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domingo, 13 de junho de 2010

Europa assustada com seu sistema financeiro

Começa a pipocar a liquidez bancária
na Europa

Na Espanha o Banco Central assumiu o controle da Caja-Sur, há duas semanas. Grandes bancos europeus estão substituindo suas fontes de fundings. O mercado americano de curto prazo pratica, já há algum tempo, taxas excessivamente altas. As taxas do interbancário no mercado de Londres subiram perigosamente e muitos bancos começam a demonstrar dificuldades em financiar suas operações. No fundo tudo isso tem refletido as situação confusa e instável da Europa, bem como as tensões a que estão sendo submetidos seus agentes financeiros. O Banco Central Europeu tem oferecido empréstimos emergenciais para socorrer os casos mais graves.
O mais curioso é que os bancos, receosos de emprestar a seus pares, acabam depositando parte de seus excessos de caixa no BCE, financiando o socorro que esse dá aos bancos ilíquidos. No fundo, é uma forma de exigr a garantia do BCE.

Europa assustada com seu sistema financeiro

DIA 17 DE JUNHO: DEBATE SOBRE MÍDIAS E MODELOS NEGÓCIOS

Em junho de 2008 iniciamos pesquisas com o intuito de observar o uso das mídias e as redes sociais.

Em 20 de maio 2010 fizemos o primeiro debate entre: ANA ESTELA (FOLHA DE SÃO PAULO); PAULO LIMA (EDITORA TRIP); JÚLIO ZAGUINE (GOOGLE).
O 1o debate focou mais em conteúdo e canais de distribuição.

O 2o debate -17 JUNHO - será mais focado no impacto da WEB (redes sociais) na geração de conteúdo e modelo de negócios.

Escolhemos os Debatedores pela complementaridade de conhecimento: João Salles não é usuário de redes sociais, mas produz conteúdo de qualidade, Fernando Martins foi um dos pioneiros a usar redes sociais na Indústria Bancária e Betania Gattai utiliza conceitos de redes sociais antes delas se tornarem populares.

Em 17 de junho faremos um encontro com dois representantes de anunciantes e um veículo, sendo que a ideia é entender como os anunciantes estão usando as mídias on line e off line (audiência, ROI, conteúdo e branding).
O evento está assim estruturado:

Debatedores:

Fernando Egydio Martins Vice-presidente Mark. e Mídia SANTANDER
Betania Gattai Atendimento clientes e Redes Sociais UNILEVER
Celso Grisi Livre docente FEA USP
Joao Moreira Salles Fundador editor Revista piaui

Moderador
Ramiro Gonçalez POLI FIA USP

Coordenação
Prof. Dr. Celso Cláudio de Hildebrand e Grisi - FEA/USP
Prof. Dr. Fábio Lotti Oliva - FEA/USP

Local: Anfiteatro FEA USP Cidade Universitária - capacidade 200 lugares
DATA: 17 JUNHO 2010
Horário: 19:30 - 22:30h

BLOG DO EVENTO: http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br

sábado, 12 de junho de 2010

Olho no que vem pela frente

Nessa semana que começa, pode haver novidades alentadoras
Nos Estado Unidos serão anunciados dados que poderão impactar mais decisivamente os mercados internacionais:
1) Dados do setor imobiliário: construção de casas novas nos mês de junho e permissão para novas construções de maio
2) Dados da atividade industrial: produção industrial de maio, a utilização da capacidade instalada de maio, os estoques semanais de petróleo, índice de atividade regional do Fed de Filadélfia referente a junho e o empire manufacturing também referente a de junho
3) Dados sobre preços: índice de preços importados do mês de maio.
4) Dados do comércio exterior: compra de treasuries por estrangeiros, conta corrente do 1º trimestre de 2010(1T10).
5) Dados do mercado de trabalho: pedidos semanais de auxílio desemprego.
No Brasil:
1) Inflação: IPC-Fipe para a 2ª semana de junho, IGP-M, 2ª prévia junho, IPC-S da 2ª semana junho, IGP-10 do mês de junho
2) Arrecadação: arrecadação de tributos e contribuições federais de maio, que deverá estar em alta para a alegria do governo e tristeza de todos
3) Atividade econômica: os resultados da Pesquisa Mensal do Comércio de abril, para qual espera-se por nova expansão e os dados de emprego industrial do mês de maio,que devem ser animadores, também.
Oremos irmãos!

Investidor apega-se à brocha

Economia mundial emite sinais divergentes
A semana foi marcada por relativa volatilidade. O Ibovespa encerrou o último pregão da semana aos 63.605 pontos, enquanto a moeda norte-americana ficou cotada a R$1,8160. De modo geral, a semana não trouxe surpresas maiores no Brasil.
Nos mercados internacionais, como de costume, as notícias se revezaram entre boas e ruins. A forte queda no índice de vendas no varejo foi desanimadora para os que esperavam uma aceleração no ritmo de recuperação dos Estados Unidos. Por outro lado, a confiança do consumidor naquele país, medida pela Universidade de Michigan, ficou acima do esperado em junho, registrando 75,5 pontos, resultado superior acima das expectativas do mercado (74,5 pontos) e acima do apurado na medição anterior (73,6 pontos). Com isso, volta certa esperança aos mercados. Na contra-mão, os estoques das empresas americanas revela uma expansão 0,4% no mês de abril, superando as previsões que apostavam em 0,5%.
A Europa não sai do lugar. Dança uma espécie de bolero brasileiro: um pra cá, um pra lá. A boa notícia veio pelas mãos da agência de crédito Moody’s. Logo de quem!
A agência divulgou nota, afirmando que os bancos europeus absorverão perdas em suas exposições aos ativos de Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda sem precisar fazer capitalizações. Pegou muito bem no mercado, mas, francamente, parece-me demasiadamente otimista.
A Ásia continua sustentando as melhores expectativas dos investidores. Entretanto, seus indicadores econômicos renovam as preocupações com o esperado aperto monetário. O CPI chines superou as estimativas, com +3,1% (anual), somando-se às preocupações sobre a possibilidade de o governo adotar medidas mais agressivas de aperto monetário. A inflação continua subindo, reforçando a tese de eventuais de aumentos nos compulsórios e de novas restrições ao crédito aos consumidores chineses.
Em meio a tudo isso, o Global 40, principal título da dívida externa brasileira, vai bem. Fechou a semana cotado a US$ 132,80. O indicador de risco Brasil, calculado pelo JP Morgan, fechou 242 pontos-base. Entretanto, no Brasil, a primeira prévia do IGP-M apresentou alta expressiva de 2,21%. Isso surpreendeu a todos, sobretudo porque a alta veio pelas mãos das matérias primas industriais. Os dados de Emprego e Salário Industrial revelaram que o emprego no setor industrial subiu 0,4% em abril. Deixa a impressão de que a indústria realmente vai acelerar a taxa bruta de formação de capital fixo esse ano. Acho que foi a melhor notícia que tivemos, embora tenha produzido uma pressão expressiva sobre a inflação.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Agora os preços industriais é que sobem

A nova cara da inflação é muito bonita
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) aumentou 2,21% na primeira apuração de junho.Em maio, o aumento havia sido de modestos 0,47%. Portanto o dado é surpreendente.
A aceleração pode ser atribuída aos produtos industriais que 
aumentaram 4,16%, enquanto os produtos agropecuários caíram (-0,05%). As Matérias-Primas Brutas apresentaram forte avanço, de 11,26%, contra 0,53% da leitura inicial de maio. Os itens que mais contribuíram para a alta foram: minério de ferro (-2,67% para 75,25%), laranja (-14,87% para 2,48%) e milho (-0,55% para 2,20%).
Em postagens anteriores já havíamos mostrado alta da laranja de mesa e da laranja para utilização industrial. Mostramos o aumento do feijão e do amendoim. Mas agora apareceu, para complicar o milho.
Os Bens Intermediários saíram de 0,80% para 1,37% de aumento.Os Bens Finais registraram quedas. Na média a queda foi de 0,65%.
A cara boa da inflação é que ela revela uma demanda industrial forte. Ou seja, no Brasil os agentes econômicos privados estão liderando a recuperação econômica. O governo já pode não precisa pensar em medidas antecíclicas, ao contrário, tem que continuar a desaquecer a economia.

Desenvolvimento de produtos e MÍDIAS SOCIAIS

FÃS TRAZEM DE VOLTA FERRORAMA
DA ESTRELA
Quem tem mais de 40 lembra perfeitamente do FERRORAMA da Estrela. O FERRRAMA, junto com a bicicleta, o jogo WAR e o AUTORAMA, era o sonho de consumo das crianças nas décadas de 60 e 70.
A Estrela, ao investigar sua MARCA nas redes sociais, descobriu uma comunidade no ORKUT com mais de 3000 seguidores do trenzinho FERRORAMA (que teve sua produção encerrada no final da década de 80... )
Este achado mercadológico foi o impulso para entender melhor como relançar o produto.
A ESTRELA resolveu participar da comunidade e solicitou aos participantes que se posicionassem sobre o brinquedo. Aficionados mandaram milhares de e-mails e correspondências pedindo a volta do trenzinho.
Surpresa com o retorno, solicitou mais. Pediu que os participantes provassem seu amor ao produto através de um desafio: um grupo de aficionados deveria fazer os últimos 20 km do caminho de Santiago da Compostela utilizando 110 m de trilhos. E com um detalhe: não poderia deixar o trenzinho parar em nenhum momento. A equipe deveria colocar os trilhos, fazer o trenzinho andar , desmontar os primeiros trilhos e ir montando...Duas equipes estão agora tentando cumprir o desafio.
(curiosos podem acompanhar a prova via satélite www.volta-ferrorama.com.br)
Para quem conhece os conceitos de rede colaborativa não se impressionam com este tipo de interatividade marca-consumidor.Nossa debatedora da UNILEVER - Betânia Gattai- já utiliza o SAC e redes sociais para desenvolver melhorias nos produtos existentes.
Trata-se de uma ação convergente dos meios que coloca REALMENTE consumidor participando da estratégia da MARCA. Coloca em cheque também os modelos de pesquisa de mercado tradicionais (Exemplo: Os grupos de pesquisa qualitativa sempre tiveram um viés da interpretação que o moderador e/ou pesquisador tinha sobre problema pesquisado). As mídias Sociais REDUZEM este ruído.
Como já explorado aqui no Blog existem inúmeras maneiras de se relacionar com as redes sociais e nenhuma fórmula de como fazê-lo. Ótimo para aqueles que são livres de conceitos prévios e disposição para abraçar o novo.
Mais lenha para o debate do dia 17 de junho com o Prof. GRISI, UNILEVER E SANTANDER.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br

Política econômica

Fazenda eleva projeção para investimentos
a 19% do PIB
DCI   -   11/06/10 -    Fernanda Bompan
SÃO PAULO - Conforme anunciado pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o governo refez seus cálculos e, segundo o boletim Economia Brasileira em Perspectiva, divulgado ontem, o Ministério da Fazenda estima que a taxa de investimento da economia brasileira será de 19% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010.
De acordo com o documento, o investimento público (governo federal e empresas estatais) deve atingir neste ano 3,3% do PIB. Em 2009, o investimento público foi de 3% do PIB. O documento também aponta a previsão de crescimento do PIB para 6,5%, com base nos resultados do primeiro trimestre deste ano.
A Fazenda aproveita a análise sobre os investimentos para responder às críticas de que a economia brasileira tem uma baixa taxa de poupança, o que impediria um ritmo de crescimento muito forte de forma sustentável. Os assessores do ministro da Fazenda, Guido Mantega, evocam a tese de origem keynesiana de que o investimento precede a poupança, a partir do momento que promove expansão da renda das empresas e das famílias.
"A taxa de poupança doméstica da economia brasileira é compatível com a maioria das economias ocidentais, principalmente aquelas que proporcionam maior transferência de renda às classes baixas por parte do governo. Isso não impediu que a taxa de investimento público e privado crescesse no Brasil nos últimos anos", afirma o documento. "Ao contrário, o maior volume de transferências de renda tem ajudado a ativar a demanda doméstica, gerando maior crescimento econômico e investimentos público e privado. É este ciclo virtuoso que faz aumentar a poupança doméstica e, simultaneamente, o PIB do País."
Segundo a Fazenda, a taxa de poupança brasileira, que atingiu 15,8% do PIB no primeiro trimestre deste ano (ante 14,3% no final de 2009), deve continuar aumentando, de modo sustentável e sem prejuízo para o dinamismo da economia do Brasil.
O estudo critica, ainda, comparações da poupança brasileira com a asiática. "É inadequado comparar nossa poupança com economias asiáticas como a da China, onde a taxa chega a 43% do PIB devido a uma estrutura de custos e benefícios totalmente diferente dos países ocidentais. As empresas, por exemplo, estão submetidas a baixos custos trabalhistas e câmbio favorável, o que se reverte em elevada lucratividade e, portanto, poupança", ressalta. "As famílias chinesas, por sua vez, precisam poupar grande proporção da sua renda para cobrir o consumo futuro com educação universitária, previdência e casa própria", complementa.
O professor e diretor presidente da Fractal, Celso Grisi, acredita ser possível que a taxa de investimento deste ano alcance 19%, índice este bastante importante para o crescimento sustentável do País. "Com um crescimento econômico consistente, aumento da renda, do emprego e do crédito, não há alternativa para o empresário a não ser investir. Investimento este direcionado para modernizar o parque industrial, com aquisição de máquinas e equipamentos, elevando, assim, a FBCF [Formação Bruta de Capital Fixo]", explica, acrescentando, que tudo isso é possível caso não ocorra outra crise internacional.
PIB
A última projeção oficial do governo era de expansão de 5,5% para o PIB em 2010. Na última terça-feira, quando o IBGE divulgou o resultado do PIB do primeiro trimestre, Mantega afirmou que a projeção de crescimento iria subir para a faixa de 6% a 6,5%. Na quarta-feira passada, o ministro do Planejamento também adiantou que o avanço de 9% da economia dos três primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, influenciaria na mudança de perspectiva de governo. "Devemos crescer de 6% para mais neste ano", comentou ele durante um evento em São PauloSegundo o documento da Fazenda, a projeção de crescimento médio, de 2009 a 2014, é de 5,5%. O boletim destaca a forte expansão do primeiro trimestre do ano frente aos últimos meses do ano passado que, em termos anualizados, alcançou 11,4%."O incremento do PIB é importante, pois gera empregos de qualidade e proporciona um aumento de renda para o trabalhador. Crescimento que gera aumento do consumo e da arrecadação de tributos pelo setor público", comenta o professor da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite.
No entanto, ele ressalta que o problema é que não é viável ter um PIB elevado sem que aumente a taxa de investimento da economia. "Isto possibilita o aumento da inflação e o governo tem de subir a taxa de juros [Selic]. Juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam o consumo. Aí entramos no círculo vicioso: mais juros, empréstimos mais caros, menos consumo, menos empregos, menos renda", entende.Alcides Leite acredita que com o patamar de 19% do PIB da taxa de investimentos, a economia brasileira não avançará mais do que 5% ao ano por vários anos. "É necessário, subir a taxa para pelo menos 25% do PIB", indica.

O influxo de capitais estrangeiros pode aumentar

Risco-país já sinaliza para a continuidade dos investimentos externos diretos
O indicador de risco-país do Brasil apresenta-se em baixa, aproximando-se dos 230 pontos. Perspectivas de melhoria no quadro mundial, o crescimento anunciado para a Ásia e os anuncios sobre o desempenho da economia mundial abrem condições para novas reduções nesse indicador.
Ainda remanescem algumas contradições nas avaliações e, por isso, podemos ter novas flutuações no risco-país. Por exemplo: até o momento não se encaminhou solução para o problema do déficit fiscal americano. A China também não providenciou o ajuste cambial requerido pela comunidade internacional, mantendo inalterada sua taxa de câmbio. Na Europa, é preciso ter certeza que, no caso de novos episódios relacionados às dívidas e aos déficit de seus países, o FMI continuará presente, aportando recursos. Novas quebras devem ser anunciadas brevemente e o apoio do Fundo é tido como indispenável.
A percepção de risco dos países emregentes fica sempre dependente do desempenho do primeiro mundo. Mas a política monetária atual e os esforços fiscais devem nos posicionar muito bem à esperea da evolução do quadro mundial.

Propaganda supõe aprendizado 2

Continuando a série dos velhos comerciais
Os despropósitos se sucedem. Tem sua graça, considerados tempos e culturas tão diferentes.

Propaganda supõe aprendizado

Desrespeito à ética, segregação e descompromisso social iniciaram essa história
Foi um longo aprendizado até a auto-regulamentação.
Algumas dessa propagandas parecem obra de ficção na cabeça do comunicador contemporâneo.
Vejam quantas bolas fora:
WOW – your kids and grandkids will never believe there was time when these ads ran coast to coast.Unbelievable

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Empresas Brasileiras Transnacionais

O processo de internacionalização:
agora do Brasil para o mundo
No ranking de empresas da FDC que apresentaram maior índice de internacionalização PASSOU DESPERCEBIDA UM EMPRESA DE PESQUISA.
É interessante (num movimento global de inovação na área de conhecimento) o Brasil começar a se destacar no ramo de geração de informação e conhecimento.
Os critérios levam em conta: a) vendas geradas pelo exterior, b)% de seus funcionários no exterior, c) % ativos no exterior.
Interessante que este movimento está em linha com o raciocínio do Prof. Grisi, apresentado aqui no Blog, para que os empresários brasileiros aproveitassem o câmbio favorável para avançar nos mercados externos.
Vejam o ranking:
Posição Empresa
1. JBS-Friboi
2. Gerdau
3. Ibope
4. Metalfrio
5. Odebrecht
6. Marfrig
7. Vale
8. Sabó
9. Tigre
10. Suzano Papel e Celulose
Deveremos ver em breve bancos brasileiros nessa lista.
Seria uma vitória dos gestores nacionais.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br

FIA na JovemPan Online

A Melhor Escola do Brasil,
por três anos sucessivos
Revi meu amigo Décio Clemente. Há 23 anos atrás ajudou-me a implantar o Painel da Indústria Financeira - o PIF - no Brasil. Hoje esse projeto institucionalizou-se como instrumento de leitura do ambiente financeiro e de seus players. Nossos clientes são a sua "alma".
Falamos muito da FIA, a Fundação Instituto de Administração. Não foi possível esconder nosso orgulho. Essa institutição fala alto ao nosso coração.
Vejam:
http://jovempan.uol.com.br/videos/celso-claudio-de-hildebrand-e-roberto-alonso-ribeiro-45439,1,0
Décio, foi muito bom. Parabéns pelo seu sucesso!

Vamos ter novas altas

Veja a repercussão sobre o aumento dos juros anunciado pelo Copom

 Do G1, em São Paulo     -     Economia e Negócios
No 2º aumento consecutivo, taxa retorna ao patamar de dois dígitos.
Elevação acontece um dia após o IBGE ter anunciado PIB recorde.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou na noite desta quarta-feira (9) a elevação da taxa básica de juros de 9,5% para 10,25% ao ano. Com isso, após um ano, a taxa retornou ao patamar de dois dígitos.
Veja o que economistas e entidades acharam da decisão do Banco Central:
Celso Grisi, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP
"Na minha opinião, subiu pouco. Eu queria que fosse uma alta de 1 ponto, mas era de se esperar que o BC optasse pelo 0,75 ponto, que já era aceito pelo mercado. Mas eu acho que o ritmo de crescimento da economia está muito forte e arrefecendo muito devagar. O BC não podia perder a oportunidade de subir um pouco mais quando a população já esperava e até concordava.
Acho que nos próximos períodos o BC deveria contingenciar o crédito para furar algumas bolhas que estão muito fortes como a do setor imobiliário e de carros. Não precisaria cortar crédito, mas reduzir prazos. Acredito que os juros subam mais um ponto até o final do ano, não pode ficar menor do que está. O governo está subestimando a expansão do crédito e do consumo da classe C".
Benjamin Steinbruch, presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
"Mesmo contrariando opiniões, mantemos hasteada a nossa bandeira em defesa de juros mais baixos, além de redução da carga tributária e outras reformas estruturais tão necessárias para o crescimento econômico do país”
Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)
“Fico em dúvida se essa medida pode contribuir de forma positiva para o empresário e para o consumidor, que terão que arcar com o aumento dos juros sobre a dívida pública”.
Miguel Torres, presidente em exercício da Força Sindical
"A decisão equivocada é um balde de água fria na aquecida economia brasileira, que demonstrou recentemente, através do PIB uma imensa capacidade para o crescimento com geração de emprego e renda. Os tecnocratas do Banco Central torcem contra o crescimento econômico do Brasil. É uma insanidade a decisão dos membros do Copom em aumentar a taxa básica de juros".
Artur Henrique, presidente nacional da CUT
"Desestimular os investimentos produtivos e prejudicar fortemente as contas públicas. Foi isso que o Conselho de Política Monetária fez nesta quarta-feira. Mereceriam elogios por causa disso? De nossa parte, certamente não. Trata-se claramente de uma política assistencialista para banqueiros. E ainda existe uma forte pressão por parte do setor financeiro e seus representantes para que esse ciclo de aumento da taxa básica de juros permaneça".
Confederação Nacional da Indústria
"O excepcional crescimento de 9% no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre não deve orientar as expectativas para o restante do ano, porque os incentivos fiscais, criados para amenizar o impacto da crise internacional sobre a economia brasileira, foram extintos em março. (...) Portanto, há espaço para que o ciclo de alta dos juros seja mais curto e de menor intensidade que o inicialmente previsto".
Orlando Diniz, presidente da Fecomércio-RJ
"A decisão do Copom preocupa a Fecomércìo-RJ por prejudicar o desempenho do comércio, que contribui muito para o crescimento econômico do país. A hora é de escolher pelo incentivo ao consumo das famílias em vez de aumentar o peso do Estado brasileiro. A opção pela atividade comercial melhora a qualidade de vida da população, dá acesso a uma alimentação digna e a produtos duráveis, conquistas que se mostraram importantes durante a recuperação da crise".
Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
"Fica reforçado o compromisso do Banco Central com o controle da inflação, buscando sua convergência para o centro da meta fixada, de 4,50%. (...) O crescimento de 9% do PIB brasileiro no 1º trimestre de 2010, ante o mesmo período de 2009, confirmou que a economia do país registrou forte recuperação dos impactos da crise global. (...) A elevação da taxa Selic visa a apenas moderar o ritmo de crescimento e adequá-lo à expansão da oferta, sem prejuízo da meta de inflação".

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sua empresa sabe usar MÍDIAS SOCIAIS?

A receita da Reuters
A empresa de informação - Reuters - acaba de lançar um guia sobre coberturas para a web e uso de mídias sociais. Evidente que o viés é de uso jornalístico, mas adaptei para ser utilizado em empresas que pretendem fazer SAC ou CRM através de REDES SOCIAIS.
Por ser uma ciência nova, vamos chamar de DICAS (e não regras):
DICA #1) ACURACIDADE: Todas as regras de apuração, identificação e checagem que são usadas em outras plataformas devem ser aplicadas à internet;
DICA #2) SEJA AUTÊNTICO: A MARCA não deve usar falsa identidade no mundo virtual, nem em chats etc. Deve sempre se identificar;
DICA #3) DÊ CRÉDITO AS FONTES: um dos dogmas da REDE é ser generoso.Deixe claro como você obteve a informação. Se um consumidor ou colaborador trouxe uma contribuição dê os devidos créditos;
DICA #4) O AUTOR É A MARCA: Pense antes de postar em blogs, twitter, fóruns etc. Usuários sempre entenderão que a informação/opinião postada é oficial da marca. Portanto pense nas conseqüências;
DICA #5) RELEVÂNCIA: Avalie sempre o material que é postado nas redes. Links que divulga no twitter/redes sociais podem afetar sua própria credibilidade;
DICA #6)PERTINÊNCIA: cada rede possui características próprias. Crie material distinto para LINKEDIN, FACEBOOK, ORKUT e TWITTER.
Essas são uma pequena contribuição para quem está iniciando o uso de MÍDIAS SOCIAIS nas empresas.Mais lenha para o debate do dia 17 de junho com o Prof. GRISI, UNILEVER E SANTANDER.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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Feitiços e feiticeiros agora em lados opostos

Dívidas, déficits e custos sociais
A agência de risco Fitch recomendou ao Reino Unido que reduza os empréstimos que toma em mais 1% do Produto Interno Bruto (PIB), por ano, se quiser preservar seu rating AAA.
A agência frisou que não ignora o tamanho do esforço fiscal enfrentado pelo governo britânico, mas que só uma estratégia como essa poderia corrigir, no médio prazo, a economia do Reino.
Sugere ainda a necessidade de impor um ritmo mais forte à redução do déficit fiscal do que aquele previsto no novo orçamento desse ano.
Vale a pena manter o rating? Ou valeria mais a pena descer um pouco nessa classificação de risco?
De irônico, resta constatar que o receituário para a Europa começa a se assemelhar, na sua natureza, àqueles prescritos pelo Consenso de Washington que, de forma insensível, não facultavam espaços para as políticas sociais e assistenciais.
Disso quem reclamou muito foi o ex-presidente Fernando Henrique, na formulação do conceito de governança progressiva. O presidente Lula, ao criar um mercado interno tão forte, validou o conceito de seu antecessor. Que tudo isso possa ser lembrado na implantação desses receituários, reduzindo o custo social do grande ajuste as ser feito na economia mundial.

Bolhas se furam com agulhas

COPOM, de agulha na mão, avança sobre a bolha de crescimento
Foi de 9 % o crescimento do PIB no primeiro trimestre desse ano. Não há como imaginar a permanência de taxas como essa na economia nacional. Ela está bem acima do potencial de crescimento do país e conduziria a desestabilização da moeda. O remédio mais rápido, nesse caso, é o mais amargo: subir a SELIC. Todos já se resignaram. Tanto é que a curva de juros futuro, ontem, já antecipou a alta. O COPOM, na reunião de hoje, deve subir a SELIC, no mínimo, mais 0,75 ponto, atingindo os dois dígitos, 10,25% ao ano.
Vale lembrar que essa tarefa não é tão fácil, nem tão rápida. A economia já está contratada até o final do ano e o mercado de trabalho segue  em ritmo forte. As importações cresceram 13%, enquanto as exportações apenas 1,7%, no comparativo trimestral. Isso significa que as expectativas para o crescimento do consumo nacional mantém-se em patamares elevados.
Quer saber? O COPOM deveria "mandar ver" agora e subir a Selic 1 ponto percentual. O recado seria mais definitivo. Sinalizaria para a ação e não para a reação. Junto com isso, mostraria pro atividade se contingenciasse, seletivamente, o crédito no país. A expansão do crédito tem sido a maior responsável pela criação de  bolhas em nossa economia. Veja-se o setor imobiliário. Vamos deixar "correr frouxo" o metro quadrado cheganco a R$ 10.000?

Petróleo em alta

FED anuncia crescimento pelas mãos da iniciativa privada. Preço do petróleo responde ao anúncio
O principal executivo do FED, Ben Bernanke dá conta da consistência do crescimento americano. Em declaração cautelosa mostra, entretanto, que a velocidade dessa recuperação não será suficiente para reduzir o desemprego de forma rápida. Em outras palavras, a população americana conviverá com níveis elevados, mas decrescentes, de desemprego.
De auspicioso, trouxe o anúncio de que "os investimentos das empresas e os gastos dos consumidores parecem estar assumindo "as rédeas", no momento em que o governo inicia justamente o processo de retirada dos estímulos da economia."
Isso sim, trouxe euforia ao mercado. A fala traz de volta a sensação do funcionamento do regime capitalista. Os agentes econômicos privados fazem a economia se mexer. O governo pode recuar dessas funções com seus socorros, subsídios, intervenções e  retomar suas funções essenciais: planejar, arrecadar, regular e fiscalizar. Para o sonho americano, nada poderia ser melhor. A auto-estima parece estar sendo reencontrada. 
Foi o bastante para os preços do petróleo iniciar uma recuperação no mercado internacional. A cotação do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em julho, registrou alta de 0,7%, para US$ 71,91 na Bolsa de Mercadorias de Nova York. Enquanto ssso em Londres, o barril do tipo Brent, com vencimento em julho, subiu 0,05%, cotado a US$ 72,16 no ICE Exchange.
Se a Europa parar de "abrir buracos na água", a economia americana se juntará aos emergentes para reconstruir os mercados internacionais

terça-feira, 8 de junho de 2010

Revista VEJA aposta nas multi-plataformas

Ninguém pode estar indiferente ao crescimento das mídias on line. Mesmo empresa líderes tendem a buscar alternativas para levar seus leitores a uma convivêmcia entre o ON LINE e OFF LINE. Já havíamos proposto que a mídia impressa não morrerá, ela será reposicionada pelos seus usuários (leitores).
Agora temos um importante movimento: A primeira edição interativa da revista Veja foi lançada dia 2 de junho. Quem acessou percebeu a aposta na tecnologia de realidade aumentada (já tratada aqui no blog). Nesta experiência o leitor pode fazer cobranças virtuais de pênalti no goleiro da seleção Júlio Cesar.

A VEJA dá a dica de sua estratégia: "é a primeira edição interativa de Veja. Ela oferece o tradicional conteúdo impresso para ler e ver, mas traz também sinais gráficos como o estampado aqui, na capa e na página 91. Este selo é a chave que abre as portas para uma série de atividades interativas na Internet".

A ideia é ainda mais interessante se aplicada em livros. Poderíamos imaginar experimentos de física sendo realizados interativamente por alunos durante o aprendizado de cinemática.

O mais interessante desse momento é NÃO haver fórmulas para prever como se dará esta integração. Sabemos, entretanto, que criatividade será a base dessa integração. E nesse campo os brasileiros já são mestres. Cabe ousar e inovar.

Mais lenha para o debate do dia 17 de junho com o Prof. GRISI, UNILEVER E SANTANDER.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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Volatilidade, para quem gosta de risco

A questão está na sustentabilidade da recuperação
É possível crer em sustentabilidade nesse instante?
Na China, o problema é a desaceleração do crescimento, pelas monetárias restritivas tomadas.
Na Europa, o problema é o tamanho das dívidas nacionais dos estados . A Alemanha mostra que o problema é gravíssimo, anunciando um corte fiscal inusitado. A Hungria semeia o pânico. Outras bombas são esperadas pelos analistas.
A desvalorização do euro frente ao dólar se acentua, refletindo a maior o movimento de busca por refúgio para os capitais. O ouro também tende a valorizar-se mais. Bolsas, ao redor do mundo, continuam em queda.
Nos Estados Unidos espera-se para essa semana um safra de más notícias.
No Brasil, o COPOM volta à cena. Provavelmente, com um aumento de 0,75% na Selic.
Os fluxos internacionais de divisas e o petróleo mantém-se sem tendências definidas.
São momento difíceis e com horizontes nublados.