Banner

Translate

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Geopolítica e preço do petróleo

Na Europa, petróleo alcança “pico”
com tensões políticas
Ontem, o petróleo tipo Brent chegou a custar US$ 104,52 em função das tensões entre Irã e Israel, fechando a sessão a US$ 103,78 o barrril. Nos Estados Unidos os preços ficaram bem abaixo. O petróleo subiu 67 centavos, fechando em 84,99 dólares por barril. Durante a sessão norte-americana os preços variaram entre o mínimo de 84,12 e máximo de 85,95 dólares.
Instabilidades políticas são a causa dessa nova alta. O Oriente Médio parece incendiar-se. Dois navios iranianos, nessa quarta-feira, pretendiam navegar pelo Canal de Suez, rumo à Síria. O ministro das Relações Exteriores de Israel considerou o fato uma "provocação" de Teerã, que tem o objetivo de provocar uma resposta de Israel.
O contingente naval iraniano descrito pelo ministro Avigdor Lieberman não representa uma ameaça militar para Israel, mas poderia ser o próximo encontro entre as forças de dois inimigos que estão geograficamente distantes. Essas declarações refletem as preocupações israelenses com o programa nuclear iraniano, uma vez que a distância geográfica entre os dois países tem evitado um confronto aberto ocorre. Entretanto, a Síria é um dos inimigos vizinhos de Israel e um aliado de Teerã.
Claro que uma situação política com essa gravidade, interromperia o abastecimento de petróleo para a Europa.
De mesma maneira, a generalização dos distúrbios na região, sobretudo depois da queda do ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, agravam as instabilidades. A Líbia pode ser o pavio pelo qual a beligerância possa correr em direção aos demais países produtores de petróleo no Oriente Médio.
Do lado de cá do mundo, a divulgação do rlatório da Energy Information Administration dos EUA - EIA mostram que os estoques de petróleo bruto na segunda semana de fevereiro subiu 860 mil barris, abaixo das expectativas analistas.
E se os Estados Unidos realmente se recuperar e sua demanda agregada começar a subir? O que será do preço do petóleo? E como ficarão os preços dos alimentos? Isso trará nova pressão inflacionária para o Brasil?
Não quero ser irônico, mas é melhor pedir uma recuperação mais lenta dos países desenvolvidos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fractal GuideNews

Fractal inicía seu GuideNews trimestral

Veja como ficou o n.1.
Bonito e o conteúdo está interessante para quem é do ramo.
Você dá um click no endereço abaixo e vai ter que esperar um puco. Espero que seja só um pouco. Aqui entre nós, é mais que só um pouco, mas acho que vale a pena esperar.
http://www.radic.com.br/fractal/guidenews1/

Banco Mundial teme preços altos dos alimentos

Preços podem provocar desestabilização política
Relatório do Banco Mundial alerta que os preços dos alimentos chegaram a "níveis perigosos" e podem provocar instabilidades políticas, na medida em que não permita o acesso de milhões de pessoas pobres à alimentação.
O documento aponta que os preços dos alimentos aumentaram 29 por cento em 2010.
O presidente do banco, Robert Zoellick, mostra que o aumento atinge mais fortemente as populações dos países em desenvolvimento, que gastam mais de metade dos seus rendimentos em alimentação.
A estimativa do Banco Mundial mostra que o aumento dos preços de milho, trigo e óleo colocaram 44 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema, a partir de Junho de 2010.
O alerta fundou-se na possível reação que as populações de alguns desses países possam ter em relação à inflação dos preços dos produtos alimentícios. E não apenas à alta dos preços, mas também a eventuais desabastecimentos provocados pela proibição das exportações ou pelos controles exercidos nos países exportadores, com o objetivo de garantir o atendimento a seus mercados internos.
O índice do preço do Banco Mundial para alimentação registrou aumento de 15% apenas entre Outubro e Janeiro.
Soja e trigo tiveram as maiores altas. Milho está submetido às pressões causadas pelo aumento da procura chinesa e pela demanda crescente indústria de biocombustíveis. Isso explica os aumentos dos preços globais de óleos e gorduras em 22% e do trigo e do açúcar 20%, entre Outubro e Janeiro, segundo o Banco Mundial.
E tudo isso acontece no momento em que mundo está em recessão. Pergunta-se, então, como ficariam os preços se o mundo continuasse a crescer no ritmo em que vinha crescendo antes da crise?

