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Mostrando postagens com marcador Agricultura. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 19 de junho de 2017

A próxima safra americana pode ser decepcionante

Reduzindo o nível de especulação com as commodities agrícolas.
A próxima safra agrícola já se encontra plantada nos Estados Unidos.  Algumas culturas tiveram que ser replantadas por excesso de chuva. Outras sofreram com o calor excessivo e o tempo seco que se sucedeu. Tudo isso já aconteceu e faz parte do passado. Agora é acompanhar o regimes de chuvas durante o período de adubação em cobertura e depois no momento em que as culturas devem granar.
O primeiro balanço dessa safra deixa claro que o trigo apresenta condições sofríveis e, portanto, a tendência do preço será de alta para o próximo mês.
Igualmente as culturas de milho se apresentam em condições apenas regulares, sinalizando para alta de seus preços nos mercados internacionais. Por outro lado, é preciso notar que a demanda pelo cereal está firme, o que tende a reforçar a tendência altista.
A soja também não vai bem nos Estados Unidos e os preços do grão continuam a crescer nos mercados futuros.
Por fim, o algodão, no sentido oposto, vai muito bem. O plantio e a evolução da cultura prometem uma safra alentada e os preços tendem, a cair em Chicago.
Tudo tem parecido muito bom para o Brasil. Se essa situação se confirmar, a China, para garantir o aprovisionamento de proteína vegetal, começará a aportar seus graneleiros no norte do país, já no mês de março. Os chineses temem pelo desabastecimento de grãos. Então, os preços internos terão espaço para subir e recuperar a lucratividade da safra de 2016/2017. O plantio brasileiro se inicia logo que o que o inverno acabe, com as primeiras chuvas da primavera. Nesse momento, teremos condições de fazer previsões precisas sobre preços e quantidades. Mas, as perspectivas são muito boas.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Cinco anos de Código Florestal

O Código Florestal: uma iniciativa indispensável
O Código é uma das melhores iniciativas para reconciliar a expansão da agropecuária, e de sua produtividade, com a conservação ambiental. Nele, foram criadas alternativas de revegetação, restauração e compensação, de modo a tender todas as expectativas dos agropecuaristas e permitindo a regularização por meio de Programas de Regularização Ambiental. 
O CAR (cadastro Ambiental Rural) será a grande métrica para aferir os avanços de toda essa iniciativa e espera-se que, a partir de 2018 todos os produtores tenham sua propriedade absolutamente diagnosticada em seus usos e vocações, estimulando os ajustes requeridos pelas boas práticas do setor.
O CAR aponta a existência de um déficit de vegetações nativas de 166 milhões de hectares. Mostra também um passivo de 5,8 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente e outros 14,9 milhões de hectares  em Reserva Legal.
Os impactos desses ajuste não serão desprezíveis. As cadeias agropecuárias terão de  buscar fundos para isso. Precisaram buscar formas de monetizar as áreas destinadas a propósitos ambientais. A sociedade como um todo, envolvendo nisso todas as nações, deverá entender o importante papel que que terão no fornecimento do funding exigido pela implantação e sustentação de operação dessa magnitude. Afinal, a sociedade é uma das maiores beneficiárias dessa política ambiental. Por outro lado, os conglomerados urbanos abrigam as maiores fontes poluidoras do planeta. Deles esperam-se medidas mais severas de preservação e de recuperação, que venham a se somar aos esforços que o campo deverá fazer nos próximos anos.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Cambio destrava as exportações das commodities agrícolas. Clima prejudica o plantio norte-americano
Com a alta do dólar, provocada pela situação política brasileira, o Brasil pode ter vendido mais de 5 milhões de toneladas de milho e soja no mercado internacional, nesses poucos dias. As regiões comercialmente mais ativas, nesse período, foram as do sul do país (Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina), e do Matopiba (formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
Os preços em reais também melhoraram. O episódio político serviu para mostrar que o dólar deveria valer pelo menos R$ 3,40. Essa taxa de câmbio permitiria que o produtor pudesse ter um ganho, ainda que pequeno, a partir da comercialização de sua produção.
Neste ano, o país apresentou uma safra recorde em todos os estados, com exceção dos estados do Nordeste. Com produtividade alta, a oferta tornou-se abundante derrubou os preços internos, comprometendo a lucratividade dessas culturas.

