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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Mais lenha na fogueira

Sistema bancário europeu busca soluções
O déficit de bancos europeus atinge € 115 bilhões.
Autoridade Bancária Europeia explica que as razões desse déficit estão relacionadas à insuficiência crescente de capital das instituições alemãs e de outros importantes países da região. Acentuou que os bancos dos países europeus deverão buscar recursos na casa de  € 114,7 bilhões para dar cumprimento aos níveis regulatórios de capital (9%), exigidos recentemente pela UE. Esse será o preço a ser pago para enquadrar essas instituições financeiras no que o regulamento chama de Tier 1.
Os bancos devem apresentar até o dia 20 de janeiro, do próximo ano, um planejamento completo, comprovando a capacidade de obtenção de funding para a recapitalização exigida. A partir daí, terão como horizonte temporal, o dia 30 de junho, para implementar o plano e obter os recursos impostos pelo novo regulamento.
O aumento na necessidade total de recursos resulta de uma revisão para apurar o verdadeiro déficit de capital dos bancos da Alemanha, Itália, Áustria e Bélgica.
A Europa arde em chamas, enquanto os bombeiros estão reunidos nos mais belos palácios da região. Acho que decidem sobre uma nova greve por melhoria de salários.

Pareceres são argumentos de força 1

Standard & Poor’s viu o galão de gasolina aberto. Só está riscando o fósforo
A S&P colocou em revisão negativa os ratings de 15 instituições financeiras da Espanha. Inoportuno, para dizer o mínimo.
São 12 ratings de crédito de longo prazo e 14 de curto prazo a serem revisados. A própria agência reconhece que  as avaliações poderão conduzir um downgrade de, no mínimo, um e, no máximo, dois graus no rating soberano da Espanha.
A revisão aponta para os ratings de longo e curto prazo do Santander S/A e suas subsidiárias: Banco Español de Credito S/A (Banesto), Santander UK PLC, Santander Holdings USA, Santander Consumer Finance (SCF) e Sovereign Bank. Aponta ainda para os ratings de curto e longo prazo dos bancos CaixaBank S/A, Caja de Ahorros y Pensiones de Barcelona, Banco de Sabadell, Ibercaja Banco, Bankinter e Confederacion Española de Cajas de Ahorros, Banco Financiero y de Ahorros e sua subsidiária Bankia.
A revisão negativa atingirá também os ratings de longo prazo do BBVA Banco Bilbao Vizcaya Argentaria e sua subsidiária BBVA USA, e, os de curto prazo, do Banco Popular Español, Caja de Ahorros y Monte de Piedad de Gipuzkoa y San Sebastian (Kutxa) e Bilbao Bizkaia Kutxa.
Desse jeito “não vai sobrar para fazer chá”.
A situação desses bancos e de outros por toda a Europa, é muito ruim. A União Europeia tem feito o possível para não deixar que nada disso vaze antes de concluir a costura de seu grande acordo supranacional.
São muitos os políticos que seguram, com seus respectivos pares de mãos, os buracos do dique europeu.
Mas, dessa vêz, parece haver mais buracos que mãos.

Um passo relevante na educação

Publicação de livros didáticos, em formato digital, pode tornar-se obrigatória
 A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou proposta que obriga o Ministério da Educação a disponibilizar os livros didáticos e paradidáticos adotados  em formato digital. A medida tem o objetivo de facultar a docentes e discentes o acesso ao material distribuído pelo MEC em qualquer momento e de qualquer lugar.
Em matéria educacional, a aprovação pela Câmara é  muito bem-vinda. Amplia, na educação, as condições de acessibilidade e universalidade do sistema. Beneficia claramente a sociedade. Ficam, entretanto, questões a serem resolvidas, como as relativas à tributação, aos pagamentos de direitos de autor e àquelas referentes à nova concorrência que editoras e distribuidores de livros passam a sofrer.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Prometer, convencer, induzir

