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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

IBOPE sofre desgaste na mãos de políticos

Ciro Gomes detona IBOPE
Vejam o Ciro: http://www.youtube.com/watch?v=cviVKqo7ZSg
Sem dúvida os erros cometidos por quase todas as empresas de pesquisa foram muito grandes. Portanto, não se trata da crucificação do IBOPE. Posso compreender algumas das possíveis falhas a que todos os institutos estão sujeitos.
Antes de nada, o método para seleção de amostra não pode ser o casual simples. Uma conglomeração ou uma estratificação seria mais adequado. Fazer três mil e tantas entrevistas em dois dias é coisa de maluco. O controle de campo realmente padecerá de recursos suficientes. Campo acompanhado de forma insuficiente, sabe Deus o que será da qualidade dos dados capturados. Pesquisadores terceirizados, sem os devidos recolhimentos de encargos sociais, descomprometidos, com salários aviltados fecham o desastre. Que tal formalizá-los e garantir qualidade na coleta de campo?
Estamos em época de baixo desemprego. Para os trabalhos informais restam os menos qualificados. Além disso, não ganham o razoável, nem encontram abrigo no recolhecimento legal de sua funções. Diante desse quadro, o que esperar?
Não podemos crucificar apenas os institutos. Quem contratou nega-se a aceitar o preço que a formalização exige. Portanto, Ciro e demais críticos, saibam-se coniventes, solidários e causadores desses desastres metodológicos. Não lhes cabe criticar. Se querem qualidade passem a pagar por isso e deixem de fazer encomendas descabíveis que impliquem a realização dessa quantidade de entrevistas em dois dias, com coleta, tabulação, análise e apresentação de resultados.
Em outras palavras, cliente não pode alegar desconhecimento. Deve saber o que faz. Na Fractal, os clientes costumam frequentar nossa sede e assistem, sempre que quiserem, a todos os trabalhos. Valorizam nosso pessoal e sua dedicação.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CELSO GRISI fala sobre economia na Europa - 5XPetróleo - Matheus Franco

Na entrevista, o professor fala sobre a situação econômica da Europa, especialmente da Alemanha, que demonstra surpreendente recuperação e impulsiona a zona do Euro.
1X A Europa vem enfrentando uma situação econômica complicada, agravada pela crise em países como Grécia, Portugal e Irlanda, mas demonstra sinais de recuperação. Qual o panorama atual da zona do Euro?
A recuperação europeia vem de um fato engraçado. A Europa não fez a opção por estímulos ao consumo, embora tenha mantido a taxa de juros baixa, mas passou a entender que o importante seria aumentar a taxa de investimento. Aliás, isso está muito em linha com o pensamento de especialistas ingleses, franceses e alemães. Se pegarmos o economista inglês Stuart Mill, veremos que ele sempre teve como observação que as crises se combatem com maiores investimentos governamentais e públicos.
Foi o que a Alemanha fez fortemente, para garantir nível de emprego. A França também, de uma maneira mais acanhada e agora, a Inglaterra, que retomou, com o novo governo, essa política de contenção de custos para liberar recursos do orçamento fiscal e dirigí-los aos investimentos de maior expressão e que mais empregassem mão de obra. A Alemanha, além disso, tem uma capacidade produtiva muito grande e fornece muitos equipamentos relacionados aos bens duráveis e industriais. Com a desvalorização do euro provocada pela crise, sobretudo da Grécia, mas também de Portugal, Finlândia e outros, a moeda sofreu um rebaixamento muito grande com medo do contágio. Com essa queda foi possível aos países mais competitivos alavancarem as exportações.
2X Dentre os países europeus, o que mais impressiona em termos de recuperação é a Alemanha, com um crescimento jamais visto, desde a reunificação. Qual a importância da economia alemã para a zona do Euro?
A Alemanha é a grande locomotiva do euro. Dentro dos países da zona, o país é maior Produto Interno Bruto disparado. O PIB vem não só da produção em volume, mas do valor agregado da sua produção. Os alemães agregam valor muito fortemente em função da intensidade tecnológica da produção. Embora tenha uma produção agrícola interessante, sobretudo com lácteos e alguns grãos, isso representa uma parcela pouco substancial do PIB. Diferentemente da França, que possui uma participação maior no agronegócio. A Inglaterra é, basicamente, a potência industrial dos séculos XVIII e XIX e ainda mantém áreas como a aeroespacial e algumas de competência muito grande e expressiva.
3X O que o crescimento econômico da Alemanha no segundo trimestre - da ordem de 2,2% sobre o primeiro - pode significar para a recuperação da Europa?
Em primeiro lugar, à medida que aumentam as exportações, começam a crescer salários e oferta de empregos. A Alemanha tem uma área extensa de fronteira com a França e quando a economia alemã se recupera puxa também a recuperação em nível de emprego e de renda do país vizinho. Então, é possível que o caminho seja esse. Cresce primeiro a Alemanha, a Inglaterra passa a acompanhá-la e, de forma um pouco mais lenta, a França se beneficia dos dois para ir na esteira, como fornecedora de matérias-primas, parte de peças e subsistemas e componentes. É provável até que, daqui para frente a gente assista, se não houver nenhum buraco em outros países no Norte e no Leste Europeu, a economia europeia começando a sair dessa situação numa velocidade maior que a americana.
4X A China passou oficialmente o Japão como a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos EUA, que passa por momento de recessão. Pode se esperar uma ameaça real da China à soberania norte-americana, num futuro próximo?
Ainda não. A China tem vivido com um modelo criativo e interessante. Mas, para ela chegar a um preço correto tem que valorizar o yuan em 40%, o que significa uma redução expressiva da produção. Se a moeda for para o lugar onde deveria estar, o PIB arrefece e o Japão volta a subir ao segundo posto. O grande importador da China são os EUA. Se os norte-americanos “tirarem o pé”, o PIB chinês também padece. Deve se manter um equilíbrio, porque os países, em geral, vão precisar da capacidade de compra chinesa e não é interessante que os EUA arrefeça agora sua política monetária.
5X O crescimento agregado dos 16 países da zona do euro registrou 1% no segundo trimestre. Como a recuperação europeia, mais especificamente da Alemanha no momento, pode impactar no Brasil?
Nas exportações estamos vivendo dos commodities metálicos, agrícolas e dos metais não-preciosos, principalmente enviado à Ásia, liderada pela China. Mas a recuperação alemã e dos EUA, ainda que lenta, trazem uma mudança na pauta de exportações brasileira, porque eles são importadores, sobretudo, de produtos com maior valor agregado. Então, começam a importar manufaturados e semi-manufaturados e revertem a tendência nacional de viver apenas dos produtos básicos e commodities. Isso quer dizer, para o Brasil, maior valor agregado da exportação, melhores salários que podem ser pagos no país e exportação de tecnologia maior. Isso melhora muito a nossa balança comercial.

1a. Guerra Cambial do século XXI?

