, infraestrutura e, sobretudo - um ponto esquecido por muitos - mão-de-obra qualificada.
"Se nós tivéssemos capacidade produtiva não teria inflação, mas não temos investimento que faça prover essa infraestrutra que precisamos. Sem isso não podemos ter um horizonte sustentável no futuro", avalia. O professor ainda acrescenta que a inflação é o sintoma desse desequilíbrio.
Compartilhando da mesma visão econômica, Luciana Pazos, chefe da divisão de fortunas da Mirae Asset Securities, afirma que o avanço do Brasil esbarra na questão da infraestrutura, um gargalo a ser vencido. "É preciso melhorar a infraestrutura para que o crescimento econômico deixe de significar a pressão da demanda, gerando inflação", destaca.
Crédito
Dany Rappaport, economista da Investor, avalia que o BC terá a missão de controlar o crédito, que segue em crescimento mesmo com juros altos e compulsórios acima do patamar internacional. "Esta situação ainda é decorrência de uma população que viveu décadas sem acesso ao crédito", pondera o economista.
Grisi também cita o crédito como um desafio, pois se não for controlado, pode pressionar ainda mais a inflação.
Câmbio
Outro desafio ao Governo é o câmbio. Conter a sobrevalorização do real está entre os principais objetivos para esse ano, como o próprio ministro da Fazendo, Guido Mantega, afirmou. Os professores da FGV e da Fipecapi ressaltam que há uma outra vertente de análise para a elevação do rating. Como a percepção de risco diminuiu, o incentivo para a entrada de capital é maior.
"O investidor está tomando crédito nos EUA, que tem medidas muito frouxas para isso, e trazendo para o Brasil. Isso pressiona o dólar e cria uma série de problemas para a economia", ressalta Gonçalves.
Um desses problemas decorrentes do câmbio recai sobre os produtores brasileiros, que se veem encurralados. O aumento das importações mais baratas eleva a competição e dificulta a produção de alguns setores críticos na economia. Gonçalves também cita dificuldades na outra ponta, já que os exportadores também perdem, uma vez que recebem menos reais pelos produtos vendidos. Em relação às exportações, Grisi destaca até mesmo a perda sobre as vendas de produtos agrícolas, o que pesa muito para o Brasil.
"Estamos importando de maneira descabida, matando o exportador e a indústria nacional. Assim, tem que haver mais medidas por parte do Governo, com uma política industrial que compense esse dólar desvalorizado", avaliou Grisi.
Confiança no Governo
Por fim, Gonçalves explica que essa elevação no rating do País reflete uma questão de confiança. Segundo o professor, há oito anos foi feito um ajuste fiscal "de acordo com figurino" e os frutos foram colhidos pelo presidente [Lula] mais tarde. Assim, quando um Governo começa a agir de maneira incisiva, a confiança nele aumenta.
Para Gonçalves, o recado que a Fitch quis mandar é que há uma grande confiança no governo Dilma, ou seja, a expectativa é que ela consiga "arrumar a casa", avançando nesses pontos que ainda causam pressão para a economia brasileira. "A agência internacional está dizendo: Nós confiamos em você", brincou.
Contudo, as diretrizes acerca de como será o investimento produtivo ainda estão no escuro. Não há clareza na articulação desses investimentos, mas sem dúvida já é um grande passo, como avalia o professor.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Produtos alimentícios podem ter novas altas

Produtos alimentícios podem
ter novas altas
FAO prevê continuidade de alta dos preços de alimentos. Pelo terceiro ano consecutivo, os preços dos produtos alimentícios apresentam-se em "picos de alta", conforme noticia o relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e para a Alimentação - FAO.
Os aumentos iniciados em maio de 2008, retomados no segundo semestre de 2010 e, agora, no começo desse ano, fazem os preços manter- se em patamares elevados em todo o mundo. A causa apontada para esse fenômeno é a escassez da produção mundial, inspirando a FAO a sugerir que os governos nacionais estimulem a produção agrícola, em seus respectivos países.
Analistas econômicos manifestam preocupações similares. O temor de todos refere-se ao desabastecimento nos países pobres. Isso poderia ser causa de fortes desequilíbrios sociais e políticos nesses países. Nações como Bolívia, Peru, Equador, Venezuela, próximas do Brasil, já sofrem com essa crise que poderá agravar-se, até o ponto de provocar instabilidades nos governos locais.
Segundo o relatório “Perspectivas da Alimentação”, divulgado em 2010, a FAO já advertia sobre a escassez e alta de produtos agrícolas, prevendo tempos difíceis para 2011, se a produção não aumentasse de forma significativa. Recomendava aos governos que reduzissem a carga tributária sobre o setor, reduzissem também as demais restrições para importações e exportações e procedessem a revisões de suas políticas cambiais. O mundo ignorou as recomendações. Deu nisso.

Europa pegando jeito?