Dólar em forte alta
O dólar comercial fechou o dia de hoje a R$ 1,8174, com alta de 1,5%. Investidores estão buscando refúgio na moeda norte-americana, em meio a tantas incertezas no mercado internacional.
A Europa quer renascer de suas próprias cinzas. Para isso, usa, quase que exclusivamente, de medidas monetárias. Emite moeda e lança papéis. Desesperadamente. Paga rendimentos que negam o senso comum nas operações representativas de suas dívidas.
O mundo está tão líquido que investidores arriscam-se nos papéis, no dólar e nas mais inusitadas moedas nacionais.
Lembro a todos que 26% das reservas mundiais estão em euro. Apenas 4%, em moeda japonesa. Usando o chavão financeiro, a Europa está “muito grande para quebrar”. Levaria o mundo de roldão. O euro também.
Portanto, esqueçam essa tese.
Será preciso costurar uma nova solução. Dessa vez, com a renúncia das populações nacionais a seus planos de uma vida futura confortável e protegida pelos estados. Eles quebraram e quebram sonhos e devaneios populares.
O Banco Central Europeu  derrubou sua mais relevante taxa de juros da Zona do Euro. Agora a taxa é de 1% ao ano. Autorizou o aumento do crédito para o consumo e às empresas. O Bank of England, no egoísta Reino Unido, deixou a taxa de juros em 0,5% ao ano.
Como todos já sabemos nada disso adiantou nos Estados Unidos. Para sair da crise, é preciso aumentar os investimentos. Públicos, em primeiro lugar. Privados, sempre que depois de convencidos os principais agentes econômicos, sobre um futuro promissor. Nessas ocasiões, os estados devem recuperar seu papel de indutor do crescimento das economias. Induzir crescimento, emprego, renda são as tarefas prioritárias. Consumo vem na esteira desses acontecimentos.

Inflação em novembro

Alimentação e Serviços: os eternos
vilões dos preços, no Brasil
O IPCA - IBGE, de novembro ficou em 0,52%. O indicador apontou para nova aceleração, uma vez que, no mês de outubro, ele havia registrado alta de apenas 0,43 %.
Não se pode negar que o final de ano sempre impõe pressões aos preços e, nesse caso, a alta se deve mais fortemente aos movimentos dos preços de alimentos e dos serviços. Vestuários e bens duráveis, mais sensíveis aos cortes na oferta de crédito e à desaceleração econômica, recuaram.
Curioso observar que os serviços apresentaram contribuição negativa para a formação do PIB do terceiro trimestre, mostrando seu enfraquecimento na oferta sem, contudo, deixar de pressionar os preços. Incomoda saber disso. Talvez seja o caso de o governo atentar-se para os efeitos que a oferta de crédito possa estar produzindo sobre os preços desse setor. Serviços são atividades intensivas em mão de obra, valendo a pena verificar se os reajustes de salários e procura ainda excessiva desses profissionais, possam estar na base dessas altas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

José Luiz Tejon, especialista em marketing do agronegócio

Consultor brasileiro agora na Itália
Obra de José Luiz Tejon, com seus parceiros internacionais Panzarani e Megido, é alvo de matéria no principal jornal econômico da Itália: O Luxo for All, conquista a Europa.
Confira no link abaixo: http://www.tejon.com.br/emailmkt/1211-materia/mercati_cannata1.pdf
Recomendo: para os profissionais de marketing.

O dia promete

Notícias de ontem serão melhor interpretadas. As de hoje trarão novas incertezas.
Ontem, ficamos sabendo que o PIB nacional acumulou 3,7% de crescimento no ano e, 3,2%, nos últimos 12 meses.
Soubemos também que o consumo das famílias caiu -0,1% e o consumo do governo, -0,7%. Isso promoveu a redução das importações em -0,4%. O crescimento da agropecuária foi forte e impulsionou o crescimento das exportações em 1,8%. Surpreendente mesmo foi a queda dos serviços em -0,3%%.
No cenário externo a S&P, com sua característica falta de oportunidade, foi a vedete. Seus alertas sobre o possível rebaixamento de notas, fizeram o dólar reagir no Brasil. Vínhamos de sete 7 sessões consecutivas de queda, que produziram uma redução de 5,29% na moeda norte-americana em relação ao real. Com os inoportunos alertas da agência de classificação de risco, o dólar subiu hoje 0,39% e fechou cotado R$1,7950.
Para complicar mais um pouco, a confiança no setor de serviços voltou a cair 0,6% em novembro.
Hoje o mercado deve absorver essas informações e completar sua lição de casa, promovendo seus ajustes.
Mas, o dia promete mais hoje. Indicadores de todos os lados e para todos os gostos serão publicado por aqui: IGP-DI, IPP, IC-Br e outros referentes ao desempenho industrial e cambial do país.
Agravando ou compensando expectativas, chegarão dos Estados Unidos notícias sobre as variações dos estoques de petróleo e do crédito ao consumo.
Vamos aguardar também a evolução do imbróglio europeu. O dia promete.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

CoralUSP

Um espetáculo cultural enriquece o final do ano

Quem está em crise mesmo?


