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sábado, 21 de agosto de 2010

Semana que vem trará novidades

Notícias esperadas para
a semana que entra
Trata-se de uma caixa de surpresas. Emoções à parte, semana que vem poderemos ter grandes novidades. No Brasil vai ferver. O Banco Central, o IBGE e outras instituições publicam um conjunto de informações macroeconômicas sobre o mês de julho. Saem resultados da pesquisa de emprego do IBGE, as notas do Banco Central sobre a conta corrente, o resultado primário da República, os níveis de Investimento Externo Direto, o relatório sobre as operações de crédito em todo território nacional, a avaliação da política monetária, os resultado da pesquisa SEADE sobre emprego e desemprego.
No quadro internacional, há que ter atenção para a resultados referentes ao desempenho daquela economia, no período de junho a agosto. No que se refere a junho, será necessário observar o índice de preços de imóveis novos e usados. Em relação a julho, as atenções estão voltadas às vendas de casa novas, às encomendas de bens duráveis e ao índice de atividade do FED de Chicago. Quanto agosto, será anunciado o índice de confiança do consumidor, da Universidade de Michigan. Também serão anunciados os pedidos  semanais de auxílio desemprego e dados do consumo pessoal, referentes ao segundo trimestre de 2010. Todos esses elementos serão definitivos para a criação das expectativas que devem orientar as decisões de investidores nessas próximas semanas.

Fatos que merecem registros

Acompanhar alguns fatos passados
pode explicar o futuro
O governo central marcou a capitalização da Petrobras para o dia 30 de setembro. Duas empresas de avaliação contratadas pela Petrobras e ANP apresentam valores diferentes para o preço do barril do petróleo. Começa a complicar. Ao invés de esclarecer, tudo parece confundir-se.
No mundo dos preços, o IPCA-15 aponta para o segundo mês de deflação: julho - 0,09% e agosto, com -0,05. O responsável é o setor de alimentos. As famílias brasileiras comemoram a queda.
No plano internacional, a recuperação econômica dos Estados Unidos continua lenta. Nessa semana, os pedidos semanais de seguro-desemprego voltaram a crescer, atingindo 500 mil. Isso pode estimular os mercados.
Na Ásia, a China superou o Japão. O PIB chinês deixou o Japão para trás. Não sejamos tão definitivo porque isso pode ser revertido, em função dos ajustes do câmbio chinês. No curto prazo, a China é o único vetor relevante de crescimento econômico. As commodities brasileiras guardam profunda dependência dessa situação. Governantes brasileiros comemoram o crescimento interno e continuam a menosprezar o valor excessivo do real em nossas relações comerciais.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Resenha da semana

Aproxima-se uma nova encruzilhada para as decisões macroeconômicas
O Ibovespa fechou em 66.677 pontos. O dólar valorizou-se um pouco e fechou a semana em R$ 1,7590/ US$ 1,00. Não está mau. Considerando a redução do crescimento chinês, principal motor da economia mundial depois da desaceleração da recuperação norte-americana, o mercado brasileiro continua firme. O IPCA-15 aponta deflação de 0,05% nesse mês de agosto. Essa deflação reflete as altas das taxas de juros, hoje despropositadamente alta, com seus efeitos cruéis sobre os investimentos nacionais.
Entretanto, não se deve alimentar espectativas falsas. A demanda continua muito forte, obrigando as empresas a operar próximo aos níveis de suas capacidades instaladas. Portanto, podemos esperar por pressões inflacionárias vindas de, pelo menos, três vertentes diferentes: infra-estrutura exaurida, escassez de mão de obra qualificada, excesso de oferta de crédito. Isso quer dizer que estamos muito perto da exaustão dos intrumentos de política monetária. Para o bem e para o mau, teremos que começar a pensar em correção dos elementos da política fiscal. A taxa de câmbio, por sua vez, também já deu o que tinha que dar, em termos de combate à inflação.
Essas últimas marcam o encontro do Brasil com sua realidade. Já reconhecemos todas essas dificuldades e já conhecemos as soluções. Ao próximo governo caberá decidir se vamos implementá-las ou se vamos passar ao largo delas, para atender objetivos políticos de partidos ou interesses econômicos de grupos privados. É hora de decidir.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Atendimento bancário cresce em todo o país

