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sábado, 15 de janeiro de 2011

Evento da Esomar 2011

Programação 2011, para quem
gosta de marketing
ESOMAR Summer Academy 2011
Learning and skills Programme
Amsterdam / 6 - 10 June
Learning from those who “do” is the best way to truly understand the practical side of research. The Summer Academy is 4 days of workshops and a 1 day seminar focusing on specific methods
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ESOMAR BEST OF 2011
New York / 23 February
ESOMAR will showcase the diversity and talent within the market research industry and its membership at the “ESOMAR – BEST OF” event hosted at the Microsoft Offices. The program hosts a dynamic agenda of speakers and topics, and provides an opportunity for members and perspective members to network.
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ESOMAR BEST OF 2011
New Delhi / 29 March
“Are we sure we are using all research weapons from our armoury? Why does pushing the envelope matter? Answers to these questions and more will discussed at the third edition of the ESOMAR India Day!
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Congress 2011
IMPACT - RESEARCH RELOADED
Amsterdam / 18 - 21 September
The call for speakers is now open!
Congress 2011 in Amsterdam will turn the spotlight on the positive contribution, energy and momentum that exists in the industry today. Deadline for synopses: 11 February, 2011. Submit a synopsis.
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The role of Market Research in decision making
France / 31 January
This event – part of ESOMAR’s Developing Talent initiative is held in cooperation with EM Lyon Business School. It provides students with an insight into the world of market research practice and shed more light on an industry that is rapidly.
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ESOMAR BEST OF 2011
Holland / 27 January
ESOMAR has the pleasure to invite you to our first event for 2011. The evening will be hosted by the ESOMAR representative for Holland, Jochum Stienstra.
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ESOMAR WEBINAR SERIES
Register to attend our free online sessions:
The myth of segmentation Or how to move beyond
20 JANUARY 2011, 17:00 CET
Insight generation
21 FEBRUARY 2011, 09:00 CET
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Mais informações em: http://www.esomar.org/index.php?page=home

Previsões para o mundo publicitário

Recuperação chega mais rápido no
mundo da publicidade
Em 2011, as despesas mundiais vã crescer 4,5%. Isso significa um crescimento de 100% sobre 2010.
A previsão é da Zenith-Optimedia. A publicidade via web deverá crescer 16% nesse ano, segundo a agência. Para a TV, o crescimento previsto é de 5,5% e, ainda assim, porque nos mercados emergentes, a televisão é ainda é muito utilizada e, certamente, mais que nos mercados industrializados.
Jornais, que continuarão em queda. Terão apenas 20% do total das receitas publicitárias, enquanto as revistas deverão se contentar com 9%.

Cada vez mais a sobrevivência das mídias impressas é posta em questão. Já se fala que em poucos anos não haverá mais viabilidade econômica para os jornais impressos.
Mesmo que se queira ser conservador nas projeções, os dados atuais apontam para essas tendências e, realmente, elas já se mostram, em termos de suas medidas de audiências, irreversíveis.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Boa notícia sobre as dívidas europeias

Juros das dívidas caem nas economias periféricas, com diminuição do risco soberano
As taxas de juros das obrigações acompanham a queda do risco das dívidas nacionais. Na verdade, foram as medidas de consolidação das contas públicas, em diversos países da Europa, que levaram maior confiança aos investidores.
A taxa de juro da dívida portuguesa desceu 6,5 pontos base, chegando aos 6,724%  ao ano. Nos papéis com maturidade de cinco anos, os juros portugueses recuaram 18,5 pontos base para 5,477%, enquanto nos títulos com vencimento os de dois anos, o “yield” da dívida desceu 6 pontos base para os 3,910%.
Os juros das obrigações alemãs também recuam em todos os prazos de maturidade. A remuneração da dívida a 10 anos recuou 2,2 pontos base para 3,030% . Nas obrigações com vencimento de cinco anos, os juros subiram 1,7 pontos base para 2,062%.
Na Espanha a queda dos juros foi mais acentuada, depois de o Governo de Zapatero ter vendido três mil milhões de Obrigações do Tesouro com vencimento de cinco anos, a uma taxa de juro de 4,75%.
Isto no momento em que o mercado de "credit-default swaps" sinaliza uma queda do risco da dívida soberana das economias da Europa Ocidental. O índice do Markit iTraxx para a dívida soberana da região recua 13 pontos base para 317 pontos base.
Tirante a ajuda asiática, a redução do juro sobre as dívidas evidencia a menor percepção do risco e a crença do mercado de que a dívida desses países ainda conseguirão ser financiadas.
Com isso, os “credit-default swaps” (CDS) para a dívida espanhola caíram 13 pontos base para 317 pontos base, fixando um novo mínimo de cinco anos.
Os CDS são títulos que protegem os seus detentores do risco de incumprimento na dívida e que também são usados para aferir a percepção de risco dos investidores. Um ponto base representa, nestes contratos, um custo de mil euros para assegurar o pagamento de dívida no montante de 10 milhões de euros num prazo de cinco anos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pano de fundo

