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terça-feira, 8 de março de 2016

Volatilidade

Piques e repiques
As reações aos últimos episódios da vida nacional não provocaram 
mudanças definitivas nos mercados financeiros. Nada parece, no médio prazo, mudar tão significativamente. É verdade que, face ao crescimento das expectativas sobre mudança de governo no país, as bolsas subiram e o dólar caiu. Acompanhando esse súbito otimismo que tomou conta do mercado, os juros futuros também, entraram em ligeira queda. Tudo ao sabor da irracionalidade característica aos investidores.
O ex-presidente Lula ocupou lugar central nesses eventos recentes, de um lado porque prometeu voltar em 2018, de outro, porque a convicção geral dos mercados é que ele não voltará da enrascada em que se meteu.
Parece esquecido, neste contexto, que reverter ou corrigir a situação fiscal não é tarefa fácil, nem de curto prazo. Sua dinâmica passa um agravamento dos custos sociais envolvidos nesse acerto e seus resultados são incertos.
Tudo isso torna muito lábil e duvidoso o comportamento dos preços do ativos nesses próximos dias. A recomendação é a de muita prudência em relação ao mercado de capitais seus movimentos de curto prazo.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Em cima da hora


Os investidores ficam atrás do toco
Com crise e tudo, vejam o Boletim da Bolsa, mostrando números surpreendentes: 
E as médias diárias de março quase atingem os 7.500 milhões
Estamos próximos do início da recuperação?

Um ano de dar trtisteza

Em cima da hora
O PIB da indústria foi o que apresentou o maior recuo:  6,2. O setor de serviços apresentou recuo de 2,7%, enquanto a agropecuária cresceu 1,8%.
Os investimentos tiveram queda de 14,1%, em 2015. O consumo das famílias recuou 4,0%. Os gastos do governo caíram 1,0%.
O setor externo contribuiu com 2,8 pontos percentuais no ano, com crescimento de 6,1% das exportações e queda de 14,3% das importações.


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Nossas instituições avançam

Em meio a tantos desmandos, as instituições resistem
O Boletim da Monteiro de Castro Advogados, relativo ao período de 5/02/2016 a 21/02/2016, informou que foi concluído o julgamento do primeiro caso de insider trading na esfera criminal no Brasil.
“Na conclusão do julgamento que apurou o primeiro caso de insider trading na esfera criminal julgado no Brasil, pelo Superior Tribunal de Justiça, argumentos propostos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foram acolhidos pelo órgão superior. O julgamento do Recurso Especial, acerca da ação penal do caso "Sadia/Perdigão", reafirmou que (i) o crime de insider é de natureza formal e de perigo abstrato e, portanto, independe de resultado; (ii) ainda que se trate de operação societária não concluída, a informação pode ser considerada relevante, mesmo na fase inicial de tratativas, e desde que ela seja capaz de influir na decisão de investimento; e (iii) a conduta do Diretor de Relações com Investidores que se utilizar de informação relevante privilegiada apresenta alto grau de reprovabilidade. Configurado o crime de insider, confirmou-se a condenação às penas de prisão e de multa no valor de aproximadamente R$ 350 mil ao então DRI da Sadia.”

Fundo do poço?

No fundo do poço pode ter uma mola.
Três fatos nessa segunda feira parecem apontar para o fim da piora das expectativas:
 -  A saída do Ministro Cardoso deixa a ideia de que ele não quer estar no ministério no momento do impedimento da presidente. Seria uma saia muito justo par ele.
 -  As compras, pelos não-residentes, de contratos futuros do índice da bolsa registram aumentos sucessivos nas duas últimas sessões dos dias 25/02 (157.191) e 26/02 (167.735) de fevereiro. Isso é dinheiro estrangeiro no mercado financeiro nacional.
 - O jornal Valor Econômico também informou que o indicador antecedente da economia, calculado pela FGV e pelo The Conference Board, subiu em janeiro pelo segundo mês consecutivo, puxado pela melhora relativa na confiança da indústria, dos serviços e do consumidor, no período.
    Essas coisas parecem convergir para a ideia de que haverá mudanças muito em breve na política brasileira. O fundo do poço parece ter chegado. Agora precisamos da tal mola capaz de nos arremeter para fora do dele rapidamente


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Brasil em crise

CCR adquire imóvel para construção de novo aeroporto no Estado de São Paulo
A CCR S.A. adquiriu imóveis situados nos municípios de Cajamar e Caieiras, pelo valor total de R$387.415.275,93.
Os imóveis possuem área de até 12 milhões de metros quadrados e estão relacionados ao projeto de implantação de novo aeroporto na região metropolitana de São Paulo.