Nos Estados Unidos, o plantio recém iniciado ainda não está claramente definido. O regime de chuvas e as variações temperatura podem provocar uma redução da produtividade naquele país, pressionando os preços na Bolsa de Chicago para cima. A demanda de grãos, por seu lado, permanece firme, com comportamento bastante ativo.
Independentemente dos preços alcançados nesses últimos dias, o clima continua amedrontando os compradores de cereais. Na verdade, não se chegou até o momento a uma previsão definitiva sobre a nova safra americana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulga estimativas que apontam para o crescimento da área já plantada no corn belt, o cinturão do milho. Os agricultores, no entanto, relatam dificuldades para avançar com o plantio em função do excesso de chuvas. As baixas temperaturas também contribuem para prejudicar a germinação das sementes e castigam os pés nascidos.
Entre agricultores já se fala abertamente na necessidade de replantio, em boa parte da área plantada, com a natural redução da produtividade e a elevação dos custos por acre cultivado.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Nem tudo são flores para a safra de grãos

Argentina e Paraguai já acusam 
fortes perdas no campo
As produções agrícolas da Argentina e do Paraguai sofrem reveses nesse momento.
O mau templo, com chuvas excessivas e tornados frequentes, castigam a zona rural da Argentina e do Paraguai. A situação é crítica para o rebanho bovino em toda a Província de Corrientes. O governo Argentino divulgou informações preliminares dando conta de que mais de dois milhões de hectares foram vitimado pelo excesso de chuvas, atingindo onze departamentos. As inundações se multiplicaram nas últimas semanas e os rebanhos bovinos não estão resistindo a essas condições. O número de óbitos nos rebanhos aumentou sensivelmente, causando prejuízos de grande monta ao pecuarista local.
A preocupação na zona rural de Corrientes é com a chegada do inverno. Nessa estação e provável que o frio possa complicar mais ainda o estado corporal das vacas, que conseguirem resistir à inundações.
Na agricultura, as maiores perdas estão associadas às regiões produtoras de soja, como, por exemplo, a província de Buenos Aires. Ali as inundações impediram a movimentação das máquinas e deixaram a cultura abaixo do nível das águas.
No Paraguai, sobretudo na região de Assunción, estão ocorrendo fortes tornados que danificam as culturas em zonas ribeirinhas, assim como a estrutura urbana da capital e de outras cidades vizinhas.
O rio Paraguai, extremamente sensível às chuvas em suas cabeceiras, alcançou 4 metros, provocando o abandono de inúmeras propriedades. O rio continua a subir aumentando a preocupação da defesa civil com essas áreas.
Embora ainda não haja informações oficiais sobre as áreas agrícolas afetadas pelas chuvas, sabe-se que as culturas correspondentes à safrinha, devem ter, face a essas condições climáticas adversas, uma produtividade muito reduzida.