Crescimento do PIB estimula a abertura
de novas agências

Arrecadação supera R$ 447 bi e previsão
é de mais recordes
Veículo: DCI - Data: 18/08/10 - 00:00 - TRIBUTOS
Karina nappi / agências
SÃO PAULO - A arrecadação de impostos e contribuições federais somou, em julho, R$ 67,973 bilhões, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal. Considerando a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o resultado foi 10,54% superior a junho deste ano, alta de 10,76% em comparação a julho de 2009. De janeiro a julho, o valor arrecadado atingiu R$ 447,464 bilhões. Com a correção pelo IPCA, o resultado ficou 12,22% acima do apurado no mesmo período do ano passado.
"O valor da arrecadação tem de ser comparado com 2008, pois em 2009 tivemos a crise e valores menores por conta da economia parada, dos benefícios tributários como isenção do IPI e falta de dinheiro. Ou seja, cresceu mais de 10% baseado em valores baixos, o que contribui muito para elevar os porcentuais. Além disso tivemos contribuição social sobre o lucro líquido, aumento da arrecadação de pessoas jurídicas, alíquota de IOF em 2%. Muitas empresas se formalizaram, a justiça do trabalho está pegando, e todos começaram a contribuir. Por outro lado o contrabando foi muito combatido", argumenta o diretor da Fractal, Celso Grisi.
Com os resultados, o subsecretário de tributação e contencioso da Receita Federal, Sandro Serpa, afirmou que a desaceleração da economia no segundo trimestre ainda não se refletiu na arrecadação de impostos e contribuições federais. Segundo ele, é natural que haja um certo atraso entre o comportamento da economia e seu impacto na arrecadação federal. "Quando a economia cai, a arrecadação demora mais tempo a cair. Quando a economia se recupera, a arrecadação demora um tempo a subir", disse Serpa.
Além disso, o técnico da Receita que outros fatores influenciam a arrecadação, como comportamentos individuais de compensação ou pagamento de atrasados, entre outros.
"O crescimento da arrecadação basicamente se deve à atividade econômica", disse Serpa. Segundo ele, a Receita prevê que a arrecadação das receitas administradas deve continuar crescendo nos próximos meses na casa de 10% a 12%.
"Acho muito otimista, eu acho que ainda teremos crescimento, mas não será tão grande, no máximo 8%", frisa Grisi.
Para especialistas, a agilidade na cobrança de impostos é o que tem garantido os recordes. Em julho, o Fisco devolveu restituições a 2,45 milhões de contribuintes. Esse número foi o maior de um lote já pago pela Receita.
Em valores, a maior restituição foi a de dezembro do ano passado, quando foram devolvidos R$ 2,5 bilhões. "Hoje, a Receita só não pega as irregularidades que não quiser. As sonegações são muito facilmente encontradas e a facilidade para retificar uma declaração ou identificar as irregularidades faz com que seja agilizado o atendimento. Essa eficiência é que tem ajudado a bater esse recorde", afirma Grisi."
"A administração tributária tem melhorado muito nesses últimos tempos. A fiscalização ampliou muito sua ação. O governo melhorou a forma de cobrança, com pacotes atraentes, outro motivo para termos um arrecadação maior", pontua Grisi.
A arrecadação da Receita Previdenciária foi a que mais cresceu em valor financeiro em julho, na comparação com julho de 2009 (já corrigido pelo IPCA). De acordo com os dados da Receita Federal, esse tributo no mês passado arrecadou R$ 18,589 bilhões, com alta de R$ 2,068 bilhões na comparação com julho de 2009. Em termos porcentuais, a variação foi de 12,52%. Já o Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre combustíveis foi o tributo que teve maior expansão no período de janeiro a julho deste ano, com arrecadação de R$ 4,348 bilhões no ano, e alta de 139,7% em relação os sete primeiros meses de 2009.
No acumulado do ano, a arrecadação previdenciária foi a segunda que mais aumentou em valores financeiros: R$ 11,584 bilhões, ou 10,17% em termos reais. Para Serpa, a alta da arrecadação desse tributo se deve à elevação da massa salarial neste ano.
Serpa informou que em até outubro já deverá aparecer nos dados da arrecadação administrada pela Receita Federal os números decorrentes da contribuição previdenciária dos servidores públicos. No mês passado, o governo determinou que caberia ao Fisco cobrar, fiscalizar e administrar esse tributo, que antes estava na alçada do Ministério do Planejamento. A Receita ainda está trabalhando na formatação de como esse tributo será informado junto com os demais dados da arrecadação federal. "Teremos transparência imediata aos dados, que hoje não aparecem nas contas públicas", concluiu Serpa.
Após chegar a R$ 67,9 bilhões e e bater novo recorde em julho, a arrecadação de tributos pela Receita Federal deve subir mais com a cobrança da previdência de servidores públicos.

Primarização da economia mineira

Câmbio afeta evolução
da indústria de Minas
Veículo: Diário do Comércio de BH   -   Data: 18-08-2010
LUCIANE LISBOA.
Falta política industrial de Estado.
O câmbio sobrevalorizado, a falta de investimentos em tecnologia e a ausência de uma política industrial do Estado, são os principais fatores para o déficit da balança comercial de produtos manufaturados em Minas Gerais, apontaram especialistas ouvidos pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO.
De janeiro a julho, o saldo negativo nas trocas de produtos industrializados em Minas Gerais chegou a R$ 1,025 bilhão, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O desequilíbrio pode gerar desemprego nos segmento mais expostos à competição externa e, no longo prazo, desindustrialização de setores nacionais.
De acordo com o presidente do Instituto de Pesquisa Fractal e professor de pós-graduação da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP), Celso Cláudio e Grisi, o câmbio atual desfavorável, aliado à alta taxa de juros e ao elevado custo Brasil, está fazendo com que a indústria mineira perca cada dia mais sua competitividade no mercado externo.
"Minas Gerais passa por um período interessante. Enquanto vê o aumento da exportação de commodities, principalmente do minério de ferro, impulsionadas pela demanda chinesa, a indústria de manufaturados vem sofrendo com o aumento da importação, principalmente o setor de bens de capital", afirmou.
le ressaltou que o Brasil tem uma sobrevalorização do real frente ao dólar de cerca de 25%, enquanto a moeda chinesa yuan possui desvalorização de 40%. "Assim fica difícil competir. Perdemos totalmente a competitividade. No setor de máquinas e equipamentos, há hoje produtos importados de origem chinesa de boa qualidade no mercado a preços bem interessantes", ressaltou.
E com o aumento da importação, mesmo diante de um mercado interno aquecido, o especialista alerta que poderá ocorrer uma redução considerável no nível de emprego nos setores atingidos. "O mercado interno está bastante aquecido, o que mascara o desemprego da indústria dos manufaturados, principalmente os produtos destinados à exportação", disse.
Choradeira - Para o professor de Economia da Faculdade IBS/Fundação Getúlio Vargas (FGV), Jean Max Tavares, o problema de Minas Gerais é ter sua economia fortemente baseada em produtos básicos, como minério de ferro, que dependem exclusivamente do preço que são taxados externamente.
"Quando temos uma concorrência que é baseada somente no preço, a indústria fica vulnerável às oscilações da economia externa, à taxa de câmbio, já que não têm controle do valor negociado", afirmou o professor.
Por outro lado, o professor lembrou que nada adianta ficar colocando a culpa na China. "O problema existe, não há como negar. E é a indústria mineira que tem que buscar formas de mudar, investindo para voltar a ser competitiva. O governo pode ajudar, mas não vai nunca resolver o problema sozinho", avaliou.
O economista da MBK Investimentos, Renato Gonzaga, partilha da opinião de Tavares. Segundo ele, atualmente, a reclamação excessiva de alguns setores da economia em relação à perda de competitividade está parecendo mais "choradeira de quem sempre estava acostumado a lucrar muito sem grandes esforços".
"Agora, com as perdas causadas pela taxa de câmbio desfavorável, a maioria fica reclamando do governo, querendo uma série de incentivos para competir com os produtos importados. A saída não é essa, é investir para agregar valor ao produto e apresentar um diferencial", afirmou.
Conforme os últimos indicadores apresentados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), referentes ao primeiro semestre, o setor industrial mineiro deverá crescer menos do que o esperado para o ano. A previsão de faturamento, que era de 15% até o final de 2010, foi revisada para cerca de 11%.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Mercosul caminha para o comércio livre