Palestra 4

Marketing em países emregentes
Finalizando a série de publicações dos slides da palestra realizada na FEA/USP, já deixamos o convite para as próximas realizações que faremos por meio do PROCEB, da Fundação Instituto de Administração e que agrupa um conjunto de cursos de comércio exterior, marketing e comunicação.
A partir do próximo evento, estaremos facultando um link aos interessados para que possam participar, de onde estiverem, via web, de forma interativa de nossos eventos. De agora em diante, denominaremos esses eventos mensais de "Encontro Marcado", inspirado na obra de Fernando Sabino.
Vamos aos últimos slides:

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Parcerias estratégicas

Nokia constroi parceria com a Microsoft.
Ou foi ao contrário?
Duro saber quem ganhou mais. Fácil saber que ambas ganharão muito.A Nokia, empresa filandêsa fabricante de celulares, receberá quantia superior a um bilhões de dólares da Microsoft, pela parceria firmada para a adoção do Windows Phone como o principal sistema operacional de seu smartphones.
Acredita-se que o acordo vá além do anunciado e já se especula sobre outros elementos que pudessem ter sido contemplados nessa parceria.
De fato, o que se sabe é que a quantia é realmente tão alta que o CEO da Nokia, Stephen Elop, afirma que  servirá para ser reinvestida nas operações da fabricante de celulares, que vem enfrentando dificuldades no mercado de smartphones, frente o avanço do iPhone e dos aparelhos equipados com Android, plataforma do Google, e no mercado de celulares populares, em função do crescimento das vendas dos aparelhos chineses. Nada mau, para quem vinha enfrentando problemas com altas de custos e com investimentos excessivos na área de pesquisa e desenvolvimento. O executivo ainda informou que os esforços para reduzir custos vão continuar, mas que as demissões devem diminuir de ritmo.
E a Microsoft quanto ganhará, depois de dispender todo esse dinheiro? Imagine você.

Alemanha e França em crescimento

É o segundo ano de crescimento,
no pós-crise financeira.
Os institutos de estatística dos dois maiores países da Zona Euro mostram crescimentos, no quarto trimestre de 2010, de 0,4% e de 0,3% dos Produtos Internos Brutos da Alemanha e França, respectivamente.
Ainda assim, no caso da Alemanha, trata-se de uma desaceleração, quando os dados são comparados ao desempenho de 2,2% do segundo trimestre, e de 0,7% do terceiro. Essa perda de velocidade pode estar ligada à queda de suas exportações e aos problemas apresentados por países europeus, tradicionalmente importadores da Alemanha.
A França, por seu lado, mostrou-se mais estável, mantendo o ritmo do trimestre anterior.

Considerado a ano de 2010, a Alemanha, maior economia do euro, cresceu, pelas últimas estimativas ainda sujeitas à revisão, 3,6%. De se observar que esse foi o melhor desempenho do país desde sua reunificação, em 1990.
Para o mundo, a Standard & Poor’s, revendo previsão anterior, passou a admitir crescimento de 4,4% para 2011. Entretanto assinala que a retomada vai ocorrer de forma muito desequilibrada, à custa dos países emergentes, com os países desenvolvidos ainda submetidos a fortes riscos e a fortes oscilações em suas economias. Nesse quadro, a agência de ratings enxerga particularmente na Zona Euro os maiores riscos em função de seus problemas fiscais e de suas enormes dívidas públicas.