Aumento do IOF parece não ter tido relevância
O aumento do IOF ainda não produziu efeitos. A preocupação mais evidente é a de descobrir se fará algum efeito no curto prazo. Afinal o Ibovespa subiu mais 1,28%, raspando os R$ 8,5 bilhões de volume financeiro no dia de ontem. Fechou aos 71.283 pontos.
Enquanto isso, o dólar perdia valor em relação ao real. Encerou cotado a nível muito baixo e perdendo 1,24 em relação à sessão anterior. Agora US$1,00 custa apenas R$ 1,67. A alíquota de IOF sobre o ingresso de capitais estrangeiros para a compra de títulos de renda fixa é de 4%, o dobro da cobrada até sexta-feira passada. Parece até que a aplicação continua atrativa ou que esse negócio de entrada de capitais para arbitrar a moeda nacional é balela descabida. Acho que não e que a medida fará efeito ainda no curto prazo. Entretanto, como dissemos, ela deveria ser acompanhada de outras medidas macroeconômicas, como por exemplo, o contingenciamento do crédito, redução dos juros básicos e correção das contas públicas. Isso tomaria, de qualquer forma, um tempo razoável e as autoridades monetárias sabem disso. Portanto, a próxima medida terá que dirigir-se ao mercado futuro de câmbio, complementando a alta de IOF. Também podemos, para breve, operar por mais essa intervenção nesse mercado que, dessa vez, virá via Banco Central.
Veja o que fez o BAnk of Japan. Cortou a taxa de juros de 0,1% para 0,0%., como medida para tentar conter a valorização do iene. A medida agradou aos investidores e o índice Nikkei reagiu.
Na Europa vamos vivendo a valorização do euro e indicadores sempre abaixo das expectativas do mercado. Tudo também está sinalizando para uma recuperação mais lenta, como nos Estado Unidos. O índice de gerentes de compra caiu para 54,1 pontos no mês de setembro. No varejo europeu também as vendas frustraram as expectativas dos analistas, crescendo modestos 0,6%, enquanto o esperado era um crescimento de 1,3%. Menos da metade.
Esse baixo crescimento europeu sugere que os governos da região acompanhem o Japão e adotem medidas para a desvalorização da moeda européia em relação ao dólar. Talvez nosso ministro Mantega tenha razão e estejamos assistindo irromper a 1a. Guerra Cambial do século XXI.

Condenação por violação de patentes

Apple condenada em Corte do Texas – USA
O ambiente institucional tem mudado muito nesses últimos anos. Cada vez fica um pouco mais difícil afastar-se das práticas competitivas e recorrer a condutas desleais de comércio.

Veja o que aconteceu para a Apple. Foi condenada a pagar US$ 625,5 milhões por violar três patentes da Mirror Words, empresa dedicada ao desenvolvimento de tecnologias. A Apple apropriou-se, de forma considerada ilegal para utilização no iPhone, em seus famosos computadores e no próprio iPod Touch, com a finalidade de exibir arquivos e documentos.



Deu nisso!
A Apple recorreu, alegando violação em apenas uma das patentes. Portanto, admitiu ter violado.
O importante agora seria aperfeiçoar essa legislação, incentivando a responsabilização criminal do ato violador. Como o lançamento de produto é uma decisão da administração, todos os administradores deveriam responder nas esferas civil e criminal. Mesmo as grandes empresas teriam, com isso, desestimuladas as práticas competitivas desleais. sobretudo em relação aos direitos intelectuais e industriais. O fato é que a Justiça americana deu uma mordida exemplar na Aplle.

terça-feira, 5 de outubro de 2010


Alimentos farão Inflação subir 1 ponto percentual ao mês
Veículo: DCI   -   Data: 05/10   -   Alécia Pontes
SÃO PAULO - A alta nas cotações das commodities agrícolas já impacta na inflação. Segundo Celso Grisi, presidente do Instituto de Pesquisa Fractal e professor de economia da Fundação Instituto de Administração (FIA), os alimentos devem responder pelo avanço de um ponto percentual ao mês na inflação. Outros itens, como vestuário, rações, calçados, biocombustível, madeiras e óleos vegetais podem representar mensalmente um aumento de 0,5 ponto percentual. Para 2011, ainda de acordo com Grisi, com a previsão de pouca oferta diante da forte demanda por alimentos a inflação no Brasil deve seguir em ritmo altista. "Tudo vai atingir a mesa do consumidor", afirma.
Entre os vilões para a elevação da inflação no País estão o trigo, a carne, a laranja, hortifruti, feijão, açúcar, lácteos e algodão. Além do excesso de crédito para pessoas físicas, a entrada de dinheiro estrangeiro para conter o câmbio e o dissídio salarial.
Para Grisi, a inflação deve fechar 2010 entre 5,5% e 6%.
Estatística do Banco Central que apontava na semana passada uma projeção de 5,05%, elevou a estimativa para 5,07%.
De acordo com Gian Barbosa, economista e analista de inflação da Tendências Consultoria, a primeira alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 0,30% ocorreu em meados do dia 15 de setembro. "Apesar de fraca, a oscilação foi rápida", observa.
Segundo Ariadne Vitoriano, economista da Rosenberg Associados, já houve alta ao consumidor, mas o repasse ainda não foi total. "Até o fim do ano, a tendência é de preços ainda mais elevados. Projetamos uma inflação em 2010 de 5,1%", afirma.
Para a economista, apesar de estimar uma inflação na casa dos 4,4% em 2011, o peso do índice deve ocorrer no início do ano.
De acordo com Grisi, outro agravante para o cenário da inflação e o fortalecimento na demanda está no fato de o grão ser disputado para biocombustível. "As cotações da soja e do milho devem ter trajetória para cima até março de 2011", estima.
Grisi considera ainda que a rota de preços do algodão tende a ser mais tranquila, mas mesmo assim as cotações devem continuar firmes. "Os valores já chegaram no patamar que deviam."
Os produtos in natura, segundo Barbosa, são os maiores responsáveis por jogar a inflação mais para cima. De acordo com Grisi, a alta demanda pela carne deve manter a valorização do produto pelo menos até abril. "Em dezembro pode ocorrer alguma queda e a arroba se estabilizar em R$ 80, mas entre março e abril a alta deve voltar", prevê.
Em São Paulo, neste mês, a carne bovina deve ser responsável pelo avanço da inflação.
Levantamento feito em setembro pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), aponta que o valor médio da carne subiu 6,6% ante alta de 2,30% verificada em agosto. O comportamento do item foi decisivo para puxar para cima a variação do subgrupo Semielaborados, de 0,54%, em agosto, para 3,22%, no mês seguinte, fazendo com que o grupo Alimentação apresentasse elevação de 1,57% no mês passado ante recuo de 0,15% em agosto.
Substituição
Para Grisi, o mercado deve buscar alternativas para contornar a elevação de preços substituindo produtos. Segundo o presidente, a substituição da farinha de trigo por de mandioca, ou o sorgo por milho são possíveis. "Mas mesmo assim, deve acompanhar o ritmo de elevação", diz.

Começamos um novo tempo no câmbio?

