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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Japão de lado, também

Japão já prevê novas medidas para conter a apreciação de sua moeda
O ministro das finanças do Japão, Yoshihiko Noda, aventou a possibilidade de novas intervenções do Governo no mercado de moedas local, com o propósito de estancar o processo de valorização excessiva do iene.
A moeda japonesa atingiu o seu máximo em 15 anos, em relação ao dólar americano,O dólar veio abaixo dos 81 ienes, considerado a barreira técnica para a valorização da moeda japonesa.
O iene forte, como está, compromete as exportações do Japão, um dos motores mais poderosos da economia nipônica. O nível de emprego mantém baixo e os investimentos parados.
Como sabemos, não se trata de caso isolado. O Brasil que o diga.
A cooperação monetária será tema da próxima reunião do G-20, para definir diretrizes e minimizar a guerra cambial, nos dias 11 e 12 de novembro, em Seul. Aguardemos.

Europa de lado 2

Na Europa inflação é de 1,8%
A inflação na zona do euro alcançou 1,8% em setembro, aumentando dois décimos em relação a agosto, conforme informações da Eurostat. A Espanha puxou o índice europeu, com uma inflação de 2,1% nesse mês.
Os itens que apresentaram maior elevação nos últimos 12 meses foram: transportes (4,1%), álcool e fumo (3,2%) e moradia (2,9%). Os itens com menores altas, no mesmo período, foram: comunicações (-0,9%), lazer e cultura (-0,2%) e têxteis (0,2%).
As menores taxas de inflação da zona do euro foram apresentadas pelos seguintes países: Irlanda (-1%), Letônia (0,3%) e Eslováquia. As mais elevadas foram observadas na Romênia (7,7%), Grécia (5,7%) e Estônia (3,8%).
É mesmo de lado que esse cavalo corre.

Europa de lado 1

Zona do euro fecha balança comercial
de agosto com déficit
4,3 bilhões de euros
O dado é fornecido pela agência de estatística Eurostat. Em agosto do ano anterior o déficit havia sido de 2,8 bilhões. A União Européia foi ainda pior. Seu déficit de agosto alcançou 17.3 bilhões, contra 12,4 do mesmo mês do ano passado.
As exportações da zona do euro aumentaram nesse mês 1% em relação a julho, enquanto as da EU caíram 0,1%. O problema foi o crescimento mais rápido das importações: 1,8% e 1,3%, respectivamente. O pior desempenho deu-se no setor de energia, onde os preços do petróleo acabaram determinando o desempenho negativo da balança. Nas exportações, o destaque ficou por conta dos manufaturados que alcançou 101,7 bilhões de euros.
Pasme, a Eurostat aponta que as maiores altas nas exportações foram registradas em relação ao Brasil: 57%. Em relação a China a alta foi dde 41%.

Juros e contas públicas são os desatinos nacionais


GOVERNO AUMENTA IOF PARA CONTER
CAPITAL ESPECULATIVO
Veículo: Nicomex Notícias - Data: 11/10/10 - Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br
Na última semana o governo continuou sua tentativa de defender o real contra a valorização frente ao dólar. Em mais um capítulo da chamada “guerra cambial” definida pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, o governo lançou mão de mais uma arma para se proteger da enxurrada de capital estrangeiro no país. Após medidas como compra de dólares em leilões e utilização do Fundo Soberano do Brasil, agora é a vez do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) ter sua taxa aumentada, de 2% para 4%.
O objetivo da medida é diminuir a entrada de capital especulativo no país. “O investidor vem aqui só para ganhar a taxa de juros e cair fora. Então, o governo tributa na renda fixa, mas não na Bolsa, porque esta está realizando IPOs, lançamentos, como os casos da Petrobras e do Banco do Brasil, recentemente, trazendo dinheiro muito bom para a economia nacional”, explica o economista Celso Grisi, do Instituto de Pesquisas Fractal, em entrevista ao Nicomex Notícias.
Grisi se refere ao fato de que a taxação de 4% no IOF diz respeito às aplicações de investidores estrangeiros em renda fixa, como títulos públicos, por exemplo. Para a renda variável, a alíquota permaneceu em 2%. Segundo o economista, ao chegar a esse patamar, ficou muito menos atrativo aplicar no Brasil. “Por isso, embora a taxa Selic esteja em 10,75%, pagar 4% para depois ganhar na saída ficou meio complicado e o investidor já para de entrar com tanto dinheiro”, diz ele.
No primeiro dia em que o aumento do IOF esteve em vigor, não houve muito resultado. “Ninguém tinha ainda visto a medida e existiam interesses já correndo por todos os lados”, diz Grisi, para, em seguida, afimar que já houve reação, no dia seguinte, com uma entrada menor de capital, favorecendo a desvalorização do real. Aliado a isso, o governo abriu mais uma frente de atuação cambial, ampliando o volume de moeda que o Tesouro Nacional pode comprar para pagar a dívida externa. A regra, agora, permite a compra em até 2014, estendendo o prazo em dois anos.
Problema está nos juros
De acordo com Celso Grisi, a grande causa para o real estar caro é a taxa de juros excessivamente elevada, o que torna atraente a especulação. Para ele, as medidas tomadas pelo governo são razoáveis, mas devem preceder um novo movimento: a queda da taxa de juros. “Isso só será possível se forem melhoradas as contas públicas e implantada uma política fiscal mais ajuizada, além de conter o crescimento excessivo em que o Brasil se meteu nesses ltimos tempos”, diz ele. Para conter esse crescimento, deve se contingenciar seletivamente o crédito, diminuindo os prazos de pagamento, por exemplo. “Esse contingenciamento reduziria as pressões inflacionárias, que permitiria ir baixando a taxa de juros”, conclui o economista.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Outro problema de amostragem?