Dá a impressão que o propósito era só confundir
O IBGE não precisava confundir a cabeça da galera. Anunciou hoje o crescimento de 14 países, no terceiro trimestre desse ano, entre eles:
- União Europeia com crescimento de 0,2%
- França com crescimento de 0,4%
- Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha, todos com o mesmo crescimento de 0,5%
- Chile crescendo a 0,6%
- Coreia do Sul com 0,7% de expansão
- México com crescimento de 1,3%
- Noruega com expansão de 1,4%
- Japão com crescimento de 1,5%.
O crescimento do PIB brasileiro foi o mesmo de países como a Bélgica e Espanha e só conseguiu ser maior que o crescimento da Holanda, que chegou -0,3% no trimestre.
Valeu a intenção, mas sem explicar ninguém vai entender. Falou-se tanto da miséria e do endividamento dos países europeus e dos Estados Unidos que a notícia produzirá espanto com o se canta em prosa e verso nesse país.

Resultados do PIB

Até que agradou, se considerarmos a retração abrupta da demanda
Pessoalmente esperava por um resultado negativo, mas felizmente o crescimento do PIB brasileiro ficou estável no terceiro trimestre, em relação ao período trimestre anterior.
O crescimento nulo tem como causa a desaceleração da atividade econômica. Apenas a agropecuária apresentou alta no período e não foi uma alta pequena: 3,2%. O PIB industrial recuou 0,9% como decorrência do desempenho sofrível da indústria de transformação. O componente dos serviços, entretanto, compareceu com uma variação de - 0,3%, evidenciando sua dependência da renda das famílias e do crédito ao consumo.
O consumo das famílias apresentou-se também em queda. Da mesma forma a formação bruta de capital fixo recuou 0,2%.

Anemia americana

Os Estados Unidos ostenta economia
ainda anêmica
Nos Estados Unidos, o índice ISM, do setor de serviços, apresentou recuo de 0,9 pontos em novembro, na comparação a outubro. Isso sugere que a atual retomada norte-americana esteja se dando por meio do crescimento da agropecuária e do setor agroindustrial.
A queda no componente de emprego foi determinante para o mau desempenho dos serviços. O ISM para o setor industrial também se apresentou em queda no mês de novembro, impdindo que a atual recuperação supere o estágio em que ainda se encontra.
O mês de dezembro dificilmente conseguirá apresentar resultados melhores. Parta o primeiro trimestre, esperam-se tradicionalmente resultados mais fracos. Portanto, no horizonte de curto prazo não há muito a esperar da economia internacional.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A semana conômica começa hoje

Semana pode trazer boas surpresas
e alguns fatos ruins
O que esperar dessa próxima semana?
O Copom publica a Ata de sua última reunião, explicando a decisão que reduziu a Selic para 11% ao ano. A Ata deve trazer “pistas” sobre os próximos passos a serem dados na política monetária. O fato do Ministério da Fazenda ter decidido por um conjunto de medidas de incentivos à produção nacional, após a última reunião do Copom, aponta para a necessidade de uma reavaliação dos números de nossa economia. Foram desonerações e medidas de crédito que guardam grande sinergia com a política de juros no combate à redução abrupta do  crescimento brasileiro.
O PIB do terceiro trimestre de vê dar o tom dessa revisão. Será certamente um PIB fraquíssimo, mostrando uma surpreendente desaceleração da atividade da atividade econômica e que solicitava das autoridades medidas as medidas de incentivo tomadas recentemente.
Sai também nessa semana o IPCA de novembro. Deve revelar as pressões econômicas dessa época do ano, sobretudo, as referentes à alimentação, ao vestuário e às despesas pessoais.
Na China, são esperados dados sobre a inflação e sobre a atividade econômica. Ambas devem refletir um quadro de desaceleração e desinflação, promovendo maior aversão a riscos para aos emergentes.
Esse pessimismo poderá ser combatido pelo anúncio do ISM norte-americano que deve vir com resultados bastante favoráveis.
Na Europa, o Banco da Inglaterra deverá manter sua política monetária com objetivo voltado à recuperação do ritmo de atividade de sua economia. Quanto à Zona do Euro, espera-se pela evolução do quadro político, favorecendo as decisões para a solução das dívidas dos países que compõem o bloco. Espera-se também por uma redução das taxas de juros, em apoio ao esforço de impulsionar a demanda, os investimentos e o mercado de trabalho.
Tudo  a conferir.

