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domingo, 22 de maio de 2011

Lembrando o Consenso de Washington

É fácil avaliar. O difícil é consertar
A Fitch derrubou o rating da Grécia de BB+ para B+ com observação negativa. O motivo relaciona-se a falta de iniciativas do governo grego no plano fiscal. A meta para o déficit orçamentário de 2011, de 7,5% do PIB, não será cumprida. As receitas fiscais decepcionam a Agência.
A dificuldade é essa mesma. Ao se apertar a receita fiscal a economia se desacelera e a arrecadação cai. Os problemas sociais vão se agravando e a governabilidade começa a ser posta em dúvida.
O maior problema do saneamento econômico é seu custo social.

A semana correu sem surpresas

Nenum sinal de mudança na economia. A inércia empurra os mercados.
O IPCA-15, de maio, veio mais baixo que o de  abril, em virtude, sobretudo da redução dos preços transportes e alimentos. A  notícia do IPCA-15 a 0,70% contra os 0,77% do mês de abril agradou, Entretanto o índice acumula 6,51%, já acima do centro da meta.
Inflação pressionando e juro alto ajuda a bolsa a cair. O Ibovespa acumulou queda de 1,01% na semana que passou, fechando a 62.596 pontos. O dólar encerrou a semana a R$ 1,6150. O influxo de capital continua sendo a principal causa da valorização excessiva da moeda nacional.
Essa semana o Tesouro Nacional publica o Resultado Primário da República, referente ao mês de abril. Se os números apontarem para austeridade, o Governo Central certamente terá ampliada sua credibilidade entre os agentes econômicos.

sábado, 21 de maio de 2011

Baixa Renda

Hábitos de gastos do público de baixa renda
Veículo: Jornal do Commercio do Rio de Janeiro  -  Data: 17/05/11

Antes tarde do que nuca

Governo dedica agenda à inovação de microempresas
Veículo: DCI  -  Data: 18/05  -  Fernanda Bompan - AE
são Paulo - O governo está empenhado neste ano a ajudar micro e pequenas empresas a desenvolverem projetos em pesquisa e inovação. Ontem, o presidente do Sebrae, Luiz Barreto, afirmou que a instituição mobiliza aporte de quase R$ 787 milhões nos próximos três anos para auxiliar nesses projetos e o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, além de defender a criação de fundos setoriais para fomentar a pesquisa, especialmente nas áreas de petróleo e de mineração, disse que o governo federal elabora programa para a criação de bolsa de estudo para a formação de engenheiros nas universidades.
No caso do Sebrae, a instituição informou que investirá R$ 409 milhões, sendo R$ 85 milhões para serem aplicados em 2011, R$ 134,6 milhões em 2012 e R$ 189,5 milhões em 2013. O restante dos recursos será proveniente das empresas
beneficiadas, do Sebrae nos estados e de parceiros. A mobilização faz parte da nova formatação do programa Sebraetec, lançado neste ano.
Segundo Barretto, um dos intuitos em ajudar a aumentar a inovação é que esta sirva de instrumento para fazer com que as pequenas e microempresas consigam enfrentar a concorrência de produtos chineses. "Apenas 12 mil das pequenas e microempresas exportam seus produtos. A grande dificuldade é pensar como elas podem se inserir e ampliar seu mercado", disse Barretto. "Não há como pensar no desenvolvimento do País sem pensar na inclusão das pequenas e médias empresas. Elas participam apenas com 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos países desenvolvidos, esse patamar é quase o dobro disso. Na Argentina e no Chile, também. Há um desafio de aumentar a participação no PIB."
Ele também destacou a importância dos aportes à inovação para que as micro e pequenas se preparem para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas no Rio de 2016. "Os eventos significam novas oportunidades para micro e pequenos empresários
."
De olho no potencial de novos negócios, o Sebrae contratou a Fundação Getúlio Vargas para fazer um mapa de oportunidades e requisitos que devem ser preenchidos pelas pequenas e microempresas. O presidente do Sebrae ressaltou que há nove setores em estudo com potencial para uma participação maior dos pequenos e médios empresários, entre eles construção civil, tecnologia da informação, turismo e produção associada ao turismo.