Fica difícil crer nessa generalização
A empresa de consultoria global Accenture divulgou estudo realizado em torno do mundo, com 300 profissionais de marketing e outros 300 profissionais de tecnologia da informação. Concluiu que as atividades de marketing digital são incipientes em relação ao potencial que esse mercado oferece. Atribui esse resultado à falta de integração entre as áreas de marketing e de TI.
Apenas 6% das empresas entrevistadas estariam prontas para o desenvolvimento de campanhas digitais e somente 8% dos profissionais de TI e 6% de marketing dizem que as informações de marketing e de TI são realmente integradas. 30% aproximadamente dos respondentes não acredita na capacidade de suas empresas de integrar as ferramentas de análise às ações de marketing.
Reconheçamos que 300 casos para um e outro profissional é um número muito baixo e não pode representar o universo das empresas no mundo. A inferência estatística parece prejudicada. Também surpreende o resultado, depois de todo o barulho feito a esse respeito e de tantas atividades de marketing digital serem encontradas na internet. A prática diária mostra mesmo que o potencial é bem maior do que aquilo que se faz, mas provavelmente existam outras razões ligadas ao consumidor e aos meio “on line” para que isso aconteça e que não parecem estar cogitadas suficientemente no estudo.
Também não se cogitou da eficiência e muito menos do objetivo dessas campanhas digitais. Eslas resolveriam problemas de posicionamento de marcas, com eficiência?
Não seria tão definitivo, nem tão apressado para decidir sobre amostras tão acanhadas.

Inflação no campo

Da fazenda diretamente para a mesa
do consumidor
O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) subiu 5,43%, em setembro, enquanto o IqPR-V (vegtetais) teve alta de 4,84%, e o IqPR-A (animais) registrou alta de 6,88% no mesmo período. A pesquisa é feita pelo Instituto de Economia Agrícola – IEA e encontra-se publicada integralmente no seu site. É muito interessante acompanhar esse site: www.iea.sp.gov.br/
Os cálculos são feitos com a cana-de-açúcar e, também, excluindo-a do índice, devido a seu peso muito alto quando se pondera todos os demais produtos. Veja a tabela referente às variações percentuais em setembro de 2010, que é a que mais nos interessa no momento, e aquelas que calculam as variações de setembro 09 a setembro de 10.

Considerada a inflação brasileira e seu centro da meta é de assustar realmente. Entretanto, é preciso lembrar que alguns produtos estavam com seus preços muito defasados há um ano.
A exclusão da cana-de-açúcar,dá idéia mais clara da inflação que está por vir no setor de alimentos.

Além de 2009 ter submetido o agricultor paulista a um regime de preços muito baixos, como se poderia ilustrar com os preços do milho, da laranja, do amendoim e do feijão, outro fator pode explicar as elevadas altas, nos últimos doze meses. Os preços baixos tiveram origem nos excessos de oferta dos produtos mencionados e que induziram, como resposta, uma significativa redução da área plantada. O outro fator a pressionar os preços é de natureza climática. Chuvas excessivas que atrapalharam a florada da laranja no mês de novembro e dezembro de 2009, e que impediram algumas colheitas no mesmo período. Já no início de 2010, tivemos fenômeno inverso. A seca. Atrasou o plantio da safra das águas. Com isso, essas culturas acabam levando ao mercado uma oferta bem inferior àquelas de períodos anteriores e os preços disparam uma vez mais. O quadro abaixo dá a medida desses efeito sobre os preços recentes do grupo alimentos.
Fica fácil imaginar os efeitos desses aumentos sobre a o custo da sala de jantar do consumidor brasileiro. Comer vai ficar mais caro nos próximos meses. Bom momento para iniciar um regime alimentar e combater a obesidade.
Também há que se pensar que o crescimento da economia nacional e a distribuição da renda, em direção às classes menos favorecidas, contribuíram de maneira expressiva para os aumentos ocorridos. De fato, sempre houve no país uma grande demanda reprimida por alimentos. Dir-se-ia que, nesse caso, “juntou a fome com a vontade de comer” e os preços subiram. Mas não se pode subestimar também as pressões impostas pelos mercados internacionais sobre grãos, açúcar, café, laranja, etc.
Gráfico 1. Evolução do Índice Quadrissemanal
de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista,
Setembro de 2009 a Setembro de 2010.
Fonte: Instituto de Economia Agrícola (IEA).
Maiores altas: feijão 54,74%, laranja para mesa 26,02%, algodão 23,11%, milho 20,32%, carne de frango 19,11% e trigo 18,52%.
Maiores quedas: tomate para mesa 25,57% e ovos 2,52%.
Preparem-se, portanto, para esses novos centros de pressão sobre os preços. Pergunte-se também se para evitar essa alta, deveríamos subir mais os juros ou, de forma mais sensata, criar uma política agrícola que garantisse ofertas mais consistentes de alimentos à população brasileira. Os excessos podem ser contidos pelo contingenciamento seletivo do crédito que sustentam essas altas específicas.Os maiores financiador desse grupo de produtos são os cartões de crédito, nas suas várias modalidades. Fica a sugestão desse critério para iniciarmos a seletividade do crédito.
De resto, precisamos realmente aplaudir a qualidade do trabalho de nosso Instituto de Economia Agrícola. Permite fazer boas previsões e construir ações corretivas muito rápidas.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cumprindo promessa feita

