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terça-feira, 19 de outubro de 2010

A China sobe os juros básicos de sua economia.

Juros , a panacéia para todos os males.
A China subiu hoje os juros básicos de sua economia. A inflação começava a fazer água no seu processo de crescimento. Demanda interna maior que a capacidade de produção pede um choque de oferta e a ampliação importações. O desrespeito a essa máxima leva ao aumento dos preços internos. A solução tradicional é velha conhecida nossa: subir os juros.
É medida eficiente, sem dúvida, mas pouco imaginativa. E se a China reduzisse suas exportações, deslocando a produção para atender o mercado interno. Um mero ajuste cambial poderia induzir a isso, além de reconciliá-la com o resto do mundo.
O dólar subiu, porque uma China, crescendo menos, importará menos. Haverá uma procura menor da moeda americana pela redução da compras chinesas. O mundo venderá menos para a China. A pergunta passa a ser: para quem, então, o mundo venderá? E se não vende, como comprará do gigante asiático?
Estão criadas as condições básicas para uma desaceleração mundial. Não é por outra razão que o petróleo, que ontem subia, despencou no dia de hoje. Também não é por outra razão que o dólar subiu. Mas não era dessa forma que o mundo queria que a moeda americana fosse valorizada.
Por outro lado, pobre Japão que vive com o fantasma da deflação! Sua economia é muito atrelada às obras de infra-estrutura chinesa.
Sinceramente, a mim pareceria melhor que a China apenas valorizasse sua moeda e não inventasse o que não precisa ser inventado.

SERÁ GOOGLE?

GOOGLE COMEÇA A ESTUDAR FORMAS DE REMUNERAR DIREITOS AUTORAIS NA WEB
Pressionado pelas ações judiciais na Europa, o Google decide criar formas de remunerar conteúdo digital. O diretor de marketing do Google para Europa - Philipp Schindler - disse que o direito autoral precisa ser preservado.
Interessante avanço. Várias vezes aqui no Blog o Prof. Grisi alertou sobre as falhas jurídicas ao se publicar conteúdo com direito autoral. E dava como exemplo o caso Europeu.
Por outro lado o Google já alerta aos publishers de mídia impressa que ajustem seus NEGÓCIOS A MÍDIA DIGITAL. É uma importante recomendação, uma vez que o modelo de negócios multi-plataformas veio para ficar.
A maneira de trabalhar em multi-plataformas já foi explorado no livro MÍDIAS e NEGÓCIOS: é preciso ter um sistema de assinatura ou micro pagamentos (notícias pagas por demanda).
A integração das mídias irá se tornar viável quando encontrar um modelo de negócios.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios

Mistura explosiva

Mercado de alta octanagem pode incendiar-se
O problema foi mesmo a mistura. De um lado, a desvalorização do dólar americano. De outro, a greve fancesa. Essa combinação provoca maiores dificuldades às economias européias, sobretudo às mais endividadas. Energia e moeda mais caras é tudo o que a Europa não precisa.
Ainda pela manhã da sessão de ontem, nos mercadeo europeus, os preços do petróleo aumentavam sustentados pela alta do dólar frente ao euro. Os ativos denominados em dólares ficavam mais atraentes para os investidores. No mercado nova-iorquino, o barril WTI avançava 1,77%, alcançando US$ 82,69. Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações européias, batiam US$ 83,90 dólares o barril, com alta de 1,76%.
A greve das refinarias na França e o bloqueio de estradas pelos camioneiros franceses deram maior fôlego às cotações da commodities. Os preços foram subindo durante toda a sessão. No final da sessão as altas chegaram ao seu máximo de 2,25% e 2,33%, respctivamente.
Os protestos na França foram motivados pela proposta do presidente Sarkozy de estender para 62 anos a idade de aposentadoria.

As greves e bloqueios de estradas já deixaram mais de 15%, dos 12.000 postos de abastecimento franceses, sem gasolina e outros tipos de combustível.
A população francesa, como de costume, não vai "baixar a bola" e o governo ameaça com o uso da força. Enquanto isso o inverno se aproxima e o consumo de energia deve aumentar. 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Veja o mundo financeiro hoje

Em meio a todas as turbulências, analise os desempenhos no mundo financeiro
Difícil imaginar a não recuperação. Os quatro números negativos são muito modestos.

Ebooks e os portáteis

O rabo e o cachorrro. Um corre atrás do outro.
A Associação Americana de Editoras informa que o faturamento com e-books está chegando à casa dos US$ 90,0 milhões. Essa cifra corresponde a 9% do mercado editorial de livros nos Estados Unidos, não incluídos aí os livros didáticos. No ano anterior, os ebooks representavam apenas 3% do total desse mercado. O crescimento, portanto, é de quase 200%.
Alguns fatores podem explicar um crescimento tão explosivo em meio à crise econômica nos USA. Preço, sem dúvida, pode ter sido uma das maiores alavancas, entretanto, as condições de leitura dos livros eletrônicos também melhoraram muito com o lançamento de novos equipamentos eletrônicos mais portáteis e com maior conforto para esse tipo de atividade. É bem verdade que as vendas desses equipamentos também se beneficiarão muito, se as ofertas de ebooks continuarem a crescer nesse ritmo.