Apesar de apoiar iniciativas do Sebrae e do governo para que micro e pequenas empresas inovem mais, o professor da Fia e diretor presidente da Fractal, Celso Grisi, critica a demora dessas ações. "Por anos, o Brasil cresceu sem planejamento e o governo deveria ter focado nisso antes, já que precisamos pensar agora não só nas oportunidades de negócios que a Copa do Mundo e as Olimpíadas podem trazer, mas traçar planos para depois desses eventos, de modo a manter os negócios dessas empresas fortalecidos", entende. "Realmente, as micro e pequenas dão vigor para a economia brasileira. São elas que geram empregos e que seguram o País em momentos de crise."
Ciência e tecnologiaO ministro da Ciência e Tecnologia acredita que as criações de fundos setoriais e de uma "Embrapa da indústria" - centro focado em inovação voltado para a área- serão importantes para colaborar com o crescimento também das micro e pequenas empresas no Brasil. Mercadante disse ainda ser necessário melhorar incentivos fiscais e agilizar o processo de patentes do País. E lembrou a proposta de transformar a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em banco público da inovação, cujo orçamento do órgão deve crescer para R$ 2 bilhões ainda neste ano.
Ele criticou também a proposta do Congresso de pulverizar os recursos do pré-sal, o que, para o ministro, compromete investimentos em inovação no País e, consequentemente, o crescimento de longo prazo da economia brasileira.
Mercadante sugeriu a criação de um Fundo Soberano para assegurar que o novo regime de partilha dos royalties do petróleo contribua para o investimento em setores estratégicos no País. "O problema central é que nós não estamos vinculando na repartição dos recursos do pré-sal um projeto de País. A área de ciência e tecnologia perderá em nove anos R$ 12,2 bilhões. Este ano nós já teríamos perdido R$ 900 milhões, se o presidente Lula não tivesse vetado o que o Congresso aprovou", disse. Segundo ele, o Brasil não pode se acomodar com o pré-sal e se conformar a ser exportador de commodity.
Sobre a bolsa de estudo para a formação de engenheiros, Mercadante afirmou que a criação é importante para o futuro da ciência e tecnologia no Brasil, já que segundo ele, diminuiu a procura pela profissão nas universidades brasileiras, ao passar de 7% em 2000 para 5,9% em 2009. "Hoje, temos 5,3 mil bolsas para engenheiros. Queremos, nos próximos anos, oferecer 75 mil bolsas para formar engenheiros e superar essa grave deficiência que vai estrangular nosso desenvolvimento econômico", afirmou.

Cultura no IEB

IEB apresenta seus eventos

sexta-feira, 20 de maio de 2011

OSUSP para hoje e domingo

Sinfônica da USP sob regência de Claude Vilarret
A Orquestra Sinfônica da USP apresenta nos dias 20 e 22 de maio, nesta sexta e domingo, sob a regência do maestro convidado Claude Vilarret, da Orquestra Sinfônica de Berlim, o Concerto para piano a quatro mãos e orquestra de câmara, de Alfred Schnittke. A apresentação conta com o duo de piano dos solistas Amilcar e Heolisa Zani, professores do Departamento de Música da USP. Completam o programa a abertura da ópera Salvator Rosa, de Carlos Gomes, e Scheherazade, de Rimsky-Korsakov.
Confira a programação completa:
20 de maio - sexta-feira, às 12h(excertos do concerto de 22 de maio)
Anfiteatro Camargo Guarnieri - USP (350 lugares)
Rua do anfiteatro, 109 - Cidade Universitária - São Paulo
Entrada Franca
22 de maio - domingo, às 17h
Sala São Paulo (1500 lugares)
Praça Júlio Prestes s/ nº
Ingressos de R$10,00 a R$ 50,00 (inteira)
Programa:
Carlos Gomes
Abertura Salvator Rosa (7')
Alfred Schnittke
Concerto para piano a quatro mãos e orquestra de câmara (15')
Nikolai Rimsky-Korsakov
Scheherazade, op.35 (42')
Maestro convidado: Claude Vilarret (Suiça)
Solistas: Amilcar e Heloisa Zani
Ingressos:
Ingresso Rápido: http://www.ingressorapido.com.br-Fone: 11 4003 1212
Bilheteria Sala São Paulo - Fone: 11 3223 3966
Anfiteatro Camargo Guarnieri - Fone: 3091 3000 - Rua do anfiteatro, 109 -Cidade Universitária
OSUSP- Orquestra Sinfônica da USP
www.sinfonica.usp.br
www.twitter.com/osusp
Tel.: 11-3091-3000/239

A locomotiva continua sendo a mesma

Alemanha encerrou o primeiro trimestre com recorde no emprego
O número de pessoas empregadas na economia alemã volta a superar sua marca anterior. A média de pessoas empregadas, entre janeiro e março, foi estimada em 40,4 milhões. Esse número é maior, em 552 mil pessoas com trabalho, que o número de um ano atrás.
O setor de construção civil aumentou em 2,3% o número de pessoas com trabalho, enquanto os setores de serviços e da indústria aumentaram 1,3% e 1,6%, respectivamente.
Muito dos novos empregos criados no setor de serviços foram ocupados ingressantes no mercado de trabalho, que nunca haviam trabalhado antes, ou pela incorporação de mulheres nesse mercado.
É a Alemanha puxando o avanço europeu.

Petróleo

Alta do petróleo põe economistas de prontidão
O petróleo volta a subir em Londres e Nova Iorque. Dessa vez foi pelo aumento da procura nos Estados Unidos. Os anúncios do crescimento do número de postos de trabalhos criados na economia e da redução dos pedidos de subsídio de desemprego animaram os especuladores.
Os analistas passam a esperar que o aumento dos rendimentos das famílias, derivado desse novo quadro do mercado de trabalho, induza a uma maior procura pelo petróleo.
Por outro lado, os estoques de petróleo recuaram para 370,3 milhões de barris. Isso representa uma redução de  15 mil barris nos estoques norte-americanos, apontando  para o aumento do consumo de óleo naquele país.
Essa alta de preços deve reforçar as preocupações com a inflação nos Estados Unidos e antecipar os planos de retirada dos subsídios monetários que, nessa forma de ver, já não seriam mais necessários.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

No cravo e na ferradura


E agora, José?
O IPC da 2a quadrissemana da FIPE veio menor. Deu para entusiasmar. Mas, na 2a prévia do mês maio, o IGP-M  da FGV subiu 0,66%, contra os 0,55%, da 2ª prévia de abril. Como interpretar esses resultados? 
A alta do IGP-M veio dentro daquilo que o mercado previa e não indica crescimento inflacionário substantivo. Reflete apenas um movimento inercial de preços ligados ao consumo. Ao contrário, os demais dados da economia mostram desaceleração. A criação de empregos já é menor e o ritmo industrial também. A capacidade ociosa da indústria de transformação aumentou, o varejo e o crédito mostram-se menos ativos.
Mas, certamente esse quadro não será suficiente para reverter a direção da inflação para o centro da meta. O Banco Central terá que mexer mais uma vez na taxa de juros. Que seja logo e que seja para valer, aposentando o desgatado conta-gotas monetário exibido até agora.

A índia pode frustrar expectativas

Sem controle da inflação, a Índia desenha crescimento não sustentável
As discussões sobre crescimento da Índia começam em 8,5% ao ano. Onde acaba não se pode precisar exatamente. Mas já há quem fale até em 12%, ao ano. Devaneios, certamente.
As expectativas estão se formando em nível que deve, em pouco tempo, tornar-se incontrolável. A inflação de março ultrapassou os  9%, se anualizada, embora os sucessivos aumentos das taxas de juros no ano passado. Ao todo foram dez. Entre os emergentes, essa foi a pior experiência vivida com o crescimento do PIB e as altas dos preços de produtos e serviços.
O crescimento chinês tem se constituído em desejo de todos os políticos indianos e dos governantes dos países ricos, sobretudo porque europeus e norte-americanos adorariam, a essa altura do campeonato, se encontrar com um mercado de mais de 1,2 bilhão de habitantes e amenizar as estagnações de suas economias. Mas com uma inflação tão alta, esse crescimento pode carunchar.
Convém ficarmos prontos. Nessa toada, a Índia é o próximo país a inaugurar um arrocho nos preços , por meio de um ciclo de aperto monetário que desfaria os devaneios ocidentais.

Analistas embolam os fatos e os pensam como causas das oscilações

Novo recorde para o ouro. Por que?
O preço da onça alcançou ontem em Londres sua cotação mais alta: US$ 1.541,00. Analistas ensaiam suas explicações. Trata-se do enfraquecimento da moeda norte-americana e de outros elementos, tais como as convulsões no Oriente Médio e a crise da dívida na União Europeia. Francamente, essas explicações deixam qualquer um no ar. São  muitos os fatores apontados como causa da alta. Não seria melhor atribuir essa alta à insegurança promovida por esses problemas. Melhor seria dizer que esse movimento decorre das revisões nas posições nos portfólio dos grandes investidores, iniciadas ainda na semana passada com a queda das commodities.
Tentando por ordem em todas essas causas, fica o convite à recuperação de pensamento mais direto: a moeda norte-americana é utilizada para cotar ouro e está se desvalorizando. Portanto, nos próximos momentos será necessário mais moeda para comprar a mesma quantidade de ouro. A lógica, nesse caso, recomenda que o investidor ponha já seus recursos no ouro para, em momento posterior, trocar por uma quantidade maior de dólares. Os especialistas chamam isso de “buscar por um refúgio” para o valor das riquezas individuais e coletivas. Nessa lógica, o investidor poderia também ter corrido para outras moedas fortes, tais com a libra esterlina o euro, etc.
Resta saber por que o dólar teria se desvalorizado? Pela tensão no Oriente Médio. Não tem lógica. Pelas tendências inflacionárias na Europa e nos países emergentes? Menos lógica ainda, pois isso valoriza o dólar. Pelas dívidas européias? Isso também valoriza o dólar. Mas o dólar não se valorizou. Ao contrário, caiu. Portanto, essas explicações não fazem sentido.
O que pode explicar a queda do dólar e, portanto, a alta do ouro são os dados sobre o desempenho da atividade econômica nos Estados Unidos: vendas de casas existentes em quedas, licenças para construção de novos imóveis em redução e crescimento zero no mês de abril. Isso sim explica a queda do dólar. O resto parece “conversa mole para o boi dormir”.

Descaso e arrogância na diplomacia da América Latina

Os conflitos com vizinhos precisam ser resolvidos na Bolívia de Evo Morales
Muitas das questões diplomáticas na América Latina, nos últimos tempos, decorrem da desatenção dos estados ou das pretensões doentias de seus governantes.
A Bolívia, por exemplo, tem sido um foco efervescente de problemas com seus vizinhos. Manteve inicialmente uma estabanada negociação sobre o preço do gás exportado para o Brasil. Em seguida, nacionalizou instalações da Petrobrás, produzindo em relação a investidores estrangeiros um grande reboliço. O FMI acaba de atribuir o mau desempenho econômico boliviano, entre outras razões, à insegurança jurídica do país que afugenta os investidores nacionais e internacionais.
Há dois meses, foi a vez do Chile. De tal forma os caminhões bolivianos desrespeitaram as regras de segurança para o embarque portuário em território chileno, que a administração dos portos começou a retaliar os embarques bolivianos. Criou-se um incidente diplomático cuja superação não se fez sem deixar rancores e rivalidades.
Agora é a vez do Peru. A população da região de Puno ergue bloqueios na estrada internacional de Desaguadero, com barras metálicas soldadas, para impedir que os caminhões bolivianos carregados com soja, banana e palmito alcancem os portos de Matarani. São mais de trezentos caminhões bolivianos carregados, esperando o fim do bloqueio. As perdas já são consideradas elevadas pelo governo da Bolívia.
A razão disso tudo está no fato de que a população peruana que habita essa região fartou-se de reclamar sobre as explorações das minas bolivianas. Essas minas há tempo contaminam as fontes de abastecimento de água utilizadas para o consumo humano, de seu rebano bovino e também para a irrigação da produção local.
Tudo poderia ter sido evitado se o governo de Evo Morales não se omitisse em relação às questões internacionais. O descaso e o voluntarismo tomaram conta da Bolívia, outra vez.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Economia norte-americana “anda de lado”

Encalhou outra vez. Vai ser
necessário empurrar.
A produção industrial nos Estados Unidos, no mês de abriu não saiu do lugar. Nem cresceu, nem diminuiu. Foi de zero por cento e o mercado esperava por algum crescimento. Analistas atribuem esse desempenho à falta de suprimentos provocada pelo terremoto japonês.
O setor imobiliário não apresenta nenhum sinal de recuperação. As construções de casas novas caíram quase 11% em abril na comparação com o mês anterior. O número de permissões para construção de casas novas também caiu. A queda foi de 4% em relação ao mês de março. A crise nesse setor iniciou-se em 2008. Estamos em 2001 e até agora ainda sobram casas em oferta.
Nessa semana, a economia americana parece ficar sem movimentações significativas e isso pode esfriar o mercado financeiro. Vamos aguardar pelas notícias sobre os estoques de petróleo nos Estados Unidos. Se esses estoques estiverem mais altos contribuirão para reduzir os preços do WTI. O Brent já caiu ontem mais uma vez. Estoques de petróleo em alta podem indicar uma redução na recuperação do país.

Notícia boa, outra vez

 IPC-Fipe da 2ª quadrissemana de maio em queda
O IPC-Fipe desacelerou para 0,56%, na 2ª quadrissemana de maio. Na quadrissemana anterior, esse mesmo índice havia registrado  alta de 0,64%.
Pode ter sido apenas um suspiro, mas como teremos outros indicadores do comportamento dos preços ainda essa semana, vamos aguardar para ver se eles virão confirmar essa queda.
A confirmação permitiria que os analistas interpretassem esse fato como uma tendência para os próximos períodos.

A importância de manter a competitividade

Espanha acha nas exportações uma nova vertente para seu crescimento
As boas notícias não nos chegam com a mesma ênfase das más. Está em curso uma saída econômica para ausência dos turistas no último verão espanhol.
O Instituto Nacional de Estatística da Espanha apontou um crescimento lento, mas também consistente, do PIB espanhol. Essa reação da economia é atribuído ao crescimento das vendas ao exterior. Nos últimos 12 meses o crescimento das exportações foi de 11,2%. Um número surpreendente para um país com tantas dificuldades.
Embora não seja capaz de acabar com a retração econômica, as exportações amenizam o problema do desemprego e começam a estimular o aumento no nível de investimento naquele país. É de se esperar que o próximo verão possa trazer de voltaos turistas que sempre foram um componente relevante do ritmo econômico local.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Caged fica no meio

Falta consenso sobre a política de emprego nos meios governamentais
No Brasil, foram gerados 272.225 empregos em abril. Os dados são do Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, recém publicados ma imprensa nacional. Esse número é menor que os 305 mil postos criados no mesmo período de 2010.
Do início do ano até o final de abril foram, ao todo, 880.717 novas vagas formais criadas, representando um aumento de 2,45% em relação a dezembro de 2010. Considerados os últimos 12 meses, o número de empregos formais novos foi de 2.294.809.
Para o ministro Luppi, o total de vagas a serem criadas em 2011 deve ultrapassar os 3 milhões. Para o IPEA, apenas 1,7 milhão. O número publicado pelo Caged desmente ambos. A verdade deve ficar a meio caminho das previsões do ministro, mas para além das previsões do IPEA. Vamos aguardar o final desse tiroteio.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O gato já está passeando no telhado

Moedas mudam seus valores relativos
O dólar valorizou-se 0,92% na sexta feira passada em relação ao real, cotado em R$ 1,637. Só em maio já subiu 4%.
Pode ser fruto dos remanejamentos das posições das grandes carteiras de investidores internacionais.
Nesses últimos momentos, as percepções de risco se transformaram muito. Os capitais dos grandes investidores afastaram-se dos mercados das commodities e começaram a apostar mais fortemente na recuperação dos Estados Unidos. A moeda norte-americana andou se valorizando em relação a outras moedas fortes.
Isso é mais um sinal para as autoridades brasileiras não deixarem espaços a dúvidas. É preciso ampliar a austeridade fiscal e caracterizar um novo ciclo de aperto monetário.

Enquanto isso na terra do Tio Sam

Economia dos Estados Unidos pode
emitir outros sinais
O índice de preços ao consumidor do mês de abril subiu 0,4% em abril, superando as previsões. A alta está sendo atribuída aos preços de produtos alimentícios e de energia. Por enquanto, pelo menos, a inflação não é um problema para o Fed. O consumidor, pesquisado pela Universidade de Michigan, mantém sua confiança em alta. Agora a o índice de confiança já está em 72,4 pontos.
Esta semana as atenções deverão se voltar para as notícias referentes a Construção de Casas, Novas residências, produção industrial e venda dos imóveis já existentes. Pessoalmente, acredito que para a recuperação do mercado imobiliário ainda é cedo, mas a produção industrial pode surpreender.
Na China, a elevação da taxa de compulsório deve produzir uma redução da inflação e evitar qualquer novo agravamento do atual aperto.

domingo, 15 de maio de 2011

O Gato subiu no telhado

Apreensão deve marcar os próximos momentos da economia nacional
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos soltou sua projeção para a safra 2010-1011. Os estoques sobem e a produção será maior que o esperado pelo mercado. A consequência imediata foi a queda dos produtos agrícolas. A isso se somaram a forte redução das importações chinesas, em função de sua política de combate à inflação, e a perspectiva de no mínimo dois meses para a recuperação dessas importações.
As commodities industriais também estão em queda. Os volumes aplicados em operações no mercado internacional de futuros estão migrando para papéis de renda fixa. Nossa Balança Comercial pode acusar os dois golpes.
Essa semana, o país estará de olho em três índices que apontarão o comportamento da inflação: IGP-10 de abril, IGP-M 2ª prévia de maio e o IPCA-15 de maio. Será uma espécie de prova dos noves para a queda de braço entre as autoridades e os analistas econômicos, todos descrentes das posições oficiais sobre as altas de preços.
Podemos esperar também, ainda para essa semana, por um “bom agito” em torno dos números da arrecadação, do mês de abril. A Receita Federal vai anunciar o total arrecadado com tributos e contribuições. A arrecadação deve vir ainda mais alta, penalizando produtores e consumidores.
Por fim, a queda de braços entre IPEA e o ministro Luppi deve receber um aditivo: os números do CAGED para a criação de empregos formais no mês de abril. Pobre Luppi.

Europa aparece como uma nova alternativa

Os primeiros sinais emitidos pela Europa.
A economia deu sinais de recuperação na Zona do Euro e na União Europeia. Acelerou para 0,8% no primeiro trimestre de 2011, conforme o anúncio da Eurostat. O fato é realmente muito animador e coincide com a intensificação do ritmo de recuperação dos Estados Unidos. No último trimestre de 2010, a Zona do Euro, segundo a mesma fonte, cresceu 0,3%, enquanto a União Europeia, no mesmo período cresceu seu  PIB a 0,2%. Comparado ao primeiro trimestre de 2010, o crescimento das duas regiões foi de 2,0%.
Nisso há muito a comemorar. A economia europeia emite claros sinais de aceleração, em que pese o imenso problema da dívida soberana de seus países periféricos. A Comissão Europeia começa a entender que o bloco inicia uma sólida recuperação, sobretudo puxado pela Alemanha. Nesse entendimento, também transparece a percepção de disparidade na recuperação entre os países. Alguns recuperam-se em velocidade surpreendente, enquanto outros afundam suas economias em dívidas crescentes e no agravamento de suas recessões. É o custo do saneamento das economias perdulárias.
O Produto Interno Bruto na União Europeia deverá crescer 1,8% esse ano e 1,9% em 2012, segundo a Comissão. 
Na Zona Euro, o crescimento será de 1,6% esse ano, contra os 1,5% anteriormente previstos, e de 1,8%, em 2012.
Como é rotineiro em situações de expansão, a taxa de inflação, sobe rápido. A alta dos preços é atribuída sobretudo às commodities e a previsão da Comissão Europeia é de que a inflação possa atingir os 2,5% em 2001. Entretanto, com a recente queda dos preços das matérias-primas, já se projetam números bem melhores para a inflação.
Em relação ao mercado de trabalho as revisões são menos otimistas. As condições do mercado devem melhorar apenas lentamente. A taxa de desemprego na Zona Euro deverá ficar nos 10% este ano, caindo discretamente para 9,7%, em 2012. Isso é preocupante, uma vez que a demanda agregada tenderia a se mover também lentamente, implicando em dependência ainda muito forte das exportações para a manutenção do ritmo de recuperação.
Sem aumento do nível de emprego e, portanto, sem aumento da renda agregada, a recuperação mostra-se muito vulnerável às condições do mercado internacional, sobretudo em relação ao crescimento da China e da Índia.