Há uma recuperação em curso
A Europa começa a virar o jogo. As questões fiscais parecem estar sendo encaminhadas de maneira produtiva. Os países europeus, uns mais outros menos, fizeram esforços de redução de seus gastos públicos. Ademais, o Japão mostrou disposição em comprar cerca de 20% dos títulos de dívida, emitidos pela Linha de Estabilidade Financeira Europeia.
A China, por outro lado, atingiu os US$ 2,85 trilhões em suas reservas internacionais. Mas, o gigante asiático ainda não conseguiu controlar sua liquidez e sua oferta de crédito que, mais uma vez, ficam acima do projetado pelo governo de Pekin,, e sinalizam para novas restrições monetárias.
Nos EUA, os estoques no atacado recuaram apenas 0,2% no mês de novembro. O mercado esperava por uma elevação de 0,9%. A redução de estoques e o aumento das vendas já estão sendo interpretadas como uma aceleração no ritmo de recuperação da economia norte-americana.
O Livro Bege de hoje poderá confirmar ou não esse entendimento. Mas, tudo parece indicar que um otimismo moderado pode ser conveniente nas decisões de investidores nesse momento.

2011

Crescendo mais devagar

Na contra mão

Pedidos e concessões de patentes crescem e os recursos mínguam
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial concedeu 3.620 patentes, em 2010. Isso significa um crescimento é de 30% em relação a 2006. Mas, o empolgante é observar que em relação a 2009, o aumento é de 14,8%.
Por outro lado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Social que diz ter planos de investir em inovação tecnológica, vai reduzir o desembolso total para o setor nesse ano, segundo seu presidente Luciano Coutinho. É por aí que os cortes vão começar.
Aliás o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia anunciado que o BNDES receberia menos recursos este ano. Quem serão os atingidos pelos próximos cortes?
De regra, no Brasil, sempre dá para economizar em saúde e educação. Em outras áreas, haverá sempre a possibilidade de “mágicas”contábeis, de transferências do Tesouro, de lançamentos de ações da Petrobrás, de capitalizações de estatais, etc.
Começou mal. E as incoerências crescem.
O próprio Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura apontaram, em pesquisa recém realizada, que dos 2.016 entrevistados que declararam interesse por ciência e tecnologia, 22,6% citou as pesquisas na área de informática como as mais importantes para o avanço do conhecimento nacional.
Sabe quem ficou em primeiro? As pesquisas em saúde, mencionadas como as mais relevantes ao país por 30,3% dos entrevistados. Em terceiro lugar, vem as referentes à agricultura, citada por 11,2% dos participantes do levantamento.
Preocupa observar, nesse quadro, que os cortes atingissem elementos centrais de nosso desenvolvimento.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Europa (3)

Inflação na Zona Euro acelera e atinge valor mais alto, desde 2008
Os riscos de uma deflação parecem definitivamente afastados. Os preços do petróleo levam a inflação a 2,2% a. a., em dezembro. Esse é o valor mais alto, desde outubro de 2008.
Os preços do petróleo aumentaram 8,6% no último mês, totalizando um aumento anual na casa de 15%. O Banco Central Europeu, tenta preservar os rendimentos anuais dos consumidores e, para isso, precisaria que a inflação se situasse abaixo dos 2%.
O resultado registrado em dezembro decorre, sobretudo, das pressões sobre os preços da energia e dos alimentos.
Aumentos nos preços dos combustíveis deixam as famílias e as empresas com menos dinheiro para gastar ou investir. Por outro lado, o euro mais forte pode ameaçar as exportações, porque deixam os produtos da zona menos competitivos no exterior. O BCE, que mantém a sua principal taxa de juro em 1%, desde maio de 2009, prevê que o crescimento econômico dos países da moeda única seja de 1,4% este ano.