A matriz de atratividade ainda é o raciocínio mais eficaz, em relação à segmentação
dos mercado a serem servidos.
Veja em que segmento você é realmente mais competitivo que sua concorrência. Simultaneamente, constate se esse segmento é realmente um grande formador de lucros e receitas para sua empresa. Se for, pule para dentro dele, porque ele é, de fato, uma grande oportunidade de mercado. Obviedades à parte, trata-se do mais sábio conselho que a McKinsey, criadora dessa matriz, poderia dar a qualquer um de nós.
Na prática gerencial, muitas vezes olhamos os mercados com uma urgência tão grande que chegamos a não ter o tempo que precisamos para fazer uma avaliação confiável. Então recorra a esses critérios.
Veja os exemplo da complexidade requrida:

Gráfico 2- Segmentação
Grafico 2
São mais simples, mas podem ajudar sua tomada de decisão no que se refere aos lucros a serem gerados.
1. O segmento é suficientemente grande para suportar a escala de sua operação.
2. Ele realmente está em crescimento rápido e manterá esse crescimento por um tempo ainda grande.
3. Os níveis de preços a ser praticados são claramente remuneradores de seus investimentos para explorá-lo.
4. A concorrência ainda não está presente nele.
5. Será possível sustentar uma política de diferenciação de sua oferta por um longo tempo.
6. Há claras evidências de que você será capaz de reter esses clientes durante longos anos.
7. O lifetime value é animador.
8. Sua empresa tem habilidade para acessar os centros decisórios de compra.9. Os clientes futuros realmente perceberiam relevância nos benefícios contidos em seus produtos.
10. A empresa tem competência para os trabalhos de afther marketing
11. Sua empresa goza de posicionamento para entrar no segmento encontrado.
12. Os padrões exigidos pelo segmento para a exposição na mídia e seus respectivos custos são compatíveis com os recursos que sua empresa dispõe ou quer gastar.
13. Você consegue identificar os consumidores do segmento a ser explorado em suas bases de dados.
Sempre o melhor será proceder aos procedimentos metodológicos mais completos. Como em alguns casos o tempo não nos permite,  tente responder ao menos a essas perguntas. Tente ser muito objetivo e imparcial, sempre que isso lhe for possível. Boa sorte!

Tal como prevíamos, o problema ficou com os alimentos

IPC-S de dedo em riste para a inflação
Calculado pela FGV, do Rio de Janeiro, o Indice de Preços ao Consumidor_Semanal acusa que a alta de preços nas principais capitais teve como principal responsável o grupo de alimentos.
Os culpados no grupo foram:  carne, açúcar cristal, óleo de soja, acerola, limão, pimentão, milho verde em espiga,  pão francês, pão francês, feijão carioquinha, laranja-pêra, melancia e queijo minas.
As farinhas devem ser as próximas a subirem. Depois virão ainda o leite e a carne de frango. Esses itens estão muito procurados no exterior e nosso mercado interno não pode sofrer desabastecimento.
A regra econômica para isso diz que os preços farão os ajustes entre as ofertas e as procuras.
Fica a pergunta: para isso, adianta subir mais o juros básicos?
Acho que não.

Segmentar é forma de encontrar oportunidades


Retornando à segmentação dos mercados nacionais. Tudo mudou, sugiro que a segmentação mude também.
O esforço de segmentar não é o mesmo de explorar segmentos. São coisas diferentes, que servem a diferentes propósitos.
Nesses tempos de grande crescimento da economia nacional, aos poucos, somos estimulados a abandonar a importância que atribuíamos à segmentação de mercado. Não é que tenhamos deixado à margem nossas estratégias de exploração dos mercados eleitos. Ao contrário temos incentivado as diferenciações de produto, desenhado cada vez melhor e de forma mais seletiva nossas estratégias de distribuição. Temos praticado preços compatíveis com o poder de compra de cada segmento e dirigido nossas comunicações sempre de forma mais direta e eficaz. Tudo com o objetivo de aumentar nossa competitividade nos ambientes mercadológicos que freqüentamos e de garantir volumes compatíveis com as escalas de nossas operações.
De fato o que tem arrefecido são os esforços de identificar novos mercados pelo uso de bases mais complexas de segmentação. Tínhamos evoluído muito nesses últimos anos, mas parece que o esforço para não perder os “shares” conquistados para nossos produtos, em mercados de crescimento rápido, solicitou inteiramente nossa atenção na área de segmentação. Em um bom número de vezes ainda se assiste às práticas de segmentação demográfica e geográfica. Em outros casos, os gerentes de marketing têm usado - e com grande habilidade-, outras variáveis que seguramente apresentam maior poder de discriminar seus consumidores. Atitudes, comportamentos ou intensidade de uso, benefícios procurados, e mais raramente, estilo de vida entraram em moda entre nós.
Veja um exemplo:

Nesse sentido apenas é que sugiro que voltemos a intensificar nossos esforços. Níveis de envolvimento, motivos de compra, riscos percebidos e variáveis psicográficas são algumas das variáveis que deverão entrar nesse jogo de segmentação nos próximos anos, multiplicando as formas de ver, entender e lidar com os consumidores.
Sem dúvida, novos segmentos irão surgir diante de nossos olhos e, então, será necessário um esforço de avaliação, antes de eleger qualquer um deles para servir.
Na próxima postagem vamos discutir alguns critérios que poderiam
nos ajudar a escolher novos esses segmentos, tendo em vista a maximização do lucro de longo prazo de nossas empresas.