Assimetrias sociais e econômicas podem
reduzir-se dentro da área econômica
Veículo: Portal Global On line  -  Data: 10/08/10
Valeria Bursztein
Rumo à união aduaneira
Terminada na semana passada, a 39.ª Cúpula do Mercosul, organizada em San Juan, na Argentina, surpreendeu os mais céticos ao concluir conversações com resoluções concretas, como o fim da cobrança da TEC (Tarifa Externa Comum) entre os integrantes do bloco e o financiamento de nove projetos, no valor de US$ 795 milhões, para o desenvolvimento regional. Esses investimentos devem beneficiar, sobretudo, países menores, como o Paraguai e o Uruguai.
Em entrevista ao Global Online, o economista Celso Grisi entende que a eliminação gradual da TEC pode significar um primeiro passo para a formação de uma união aduaneira. Grisi é diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal, empresa que desenvolve pesquisas e estudos mercadológicos para instituições financeiras, e professor da USP (Universidade de São Paulo). A seguir, a íntegra da entrevista.
Global Online: O senhor analisa o acordo como o primeiro passo concreto para a definição de uma união alfandegária?
Celso Grisi: Certamente é o primeiro passo. Foi resultado de um grande esforço para estabelecer uma harmonização tributária na região. Caminhamos para uma união aduaneira. Acabaremos unindo nossas perspectivas fiscais a esse respeito.
Global Online: Qual será o próximo passo?
Grisi: Acredito que seguiremos na tratativa de implantar um código aduaneiro comum, de tal forma que, em um segundo momento, seja possível implementar uma harmonização plena das legislações nacionais com esse novo pensamento tributário que se instala na região.
Global Online: Isso vale mesmo com balanças comerciais tão díspares entre os países do bloco?
Grisi: Este é o grande desafio: evitar as importações com tarifas diferenciadas de entrada em cada um dos países. Caso isso ocorra, teremos os países-membros servindo como entrepostos importadores. Há que se equalizar as regras tributárias em cada um dos países em torno dos princípios lançados com o código aduaneiro regional.
Global Online: O senhor acredita que a decisão é reflexo do amadurecimento do Mercosul como bloco?
Grisi: Acredito que as duas maiores economias da região reconheceram a necessidade de reduzir desigualdades. Com o acordo, dá-se aos produtos de origem paraguaia e uruguaia a oportunidade de ganharem os mercados argentino e brasileiro e se beneficiarem com as economias de escala. Assim sendo, não vejo o acordo como um gesto magnânimo do Brasil e da Argentina, mas sim uma posição de liderança política regional.
Global Online: E com relação aos conflitos entre o Brasil e a Argentina no comércio exterior?
Grisi: Essa é uma situação que está ficando cada vez mais esclarecida. O Brasil tem uma economia mais forte e mais diversificada que a Argentina. Assim que adotarmos alguma solução para nossa questão cambial, seremos ainda mais competitivos com relação aos argentinos. Nesse sentido, entendo que o acordo é muito produtivo para manter o equilíbrio relativo na balança comercial.
Global Online: Além disso, há também um benefício diplomático entre os países com o acordo, certo?
Grisi: Sem dúvida. Estávamos vivendo um momento de rivalidade importante, e antagonismos em nossas fronteiras não são bons. Temos de evoluir para uma pacificação.
Global Online: Como o senhor analisa a possibilidade da entrada da Venezuela no bloco?
Grisi: Considero bastante inconveniente, porque traríamos para o bloco um país sem nenhum fundamento econômico, com políticas públicas absolutamente desordenadas e um ímpeto beligerante inadequado. A entrada da Venezuela no Mercosul em nada beneficiaria os integrantes.
É claro que existem dívidas assumidas ora pela Argentina, ora pelo Paraguai com o governo venezuelano, mas essas dívidas não podem ser pagas com a moeda de permissão de entrada de um país com a realidade política e institucional da Venezuela de hoje.
Global Online: O candidato à presidência da República José Serra chegou a declarar que, se presidente, alteraria a relação do País com o Mercosul. Como o senhor analisa as opções políticas no cenário eleitoral?
Grisi: As declarações com relação ao Mercosul que ouvimos em geral não têm sido muito felizes. A posição do Serra de, a partir de uma hegemonia brasileira, fixar uma posição refratária ao Mercosul não é conveniente. Deveríamos evitar esse tipo de coisa. Àquele que estiver no leme da embarcação caberá tomar a decisão sobre a política externa. Agora, ficar alimentando rivalidades e criando mais barreiras do que as que já existem não chega a ser uma contribuição.

Investimentos e crescimento econômico

Ampliar investimentos requerá
aumento da poupança
Brasil Econômico   -   12 de agosto de 2010   -   Carolina Alves



terça-feira, 17 de agosto de 2010

Gestor Transmídia na Rede Globo

A jornalista Patrícia Kogut do jornal O GLOBO informa que a empresa está contratando gestores de conteúdo multiplataforma.

Fiquei imaginando o que seria isso na prática.
Longe de ser um trabalho fácil. Este gestor deve, a partir de um conteúdo específico (por exemplo uma novela), criar conteúdos para as várias plataformas (blogs, twitter e outros).
Um exemplo dramático são os blogs dos personagens de televisão. O gestor de mídia precisa criar para os principais personagens posts diários que traduzam o pensamento do personagem. Mais do que isso devem interagir com os internautas. Todo dia, com todos os comentaristas.

Esse é o futuro multiplataforma. Como fazer um bom produtor de conteúdo mono plataforma se tornar um gestor multi mídia? Como essa interação afeta a produção de conteúdo? Até que ponto o usuário pauta o produtor de conteúdo?

As habilidades são maiores que as exigidas hoje para um bom roteirista e um bom jornalista. Afinal, além de produzir um conteúdo denso, terá que fatiá-lo e distribuí-lo em várias plataformas.
Essa Integração de plataformas será um ótimo desafio para os próximos anos...

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br

"Abençoado por Deus e bonito por natureza"

Dólar em queda. Ingresso de divisas
deve crescer
Apesar da piora no cenário externo, a moeda norte-americana continua a cair. Espera-se por uma forte entrada de recursos externos. Trata-se de um momento com fartas captações por parte de empresas brasileira. A Petrobras, cuja capitalização é aguardada para setembro, já promove expectativas de novas valorizações do real.
Operadores acreditam que fluxo cambial positivo é responsável para a manutenção da cotação do dólar entre R$ 1,74 e R$ 1,77. A projeção para a taxa de câmbio em 2010 foi finalizada em R$ 1,80, e para 2011 o prognóstico permaneceu pela quinta vez a R$ 1,85, segundo dados do boletim Focus divulgado nessa 2ª. Feira.
Deus nos livre dessa previsão e que os operadores estejam errados. A indústria nacional não resistiria. Nossa contas externas iriam para o vinagre.
O governo japonês informou que o seu PIB teve expansão de 0,1% no segundo trimestre deste ano. O dado veio pior do que o esperado pelo mercado que estimava alta em torno de 0,5%. Nos três primeiros meses de 2010 a economia da região apresentou expansão de 1,1%, em relação ao quarto trimestre de 2009.
Na terra do Tio Sam, a atividade manufatureira da região de Nova York melhorou muito discretamente no mês de agosto. Foi frustrante. Pior é que o fluxo total de capital estrangeiro nos Estados Unidos ficou negativo em US$ 6,7 bilhões.
No Brasil, a balança comercial brasileira apresentou saldo positivo de US$ 427 milhões na segunda semana de agosto deste ano.
Segundo o boletim Focus a aposta para o saldo da balança comercial em 2010 continuou em US$ 15 bilhões.
Quer saber? Esse país é realmente “abençoado por Deus e bonito por natureza”.

BC aproveita as oscilações para aumentar reeservas

Reservas internacionais alcançam
US$ 260 bilhões
As reservas internacionais do país superaram a casa dos US$ 260 bilhões. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que o montante aumentou nesse último suspiro da economia mundial, alcançando o nível de US$ 260,005 bilhões no conceito de liquidez internacional.A elevação reflete sobretudo a oscilação do valor de mercado dos ativos que compõem as reservas, como os títulos da dívida norte-americana, e as compras de dólares realizadas recentemente pelo BC.

A Reserva internacional (ou cambial) mostra o volume de dólares que o país tem em caixa. Esse saldo se forma pela compra de dólares no mercado ou pelas emissões de títulos da dívida pública - que são comprados pelos investidores e cujos pagamentos são depositados nas reservas. O nível ou volume dessas reservas pode variar em função da remuneração das aplicações que são feitas com estes recursos. Grande parte dessas aplicações são feitas em títulos do Tesouro dos Estados Unidos para minimizar os riscos das oscilações e, por isso, são muito mal remuneradas. Apresentam, nesse instante uma rentabilidade questionada por muitos especialistas.
Mas o que fazer, se a necessidade de ter dólares no caixa do governo vem do fato de que esses dólares fornecem garantia contra eventuais crises no mercado internacional? Com os dólares, o país amplia sua autonomia, isto é; reduz sua vulnerabilidade externa. Durante a recente crise mundial, o BC chegou a vender cerca de US$ 14,5 bilhões para conter as altas sucessivas do dólar americano. Utilizou essas reservas de recursos em dólares para disponibilizar crédito para os exportadores brasileiros.

Mesmo com rentabilidade questionável, essas reservas têm sido muito  importantes para a formulação de nossas políticas públicas. Permitiu a estabilidade da demanda e a manutenção de níveis elevados de investimentos e emprego. Não há do que reclamar. Ampliá-la agora, por meio da reversão de dos resultados comerciais em nossas relações com o exterior, será uma meta importante, para ser alcançada no médio prazo.

Mobile Advertising: uma nova mídia para mercado brasileiro

Novidades que já eram previstas
tornam-se realidades
A propagação da internet, como mídia de massa, transforma o consumo das mídias tradicionais:
1. A TV já perde para a web no consumo, por hora da população mundial.
2. Os jornais criaram versões eletrônicas para não perder uma nova geração de leitores.
3. A popularização da telefonia móvel já ultrapassa a marca de 5 bilhões de assinantes. Quase 1 bilhão acessam a internet pelo celular.
4. Os smartphones já são realidade. No Brasil, representam 19% das vendas mensais de novos terminais. Com uma base superior a 185 milhões de aparelhos, o país é o quinto maior mercado de telefonia móvel e, até o final de 2010, alcançará a densidade de 1 celular por habitante.
5. Os celulares não são mais mero comunicadores de voz. Estudo recente do Comitê Gestor da Internet, no Brasil, mostra que 67% das pessoas utilizam o aparelho com outros objetivos. Por exemplo, são usados como fonte de informação e entretenimento ou para mensagens multimídia (MMS, download de música e vídeos, atualização de redes sociais, captura de fotos, etc).
A proliferação de smartphones e tablets começa a ocupar espaço no mercado de mobile advertising. Até agora esse mercado não apresentava escala econômica nem, tampouco, plataformas robustas e inteligentes para disseminação de conteúdo. Com a evolução dos aparelhos essa indústria deve movimentar no mundo todo mais de 1,56 bilhão de dólares até 2013.
A projeção de crescimento para 2010 é superior a 40%. Da para assustar, não?
A publicidade móvel passa a ocupar um espaço importante na programação de agências e , nos próximos três anos, cerca de 30% de todos os anúncios serão digitais, interativos, móveis ou colaborativos. Preparem-se para um novo marketing.
Mobile advertising é mais que o envio aleatório de um anúncio. Deve agregar inteligência e inovação, com o mapeamento das características do usuário e de seu dispositivo móvel.
A adoção de modelos que ofereçam relevância às informações enviadas tem se mostrado muito eficaz. O perfil, a localização e as características do consumidor e, sobrtudo, as próprias peculiaridades da mídia móvel precisam ser conhecidos e explorados. Por meio desse conhecimento é possível customizar o conteúdo e achar a melhor forma de distribuí-lo. Tudo parece fácial, mas será, de fato, um novo e grande desafio para todos nós, profissionais de marketing.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

16.08 Segunda
SEMANA POLÍTICA NA FEA-USP
De 16 a 20 de agosto, às 17h, Auditório, FEA-5
Dia 16/8: Ricardo Young – PV
Dia 17/8: Evandro Losacco – PSDB
Dia 19/8: Maurício Costa e Carlos Gianazzi – PSOL
Dia 20/8: Eduardo Suplicy - PT
Responsável: Ricardo Guimarães
Realização: CAVC
Inf.: 3091-5914
http://www.cavc.com.br
17.08 Terça
FEA DEBATE
Propaganda Eleitoral
Às 13h, na Vivência, FEAUSP
Responsável: Ricardo Guimarães
Realização: CAVC
Inf.: 3091-5914
http://www.cavc.com.br
19.08 Quinta
PALESTRA – PERSPECTIVAS ECONÔMICAS PARA O BRASIL
A partir das 11h30, sala da Congregação, FEA-1
Palestrante: Alexandre Schwartsman (Economista chefe do Banco Santander e colunista da Folha de S. Paulo)
Responsáveis: Profs. Drs. Edgard Bruno Cornachione Junior e Carlos Eduardo Soares Gonçalves
Realização: FEA Futuro
Inf. e Insc.: no site
http://www.usp.br/feafuturo/
SEMINÁRIO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Tendências Mundiais e a Construção do Futuro

Das 17h30 às 19h, sala A1, FEA-1
Conferencista: Prof. Dr. Jacques Marcovitch
Responsável: Profª. Drª. Maria Hermínia Tavares de Almeida
Realização: IRI-USP
Inf.: 3091-5942
Confirmar presença por e-mail
mudarfuturo@usp.br
20.08 Sexta
PALESTRA – MEET THE EDITOR

Das 9h às 11h30, sala Ruy Leme, FEA-1
Palestrante: Prof. Charles Baden-Fuller
Responsáveis: Profs. Drs. Moacir de Miranda Oliveira e Maria Sylvia Saes
Realização: FEA-USP e PPGA
Inf: http://www.ead.fea.usp.br/
MINI-SYMPOSIUM ON THE HISTORY OF POSTWAR ECONOMICS
Dias 20 e 21 de agosto, FEA-USP
Dia 20 – Abertura às 10h, sala da Congregação, FEA-1
Convidados internacionais: E. Roy Weintraub (Duke University), Mary Morgan (LSE e University of Amsterdam) e Marcel Boumans (University of Amsterdam)
Responsável: Prof. Dr. Pedro Garcia Duarte
Realização: EAE
Programação completa no site: http://www.usp.br/feaecon/hope
21.08 Sábado
Defesas de Teses
Administração
ADEMAR ORSI
Doutorado
“Gestão internacional de pessoas: políticas de recompensas para executivos expatriados por empresas brasileiras”
Dia 17 de agosto, às 9h30, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. André Luiz Fischer
Comissão: Profs. Drs. Joel Souza Dutra, Maria Tereza Leme Fleury, Darcy Mitiko Mori Hanashiro e José Antonio Monteiro Hipolito
Agende-se
AGOSTO
4ª CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE RELAÇÕES DE EMPREGO E TRABALHO
Debates, Artigos e Casos Ibret
Dias 24 e 25 de agosto, das 9h às 13h30, sala da Congregação, FEA-1
Participantes: Denise Mota Dau (CUT), Marcos Sawaya Jank (Presidente da UNICA) e Helio Neves (Presidente da Feraesp)
Responsável: Prof. Dr. Hélio Zylberstajn
Realização: IBRET
Inf.: 2922-9626
http://www.ibret.org
Vagas limitadas
Twitter: @ibret_br
ibret@ibret.org
DEFESA DE TESE DE DOUTORADO
“As Barreiras para a Implantação de Concessões Florestais: Os Casos de Bolívia e Brasil”
Dia 26 de agosto, às 9h, no CIEP, Biblioteca, FEAUSP
Candidata: Isabel Garcia Drigo (PROCAM/USP em co-tutela com AgroParisTech/França)
Orientadores: Profs. Drs. Ricardo Abramovay (FEA/USP e PROCAM) e Alain Karsenty(AgroParisTech/CIRAD)
Co-orientadora: Profª. Drª. Marie-Gabrielle Piketty (CIRAD)
Comissão: Profs. Drs. Carla Morsello (PROCAM/USP), Decio Zylberstajn (FEA/USP) e Hervé Théry
SEMINÁRIOS EMPRESARIAIS DO PENSA
JBS: Uma proposta de gestão para empresas do Agronegócio
Dia 27 de agosto, das 11h30 às 13h, sala da Congregação, FEA-1
Palestrante: Joesley Batista (Presidente JBS S/A)
Responsáveis: Prof. Dr. Decio Zylberstajn e Nádia Alcântara
Realização: PENSA
Inf.: 3818-4005
LXXXII DISCUSSÕES METODOLÓGICAS
Fórum para apresentação e discussão das primeiras ideias, anteprojetos, projetos e pesquisas em andamento para elaboração de teses, dissertações e artigos
Dia 31 de agosto, das 14h às 17h, FEA-3 (indicação da sala no dia do evento)
Responsável: Prof. Dr. Gilberto de Andrade Martins

Realização: EAC-FEA/USP
Inscreva seu projeto pelo site: http://www.eac.fea.usp.br/eac/observatorio/
martins@usp.br
http://bit.ly/cohNxJ
SETEMBRO
SEMINÁRIO DE HISTÓRIA ECONÔMICA
Padrão de acumulação dos fazendeiros do Oeste Paulista, 1850-1901: primeiras notas de três estudos de caso - um comendador, um marquês e um conde
Dia 1 de setembro, das 11h30 às 13h30, na sala 5, FEA-2
Palestrante: Profª. Drª. Maria Alice Rosa Ribeiro (CMU/UNICAMP)
Responsável: Prof. Dr. José Flávio Motta
Realização: HERMES & CLIO – Grupo de Estudos e Pesquisa em História Econômica
jflaviom@usp.br
DEFESA DE TESE DE DOUTORADO
“Lucro e reputação: interações entre bancos e organizações sociais na construção das políticas socioambientais”
Dia 1 de setembro, às 14h30, sala 215, FEA-5
Candidato: Reginaldo Sales Magalhães (Procam/USP)
Orientador: Prof Dr. Ricardo Abramovay (FEA-USP e Procam)

Banca: Dr. Michael Conroy (ex-University of Texas), Profs. Drs. Leda Paulani (FEA-USP), Nadya Guimarães (FFLCH-USP) e Pedro Jacobi (Educação e Procam USP)
7º CONGRESSO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO ENERGÉTICO
Energia 2030 – Desafios para uma nova matriz energética
De 8 a 10 de setembro, Auditório, FEA-5
Participantes: Profs. Drs. José Goldemberg, Ildo Luís Sauer, Luiz Pinguelli Rosa, Maurício Tolmasquim, Nils-Henrik von der Fehr, Sérgio Margulis e Afonso Henriques Moreira Santos
Responsáveis: Profs. Drs. Virginia Parente, Carlos Roberto Azzoni e Jacques Marcovitch
Realização: FEA-USP e Sociedade Brasileira de Planejamento Energético (SBPE)
Inf.: no site
www.sbpe.org.br
XIII SEMEAD
Dias 9 e 10 de setembro, na FEA-USP
Inscrições até 27/8
Responsáveis: Profs. Drs. Adalberto Américo Fischmann, Lindolfo Galvão de Albuquerque e Martinho Isnard Ribeiro de Almeida
Realização: PPGA- FEA-USP
Inf.: 3091-5805
semead@edu.usp.br
www.ead.fea.usp.br/semead
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA III PRÊMIO ABECIP DE MONOGRAFIA EM CRÉDITO IMOBILIÁRIO E POUPANÇA
Até 30 de setembro
Responsável: Prof. Dr. Luiz Jurandir Simões de Araújo
Realização: Comissão de Cultura e Extensão FEA-USP
Inf.: 3091-5872
cpqcexfea@usp.br
Insc.: no site www.abecip.org.br
NOVEMBRO
XII ENGEMA - Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente
Inovação e Sustentabilidade na Nova Economia de Baixo Carbono: Uma Agenda para o Século XXI
De 29 de novembro a 1 de dezembro, na FEA-USP
Inscrições até 31 de outubro
Responsáveis: Profs. Drs. Isak Kruglianskas e José Carlos Barbieri
Realização: EAD/FEA e EAESP/FGV
Inf.: 3818-4034
marciad@fia.com.br
engema2010@fia.com.br
www.engema.org.br
Informe-se
8º GINCANA BRASILEIRA DE ECONOMIA CORECON-SP
Inscrições até dia 18 de agosto
Inf.: 3291-8722 com Alexandra Almeida
gincana2010@coreconsp.org.br
www.coreconsp.org.br/gincana
ENVIO DE TRABALHOS PARA O III ENCONTRO INTERNACIONAL CONTRA O TRABALHO INFANTIL
Até dia 18 de agosto
Responsável: Cristina Bodas
Realização: Ceats e Fundação Telefônica