Europa (2)

Uma no ferro. Agora, é na ferradura: desemprego na Alemanha subiu pela
primeira vez, em 17 meses
Vai entender! Possivelmente, o inverno rigoroso, foi a causa do aumento do número de desempregados na maior economia europeia, em dezembro.
Segundo os dados da Agência Federal do Trabalho, mais três mil pessoas engrossaram a fila dos que procuraram e não encontraram trabalho nesse mês. O ano fechou com um saldo de 3,15 milhões de desempregados.
As expectativas eram de redução de 15.000 desempregados. Esse dado interrompe 17 meses consecutivos de queda na quantidade de desempregados Ainda assim, a taxa de desemprego permaneceu em 7,5%, a mais baixa desde a reunificação do país, em 1990.

Europa (1)

Alemanha: a locomotiva europeia
A atividade industrial na Zona Euro expandiu-se além do esperado em dezembro, impulsionada pelo desempenho do setor exportador alemão.
O indicador do instituto Markit, calculado a partir de entrevistas com gestores das maiores economias do euro, a atividade das fábricas subiu de 55,3 pontos, em Novembro, para 57,1 pontos, em dezembro. Acima dos 50 pontos a economia da região é considerada em expansão e, abaixo dos 50, a atividade econômica é tida como em retração. A notícia é muito boa, mas mostra a dependência da região em relação a um único país.
A Alemanha, para a qual se espera um crescimento na casa dos 3,6% no ano de 2010, continua a ser impulsionar os países da Zona do Euro. A França é o segundo crescimento mais intenso na região e a consistência desse crescimento sugere que possa constituir-se em um segundo centro irradiador de crescimento para a região, em prazo curto.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Uma outra maneira de ver

Prefiro interpretar como um suspiro,
ainda que ocasional
É cedo para tomar como definitivo. Mas entender como negativo os dados da economia norte-americana pareceu-me um equívoco nacional.
O desempenho dos investimentos e das exportações levou o índice calculado pelo ISM a superar, em dezembro, as melhores expectativas dos especialistas. Então porque interpretá-los como negativos?
A atividade econômica norte-americana cresceu em dezembro no ritmo mais forte dos dois últimos anos, embalada pela recuperação dos investimentos e pela aceleração Index Supply Management (ISM), de Chicago. O índice que mede a atividade econômica subiu para os 68,6 pontos – bem acima da linha dos 50 pontos, que separa recessão de expansão econômica –, superando qualquer previsão realizada para o mês.
A divulgação dessa informação, aliada aos dados da queda dos novos pedidos de desemprego, anunciados anteriormente pelo Departamento de Trabalho, dando conta de que esses pedidos chegaram ao seu valor o mínimo desde Julho de 2008, faz crer em um desempenho mais robusto da economia norte-americana. E não ao contrário, como tem sido interpretado no Brasil.
Pode até ser muito animador. Mas ainda é cedo para imaginar que esse crescimento possa ser tomado como definitivo. A injeção de recursos na economia dos EUA já é tão grande que podemos estar diante de um elemento apenas pontual. Vamos aguardar.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Disputa no setor de petróleo

Os preços mundiais sobem. Petrobras insiste em que
“o petróleo é nosso”
A Galp e a Petrobras são parceiras na exploração de petróleo em águas profundas nos campos offshore brasileiros Lula e Cernambi. Juntos esses dois campos têm reservas calculadas em 8,3 bilhões de barris. No site da Petrobras, a empresas confirmou seu interesse de comprar a posição da italiana Eni na Galp Energia. A aquisição corresponderia a 33,34% do capital total da Galpi. Seria fantástico, para preservação de nossa posição dominante nesse mercado.
Mas não vai ser fácil, pois a angolana Sonangol tem interesse na aquisição. A Sonangol já participa no empreendimento por deter 45% da Amorin, uma das sócias da Galp. Coisas dos jogos de participação cruzadas, nas disputas pelos grandes oligopólios mundiais. A comemorar, o fato de que hoje o Brasil é player nesse game.