Não faltará grãos para o mundo

Departamento de Agricultura foi surpreendido pelo avanço no plantio da soja e do milho
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, conhecido pela sigla USDA, apresentou nesta segunda-feira (15/5), o boletim semanal de acompanhamento de safras e atualização do plantio, apontando melhora do clima no Corn Belt – o cinturão do milho.
O próprio USDA não acreditava que os agricultores norte-americanos fossem capazes de compensar o tempo perdido no plantio, pelo regime de chuvas abundantes que atingiu a região no início da semeadura. Pode-se imaginar que esses agricultores tenham usado o período noturno para fazer o plantio. Isso é muito comum no Brasil, sobretudo nas épocas das colheitas.
O mesmo fenômeno valeu também para o plantio de soja. Tudo faz antever uma produção muito alta nesse país. Claro que em agricultura, as “previsões” nunca falham depois que tudo foi colhido. Antes disso, a safra de grãos terá que florescer, granar e passar por um período de pouca chuva na colheita.
Mas é inegável que o ano agrícola começou bem nos Estados Unidos e as previsões meteorológicas apontam para situação muito favorável, devendo pressionar ainda mais os preços dos cereais.
Para o Brasil fica a esperança de que nossa política cambial consiga colocar a moeda nacional no seu verdadeiro valor, sem leva-la a apreciações que possam subtrair a competitividade do agricultor brasileiro. Contribuiria muito para isso, as reformas trabalhista e previdenciária que, se aprovadas, tendem a deixar nosso câmbio mais estável.
A competitividade também poderia ser dada pela melhoria da logística de escoamento da safra e pela política de financiamento agrícola mais ágil.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Recuperação de florestas

O compromisso brasileiro
O Brasil assumiu, em 2015, o compromisso de reduzir as emissões da carbono em 37%, com base nos índices de 2005.
Esse uso e os demais usos previstos implicariam a recuperação de florestas em 12 milhões de hectares, cujos custos (em plantio de árvores nativas intercalados com eucalipto) estão avaliados em 120 bilhões de reais. Para se ter uma ideia o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) envolveu quantidade inferior a essa  (114,3 bilhões).
O valor é tão alto que já se pensa em uma captação via ativos as serem comercializados no mercado financeiro. Para isso, o CAR (Cadastro Ambiental Rural) terá que ser concluído e de maneira muito rápida e confiável.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Uns comemoram. Outros lamentam.

Consumidor feliz, produtor quebrado?
Os preços das terras cultivadas nos principais estados agrícolas dos Estados Unidos permaneceram em queda, no último trimestre de 2016 e no primeiro de 2017, conforme pesquisa Federal Reserve de Saint Louis. O Estudo incluiu ainda as terras de Illinois e Indiana. A redução abrupta dos preços do milho, da soja e do trigo pressionaram a rentabilidade e a liquidez das propriedades rurais, sobretudo no meio oeste americano.
De acordo com o Fed, os preços das terras agrícolas, nessa região,  caíram cerca de 13% até final de fevereiro. A quantidade ofertada desses produtos cresceu em velocidade superior à demanda. O Fed de Kansas City também apontou quedas semelhantes para as terras não irrigáveis em Kansas e Nebraska.
Os banqueiros, por outro lado, esperam um declínio entre 6% a 10% nos preços das terras não-irrigadas, localizadas nas planícies centrais, até o final de 2017.

terça-feira, 12 de julho de 2016

É hora de acordar

É preciso definir rapidamente uma
política industrial
Embora seja muito auspicioso para o setor agropecuário conhecer os resultados das exportações brasileiras, publicados pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, será preciso identificar as causas que deram origem a tais números.
De um lado, o setor do agronegócio tem apresentado alta dinamicidade e muito empenho no aumento da produção e da produtividade. É esse o caso, quando se noticia que as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 45 bilhões no primeiro semestre do ano. Isso significa 4% a mais que as exportações de igual período de 2015.
Entretanto, é assustador reconhecer que o setor representa cerca de 50% de todas as exportações realizadas pelo país esse ano. Essa proporção mostra a fragilidade dos demais setores da economia, apontando para um parque industrial sucateado, incapaz de competir no mercado internacional. Comércio e serviços também deveriam apresentar papéis mais expressivos no comércio exterior do país.
Ao comemorarmos os resultados absolutos da agropecuária, lamentamos os resultados comparativos em relação aos demais setores. Sobretudo pela ausência de competitividade do resto da economia. É preciso definir rapidamente uma política industrial para o país.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

A oferta abundante derruba os preços

Ajudando a inflação 2
No Ceagesp de São Paulo, os preços também estão em queda. Caíram 3,53%, nos primeiros 20 dias desse mês. Os preços das frutas foram os que mais se ressentiram, com queda de 7,1%.
O índice só não acusou queda maior porque a oferta de verduras foi prejudicada pelas chuvas do final de maio e início de junho.

