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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Comério Online mantém-se mais ativo que o varejo tradicional

No varejo on-line cresce a intenção de compra, no terceiro trimestre, na cidade de São Paulo
O índice de intenção de compras de bens duráveis ou semiduráveis pela internet, na cidade de São Paulo, aumentou entre julho e setembro, 1,3 % em relação ao mesmo período do ano anterior. Os resultados são extraídos da pesquisa de intenção de compra no varejo realizada pelo Programa de Administração do Varejo - Provar, da FIA - Fundação Instituto de Administração, e da Felisoni Associados.
Entre os 500 entrevistados, 88,3% informaram que tencionam comprar pela internet neste terceiro trimestre, frente 87% no mesmo período do ano anterior. As categorias que apresentaram aumento nas intenções de compra são:
·        Eletroeletrônicos: crescimento de 36,1%
·        Informática: crescimento de 31,9%
·        Telefonia: crescimento de 27,2%
Geladeiras, fogões, micro-ondas representam mais de 50% de todas as intenções de compras via internet.
A elevação do índice de intenção de consumo pela web, embora modesta, contrasta com a forte redução de 3,2 pontos percentuais do varejo tradicional.
Segundo a e-bit, empresa que fez a coleta dos dados, o aumento do e-commerce em relação ao varejo tradicional é explicado pelo maior poder de compra do consumidor da internet e pelo aumento dessa modalidade de comércio no Brasil. Enquanto o varejo tradicional registrou alta de 13% no ano passado, na internet o crescimento chegou a 40% no mesmo período.Tudo coerente com o Gráfico seguinte:
Gráfico 1:

Trata-se de um novo foco de inflação a ser tratado pelo ministro Mantega. IOF no financiamento dessas transações, ministro!

A felicidade está na inconsciência?

Prosperando, sem limites
O Ibovespa aumentou 1,62%. No final da sessão havia superado a barreira dos 60 mil pontos. Fechou em 60.669 pontos, com um volume financeiro de R$6,776 bilhões. O dólar não toma jeito. Fechou em baixa mais uma vez. As medidas do ministro Mantega foram desafiadas pelos agentes econômicos. No final do dia, a queda era de de 0,38%, com o dólar batendo R$ 1,5750.
O Bacen publicou seu índice de atividade econômica. Conhecido como IBC-Br, o índice subiu 0,17% no mês de maio comparado com mês anterior.
É impressionante o vigor da demanda nacional. Os reajustes de salários foram fortes e dão sustentação a essa demanda. O cidadão comum mal se apercebe da situação mundial e consome com muita tranquilidade e vigor.

IEB/USP

IEB no XXVI Encontro Nacional da ANPUH
Na próxima semana o IEB participará da feira de livros do XXVI Encontro Nacional da ANPUH, dos dias 18 a 22 de julho. Os descontos mínimos da feira são de 20%, mas o IEB terá desconto mínimo de 50% em todas as suas publicações.
Os participantes do Simpósio que visitarem nosso estande poderão retirar gratuitamente um conjunto de exemplares dos Anais do Encontro Internacional de Estudos Brasileiros (3 vols.), realizado pelo IEB em 1971, que contou com a participação de intelectuais como Sérgio B. de Holanda, Roger Bastide, Alice Piffer Canabrava, Richard Morse e José Aderaldo Castello.
Haverá também distribuição de cartazes com as obras O Mamoeiro, de Tarsila do Amaral, e O homem amarelo, de Anita Malfatti.
Todas as distribuições estarão sujeitas a duração de nossos estoques.
Para maiores informações: www.ieb.usp.br
http://www.snh2011.anpuh.org