Agora será necessário acompanhar o aumento de IOF com medidas monetárias e fiscais
Em postagem de domingo, com a chamada “Não pode ficar embrulhado para presente” e sob o título “É urgente alterar a política cambial “, insistimos na ineficácia das intervenções do Banco Central no mercado de câmbio e que o valor do Real havia alcançado um patamar artificial, provocado, em grande parte, pela entrada de capitais especulativos no Brasil. Finalizamos o texto arriscando uma previsão: “Aguardem. Deve vir “chumbo grosso” nas espingardas dessas duas autoridades (Mantega e Meirelles). Parece já haver, entre eles, o entendimento sobre o aumento do IOF. Pessoalmente, penso que o valor do IOF vai dobrar de 2 para 4%.”
 Aconteceu. E de forma seletiva. Puniram-se apenas as aplicações em renda fixa, poupando as aplicações em bolsa dessa tributação adicional. A medida busca atingir apenas a especulação, preservando as aplicações em ações e, portanto, favorecendo os lançamentos já preparados pelas empresas para fundear suas ampliações e seus novos projetos. Fica manifesta a convicção da autoridade monetária no mercado de capitais brasileiro.
Por si só, o aumento tributário não dará conta de todo o recado. Como diz o jornalista Celso Ming, há um estoque de liquidez provocado pelo excesso de investimentos muito grande na economia nacional. É preciso enxugá-lo. Por isso, acrescentei algumas sugestões adicionais: “ Penso ainda que o juros poderiam cair 0,5 pontos percentuais e o crédito poderia sofrer um contingenciamento seletivo. Haveria maior estímulo aos investimentos, redução das pressões inflacionárias, ampliação do emprego via exportações e, finalmente, um ajuste das taxas de crescimento do PIB ao verdadeiro potencial de crescimento da economia nacional.
Em café da manhã nessa segunda-feira, Celso Ming alertou-me para as dificuldades de implantação dessas idéias. Forças políticas, tais como sindicatos e associações de classe não permitiriam o contingenciamento do crédito. A tentativa do contingenciamento seria frustrada, sobretudo nesse momento eleitoral. Trata-se de jornalista experiente e muito articulado com os centros decisórios e sua opinião me inspira muito respeito.
Modestamente, vou manter minhas convicções iniciais. “Em outras palavras, problemas como esse, não podem ficar embrulhados para presente. Há urgência em resolvê-los.” É momento de deter o consumo pelo lado das limitações creditícias, pois a alternativa a isso seria subir a Selic outra vez. Significaria anular o aumento de 2% na alíquota do IOF, mantendo a rota de sobrevalorização cambial.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A proximidade das eleições não impediu o mercado de subir

Ibovespa subiu 3%, na semana
anterior às eleições
O otimismo reinante levou o Ibovespa a crescer. No último dia da semana passada, a alta foi de 1,15%, alcançando os 70.229 pontos. Considerada a semana toda, a alta foi de 2,98%
O mercado internacional também esteve forte com as notícias de suas economias.
O PIB nos Estado Unidos cresceu 1,7% no segundo trimestre de 2010. O mercado esperava 1,6%. A confiança do consumidor, no mês de setembro, não correspondeu ao esperado. Ficou abaixo. Entretanto, alguns indicadores superaram as expectativas O índice de atividade industrial na região de Chicago, o número de pedidos de auxílio-desemprego, o núcleo do índice de preços, que mede o consumo pessoal e os gastos com construção civil, todos eles agradaram muito aos investidores. Nessa esteira, o Brasil sempre pega uma boa carona.
No continente europeu, o índice de confiança na economia subiu, em setembro. Para ajudar, o Banco Central Europeu divulgou sua disposição em apoiar com € 104 bilhões seu sistema bancário, por meio de novos empréstimos, com três meses prazo. Isso sempre empolga o mercado.
Não se deve esquecer, contudo, os muitos rebaixamentos de países europeus pelas agências de rating e os problema s não superados com os déficits públicos das economia periféricas: Espanha, Portugal, Irlanda e Grécia. França e Itália com suas políticas de ajuste das contas públicas ainda não convenceram os analistas. Por fim, vale lembrar que no Leste Europeu alguns países continuam em crescimento, enquanto outros ainda não se acertaram.
A China continua puxando o mundo. O Japão ainda não achou saída razoável para sua deflação. Portanto, há razões para novas “barrigadas” nos preços da renda variável e não há razões suficientes, no cenário externo, para essas “puxadas”. Só o mercado interno pode dar sustentação à recuperação dos preços das ações. Otimismo não falta. Veja a seguir:
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1617132-17665,00.html

Começa a semana

Na gangorra
Os movimentos mais fortes nos mercados financeiros devem ocorrer com o anúncio do comportamento de, principalmente, cinco variáveis críticas:
1) Employment Report, de setembro
2) Consumer Credit, de setembro
3) No Brasil, com as notícias sobre a inflação, emprego e desempenho industrial.

Acompanhe, nessa semana: 
Hoje
  • Pesquisa semanal do Bacen, Focus, com suas previsões sobre a economia.
  • IPC-Fipe, de setembro.
  • Pesquisa Nacional da Cesta Básica, referente a setembro. Pode mostrar altas nos alimentos e nos serviços.
  • Balança Comercial da semana anterior.
  • Vendas de casas existentes nos Estados Unidos no mês de agosto. Devem vir mornas.
  • Índice de pedidos feitos à indústria Américas de bens duráveis e bens não duráveis. Pode esquentar o mercado.
Amanhã
  • ISM Services de setembro, apontando o nível de atividade não industrial nos EUA. Pode esquentar o mercado.
  • Banco Central do Japão-Bank of Japan decidirá sobre a taxa básica de juro do país. A tendência é deixar como está.
  • Índice de Custo de Vida, do Dieese, de setembro. Alimentos vão mostrar sua influência.
Para o meio da semana
  • ADP Employment - empregos criados pelo setor privado norte-americano-, no mês de setembro. Aqui é que mora o perigo. Vamos aguardar.
  • O IBGE solta os resultados da Pesquisa Industrial Regional do mês de agosto. Deve esfriar um pouco o otimismo do momento.
  • Estoques de Petróleo semanal nos Estados Unidos, da EIA Energy Information Administration. Trata-se de informação de curto prazo, mas deve ser acompanhada todas as semanas para projeções de prazos mais longos.
Do meio para o fim da semana
  • Levantamento da Produção Agrícola, realizado pelo IBGE, do mês de setembro.
  • IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), ambos do IBGE e referentes a setembro. A inflação deve vir em alta.
  • Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil também realizada pelo IBGE, referente a setembro. Deve corroborar a tendência altista dos preços.
  • Pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior, conhecido por Initial Claims. Mostrará a tendência de recuperação da economia dos Estados Unidos.
  • Consumer Credit do Fed, do mês de agosto. Igualmente, dará mais um indicador sobre a recuperação norte-americana.
  • Juro básico da Inglaterra pode sofrer mudanças em seus critérios de fixação. O Banco Central da Inglaterra discute se haverá alguma mudança. Parece precoce ao mercado.
  • Banco Central Europeu também decidirá sobre o juro básico da Zona do Euro. Não devem haver alterações significativas. O mercado sente como morna a temperatura dessa reunião.
Fechando a semana
  • Relatório de Emprego, nos Estados Unidos, de setembro. Esse é o mais completo levantamento do mercado de trabalho. Traz informações quantitativas muito relevantes para o entendimento da dinâmica de oferta de empregos: taxa de desemprego, número de postos de trabalho, ganho por hora trabalhada e média de horas trabalhadas.
  • Vendas e Estoques do setor atacadista, conhecido por Wholesale Inventories. O desempenho desses indicadores também darão a medida da atividade econômica dos Estados Unidos. Não deve surpreender.
  • IGP-DI da FGV, de setembro. Espera-se ser consistente com a FIPE e com o IBGE.
  • IPC-S da FGV para a primeira quadrissemana de outubro.
  • Pesquisa Industrial de Emprego e Salário de agosto, do IBGE. Deve mostrar resultados auspiciosos.
A semana vai dar a medida do fôlego do Ibovespa. Os olhos estarão voltados para o comportamento da inflação, do emprego e da atividade industrial. Lá fora o que estará em jogo é o ritmo da atividade americana. Portanto, os olhos estarão atentos para a inflação, crédito ao consumo, empregos, mercado imobiliário e para os indicadores das atividades industrial e comercial. Acho que a gangorra dos mercados vai subir e descer algumas vezes. Vamos testar os 70 mil pontos.