Europa ainda devagar

A Zona Euro cresceu menos do que o previsto, no terceiro trimestre de 2010.
O PIB da Zona Euro cresceu 0,3%, no 3º trimestre do ano, em relação ao trimestre anterior. O esperado pela Eurostat era 0,4%. A diferença não é tão grande, mas frustra as expectativas dos agentes econômicos.
A economia da região ficou muito dependente das exportações, uma vez que a crise de dívida soberana levou países como Irlanda, Portugal, Espanha, Grécia e Itália a adotar medidas de austeridade, comprometendo o consumo e o nível de emprego.
A Alemanha continua sendo o carro chefe do crescimento da Zona Euro, tendo, no terceiro trimestre, crescido 0,7%, em relação ao trimestre anterior.
Como exportar em um mundo tão recessivo, com preços internacionais tão deteriorados e em plena guerra cambial? Talvez a opção pelo aumento dos investimentos seja ainda o melhor caminho. Entretanto, os investimentos teriam que absorver intensivamente a mão de obra disponível que, de modo geral, tem menor qualificação. Isso aumentaria a renda e o consumo. Estaria fechado um ciclo virtuoso da economia. Parece fácil, não?
Mas não é tão simples. Investimentos governamentais, em períodos de desajustes de contas públicas, parecem utópicos. Absorver tanta mão de obra equivale a optar por menor intensidade tecnológica e, portanto, implica em redução de competitividade. O setor privado deveria investir também. Mas, sua tendência é contrária à do setor público. O capital privado quer reduções de custos e aumentos de produtividade. Estaria pouco estimulado a absorver essa mão de obra ou adotar essa tecnologia.

sábado, 8 de janeiro de 2011

SEC aponta a espingarada no Facebook

Securities and Exchange Commission ataca até empresas de capital fechado
Por enquanto parece ser apenas boato. Mas como “onde há fumaça, há fogo” já se fala que o órgão regulador do mercado de capitais norte-americano estaria investigando as captações do Goldman Sachs entre seus clientes para que investissem no Facebook. A investigação visaria apurar se as captações da rede social estão de acordo com a lei americana que regulamenta as companhias privadas.
A lei impõe às empresas que tenham mais de 500 acionistas, mesmo que suas ações não sejam negociadas em bolsas de valores, o dever de informar à SEC determinadas operações financeiras, como o recebimento de recursos que possam alterar seu valor de mercado.
Circula no mercado financeiro que o Facebook havia recebido investimento US$ 500 milhões do Goldman Sachs e que, a partir daí, iniciou a prospecção de outros investidores. Isso teria aumentado o valor de mercado da rede social para US$ 50 bilhões.
A SEC entende essa manobra como forma de criar um canal indireto de investimentos, utilizando os clientes do banco, para burlar a regra dos 500 acionistas. Com isso, a rede social estaria caracterizada como uma empresa privada, operando exclusivamente apenas nos mercados secundários, sem a necessidade de informar as operações financeiras.
A regra dos 500 acionistas tem parecido inadequada para, pelo menos alguns setores da economia. No frigir do ovos, a regra acabou tornando a oferta pública inicial de ações um procedimento único e obrigatório para a continuidade dos negócios das organizações, uma vez que para financiar seus crescimentos, acabam tendo que pulverizar seus capitais.

Mercadante não desceu do palanque

Finep: mais um banco?
No discurso de posse, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, declarou sua pretensão de transformar a Financiadora de Estudos e Projetos - Finep, agência de fomento, em instituição financeira, destinada a financiar investimentos em projetos ciência, tecnologia e inovação. Parece esquecido das experiências anteriores com esse tipo de banco. Além dos riscos típicos da atividade bancária, incluem os riscos dos negócios que financiam. A idéia não poderia ser pior para o estado brasileiro. Viraram “esqueletos”e prestaram-se a todos os tipos de descaminhos.
O próprio Mercadante reconhece a necessidade de estudos cuidadosos, embora já exista até parecer favorável do Banco Central. "Como instituição financeira, ela vai ter muito mais eficácia e eficiência para poder financiar pesquisa e inovação, a exemplo do BNDES, pois você não depende de recursos orçamentários.", afirmou.
No palanque, promete-se. No processo gerencial é importante dizer como as coisas serão feitas. Isso é o que preocupa. De onde virá o dinheiro? Há um projeto para isso? Qual será o retorno?
Sem essas respostas, a impressão que fica é que será o contribuinte quem arcará com o ônus desse novo empreendimento público. Para fomentar a ciência e a tecnologia é necessário mais um banco? O Estado deveria “emagrecer” e está “engordando” mais um pouco. Coisas de quem não vai descer do palanque.

O câmbio continua flutuante?