Fusão para combater a Apple

New York Times especula sobre fusão da Microsoft com a Adobe
A lenha foi arrumada e o New York Times riscou o palito de fósforo. O jornal especula sobre eventual fusão entre a Adobe e a Microsoft, com o objetivo de ganhar escala para o combater a Apple, de Steven Jobs.
É de se perguntar, preliminarmente, se uma fusão como essa seria bem aceita pela Justiça norte-americana, que, como regra, analisa esses eventos à luz da rigorosa legislação anti-truste. De modo geral, preocupado com o direito da concorrência, o Departamento de Justiça veda essas tentativas, alegando problemas com concentração econômica no setor.
A ser verdade a notícia, é mais de se pensar em compra pela Microsoft do que em fusão. Aliás, o próprio jornal insinua essa possibilidade ao afirmar que já há algum tempo a Microsoft vem trabalhando nessa direção. A Adobe, até agora, teria resistido. Vamos aguardar a evolução dos fatos ou os costumeiros desmentidos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Semana curta e truncada pelo feriado

Na gangorra, a adivinhação
As oscilações mais intensas, excetuando-se fatos novos que venham a surgir, devem derivar de apenas algumas poucas notícias mais significativas na economia norte-americana: vendas no varejo, estoques e vendas das industrias e do atacado, preços praticados por produtores industriais e ata do Federal Open Market Committee. No Brasil, não deve haver surpresas.
Então acompanhe, nessa semana:
Hoje
  • O Fomc solta a ata da reunião de política monetária da semana passada.
Amanhã
  • A Fipe anuncia o IPC referente à primeira quadrissemana de outubro.
  • O Tesouro norte-americano apresenta os dados de setembro do orçamento do governo
Para o meio da semana e do meio para o fim da semana
  • A FGV divulga o IGP-M dos primeiros dez dias de outubro. Deve apresentar-se em crescimento.
  • O IBGE divulga os resultados da Pesquisa do Comércio de agosto. Com a proximidade do Natal, os resultados devem apontar também para a alta.
  • Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho apresentará os números do Producer Price Index, de setembro.
  • Em base semanal, serão conhecidos o número de pedidos de auxílio-desemprego.
  • Será apresentada a Balança Comercial dos Estados Unidos, do mês de agosto. Essa notícia poderá trazer novo ânimo ao mercado, sempre que o saldo vier maior que as expectativas dos analistas.
  • Sai também o relatório de Estoques de Petróleo nos Estados Unidos, publicado pela Energy Information Administration- EIA.
Fechando a semana
  • Será divulgado o CPI - Consumer Price Index-, referente ao mês de setembro.
  • Será anunciado o NY Empire State Index, de mês de outubro, dando conta do nível da atividade manufatureira no estado.
  • Apresentação do Retail Sales referente ao mês de setembro. Também poderá trazer notícias que afetem o comportamento dos mercados financeiros.
  • A semana encerra com a apresentação do Business Inventories, referente a agosto e que mostrará o nível de vendas e de estoques das indústrias, do atacado e do varejo. Esse dado pode impactar mais fortemente as expectativas dos agentes.
A semana testará os 71 mil pontos do Ibovespa. As atenções estão praticamente voltadas para a economia americana e sua eventual deflação. Já se entendeu que o governo dos Estados Unidos está com fôlego muito curto. Da Europa, salvo a Alemanha, não há o que se possa esperar de tão positivo no curto.

A semana que passou

O baixo crescimento da economia norte-americana segura a recuperação mundial
Nos Estados Unidos, todos os indicadores ficam abaixo das expectativas dos analistas. A informação mais aguardada era a que viria com Employment Report, de setembro. Veio. Apontou o fechamento de 95 mil postos de trabalho, frustrando o mercado que esperava uma estabilização nesse indicador. O desemprego manteve-se em 9,6% no mesmo mês. De forma consistente, outros indicadores também decepcionaram: volume de crédito ao consumo no mês de agosto, volume de encomendas à indústria, de setembro, e o número de pedidos de auxílio desemprego da última semana de setembro.
Para piorar vem o FMI com suas previsões acerca do crescimento da economia norte-americana e joga “um balde de água fria” nas expectativas dos agentes. O Fundo afirma que o crescimento, em 2010, será de 2,6%, reduzindo a previsão anterior, de julho, de 3,3%.
Depois de tantas notícias ruins, veio uma boa: o mercado imobiliário ensaiou uma reação, oferecendo dados sobre o número de contratos de compra e venda de casa maior que o esperado, em setembro. Dá para acreditar, que justo esse setor tenha reagido em meio a um desempenho medíocre de toda a economia? Ao mesmo tempo, o setor de serviços apontou também algum crescimento. Essas notícias fazem crer que nem tudo ainda está perdido para 2010. Talvez possa haver uma aceleração, mesmo que discreta, pela proximidade das festas de final de ano. Vamos aguardar mais um pouco.
A Europa mantém-se em luta contra a recessão. O Banco Central da Inglaterra anunciou que não vai subir sua taxa básica de juros. Estará mantida em 0,5%. Também o Banco Central Europeu antecipou a manutenção das taxas atuais de 1,0%, como tentativa de estimular o crédito e o consumo. A exceção de sempre é a Alemanha que volta a anunciar crescimento de 1,7% em sua produção industrial, de setembro. De resto, a Europa continua com países “na alça de mira” das agências de classificação de riscos. É o caso principalmente da Irlanda, Grécia e Portugal.
Na Ásia o Yuan não se mexe e o Japão reduziu sua taxa de juros para zero por cento. A tentativa é a de evitar novas altas do iene, em meio à guerra comercial e cambial que o rescaldo da crise financeira provocou.
No Brasil, “terra abençoada por Deus e bonita por natureza”, o Ibovespa fechou a semana aos 71.283 pontos, mostrando a vitalidade da economia e o otimismo reinante entre os agentes econômicos. A alta semanal foi de 0,83%, resistindo às volatilidades internacionais. Nem mesmo o risco Brasil ressentiu das desgraças que assolam a vida financeira global. Queda de 4 pontos-base, situando-se, na sexta-feira que passou. em 197 pontos. Em linha com o desempenho do risco-País, o Global 40, ficou cotado a 139,76 centavos de dólar, em alta de 0,14% no encerramento da semana. Esse desempenho foi claramente ajudado pelas previsões do FMI, que no caso brasileiro, trouxe uma expectativa de crescimento 7,5%, para 2010.
Outros eventos, entretanto, sugerem prudência:
• Relatório Focus da semana anterior trouxe previsão de crescimento ainda maior que as previsões anteriores, pondo em risco o comportamento dos preços futuros.
• Pesquisa do Dieese mostra tendências de alta de preços na cesta básica.
• IBGE aponta recuo na produção física da indústria, de julho em relação a agosto, em boa parte das regiões estudadas.
• IPCA e INPC estão em alta. INCC também.
• Emprego ainda em crescimento, em agosto.
• Folha de pagamento dos trabalhadores na indústria continua a subir.
• Câmbio chega a ponto crítico, fechando a semana em R$ 1,667, correspondendo à uma queda, na semana, de 0,83%.