Periféricos atrapalham muito,
mesmo assim Europa reage
O índice de gerente de compras da Zona do Euro caiu para 57,5 pontos em março. Em fevereiro o índice estava em 59 pontos. Não é de estranhar, depois das turbulências promovidas pelos países periféricos.
A Standard & Poor's, agência de classificação de risco, reduziu a nota do crédito soberano da Irlanda para BBB+, com perspectiva estável. Entretanto, suscitou novas esperanças com seus comentários sobre o fim da forte contração da economia daquele país. O comunicado diz que “a economia irlandesa agora está pronta para iniciar sua recuperação”.
O índice europeu de preços dos bens finais subiu de 60,8 em fevereiro, para 61,5 pontos, em março. A taxa de desemprego caiu para 9,9% na zona do euro. Era de 10%, em janeiro. Não é o tamanho da queda que animou os mercados, mas a consistência desse movimento. Resta esperar pelo desfecho do caso português e do desenrolar da crise espanhola. Londres (FTSE), Frankturt (DAX) e Paris (CAC) subiram, respectivamente, 1,7%, 1,9% e 1,6%.

Similitudes ou coincidências

Brasil e China
A atividade industrial chinesa continua a crescer. Tal qual a brasileira, a atividade industrial chinesa resiste a todos os tratamentos governamentais de combate à inflação. Em fevereiro, o IBGE apontou, contrariando todas as expectativas de analistas, crescimento de 1,9 % para a produção da indústria nacional, sob as fortes pressões inflacionárias, no período.
De mesma maneira, na China, a atividade industrial continua a crescer e a inflação também resiste aos tratamentos oficiais. O índice dos gerentes de compras voltou a subir, após três quedas sucessivas anteriores.
Interessante notar que aqui como lá, a demanda reprimida sustenta as altas de preços e impõe ao governo medidas mais fortes e menos eficazes. A inflação não está fora de controle. Brasil e China sentem apenas maior dificuldade em combatê-la, mas lentamente, sem comprometer seus objetivos econômicos, vão reduzindo o ritmo de crescimento dos preços.
Xhangai, Hong Kong e Tóquio fecharam em alta. O Ibovespa, também.

domingo, 3 de abril de 2011

Economioa norte-americana

As expectativas com o EUA
continuam altas
No dia anterior foi a atividade industrial. Agora é o nível de emprego.
A taxa de desemprego dos EUA recuou 0,1 %. Em fevereiro, ela é de 8,8%. E foi o bastante para comemoração.
Em dezembro, há três meses atrás, havia ficado em 9,6%. Considerado o período em análise, não será uma queda desprezível. O que mais anima a todos é a expectativa de que em março ela fechará o trimestre ainda mais baixa. Espera-se que a queda do desemprego se traduza em aumento da renda e que o aumento da renda seja convertido em aumento de consumo.
O Índice Dow Jones avançou 0,45%, o S&P teve alta de 0,48% e o Nasdaq subiu 0,31%. Oriente Médio e Líbia? Nem pensar.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Qualquer gemido parece um rugido

Dados de atividade industrial agitam
o mercado norte-americano
O desempenho da indústria nos EUA já sinaliza para a necessidade de repensar a política de estímulos fiscais. Entretanto, o comportamento dos preços do petróleo ainda assusta o consumidor que, por sua vez, aumenta o consumo apenas discretamente.
 O Fed está atento a essa questão e, ao invés de mexer na política fiscal, poderá mexer um pouco nas taxas de juros, antecipando uma pequena alta já no meio do ano.
Na análise dos especialistas isso só seria esperado apenas para o final desse ano ou início do próximo. Mas se as coisas evoluírem positivamente o Fed pode adiantar-se a todas as previsões.
Seja como for acho que essa discussão está indo a público bem antes do que deveria. Ainda é cedo para pensar nisso.

Ibovespa impera. Não existem rivais a sua altura

Informações existentes não são suficientes
para suportar decisões na Bolsa
Veículo: Brasil Ecoômico  -  Data: 31/03/2011  -  Ana Paula Ribeiro

Diplomacia sulamericana

As ameaças de Evo Morales
provocam represálias
As cargas bolivianas começam a ser penalizadas nos portos controlados pelos chilenos.
Em Antofogasta, os tempos para movimentação de cargas bolivianas aumentou consideravelmente. Novas exigências foram criadas, encarecendo as operações de armazenagem e de transportes de ponta. Os minerais bolivianos a partir de agora só podem ser transportados dos depósitos para o costado do navio em caminhões fechados, conhecidos como caminhões- baú, ou, no mínimo, em caminhões cobertos (lonados).
Em que pese o comportamento chileno, há de se reconhecer que o pleito boliviano é justo. Também não se pode deixar de aplaudir a iniciativa de Morales. Entretanto,no atual modelo de governança mundial não existe um organismo ou uma instituição a quem o mundo tenha delegado poderes para recepcionar o pedido e encaminhar solução para ele.