Só para lembrar

Declaração Anual de Capitais
Estrangeiros no Exterior
Estão obrigadas a prestar informações ao Banco Central, pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País, que detenham, em 31 de dezembro de 2015, valores de qualquer natureza (ativos em moeda, bens e direitos mantidos fora do território nacional), cuja soma totalize montante igual ou superior a US$ 100.000,00.
As declarações deverão ser entregues até às 18 horas do dia 05 de abril de 2016.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Brasil em polo passivo

Comissão Europeia inicia investigação antidumping 
Aberta, pela Comissão Europeia, nesse mês de dezembro, a investigação para averiguar a existência de dumping sobre as importações europeias de determinados óxidos de manganês, originários do Brasil, Geórgia, Índia e México.
Os produtos atingidos pela investigação são os óxidos de manganês (fórmula química : MnO), com uma pureza em peso líquido de 50% e mais de 77% de manganês.
Os exportadores e associações de exportadores no Brasil devem entrar em contato com a Comissão Europeia, em até 15 dias da abertura da investigação, a fim de se identificarem e receberem o questionário do produtor/exportador para resposta. O prazo para a resposta do questionário é de 37 dias, a partir da abertura da investigação.
E não é que o Brasil passou para o polo passivo das questões de comércio internacional. 

Brincou com fogo e está começando a queimar.

Quase fora de controle
O Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central mostra uma instituição preocupada com a indominável alta dos preços. A Selic já está em patamares elevados e, ainda assim, os preços recrudescem se crescimento de forma assustadora. Se isso acontecer, estamos diante da perda de controle das variáveis monetárias. A inflação vai espiralar.
Ao abrir mão em passado recente de sua principal obrigação, que é não permitir à inflação que rompa com os limites estabelecidos pelo sistema de metas, o Bacen mostrou-se um órgão mais político do que técnico. A confiança entre os agentes econômicos ficou abalada ou quase destruída. Agora o IPCA de 2015 está sendo esperado em 10,8% e, para 2016, espera-se que atinja os 6,2%.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

FIA / PROCEB


Globalização,Capacitações Gerenciais, Comércio Internacional. 



Veja o video:  FIA / PROCEB


                                           www.fia.com.br/proceb

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Enfim a montanha pariu

E a promessa foi cumprida
Havia tempo que o Banco Central dos Estados Unidos vinha dizendo que subiria a taxa de juros do país. Mais recentemente, as autoridades econômicas anunciaram que isso aconteceria de forma lenta e gradual, sem provocar grandes sobressaltos nas demais economias do mundo.
De fato, isso aconteceu nessa quarta-feira e da maneira suave anunciada. O Federal Reserve, aumentou do juros do país em 0.25 ponto percentual. Agora a faixa em que os juros estarão correndo tem um limite mínimo de 0,25% e um limite máximo de 0,50% ao ano. Ou seja, a taxa continua praticamente no local que estava. Considerada a inflação norte-americana na casa de 0,3% a alta parece precipitada.
Aliás, a meta era chegar a uma inflação de 2,0% ao ano. Se isso não aconteceu, é por que a economia ainda parece relativamente debilitada. Nessas circunstâncias, a recuperação está sendo posta a prova e o medo é que seja reprovada. 


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Commodities são vítimas da retração econômica
A demanda de commodities metálicas deve ficar estagnada em 2016. O viés é de baixa, principalmente para o minério de ferro, cujos preços poderão cair até 20% em relação ao preço atual. O minério poderá atingir os US$ 40 por tonelada, levando a uma expressiva redução do produto na pauta de exportação brasileira. Quem dá causa a isso é a retração da economia chinesa, sobretudo pelo enfraquecimento do mercado imobiliário e de infraestrutura daquele país.
Já com o alumínio o problema da queda dos preços está associado ao aumento da produção chinesa de alumínio primário. A oferta abundante já levou a uma redução dos preços de aproximadamente 10%. O cobre vai pelo mesmo caminho. A queda prevista também está em torno de 10%, levando a tonelada a ser negociada em 2016 a US$ 4.900. O petróleo corrige, vez em quando, seus preços, como foi o caso de ontem. Mas isso tem caráter episódico e dificilmente se transformará em tendências para o próximo ano.
No mundo das commodities agrícolas, a tendência também é baixista, face a previsão do aumento da oferta mundial estimada para 2016.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Gestores não são imparciais
“Todos somos incrivelmente cheios de tendências. Elas são completamente inconscientes. As pessoas se sentem mais confortáveis perto de quem é parecido com elas”. (David Rock, fundador do NeuroLeadership Institute, presente em 29 países).
O resultado disso é que os gestores acabam dando preferência a pessoas e ideias que sejam parecidas com as suas ou que falem em favor de suas conveniências e convicções.
As avaliações sobre desempenho empresarial ou sobre performances no mercado feitas in house são enviesadas e, portanto, distorcidas pelo inconsciente dos avaliadores e explicam porque a alta administração recebe dos níveis inferiores tantos reforços positivos na apresentação dos fatos avaliados.
A solução está na auditoria externa e independente. Esse é o caminho para encontrar-se com a realidade de nossas empresas e de seus principais concorrentes.
Observação: Essa postagem foi inspirado em matéria do Valor de 14,15 e 16 de novembro de 2015.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