Palestra 3

Marketing em países emergentes
As estratégia mostraram-se também muito parecidas nesses países. E é razoável que assim o seja, pois as estratégias são respostas às restrições ambientais. E as restrições mostram-se, como vimos, muito assemalhadas nesses países.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Crédito em excesso

Brasileiro está mais endividado que americano
Veículo: Brasil Econômico  -  Data: 14/02/11
Thais Folego (tfolego@brasileconomico.com.br)
14/02/11 14:39
Crédito leva milhões às compras, em cenas que lembram a Black Friday, tradicional dia de liquidação nos EUA.
Dívidas comprometem, em média, 22% da renda das famílias no país. Nos Estados Unidos, esse percentual é de 15%.
Renda estável, taxa de juros baixa, financiamento com prazos longos e confiança na economia. Esses foram fatores que suportaram o estilo de vida americano ao longo de muitos anos e a cultura do consumo antes da crise iniciada em 2008.
A estabilidade da economia no Brasil e a oferta abundante de crédito têm feito o brasileiro experimentar um pouco desse estilo de vida, a ponto de ter uma parte maior de sua renda comprometida com dívidas na comparação com os americanos.
O peso da dívida na renda das famílias brasileiras é de 22%, segundo o Relatório de Inflação do Banco Central de março de 2010, o último dado disponível. Em comparação, as famílias americanas comprometem 15% da sua renda com dívidas, segundo o Federal Reserve, o banco central dos EUA.
Há de se considerar, porém, que a renda do americano, em média de US$ 4,4 mil por mês, é mais alta que a do brasileiro, cuja média mensal é de R$ 1,5 mil.
Apesar do endividamento maior, a relação entre crédito e Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil é infinitamente menor que a dos Estados Unidos. Aqui, o crédito equivale a 47% do PIB, enquanto lá ele é de quase 200%.
No entanto, essa relação tem avançado rapidamente no Brasil. No início da década passada, ela era de 23%, portanto dobrou, lembra Nicolas Tingas, economista da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).
Para Celso Grisi, diretor do Instituto de Pesquisas Fractal e professor da Universidade de São Paulo, não há espaço para essa relação crescer muito mais com o atual patamar de juros cobrado no país. "A nossa economia não suporta uma taxa dessas.
Veja o próprio exemplo da crise dos Estados Unidos: quando as pessoas se endividaram e compraram seus imóveis o juros era de 1%, quando ele subiu para 5% as pessoas não conseguiram mais pagar", diz.
Na avaliação de Grisi, inclusive, o crédito cresceu acima do nosso potencial, o que começa criar bolhas, além da infraestrutura e da produção não suportarem a demanda. Tudo isso resulta em inflação. "Precisamos aumentar a poupança do país, hoje na casa dos 18% do PIB, para sustentar o crescimento.Se ele for sustentado por crédito, vamos endividar todo mundo", diz Grisi, para quem um avanço sustentável de 5% do PIB exigiria uma poupança equivalente a 25% do Produto Interno Bruto.
Pé no freio
O corte de R$ 50 bilhões do Orçamento do governo para este ano, o aumento do recolhimento compulsório dos bancos (que já tirou R$ 60 bilhões de liquidez do mercado) e o crescimento da inadimplência, que começou a dar as caras, prometem reduzir o ritmo do crescimento para este ano - e também o do crédito, que teve expansão média anual de 20% nos últimos seis anos.
"O mercado estima um avanço na casa dos 15%", diz Tingas, da Acrefi. Ou seja, começamos a sentir o gosto da estabilidade que levou ao padrão de consumo americano. Mas, para sustentá-lo, será necessário mais investimentos e muito arroz e feijão.

Posicionamento de produto

Marketing japonês usa TV para
posicionar produto
A criação apela a valores nacionais. A arte foi preciosa. Não há redação. O copy está na construção artesanal da cerveja.
A versão inicial é de 2'. Com facilidade, é possível edita-la para 1', 45" ou 30".
De original, uma propaganda de cerveja sem loira alguma. Então, era possível?
Commercial - YouTube Sapporo Beer Biru Legendary
 http://www.youtube.com/watch_popup?v=K-Rs6YEZAt8







Câmbio é prioridade


Mais uma arma reforça o combate
à apreciação cambial
O Tesouro Nacional apoiará o Banco Central no esforço de conter a queda do valor do dólar em relação ao real. Iniciará a compra de títulos lançados no mercado internacional, denominados em moeda nacional.