O Conselho Monetário Nacional aprovou medida complementar à que instituiu a elevação do IOF.
Investidores estrangeiros não consiguirão esquivar-se do imposto. A menos das operações com derivativos, o investidor estrangeiro que transferir recursos das operações financeiras de aplicações com renda variável, quer na bolsa de Valores, quer na de Mercadorias e Futuros, ficará sujeito a uma regra de câmbio simultâneo. Assim, aplicações iniciadas na bolsa de valores que forem transferidas para a renda fixa estarão sujeitas à alíquota de 4%.

Trata-se de luta desigual. Dificilmente conseguiremos segurar o dólar se não fizermos alterações estruturais na economia nacional.
Mas, deixando isso de lado, foi uma semana até que muito razoável para o investidor, aqui no Brasil.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tem que ser pelo lado de fora. Por dentro a economia americana não decolará.

A exportação deveria ser a vertente
de crescimento mais ativa
nos Estados Unidos
Os déficits comerciais aumentam quase todos os meses, mais que as expectativas dos analistas e das autoridades econômicas, nos Estados Unidos. Isso se traduz por um menor crescimento da economia, uma vez que os resultados comerciais são incorporados ao cálculo do PIB. No mês de outubro, o déficit mostra alta de 1,2%, atingindo os US$ 57,8 bilhões. De novo, esperava- se que o déficit fosse menor que o publicado na semana passada. Embora a diferença não seja grande, a expectativa era de US$ 57,4 bilhões.
Na opinião das autoridades norte-americanas, o crescimento deu-se por conta, principalmente, dos aumentos sucessivos dos preços do petróleo. O Departamento de Comércio americano simulou o resultado, supondo a exclusão dos aumentos do petróleo. Concluiu que seria o menor déficit mensal, desde 2004.


A expressiva redução do dólar face às demais moedas fortes tem ajudado a exportação americana a crescer todos os meses, mas ainda assim, em outubro, as importações americanas cresceram mais que as exportações.
As compras de bens e serviços do país no exterior subiram 1% e chegaram ao pico de US$ 199,51 bilhões. As exportações, por seu lado, evoluíram 0,9%, e atingindo o valor de US$ 141,68 bilhões.


O fato é que a estratégia exportadora a grande vertente de crescimento para a economia norte-americana, entretanto, embora a recuperação das exportações seja consistente, mantém-se em patamar insuficiente para produzir maiores efeitos nas taxas de emprego e na renda internas. Também a guerra fiscal atinge o centro da política de comércio exterior americana, uma vez que seu grande crescimento dirige-se, como no caso de muitos outros países, muito fortemente em direção à Ásia, onde as moedas locais são tradicionalmente aviltadas em seu valor, quando comparadas à moeda americana.

Políticas cambiais e fiscais precisam ser integradas

Corrigir as contas públicas passa a ser prioridade para os ajustes
cambiais requeridos
As metas para o superávit primário, de janeiro a agosto, não foram cumpridas. O Governo da República Brasileira, compreendendo o Banco Central, o Tesouro Nacional e a Previdência alcançaram, juntos, R$29,7 bilhões, o que corresponde a 1,20% do Produto Interno Bruto. Inicialmente a meta foi fixada em R$ 40 bilhões, posteriormente, foi reduzida para R$ 30,0 bilhões e, nem assim, o governo deu conta completa do recado, ficando R$ 300 milhões abaixo da meta já reduzida.Recorreu ao PAC como solução para fechar suas contas.
Para o resultado acumulado até agosto, O Tesouro Nacional apresentou um saldo positivo de R% 60,7 bilhões, enquanto a Previdência, como tradicionalmente ocorre, apresentou-se com um saldo negativo de R$ 30,6 bilhões e o Banco Central,concorreu com déficit de R$ 417 milhões. Fica evidente a urgência da reforma previdenciária.
Veja como estava pensado, inicialmente, o Brasil e o seu déficit:

O mais grave é que em 2010 o aumento do dispêndio do governo já ultrapassou o valor do mesmo período de 2009, quando o país vivia a política anticíclica para combater a crise internacional que, naturalmente, obrigava a dispêndios bastante agressivos, com o intuito de estimular a economia brasileira e blindá-la contra os efeitos recessivos internacionais. A crise acabou e o governo continuou gastando. Elevou em mais 17,2% o dispêndio total. Só com pessoal, as despesas cresceram 9,1%.
Nas últimas semanas, o câmbio entrou na moda. Passou a frequentar as principais colunas de economia de todos os noticiários econômicos. A solução final desse problema, segundo os especialistas, passaria pela revisão das contas públicas e por sérios acertos fiscais. O desalento, então, começou a tomar conta do país. Já há quem resignadamente recomende aos agentes econômicos acostumar-se com o real forte, pois ninguém crê mais em uma política de contenção de gastos.
Veja como, posteirormente, ficou pensado o país:

Pessoalmente, não me agradaria ver reduzido o valor planejado para os investimentos do PAC. Também não me parece razoável manter um nível tão baixo de poupança pública e privada. Gostaria de cogitar sobre a possibilidade de o sistema financeiro privado desenvolver uma alternativa de investimentos a partir de títulos com vencimentos a prazos mais longos, que possam dar abrigo a investimentos por pessoas físicas e jurídicas, com rendimentos mais atraentes. Ao sistema financeiro privado está reservada a função de se constituir em forma alternativa à formação da poupança nacional. Quanto ao setor público, francamente, renovo meu otimismo. Há que se produzir cortes de custeio e aprofundar nossas reformas no plano fiscal. Estamos com a oportunidade, dada a mudança de governo, de revermos os aspectos administrativos do país, reduzindo o número de instituições governamentais, seja para evitar duplicidade de função, seja para ampliar a racionalização de seus processos, seja, ainda, para aprofundar a política de privatizações. Há mesmo um amplo espaço a caminhar. A reforma do d funcionalismo também precisa ser aprofundada, bem como será necessário proceder a novos e profundos avanços no sistema previdenciário nacional. Essas mini reformas trariam eficiência à economia e permitiriam melhores condições para as praticas cambiais brasileiras.

domingo, 10 de outubro de 2010

O câmbio na perspectiva dos mercados internacionais

Câmbio não é só um problema nacional.

Mesmo em relação aos emergentes que, no contexto mundial, têm apresentado tanto as maiores taxas de crescimento quanto resultados fiscais claramente superiores aos apresentados pelos países ricos. E é exatamente por isso que os emergentes têm atraído um fluxo mais robusto de capitais internacionais, recriando a lógica já consagrada de “quanto maior o volume de dólares atraído para o país, maior a valorização da moeda local”. Retornos elevados e a melhor qualidade do crédito nesses países completam o quadro dos influxos internacionais de capitais, apreciadores das moedas de países emergentes.
Estados Unidos, Europa e Japão lutam para aquecer suas economias e evitar suas eminentes deflações internas. As taxas de juros ou já atingiram o zero, ou caminham célere em direção a ele. Seus bancos centrais, na semana passada, fizeram crer ao mundo, por sucessivas e contundentes declarações, que não hesitarão em injetar recursos em seus mercados para dar ritmo mais forte as recuperações dessas economias.
Por final, a China põe mais lenha nessa fogueira, à medida que mantém sua moeda depreciada em 40% em relação ao dólar. Essa postura tem tornado inócuo o esforço da OMC em liberalizar o comércio mundial e de reduzir as tarifas comerciais entre os países- membros dessa organização. O esforço da OMC tem a direção de ampliar as trocas mundiais e de produzir maior eficiência economia na economia internacional. Tudo isso se torna inútil, quando a China pela sub-valorização de sua moeda, enseja a distorção dos fluxos de comércio e introduz uma inconveniente assimetria monetária no mundo.
A recusa chinesa em apreciar o Yuan tem motivo. E forte. Mas,de alguma forma, pode ser compreendido. A valorização pleiteada pela comunidade internacional levaria à redução das taxas de crescimento do gigante asiático e, socialmente, isso poderia provocar a ruptura do tecido político do país, deflagrando uma circunstância social que, mesmo o regime ditatorial comunista não conseguiria suportar.
A perda de valor da moeda norte-americana não é fenômeno recente. Pressionado pelo que na ocasião se chamou de tween deficits - déficits simultâneos, promovidos pelos desequilíbrios fiscais e nas contas externas. A esses problemas de quase 10 anos atrás, adicionaram-se componentes novos decorrentes da recente crise financeira mundial. Essa é a razão de não se poder acreditar que, daqui para frente, algum país consiga ter apreciações significativas de suas moedas em relação ao dólar americano. Em outras palavras, no atual patamar da atividade econômica mundial, o dólar teria encontrado o fundo do poço.

sábado, 9 de outubro de 2010

OPORTUNIDADE DE TRABALHO - EMPREENDEDORISMO

Empresários e empreendedores estão descobrindo que podem usar a WEB para implantar e ou criar Plano de Negócios para seus projetos.
Participar de uma competicao de projeto de plano de negocios ja faz parte do processo de avaliacao de curriculos por empresas como UNILEVER, AMBEV, ITAU e GOOGLE.
Indico 3 opções para os alunos da FIA e leitores do blog
http://www.tiredopapel.com.br/
http://serempreendedor.polijr.com.br/
http://www.battleofconcepts.com.br/
Há também a Feira do Empreendedor SEBRAE, que acontecerá no Expo Center Norte entre 17 e 20 de Novembro.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Semaninha chata