domingo, 17 de outubro de 2010

Veja quem puxa o trem agora

Os países nórdicos entram na moda
no cenário do pós-crise
As economias do norte da Europa estão entre as mais sólidas do mundo desenvolvido e são as que apresentam as perspectivas de crescimento mais animadoras. É daí podem vir novidades positivas para o Velho Continente.
O fenômeno parece criar uma dicotomia que biparte a Europa. Ao norte, as economias prosperam. Ao Sul, residem as economias mais deterioradas. O segredo parece ser exatamente o cuidado dispensado às contas públicas. Duas monarquias constitucionais, Noruega e Suécia, com seus reis e rainhas, são a nova atração entre os analistas de investimentos. Déficits reduzidos ou mesmo superávits, em dimensões diversas, tornam as contas públicas relativamente sadias Os mercados têm mantido maior dinamismo que de outros países avançados. O crescimentos dessas economias também são mais rápidos e sustentam esse otimismo em relação à toda região nórdica.
As bolsas desses países ilustram bem essa situação de economias menores, e mais austeras na gestão de suas receitas e despesas, constituir-se em esperanças novas para apoiar a recuperação dos pródigos países do sulinos. O índice europeu de referência, o Stoxx 600, soma 3,3%, desde o início do ano. Em Oslo, a alta foi de 5,3%, enquanto em Estocolmo o avanço alcançou de 14%, desde o início de janeiro. O último relatório da OCDE já assinalava "que a esses países teriam uma recuperação da crise anterior do que outros mercados europeus".

Tudo parece muito consistente e em linha com as melhores práticas para a gestão dos estados. Os juros, por exemplo, começaram a subir. Os bancos centrais sueco e norueguês elevaram as taxas de juros locais, com o sentido de moderar o crescimento de suas economias, tornando-os mais lentos o suficiente para não interromper a recuperação econômica. São economias muito abertas e que se apóiam em fortes investimentos em educação e desenvolvimento tecnológico.
Penso ser um bom exemplo para os formuladores de políticas econômicas do próximo governo brasileiro.

PROJETOS E OPORTUNIDADES COPA 2014

É a criatividade que faz o avanço do mundo
Um Workshop que surgiu na disciplina PLANO DE NEGÓCIOS dos cursos COMÉRCIO INTERNACIONAL e CONSULTORIA EMPRESARIAL (Coordenados pelos Profs GRISI e Fábio) está sendo utilizado em Santa Catarina e Paraná.
Nesse workshop estamos utilizando os conceito de INOVAÇÃO ABERTA, onde alunos com diferentes perfis se unem para trabalhar em REDE para solucionar um problema.
Esta metodologia de trabalho para desenvolver PLANOS DE NEGÓCIOS é utilizado pelas Universidades Americanas em plataformas (ou entidades) como ENDEAVOUR e BATTLE OF CONCEPTS.

A iniciativa pioneira no curso da FIA - coordenado pelo PROF. GRISI- foi trazer essa tecnologia de gestão para ajudar o governo a solucionar problemas de logística e infra-estrutura para a COPA.

A SOCIEDADE PRECISA DESENVOLVER SOLUÇÕES E NÃO ESPERAR PASSIVAMENTE QUE TODAS AS SOLUÇÕES VENHAM DO GOVERNO (a experiência demonstra cabalmente que as soluções não virão de governos...)
Vejam como uma cidade - JOINVILLE - pode se envolver na solução de problemas da COPA: http://planodenegociosfia.blogspot.com/
PS- Foi ótimo ver o Prof. GRISI em Joinville empolgado com os alunos do MBA da cidade.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios

IEA - pérola cultural da USP


Programação Cultural
Boletim "Contato," do IEA/USPBoletim do IEA-USP — nº 153 — 1ª quinzena de outubro
Todas as edições: www.iea.usp.br/boletim
Cadastro: boletim-iea@usp.br
http://www.iea.usp.br/faleconosco.html - Fale Conosco
http://www.iea.usp.br/mapa.html - Onde Estamos
AMBIENTE
Definido o tema da 4ª Conferência: Regional sobre Mudanças Globais
AGENDA
Eventos públicos
LEMBRETE
Seminários das segundas-feiras do Observatório da Inovação e Competitividade recomeçam dia 18
Acompanhe o IEA: Facebook Twitter
SOCIEDADE
IEA inicia ciclo sobre os problemas dos idosos no Brasil
"Demografia e Referência Legal" é o tema da mesa-redonda que acontece segunda-feira, 18 de outubro, às 14h30, na abertura do ciclo "Idosos do Brasil: Estado da Arte e Desafios". Os objetivos do ciclo são organizar uma agenda dedicada aos idosos, estudar um modelo para sua atenção integral e identificar ações que contribuam com as diretrizes da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, aprovada pela
Portaria 2.528/06 do Ministério da Saúde.
Os debatedores dessa primeira atividade do ciclo serão: Salete Maccalóz, desembargadora federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região e professora da UFRJ e da Uerj, com experiência na área de direito privado; e Marília Louvison, mestre em saúde pública e médica da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, com experiência em saúde coletiva, com ênfase em gestão, planejamento e epidemiologia de serviços de saúde e em regulação, controle, avaliação e auditoria.
A coordenação do ciclo e da mesa estará a cargo de David Braga Jr., do Centro de Estudos e Pesquisa do Projeto Mais (Modelo de Atenção Integral à Saúde) do Hospital Premier — instituição apoiadora do ciclo —, ex-secretário da Saúde de Campinas e ex-diretor do Hospital dos Servidores Públicos.
Os temas das outras 12 mesas-redondas serão:
* políticas públicas relacionadas;
* fisiologia e fisiopatologia do envelhecimento;
* modelos de atenção e de organização das redes de serviços e linhas de cuidados, financiamento, estrutura, processos e impactos;
* formação e capacitação profissional;
* sistema de informação;
* trabalho, renda, previdência e assistência social;
* empreendedorismo, lazer, entretenimento, cultura e arte;
* aspectos urbanos e habitacionais;
* hospitais, casas de repouso, asilos, residências protegidas;
* questões jurídicas, custódia, interdição, tutela, herança, testamento;
* questões relacionadas à bioética, a biologia x a biografia;
* o direito relacionado à imagem, à linguagem e à memória; de decisão sobre a terminalidade da vida
A partir desses debates, pretende-se constituir uma agenda voltada à melhoria da qualidade de vida dos idosos e vinculada aos seguintes aspectos:
* promoção do envelhecimento ativo e saudável;
* atenção integral, integrada à saúde da pessoa idosa;
* estímulo às ações intersetoriais, visando à integralidade da atenção;
* provimento de recursos capazes de assegurar qualidade da atenção à saúde da pessoa idosa;
* estímulo à participação e fortalecimento do controle social;
* formação e educação permanente dos profissionais de saúde do SUS na área de saúde da pessoa idosa;
* divulgação e informação sobre a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa para profissionais de saúde, gestores e usuários do SUS;
* promoção de cooperação nacional e internacional das experiências na atenção à saúde da pessoa idosa;
* apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas.
LOCAL
Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA, Rua da Reitoria, 374, térreo, Cidade Universitária, São Paulo ( mapa).
WEB
O evento terá transmissão ao vivo pela internet em www.iea.usp.br/aovivo.
INFORMAÇÕES
Com Sandra Sedini (sedini@usp.br), tel. (11) 3091-1678
AMBIENTE
Definido o tema da 4ª Conferência: Regional sobre Mudanças Globais
"O Plano Brasileiro para um Futuro Sustentável" é o tema da 4ª Conferência Regional sobre Mudanças Globais, que acontecerá de 4 a 7 de abril de 2011, no Memorial da América Latina. A principal meta é contribuir para o aprimoramento do Plano Brasileiro de Mudanças Climáticas.
A iniciativa reunirá integrantes de instituições de pesquisa, do setor privado e de entidades da sociedade civil envolvidos na busca de entendimento e estabelecimento de sinergias e parcerias para a obtenção de soluções científicas, tecnológicas, economicamente sustentáveis e socialmente corretas para os grandes desafios interpostos pelas mudanças globais.
Os organizadores da conferência são o IEA, a Academia Brasileira de Ciências, o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, a Rede Clima e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas
OBJETIVOS
Os objetivos centrais da conferência são:
* discutir o progresso e as incertezas no estudo das causas, magnitude e consequências das mudanças globais;
* analisar as questões referentes à vulnerabilidade, adaptação e mitigação dos problemas ambientais, sociais, culturais e econômicos advindos das mudanças globais e às bases dos acordos internacionais;
* congregar estudantes, cientistas, empresários e profissionais de áreas relacionadas com as pesquisas sobre as mudanças globais em um evento de caráter multi e interdisciplinar, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e informações de várias naturezas e o estabelecimento de sinergias, em especial entre as empresas e a academia;
* reunir conhecimento científico e sugestões para futuras ações dos tomadores de decisão do governo, das empresas e da sociedade civil em questões associadas às mudanças globais;
* fomentar a formulação de políticas públicas que possam rapidamente ser adotadas pelos governos das esferas federal, estadual e municipal, na busca da melhor convivência com os problemas advindos das mudanças globais e, se possível, que aproveitem as oportunidades que essas mesmas mudanças possam apresentar.
ANÁLISE
A organização da conferência prevê o exame de sete setores:
* cenários climáticos;
* conservação da biodiversidade;
* agricultura e segurança alimentar;
* energias renováveis e não-renováveis;
* segurança hídrica;
* vulnerabilidade das áreas costeiras;
* vulnerabilidade das áreas urbanas.
Os participantes avaliarão cada setor de acordo com: o impacto dos avanços e descobertas mais recentes das ciências (exatas, biológicas e sociais) no campo das mudanças ambientais globais; a importância das metodologias para inventários das emissões antrópicas e remoções de gases de efeito estufa (GEE); os impactos das mudanças ambientais, vulnerabilidades e eventuais adaptações factíveis no momento atual e no futuro próximo; as ações e tecnologias de redução das emissões e captura de GEE, incluindo os processos de mitigação apropriados para o setor, como o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), a recomposição da paisagem e outros.
Serão discutidas as possíveis mudanças de paradigmas, modelos de desenvolvimento e padrões de consumo necessários para a solução do desafio imposto pelas mudanças globais, especialmente as mudanças climáticas. Também serão abordados o papel de cada segmento da sociedade e a questão da pobreza nesse processo.
As oportunidades de negócios e pesquisas decorrentes das mudanças globais também serão objeto de análise, em particular, a emergência e evolução de políticas de transição para a economia de baixo carbono no Brasil e em outros países da América do Sul. Além disso, cada setor será analisado na perspectiva das negociações internacionais sobre o clima, de modo a oferecer o quadro das discussões, consensos e dificuldades para o estabelecimento de acordos.
RESULTADOS PREVISTOS
As exposições e debates do evento resultarão em quatro realizações:
* declaração "Brasil Sustentável — Carta da 4CRMG" (documento com as recomendações da conferência contendo principalmente orientações para a formulação de políticas públicas na direção do desenvolvimento sustentável);
* Relatório Técnico-Científico;
* livro eletrônico contendo contribuições selecionadas baseadas nas palestras e painéis;
* CD com os pôsteres apresentados no evento.
Os interessados em participar da exposição de pôsteres deverão submeter resumos sobre o conteúdo de seu trabalho até 10 de dezembro. Os pôsteres aprovados ficarão expostos durante toda a conferência, com premiação para os melhores de cada setor.
INFORMAÇÕES
No site www.mudancasglobais.com.br ou pelo e-mail faleconosco@mudancasglobais.com.br.
AGENDA
Eventos públicos
IMPORTANTE
Os eventos são gratuitos, não exigem inscrição e acontecem, em sua maioria,
no Auditório Alberto Carvalho da Silva (65 lugares, a serem ocupados por ordem de chegada do público), na sede do IEA
http://www.iea.usp.br/mapa.html -  v. localização
Transmissão ao vivo pela web em http://www.iea.usp.br/aovivo
www.iea.usp.br/aovivo (as exceções estão indicadas na relação abaixo).
2010
OUTUBRO
• Dia 18, 11h
INOVAÇÃO SEMIABERTA: O MODELO DA RECEPTA BIOPHARMA OU "A VIRTUDE A PARTIR DA NECESSIDADE"
Expositor: José Fernando Perez (Recepta Biopharma)