É preciso ser muito otimista

Não se trata de meia garrafa.
Ela está vazia.
A produção industrial da zona do euro cresceu discretamente no mês de maio. Apenas 0,1% em relação ao mês anterior. O lado ruim dessa notícia é que cresceu pouco. O aspecto bom é que cresceu. Fracamente, é preciso ser muito otimista para acreditar em cerscimento.
Na China, o  crescimento foi acima do esperado. O PIB evolui a 9,5%, no segundo trimestre, quando comparado a igual período do ano anterior. É preciso ser muito otimista para acreditar que não haverá aumento no aperto monetário daquele país.
Ben Bernanke veio a público para anunciar que o Fed pode adotar outras medidas de afrouxamento monetário. É preciso ser muito otimista para acreditar que isso poderia reverter o quadro econômico norte-americano.
Enquanto isso, os estoques de petróleo nos Estados Unidos sofreram redução de 3,124 milhões de barris, para 355,456 milhões na primeira semana de julho. No mês de junho, o déficit orçamentário cresceu para US$43,0 bilhões. É preciso ser muito otimista para acreditar que esse país saia do buraco em que entrou no curto ou no médio prazo.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

E a aversão a risco?

A aversão a risco parece não explicar
a queda da bolsa
O BB Investimento publicou esse gráfico. Mas não o comentou.
A aversão não é grande. Já foi bem pior. Seu sentido geral é de queda, com uma elevação mais recente.
Teria sido o aumento a aversão que produziu a queda da bolsa? Ou teria a queda da bolsa provocado um aumento momentâneo da aversão?
Os mercados mundiais estão realmente voláteis e isso espanta investidores. Ocasionalmente, pode atrair especuladores. A volatilidade está claramente explicada pela deterioração do ambiente econômico global. Isso leva à queda generalizada das bolsas ao redor do mundo.
O que esse gráfico nos permite pensar é que não foi o desejo de se afastar dos  riscos que levou à queda das bolsas. Apenas a falta de perspectivas de crescimento das receitas e dos lucros das empresas abertas. O quadro recessivo pune essas empresas e desistimula os investimentos no mercado bursátil.
No Brasil, o momento é para a renda fixa. Inflação caindo e juros em alta explicam a opção do investidor.

Paralelismo preços da renda variável

Colados ou paralelos
O Gráfico é do BB Investimento, para o dia 12/07.
Ilustra o fenômeno global. Pouco importa as perspectivas internas, nas horas de crise. Vejam o comportamento do homus economicus.Sempre muito distante do homus social.
Linha clara: Dow Jones aos 12.446 pts
Linha escura: Ibovespa 59.704 pts

LDO e o Congresso Nacional

Algumas das mudanças na LDO expressam a transformação do Legislativo
Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o próximo ano, aprovado hoje pelo Congresso, representa um avanço importante para a política fiscal do país.
Estabeleceu a meta para o superávit primário em R$ 139,822 bilhões para União, estados e municípios. Desse total, R$ 96,973 bilhões diz respeito ao governo federal. Até aqui, já se sabia e se esperava pela aprovação. Entretanto, a criação de uma meta para o déficit nominal, limitando-o a 0,87% do PIB, impõe a necessidade de aperfeiçoamento dos gastos públicos e estimula a produtividade nesse setor da economia.
Melhor ainda foi a limitação para o crescimento das despesas correntes que para 2012 não poderá superar o crescimento dos investimentos.
Também louvável a aprovação pelo Congresso Nacional para as emissões de títulos da dívida do Tesouro Nacional que terão que ser previstas na lei orçamentária e nos créditos adicionais.
Com essas medidas, ganhamos maior eficiência e maior transparência na administração pública. Resta saber se a Presidência da República usará seu poder de veto.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Durma com um barulho desses.

A Selic sobe. As taxas reais, no mercado, caem.
Mercado é mercado. Interessa o lucro total.
Se o aumento da quantidade for proporcionalmente maior que a redução de preço, o lucro total é maior. E, melhor ainda, a participação de mercado está garantida.
Essa é a hipótese cogitada para a redução dos juros reais cobrados aos consumidores e empresas, entre maio e junho desse ano.
Foi uma surpresa, mas não dá para negar. A queda das taxas foi verificada por duas instituições, em pesquisas diferentes, com amostras independentes e tendo em vista universos de referências distintas.
Anefac, abreviatura pela qual é conhecida a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, e o  Procon de São Paulo publicaram pesquisas apontando a queda  nesse período, mas com previsão de novas altas para o mês de julho.

Os dados da Anefac mostram que os juros subiram por três meses consecutivos, com apenas uma pequena folga em junho. A previsão de novas altas relaciona-se às expectativas de que o COPOM volte a subir a Selic. Isso obrigaria os bancos e demais intermediários financeiros a rever o custo de seus empréstimos. A queda das taxas no mês passado foi provocada pela necessidade da manutenção das quantidades emprestadas, revelando que a competição entre as instituições financeiras aumentou. Segundo os especialistas, isso foi o que levou o volume dos empréstimos a crescer tanto no período.
Dentre as sete linhas de crédito para pessoa física, seis tiveram reduções de seus juros, enquanto uma ficou estável.
A maior queda foi verificada nas linhas de CDC dos bancos comerciais, cuja queda foi de 2,42% ao mês para 2,34%. As linhas de empréstimos pessoais dessas instituições também recuaram de 4,75% ao mês para 4,63%.
Nas financeiras, onde todas as taxas costumam se bem mais “salgadas”, os juros médios do crédito para o consumo caíram de 9,48% ao mês para 9,30%.
No caso das pessoas jurídicas, todas as linhas de crédito pesquisadas pela Anefac apontam reduções.
Nas operações de capital de giro, o juro médio caiu de 3,14% ao mês para 3,04%, no período analisado. Nas operações de conta garantida, a taxa média passou de 5,74% ao mês para 5,70%. Os descontos de duplicata, também apresentaram quedas: de 3,20% ao mês para 3,14%.
Como é bom ver a concorrência crescer.

Brasil e o seu mercado interno

A pergunta é: como não se descobriu isso antes?
A resposta: descobrir descobriu-se. O problema era a estabilidade. Conseguida, tudo andou.
Em meio ao pânico internacional, veja o Brasil:
1)- A primeira prévia do IGP-M da FGV, de julho, mostra queda de 0,21%, contra queda de 0,09% na 1ª prévia de junho. Dá-lhe Mantega.
2)- Na pesquisa Focus, elevação das expectativas do mercado para o IPCA 2011 e 2012. Para 2011, a expectativa passou de 6,155 para 6,31%. Para 2012, passou de 5,10% para 5,20%. Não entendi por que essa alta. Mas, pesquisa é pesquisa.
A previsão de inflação para os próximos 12 meses foi de 5,19% para 5,29%. A Selic foi para 12,75%, no final de 2011. Achei a galera da pesquisa Focus muito exagerada essa semana. Um pouco deprê.
3)- A Balança Comercial registrou superávit comercial de US$1,479 bilhão, até a sexta-feira que passou. As commodities estão segurando nossas contas externas. Já passou da hora de termos um plano mais global para nossa economia.

A Ásia também sofre com as notícias sobre a economia mundial

Se o default norte-americano ocorrer . . .
Ou o Senado dos Estados Unidos aprova o limite do endividamento do país, ou as reservas chinesas viram pó. Quer saber? Isso é mais que um problema econômico. Trata-se de uma questão de segurança mundial.
Mas os Senadores daquele país gostam de brincar de rato e gato, com o dinheiro alheio. Seria interessante que a China se manifestasse.
Os mercados asiáticos vivem de terremotos. Nesse momento, são os dados do mercado de trabalho dos EUA. Uma frustração que puxou as bolsas da região para baixo. Quem contribuiu bastante para a queda foi a inflação da China. Ela suscita novo o temor de desaceleração da economia global: 6,4%, em junho.
Como a maior causa dessa alta de preços é a variação dos preços dos alimentos, e como a recessão mundial se acentua, imagina-se que os preços desses produtos cairão no mercado internacional, dando sossego à China que, por isso, reduziria seu aperto monetário.
Gostaria de acreditar nisso. Mas não vejo os preços de alimentos caindo diante da escassez mundial.

Lá, os senadores também fazem os seus próprios jogos

Os Estados Unidos também não ajudam

As expectativas estão sendo construídas em torno das decisões do Senado norte-americano. Em meio a todas as tensões que as dívidas européias trazem ao mercado internacional, assiste-se à inconsequente queda de braços entre republicanos e democratas.
O Senado precisa aprovar o aumento do limite do endividamento do estado. As discussões se prolongam e todos tentam tirar proveito dessa discussão. O objetivo republicano é desgastar o Governo Obama e com isso evitar sua reeleição.
Parece que a recuperação mundial pouco importa aos políticos daquele país. Centram-se em suas disputas internas e levam pânico à economia global.
Europa e os Estados Unidos detonam as expectativas dos agentes econômicos em relação aos países que não contam com seus mercados internos.
Isso vai acirrar o protecionismo e reduzir a competitividade dos sistemas econômicos mais internacionalizados.

A Europa no centro da crise mundial

A Europa tomou o lugar dos Estados Unidos
Na ordem cronológica, a Europa abrigou a Espanha, a Grécia, a Irlanda e Portugal. Agora, faltava Itália. Não falta mais.
O medo de o contágio estender-se para a Itália tomou conta da Europa e, em seguida do mundo. Os mercados europeus fecharam em baixas fortes. Os demais mercados seguem o mesmo caminho.
Esperava-se, a essa altura, que a Itália houvesse implantado seu programa de austeridade fiscal, concebido em 2010. O mundo tomou a consciência de que isso não ocorreu de forma efetiva e entendeu que a o problema fundamental chama-se Silvio Berlusconi.
O primeiro ministro italiano critica e atrasa a implantação do programa de consolidação fiscal, desprestigiando o ministro da economia.
Portanto, o anúncio dos novos cortes e das novas poupanças feitos na sexta-feira da semana anterior, não encontrou eco entre os investidores.
Como crise é um evento decorrente da falta de confiança, o espaço para contenção dessa crise é pequeno e existirá apenas por pouco tempo. Por isso, Berlusconi terá que agir rápido, retrocedendo de suas condutas anteriores. Vamos aguardar.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O caso da Itália

Só hoje o investidor começou a
olhar para a Itália
Olhou e não gostou. Os cortes começaram em 2010, com o objetivo de promover uma consolidação fiscal no país. Na sexta feira passada, novos cortes foram anunciados para funcionarem como um antídoto a qualquer eventual reação que o mercado  internacional pudesse ter,  depois do rebaixamento da dívida portuguesa. O antídoto parece que estava com a data de validade vencida. Não funcionou.
O problema é que os investidores perceberam a dificuldade política para implementação do pacote de austeridade italiana. O ministro da economia do país, Giulio Tremonti, não consegue dar seguimento aos seus planos pela resistência que o próprio  primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
Os receios com relação a isso já derrubaram os mercados mundiais e se o premiê italiano não sair na defesa do novo plano com urgência e determinação a Itália sofrerá o contágio dos problemas da periferia européia.
De fato, o que se constata é que os governos europeus são lentos e não se dispõem a correr riscos diante de seus eleitorados.
As exceções a essa conduta vieram apenas do Reino Unido e da Alemanha.

Inflação

Serviços pressionam os índices de inflação.
Veja por que:
Veículo: Estadão   -   Data 11/07/2011

Empregos

As maiores ofertas de empregos estão
nas capitais dos estados brasileiros.
Entenda por que:
Veículo: Estadão  -  Data: 11/07/2011

domingo, 10 de julho de 2011

Educar é a solução

Para que serve a Televisão?
Há espaço para ensino. Veja em:
http://vimeo.com/26172426

Itália anunciou medidas para poupar 68 bilhões de euros

Governo de Berlusconi apresentou medidas para controlar contas públicas.
O Governo italiano anunciou plano de austeridade para reduzir as despesas no valor de € 68 bilhões até 2014. O anúncio veio e m hora muito boa. Nesse instante, o receio acerca dos efeitos da crise grega começam a dirigir-se à Itália. Antes que dúvidas e temores possam se amplificar,  a Itália antecipa suas primeiras medidas de austeridade. Berlusconi vai conhecer novas revoltas populares e deverá enfrentar crises institucionais derivadas de problemas sociais decorrentes desses cortes.
É mais o novo pacote de medidas de austeridade na Europa com o objetivo de reduzir os gastos públicos em € 51 bilhões, nos próximos três anos, e poupar mais € 17 bilhões em apoios sociais.
O plano para controlar as contas públicas inclue medidas no valor de € 2 bilhões em 2011 e € 6 bilhões em 2013, e mais uma poupança de € 43 bilhões entre 2013 e 2014. Por fim, as medidas contemplam a poupança de € 17 bilhões nos gastos do Estado com apoios sociais até 2014, distribuídos por € 2 bilhões economizados em 2013 e € 15 bilhões em 2014.
No país já se cogita sobre renúncias na cúpula do governo central.

Seminário na Fea/USP

“Relações Agroindustriais na Citricultura”


Data: 04 de Agosto de 2011, das 11:00 às 13:00.
Palestrante: Sr. Flavio de Carvalho Pinto Viegas.
O PENSA promove no dia 04 de Agosto no “Observatório de Contratos” uma discussão sobre o tema “Relações Agroindustriais na Citricultura”. O evento contará com a participação de Flavio Viegas.
Flavio Viegas é engenheiro industrial pelo Centro Universitário FEI, com especialização em engenharia de alimentos na Unicamp, e produtor rural em Colômbia-SP. Atualmente, além de produtor rural, é presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), diretor do Departamento de Agronegócio da FIESP e membro do Conselho de Agronegócio da FIESP. Foi presidente da Câmara Setorial de Citricultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Agronegócio e diretor da Frutesp Agroindustrial. Com extensa experiência no setor citrícola, o palestrante discorrerá sobre os atuais desafios na relação produtor-indústria processadora de sucos e perspectivas futuras.
O evento é gratuito. É necessário confirmar a presença por e-mail.
Local: FEA/USP, Av. Prof. Luciano Gualberto, 908 - Sala da Congregação, Prédio FEA 1 Cidade Universitária, São Paulo/SP.
Informações: (11) 3818-4005
Coordenação Acadêmica: Prof. Decio Zylbersztajn
O Seminário é gratuito e aberto aos estudantes, acadêmicos e profissionais ligados ao agronegócio.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pascal Lamy: "A des-globalização é um conceito reacionário"

Pascal Lamy, diretor da OM defende a mundialização e o livre comércio.
Veículo: Le Monde.fr - Data: 30.06.11
Pascal Lamy, diretor da Organização Mundial do Comércio, em recente entrevista ao Le Monde, defende a mundialização e o livre comércio.
Le Monde: Des-globalização e do protecionismo estão aumentando na classe política francesa.O senhor está surpreso com o retorno deste debate?
Pascal Lamy: Entendo esses apelos como passageiros. Não resistirão por mais dois anos. A globalização é uma grande transformação das economias e das sociedades. Sua dimensão foi subestima pelas lideranças das principais economias mundiais. Mas a des-globalização é um conceito reacionário.
Le Monde: Por quê?

Pascal Lamy: Porque o fenômeno está aqui para ficar. Os drivers da globalização são a internet e o avanço tecnológico e isso não sofrerá retrocesso! As fronteiras entre o comércio internacional e o comércio interno tendem a desaparecer. Reduzir suas importações compromete as exportações. Muitos na França entendem que as economias avançadas serviram aos países emergentes, especialmente China, por causa de seu dumping ambiental e social. Dumping ambiental? Produtos industriais exportados pela Europa são mais ricos em carbono do que os produtos importados dos países em desenvolvimento. Salários baixos pagos a trabalhadores? Isso não é tão óbvio, mesmo por que a China paga oito funcionários com o mesmo valor que a Europa paga um. Ademais, os salários chineses aumentam 15% a 20% ao ano, o que altera significativamente o quadro anterior.
O protecionismo não protege. Precisamos de regulamentações que estimulem o comércio mundial e que coíba as práticas discricionárias. Não é a globalização que é o problema, mas a falta de regramento para seu desenvolvimento.

Maestrina da OSUSP indicada para o prêmio Carlos Gomes

Premiação será um orgulho para a Universidade
A OSUSP compartilha com os seus amigos a indicação da Maestrina Ligia Amadio para o XIV PRÊMIO CARLOS GOMES.
Trata-se da maior premiação concedida à musica erudita no Brasil.
Vamos torcer muito por ela.