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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Patentes levam à condenação no mundo desenvolvido

Quanto tempo levaria para condenar a SAP, no Brasil, por quebra de Patente?
A pergunta é quase risível. Alguma coisa não está certa no mundo jurídico nacional. Nos EUA, três anos foram suficientes.
Na Califórnia um júri acaba de condenar a empresa alemã de informática SAP a pagar à Oracle, US$ 1,3 bilhão, por violação às regras de propriedade intelectual. Soa-me como música ouvir isso. No Brasil, os bons advogados estimam que uma ação como essa tomaria em torno de 12 anos para ser solucionada. E sabe Deus como?
Geoffrey Howard, advogado da Oracle comemorou, logo após a decisão: "o júri reconheceu o valor da propriedade intelectual roubada pela SAP".
O processo iniciou-se em 2007, logo após a SAP ter adquirido o controle da TomorrowNow, empresa revendedora dos softwares da Oracle. Os executivos da TomorrowNow usaram seus cadastros de vendedores para acessar ilegalmente os bancos de dados da companhia americana e baixar os códigos de seus produtos. Coisa feia!
A SAP alemã assumiu a responsabilidade pela espionagem industrial e pela violação de patentes da TomorrowNow. Restava então discutir o valor da indenização.
A SAP estava disposta a pagar até US$ 41 milhões e a Oracle queria nada menos de US$ 2,0 bilhões pelos danos morais e materiais provocados pela violação.
O Juri, composto por 8 pessoas, decidiu pelo valor de US$ 1,3. Nada mau para a Oracle e, imagino, para seus advogados também.
Que celeridade espantosa, não? Todos, com o tempo, vão aprendendo que práticas dessa natureza não são mais aceitas pela sociedade avançada. Claro que sempre haverá embates novos, mas uma boa legislação dita as condutas sociais e ensina a população a respeitar os direitos de cada um.
O mundo não pode ser dos mais fortes. Voltaríamos ao faroeste.

Um crescimento espantoso

Número de internautas na China
aumenta 5,5 milhões por mês
O número de chineses com acesso à Internet aumenta 5,5 milhões por mês. A maioria utiliza para isso o telefone celular. Comunicações é o nome da oportunidade.
Estatísticas divulgadas na imprensa oficial chinesa indicam que a população chinesa de internautas já atingiu os 439 milhões, um crescimento de 55 milhões em relação ao final de 2009, e que corresponde a 39 por cento dos habitantes do país. Desenha-se aqui um mercado quase inacreditável para todos os produtos e serviços que possam ter suas entregas por meios virtuais. Livros, por exemplo.
Tempo atrás o Google fez a projeção no gráfico abaixo.

Cerca de 230 milhões dos internautas freqüentam ou possuem blogs e 277 milhões acessam a internet através do celular. A rede de telefonia móvel na China está composta por três empresas estatais e conta com 830 milhões de assinantes, conforme noticiou o China Daily.
Por razões de Segurança Nacional, o acesso ao Facebook e ao Youtube não é permitido nesse país.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Com tudo isso a bolsa reagiu, graças as noticias vindas dos EUA

Bovespa se recupera levemente em momento econômico apreensivo
Veículo: Executivos Financeiro  -  Data: 24/11/10
Por Francine Brandão
A Bolsa de Valores de São Paulo operava às 11:38hs em alta de 1,24%, com 68.796 pontos, R$ 741.331 bilhões de volume e 47.798 negócios, impactada pelas notícias da Europa, que não são boas. “Continua a preocupação com o rebaixamento do rating da dívida irlandesa”, analisa o diretor presidente do Instituto Fractal, Celso Grisi.
Nem tudo são espinhos nesta região. A Alemanha tem apresentado uma significativa recuperação de sua economia e a França também em ritmo menor, porém de forma consistente.
“Já nos Estados Unidos o Fed revisou o PIB para baixo tanto em 2011 quanto 2012. A expectativa é que o desemprego se amplie neste ano e nos próximos dois também”, avalia o profissional.
No Brasil o que se verifica é uma pressão inflacionária, comprovada pelo INPC de ontem (23), que demonstrou esta pressão, o que significa uma expectativa de crescimento da taxa de juros futuro. “A bolsa deve reagir depois de dois dias de queda forte”, acrescenta o executivo.
Para Grisi, é natural que os preços dos ativos estejam convidativos, então o pregão começa se recuperando, mas isso não significa uma real melhora. “É um clima apreensivo. Os EUA divulgará indicadores de desempenho econômico, compra no atacado, indústria... Se fossem positivos, poderiam ter uma boa influência, mas não é o que se espera”.
Celso acrescenta que pode se verificar uma desvalorização do dólar comercial pois este já “sofreu o suficiente, mas é tido como um abrigo mais seguro para investidores e o ouro também deve ter uma alta, pois é normal que as pessoas ‘corram’ para ele nesta situação”.
O desempenho chinês é outro “balde de água fria. Diria que não é um bom momento para sair da Bolsa pela queda acentuada e aguardaria para entrar também”, finaliza.