Informações: Inês Iwashita ( ineshita@usp.br), tel. (11) 3091-1685
• Dia 18, 14h30
DEMOGRAFIA E REFERENCIAL LEGAL
1ª Mesa-Redonda do ciclo "Idosos do Brasil: Estado da Arte e Desafios"
Debatedores: Salete Maccalóz (TRF-2ª Região, UFRJ e Uerj) e Marílila Louvison (Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo)
Coordenador: David Braga Jr. (Hospital Premier)
Informações: Sandra Sedini ( sedini@usp.br), tel. (11) 3091-1678
• Dia 20, 13h30
SEMINÁRIO DE LÓGICA PARACONSISTENTE ANOTADA
EM BIOMEDICINA, AUTOMAÇÃO E ROBÓTICA
Coordenador: Jair Minoro Abe (IEA e Unip)
Local: Prédo da Medicina Legal, 1º andar, sala 2, Instituto Oscar Freire,Faculdade de Medicina da USP, Av. Dr. Arnaldo 455, São PauloInformações: Sandra Sedini ( sedini@usp.br), tel. (11) 3091-1678
Evento sem transmissão pela web
• Dia 25, 11h
BASE INDUSTRIAL DE DEFESA E COOPERAÇÃO REGIONAL
Expositor: Peterson Ferreira da Silva (Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas-Unicamp/Unesp/PUC-SP)
Informações: Inês Iwashita (ineshita@usp.br), tel. (11) 3091-1685
• Dias 25 a 27
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DA REDE WATERLAT — TENSÃO ENTRE JUSTIÇA AMBIENTAL E JUSTIÇA SOCIAL NA AMÉRICA LATINA: O CASO DA GESTÃO DA ÁGUA
Local: Memorial da América Latina, São Paulo, SP
Informações: http://www.waterlat.org/,
waterlat@ncl.ac.uk
Evento sujeito a inscrição e taxa de participação — Sem transmissão pela web
• Dia 26, 9h
FÓRUM DE DISCUSSÃO SOBRE ACESSO ABERTO NA USP
Conferencista (abertura): Stuart Shieber (Universidade Harvard, EUA)
Vários expositores e debatedores
Local: Auditório da Faculdade de Medicinia Veterinária e Zootecnia da USP, Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87, Cidade Universitária, São Paulo
Informações: dtsibi@usp.br, tels. (11) 3091-4195 e 3091-1547
NOVEMBRO
• Dia 18, 8h30
OCEANOS E SOCIEDADE — A ATUAÇÃO DA COMISSÃO OCEANOGRÁFICA INTERGOVERNAMENTAL E A RELAÇÃO ENTRE PESQUISA OCEANOGRÁFICA E POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL
Vários debatedores
Local: Auditório Prof. Dr. Plinio Soares Moreira do Instituto Oceanográfico da USP, Praça do Oceanográfico, 191, Cidade Universitária, São Paulo
Transmissão pela web: http://www.iptv.usp.br/
Informações: http://www.oceanosesociedade.io.usp.br/
http://www.oceanosesociedade.io.usp.br/
2011
ABRIL
• Dias 4 a 7, 9h
4ª CONFERÊNCIA REGIONAL SOBRE MUDANÇAS GLOBAIS: O PLANO BRASILEIRO PARA UM FUTURO SUSTENTÁVEL
Vários conferencistas e debatedores
Local: Memorial da América Latina, Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, São Paulo
Informações: http://www.mudancasglobais.com.br/
www.mudancasglobais.com.br, mailto:faleconosco@mudancasglobais.com.br
faleconosco@mudancasglobais.com.br
Evento sujeito a inscrição e taxa de participação — Sem transmissão pela web mailto:faleconosco@mudancasglobais.com.br

sábado, 16 de outubro de 2010

Juros e as ofertas de financiamentos

Câmbio é um problema financeiro ou comercial?