VAle a pena ler

Iniciativa de um grupo de brasileiros

criativos e patriotas

O livro "Um Plano de Ação para o Salvamento do Projeto Nacional de Infraestrutura", ferramenta importante para o entendimento e para a solução de muitos dos problemas vividos hoje no país, recebeu a mais qualificada e honrosa apresentação internacional para o público especializado.
Uma resenha do livro foi veiculada no famoso The CLS Blue Sky Blog: Columbia Law School's Blog on Corporations and Capital Markets, capitaneado pelo mítico John C. Coffee Jr.
Vale conferir!
http://clsbluesky.law.columbia.edu/2015/12/07/a-plan-of-action-to-save-the-brazilian-infrastructure-system/#.VmYm-FEdLvE.mailto

O livro foi organizado pelo Professor da FIA, n curso MBA Gestão de Negócios, Operações Comércio Internacional,  WALFRIDO JORGE WARDE JÚNIOR.

O PROFESSOR Walfrido é advogado, sócio do Lehmann, Warde & Monteiro de Castro Advogados, com atuação em contencioso, arbitragem e consultivo societário e mercado de capitais. Bacharel em direito pela Faculdade de Direito da USP e em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. LLM pela New York University School of Law, Doutor em direito comercial pela Faculdade de Direito da USP, pesquisador-bolsista no Max-Planck Institut für ausländisches und internationales Privatsrecht (Hamburgo), nos anos de 2004, 2005, 2007 e 2008.


Está correndo no Cade

Uma situação que não está esquecida
O banco suíço UBS assinou acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para entregar provas de que as taxas de câmbio foram manipuladas por 15 instituições financeiras e 30 pessoas, no Brasil, entre 2009 e 2011, em meados desse ano.
O Cade, considerando o caso grave, instaurou processo administrativo. Segundo as evidências, as instituições teriam feito um verdadeiro cartel para fixar níveis de preços e coordenar a compra de moedas. Teriam dificultado, ainda, a atuação de operadores desse mercado, com sérias consequências sobre as taxas do Banco Central (Ptax).
O desfecho desse caso deve ser contundente e, por mais que as autoridades administrativas atuem para reprimir condutas dessa natureza , não há a meu ver, condições de manter o Ministério Público fora dessa.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Ata da última reunião do FOMC sugere o início da normalização dos juros para dezembro
O Federal Reserve insiste na existência de elementos inflacionários na economia dos Estados Unidos que obrigam o início da normalização da política monetária, já em dezembro. A afirmação baseia-se nos temores sobre as pressões que alguns preços estão sofrendo. O continuado fortalecimento do mercado de trabalho e a aumento nos ganhos salariais estariam na base dessas pressões. O documento também sugere que o retardamento da elevação da taxa de juros poderia causar maior incerteza no mercado financeiro e queda nos índices de confiança na economia.

Para não provocar estragos nas economias emergentes, a decisão deve ser implementada de forma gradual, dando oportunidade do mercado financeiro adequar-se à nova realidade risco–retorno dos investimentos, reduzindo os riscos de fugas maciças de capitais para os Estados Unidos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Salve-se quem puder (2)

2015: um ano complicado (2)
No Brasil, o governo heterodoxo, bandeou, pelo menos no discurso, para a mais vigorosa ortodoxia. Subiu em 2,0 pontos percentuais a meta para a taxa Selic. A tentativa era a de minimizar os efeitos que o realinhamento de preços relativos, produz sobre a inflação. As expectativas sobre alta de preços não se encontram até hoje ancoradas, muito embora já reine um razoável consenso sobre a futura estabilidade das altas de preços em algum momento do próximo ano.
Segundo o Bacen “No sistema bancário, o risco de liquidez de curto prazo apresentou aumento no último semestre, mas permaneceu em nível confortável. O risco de liquidez estrutural não se alterou, e as operações de longo prazo continuam suportadas por fontes de recursos estáveis. Segue baixa a dependência de recursos externos. ”
Para os agentes econômicos a confluência de importantes variáveis macroeconômicas, no cenário interno imobilizam suas decisões e desafiam suas competências gerenciais: crescimento fortemente negativo da economia, juros elevados, desemprego crescente, com comprometimento da expansão renda real e redução da confiança dos consumidores e dos empresários. Essa conjunção irônica - porque prevista, de variáveis, e cruel, pelos custos sociais que impõe a população, derruba os níveis de investimentos, afugenta capitais estrangeiros, reduz a demanda por crédito e inibe sua oferta pelos padrões mais conservadores de concessão a que as instituições financeiras poderiam praticar. As entidades financeiras cautelosamente aumentaram suas provisões, dada a expansão da inadimplência entre pessoas físicas e jurídicas, mesmo que se considerem as renegociações e repactuações. A rentabilidade do sistema bancário aumentou em função da prática de spreads mais elevados, a redução dos custos operacionais e os resultados com tesouraria.
Como fica o consumidor nisso tudo? A Fractal fez um estudo sobre suas despesas e o uso de produtos financeiros em tempos como esse. E se a recuperação se tornar realidade em algum momento? Como o consumidor reagirá? Veja algumas simulações q título exploratório feitas por nós.