Triste fim para um país

Argentina pedirá ajuda ao FMI
para aferir inflação
Acabo de ver a notícia que a Argentina pediu ao Fundo Monetário Internacional que ajudasse a remodelar o sistema de medição de inflação.
Os dados oficiais argentinos são tidos pela maioria absoluta dos economistas independentes como sendo pouco confiáveis. Esse descrédito vem desde o início de 2007, quando o governo reformou o modo de aferição da inflação e interveio no Indec, o instituto de estatísticas do país.
Evidente que pode ser um problema político. Mas também pode ser algo muito pior: falta de conhecimento específico.
Vejam que não é dinheiro que pedem ao FMI. Pedem um sistema confiável de pesquisa de preços.
Embora o objetivo não seja comparar é bom lembrar que o Brasil exporta tecnologia de índice de preços e pesquisas do mercado financeiro.
O caso de perda de nível educacional da Argentina precisa ser acompanhado de perto. O que levou a isso? Como pode uma geração ser menos capaz que a anterior? Como a Argentina conseguiu sucatear seu futuro?
Fluxos monetários podem ser corrigidos ao longo do tempo por um país (vide caso Brasil), mas o que fazer com fluxos de conhecimento? Como corrigir perda de mão-de-obra especializada?
A Argentina tinha no início do século passado um sistema educacional que rivalizava com os modelos europeus da época. Levou também 3 prêmios NOBEL DURANTE O SÉCULO 20 ( O Brasil não tem nenhum).
Comentário ouvido de um diplomata argentino: "Qualquer país pode transformar crise em oportunidade, mas só a Argentina pode fazer o contrário".
Triste. Para nós seria muito melhor ter um país referência em educação. Torcemos para que isso seja apenas um desvio e que a Argentina volte a ser um exemplo.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

Mais um ano difícil na terra do Tio Sam

Fed já anuncia menor crescimento
e maior desemprego
O Banco Central Americano –Fed, reviu para baixo sua previsão de crescimento da economia norte-americana para 2011. Agora, o número esperado para próximo ano, está entre 3,0% e 3,6%, e não mais entre 3,5% e 4,2%, como previsto em junho desse ano.
Em relação a esse ano, a previsão do FOMOC também foi reduzida. O crescimento do PIB até o momento estaria no intervalo entre 3,0% e 3,5%. A nova previsão caiu para o intervalo de 2,4% e 2,5%. Para 2012, a revisão passou por uma ajuste muito pequeno do intervalo anterior: de 3,5% a 4,5% para 3,6% a 4,5%.
Quanto ao desemprego, a previsão para o final desse ano está no intervalo entre 9,5% e 9,7%, refletindo um aumento em relação ao que foi previsto em junho de 9,2% a 9,5%. Para 2011, a elevação foi ainda maior: 8,3% a 8,7% para o intervalo de 8,9% a 9,1%, e para 2012, de 7,1% a 7,5% para 7,7% a 8,2%.
Isso explica, em grande medida, a queda das bolsas em todo mundo nesses últimos dias e, em particular, da bolsa brasileira.
O mais interessante da ata da última reunião do FOMC, é que o programa de relaxamento monetário, envolvendo a compra de bônus de longo prazo do Tesouro norte-americano pelo valor de US$ 600filhões de dólares, até o segundo trimestre de 2011, não foi aprovado por unanimidade. Um dos membros co Comitê votou contrariamente a proposta, considerando que “os riscos superam os benefícios” do programa. A ata ainda revela que alguns membros do FOMC entenderam que o programa contém riscos de inflação ao país e que pode trazer impactos preocupantes no valor do dólar no mercado de divisas.
Mas o melhor de tudo isso é que os membros decidiram que o Comitê deve avaliar em suas próximas reuniões o ritmo em que o programa deva ser implantado, bem como o valor para recompra dos títulos públicos. Essas revisões futuras estarão levando em conta o comportamento dos indicadores de emprego e dos preços da economia. Paralelamente, a ata revela que o Comitê considerou decepcionante a recuperação do emprego e da renda e que entendem que essa recuperação continuará lenta. Reconhecem que esse foi o motivo pelo qual mantiveram os juros básicos da economia no mesmo intervalo de 0% a 0,25% ao ano.
Não há espaços para ilusão. Viveremos por mais 2 anos, ao menos, sem poder contar com o mercado norte-americano para ampliar o crescimento nacional. Sobre a Europa, quero também imaginar suas encruzilhadas em uma das próximas postagens. Imagino que isso possa fornecer subsídios para nossas previsões e para os planejamentos econômico-financeiros, em curso nesse momento.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

GOOGLE PREOCUPADO COM GERAÇÃO DE CONTEÚDO

Conteúdo está no centro
do modelo de negócios?
O Blog MODOMÍDIA de Lanna Morais traz uma interessante informação: Google apresentou em julho para a Federal Trade Commission ideias para formatar um novo plano de negócios para os jornais.
GOOGLE virou mecenas do jornalismo? Acredito que NÃO.
Minha análise é que o GOOGLE percebeu que ao minar o modelo de negócios de quem produz conteúdo (dados primários), como jornalistas e pesquisadores, ele pode estar dando um tiro no pé.
Remunerar bem quem produz conteúdo de qualidade é condição necessária para que haja conteúdo QUE NECESSITE DE BUSCA.
O GOOGLE entendeu que no modelo de negócios no qual decidiu atuar ele ORGANIZA, mas NÃO CRIA Conteúdo.
Destruir receitas de jornalismo, destrói conteúdo e ao final pode destruir modelo de negócios do próprio GOOGLE.
O documento apresentado ao Federal Trade Commission pode ter tido 2 motivações:
i) Caráter defensivo: proteger-se de ações por concorrência desleal;
ii) Estratégia de negócios: Fomentar a produção de conteúdo primário.
Destruir a fonte de conteúdo pode como consequência destruir o modelo de busca.
De qualquer forma ainda não foi descoberta a receita para combater o paradoxo: o on line rouba audiência do off line, mas não gera receitas na mesma proporção.
Quem tiver interesse em ver o documento na íntegra visite o Blog Modomídia : http://migre.me/2rftV
Vamos continuar debatendo o assunto.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