Entenda o debate em torno da
"guerra cambial" entre os países
Veículo: Portal BBC Brasil - Data: 08/10/10 - Fabrícia Peixoto - Brasília
Strauss-Kahn (direita) disse que países usam câmbio como arma.
Representantes das principais economias do mundo estarão reunidos neste final de semana em Washington com uma preocupação em comum: como evitar o que especialistas e governos vêm chamando de “guerra cambial”.
Diversos países, entre eles Estados Unidos e Brasil, reclamam de outras nações, sobretudo emergentes, que estariam forçando a desvalorização de suas moedas como forma de beneficiar suas exportações.
Anfitrião do encontro, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse que muitos países consideram suas moedas como uma “arma” e que isso “certamente não é bom para a economia global”.
O foco das críticas tem sido a China, que tem o controle cambial sobre sua moeda, o yuan – enquanto nas principais economias do mundo as moedas locais flutuam de acordo com as negociações de mercado.
O governo brasileiro já começou a agir: em menos de uma semana anunciou duas medidas com o objetivo de restringir a entrada de capital estrangeiro no país e, assim, tentar atenuar a valorização do real.
A BBC Brasil preparou uma série de perguntas e respostas que explicam o debate.
O que seria uma guerra cambial?
O termo vem sendo usado por diversos governos e economistas para descrever uma suposta disputa entre os países envolvendo suas moedas.
O argumento é de que alguns países, sobretudo emergentes, estariam “forçando” a desvalorização de suas moedas para beneficiar seus ganhos com exportação.
Apesar de negócios com a China, EUA criticaram a desvalorização do yuan.
Os governos têm evitado um confronto direto com a China, mas muitos consideram o país asiático como vilão dessa disputa. Além de ser uma das principais economias do mundo, a China é uma das poucas a manter o regime de câmbio fixo.
A cotação da moeda local, o yuan, é controlada pelo governo, enquanto nas principais economias o câmbio é flutuante, ou seja, tem sua cotação definida pelas negociações de mercado.
Para muitos economistas, essa diferença entre os regimes causa distorções na economia financeira internacional, levando à adoção de medidas de retaliação – daí o termo “guerra cambial”.
Essa guerra já está em curso?
É difícil afirmar com precisão. Muitos especialistas, como o colunista do jornal britânico Financial Times, Martin Wolff, acreditam que sim. Já o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, prefere falar em “tensão” no lugar de “guerra”.
Seja guerra ou apenas uma tensão, todos parecem concordar que existe um movimento em curso em diversos países cujo objetivo seria o de evitar prejuízos com uma excessiva valorização cambial.
Um desses países é o Brasil, que em menos de uma semana anunciou duas medidas para tentar atenuar a valorização do real. A principal delas foi a elevação de 2% para 4% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital estrangeiro que entra no país em busca de rendimentos de curto prazo (basicamente, títulos do governo).
Mas o Brasil não é o único. No mês passado, o governo japonês decidiu intervir na cotação de sua moeda, o iene, algo que o país não fazia desde 2004. O banco central da Coreia do Sul também anunciou medidas que deverão interferir no câmbio a partir deste mês.
Os Estados Unidos, apesar de mais cautelosos em função da forte ligação econômica com Pequim, também têm subido o tom contra a desvalorização da moeda chinesa.
No mês passado, a Câmara dos EUA aprovou um projeto de lei que permitirá ao governo americano tratar a desvalorização do iene como um subsídio, abrindo as portas para uma série de medidas protecionistas contra a importação de produtos chineses.
Se o câmbio chinês sempre foi fixo, por que essa discussão agora?
Segundo o professor da Faculdade de Economia da USP Celso Grisi, a origem desse debate está na crise financeira internacional.
"Estados Unidos e Europa, principalmente, ainda sofrem as consequências da turbulência que começou há dois anos, com desemprego e sérios problemas fiscais”, diz o economista.
Com o consumo interno ainda fraco, muitos países têm buscado nas exportações uma forma de manter a economia rodando.
Mas como não tem sido fácil encontrar compradores em outros países, a desvalorização cambial acaba sendo uma saída para tornar as vendas ao exterior mais competitivas.
O problema, então, está só na China?
China é considerada uma das principais responsáveis pelo debate.
Segundo os economistas, não. Por ser o maior exportador do mundo e exercer o controle sobre sua moeda, a China é responsável por grande parte do problema, mas não é a única.
Há diversos fatores que também contribuem para a excessiva valorização de algumas moedas e para um desequilíbrio comercial.
Com um deficit de 3% (em relação ao PIB) em sua conta corrente, que inclui um forte deficit comercial com os chineses, os Estados Unidos culpam Pequim por prática de “comércio injusto” ao manter o yuan desvalorizado.
Por outro lado, há o argumento de que os Estados Unidos não só “criaram a crise”, como também permitiram que a poupança interna ficasse abaixo do desejável, tornando o país extremamente dependente de importações.
O governo brasileiro, que acompanha os Estados Unidos nas críticas à política cambial da China, também tem problemas internos que mantêm sua moeda valorizada.
“O Brasil tem uma das maiores taxas de juros do mundo, que acabam sendo mantidas nesse patamar para sustentar a dívida pública. Ou seja, o problema não é só com os chineses”, diz Grisi.
E qual seria a solução para o problema?
A discussão sobre como equilibrar as diferenças cambiais entre os países é considerada um dos temas mais controversos da macroeconomia. Para muitos especialistas, trata-se de um problema sem uma solução única.
Como os teóricos da atualidade descartam a volta de um regime internacional de câmbio fixo, que segundo eles impõe uma série de desvantagens, a saída seria um “meio termo” – ou seja, manter o câmbio flutuante, mas com alguma coordenação entre os países.
Essa coordenação, no entanto, pressupõe uma ampla negociação entre as principais economias. “Em toda negociação, todos têm de ceder. E esse nunca é um processo fácil entre potências”, diz o professor da USP.
Segundo ele, algumas medidas poderiam “atenuar” o problema, como um maior controle sobre gastos públicos da parte dos países ricos e uma disposição da China em aceitar um grau maior de valorização de sua moeda. “Mas nada disso é simples”, acrescenta Grisi.
O assunto promete ser o principal tema não apenas da reunião do FMI, que começa nesta sexta-feira, mas também da cúpula do G20, nos dias 11 e 12 de novembro, na Coreia do Sul.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Japão de lado, também

Japão já prevê novas medidas para conter a apreciação de sua moeda
O ministro das finanças do Japão, Yoshihiko Noda, aventou a possibilidade de novas intervenções do Governo no mercado de moedas local, com o propósito de estancar o processo de valorização excessiva do iene.
A moeda japonesa atingiu o seu máximo em 15 anos, em relação ao dólar americano,O dólar veio abaixo dos 81 ienes, considerado a barreira técnica para a valorização da moeda japonesa.
O iene forte, como está, compromete as exportações do Japão, um dos motores mais poderosos da economia nipônica. O nível de emprego mantém baixo e os investimentos parados.
Como sabemos, não se trata de caso isolado. O Brasil que o diga.
A cooperação monetária será tema da próxima reunião do G-20, para definir diretrizes e minimizar a guerra cambial, nos dias 11 e 12 de novembro, em Seul. Aguardemos.

Europa de lado 2

Na Europa inflação é de 1,8%
A inflação na zona do euro alcançou 1,8% em setembro, aumentando dois décimos em relação a agosto, conforme informações da Eurostat. A Espanha puxou o índice europeu, com uma inflação de 2,1% nesse mês.
Os itens que apresentaram maior elevação nos últimos 12 meses foram: transportes (4,1%), álcool e fumo (3,2%) e moradia (2,9%). Os itens com menores altas, no mesmo período, foram: comunicações (-0,9%), lazer e cultura (-0,2%) e têxteis (0,2%).
As menores taxas de inflação da zona do euro foram apresentadas pelos seguintes países: Irlanda (-1%), Letônia (0,3%) e Eslováquia. As mais elevadas foram observadas na Romênia (7,7%), Grécia (5,7%) e Estônia (3,8%).
É mesmo de lado que esse cavalo corre.

Europa de lado 1

Zona do euro fecha balança comercial
de agosto com déficit
4,3 bilhões de euros
O dado é fornecido pela agência de estatística Eurostat. Em agosto do ano anterior o déficit havia sido de 2,8 bilhões. A União Européia foi ainda pior. Seu déficit de agosto alcançou 17.3 bilhões, contra 12,4 do mesmo mês do ano passado.
As exportações da zona do euro aumentaram nesse mês 1% em relação a julho, enquanto as da EU caíram 0,1%. O problema foi o crescimento mais rápido das importações: 1,8% e 1,3%, respectivamente. O pior desempenho deu-se no setor de energia, onde os preços do petróleo acabaram determinando o desempenho negativo da balança. Nas exportações, o destaque ficou por conta dos manufaturados que alcançou 101,7 bilhões de euros.
Pasme, a Eurostat aponta que as maiores altas nas exportações foram registradas em relação ao Brasil: 57%. Em relação a China a alta foi dde 41%.

Juros e contas públicas são os desatinos nacionais


GOVERNO AUMENTA IOF PARA CONTER
CAPITAL ESPECULATIVO
Veículo: Nicomex Notícias - Data: 11/10/10 - Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br
Na última semana o governo continuou sua tentativa de defender o real contra a valorização frente ao dólar. Em mais um capítulo da chamada “guerra cambial” definida pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, o governo lançou mão de mais uma arma para se proteger da enxurrada de capital estrangeiro no país. Após medidas como compra de dólares em leilões e utilização do Fundo Soberano do Brasil, agora é a vez do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) ter sua taxa aumentada, de 2% para 4%.
O objetivo da medida é diminuir a entrada de capital especulativo no país. “O investidor vem aqui só para ganhar a taxa de juros e cair fora. Então, o governo tributa na renda fixa, mas não na Bolsa, porque esta está realizando IPOs, lançamentos, como os casos da Petrobras e do Banco do Brasil, recentemente, trazendo dinheiro muito bom para a economia nacional”, explica o economista Celso Grisi, do Instituto de Pesquisas Fractal, em entrevista ao Nicomex Notícias.
Grisi se refere ao fato de que a taxação de 4% no IOF diz respeito às aplicações de investidores estrangeiros em renda fixa, como títulos públicos, por exemplo. Para a renda variável, a alíquota permaneceu em 2%. Segundo o economista, ao chegar a esse patamar, ficou muito menos atrativo aplicar no Brasil. “Por isso, embora a taxa Selic esteja em 10,75%, pagar 4% para depois ganhar na saída ficou meio complicado e o investidor já para de entrar com tanto dinheiro”, diz ele.
No primeiro dia em que o aumento do IOF esteve em vigor, não houve muito resultado. “Ninguém tinha ainda visto a medida e existiam interesses já correndo por todos os lados”, diz Grisi, para, em seguida, afimar que já houve reação, no dia seguinte, com uma entrada menor de capital, favorecendo a desvalorização do real. Aliado a isso, o governo abriu mais uma frente de atuação cambial, ampliando o volume de moeda que o Tesouro Nacional pode comprar para pagar a dívida externa. A regra, agora, permite a compra em até 2014, estendendo o prazo em dois anos.
Problema está nos juros
De acordo com Celso Grisi, a grande causa para o real estar caro é a taxa de juros excessivamente elevada, o que torna atraente a especulação. Para ele, as medidas tomadas pelo governo são razoáveis, mas devem preceder um novo movimento: a queda da taxa de juros. “Isso só será possível se forem melhoradas as contas públicas e implantada uma política fiscal mais ajuizada, além de conter o crescimento excessivo em que o Brasil se meteu nesses ltimos tempos”, diz ele. Para conter esse crescimento, deve se contingenciar seletivamente o crédito, diminuindo os prazos de pagamento, por exemplo. “Esse contingenciamento reduziria as pressões inflacionárias, que permitiria ir baixando a taxa de juros”, conclui o economista.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Outro problema de amostragem?

Fica difícil crer nessa generalização
A empresa de consultoria global Accenture divulgou estudo realizado em torno do mundo, com 300 profissionais de marketing e outros 300 profissionais de tecnologia da informação. Concluiu que as atividades de marketing digital são incipientes em relação ao potencial que esse mercado oferece. Atribui esse resultado à falta de integração entre as áreas de marketing e de TI.
Apenas 6% das empresas entrevistadas estariam prontas para o desenvolvimento de campanhas digitais e somente 8% dos profissionais de TI e 6% de marketing dizem que as informações de marketing e de TI são realmente integradas. 30% aproximadamente dos respondentes não acredita na capacidade de suas empresas de integrar as ferramentas de análise às ações de marketing.
Reconheçamos que 300 casos para um e outro profissional é um número muito baixo e não pode representar o universo das empresas no mundo. A inferência estatística parece prejudicada. Também surpreende o resultado, depois de todo o barulho feito a esse respeito e de tantas atividades de marketing digital serem encontradas na internet. A prática diária mostra mesmo que o potencial é bem maior do que aquilo que se faz, mas provavelmente existam outras razões ligadas ao consumidor e aos meio “on line” para que isso aconteça e que não parecem estar cogitadas suficientemente no estudo.
Também não se cogitou da eficiência e muito menos do objetivo dessas campanhas digitais. Eslas resolveriam problemas de posicionamento de marcas, com eficiência?
Não seria tão definitivo, nem tão apressado para decidir sobre amostras tão acanhadas.

Inflação no campo

Da fazenda diretamente para a mesa
do consumidor
O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) subiu 5,43%, em setembro, enquanto o IqPR-V (vegtetais) teve alta de 4,84%, e o IqPR-A (animais) registrou alta de 6,88% no mesmo período. A pesquisa é feita pelo Instituto de Economia Agrícola – IEA e encontra-se publicada integralmente no seu site. É muito interessante acompanhar esse site: www.iea.sp.gov.br/
Os cálculos são feitos com a cana-de-açúcar e, também, excluindo-a do índice, devido a seu peso muito alto quando se pondera todos os demais produtos. Veja a tabela referente às variações percentuais em setembro de 2010, que é a que mais nos interessa no momento, e aquelas que calculam as variações de setembro 09 a setembro de 10.

Considerada a inflação brasileira e seu centro da meta é de assustar realmente. Entretanto, é preciso lembrar que alguns produtos estavam com seus preços muito defasados há um ano.
A exclusão da cana-de-açúcar,dá idéia mais clara da inflação que está por vir no setor de alimentos.

Além de 2009 ter submetido o agricultor paulista a um regime de preços muito baixos, como se poderia ilustrar com os preços do milho, da laranja, do amendoim e do feijão, outro fator pode explicar as elevadas altas, nos últimos doze meses. Os preços baixos tiveram origem nos excessos de oferta dos produtos mencionados e que induziram, como resposta, uma significativa redução da área plantada. O outro fator a pressionar os preços é de natureza climática. Chuvas excessivas que atrapalharam a florada da laranja no mês de novembro e dezembro de 2009, e que impediram algumas colheitas no mesmo período. Já no início de 2010, tivemos fenômeno inverso. A seca. Atrasou o plantio da safra das águas. Com isso, essas culturas acabam levando ao mercado uma oferta bem inferior àquelas de períodos anteriores e os preços disparam uma vez mais. O quadro abaixo dá a medida desses efeito sobre os preços recentes do grupo alimentos.
Fica fácil imaginar os efeitos desses aumentos sobre a o custo da sala de jantar do consumidor brasileiro. Comer vai ficar mais caro nos próximos meses. Bom momento para iniciar um regime alimentar e combater a obesidade.
Também há que se pensar que o crescimento da economia nacional e a distribuição da renda, em direção às classes menos favorecidas, contribuíram de maneira expressiva para os aumentos ocorridos. De fato, sempre houve no país uma grande demanda reprimida por alimentos. Dir-se-ia que, nesse caso, “juntou a fome com a vontade de comer” e os preços subiram. Mas não se pode subestimar também as pressões impostas pelos mercados internacionais sobre grãos, açúcar, café, laranja, etc.
Gráfico 1. Evolução do Índice Quadrissemanal
de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista,
Setembro de 2009 a Setembro de 2010.
Fonte: Instituto de Economia Agrícola (IEA).
Maiores altas: feijão 54,74%, laranja para mesa 26,02%, algodão 23,11%, milho 20,32%, carne de frango 19,11% e trigo 18,52%.
Maiores quedas: tomate para mesa 25,57% e ovos 2,52%.
Preparem-se, portanto, para esses novos centros de pressão sobre os preços. Pergunte-se também se para evitar essa alta, deveríamos subir mais os juros ou, de forma mais sensata, criar uma política agrícola que garantisse ofertas mais consistentes de alimentos à população brasileira. Os excessos podem ser contidos pelo contingenciamento seletivo do crédito que sustentam essas altas específicas.Os maiores financiador desse grupo de produtos são os cartões de crédito, nas suas várias modalidades. Fica a sugestão desse critério para iniciarmos a seletividade do crédito.
De resto, precisamos realmente aplaudir a qualidade do trabalho de nosso Instituto de Economia Agrícola. Permite fazer boas previsões e construir ações corretivas muito rápidas.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cumprindo promessa feita

A matriz de atratividade ainda é o raciocínio mais eficaz, em relação à segmentação
dos mercado a serem servidos.
Veja em que segmento você é realmente mais competitivo que sua concorrência. Simultaneamente, constate se esse segmento é realmente um grande formador de lucros e receitas para sua empresa. Se for, pule para dentro dele, porque ele é, de fato, uma grande oportunidade de mercado. Obviedades à parte, trata-se do mais sábio conselho que a McKinsey, criadora dessa matriz, poderia dar a qualquer um de nós.
Na prática gerencial, muitas vezes olhamos os mercados com uma urgência tão grande que chegamos a não ter o tempo que precisamos para fazer uma avaliação confiável. Então recorra a esses critérios.
Veja os exemplo da complexidade requrida:

Gráfico 2- Segmentação
Grafico 2
São mais simples, mas podem ajudar sua tomada de decisão no que se refere aos lucros a serem gerados.
1. O segmento é suficientemente grande para suportar a escala de sua operação.
2. Ele realmente está em crescimento rápido e manterá esse crescimento por um tempo ainda grande.
3. Os níveis de preços a ser praticados são claramente remuneradores de seus investimentos para explorá-lo.
4. A concorrência ainda não está presente nele.
5. Será possível sustentar uma política de diferenciação de sua oferta por um longo tempo.
6. Há claras evidências de que você será capaz de reter esses clientes durante longos anos.
7. O lifetime value é animador.
8. Sua empresa tem habilidade para acessar os centros decisórios de compra.9. Os clientes futuros realmente perceberiam relevância nos benefícios contidos em seus produtos.
10. A empresa tem competência para os trabalhos de afther marketing
11. Sua empresa goza de posicionamento para entrar no segmento encontrado.
12. Os padrões exigidos pelo segmento para a exposição na mídia e seus respectivos custos são compatíveis com os recursos que sua empresa dispõe ou quer gastar.
13. Você consegue identificar os consumidores do segmento a ser explorado em suas bases de dados.
Sempre o melhor será proceder aos procedimentos metodológicos mais completos. Como em alguns casos o tempo não nos permite,  tente responder ao menos a essas perguntas. Tente ser muito objetivo e imparcial, sempre que isso lhe for possível. Boa sorte!

Tal como prevíamos, o problema ficou com os alimentos

IPC-S de dedo em riste para a inflação
Calculado pela FGV, do Rio de Janeiro, o Indice de Preços ao Consumidor_Semanal acusa que a alta de preços nas principais capitais teve como principal responsável o grupo de alimentos.
Os culpados no grupo foram:  carne, açúcar cristal, óleo de soja, acerola, limão, pimentão, milho verde em espiga,  pão francês, pão francês, feijão carioquinha, laranja-pêra, melancia e queijo minas.
As farinhas devem ser as próximas a subirem. Depois virão ainda o leite e a carne de frango. Esses itens estão muito procurados no exterior e nosso mercado interno não pode sofrer desabastecimento.
A regra econômica para isso diz que os preços farão os ajustes entre as ofertas e as procuras.
Fica a pergunta: para isso, adianta subir mais o juros básicos?
Acho que não.

Segmentar é forma de encontrar oportunidades


Retornando à segmentação dos mercados nacionais. Tudo mudou, sugiro que a segmentação mude também.
O esforço de segmentar não é o mesmo de explorar segmentos. São coisas diferentes, que servem a diferentes propósitos.
Nesses tempos de grande crescimento da economia nacional, aos poucos, somos estimulados a abandonar a importância que atribuíamos à segmentação de mercado. Não é que tenhamos deixado à margem nossas estratégias de exploração dos mercados eleitos. Ao contrário temos incentivado as diferenciações de produto, desenhado cada vez melhor e de forma mais seletiva nossas estratégias de distribuição. Temos praticado preços compatíveis com o poder de compra de cada segmento e dirigido nossas comunicações sempre de forma mais direta e eficaz. Tudo com o objetivo de aumentar nossa competitividade nos ambientes mercadológicos que freqüentamos e de garantir volumes compatíveis com as escalas de nossas operações.
De fato o que tem arrefecido são os esforços de identificar novos mercados pelo uso de bases mais complexas de segmentação. Tínhamos evoluído muito nesses últimos anos, mas parece que o esforço para não perder os “shares” conquistados para nossos produtos, em mercados de crescimento rápido, solicitou inteiramente nossa atenção na área de segmentação. Em um bom número de vezes ainda se assiste às práticas de segmentação demográfica e geográfica. Em outros casos, os gerentes de marketing têm usado - e com grande habilidade-, outras variáveis que seguramente apresentam maior poder de discriminar seus consumidores. Atitudes, comportamentos ou intensidade de uso, benefícios procurados, e mais raramente, estilo de vida entraram em moda entre nós.
Veja um exemplo:

Nesse sentido apenas é que sugiro que voltemos a intensificar nossos esforços. Níveis de envolvimento, motivos de compra, riscos percebidos e variáveis psicográficas são algumas das variáveis que deverão entrar nesse jogo de segmentação nos próximos anos, multiplicando as formas de ver, entender e lidar com os consumidores.
Sem dúvida, novos segmentos irão surgir diante de nossos olhos e, então, será necessário um esforço de avaliação, antes de eleger qualquer um deles para servir.
Na próxima postagem vamos discutir alguns critérios que poderiam
nos ajudar a escolher novos esses segmentos, tendo em vista a maximização do lucro de longo prazo de nossas empresas.

Fusão para combater a Apple

New York Times especula sobre fusão da Microsoft com a Adobe
A lenha foi arrumada e o New York Times riscou o palito de fósforo. O jornal especula sobre eventual fusão entre a Adobe e a Microsoft, com o objetivo de ganhar escala para o combater a Apple, de Steven Jobs.
É de se perguntar, preliminarmente, se uma fusão como essa seria bem aceita pela Justiça norte-americana, que, como regra, analisa esses eventos à luz da rigorosa legislação anti-truste. De modo geral, preocupado com o direito da concorrência, o Departamento de Justiça veda essas tentativas, alegando problemas com concentração econômica no setor.
A ser verdade a notícia, é mais de se pensar em compra pela Microsoft do que em fusão. Aliás, o próprio jornal insinua essa possibilidade ao afirmar que já há algum tempo a Microsoft vem trabalhando nessa direção. A Adobe, até agora, teria resistido. Vamos aguardar a evolução dos fatos ou os costumeiros desmentidos.