Ao fazer essa operação, o Brasil entregará dólares aos investidores internacionais, aliviando a oferta excessiva da moeda estrangeira no Brasil.
Os títulos, em reais, ficarão em mãos do governo, sem pressionar a excessiva liquidez, em real, em nossa economia. Por outro lado, a recompra de títulos em real deverá aumentar a liquidez desses papéis, tornando-os mais atrativos e ampliando o mercado para essas captações internacionais.
A decisão é muito interessante do ponto de vista cambial, uma vez que faculta ao investidor estrangeiro investir em moeda nacional sem entrar no país com dólares apreciando ainda mais a divisa brasileira.
De importante refistrar que o Tesouro Nacional, com isso amplia nossos instrumentos para combate à apreciação do real, reforçando a política cambial sustentadas às duras penas pelo Banco Central.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Irracionalidade exuberante 2.0 ou neo-xamanismo: TWITTER vale US$ 10 bilhões?

As especulações sobre o valor das operações do FACEBOOK e do TWITTER lembram mágicas xamãs: sempre misteriosas, mas com efeitos surpreendentes.

O Wall Street Journal publicou ontem que “investidores” avaliam o TWITTER em US$ 10 bilhões . Qualquer análise racional geraria as seguintes perguntas:
i) Qual é a geração de caixa dessa empresa?
ii) Qual o retorno sobre patrimônio líquido?

As técnicas do xamanismo recomendam que essas perguntas nunca sejam respondidas.
Os dados de receitas e lucratividade não são abertos pelo TWITTER (nem pelo The Huffingtom Post, recém comprado pelo AOL).
Os analistas de mercado estimam que as receitas do TWITTER foram de US$ 45 milhões em 2010, podendo chegar a US$ 80 milhões em 2011.
Estamos falando em receitas e não em lucratividade!
Vamos fazer um esforço xamanico e imaginar que estas receitas sejam integralmente lucro.
Quantos anos com essa geração de lucro seria o retorno para os US$ 10 bilhões ?
Meros 125 anos para retornar o investimento...


Evidente que irão dizer: e a perspectivas de aumento futuro de receitas?
Claro que existem. Mas se é tão simples, Qual o motivo que nenhuma grande empresa WEB abre seu Modelo de Negócios? Suas receitas na Web?
Exceção ao Google (que apesar de não abrir seu modelo é uma operação lucrativa) todas as outras têm uma geração de caixa bem inferior ao sua potencial audiência.
O Twitter começou a vender anúncios em Agosto de 2010 não fornece dados objetivos desta iniciativa. Os “tweets” promocionais ainda não se mostraram eficientes nem para o Twitter e nem para os anunciantes.

O Twitter tem o mesmo desafio que FACEBOOK como traduzir a enorme audiência em modelo de negócios.

Com seus 200 milhões de usuários o Twitter deveria ser uma máquina de criação de valor. Deveria, mas esconde seus resultados. Qual motivo?
O mesmo ocorre com o The Huffingtom Post. Nunca mostrou ou abriu seu P&L (profit and loss report) aos analistas. Mas inteligentemente conseguiu vendê-lo ao AOL...

O grande desafio nos próximos anos não é tecnológico, tão pouco trazer audiência, o desafio é fazer todas essas iniciativas serem viáveis economicamente.

Substitui-se uma análise racional por um neo-xamanismo 2.0, vamos ver no que dá.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

Palestra 2

Marketing em países emergentes
Os comportamentos dos mercados emergentes mantém fortes similaridades. Inspiram entendimentos assemelhados e sugerem estratégias muito parecidas, em todos eles.

Continuaremos, amanhã, a publicar os demais slides da apresentação que fizemos na FEA/USP.

Inadimplência é um risco eminente?

Para o IPEA a inadimplência não preocupa
A mim preocupa. E muito.
Veja os dois gráficos abaixo. Eles reproduzem a percepção das famílias brasileiras. E tudo está muito tranquilo na publicação desse mês de fevereiro do IPEA.
Em 4, das 6 regiões a inadimplência declarada ultrapassou 1/3 dos endividados. Mas, o IPEA minimiza o fato de que a situação mudou desde o momento em que o pesquisado respondeu às perguntas até o dia da publicação.
Nesse período a inflação cresceu muito e atingiu em cheio as classe mais pobres. Sua capacidde de pagamento reduziu-se com a queda de sua renda discricionária e com o aumento das taxas de juros.
No final de fevereiro, a situação já não será a mesma. Em março, deve sofrer novo agravamento.
Penso que o sistema financeiro está pronto para esse momento contracionista de nossa economia. Temo, apenas, pelos agentes creditícios de menor porte. Esses podem deparar-se com situações mais restritivas em funão de seus custos de captação e de seus maiores custos de distribuição. São, sem dúvida, mais vulneráveis. Aguardemos, pois o tempo dirá.