Bom para os consumidores. Ruim para os produtores. 

A queda não é maior porque a China ainda importa muito

Ajudando a inflação 1
O milho, nesse primeiro semestre, apresentou altas consecutivas. Em alguns mercados, ultrapassou os R$ 60,00 por saca de 60 quilos.
Com a entrada da safrinha, o preço veio para baixo. Hoje (22/06) já está sendo comercializado abaixo dos R$ 45,50. Mas é bom lembrar que a esse preço vale muito a pena voltar a plantar esse ano.
Quanto a soja, o preço está ancorado nas importações da China que não param de crescer.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Os agricultores que se preparem.

As notícias são ruins para o produtor agrícola
Economistas festejam a redução das pressões inflacionárias decorrentes do aumento da produção mundial de grãos. Esquecem-se contudo de que isso leva o PIB do campo para baixo e faz prever problemas grandes para o agricultor brasileiro, que já vinha sofrendo com a seca, desde a safra anterior. O Relatório de Estimativas Mundiais de Oferta e Demanda Agrícola, divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos aponta para queda dos preços das principais commodities agrícolas, ao revisar para cima a produção mundial dos principais grãos. Trigo e soja devem ter produções e estoques elevados a partir dessa colheita. O milho, embora sofra uma queda na produção mundial nessa safra, manterá altos níveis de estoques, impedindo a alta desse grão. A previsão já contabilizou uma redução das exportações russas, prejudicadas pelos muito eventos ocorridos recentemente. O cenário que se desenha para a agricultura nacional é muito ruim para 2015. A mera publicação do relatório jogou os preços para baixo no mercado internacional dessas commodities, deixando claro que os preços serão bem inferiores aos praticado no mundo, no ano agrícola de 2013-2014. A exportações brasileiras de commodities deve sofrer reduções expressivas e a renda do campo não ajudará nossa ministra a ampliar a classe média rural nesse período.Os agricultores que se preparem. As notícias são ruins para o produtor agrícola Economistas festejam a redução das pressões inflacionárias decorrentes do aumento da produção mundial de grãos. Esquecem-se contudo de que isso leva o PIB do campo para baixo e faz prever problemas grandes para o agricultor brasileiro, que já vinha sofrendo com a seca, desde a safra anterior. O Relatório de Estimativas Mundiais de Oferta e Demanda Agrícola, divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos aponta para queda dos preços das principais commodities agrícolas, ao revisar para cima a produção mundial dos principais grãos. Trigo e soja devem ter produções e estoques elevados a partir dessa colheita. O milho, embora sofra uma queda na produção mundial nessa safra, manterá altos níveis de estoques, impedindo a alta desse grão. A previsão já contabilizou uma redução das exportações russas, prejudicadas pelos muito eventos ocorridos recentemente. O cenário que se desenha para a agricultura nacional é muito ruim para 2015. A mera publicação do relatório jogou os preços para baixo no mercado internacional dessas commodities, deixando claro que os preços serão bem inferiores aos praticado no mundo, no ano agrícola de 2013-2014. A exportações brasileiras de commodities deve sofrer reduções expressivas e a renda do campo não ajudará nossa ministra a ampliar a classe média rural nesse período.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Essa rotina ficou monótona

Depois de plantados os grãos, a previsão
é de baixa de preços
Foi sempre assim. Antes do plantio no hemisfério sul, começam aparecer as revisões dos relatórios do USDA. Nesses relatórios pós-plantio, as previsões são sempre de safras recordes, no mundo. Particularmente, nesse mês de dezembro, as estimativas foram revistas para cima, para todos os principais grãos. As notícias falam são sobre expectativas de safras maravilhosas e de estoques elevados de grãos. Os preços, naturalmente, começam a cair e os industriais e comerciantes fazem a festa, provisionando-se a custos muito baixos. Essa situação deixa sempre uma questão a ser resolvida: os preços dos alimentos industrializados vão cair também? Ou a diferença entre os preços mais baixos das commodities e os preços anteriores, mais altos, vão ser embolsados por industriais e especuladores? Esses ganhos adicionais não vão ser repassados ao consumidor? Quando iniciar o novo período de plantio no hemisfério sul, as previsões vão falar novamente em escassez. Os agricultores vão ver os preços dos produtos que venderam barato, subirem. Animados com a perspectivas de ganhos, voltam a plantar. Se esquecem que o Departamento de Agricultura dos EUA, o famoso USDA, em breve publicará as edições de novos “Relatórios de Estimativas Mundiais de Oferta e Demanda Agrícola”, dando conta de uma super oferta e transformando os ganhos esperados em mais um momento de frustração dos agricultores. Trata-se de expediente que promove a transferência da renda do campo pobre para a cidade rica. Ampliam-se as desigualdades, em todo o mundo. Salvo os momentos onde os Atos de Deus são impossíveis de serem escondidos, o USDA patrocina e garante os lucros das tradings e das grandes empresas internacionais do setor, com a colaboração eficiente do universo especulativo das bolsas de mercadoria.  Essas descasam os preços do presente daqueles previstos para o futuro baseadas em expectativas manipuladas. Esses mecanismos desinformam e confundem o agricultor. Uma rotina que ficou monótona, e que serve aos poucos que se beneficiam das assimetrias informacionais.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Agência FAPESP

Modelo matemático desenvolvido para diluir agrotóxicos e reduzir o risco da contaminação ambiental
Os pesquisadores brasileiros da EMBRAPA Jaquariúna - Lourival Paraíba, Ricardo Pazianotto, Alfredo Luiz, Aline Maia e Claudio Jonsson – publicaram artigo intitulado “A mathematical model to estimate the volume of grey water of pesticide mixtures”, na última edição da prestigiada revista científica Spanish Journal of Agricultural Research, do Instituto Nacional de Investigación y Tecnologia Agraria y Alimentaria do Ministério de Economia e Competitividade da Espanha. O artigo refere-se a modelo matemático destinado a estimar o volume de água cinza necessário para diluir misturas de agrotóxicos nessa água e minimizar os riscos ao ambiente aquático. Para quem não é do ramo, a expressão “água cinza” denomina aquelas águas que ficam disponíveis, como resíduos, depois de passarem por algum tipo de processo de uso. Envolvem uma multiplicidade de origens, desde aquelas que vieram de banhos até as tiveram origem em algum processo de produção industrial. Na agricultura, o problema é sempre grave porque todas as águas utilizadas encontram o caminho dos rios ou são absorvidas pela terra em direção aos lençóis freáticos. A soma de todo o consumo de água envolvido na produção, incluindo a verde, vinda da chuva e contida no solo, a azul (da irrigação) e a cinza, que assimila a carga de pesticidas e fertilizantes, tomam esses caminhos. O trabalho publicado apresenta modelo com cálculos dos valores de concentrações letais de diversos agrotóxicos em organismos indicadores da qualidade hídrica, como algas, peixes e micro crustáceos, determinando os volumes de água necessários para diluir a carga dos pesticidas e minimizar os riscos para a vida aquática e, em consequência, para o homem.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A dura vida do campo

Atos de Deus desafiam os agricultores
As áreas produtoras de milho, soja e sorgo, nos Estados Unidos têm apresentado, nesse momento final da safra norte-americana, um comportamento climático desfavorável. As chuvas se prolongam exatamente no momento da colheita, impedindo essa operação e comprometendo, pelo excesso de umidade, a qualidade dos grãos.  A estocagem também fica encarecida pela necessidade de se proceder à secagem desses cerais. Os agricultores procuram minimizar o problema dando prioridade à colheita do milho destinado à silagem para animais. Entretanto, e para atrapalhar mais um pouco, o frio parece ter se antecipado muito além do que se poderia supor. Isso atrasa o processo de maturação dos grãos, atrasando novamente a colheita. No sul do Brasil, o plantio evolui com a ajuda das chuvas, enquanto no sudeste a seca continua.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O preço do milho

O produtor terá boas notícias mais à frente
Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago apresentaram-se em alta, depois de perdas sucessivas nos últimos dias. Encerraram essa terça-feira com altas entre 0,50 e 1,75 pontos. O contrato setembro/14 esteve cotado a US$ 3,58 por bushel. No Brasil, os preços começam a reagir. A saca de 60 kg avançou para R$ 23,20, em São Paulo. É possível ocorrer novos aumentos para os próximos dias, até o máximo de R$ 25,00/saca. Contudo a proximidade da colheita da safra norte-americana deve fazer os preços cederem novamente por um período relativamente curto. Dado que os compradores aproveitaram a fase de baixa e formaram níveis apreciáveis de estoques, não espere por recuperações expressivas antes de dezembro. O principal fator que movimentou os preços do cereal no mercado internacional foi o novo relatório de oferta e demanda do USDA. Nesse relatório a produtividade das lavouras dos EUA também foi revisada para cima. Mas, ainda assim decepcionou os compradores. Muitos recompraram posições anteriores. Contribuiu para o aumento das cotações do milho, as previsões sobre produção do etanol. Segundo o USDA, o país deverá destinar 128,91 milhões de toneladas à produção de etanol, número pouco maior do que o divulgado anteriormente, de 128,3 milhões de toneladas do cereal. O milho promete para o início de 2015.

sábado, 12 de abril de 2014

Seca e inundação no mundo

O clima está abusando da paciência do mundo
O Oceanographic and Atmospheric Administration dos Estados Unidos divulgou um novo relatório, afirmando que a probabilidade de o fenômeno climático El Niño aumentar sua intensidade no restante do ano são maiores do que 50%.
Em março, a instituição havia afirmado que essa probabilidade seria de no máximo
 de 50%.  No mesmo momento, o Bureau de Meteorologia da Austrália informou que a probabilidade do desenvolvimento do El Niño, no resto de 2014, é maior que 70%. No Japão, a agência climática local vê grande possibilidade de que, pela primeira vez em cinco anos, o país possa experimentar o padrão de tempo que provoca inundações e secas ao redor do mundo durante o verão e outonoÉ bom preparar seus aparelhos de irrigação, no campo, e iniciar a racionalização do uso da água, nas zonas urbanas.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Agriculltores em festa


Preços dos grãos vão se manter atraentes
As produções brasileiras de soja e de milho não apresentaram revisões tão significativas, conforme aponta a INTL FCStone. A produção de soja sofre apenas alguns ajustes regionais, mas em termos nacionais a estimativa manteve-se estável no mês de maio em relação a abril, em 87,6 milhões de toneladas. Uma bela safra que poderia ter sido melhor, não fosse a seca que atingiu boa parte das áreas produtoras. Quanto ao milho, a redução apresentou nesse mês um novo recuo, só que dessa vez o recuo foi mais discreto do que nas previsões anteriores. A INTL FCStone prevê queda para 71,2 milhões de toneladas de milho no ano agrícola 2013/14. Essas previsões começam a apontar que os preços devem permanecer em patamares atraentes para os agricultores no Brasil e no exterior, sobretudo se considerarmos as reduções ocorridas na produção dos Estados Unidos e da Austrália.