domingo, 3 de outubro de 2010

EMPREGOS E OPORTUNIDADES PARA COPA 2014

Na Fundação Instituto de Administração,
a Copa 2014 é tema para projetos
Os cursos de Comércio Internacional e Consultoria Empresarial da FIA (Coordenados pelos Profs Grisi e Fábio) apresentam:
IDEIAS E PROJETOS PARA COPA 2014.
Banca:
PAULO CARRAMENHA Presidente da empresa de pesquisa e consultoria GFK
MARIO RUGGIERO Diretor comercial Consultoria e Pesquisa NIELSEN
PAULO PETRONI Sócio Diretor Consultoria PWC
ALEXANDRE CRICCI Presidente Lampadas Golden Plus
ORGANIZAÇÃO: MsC RAMIRO GONÇALEZ
LOCAL: FIA - R. Rocio 109 Vila Olímpia
DATA: 8 Outubro
Horário: 19:00 - 22:00 H (Sala 33)

Detalhes: http://planodenegociosfia.blogspot.com/
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios

Câmbio, juros e contas públicas: uma visão externa

O Professor Albert Fishlow é diretor
do Centro de Estudos Brasileiros
da Universidade de Columbia.
Sempre na FEA/USP, recebe nossos alunos e exwecutivos em Nova York. Entre nós na FEA é pessoa muito querida e um grande apoiador de nossas iniciativas.
Veja o que ele pensa do câmbio, dos juros e das contas públicas nacionais:
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1621658-17665,00.html

Não pode ficar embrulhado para presente

É urgente alterar a política cambial
O dólar comercial caiu pela terceira vez consecutiva e encerrou a sexta-feira, cotado R$ 1,681, para venda. Na semana, a queda acumulada foi de 1,75%. Não há governo que consiga deter sua moeda, quando o mercado resolve atacá-la. As reservas são muito menores que a disposição dos especuladores. Especuladores são suficientemente inconscientes para as aventuras que a ganância individual sugere. A crise financeira mundial de 2008 é o melhor exemplo dessa inconsciência.
O Banco Central entrou no mercado cambial duas vezes, nessa sexta-feira. Foi em vão. O crescimento nacional e o otimismo reinante na economia apontam para o país como uma boa opção para investimentos. Não bastasse isso, a taxa de juros, que já está alta, começa a sofrer novas pressões inflacionárias. Alguns analistas já acham inevitável que a Selic volte a subir. Os investidores comemoram o sucesso de suas arbitragens. Agrava a situação o desempenho do dólar em relação a outras moedas fortes. É o que o ministro Mantega chamou de “guerra cambial”. O euro alcançou o pico de US$ 1,376, no último dia dessa semana.

Ajudado pelos preços das commodities, o resultado da balança comercial de setembro é, ironicamente, positivo, segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Exportações superam importações em US$ 1,093 bilhão e o superávit comercial acumulado, em 2010, “fura” todas as previsões,atingindo US$ 12,8 bilhões. O governo comemora. Vê reforçada a tese de que a desvalorização do dólar, ainda que excessiva, contribui para estimular a competitividade nacional, ao provocar a necessidade de maior produtividade econômica. Os mercados futuros também sinalizam para a continuidade do processo de sobrevalorização da moeda nacional.
Duas vozes, dentro do governo, parecem não concordar com o mercado. O presidente do Banco Central e o ministro da Fazenda. Aguardem. Deve vir “chumbo grosso” nas espingardas dessas duas autoridades. Parece já haver, entre eles, o entendimento sobre o aumento do IOF. Pessoalmente, penso que o valor do IOF vai dobrar de 2 para 4%. Penso ainda que o juros poderiam cair 0,5 pontos percentuais e o crédito poderia sofrer um contingenciamento seletivo. Haveria maior estimulo aos investimentos, redução das pressões inflacionárias, ampliação do emprego via exportações e, finalmente, um ajuste das taxas de crescimento do PIB ao verdadeiro potencial de crescimento da economia nacional.
Em outras palavras, problemas como esse, não podem ficar embrulhados para presente. Há urgência em resolvê-los.

FEA/USP na primeira semana de outubro

04.10 Segunda
SEMINÁRIO - EDUCATION POLICY: A DISCUSSION OF BRAZIL AND THE U.S.
Evento fechado
Dias 4 e 5 de outubro, às 8h30, sala da Congregação, FEA-1
Palestrantes: Profs. Drs. Stella Flores, Will Doyle, Dale Ballou e Stephen Heyneman (Vanderbilt University) e Profs. Drs. Fernando Botelho, Marcos Rangel e Ricardo Madeira (FEAUSP)
Responsável: Prof. Dr. Marcos Rangel
Realização: EAE/FEAUSP
Inf.: 3091-5886, com Renata
cpgipe@edu.usp.br
06.10 Quarta
SEMINÁRIO – CONSULTORIA EM TOMADA DE DECISÃO: DESAFIOS PRÁTICOS E TEÓRICOS
Das 9h30 às 12h, sala A10, FEA-1
Palestrantes: Marcos Avó, Ricardo Altmann (Lunica) e Rudolf Rosas Flunger (Flunger & Company)Responsável: Prof. Dr. Abraham Sin Oih Yu
Realização: Núcleo Decide (EAD-FEAUSP)
Vagas limitadas
Inf. e Insc.: por e-mail rmrusso@usp.br
SEMINÁRIO ACADÊMICO
The impact of daycare attendance on Math test scores for a cohort of 4th graders in Brazil
Às 15h30, sala A1, FEA-1
Palestrante: Profª. Drª. Cristine Xavier Pinto (EESP-FGV)
Responsável: Prof. Dr. Marcos Rangel
Realização: Pós-Graduação - EAE/FEAUSP
Inf.: 3091-5886
cpgipe@edu.usp.br
www.usp.br/feaecon
VI FÓRUM DE ADMINISTRAÇÃO INTERNACIONAL
Comércio Internacional: os Desafios do Brasil
Das 18h30 às 22h30, Auditório, FEA-5
Palestrante: Profª. Drª. Vera Helena Thorstensen
Responsáveis: Profs. Drs. Celso Cláudio de Hildebrand e Grisi e Fábio Lotti Oliva
Realização: FEAUSP e PROCEB-FIA
Inf.: 3732-2029 / 3521
regianec@fia.com.br
07.10 Quinta
SEMINÁRIO INTERNACIONAL
O papel dos bancos públicos no desenvolvimento econômico: As experiências do Brasil e da Coreia do Sul
Às 11h30, sala da Congregação, FEA-1
Expositores: Fernando Pimentel Puga (BNDES) e Seung Won Jung (KDB)
Responsáveis: Profs. Drs. Gilmar Masiero e Dante Mendes Aldrighi
Realização: EAD e EAE
Transmissão ao vivo no site:  www.iptv.usp.br
Inf.: 3091-5850, com Dayse Flexa
dflexa@usp.br
SEMINÁRIOS DE PESQUISA SIMULAB
Às 14h, CIEP/Biblioteca
Responsável: Prof. Dr. Antonio Carlos Aidar Sauaia
Realização: Simulab - Laboratório de Gestão
Inf.: 3091-5985
www.simulab.com.br
SEMINÁRIO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Artes e Identidade: Os desafios globais e o Brasil
Das 17h30 às 19h, sala A1, FEA-1
Palestrante: Profª. Maria Bonomi (artista plástica)
Responsável: Prof. Dr. Jacques Marcovitch
Realização: FEAUSP e IRI-USP
Inf.: 3091-5942
Confirmar presença por e-mail: mudarfuturo@usp.br
08.10 Sexta
PALESTRA – REFLEXÃO SOBRE O PAPEL DA ECONOMIA DO JAPÃO E DA ÁSIA NO CONTEXTO MUNDIAL
Às 11h, sala da Congregação, FEA-1
Palestrante: Heizo Takenaka (ex-ministro do Japão)
Responsável: Prof. Dr. Luis Eduardo Afonso
Realização: EAC
Inf.: 3091-5820, com Belinda
A palestra será em inglês
www.japao.org.br