Mau presságio

O interessante é entender a resultante dos vetores com sentidos opostos
Ontem as bolsa européias fecharam em baixa, ainda que a Irlanda tenha acertado com a EU, o BCE e o FMI seu pacote de ajuda financeira. Algo em torno de 100 bilhões de euros, contra a promessa de um ajuste fiscal em torno de 10% de seu PIB.
Nos Estados Unidos o mercado continua sem nenhuma tendência clara, aguardando pela divulgação de seu PIB. Esse número daria o pulso da recuperação da economia e serviria como um termômetro econômico em relação à política de um maior relaxamento monetário.
Mas o dia começou mal. As bolsas chinesas nos acordaram, nessa manhã de terça feira, em forte queda. Refletem os temores quanto ao comportamento dos preços naquele país e a expectativa de novas medidas do governo central em relação à inflação e seus impactos sobre a evolução do PIB . Sem dúvida, um mau presságio.
Para completar, no Brasil, ainda estamos diante das incertezas sobre a sucessão no Banco Central e, pior, sobre os receios de que os indicadores de inflação venham com tendência de crescimento.
Pela manhã, os mercados financeiros viverão de incertezas. À tarde, de fatos concretos, pois as notícias já estarão divulgadas.
Está formado o clima para volatilidades fortes. Melhor ficar de fora, até que o quadro se esclareça.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

EXCELENTE ANÁLISE DE CLÓVIS ROSSI NA FSP

Ao acabar de ler o texto do CLÓVIS ROSSI na FSP de hoje não resisti em publicá-lo (parcialmente) aqui no blog.
A clareza sem desvios com que aborda a influência dos bancos no caso da IRLANDA. Ele demonstra cabalmente que o problema da Irlanda é dierente da Grédia e de Portugal. Na Irlanda houve irresponsabilidade dos bancos. A inadimplência de certos extratos aqui no Brasil que o PROF. GRISI de forma pioneira mostrou no blog, pode ter algum paralelo com o ocorrido lá.

Leiam e tirem suas próprias conclusões:
"O pacote de ajuda a Irlanda, decidido no fim de semana, põe fim à crise? Nem por sonho. Pode ter acalmado os corsários do mercado financeiro, mais seguros de que receberão o que a Irlanda deve, graças ao empréstimo europeu, com participação do FMI, da Inglaterra e da Suécia, países que não são da eurozona (e o zona aí tem mesmo duplo sentido).

Mas já se abriu uma crise política na Irlanda, que tende a derrubar o governo mais cedo do que tarde, dando margem à incertezas sobre a aprovação do orçamento com cortes draconianos que é a contrapartida do empréstimo.

Além disso, os corsários já puseram proa rumo a Portugal e Espanha, dois outros países endividados, o que significa que acabam deixando cair gotas de sangue que atraem as piranhas do mercado.

O problema só será realmente enfrentado na hora em que os governantes tiverem a coragem de peitar o sistema financeiro. Não há outra solução. Nem precisa ser o remédio extremo, na forma de um calote à Argentina, como sugerido no "Guardian" desta segunda-feira pelo colunista Dean Baker.

Ele lembra, com razão, que o problema da Irlanda não foi criado por gasto público irresponsável, bem ao contrário. A Irlanda teve superávits fiscais (gastou menos do que arrecadou) nos cinco anos anteriores à crise. Quem a criou foram os bancos, que emprestaram descuidadamente para construtoras e consumidores, alavancando um "boom" imobiliário que, ao explodir, levou os bancos à quebra. Só não fecharam as portas porque o governo amparou-os com uma pilha de dinheiro, do que decorreu um déficit monumental.
Baker admite que o calote não é "a primeira melhor opção", mas acrescenta que, "se a alternativa é um indefinido período de desemprego de dois dígitos [está agora em assombros 14,1%], então abandonar o euro e dar o calote parece muito mais atraente".

A Argentina já provou que dar o calote pode de fato não ser a primeira melhor opção, mas, quando inevitável, tampouco é o fim do mundo. Causa uma dor inicial forte, mas, depois, pelo menos no caso argentino, veio uma frase de forte crescimento, só interrompida pela crise global.

Acontece que, no caso da Irlanda, o calote teria que ser precedido pelo abandono do euro, que tende a ser mais um problema que uma solução. vejam a íntegra na FSP 22 novembro para assinantes

Semana começa com muita apreensão

China e Europa são causas de volatilidade
A Europa pode trazer maior vigor aos mercados financeiros essa semana. Para isso, o PIB do Reino Unido precisa superar as expectativas do mercado e a Alemanha precisa confirmar sua condição de locomotiva europeia, apresentando consistência no crescimento de suas exportações e importações. Por outro lado, a Irlanda poderá concluir seu esperado arranjo econômico, cedendo aos apelos dos países da UE e da Zona do Euro. Há que se esperar também que portugueses, espanhóis e gregos adicionem “água na fervura”, evoluindo suas medidas fiscais, para combate às respectivas dívidas inernas.
Nos Estados Unidos, as expectativas envolvem os indicadores de sempre: mercado de trabalho, mercado imobiliário, índices revisado de crescimento da economia e as reações dos agentes às injeções de liquidez que o Fed promove, alheio como é aos apelos internacionais. Pode dar certo. Mas trará impactos sobre o valor de todas as moedas. O excesso de dólares provocará mudanças dos preços relativos no mercado de divisas.

Da Ásia, é pouco provável vir alguma notícia boa. Os olhos estarão voltados para as medidas que visam frear a economia chinesa e sua tendência inflacionária. Na esteira das medidas, devem vir a queda no volume de suas importações e a valorização, ainda que pequena, de sua moeda. O mercado de commodities deve continuar o movimento de queda de precos.
No Japão, tudo parece “morno”, até agora.
Como a regra do mundo é o acaso, os fatos podem vir dentro do esperado ou, simplesmente, de maneira contrária. Portanto, a volatilidade para essa semana está no campo do imprevisível. A semana começa com muita apreensão e poucas certezas.

domingo, 21 de novembro de 2010

Irlanda, Portugal e Grécia

Há mais de uma "bola da vez"
Radio Eldorado - 19/11/2010  -  Sandra Cabral

Notícias externas impulsionam resultados no Brasil

Bovespa fecha em alta de 1,54% influenciada pelo cenário externo
18/11/2010  -   Por Nicolle Azevedo
A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) fechou as operações em alta nesta quinta-feira (18). O Ibovespa (principal indicador do mercado de ações brasileiro) caiu 1,54%, atingindo os 70.781 pontos. O volume financeiro do dia foi de R$ 6,53 bilhões, com 444.445 negócios realizados. De acordo com Celso Grisi, professor da FEA-USP e presidente da Fractal Instituto de Pesquisa, a melhora da bolsa, principalmente do meio para o fim do pregão, foi um reflexo do cenário internacional.
“Há uma confiança em relação à zona do euro, por conta do apaziguamento dos problemas relacionados à Irlanda. Assim, remanescem as questões de Portugal, que são menores e também parecem encaminhadas. Isso animou o mercado”, afirmou.
“Além disso, duas boas notícias vindas dos Estados Unidos também influenciaram positivamente as operações: o auxílio desemprego veio menor do que o previsto e o desempenho industrial da região da Filadélfia, acima do esperado”, explicou Grisi.
O fator que também impulsionou a alta dos papéis foi o IPO da General Motors nos Estados Unidos, segundo o especialista. “A operação deixou o mercado americano eufórico e isso acabou empolgando as negociações por aqui também”, analisou Grisi.
Entretanto, o dia foi marcado por um volume de negócios abaixo do comum. “Não é mau sinal. Significa que há algumas pessoas que preferem agir com cautela e esperar por notícias ainda melhores”, disse.
De acordo com Grisi, a expectativa é a de que o governo chinês aprofunde suas medidas de contenção da inflação e, com isso, comece a importar menos. Entretanto, ele não vê como o país poderia reduzir as exportações de alimento. “Por isso, acredito que as commodities agrícolas não devem sofrer grandes alterações. Porém, o preço dos metálicos pode cair”, estimou. Grisi ainda ressaltou que o mercado brasileiro deve continuar operando em alta e “deve bater a barreira dos 71 mil pontos nas próximas semanas”.
Entre as baixas mais relevantes do dia estiveram as ações ordinárias da Marfrig, que tiveram desvalorização de 1,60%, sendo negociadas a R$ 13,53. Dentre as commodities, as ações preferenciais da Petrobras encerraram as operações com ganho de 1,41%, sendo negociadas a R$ 25,81. Já as da Vale tiveram alta de 2,13%, sendo cotadas a R$ 49,34. As altas mais significativas foram registradas pelos papéis ordinários da All, que apresentaram valorização de 4,02%, sendo vendidos a R$ 15,79.

Domingo, 21 de Novembro de 2010  -  Juliana Santos / Agência Leia
Últimas Notícias
CHINA:Medidas para conter inflação causarão impacto
no preço de commodities
São Paulo, 19 de novembro de 2010 - Com uma inflação de 4,4% em outubro pela taxa anual, o maior nível em 25 meses, o governo chinês anunciou essa semana que irá adotar medidas controlar a subida de preços no país. Na opinião dos analistas ouvidos pela Agência Leia, as diretrizes podem causar impacto direto com os principais mercados exportadores de commodities para a China, inclusive o Brasil.
Hoje, o Banco do Povo da China (PBC, sigla em inglês), o banco central do país, informou que aumentou a taxa de depósitos requerida para instituições financeiras (compulsórios) em 0,5 ponto percentual. Logo após o anúncio, o Centro de Informações do Estado (SIC, sigla em inglês) divulgou que a projeção para o índice de preços ao consumidor (CPI,
sigla em inglês), o principal indicador de inflação na China, prevê alta de 3,8% no quarto trimestre. No acumulado do ano, a expectativa é que ele varie positivamente em 3%. Esta taxa, de acordo com o órgão, já estaria "dentro da tolerância da sociedade".
O SIC anunciou também que o ritmo de crescimento da economia chinesa deverá desacelerar no quarto trimestre para 8,7%, por conta das reestruturações econômicas. A previsão ficou quase 1% abaixo da variação de 9,6% apresentada pela no terceiro trimestre. Para o acumulado do ano, o órgão espera que o país cresça 10%, enquanto que nos três primeiros trimestres a China expandiu 10,6%.Para o economista Celso Grisi, presidente do instituto de pesquisa de mercado Fractal e professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Instituto de Administração (FIA), a China, como maior importadora de commodities do mundo, ao limitar sua demanda, influencia negativamente o mercado de commodities incluindo o petróleo, o setor de siderurgia, metalurgia e, em menor escala, o setor de alimentos. "A China tem que importar uma grande quantidade para evitar o desabastecimento. A demanda está forte e os preços começaram a subir, gerando uma perda do controle, e a inflação começou a fugir da meta estabelecida", disse. "O Brasil sentirá os efeitos destas medidas, pois está deixando que sua pauta exportadora seja dominada pelas commodities. "Quando a China desacelera, e os preços vêm para baixo, mexe profundamente com as exportações brasileiras", acrescentou. "Conforme a China vai tomando medidas de aumento de taxa de juros, vai gerando um efeito negativo para o mercado de matérias-primas. A China é um dos países que mais importa commodities, principalmente do Brasil, e se o país asiático toma essa decisão, automaticamente reduz a atividade interna, e gera um decréscimo dessas compras", afirma o professor de finanças da BSP (Business School São Paulo), Daniel Miraglia. Miraglia lembra que a taxa de câmbio da China, em regime flutuação controlada, dentro de uma banda administrada pelo banco central, tem acarretado uma reserva enorme, de quase US$ 3 trilhões, acúmulo que normalmente gera pressão inflacionaria.
"No caso da China, tem sido possível controlar essa pressão porque tem uma taxa de poupança e de investimento altas, e isso se deve, em grande parte, às grandes empresas estatais e à mão-de-obra barata. Além disso, o governo da China tem uma dívida pública baixa, de 15% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), que no início do processo de acumulo de reserva era de 7% e subiu para 15%, e esse padrão vai se alterando para uma economia que tenha uma divida de 30% em relação ao PIB, ou seja, a pressão inflacionária vai aumentando, e alguma já está ocorrendo, mas 4,4% ainda não é grande", avalia.
De acordo com o economista da Way Investimentos e diretor do curso de Relações Internacionais da ESPM-RJ, Alexandre Espírito Santo, essas medidas terão uma dimensão enorme, uma vez que a China assumiu o papel de locomotiva do crescimento mundial. "Quando o mundo percebe que vai haver um freio no consumo chinês, isso causa um choque em todos os mercados. O Brasil pode ter perda nos preços de commodities, uma vez que exportação brasileira para lá é muito forte. O controle da inflação vai afetar principalmente os países emergentes que comercializam com a China", afirma. Mesmo com as medidas para a inflação, será muito difícil o governo modificar o câmbio, de acordo com Espírito Santo. "Ainda que haja uma mudança na taxa de juros, uma mudança no câmbio chinês dependeria de uma decisão de mudar toda a estrutura macroeconômica deles, o que não vai acontecer agora".
Na opinião do professor de mestrado em gestão internacional da ESPM-SP e sócio da Pezco, Frederico Araújo Turolla, o anúncio das medidas de controle de preços está um pouco atrasada, e o que está acontecendo é um desdobramento de um plano antigo. "O mercado reagiu em cima de um fato, mas isso está previsto há mais tempo. "Existem agora duas dúvidas: se a medida de inflação é acurada, e qual é a força dessa trajetória - que parece ser muito forte".
O professor das Faculdades Integradas Rio Branco, Alexandre Uehara, compartilha a opinião de que as medidas adotadas já faziam parte de um planejamento anterior. "O governo chinês está preocupado com uma bolha econômica e essas medidas visam diminuir pressões, porque como existe um grande fluxo de capital para aquele país, essa liquidez fez a economia inflar, o que vem acontecendo nos últimos anos", disse. "As medidas para conter a inflação podem aumentar o deposito compulsório, os bancos vão tirar um pouco do dinheiro para o crédito, haverá menos dinheiro circulando, e crédito pode ficar mais caro", completou. Para a consultoria norte-americana Capital Economics, uma cota de restrição de crédito deve acontecer em 2011, algo como 6,5 trilhões de ienes (US$ 978 bilhões), comparado com o 7,5 trilhões de ienes este ano, conforme o governo se esforça para garantir que a inflação não se estenda além do setor de alimentos. "A inflação ainda está em um longo caminho abaixo do nível alcançado no início de 2008. Esta experiência sublinha que os picos nos preços dos alimentos pode levar vários meses para fazer esta trajetória. Mas enquanto o núcleo (que exclui preços de energia e alimentos) permanece baixo, a inflação deve cair, em vez que ficar fora de controle", conclui.

sábado, 20 de novembro de 2010

Um insulto de US$ 2,5 bilhões

A boataria corre solta
A Business Insider informa que o gigante das buscas, o Google, teria sondado por meio de um de seus principais executivos a rede de microblogs Twitter para aquisição. O valor da oferta estaria na casa dos US% 2,5 bilhões.
Tudo teria acorrido no início de 2010 e, ainda que o valor possa ser considerado muito alto, a oferta foi considerada como um “insulto” pelo Twitter.
A Bussiness Insider afirma ainda que uma nova proposta teria sido encaminhada ao Twitter, agora em valor superior a US$ 4 bilhões. Não diz quem é o ofertante, mas há quem presuma ter sido o próprio Google. Quer dizer, esse gigante continua insultando o Twitter?
O que se especula é que o Twitter não estaria conseguindo transformar o site em um negócio rentável. Nada demais. Segundo o livro Mídia e Negócios, do Prof Ramiro, falta um modelo de negócios para tornar a aventura das mídias on line um negócio rentável. Então porque tanto interesse do Google?
Dizem as más línguas (e também as boas) que o interesse é manter a Microsoft “fora dessa”.

FEA ainda trabalha forte em novembro e de



De 22 a 27 de novembro de 2010
________________________________________
22.11 Segunda

FÓRUM DE SUSTENTABILIDADE: DIÁLOGO VISIONÁRIO PARA CONVIVÊNCIA E HARMONIA
Das 8h45 às 12h30, sala da Congregação, FEA-1
Responsáveis: Prof. Dr. Isak Kruglianskas e Betty Feffer (presidente do Instituto Jatobás)
Realização: FEAUSP, Instituto Jatobás e PROGESA-FIA
Inf.: 4108-4064
eventos@conversasustentavel.com.br
Programação no site: http://bit.ly/aWsmLY
SEMINÁRIO ACADÊMICO
Pagamentos de precatórios: uma aplicação da teoria de desenho de mecanismos
Das 15h30 às 17h, sala A1, FEA-1
Palestrante: Prof. Dr. Maurício Soares (Bugarin – Insper)
Responsável: Prof. Dr. Marcos de Almeida Rangel
Realização: Pós-graduação EAE
Inf.: 3091-5886
www.usp.br/econ
CICLO GRATUITO DE PALESTRAS SOBRE MARKETING PARA O BRASIL EM CRESCIMENTO
Classe C e Classe Média são as mesmas coisas?
Das 18h30 às 21h30, Auditório, FEA-5
Palestrante: Nelson Marangoni (Vice-Presidente do IBOPE)
Responsáveis: Profs. Drs. Celso Cláudio de Hildebrand e Grisi e Fábio Lotti Oliva
Realização: PROCEB e FIA
Inf. e Insc.: no site
http://bit.ly/aYLjSH
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O TESTE ANPAD 2011
Até 25 de janeiro de 2011
Responsável: Prof. Dr. Lindolfo Galvão de Albuquerque
Realização: PPGA-FEAUSP
Inf. : (31) 2531-7061 / 3409-7061
Insc.: no site
www.anpad.org.br/teste
teste@anpad.org.br
23.11 Terça
SEMINÁRIO: POTÊNCIAS EMERGENTES E GOVERNANÇA GLOBAL
Das 10h às 13h, sala Delfim Neto, FEA-2 e das 14h às 18h, sala G1, FEA-1
Responsável: Profª. Drª. Maria Hermínia Tavares de Almeida
Realização: IRI-USP
divulgacao.iri@usp.br
http://www.iri.usp.br/
EVENTO COMEMORATIVO DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DA FEAUSP NA AVALIAÇÃO TRIENAL DA CAPES
Às 17h, sala da Congregação, FEA-1
Palestrante: Prof. Dr. Vahan Agopyan (Pró-Reitor de Pós-Graduação da USP)
esponsável: Prof. Dr. Reinaldo Guerreiro
Realização: Diretoria FEAUSP
Confirmar presença por e-mail
Inf.: 3091-6001
dirfea@usp.br
24.11 Quarta
SEMINÁRIO INTERNACIONAL CENTRO RUTH CARDOSO
Mesas-redondas e oficinas
Dias 24 e 25 de novembro, na FEAUSP e no Auditório Camargo Guarnieri
Abertura: Graça Machel, ativista dos Direitos Humanos (Moçambique), dia 24 de novembro, das 10h às 12h, Auditório Camargo Guarnieri
Encerramento: dia 25 de novembro, das 16h às 18h, sala da Congregação, FEA-1
Responsável: Profª. Drª. Rosa Maria Fischer
Realização: CEATS, Centro Ruth Cardoso, AlfaSole e USP
Programação completa, inscrições e informações no site
www.centroruthcardoso.org.br/seminario
LXXXVI DISCUSSÕES METODOLÓGICAS
Fórum para apresentação e discussão das “primeiras ideias”, anteprojetos, projetos e pesquisas em andamento para elaboração de teses, dissertações e artigos
Das 14h às 17h, FEA-3 (indicação da sala no dia do evento)
Responsável: Prof. Dr. Gilberto de Andrade Martins
Realização: EAC-FEA/USP
Inscrições de projetos no site:
http://www.eac.fea.usp.br/eac/observatorio/
Outras informações pelo e-mail: martins@usp.br
SEMINÁRIO ACADÊMICO (EXTRA)
The advantages of association: know-how sharing and innovation -adoption in four brazilian cities
Das 15h30 às 17h, sala A1, FEA-1
Palestrante: Profª Drª Isleide Zissimos (Vanderbilt University)
Responsável: Prof. Dr. Marcos de Almeida Rangel
Realização: Pós-graduação EAE
Inf.: 3091-5886
www.usp.br/econ
25.11 Quinta
INAUGURAÇÃO DA SALA PROFESSORES CARLOS E DIVA PINHO
Às 17h, térreo, FEA-2
Responsável: Prof. Dr. Denisard Cnéio de Oliveira Alves
Realização: EAE-FEAUSP e FUNCADI
Inf.: 3091-5802/5803, com Alda
afcastro@usp.br
SEMINÁRIOS DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Comércio Internacional: Os desafios globais e o Brasil
Das 17h30 às 19h, sala A1, FEA-1
Palestrante: André M. Nassar (ICONE)
Responsável: Prof. Dr. Jacques Marcovitch
Realização: FEAUSP e IRI-USP
Inf.: 3091-5942
Confirmar presença por e-mail
mudarfuturo@usp.br
Defesas de Teses
Administração
ROBSON QUINELLO
Doutorado
“Inovação e melhoria nas facilidades e desempenho operacional"
dia 23 de novembro, às 9h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Paulo Tromboni de Souza Nascimento
Comissão: Profs. Drs. Abraham Sin Oih Yu, Alvair Silveira Torres Júnior, Ana Carolina Spolidoro Queiroz e Diógenes de Souza Bido
CARLA MARIA SCHMIDT
Doutorado
“Criação e apropriação de valor no sistema agroindustrial do vinho do Vale dos Vinhedos"
Dia 25 de novembro, às 9h, sala 215, FEA-5
Orientador: Profª. Drª. Maria Sylvia Macchione Saes
Comissão: Profs. Drs. Decio Zylbersztajn, Vivian Lara dos Santos Silva Rossignolo, Sérgio Giovanetti Lazzarini e Marialva Tomio Dreher
Economia
GUSTAVO RECHDAN DE ANDRADE
Mestrado
“Repasse cambial e ambiente inflacionário: uma análise para países desenvolvidos através de paineis dinâmicos”
Dia 25 de novembro, às 14h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Pedro Garcia Duarte
Comissão: Profs. Drs. Mauro Rodrigues Júnior e Reginaldo Pinto Nogueira Júnior
Agende-se
NOVEMBRO
XII ENGEMA - Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente
Inovação e Sustentabilidade na Nova Economia de Baixo Carbono: Uma Agenda para o Século XXI
De 29 de novembro a 1 de dezembro, na FEAUSP
Responsáveis: Profs. Drs. Isak Kruglianskas e José Carlos Barbieri
Realização: EAD/FEA e EAESP/FGV
Inf.: 3818-4034
marciad@fia.com.br
engema2010@fia.com.br
www.engema.org.br
DEZEMBRO
III ENED - ENCONTRO DA UNIVERSIDADE COM EMPRESAS EM DESENVOLVIMENTO
“A empresa em desenvolvimento como suporte ao crescimento da economia brasileira”
Dia 4 de dezembro, das 8h30 às 12h30, Auditório, FEA-5
Responsável: Prof. Almir Ferreira de Sousa
Realização: ProCED-FIA e PPGA-FEAUSP
Inf.: 3732-3506, com Juliana Carbone
Inscrições no site
www.fia.com.br/proced
Informe-se
INTERNATIONAL WORKSHOP ON CARBON MARKETS IN EMERGING ECONOMIES
Dia 22 novembro, das 9h às 18h, Auditório Alberto Carvalho da Silva, IEA/USP Comitê organizador: Profs. Drs. Nathan Hultman, Simone Pulver, Adnei Melges de Andrade, Sergio Pacca e Viviane Romeiro
Realização: Programa de Pós-Graduação em Energia da USP – PPGE
Apoio: IEA, CCInt-USP e University of California
Transmissão ao vivo no site
www.iea.usp.br/aovivo
LANÇAMENTO DE LIVRO E DEBATE
“Sustentabilidade – a legitimação de um novo valor”
Dia 22 de novembro, às 15h30, Centro da Cultura Judaica (Rua Oscar Freire, 2500)
Debatedores: Profs. Drs. Eduardo Giannetti, Sergio Abranches e José Eli da Veiga
Mediadora: senadora Marina Silva
Responsável/Autor: Prof. Dr. José Eli da Veiga
Realização: Itaú Unibanco e Ed. Senac
Inf.: http://www.zeeli.pro.br/
LANÇAMENTO DE LIVRO E DEBATE
“Educação Corporativa: Fundamentos, evolução e implantação de projetos”
Dia 24 de novembro, das 19h30 às 22h, na sede da Febraban
Debatedores: Ricardo Amorim, André Luiz Fischer, Claudia Costin e Claudio de Moura Castro
Responsável: Profª. Drª. Marisa Eboli
Realização: FEAUSP
Inf.: 3818-4030, com Cristiane
SEMINÁRIOS ACADÊMICOS SOBRE PIONEIRISMO EMPRESARIAL
Os Pioneiros e o Empreendedorismo do Século XXI
Dia 24 de novembro, das 14h30 às 16h, no Brasil no Museu Histórico Nacional, RJ
Palestrante/Responsável: Prof. Dr. Jacques Marcovitch
mailto:JacquesMarcovitchpioneiros@usp.br
CALL FOR PAPERS - 7th ILERA Regional Congress of the Americas
5th Brazilian Conference of Labor and Employment Relations
Work in the Americas: Challenges and Opportunities
Até 15 de fevereiro de 2011
Congresso: Dias 22 e 25 de agosto de 2011, na FECOMERCIO
Responsável: Profª. Drª. Luciana Yeung
Realização: IBRET e ILERA
Inf.: http://www.irca2011.com.br/

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

TWITTER SOFRE ASSÉDIO DO GOOGLE

Era inevitável.
 O Google não iria resistir a enorme audiência que o TWITTER tomou ao mercado.
E o TWITTER precisa do dinheiro do GOOGLE.
Motivo? Modelo de negócios.
O GOOGLE domina a perfeição modelos matemáticos complexos que fazem as ofertas dos anunciantes chegarem aos consumidores com maior propensão para adquiri-las.
Uma simples análise de modelo de negócios traz sinergias para ambos, vejamos:
O Twitter precisa do GOOGLE:
1)Para desenvolver sistemas de C.R.M. que tragam o binômio melhor "oferta-cliente adequado". Desenvolvimentos próprios são muito caros e demorados;
2) Sua fórmula de receitas de vendas ainda não está consolidada. Desde 2006 o TWITTER busca fórmulas para trazer receitas perenes ao negócio;
3) Os tweets promocionais ainda não vingaram: Fizemos pesquisa e os usuários doTWITTER não tolerariam pagar pelo serviço, mas admitiam o uso moderado de propaganda na ferramenta.
O GOOGLE precisa do TWITTER:
1) O TWITTER é o IPOD das redes sociais, simples, prático e fácil de usar;
2) O TWITTER é um território que rouba tempo de navegação no GOOGLE;
3) E o mais importante: o TWITTER se transformou também em ferramenta de busca.
Agora temos a notícia que Evan Williams, co-fundador do Twitter, que a empresa pretende realizar uma captação de recursos.
Evidente. Sem modelo de negócios, não adianta ser sucesso de público. Alguém precisa pagar a conta.
Uma nota na revista INFO EXAME diz:
"Williams, palestrando na conferência Web 2.0, afirmou que os esforços iniciais da empresa para gerar receita publicitária superaram expectativas, mas ele evitou dar detalhes".
Ué? Qual razão do mistério? Porque não mostrar os números? As campanhas de sucesso dos anunciantes?
Quem estuda modelo de negócios sabe a respostas: As plataformas on line são um sucesso de audiência, mas não se mostraram viáveis no longo prazo para trazer receitas. Exceção a regra: GOOGLE.
O que não significa que o TWITTER não é viável. O que precisa ser feito é encontrar formas criativas de ter receitas (o que o GOOGLE já domina)
Meu prognóstico está no livro MÍDIAS e NEGÓCIOS: O TWITTER e O GOOGLE VÃO SE UNIR.
A conferir. (podem cobrar - até 2014 essa fusão é inevitável)
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios
No livro MÍDIAS E NEGÓCIOS (Abril 2009) já abordávamos que o futuro do TWITTER estava atrelado ao do GOOGLE.

Capilaridade é o nome do jogo

Banco do Brasil na liderança
em número de agências

Cultura de fazer negócios

O imperialismo chinês é parte
de seu jeito de empresariar
A acusação parte do próprio governo norte-americano e está substanciada em relatório da Comissão de Revisão de Segurança Econômica EUA-China que investiga as atividades de espionagem digital.
Não é nada banal do ponto de vista jurídico e muito menos sobre o aspecto político acusar uma economia da expressão da China de estar envolvida em atividades de espionagem digital para subtrair informações empresariais das comunicações feitas pela internet.
O relatório afirma que “as atividades chinesas têm o objetivo de obter segredos comerciais e militares do país e intervir diretamente nas atividades de empresas norte-americanas na China.”
A operadora estatal de telecomunicações China Telecom teria desviado todo o tráfego de dados destinado a cerca de 15% dos destinos da internet para seus servidores durante 18 minutos em abril deste ano. O pretexto teria sido apenas a fiscalização; a causa, contudo, pode ter sido a espionagem industrial e de busca de segredos militares.
Estranho também constatar as respostas apenas protocolares dada ao mundo pela China. De fato, a acusação pediria muito mais. Em uma declaração publicada em seu site, a China Telecom negou qualquer sequestro de dados ou desvio de tráfego de internet para seus servidores. O Global Times, diário do governo de Pequim, publica texto modesto sobre o assunto, afirmando que as acusações norte-americanas "não fazem sentido, pois a imensa maioria do tráfego da internet passa por servidores instalados nos EUA".
Nenhuma indignação foi expressa. Tudo obediente ao protocolo das boas burocracias. Cinismo político ou apenas a necessidade de esconder do mundo tudo debaixo do tapete?
Talvez seja apenas a cultura milenar de fazer negócios dos chineses. Dessa vez, a força dos impérios voltou-se contra os Estados Unidos. Prefiro pensar que a história dá boas lições a todos, sem discriminar entre fortes e fracos.

Cannes no século XXI. Ou 21?

Atenção, galera da comunicação.
O mundo continua mudando.
Cannes Lions altera o posicionamento do evento. Deixa de ser o “Festival Internacional de Publicidade” para transformar-se no“Festival Internacional de Criatividade”.
Agora sim! Nada de grana. Tudo de talento!

Segundo os organizadores, a alteração reflete o processo de mudança da própria comunicação, abandonando a idéia de um festival de excelência na criatividade publicitária, para um festival de excelência na criatividade em todas as áreas da comunicação.
Mais que a publicidade (ou como chamamos no Brasil, a propaganda), agora alcança-se toda a comunicação.
Gostaram?
Era bem o momento de buscar por horizontes maiores. Cannes moderniza-se e mantém status de festival empresarial.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O mercado de Private Banking

Segurança, liquidez ou rentabilidade
Pesquisa da Fractal acessa o processo decisório do private banking.


Nesse mês a Fractal inicia a Versão 2010 do Painel de Private Banking.
O mundo ainda está recessivo e as remunerações para aplicações no exterior estão, de modo geral, muito baixas. Nos países emergentes elas realmente promovem o crescimento das fortunas individuais mas, por outro lado, embutem os riscos próprios de cada uma dessas economias. Esses clientes ainda não se recuperaram dos momentos de tensão ocorridos em passado recente. Muitos ainda manifestam descontentamentos acentuados com as perdas acumuladas. É de se esperar pela mudança de comportamentos desse mercado em relação aos bancos que operam nesse segmento.

Pessoal e intransferível.

Um Ciclo de Palestra na FIA/USP sobre temas emergentes em marketing
Os cursos de Pós-Graduação em Marketing, Consultoria Empresarial e o MBA em Gestão de Negócios, Comércio e Operações Internacionais do PROCEB/FIA promovem, em conjunto com o Mestrado e Doutorado da FEA/USP, Ciclo de Palestras com profissionais da área de pesquisa de mercado.
Na pauta, os temas mais controversos da gestão de marketing.
Todos os que acompanham esse blog estão convidados.