sábado, 22 de março de 2014

O próximo vilão dos preços

Frutas e legumes devem dar lugar aos grãos
O café arábica, no mercado internacional, mostra alta de preços de até 70% neste ano, na bolsa de Nova York. No Brasil, até agora, o IPCA-15 aponta que, em termos de alimentos, os hortifrutigranjeiros puxaram a alta dos preços. O índice cresceu para 0,73%. A partir desse instante a inflação deve se deslocar em direção aos grãos. Feijão, milho, café entre outros, deverão exercer novas pressões sobre todos os indicadores de inflação. Os cereais refletem em seus preços a frustração das safras norte-americana, australiana e brasileira, principalmente. Diferentemente dos hortifrutigranjeiros, as commodities agrícolas desse tipo, são negociadas em bolsas, por meio de contratos futuros. As previsões de safras, entre outras coisas, são determinantes dos preços e do ritmo das compras e vendas no mercado físico. As previsões não se referem apenas às safras anuais, mas consideram também os estoques mundiais. A produção de grãos foi comprometida por fatores climáticos e os estoques não estão altos. Embora algumas quedas mais recentes, reflexos de acomodações ocasionais, os preços internacionais continuarão a subir. No mercado físico, tudo começa pelas compras industriais e pelo comércio atacadista. No final de março, os preços, em sua maioria, já estarão sendo repassados ao consumidor final. É só aguardar.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Grave. Muito grave.

Brasil perde prazo
A notícia está no Valor Econômico de hoje, dia 19 de março: o governo brasileiro perde prazo para apresentar o Plano de Ação que explicaria a forma a ser utilizada pelo país para segregar o gado que eventualmente utilizasse medicamentos não aprovados pelos americanos, evitando que essa carne chegasse para consumo, nos Estados Unidos. Há muito tempo o Brasil tenta abrir o mercado norte-americano para carne bovina in natura. O protecionismo daquele país em matéria de produtos agropecuários já é tradicional, sobretudo em relação à carne brasileira que precisa encontrar mercados mais amplos e, com isso, garantir níveis de preços que possam remunerar de forma justa toda a cadeia produtiva da carne. O maior inimigo dos brasileiros é o Congresso dos Estados Unidos que se mantém irredutível à entrada desse produto no país e sustenta sua posição de todas as formas, inclusive recorrendo a barreiras não tarifárias, como por exemplo, multiplicando seguidamente suas normas fitossanitárias. A oportunidade estava nas mãos do governo brasileiro de demonstrar que a carne produzida com medicamentos não aprovados naquele país seria segregada das nossas exportações. O prazo para isso encerrou-se no dia 7 de março. O Ministério da Agricultura tenta justificar seu erro de gestão, afirmando que esse prazo não prejudicará a decisão final, pois, segundo fonte do Ministério, “não será por isso que o pedido será rejeitado”.
Trata-se de um profundo abandono das questões maiores do país, que revela o descompromisso com os assuntos da administração pública. O governo central parece irremediavelmente perdido. Tem-se a impressão que cansou de governar e que começa a reconhecer que sua vocação é a de fazer oposição. Quando assume os deveres de governar, o desinteresse é geral. Suas ações se voltam apenas para as infindáveis e inconsequentes articulações políticas. O país perde muito com tudo isso.

domingo, 9 de março de 2014

Com atraso grande, mas ainda em boa hora.

Reinstalada a Câmara Temática de
Negociações Agrícolas Internacionais
O secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcelo Junqueira, participou de reunião que reinstalou a Câmara Temática de Negociações Agrícolas Internacionais, nos últimos dias de fevereiro, e cujas atividades foram interrompidas em 2008. A intenção mais óbvia dessa câmara é a de aproximar o governo das entidades representativas do agronegócio, interessadas no comércio exterior.
Foi preciso que as contas externas se deteriorassem a esse ponto e que os resultados da Balança Comercial evidenciassem a atual dependência das commodities agrícolas, para o governo central apresentasse esse arroubo democrático tardio. Junqueira afirmou que o objetivo da câmara é melhorar o diálogo direto com essas entidades. “Reativar esta câmara é uma maneira democrática de ouvirmos e trocarmos ideias com o setor privado para que o agronegócio continue sendo o instrumento de maior valor de compensação na balança comercial”, confessou. Em que pese a interrupção prolongada - quase oito anos - desse diálogo, há na decisão do governo uma nova atitude em relação aos empresários do campo, reconhecendo a necessidade e os benefícios da agricultura de exportação. Ideologias à parte, a mecanização, mesmo no caso das monoculturas, implica o pagamento de salários crescentes e  equiparáveis aos de outros setores de nossa economia.