Certificando empresas

Uma leitura prática e com aplicação imediata
Márcio Dornelles é consultor de empresas e autor de outro livro: Auditor Líder ISO 9000 Certificado.
Trabalhou como auditor em três continentes: América do Sul, América do Norte e Europa. Conheceu e acumulou o que há de mais precioso entre os consultores que possuem formação acadêmica robusta: a experiência em condições de diversidade cultural. Interpretou-a à luz da melhor teoria e resignificou seu entendimento sobre a gestão de qualidade a partir da análise das melhores práticas.

Por fim condensou tudo isso em um livro simple, completo, fácil de ler e de entender. A síntese de fatos é competência ainda rara em nossos tempos. Nesse aspecto, ao escreve o livro "Certificando a Empresa", o autor não economizou.
Recomendo-o aos interessados em qualidade e em sua certificação. Dele farei uso em minha prática empresarial.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

As dívidas dos brasileiros

É o IPEA que afirma
No Brasil 49,3% das famílias apresentam algum tipo de endividamento
Entre "muito endividados" de "mais ou menos endividados" temos 26% dos brasileiros.
Os maiores níveis de famílias endividadas ocorrem nas regiões Norte (73,3%), Nordeste (60,9%) e Sul 60,5%. E a inadimplência já preocupa? Veremos na proxima postagem.

Palestra 1

Marketing em países emergentes
Ontem discutimos, no auditório da FEA/USP, os aspectos mais relevantes e comuns do marketing praticado em países emergentes. Utilizamos para nosso diagnóstico e proposições três pesquisas que se relacionam e se completam : Credit Suisse/Nielsen, Mckinsey e Harvard. Nada como apoiar-se em bons achados.
Como a palestra foi longa, mas excepcionalmente agradável, vou publicá-la em algumas postagens, nesses próximos dias. Descobrimos nesses estudos aspectos comuns ao comportamento do consumidor nos vários países. Também encontramos estratégias gerais e estratégias mais específicas relacionadas a produtos, comunicação, preço e distribuição. Muito importante foi ouvir os depoimentos dos participantes sobre os temas discutidos no evento. Sobrou brilho e inteligência. Abaixo, o primeiro tópico discutido, em 4 slides:

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Valeu o corte

Sabe-se a dimensão. Não se sabe onde.
A inflação começava a fugir de controle. Os agentes econômicos já se comportavam defensivamente. Dólares saíam do país, embora as captações realizadas por empresas no exterior continuassem forte, valorizando a moeda nacional. Os sinais emitidos eram divergentes e refletiam uma ausência de direção na condução da política econômica. As especulações se intensificavam e ganhavam forma de boatos.
Veio, por fim, a decisão de cortar os dispêndios públicos em R$ 50 bilhões. Isso significa que o superávit primário retoma a rota do crescimento e, sem dúvida, torna crível a promessa da redução da Taxa Selic.
A mensagem do governo agora é clara: gastará menos. Vai voltar à austeridade fiscal que permitiu a estabilidade monetária. Só não disse onde vai cortar.
Sabe-se que o BNDES vai trabalhar com orçamento menor e que todos os ministérios serão penalizados. Concursos públicos serão suspensos e os aprovados em concursos anteriores não serão nomeados.
Da Previdência e de seu rombo não se falou nada. Pena, pois aí há um bom espaço para novas economias. Também não se falou em extinguir os  ministérios inúteis, criados para abrigar correligionários e os arcos políticos de apoio.
Há espaço para aprofundar esse corte. Sem grandes problemas para os serviços que o governo presta à sociedade, há como cortar mais uns R$ 20 bilhões ainda para esse ano. Enquanto não chegarmos a um superávit nominal expressivo o real não alcançará a conversibilidade plena e o Brasil não se transformará em um centro financeiro regional de expressão. O Chile está bem mais próximo disso, mesmo com uma economia muito menor e não tão diversificada como a brasileira.
Demos o primeiro passo. O governo restituiu a confiança dos agentes e forneceu a direção da política econômica. Podemos caminhar seguros. 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O prazo está se esgotando