A semana que passou

Estados Unidos derrubam sua taxa de desemprego 
O Ibovespa fechou a semana aos 57.886 pontos, com volume financeiro negociado na sexta-feira de R$ 6,26 bilhões e com alta acumulada na semana de 2,2%.
O dólar manteve-se em queda em função da menor aversão a risco, encerrando  a semana cotado a R$ 1,7920.
O IPC-Fipe, de janeiro a novembro desse ano, apontou alta de 5,17%.
A pesquisa industrial, realizada mensalmente pelo IBGE, registrou queda de 0,6% na produção industrial de outubro, em relação a setembro.
Nos EUA, foram ocupados mais de 120 mil postos de trabalho. A taxa de desemprego reduziu-se para 8,6%, empolgando investidores.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Na mosca

Podemos avançar ainda mais
Há dois fatos essa semana que não podem passar despercebidos. Ambos referem-se ao Imposto sobre Operações Financeiras, conhecido por IOF.
A partir do dia 1º de dezembro, ficaram isentas as aplicações para aquisições de ações, em bolsas de valores no Brasil, feitas por estrangeiros.
Esses investidores estavam sujeitos à taxação de 2%. Consideradas as atuais remunerações obtidas no mercado internacional, foi realmente muito positiva a decisão governamental.
Também a partir do dia 1º, o governo procedeu à desoneração, para o investimento estrangeiro, em investimentos feitos para a aquisição de debêntures na infraestrutura.
Para quem não sabe, debêntures são títulos de dívida emitidos pelas empresas. Sobre essas operações incidia uma alíquota de 6% de IOF, o que tornava a captação pela empresa muito cara e desestimulava o investidor.
Essas duas medidas permitem a captação de recursos de longo prazo, a custos bem inferiores àqueles encontrados dentro do sistema bancário. Por outro lado, ambas as decisões chegam em momento importante para revigorar o sofrido mercado de capitais brasileiro e recuperar o importante papel de nossa bolsa.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Logotipia 3

O que não vemos nas marcas
Formas e significados podem se perder. Em muitos casos, estão evidentes para uns e não são visíveis para outros.

Famoso chocolate. Repare no urso que a montanha nos alpes suíço forma.





As penas coloridas do logo da emissora americana representam seus 6 departamentos, a cabeça do pavão representa o telespectador


Site para compra de fonts,  reparem que o My formam uma mão



Marca genérica de Doritos, reparem nos dois Ts alegres e o molho entre eles

De tudo um pouco

O gosto de tudo
O que espera o governo? Espera que a somatória das medidas possa fazer um efeito agregado sobre a economia de proporções razoáveis. Os analistas, entretanto, chamaram as medidas de “pacote de baixo impacto”. Como a demanda não está reprimida, desonerações contribuem pouco para o crescimento, argumentam.
Francamente, parece-me uma avaliação prematura e que não considera os efeitos conjuntos almejados pelo governo. Investidores estrangeiros foram desobrigados de pagar 2% de IOF sobre as aplicações em ações e outros títulos privados no país? Trata-se de redução expressiva no custo de investimentos no mercado acionário nacional, sobretudo se considerarmos as remunerações reais do mercado internacional. O risco agora é reacender o influxo de capitais de modo a apreciar o real.
Sobre o crédito concedido ao consumo, o IOF foi reduzido de 3,0% para 2,5%. A redução foi pequena. Em postagem, ontem, sugeri que a redução fosse de 1,5%. Teria alcançado um efeito mais significativo. Por outro lado, a Selic havia sido, no dia anterior, reduzido em mais 0,5% ponto percentual. Nesse sentido também é relevante lembrar que as reduções sucessivas na Selic têm produzido economias significativas para o governo central.
No varejo a festa foi maior. Juros para baixo e redução de impostos no consumo. Redução do IPI na linha branca, redução do PIS/COFINS para zero sobre massas alimentícias e eliminação para o pão e o trigo. Até parece um pacote italiano para as festas de final de ano, para incentivar padeiros e pizzaiolos.
Essas medidas têm efeitos distributivistas inegáveis, beneficiando as classes de menor renda.
Também para as classes de menor renda, a ampliação do limite, de R$ 75 mil para R$ 85 mil, para enquadramento no regime especial de tributação  da construção civil, é claramente benéfica. A liberação de R$ 5 bilhões, objetivando financiar a compra de bens duráveis, pela Caixa, trará impulso ao consumo, com efeitos colaterais relevantes ao setor industrial.
Finalmente, ocorre-me comemorar o benefício do gozo imediato, pelo exportador, do crédito tributário de 3,0% sobre o valor de suas vendas ao exterior. A medida é tida como compensatória dos impostos indiretos não eliminados na cadeia de produção desses manufaturados.
Mesmo no Natal, não se pode pedir a ninguém que acredite em Papai Noel, mas também não se pode negar que alguns setores estão tentados a fazê-lo, depois do que o ministro Mantega abriu o seu saco de bondades sentado em sua grande cadeira em Brasília.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Premio Marta Rosseti Baptista