Defesas de Teses
Administração
MARCELA MONTEIRO GALENO
Mestrado
“Aplicação do CAPM (Capital Asset Pricing Model) condicional por meio de métodos não-paramétricos para a economia brasileira: um estudo empírico do período 2002-2009”
Dia 4 de outubro, às 10h30, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. José Roberto Securato
Comissão: Profs. Drs. Liliam Sanchez Carrete e Flavio Kezam Málaga
SILVIA KRUEGER PELA
Mestrado
“Florestamento e reflorestamento no Brasil: uma análise do projeto FLORAM”
Dia 5 de outubro, às 9h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Jacques Marcovitch
Comissão: Profs. Drs. James Terence Coulter Wright e Luiz Ernesto George Barrichelo
SAMIR LOTFI VAZ
Mestrado
“A siderurgia brasileira a carvão vegetal: um estudo de arranjos verticais”
Dia 5 de outubro, às 14h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Jacques Marcovitch
Comissão: Profs. Drs. Alberto do Amaral Junior e Luiz Ernesto George Barrichelo
ROSALINA SEMEDO ANDRADE TAVARES
Doutorado
“Fatores associados ao comprometimento de funcionários de empresas de telecomunicações”
Dia 6 de outubro, às 10h, sala 217, FEA-5
Orientadora: Profª. Drª. Ana Cristina Limongi-Franca
Comissão: Profs. Drs. Liliana Vasconcellos Guedes, Ana Akemi Ikeda, Silvio Roberto Stefano e Airlane Pereira Alencar
CAMILA DIAS DE SÁ
Mestrado
“Propriedade intelectual na cadeia de flores e plantas ornamentais: uma análise da legislação brasileira de proteção de cultivares”
Dia 7 de outubro, às 15h, sala 217, FEA-5
Orientadora: Profª. Drª. Maria Sylvia Macchione Saes
Comissão: Profs. Drs. Ana Celia Castro e José Maria Ferreira Jardim da Silveira
Contabilidade
TÂNIA CRISTINA SILVA NUNES
Mestrado
“Indicadores contábeis como medidas de risco e retorno diferenciados de empresas sustentáveis: um estudo no mercado brasileiro”
Dia 4 de outubro, às 14h, sala 217, FEA-5
Orientador: Profª. Drª. Silvia Pereira de Castro Casa Nova
Comissão: Profs. Drs. Edgard Bruno Cornachione Junior e Solange Garcia dos Reis
Agende-se
OUTUBRO
SEMINÁRIOS DE HISTÓRIA ECONÔMICA “HERMES & CLIO”
O empenho que não se dissolve: notas de pesquisa sobre o endividamento de senhores de engenho de Pernambuco, século XVIII, início do XIX
Dia 13 de outubro, das 11h30 às 13h30, sala 19, FEA-2
Palestrante: Profª. Drª. Teresa Cristina de Novaes Marques (UnB)
Responsável: Prof. Dr. José Flávio Motta
Realização: HERMES & CLIO
Inf.: 3091-5802
www.usp.br/econ
INSCRIÇÕES PRORROGADAS – 4º PRÊMIO ECONOTEEN DE ENSAIOS
Para alunos das 2ª e 3ª séries do Ensino Médio das escolas públicas do Estado de São Paulo
Responsável: Prof. Dr. Antonio Carlos Coelho Campino
Realização: EAE/FEAUSP
econoteen@usp.br
www.usp.br/econ/econoteen
SEMINÁRIO: DE GESTÃO DA QUALIDADE À QUALIDADE DA GESTÃO. QUAL O DESAFIO DO FUTURO?
Dia 18 de outubro, às 19h30, sala da Congregação, FEA-1
Palestrante: Ricardo Corrêa Martins (Diretor Executivo da Fundação Nacional da Qualidade/FNQ)
Responsáveis: Profs. Drs. Gilmar Masiero e Isaías Custódio
Realização: EAD
Inf.: 3091-5850, com Dayse Flexa
dflexa@usp.br
II CONCERTO ECA/FEA
Dia 19 de outubro, às 12h30, Auditório, FEA-5
Músicos: Cibele Palipoli, Luis Santiago, Felipe Roque, Adair da Silva, Yuri Brandão, Victor Caffaro e Rubens de Oliveira Jr.
Responsáveis: Profs. Drs. Edson Luiz Riccio e Michael Alpert
Realização: FEAUSP, ECA-USP e CMU
Inf.: 3091-6075
ccintfea@usp.br
JOVENS INVESTIDORES 2010
Feira sobre o mercado financeiro
Dias 20 e 21 de outubro, na FEAUSP
Responsável: Cristiane Gazzanel
Realização: FEA júnior USP
Twitter - @Jinvestidores
Inf.: 3091-5904/5928
Programação completa no site
www.jovensinvestidores.com
SEMINÁRIO DE PESQUISA
Cultura e desempenho de equipes de projetos globais
Dia 26 de outubro, das 11h30 às 13h, sala Ruy Leme, FEA-1
Expositora: Profª. Drª. Ivete Rodrigues (FIA e PGT/USP)
Debatedor: Prof. Dr. Roberto Sbragia
Moderador e Responsável: Prof. Dr. Guilherme Ary Plonski
Inf.: 3818-4011, com Sonia Vitorino
npgctusp@usp.br
NOVEMBRO
XII ENGEMA - Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente
Inovação e Sustentabilidade na Nova Economia de Baixo Carbono: Uma Agenda para o Século XXI
De 29 de novembro a 1 de dezembro, na FEA-USP
Inscrições até 31 de outubro
Responsáveis: Profs. Drs. Isak Kruglianskas e José Carlos Barbieri
Realização: EAD/FEA e EAESP/FGV
Inf.: 3818-4034
marciad@fia.com.br
engema2010@fia.com.br
www.engema.org.br
DEZEMBRO
III ENED - ENCONTRO DA UNIVERSIDADE COM EMPRESAS EM DESENVOLVIMENTO
“A empresa em desenvolvimento como suporte ao crescimento da economia brasileira”
Dia 4 de dezembro, das 8h30 às 12h30, Auditório, FEA-5
Responsável: Prof. Almir Ferreira de Sousa
Realização: ProCED-FIA e PPGA-FEAUSP
Inf.: 3732-3506, com Juliana Carbone
Inscrições no site
www.fia.com.br/proced
Informe-se
MESA REDONDA – MUDANÇA CLIMÁTICA E A SOCIEDADE
Dia 14 de outubro, às 19h20, Auditório da História
Palestrantes: Profs. Drs. Carlos Afonso Nobre, José Roberto Kassai e Fábio Feldman
Responsável: Profª. Drª. Maria Elisa Siqueira Silva
Inf.: 3091-8558
Inscrições por e-mail
ciscipri@yahoo.com.br
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A 2ª EDIÇÃO DO PRÊMIO DE ESTUDOS TRIBUTÁRIOS
Até 30 de novembro
Responsável: Flaviana Serafim
Realização: ANEFAC e PricewaterhouseCoopers
Inf.: no site:   www.anefac.com.br/premio/download/folder.pdf