Nada de novo no front
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna de setembro apresentou alta de 1,10%, em setembro. A a previsão para o final do ano para o IGP-DI está em 9,38%. Preocupante, não?
O IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de setembro foi de 0,45%. Dez vezes maior que o de agosto que foi de 0,04. Até setembro acumula 3,60%. Embora a alta seja grande, em números absolutos não asssusta. Despreocupante, não ?
As pressões sobre preços vão vir de alimentos, serviços e custos com moradia. Crescimento, em país de demanda reprimida, é isso aí.
O dólar continua a cair. O governo vai conviver, por algum tempo, com o braço de ferro dos especuladores. A história deve ter final feliz, mas demora um pouco.
Preços ára porudtorres agrícolas continuam em em alta.
Estados Unidos usa o FMI para mandar recados cambiais à China. O Fundo condena a prática da subvalorização excessiva. A China mantém seu diálogo de surdo. Não responde e deixa inalterada sua política cambial. A guerra cambial continua a crescer.
Nível de emprego nos Estados Unidos continua sofrível. A economia não deslancha.
Europara na retranca. Endurece a política monetária e consegue derrubar um pouco o euro.
Quer saber? A semana não trouxe novidades. Os invewtidores estão ainda sem uma clara direção. Portanto, o melhor continua sendo investir no Brasil.

Regulação de Mídias, cabeças do Século 19 e usuários Século 21

Aqueles que têm acompanhado as notícias sobre o Projeto de REGULAÇÃO DAS MÍDIAS pretendido pelo governo, devem estar pensando: o governo está longe entender a nova dinâmica das mídias.
Além da evidente agressão a democracia é uma fonte desnecessária de atritos com os veículos (falta de inteligência é uma maneira polida de classificar esse projeto).
Há um novo fenômeno que não está sendo considerado: a interatividade e a bidirecionalidade na comunicação.
Seria interessante (e recomendável) que estes "reguladores" visitassem as novas plataformas agregadas às mídias tradicionais: BLOGS E REDES SOCIAIS são um bom início para essa experiência para os "reguladores".(Além de plataformas antigas como: carta do leitor e as áreas dos OMBUDSMAN).
Eles ficariam surpresos pela "regulação" que o usuário já faz das mídias.
Os jornalistas são bombardeados por comentários nessas novas plataformas.
Patrulhas ideológicas (pagas ou não), grupos de pressão e de interesses e até usuários comuns fazem uso da interatividade. Todos participam e algumas vezes se degladiam.
Essa interatividade traz de tudo: correção da gramática do jornalista, opiniões divergentes e até FATOS NOVOS sobre o tema publicado.
A opinião do Veículo já não é ÚNICA. O leitor participa da construção da opinião.
O usuário externaliza sua opinião (com a possibilidade de todos os leitores terem acesso) e mostra sua insatisfação (ameaçando cancelar aassinatura ou não utilizar mais aquele veículo).
Ao tentar regular esta relação o governo mostra total desconhecimento das mecânicas das novas plataformas.
Lembra, um pouco, o planejamento central soviético (todo mundo sabe no que deu).
Atitude inteligente é entender essa nova dinâmica e estimular a interatividade.
Pena que presos a suas cabecas do sec. 19 os reguladores não lerão esse POST.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
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Autor: Mídias e Negócios

Europa e Japão criam novas alternativas

As reações são basicamente de natureza monetária e cambial.
Na Alemanha sai a balança comercial de agosto. A Agência Federal de Estatística apontou, em agosto, superávit de 9 bihões de euros. Em agosto de 2009, o superávit era de 8,1 bilhões de euros. As exportações alcançaram 75,1 bilhões de euros, o que representa crescimento de 26,8% em relação ao mesmo mês de 2009. As importações, por sua vez, atingiram o montante de 66,1 bilhões de euros, o que equivale a um aumento de 29,2% em relação a agosto do ano anterior.
No Japão, o governo aprovou um novo plano de estímulo para sua economia no valor de 44 bilhões de euros. O objetivo é combater a deflação. O pacote nipônico inclui um plano de obras públicas e medidas de apoio às pequenas e médias empresas. Claramente, a estratégia está baseada na criação de empregos, visando o aumento da renda agregada para estimular o consumo interno e produzir a reação dos preços da economia. Os japoneses parecem dizer: precisamos de inflação, pelo menos em alguma dose! Embora longo, esse caminho é alternativa inteligente e eficaz. Esperemos. Quanto aos juros básicos internos, o governo preferiu mantê-los em zero. Foi consistente com o combate à deflação. Mesmo com tudo isso, a moeda local continuou a cair. Espera-se por uma política ativa de intervenções do BoJ.
Enquanto isso, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, anunciou que vai manter sua política monetária. O euro ganhou novo fôlego. Foi a US$ 1,3922. Trichet, em coletiva de imprensa ontem, afirmou que a excessiva volatilidade nos mercados de divisas tem implicações negativas para a estabilidade econômica e financeira mundial. Acrescentou que as taxas de câmbio deveriam refletir os fundamentos econômicos de cada país. O euro havia se apreciado muito nas últimas semanas, superando os US$ 1,40. Na coletiva de imprensa, o Banco Central Europeu descartou a possibilidade de relaxar sua política monetária, apostando na retirada gradual das medidas de estímulo criadas para combater a crise financeira. A taxa de juros será mantida em 1% ao ano. Com tudo isso a Europa deve continuar amargando sua estagnação, mas recuperando suas finanças para um momento futuro. Há de se reconhecer a disposição de realmente enfrentar o problema, assumindo os cusos da correção das rotas de suas economias

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Tesouro vem em reforço à atuação do Banco Central

Tesouro poderá comprar até US$ 10,7 bilhões
Veículo: DCI  -  Data: 07/10  -  Fernando Teixeira
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CÂMBIO
SÃO PAULO - O governo anunciou a segunda medida para conter queda do dólar e analistas não descartam novas ações. Na terça-feira, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária, alteração do prazo para a contratação das operações de câmbio. A resolução ampliou o prazo para compra antecipada de dólares para dívidas de 750 dias para até 1.500 dias. A medida cambial amplia para US$ 10,7 bilhões o potencial de compra de dólar pelo Tesouro Nacional.
Na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o aumento de 2% para 4% da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para as aplicações de estrangeiros em renda fixa. As medidas parecem ter surtido efeito, pois a moeda norte-americana valorizou-se no fechamento de ontem. O dólar comercial foi vendido por R$ 1,6820, em alta de 0,42%. No ano, o dólar acumula baixa desvalorização de 3,61% frente ao real.
Para o professor de Economia da Fundação Instituto de Administração (FIA) e presidente da Fractal Instituto de Pesquisa, Celso Grisi, as medidas do governo foram acertadas e corajosas, "num momento entre os turnos de eleição. Ele não deixará o problema para o próximo presidente. A tendência é que a cotação do dólar suba, o que é interessante."
Na visão de Grisi, as medidas não devem parar por aí, pois o real é uma moeda forte, estável e líquida - uma moeda de conversão. "Acredito que venha mais chumbo por aí. Talvez no mercado futuro. Se o câmbio não estabilizar, não vejo outra alternativa."
Ele avalia que as medidas para conter a queda do dólar foram bem colocadas porque só atingiram o mercado de renda fixa, poupando as ofertas públicas de ações. "Tivemos IPOs, como o da Petrobras e o do Banco do Brasil, entre tantos outros. O Brasil é próspero e atrai capital, seja para financiar empresas na bolsa, seja em forma de investimentos."
Grisi entende que quando se eleva o IOF pensa-se é em arbitragem de juros. "Não podemos permitir evasão de divisas e arrebentar nossas indústrias por conta de guerra cambial. Isto não vai acontecer porque temos bons fundamentos econômicos. Não alteramos regras, apenas mudamos algo para o especulador."
No caso da compra de dólares pelo Tesouro, o professor entende que a medida força a cotação para patamares melhores. "O organismo vai comprar os recursos externos para pagar dividas externas de até 4 anos. Como tem hedge do dinheiro, se o dólar valorizar-se o Tesouro ganha reais e se puder, ou desejar, pode reverter em moeda local e minimizar a dívida interna", explicou.
Quanto a agentes de mercado questionarem o governo sobre influenciar o câmbio, Grisi discorda. "Pode haver reclamações do pessoal de renda fixa, mas o dinheiro ficará por muito tempo aqui. Afinal, temos obras do PAC, a exploração do pré-sal pela Petrobras, obras para Copa e Olimpíadas. Temos o câmbio flutuante, mas vai obedecer a renda que todo mundo oferece." Sobre o futuro do câmbio, Grisi destaca que o País vive situação semelhante à do Japão. "Temos de baixar juro, embora tenhamos pressões inflacionárias. O primeiro passo foi dado com as medidas adotadas. Agora temos de contingenciar o crédito e baixar prazos. Assim diminui a demanda sustentada pelo crédito e a pressão da inflação cede. Baixa o juro e ativa a economia, depois ativa a demanda de crédito novamente", receitou.
Outro que avalia de forma positiva as medidas do governo é o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), Rogério Cesar de Souza. Para ele, as medidas são eficazes. "As ideias são boas, terão alcance e podem amenizar a pressão no curto prazo."
Ele acredita que a questão que pode atrapalhar a cotação do câmbio é a taxa de juros (Selic), pois o especulador tira o dinheiro de um país de juros baixos e ganha com a Selic. "A Selic reflete as contas do governo. Precisa enxugar a máquina. A cotação cai por excesso de divisas."
Souza destaca que muitos juristas estão questionando o governo no tocante a o que é mercado financeiro e mercado de capitais. "Ambos são supervisionados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Como fazer a separação?" questionou.
Outro ponto que ele ressalta é que é necessário saber como os exportadores serão beneficiados coma medida de ampliação do prazo de contratação de operações de câmbio.
Contas do governo
A cifra de US$ 10,7 bilhões que o governo diz ter conquistado como 'poder de compra' considera toda a dívida externa que vence em 48 meses - seja em dólar, euro, real e contratual -, subtraindo-se os vencimentos em 24 meses que já foram praticamente todos adquiridos pelo Tesouro de forma antecipada. O secretário do Tesouro, Arno Augustin, afirmou que a ampliação do prazo para contratação das operações de câmbio tem o objetivo de ajudar a conter a valorização do real.
A pressão sobre a moeda brasileira tem nome. A operação de aumento de capital da Petrobras atraiu tantos estrangeiros que setembro terminou com novo recorde de entrada de dólares para investimentos financeiros no Brasil. Dados do Banco Central mostram que US$ 16,71 bilhões ingressaram no mês passado, maior valor da série iniciada em 1982. Mesmo com as recentes medidas do governo que tentam conter a queda do dólar, o mercado acredita que a entrada de recursos deve continuar, já que o juro brasileiro é muito superior ao padrão internacional e o mercado acionário segue atrativo.
No mês em que a estatal Petrobras realizou a maior oferta de ações da história, o Brasil recebeu volume recorde de dólares na chamada conta financeira, onde são registradas transferências de recursos para compra de ações e títulos de renda fixa, empréstimos, remessas de lucros e investimentos produtivos, entre outras transações. A entrada de dólares em setembro só não foi maior porque o comércio exterior amargou resultado negativo pelo quarto mês seguido. No mês passado, o pagamento às importações superou a receita obtida com exportações em US$ 2,99 bilhões. Assim, o fluxo cambial total terminou setembro com ingresso líquido de US$ 13,73 bilhões.