Uma ausência, em forma de premio.

Notícias boas a considerar

Estados Unidos fazem bonito.
Europa ainda está ensaiando.
Nos EUA, as vendas de casas pendentes subiram 10,4% em outubro, atingindo o maior nível desde novembro de 2010.
O relatório ADP mostrou que foram criados 206 mil novos empregos no setor privado norte-americano em novembro.
O índice da atividade industrial de Chicago avançou para 62,6 em novembro.
Na Alemanha, a taxa de desemprego caiu para 6,9%. No mês anterior, a taxa era de 7,0%, enquanto as vendas no varejo aumentaram 0,7%, em outubro.
Na França, os gastos dos consumidores de outubro aumentaram 0,5%, melhor do que oss 0,3% de setembro.
Notavel

O mundo e suas rápidas transformações

Em 24 horas tudo mudou outra vez
A economia suíça cresceu apenas 0,2%, no terceiro trimestre do ano. Moeda refúgio, valorizada, inibe exportações e amplia as importações. É o caminho para a redução do crescimento e, como consequência natural, para o desemprego.
Na França endividada - 120% do PIB - a taxa de desemprego aumentou no segundo trimestre do ano, alcançando 9,7%. As empresas francesas assumiram estratégias defensivas em função da crise das dívidas europeias e suspenderam as contratações.
Enquanto isso, aproveitando as boas notícias de ontem, a Espanha conseguiu financiar-se a taxas bem inferiores às esperadas. Colocou ao todo no mercado, € 3,75 bilhões em obrigações. Os títulos com  vencimento em 2012 pagaram juros de 5,178 % ao ano. Outros, com vencimento em 2016, os juros pagos foram de  5,276% ao ano e, para os papéis com vencimento em 2017, a taxa foi um pouco mais alta, atingindo 5,544%.
A França repetiu o mesmo feito. Emitiu € 4,3 bilhões em obrigações. Os juros ficaram abaixo dos 4% em todos os vencimentos.
Difícil entender o investidor com seus movimentos tão fortes e com direções tão contrárias em curtos espaços de tempo.
A verdade é que a euforia cresceu muito ontem com o anúncio dos cortes dos juros, em empréstimos entre seis bancos centrais da Europa, Estados Unidos, Canadá e Japão. A medida teve como objetivo favorecer a liquidez em regiões penalizadas pela recessão. Os bancos centrais desses países reduziram o custo dos empréstimos realizados entre si, em 0,5%, favorecendo a injeção de dólares nessas regiões e garantindo funding para crédito ao consumo. No mesmo sentido, e antecipando-se a esses fatos, a China reduziu as exigências das reservas para o seu sistema bancário, expandindo a oferta de crédito e estimulando o consumo interno do país.

Sem riscos de inflação?

Copom coloca a Selic em 11,0% ao ano
O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a Selic em 50 pontos-base. Estamos agora em 11% ao ano. É o terceiro corte na taxa básica de juro, no governo Dilma Rousseff, de agosto para cá.
Esses cortes “puxam” a política contra cíclica do governo central e dão substância à estratégia econômica de combate aos efeitos negativos que a crise mundial tem produzido sobre o país. O governo já previa os impactos negativos que a redução do crescimento faria sobre o mercado de trabalho, sobre as vendas no comércio e sobre a produção industrial. Esses efeitos acentuaram-se mais fortemente no último mês e abriram um claro espaço para a redução da taxa que, na opinião de muitos, poderia até ser maior.Pessoalmente, penso que a redução de 0,5%  já satisfaz o dilema crescimento versus inflação, por ora. O próximo passo para ativação do consumo será a redução do IOF de  3,0% para 1,5%.
Mas isso é munição para ser utilizada no primeiro trimestre de 2012 que, no consenso dos analistas, será um período difícil para a economia nacional.