Inf.: 3732-2032
www.promenino.org.br
www.ceats.org.br
SÉRIE: MUDANÇAS CLIMÁTICAS E PERSPECTIVAS PARA O BRASIL
Dias 18 e 25 de agosto, FAAP (Rua São Vicente de Paulo, 463 - SP)
Curadoria: Prof. Dr. José Eli da Veiga
Participantes: Profs. Drs. Ricardo Abramovay e José Eli da Veiga
Entrada gratuita
www.cpflcultura.com.br
DIÁLOGOS FEA & LARGO SÃO FRANCISCO
Dia 25 de agosto, das 16h30 às 19h, Auditório, Faculdade de Direito
Palestrante: Prof. Dr. Ejan Mackaay (Toronto)
Responsáveis: Profs. Drs. Decio Zylbersztajn e Rachel Sztajn
Realização: FEA-USP e Faculdade de Direito
Confirmar presença por e-mail
cedeo_dialogos@yahoo.com.br
SEMINÁRIO NACIONAL
O Congresso Nacional no contexto do presidencialismo de coalizão
Dias 25 e 26 de agosto, Auditório Alberto Carvalho da Silva - Instituto de Estudos Avançados da USP
Realização: Fundação Konrad Adenauer, Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas, Universidade de São Paulo (NUPPs / USP) e Instituto de Estudos Avançados – USP
CONECTA 2010: INOVAÇÃO, CRESCIMENTO E COMPETITIVIDADE
Voltado para gestores de PD&I, empreendedores, investidores, pesquisadores e ICTs (Instituições de Ciência e Tecnologia)
Dias 25 e 26 de agosto, no edifício World Trade Center, São Paulo
Realização: Agência USP de Inovação e Inventta
Programação, inscrições e informações acesse:
http://www.inovacao.usp.br/conecta2010
2ª PRÊMIO ITAÚ DE FINANÇAS SUSTENTÁVEIS
Até 27 de agosto
Realização: Itaú Unibanco
Apoio: SustainAbility, Instituto Ethos, e CEATS USP

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O 2ND ANNUAL SUMMER SCHOOL
Concepts, Methods and Techniques in Political Science
Até 24 de setembro
Summer School: De 31 de janeiro a 11 de fevereiro de 2011, na USP
Responsável: Profª. Drª. Maria Hermínia Tavares de Almeida
Realização: IRI-USP
Inf. e Insc.: no site http://www.iri.usp.br
V RESEARCH WORKSHOP ON “INSTITUTIONS AND ORGANIZATIONS”
De 3 a 5 de outubro, Pousada Vida Verde, Gonçalves (MG)
Palestrante: Anna Grandori (Universidade de Bocconi - Itália)
Responsável: Prof. Dr. Decio Zylbersztajn e Maria Sylvia Macchione Saes (PENSA)
Realização: EAD-FEA/USP, FGV, USP, Insper e UFBA
Inf.: 3018-4005
Mais detalhes: http://www.erudito.fea.usp.br/vrwio/

Juros não deve subir mais

Inflação parece que continuará em hibernação
Havia uma grande expectativa de que a inflação, mola mestra que movimenta as taxas de juros do sistema, viesse a subir em agosto. Os dados  coletados até a quinta -feira passada, dia 12, mostram que inflação continua próxima a zero. Hiberna!
Em decorrência, Já aparecem as primeiras estimativas para o IPCA-15: 0,05%. Portanto, enquanto a inflação repousar nesse patamar, o viés é de baixa par a curva de juros no curto e médio prazos. Para a Selic, já se imagina o eventual início de um período de hibernação, também.
As apostas apontam para que o Banco Central não suba mais a Selic. Entretanto, uns poucos chegam a falar em redução. É bom sonhar.
Como pressões inflacionárias integram os processos de crescimento, pensa-se no mercado que o BC não deveria baixar a Selic. Deveria, pelo menos, mantê-la elevada, para evitar um indesejável recrudescimento inflacionário em 2011.
Alguns economista começam a falar em arrefecimento na política monetária e projetam, para esse caso, a inflação em 6,0%, para 2011.
No front externo os juros continuam muito baixos. Portanto, não haveria que se pensar em pressões externas para os juros nacionais.
Tenho comigo que, conservador como é, o BC manterá a Selic no atual patamar e que a curva dos juros se manterá estável por, pelo menos, algum tempo.
Ver para crer.