Banco Central brasileiro intervém
e dólar se aprecia
Não falta imaginação. Falta acertar as contas públicas.
Enquanto não se acertam as contas do governo, o Brasil deu mais uma contribuição para o agravamento da "guerra cambial". Mandou o recado pelo Banco Central, que passará a exigir reservas dos bancos que tiverem posições vendedoras em moeda estrangeira. A idéia é controlar a entrada de capitais no país e assim impedir a alta da divisa nacional.
Simples e eficaz, pelo menos no curto prazo: as instituições financeiras que detiverem ativos denominados em divisas externas terão de manter uma percentagem de reservas mais altas e não remuneradas no Banco Central.
De maio de 2010 até ontem, a moeda brasileira já se valorizou em 13% em relação ao dólar. Na semana passada, o Chile já tinha conduzido decisões assemelhadas para controlar a escalada do peso.
E não adianta o FMI “estrilar”, porque não haverá, na lógica econômica, sentido na destruição dos menores, pelos desmandos dos maiores.
Remanesce a dúvida sobre o regime cambial brasileiro. Ele é flutuante?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Inflaçã em queda em 2011

O recúo na alta dos preços é esperado.

Imóveis: mercado em crescimento

Mercado em expansão

Economia mais devagar em 2011

Sem surpresas, mas com mais juízo

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O mercado de trabalho na espanha

Imigrantes ficam com mais de 70% do emprego criado na Espanha, em 2010
Do total de empregos gerados na Espanha, desde o início de 2010, até o mês de setembro, mais de 50% foi ocupado por imigrantes.
O esforço de criação de novas vagas resultou em oferta de emprego menos qualificado e revelou a maior capacidade de adaptação do imigrante em tempos de crises. Outro dado significativo é o que aponta que, dos quase dois milhões de empregos perdidos desde os primeiros anúncios da crise, em meados de 2007, apenas 9% disseram respeito a trabalhos executados por imigrantes. Esse número é muito inferior aos 17% que ocorreria, se considerada a proporção de imigrantes no total do mercado de trabalho.
O estudo, elaborado pela MANPOWER, "El mercado de trabajo en España hasta septiembre de 2010", apoiado na base de dados do Instituto Nacional de Estatística, surpreende. O trabalho conta mais de um milhão de empregos fechados na construção civil, desde o início da crise, seguido de cerca de 640.000 na indústria e de 174.000 no setor de serviços
De abril a setembro de 2010, período no qual o mercado mais absorveu a mão de obra disponível, os imigrantes ocuparam 109.000 novos postos de trabalho, enquanto 42.000 foram ocupados por mão de obra nativa. Os dados adquirem maior relevância se considerarmos que os imigrantes representam apenas 17 % do total dos ocupados, mas absorveram mais de 70 % dos novos empregos.
O estudo não aponta as razões para isso. Apenas aponta a maior flexibilidade dos imigrantes em se adaptar a períodos de mudanças e às novas condições apresentadas pelo mercado de trabalho. Talvez pudéssemos especular sobre alguns outros aspectos que, naturalmente, estariam a requerer sua comprovação em trabalhos ulteriores:
O nativo conta com um bom seguro desemprego.
O imigrante se vê forçado a flexibilizar sua aceitação, em função de sua menor formalidade e de projetos sociais e assistenciais mais tímidos.
Os imigrantes aceitam, com maior facilidade, trabalhos de menor qualificação e de menor remuneração.
Os nativos sentem-se mais seguros e contam com o apoio familia.
Tudo a conferir, naturalmente.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A demora da União Europeia produz o avanço da China

China oferece ajuda à Espanha, comprando sua dívida
A China comprometeu-se a continuar comprando papéis da dívida soberana espanhola com o objetivo de ajuda ao combate à crise das dívidas nacionais na Zona do Euro. A afirmação foi feita por nada menos que o primeiro ministro chinês Li Keqiang. Claro que o socorro vem em bom momento para reforçar a economia européia. Entretanto, podemos esperar pela apresentação de alguma fatura, nos próximos anos. Isso poderia significar um enfraquecimento natural nas alianças comerciais européias. Sabem bem disso os Estados Unidos.
A China tem sido um investidor, a prazos longos, na Espanha, e em outros países europeus. Analisada nos últimos anos, seus investimentos têm sido consistentes, aumentado as compras dos bônus espanhóis.
A primeira ministra está em Madrid, mas saindo amanhã para o Reino Unido e, em seguida, para Alemanha.
De um lado, a União Européia fará esforços para conquistar a simpatia da Rússia, “baleando” o avanço chinês. De outro, a China socorre a Europa, como no passado socorreu os Estados Unidos. Isso “balearia” a Europa. Essa é a nova geoestratégia ness região do mundo.