Câmbio no Brasil: uma temática recorrente

REAL x DÓLAR: Quem vence esta disputa?
Veículo: Portal Último Instante   -   Data: 01/10/10
Priscila Dadona - www.ultimoinstante.com.br
O professor Celso Grisi conversou com o Último Instante sobre câmbio flutuante, capitalização da Petrobras e elevação do IOF para conter a escalada do real.
A crescente queda do dólar que em setembro chegou ao menor nível em dois anos (R$ 1,692) e, no ano, acumula desvalorização de 3,01% faz com que a equipe econômica volte a cogitar medidas para impedir a sobrevalorização do real. Entre as possíveis mudanças está o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre a entrada de capital estrangeiro para investimento em renda fixa e renda variável e a realização de swap cambial reverso. Atualmente, o imposto está em 2%.
Além disso, o Banco Central (BC) intensificou as compras de dólar no mercado à vista e, desde o dia 8 de setembro vem realizando, quase que diariamente, dois leilões por dia.
Segundo o diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal, Celso Grisi, a taxação do IOF é um forma de impedir o capital estrangeiro indesejável, mas não é única. "Ter uma política industrial através da qual se eleja setores estratégios para a economia nacional levaria estes setores a uma modernização absoluta usando os dólares que entram em excesso no país".
O professor Grisi conversou com o Último Instante e falou sobre câmbio flutuante, capitalização da Petrobras e elevação do IOF para conter a escalada do real.
Último Instante - O dólar está em queda não só em relação real como também ante outras moedas. Qual seria a principal causa desta desvalorização?
Celso Grisi - Desde a implantação do regime de câmbio flutuante vínhamos como uma razoável defasagem cambial. Mas, isso se agravou na medida em que o Brasil começou a se tornar um player com bons fundamentos econômicos e a atrair investimentos estrangeiros diretos. Com esse patamar a que elevamos os juros (hoje a Selic está em 10,75%), comprar aqui titulos públicos se tornou um grande negócio.
UI - O regime de câmbio flutuante é ruim para o País então?
Celso Grisi - Ao contrário. O regime de câmbio flutuante é bastante positivo, pois inspira uma grande confiança do mercado internacional no país.
UI - Este recurso que o senhor chama de capital especulativo não é interessante para o País?
Celso Grisi - Este é um capital complicado porque ele é totalmente descompromissado. O investidor vem para o País 'frita o pastel' e o leva embora. É uma operação que não traz benefícios para o País, ao contrário, pode promover ou caracterizar uma corrida cambial.
UI - Como combater esta entrada de capital?
Celso Grisi - Não tem outro jeito, tem que aumentar o IOF.
UI - Esta seria a única alternativa?
Celso Grisi - Não, outra forma de combater essa alta excessiva é ter uma política industrial elegendo setores estratégios para a economia nacional. Abriríamos um grande programa de importação para estas indústrias de máquinas, equipamentos e tecnologia de tal fomar a levar este grupo de setores a uma modernização absoluta. Claro que dispenderíamos uma montanha de dólares. Os dólares que entram em excesso no país poderiam achar uma forma de sair daqui. Faríamos uma combinação entre entradas e saídas, sempre privilegiando as melhores entradas e garantindo saídas que pudessem construir, no longo prazo, uma sólida política industrial. Tornaríamos o país extremamente competitivo.
UI - O que é preciso para isso ocorrer?
Celso Grisi - Para isso seria necessário uma boa visão de política industrial, porque senão podemos criar novos cartéis, o que não interessa em nada ao País.
UI - Falando em grandes capitalizações, como a promovida recentemente pela Petrobras. O que o senhor pensa disso?
Celso Grisi - Isso é fantástico. Tirando de lado as disputas partidárias que são apenas episódios de uma novela, é relevante trazer dinheiro como este para o País, pois fortalece uma empresa tão importante como a Petrobras e leva o Brasil a uma liderança incrível no mercado dessa commodity.
UI - Mesmo diante desta megaoferta (estatal captou mais de R$ 115 bilhões), a equipe econômica veio a mercado e anunciou que vai "comprar tudo" numa tentativa de barrar a valorização do real. Na sua opinião, o governo tem cacife para conter esta enxurrada de dólares para o País?
Celso Grisi - Não, a desproporção é imensa. Quando se tem especulação de moeda provenientes de compras de ações, em ofertas como esta, o volume é absolutamente de dólar e maior que quaisquer reservas ou Fundos Soberanos. Nenhum governo nunca ganhou numa corrida contra especuladores ou investidores no mercado internacional. Está aí o Japão, como exemplo.
UI - A solução seria?
Celso Grisi - Aumentar o IOF por um lado e, por outro, baixar a atratividade do País baixando os juros. E contigenciar moderadamente o crédito para garantir a inflação no centro da meta.
UI - O senhor fala em cortar crédito?
Celso Grisi - Não falo em cortar, mas enxugá-lo e encurtar prazos. Reduzir seletivamente  créditos que não são benéficos à economia. Crédito ao consumo, como carnês ou o crédito direto ao consumidor ou mesmo os ligados cartão de crédito deveriam sofrer reduções em seus prazos.
UI - Para a exportação brasileira voltar a ser competitiva, qual deveria ser o patamar do dólar?
Celso Grisi - Deveria sair de R$ 1,70 e voltar a R$ 2,50 para que o País voltasse a ser competitivo.
UI - Até o final do ano, o senhor acha que o dólar deve continuar neste patamar entre R$ 1,70 e R$ 1,75?
Celso Grisi - Se a gente não mexer, tende a cair mais um pouco porque nem o Fundo Soberano e nem o Banco Central (BC) vão aguentar. Para que não haja isso há que se tomar as medidas necessárias. O governo Lula não mexeu porque o time estava vencendo.
UI - Isso vai ser um desafio para o próximo governo?
Celso Grisi - A primeira coisa é colocar as contas públicas em ordem chegando ao superávit nominal, sem mexer no regime de câmbio flutuante. E também baixar os juros, o que é um consenso nacional, e aumentando a alíquota do IOF, no curto prazo. Com essas medidas abre-se espaço para a moeda se desvalorizar.