Salve-se quem puder (1)

2015: um ano complicado no
mercado financeiro (1)
Durante o primeiro semestre de 2015 o quadro econômico mundial manteve-se submetido às ameaças deflacionárias, principalmente em economias maduras como as da Europa e do Japão. A disposição das autoridades monetárias de ambas essas áreas reduziu muito os riscos associados ao baixo crescimento de suas economias, mas isso não impediu que altas volatilidades alcançassem os mercados de divisas, bursátil e de renda fixa. O Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão (BoJ) não economizaram esforços e deram continuidade a seus programas de compras de ativos, e com isso garantiram estímulos, ainda que insuficientes, para a recuperação econômica e para o combate aos riscos de deflação.
Nessa situação, os países emergentes acabam por expor vulnerabilidades que, em outras situações, remanesceriam debaixo dos seus respectivos tapetes macroeconômicos. A desaceleração econômica e a queda do comércio mundial, em prosa e verso anunciadas pela OMC e pelo FMI, atingiu esses mercados, deteriorando fortemente as condições de financiamento que usufruíam em passado recente. A isso somou-se a redução dos preços das commodities, entre elas o petróleo, penalizando os países exportadores.
Os Estados Unidos contavam com a consistência de sua recuperação, fazendo com que o Fed cogitasse firmemente da proximidade do início da normalização da sua política monetária. O dólar, então, valorizou-se frente as principais moedas. Um alarme falso, pelo menos para esse ano, já que a economia norte-americana perdeu folego nesses últimos momentos. A recuperação dos Estados Unidos não foi forte o bastante para convencer suas autoridades monetárias.
A China continuou em desaceleração sua economia, na tentativa de substituir seu modelo econômico de exportar a baixos preços sua produção local, por um modelo voltado ao mercado interno e acompanhado pela internacionalização de seus maiores grupos industriais. A valorização da moeda chinesas reflete, ou promove, essa transformação. Essa omelete não se fará sem quebrar os ovos. O mercado acionário mandou seu primeiro sinal, registrando ajustes fortíssimos a partir das expressivas baixas nesse mercado, no final do semestre. O governo respondeu rápido com medidas extraordinárias para a estabilização das bolsas chinesas.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Livre mercado

Mar agitado
Mercado livre é o mercado cujos negócios são regidos pelas leis da oferta e da procura, não sofrendo a interferências do governo, de seus regulamentos ou de subsídios concedidos pela ação governamental.
Em tempo de prosperidade todos tem saudades dessa definição. Em tempos de crise, as pessoas admitem a necessidade de intervenções e até as desejam.
Confundem, entretanto, que as intervenções precisariam estar associadas a planejamento econômico e não a socorros emergenciais.
O país segue sem direções definidas e o mercado, desorientado, atua à procura de brechas para produzir ganhos especulativos. As oscilações, então, passam a ser muito grandes e isso estimula novos entrantes que imaginam obter altos ganhos com essa volatilidade . Mantenha-se fora.
A recomendação é o título público, vinculado à inflação. Renda variável só para profissionais.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Uma sugestão modesta

Pode haver uma saída que não seja Cumbica
É intuitivo estabelecer uma relação causal entre crescimento econômico, exportações e investimento estrangeiro direto. Aliás, essa relação, desde muito tempo, se transformou em hipótese aceita em um conjunto extenso de estudos realizados nas boas universidades de todo o mundo.
Também já se comprovou que essa relação é particularmente forte no caso da produção de manufaturados, onde o valor agregado é sempre maior. Conclusão: a expansão das exportações é forma relevante para aumentar o ritmo do processo de crescimento em virtude de maior eficiência e produtividade dos fatores.
Com a atual cotação do dólar, o governo do Brasil precisaria organizar ações voltadas à expansão do comércio exterior e à internacionalização das empresas nacionais.
Essas ideias continuam esquecidas, mesmo entre estrategistas e formuladores de política econômica. Encontraram arrimo em poucos locais, entre eles, no esforço de formação de especialistas levado a cabo nesses últimos quase vinte anos no PROCEB da Fundação Instituto de Adkministração.