A semana que passou sinaliza para novas perspectivas

Brasil avança na crise. Estados Unidos balança. China mais lenta. Europa, a nova esperança.
Tudo foi muito curioso no sobe e desce das economias mundiais. As regiões se revezam em seus desempenhos, enquanto o Brasil segue forte.
O emprego por aqui vem crescendo há seis meses consecutivos. Em junho, avançou 0,5% em relação a maio. Nos últimos 12 meses, a alta foi de 4,9%. No segundo trimestre, graças à política monetária, o crescimento foi menor do que no primeiro: 1,6%, no primeiro, e, 1,3%, no segundo.
Também no Brasil, em junho, as vendas no varejo cresceram 1%, em relação a maio. Quando comparadas com junho de 2009, o crescimento é de 11,3%. Os números mostram que o crescimento do varejo é realmente dependente do crédito disponibilizado a seus consumidores, do aumento da renda desses consumidores e, portanto, do nível de emprego. Sem emprego, não se pode conceder créditos de forma extensa, nem se conta com renda para consumir. O negócio é garantir empregos. Para isso, o remédio chama-se investimento. Nessa mesma semana que passou, a China e os Estados Unidos desaceleraram suas economias.
O Fed segurou as taxas de juros norte-americanas entre zero e 0,25% ao ano. Na opinião do Banco Central dos Estados Unidos o ritmo da recuperação deverá ser mais lento do que se esperava. Com dívida interna muito alta e juros muito baixos, os instrumentos monetários norte-americanos parecem exauridos. Na China, os indicadores de produção industrial e os referentes às vendas no varejo, às importações e aos investimentos públicos apontam para a redução do crescimento do país. Os preços continuam a subir, sugerindo a necessidade de outras medidas restritivas. Os investidores internacionais, em pânico, abandonaram suas posições de risco. A queda das ações generalizou-se pelas bolsas mundiais.
Já pelo final da semana que passou, a Alemanha anunciou um forte crescimento, no segundo trimestre. O Reino Unido também apresentou crescimento expressivo e superior ao que se havia previsto. A França, de onde não e esperava nada, também cresceu, se bem que a ritmo menor. A Zona do Euro como um todo cresceu mais do que se esperava. Os ânimos dos mercados melhoraram. Mas apenas melhoraram. A semana espera por notícias que possam definir as novas direções da economia mundial. Melhor esperar por elas antes de decidir sobre trocas de posições nos protfólios individuais.

domingo, 15 de agosto de 2010

Imperdível: Mídias e Negócios

Desafios, reflexões, experiências
e novas oportunidades
RECOMENDO FORTEMENTE
O livro MÍDIAS e NEGÓCIOS é realmente assim: experiências variadas, novos desafios, boas reflexões, grandes oportunidades, algumas respostas e muitas perguntas. A tendência mais marcante da mídia é a buscar um novo formato para utilizar a plataforma on line. O presidente da News Corp, Rupert Murdoch, parece ter percebido que isso pode ser um diferencial: um jornal totalmente digital. A plataforma digital que fornecerá informação por meio de dispositivos móveis (smartphones) oferecerá matérias curtas, que podem ser digeridas rapidamente. O formato do conteúdo será adequado aos tablets e celulares.
O conteúdo terá geração pelo New York Post que também pertence ao Rupert Murdoch.
As plataformas impressos e on line não são excludentes. Elas precisam atender a públicos específicos e o livro mostra isso.
A busca por novos modelos de negócios pelas grandes corporações da comunicação será intensificada. O fato da GLOBO estar contratando gestores de conteúdo transmídia é outro importante fator catalisador dessas mudanças.
No livro Mídias e Negócios fica claro que uma plataforma não mata outra. Uma plataforma apenas reposiciona a outra. Profundidade e apuração sempre serão necessárias. É uma falsa discussão entre aqueles que acham que o “jornal vai morrer” e os que não acham. Esse debate é improdutivo. O correto é como se dará a INTEGRAÇÃO. É aí que estão as oportunidades. A GLOBO inteligentemente já percebeu e busca um gestor “transmídia”. Como ninguém sabe, do ponto de vista da teorização até então existente, gerir transmídia, os interessados têm uma vasta oportunidade à frente.
O livro acaba sem mortos. Somente perguntas.
O autor?  O professor Ramiro Gonçalez. Professor da FIA, especialista em inteligência de mercado e colaborador desse blog.
Parabéns Ramiro. Sucesso com esse lançamento.

Competitividade requer competências novas

Até tu Brutus?
IBM compra empresa de software especializada em produtos para marketing.
A desenvolvedora de software para marketing comprada é a Unica Corporation. O valor da aquisição foi de US$ 480 milhões. O objetivo desse negócio é o de incorporar ferramentas de análise de comportamento do consumidor.
A IBM promove nesse instante uma revisão de seu portfólio de produtos. Dirige-o, mais claramente, em direção às necessidades de seus clientes.
Seus clientes pecisam entender mais completamente os consumidores e, para isso, a companhia decidiu investir em ferramentas de análise e cruzamento de dados.
Se a IBM precisa aperfeiçoar seu próprio marketing, é porque a coisa está ficando "russa". Competir ficou mesmo difícil.

Brasil no mapa da OPEP

OPEP prevê crescimento do consumo mundial
 de petróleo, em 2010
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo revisou para cima sua projeção para a demanda mundial da commodity. O relatório, publicado pelo cartel, em Viena, afirma que essa revisão baseia-se em desempenhos, melhores do que os previstos, para as economias européias e outra, como a do Brasil, no primeiro semestre desse ano.
O aumento da procura mundial será ainda impulsionado pelos acréscimos de consumo da matéria-prima nas economias da China, Índia e as regiões do Médio-Oriente e América Latina.
Imediatamente após a publicação do relatório, os preços do petróleo reagiram em Londres e Nova York. Mas, para o sossego mundial, já voltaram a cair.
Vejam os comportamento dos preços até 2009:

Na cultura, Música no Museu não esqueceu São Paulo

Música no Museu, em setembro
 também em São Paulo.
A programação de setembro de Música no Museu enfatiza o piano. Além do piano, a grande atração do mês é o consagrado Yamandú Costa, um dos maiores violonistas brasileiros na atualidade, que se apresenta no dia 3 de setembro no CCLight, mas no RJ.
Nesse mês o Música no Museu realizará 38 concertos sendo 29 no Rio de Janeiro, quatro em São Paulo, um em Porto Alegre e três na versão internacional, Pablo Lapidusa, no Palácio Foz em Lisboa, Maria Teresa Madeira e Leo Gandelman em Madrid e Bilbao.
Informaçõe: www.musicanomuseu.com.br
ou pelo telefone (21) 2253-8645.