sábado, 2 de outubro de 2010

CARREIRAS EM REDES SOCIAIS, ISSO EXISTE? Parte 2

O desafio está posto
Prof Grisi colocou importante questão: “A propósito, quero por um pouco de lenha na fogueira que você acendeu. Veja só: seria correto entregar para uma agência um único briefing, ou deveríamos fazer dois? Um exclusivamente para mídia on line e, outro para mídia off line. Gostaria de ver sua argumentação sobre isso na próxima postagem. Acho que essa idéia é boa para colocarmos à discussão, logo no início da aula do curso "Comunicação, mercado e TI".
Vou tentar responder baseado nas teses do livro “MÍDIAS e NEGÓCIOS”:
Houve um período em que se falava em COMUNICAÇÃO INTEGRADA, uma única mensagem em várias mídias. Isso era interessante e possível, pois essas plataformas a serem integradas são caracterizadas pela unidirecionalidade. Plataformas como TV, rádio, revista, jornal e outdoor têm como receptor final uma audiência passiva.
Era uma relação hierárquica: o veículo era a voz, a audiência era o ouvido.
Agora há um elemento estranho, um ruído no processo emissor-receptor : A comunicação BIDIRECIONAL.
Estes papéis são dúbios e o sistema muda para emissor-receptor <-> receptor-emissor.
Quem inicia a comunicação com uma empresa/marca nas REDES SOCIAIS é a antiga audiência (o antigo receptor). E muitas vezes inicia com uma reclamação. Esse emissor faz reverberar na rede suas (in) satisfações e desejos com relação a marca (#fail).
O #FAIL é um poderoso instrumento para arregimentar detratores as marcas.
Por isso quando marcas e empresas pretendem entrar nas REDES SOCIAIS (e elas estão sendo empurradas a isso) devem entender que são primariamente ações defensivas e que devem ser pouco intrusivas.
O sonho de uma marca é entrar numa rede de detratores e convertê-los em advogados. Isso não acontece usando técnicas de mercado convencionais. Exige um enorme esforço e trabalho em trazer benefícios REAIS e TANGÍVEIS aos usuários.
As técnicas para realizar isso são dispersas e pouco replicáveis. As empresas ainda experimentam caminhos.
Portanto respondendo a pergunta do Prof. Grisi é preciso pensar o ON LINE e o OFF LINE de forma distinta. Provavelmente a agência que recebeu o briefing do OFF LINE ainda não sabe resolver o problema no ON LINE (embora nunca irá reconhecer isso).
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios

Idade já não é obstáculo.

Dia Mundial do Idoso: mais velhos
ampliam presença no mercado
de trabalho
Veículo: Blog Ministério do Trabalho   -   Data: 01/10   -   Equipe do Blog
Por Monyke Castilho e Silmara Cossolino
No Dia Internacional do Idoso, comemorado dia 1 de outubro desde 1999 a partir de resolução da ONU, uma ótima notícia: o mercado de trabalho está de braços abertos para receber essa parcela da população. Em 2009, no mercado de trabalho, havia mais de 320 mil trabalhadores com idade igual ou superior a 65 anos, um aumento de 7,62% em relação ao ano anterior.
Celso Grisi, diretor-presidente da Fractal Instituto de Pesquisas, explica que setores como educação, construção civil e até informática justificam tais contratações por conta da demanda de mão de obra capacitada.
“A area de educação, por exemplo, precisa de professores que tenham experiência e didática, até mesmo por conta do número imenso de novas universidades. Na construçao civil, temos sentido nivel de demanda de engenheiros para edificação e também de técnicos. Há ainda demanda por mestre de obras e, neste caso, numa faixa de mais velhos”, disse.
O comércio é outro setor que tem contratado trabalhadores mais experientes até por conta do atendimento, já que são mais pacientes por conta da aproximação do Natal, ressalta Grisi. E, na informática, não só por conta do segmento de vendas, mas também para programação, onde é exigido experiência e falta mão de obra qualificada.
“Ao invés de buscarem pessoas novas, empresas têm contratado na faixa a partir dos 50 anos, passando por 65 até 70, em alguns casos”.
Conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) a maior parte* dos idosos atuou no ano de 2009 na Administração Pública (44,03%), seguido pelos setores de Serviços (30,51%), Indústria de Transformação (8,06%), Comércio (7,44%), Construção Civil (4,24%), Agropecuária (4,20%), Serviço de Indústria de Utilidade Pública (1,12%), e Extrativa Mineral (0,40%).
Outra boa notícia é que todas as regiões do país registraram expressiva contratação de trabalhadores com mais de 65 anos. O destaque ficou com a região sudeste que, impulsionada pelo estado de São Paulo (87.390 postos), colocou 169.183 trabalhadores no mercado. Logo depois aparecem as regiões: nordeste (69.413), sul (41.902), centro-oeste (22.823) e norte (17.299).
A participação masculina ainda predomina no mercado formal. Foram 217.758 contratados, frente a 102.862 trabalhadoras que tiveram suas carteiras de trabalho assinadas.