"Dormindo eternamente em berço esplêndido"
O problema é a demora da ação governamental para responder qual é a natureza e a dimensão do corte de gastos públicos para conter as expectativas inflacionárias. Trata-se de abrir espaço para decretar o fim do recente ciclo de aperto monetário. Os agentes privados têm projetado que os cortes devem, para atingir esses objetivos, ser de no mínimo R$ 50 bilhões.
Para a dimensão do orçamento nacional e para o nível de liquidez atual, esse número realmente não me convence. Com um corte tão modesto, o governo ainda terá que continuar subindo a Selic.
Enquanto o governo prepara seu novo "saco de maldades", o mercado, descrente como está, imagina que esse "saco venha meio cheio e meio vazio". Esse é, no meu modo de ver, o pior dos mundos, pois nem a inflação diminui, nem o ciclo de aperto monetário chega ao fim.
Para terminar com esse surto altista que acomete generalizadamente os preços de nossa economia, recomendo: aumento do compulsório em mais 15%, duas altas sucessivas de Selic (0,75% e 0,5%) e um corte no custeio na casa dos R$ 70 bilhões a R$ 80 bilhões.
Lembro que o IPCA, ontem, veio com alta de 0,83% no mês de janeiro, seguindo o avanço de dezembro de 0,63%. Pior ainda, porque o Relatório Focus, que representa uma síntese das expectativas nacionais, só aponta para a alta dos preços, há algumas semanas. Espera-se que o Banco Central dê o exemplo aos Ministérios da Fazenda e do Planejamento: subir compulsórios mais uma vez e não tergiversar com os juros. Se os ministros da área econômica não apoiarem o Banco Central, com a redução dos dispêndios públicos, dificilmente podemos garantir a estabilidade de nossa moeda.

Volatilidade

Bastaram alguns sinais de recuperação e os preços do petróleo começam a subir.
Mas a China e estraga a festa dos especuladores.
O preço do petróleo, em Nova York, distanciou-se, na segunda feira, do valor mínimo dos oito dias anteriores. Estimulados pelos sinais de que a demanda será maior e as que os estoques estão em redução nos EUA, os preços reagiram.
No mesmo dia, o Instituto norte-americano de petróleo havia apresentado relatório sobre os estoques norte-americanos, apontando uma redução de 558 mil barris em relação aos 346 milhões, então disponíveis, na semana anterior.
O que não se falou até agora foi que a oferta havia aumentado em 2 milhões de barris/dia. E Enquanto não se falava, o preço subia.
Ontem, as notícias da inflação chinesa foram bastante para fazer o mercado ceder nos EUA, embora na Europa, a crise egípcia ainda dê sustentação à commodity. O mercado mostrou-se em queda no mercado de Nova York e em alta no mercado londrino.
Resta saber, então, na hipótese de recuperação dos países industriais, qual seria o nível de preço que o petróleo assumiria e que impactos terá sobre as contas externas dos países e sobre suas inflações internas.?

Mais uma opção para profissionais de comunicação

Premiação europeia de publicidade.
Vale a pena conhecer.
O Eurobest, "o maior festival europeu de publicidade, comunicação e criatividade", este ano será em Lisboa, de 28 a 30 de Novembro. A edição de 2010 ocorreu em dezembro, na cidade de Hamburgo, na Alemanha.

O evento criado em 1988 tornou-se o principal evento da indústria da publicidade e da criatividade da Europa. Organizado pelo International Advertising Festival, também responsável por outros eventos como o Cannes Lions e o Dubai International Advertising Festival, o Eurobest contempla, em suas premiações, 12 diferentes áreas, do cinema à televisão, da imprensa ao outdoor, da rádio ao design.
Ainda pouco conhecido pela sua regionalização, o Eurobest pode ser, para nós brasileiros, uma fonte preciosa de atualização em vários aspectos da comunicação. Sobretudo naquilo que mais nos tem preocupado: a migração do offline para o online, sem a estruturação de um modelo de negócios que permita a sustentabilidade desse movimento.