Depois de tudo a Petrobras assiste a queda nos preços de suas ações

Alta de Petrobras não é esperada no curto prazo
São Paulo, 1/10/2010  -  Anna Flávia Rochas  -   Agência Leia.
Antes da oferta pública da Petrobras, analistas destacavam que as incertezas em relação à operação impediam a valorização dos papéis da companhia. Agora, pós-oferta das novas ações, os profissionais do setor ainda não acreditam em uma forte valorização das ações no curto prazo.
Nesta semana, as ações da companhia caíram, o que já era esperado pelos analistas. "Nesta semana tem muito ajuste e correção pós-oferta. Era esperado esse tipo de volatilidade, com viés de alta", afirma o diretor de Tesouraria da Modal Asset, Eduardo Roche.
Apesar disso, o mercado considera que as incertezas em relação à Petrobras não acabaram. Roche destaca que ainda existe dúvida sobre a exploração do próprio pré-sal, que é positiva mas guarda desafios.
"Os recursos (da capitalização) não são totalmente suficientes para o pré-sal", diz. "O esforço financeiro é grande e vai aumentar. A capitalização foi relevante e importante para a empresa, mas a necessidade de mais recursos está dada", acrescenta. Segundo Roche, os recursos deverão deixar a empresa em situação confortável até 2012.
O economista e professor da Brazilian Business School, Ricardo Torres, comenta que a eventual "arrancada" dos papéis da empresa deverá ocorrer, mas não muito em breve. Os melhores resultados para os acionistas serão gerados quando a empresa colher os frutos da exploração do pré-sal.
Torres avalia que apesar de a empresa ter conseguido levantar uma quantidade de capital significativa, o aumento da participação do governo foi muito grande.
De acordo com as informações divulgadas pela Petrobras, ontem, o governo aumentou a participação no capital votante para 64,25%, se consideradas as  participações da União Federal, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do BNDES Participações e do Fundo Soberano. A participação do governo no capital social da companhia é de cerca de 49%, após a capitalização.
Torres explica que em uma operação de oferta pública considerada "excepcional" pelos investidores, para cada ação ofertada existem quatro compradores. "No caso da Petrobras, se tivesse sido uma boa proporção, a ação PETR4 estaria em R$ 32", diz.
Diante da atual situação da empresa, Torres acredita que as ações irão ficar "de lado" no curto prazo. "A perspectiva é de que a ação PN chegue de R$ 34 a R$ 35 em meados no ano que vem", aponta.
No longo prazo, a produção no pré-sal continua como principal guidance, sendo que ainda existem incertezas em relação ao domínio da tecnologia para desenvolver a atividade.
Torres também menciona que existe um ceticismo quanto ao valor do preço do barril de petróleo definido na cessão onerosa. "US$ 8 me parece muito barato",comenta o economista, sobre o preço do barril na área do pré-sal.
O gerente de Tesouraria do Daycoval, Gustavo Godoy, explica que a operação da Petrobras trouxe um fluxo muito bom de entrada de dinheiro para a bolsa. Ele destaca, entretanto que a alta da Vale nos últimos dias também contribuiu para as valorizações do Ibovespa, e não só a movimentação das ações da Petrobras.
Godoy acredita que a capitalização da Petrobras eliminou algumas incertezas em relação à companhia. "Mas se a ação bater um determinado preço, de R$ 28 a R$ 30, acredito que vá haver realização", diz ao justificar que essa seria a movimentação dos investidores que querem obter ganhos de curto prazo e não "fliparam", ou seja, venderam ações no primeiro dia de negociações da oferta.
Um dos principais fatores que pode afetar a movimentação das ações, segundo Godoy, é a ingerência do governo na companhia. Decisões governamentais, segundo ele, ajudam a motivar uma realização rápida.

Já o economista e presidente do instituto de pesquisa Fractal, Celso Grisi, considera que a capitalização foi um sucesso absoluto, em um momento em que os mercados no mundo todo passam por dificuldades. "Mesmo sabendo que o governo iria aumentar a participação dele, o que não é nunca bem visto pelo o investidor tradicional de papéis, houve entrada", afirma.
Ele critica, no entanto, a alta participação do governo na companhia que, do ponto de vista das contras públicas, não é recomendável. "Isso implica compromisso do governo com a Petrobras", avalia ao ressaltar que o governo poderia estar investindo em outras áreas já que a Petrobras teria condições de operar baseando-se apenas na iniciativa privada.
As quedas recentes dos papéis da Petrobras, segundo ele, são resultado daqueles que estão acomodados na posição, à espera de alta, e da falta de interessados no papel, pós-oferta. "Os papéis ainda devem perder valor por alguns dias", pontua.
Ele acredita que a partir do final de outubro ou início de novembro, o papel volte a valorizar, sendo que a maior recuperação deve ocorrer a partir do ano que vem. "Vai depender do comportamento da economia internacional e aumento do consumo do petróleo".
Ontem, as ações PETR4 caíram 0,76%, a R$ 27,29. Já as ON (PETR3) perderam 1,78%, a R$ 30,40.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

CARREIRAS EM REDES SOCIAIS, ISSO EXISTE?

Gestor Transmídia. Coisas da modernidade
Em um post anterior já havíamos alertado para uma nova função para aqueles que trabalham em comunicação: Gestor Transmídia.
A iniciativa de criar a função foi a REDE GLOBO que percebeu a importância de se adequar as mensagens a cada plataforma. O princípio não é novo, mas a técnica é!
Adequar a mensagem aos diferentes canais de distribuição sempre foi feito. Ocorre que era uma ação unidirecional. Isso mudou.
Agora a revista EXAME fez um levantamento das 10 profissões promissoras.
A terceira mais procurada é analista/gestor de mídias sociais.
Um erro comum é achar que para seguir carreira como analista de mídias sociais basta apenas conhecer e usar sites como Twitter, Facebook e Orkut.
Antes de tudo é preciso ter claro qual o MODELO DE NEGÓCIOS da empresa e como as Redes Sociais podem se encaixar em PARTE da comunicação. (em postagens anteriores já demos exemplos do que é feito em empresas como SANTANDER, UNILEVER e TECNISA)
A consultoria Delloite informa que 55% das empresas já possuem um cargo voltado para essa área ou estão buscando um profissional para ocupar a função.
Essa estruturação de uma área de REDES SOCIAIS ainda é feita de modo amadorístico por muitas empresas. Existem canais interessantes que já existem e são pouco explorados (caso do SAC).
Evidente que é impossível alguma empresa com base grande de clientes ficar fora de REDES SOCIAIS, mas é preciso uma análise de como ela se encaixa na estratégia de negócios. Caso contrário será desperdício de recursos.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios

Cartões: a bola da vez

A concorrência vai ficar para depois
Considerava-se que o mercado de cartões estivesse chegando à maturidade. Engano. A facilidade e a conveniência que oferecem transformaram os cartões no mais próspero dos meios de pagamentos.
O setor cresce tanto que não se pode falar em concorrência nesse setor, ainda que o duopólio Mastercard – Visa chegue a algo como 85% de todo o mercado. As perspectivas de crescimento também devem condicionar o quadro competitivo.

Entre especialistas, comenta-se que a grande concorrência não se faz entre os players, mas com os cheques. Como o cheque está enraizado culturalmente na vida do brasileiro, o uso dos cheques é muito grande e, portanto, roubam dos cartões uma quantidade muito alta de transações. Dinheiro também. Esse, principalmente, entre os mais pobres, habituados ao uso do dinheiro, pelo longo período de não-bancarização.
A Visa acaba de lançar um cartão destinado ao homem do campo. Sucesso absoluto de crítica e público. Lançou também o Visa Cargo, para a área de transporte. Essas duas novas ofertas estão alcançando taxas de crescimento assombrosas.
Para 2015, a ABECS está prevendo que haja 909 milhões de cartões emitidos, o que corresponderia a uma média de cinco cartões por habitante. A previsão não fala de quantos seriam realmente ativados. De toda forma, isso corresponderia a um crescimento de cerca 45% em relação aos 628 milhões de cartões esperados para o final de 2010.

A concorrência, de fato, começaria a partir do terceiro cartão, quando então, emissores, bandeiras e credenciadores disputariam a preferência de uso efetivo por parte dos consumidores. Só nesse caso os cartões baixariam seus juros para os consumidores e seus prazos de pagamentos aos estabelecimentos do varejo.

FEA/USP traz ex-ministro japones


Ex-ministro do Japão analisa
a economia asiática
Não dá para perder.

OSUSP e sua temporada deslumbrante

A OSUSP tem oferecido grandes espetáculos à população paulista
Semana que vem, serão apresentadas obras de Schubert e Jean Sibelius, no anfiteatro Camargo Guarnieri, USP, dia 8, às 12h, e na Sala São Paulo, as composições completas, dia 10, às 17h.
Os concertos contarão com a participação do solista alemão Nicolas Koeckert, violino, e a regência do maestro argentino Luis Gorelik. Confira a programação: