Banner

Translate

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Bancos Centrais sustentam fluxos globais

A fragilidade econômica global sugere que a liquidez global seja mantida ou ampliada, sustentando os fluxos para os mercados emergentes. 
Uma contribuição  preciosa de Roberto Padovani, economista chefe da Corretora Votorantim
As últimas semanas foram dominadas pelo temor de que os principais bancos centrais reduzam a liquidez global, diminuindo os fluxos de capitais para os mercados emergentes.
Nossa avaliação, no entanto, é que há incentivos para que se evite uma elevação abrupta dos juros longos, mantendo as condições de liquidez por um bom tempo. A fragilidade econômica faz com que ou não haja espaço para redução de liquidez, como nos Estados Unidos, ou haja espaço para aumentar liquidez, como na Europa. Mesmo no caso japonês, onde o sucesso do afrouxamento monetário é incerto e depende de reformas, uma mudança no viés de política é pouco provável no curto prazo.
No caso dos Estados Unidos, ainda que a possibilidade de diminuição do ritmo de compras de ativos tenha sido considerada de forma explícita, conduzindo ao início de normalização dos juros longos, a sinalização fundamental é de que a política monetária continuará altamente expansionista por um período considerável de tempo. Uma melhora “substancial” no mercado de trabalho, gatilho para diminuir as compras de ativos, ainda não parece ter ocorrido, e o Fed projeta apenas para o final de 2014 uma taxa de desemprego próxima a 6,5%, uma das condições necessárias para alta de juros. Ainda, não parece haver grande desconforto dentro do banco central com o tamanho de seu balanço e seus possíveis efeitos nocivos sobre a economia. Isto significa que quando as compras de ativos forem interrompidas, a diminuição do balanço do Fed pode ser lenta.
Na Europa, o BCE ainda enxerga um cenário com viés negativo para o crescimento e expectativas de inflação bem ancoradas. Da mesma forma, não apenas o banco central mantém seu compromisso com uma política ultra-expansionista pelo tempo que for necessário, como também procura alternativas, como a fomentação de um mercado de dívida colateralizada por empréstimos a empresas do setor real. Na Inglaterra, a discussão gira em torno de aumentar ou não as compras de títulos, ao mesmo tempo em que se discutem medidas para garantir funding ao setor real da economia. O viés, portanto, parece ser para mais afrouxamento quantitativo, e não menos.
Por último, a alta dos juros longos no Japão não reflete uma estratégia de retirada de liquidez, mas sim dúvidas sobre reformas estruturais, problemas de comunicação e ruídos no mercado de títulos. De fato, os agressivos estímulos fiscais e monetários só podem alcançar o objetivo de elevar a inflação e impulsionar o crescimento econômico caso sejam acompanhados por aumento da produtividade e manutenção de um baixo risco de solvência fiscal. Justamente por isso, o mais provável é que o banco central mantenha o programa de estímulo e procure elevar sua eficácia, reduzindo as incertezas em relação aos juros reais de equilíbrio.

Pânico no mercado financeiro 1

O dia em que o mundo se assustou
Tudo começou no Japão. Esperava-se pela ampliação do programa de incentivos monetários. O BoJ frustrou as expectativas de todos, deixando tudo como estava, sem adicionar medidas novas capazes de intensificar o ritmo da economia. Pensando bem, isso não deveria decepcionar aos analistas. O Japão já reagiu de forma exuberante aos estímulos concedidos até aqui, crescendo no primeiro trimestre desse ano, a uma taxa anualizada de 4,1%. Não está bom?
Acompanhando o caminho do sol, os temores foram se ampliando com o início do processo de decisão da corte alemã sobre a legalidade da compra de títulos de países da Zona do Euro, pelo Banco Central Europeu. Parece até que as compras poderiam ser revertidas depois de tudo que já se fez.
Nos Estados Unidos, a notícia de que os estoques, no mês de abril, subiram 0,2%, em relação a março também não agradou os investidores. É bom ter em conta que a variação é desprezível.
Mas, o que “pegou” mais forte foi a aproximação de uma eventual decisão sobre a redução dos estímulos monetários da economia norte-americana pelo Fed. O juros nos Estados Unidos, nesse caso, deveriam subir e sua moeda continuaria em pleno processo de valorização em relação a todas as outras moedas do mundo. Inclusive, em relação ao real. As demais moedas nacionais depreciadas impactariam as respectivas economias de forma diferenciada, enquanto os investimentos em papéis do Tesouro americano tornam-se cada vez mais atraentes, ampliando as percepções de risco dos emergentes e configurando uma fuga de capitais desses países.
O resultado esperado por todos é que o real continue em queda e o Ibovespa atinja níveis ainda menores do que o de ontem.
Investidores já desconfiam da existência de um desastre nas economias emergentes. Recomendo calma aos que estão negativos nas suas posições em renda variável, afinal o desastre não vai ocorrer.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Japão, de novo

Um novo momento?
O primeiro trismestre do ano já mostra, no Japão, um crescimento anual de 4,1%, respondendo à nova política monetária do Governo Abe. Fazia tempo que o país não assistia "ao espetáculo do crescimento econômico".
A desvalorização do ien provocou um saldo em transações correntes positivo e que foi duas vezes maior que as expectativas do mercado. Os primeiros dados da economia impressionam e surpreendem o mercado.

domingo, 9 de junho de 2013

Balanço geral 4

Brasil ainda na linha de tiro
A S&P ameaçou retirar o grau de investimento do país. Suas críticas para isso chegaram, mais uma vez, atrasadas. O país já havia iniciado as medidas de combate à inflação, aumentando a taxa Selic em mais 0,5 ponto percentual.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo, apurado pelo IBGE, foi de 0,37%, no mês de maio. No mês anterior, havia avançado 0,55%. Em doze meses, o IPCA é de 6,5%, bem no limite superior da meta para a inflação. Pode ser até que a inflação suba mais um pouco, entretanto é de se esperar que a partir do julho ela comece a se reduzir gradualmente. Fica, entre nós, sempre o temor de que uma eventual aceleração de nossa economia, mesmo que modesta, possa ser pressionada pelos preços do setor de serviços.

sábado, 8 de junho de 2013

Balanço geral 3

E nos Estados Unidos...?
Todas as informações confirmam a recuperação consistente e moderada da economia norte-americana: criação de 175 mil empregos novos no mês de maio, com a taxa de desemprego agora na casa dos 7,6%.A produtividade do primeiro trimestre desse ano em 0,5%, com o custo unitário do trabalho, no mesmo período em -4,3%.
O Federal Reserve anunciou que o crédito ao consumidor aumentou US$11,06 bilhões no mês de abril.
Os argumentos em favor da redução do programa de recompra de títulos ganham força. A política monetária pode deixar de ser tão flexível.

Balanço geral 2

Falando em China
De relevante, na China, apenas o anúncio de um PMI em queda. O PMI da indústria, em maio, veio abaixo dos 50 pontos: 49,6 pontos, contra 50,4, de abril. Vale aqui lembrar que abaixo dos 50 pontos, o indicador sinaliza para a contração da economia.
A redução do ritmo econômico chinês preocupa o mundo. Em relação ao Brasil, cria-se uma expectativa de redução dos preços das commodities que exportamos. Os resultados vão contribuir para a deterioração da Balança Comercial brasileira, mas ajudarão no combate à inflação, sobretudo, aquela produzida pelos alimentos.

Balanço geral 1

Fatos que marcaram a semana
Na Zona do Euro, o discurso de Draghi, ignorando novos incentivos, não agradou investidores. Também falou sobre um melhor desempenho da economia da região. Desempenho que os fatos e os números não confirmaram. Com isso a taxa de juros foi mantida pelo BCE em 0,50% ao ano.
O PIB do primeiro trimestre da Zona do Euro foi revisto. Fala-se agora em -0,2% para o primeiro trimestre desse ano em relação ao último trimestre de 2012. Isso corresponde a -1,1 nos últimos 12 meses. É um resultado ruim, sem dúvida. Mas, para consolo da região, não é tão ruim como muitos esperavam.
Também se anunciou o PMI de maio em 48 pontos. Abaixo dos 50 pontos, o PMI aponta para contração na economia. As vendas de varejo foram na mesma direção. Em abril, elas recuaram -0,5%.
A Zona do Euro ainda não encontrou o caminho da recuperação. Juros baixos parecem não ser suficientes para impulsionar as economias do bloco. Melhor seria uma proposta de coordenação das políticas econômicas nacionais à busca de novos mercados em regiões com maior dinamismo econômico. O acordo com os Estados Unidos pode ser uma oportunidade impar nesse instante para a região.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Europa sem planos

Vacilações no Novo e no Velho Continente
O Departamento de Trabalho americano registrou queda no número de pedidos de auxílio desemprego. Foram 11 mil solicitações a menos, na semana até 1º de junho, totalizando 346 mil pedidos. Curioso. Enquanto parte do mercado comemorava, outra parte se decepcionava com esse desempenho. Vai entender.
Na Europa, Mario Draghi, o atual presidente do Banco Central Europeu, frustrou as expectativas dos agentes econômicos ao ignorar o tema “novos estímulos econômicos para a Zona do Euro”. A entidade reunia-se para discutir sua política monetária para região. Dado que o desempenho previsto para PIB dessa parte do mundo aponta para uma contração de -0,6%, em 20123, esperava-se por alguma a mudança do BCE no sentido de minimizar essa queda.
Na ausência de manifestação, o mercado concluiu que não há nada previsto ou planejado pela autoridade monetária e que a recessão deverá ser mais profunda e prolongada do que se esperava.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Surpresas nos dados econômicos

Nada garante que o crescimento possa
se manter nos próximos meses
A produção industrial de abril cresceu 1,8% em relação ao mês anterior. Esses dados surpreenderam, sobretudo, aqueles referentes ao setor de veículos, em particular, o setor de caminhões. No geral o setor apresentou crescimento de 8,2%. O mais surpreendente foi o desempenho do setor de bens de capital, encabeçado pela produção de máquinas e equipamentos. Esse setor atingiu 7,9% de crescimento em relação março.
Entretanto, convém não tomar esse dado como uma recuperação definitiva de nossa economia, pois, de fato, salvo a recente valorização do dólar, nada mais mudou na competitividade industrial brasileira.

Só para lembrar

Insistindo na coerência econômica
A redução do o IOF sobre o ingresso de capital estrangeiro em aplicações de renda fixa já está valendo. A alíquota veio de 6% para 0%. Os efeitos serão apenas cosméticos e não produzir efeitos capazes de inverter os fluxos de capitais. As decisões envolvendo divisas internacionais estão obedientes à recuperação norte-americana e à gradativa redução do programa de recompra de títulos pelo Fed. O dólar continuará se valorizando frente às demais moedas internacionais, no médio prazo. Por outro lado, aproveitando esse nova onda, que tal a medida alcançar os empréstimos externos realizados pelo prazo de até um ano?

terça-feira, 4 de junho de 2013

PIB: Recuperação Moderada

Mesmo com um ritmo mais lento,
há razões para que a dinâmica de
crescimento neste ano permaneça bem
mais favorável que a registrada em 2012.
 Texto de Roberto Padovani, Economista Chefe da Corretora Votorantim
A desconfiança em relação ao cenário de crescimento neste ano se mantém elevada. O temor é de que haja uma repetição do observado em 2012: enquanto no início do ano se esperava um crescimento próximo a 3,3%, o resultado final não superou 1,0%.
Neste ano, da mesma forma, as expectativas mostram piora. As novas frustrações com o PIB, a instabilidade nos dados de atividade e a desaceleração do consumo local têm reduzido as projeções de crescimento, cujo consenso se aproximava de 3,4% no início do ano e agora já alcança o patamar de 2,8%.
Este movimento ocorre em um momento em que a capacidade de crescimento estrutural parece perder fôlego em relação à última década: as condições globais são piores, há escassez de mão de obra e a construção de uma agenda para o aumento dos investimentos caminha de forma lenta e incerta.
Da mesma forma, a economia ainda vive ajustes cíclicos após os excessos recentes, como é o caso dos mercados de crédito e imóveis. Neste ambiente, o crescimento médio de 4,5% registrado entre 2004 e 2010 dificilmente poderá se repetir, podendo alcançar uma média ao redor de 2,0% nos anos 2011-2013.
Nossa avaliação, no entanto, é que as condições para uma retomada cíclica da economia continuam favoráveis. O colapso no crescimento registrado no segundo semestre de 2011 e início de 2012 (Figura 1) dificilmente irá se repetir: seria preciso um novo choque externo capaz de intensificar o esfriamento em curso no mercado de trabalho e comprometer a retomada.
Este não é nosso cenário básico.
O ambiente global parece mais saudável que os observados em 2011 e 2012, com menores riscos de ruptura financeira, econômica e institucional. As incertezas trazidas pela política monetária nos Estados Unidos dificilmente podem implicar mudanças relevantes no cenário de crescimento global.
Com isso, o mercado local de crédito já mostra estabilização, com redução da inadimplência, aumento da demanda por crédito e crescimento de novas operações, lideradas por bancos públicos. A normalização do crédito e os incentivos fiscais e monetários ainda presentes podem compensar o esfriamento do mercado de trabalho e garantir o crescimento do consumo, favorecendo os investimentos. Consumo e investimento, neste caso, mais que compensam o impacto negativo da balança comercial sobre o crescimento.
Finalmente, a produção agrícola e a indústria de transformação podem reforçar a trajetória de recuperação, compensando o fraco desempenho da indústria extrativa mineral e da construção civil. Tudo considerado, a recuperação continua em curso, ainda que a um ritmo mais moderado: o crescimento projetado de 2,5% para o PIB neste ano afasta a economia do colapso registrado em 2012 (Figura 2).

São os fundamentos que deterioraram

A recuperação dos fundamentos
exigirá sacrifícios adicionais
O Ibovespa voltou a subir, depois de uma série de quedas na semana passada.  O índice subiu 0,82% ontem, fechando a 2ª feira em 53.944 pontos.  O volume girado ficou em R$ 7,5 bilhões, próximo à média diária desse ano. Já o dólar depois da forte atuação do Banco Central apresentou queda de 0,88%. Fechou a sessão cotado a R$ 2,1280. É de se pensar que o Banco Central tenha encontrado o novo patamar para a moeda norte-americana em R$ 2,10.
O PMI industrial recuou mais uma vez. É a quarta queda seguida. No mês de maio, o PMI veio para 50,4 pontos.
O dilema inflação-crescimento vai ganhando novos contornos. O dólar sobe a inflação dos importados aumenta. Por outro lado, as exportações podem reagir ampliando o crescimento. Para conter a inflação o Copom subiu a Selic e, de quebra prejudicou o crescimento. Os investimentos continuam baixos e o PMI vem para baixo.
Assim vai ser 2013, até o seu final. Ajuste fiscal, que seria a base de tudo, fica para 2014.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Era necessário agir

Surpresa seria o Bacen
ter se omitido.
O Copom mostrou entender a dinâmica da recuperação. É preciso dominar a inflação para recuperar a confiança dos investidores e a credibilidade da população. Inflação corrói a renda dos assalariados e acaba com o consumo. Crédito em excesso arrebenta os orçamentos familiares. PIB fraco é consequência da exagerada flexibilização monetária e da permissiva política fiscal. Déficit primário tem que estar em crescimento para os capitais voltarem para o país.
O Copom começou a fazer sua lição de casa. E com esmero. Subir a Selic em 50 pontos percentuais é demonstração de lucidez. Com a Selic em 8,0% ao ano, começou a correção. É verdade que essa taxa precisará subir mais 1% até o final do ano. Também é verdade que a política fiscal precisa voltar a contribuir com os fundamentos econômicos.
Por outro lado, o câmbio mostra-se em rota de correção para a felicidade dos exportadores. Ele há de reduzir importações, dispensando novos aumentos de tarifas.
O PIB subiu apenas 0,6% na margem, contrariando o IBC-BR do Banco Central. Não é a primeira vez que isso acontece. Talvez seja momento de rever a metodologia do IBC-BR, outra vez.
 
Apesar do acerto do Copom, convém lembrar que certos fatos não foram removidos da realidade e que pedirão decisões complementares ao governo central:
·        o cenário internacional continuará recessivo. FMI e OCDE concordaram em suas previsões sobre o menor crescimento mundial.
·        as commodities perdem valor. Isso vale para as commodities agrícolas e industriais.
·        o dólar continuará sua trajetória de valorização compensando, para os exportadores, as perdas de volumes vendidos ao exterior. Trata-se de fenômeno global.
·        a demanda interna, como vertente de crescimento, está exaurida e o crédito bateu no teto, crescendo cada vez mais devagar. Bancos públicos e privados “tiraram o pé”.
O governo a partir de agora terá que contar com o aumento dos investimentos, como última cartada, para ativar a economia. Seria, portanto, inteligente alcançar algumas evoluções institucionais, fazendo avançar as chamadas reformas estruturais.

Estados Unidos repensam seu futuro

Quem será a locomotiva da
recuperação mundial?
A OCDE e o FMI revisaram suas respectivas projeções para o crescimento global. A China não está bem nessas fotos. A União Europeia aparece com contribuição negativa e os emergentes não são capazes de “segurar a onda”. O crescimento previsto por essas instituições apontam para maior lentidão do crescimento do mundo.
 
No mercado norte-americano, a tendência de alta do yield dos títulos de dívida do país se mantém face a safra de boas notícias da economia norte-americana. Mas, tudo isso tem outro lado: o Fed pode, nessas circunstância de maior crescimento, iniciar a redução dos estímulos monetários concedidos à edconomia e ao consumo. A dúvida dos agentes econômicos, então, passa a ser se a recuperação tem força para prosperar sem a sustentação governamental.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Crescimento?

Expectativas podem mudar
O PIB brasileiro pode mostrar um crescimento econômico interessante e, se isso acontecer, o Copom estará tentado a aumentar a Selic mais fortemente. Ao invés de subir 0,25%, pode chegar aos 0,50%. A tentativa seria a de compensar suas omissões anteriores e levar a inflação a níveis mais baixos do que aqueles projetados pelo Boletim Focus de 2ª feira passada.
As projeções sobre a inflação entre os entrevistados do Focus têm aumentado sucessivamente, para 2013 e 2014. Enquanto isso, o dólar aproxima-se dos R$ 2,10. No curto prazo, a desvalorização da moeda nacional pressionará os preços dos importados e contribuirá para a alta da inflação.
Teremos também a divulgação do PIB norte-americano. Os Estados Unidos vive um clima de otimismo com a recuperação da economia do país. As bolsas de valores exibem vigor inusitado.
As commodities mostram movimentos de altas localizadas. As metálicas estão com seus preços deprimidos. O petróleo mantem-se em alta e as commodities agrícolas apresentam-se em leve recuperação. Já se pensa que a demanda desses bens está em crescimento e que isso pode estar relacionado ao aumento da produção nos Estados Unidos. Parece-me, todavia, que esse julgamento é precipitado.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Critério de classificação sócio-econômica evolui no Brasil

Reproduzo texto que recebi por email da ABEP. Considero-o como uma importante evolução  do pensamento de marketing no Brasil
Um novo retarato do Brasil
Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa apresenta nesta semana o novo modelo de classificação socioeconômica para fins relacionados ao estudo do consumo no País
Por Jonas Furtado
jfurtado@grupomm.com.br
Na terça-feira 14, os líderes dos maiores institutos brasileiros de pesquisa se reunirão para o encontro bianual de dirigentes do setor. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) aproveitará o evento para apresentar oficialmente o Novo Critério de Classificação Econômica Brasil, previsto para ser adotado a partir de 1º de janeiro de 2014. Dentre as principais diferenças para o critério utilizado atualmente, estão a substituição da renda declarada por variáveis indicadoras de renda permanente, a expansão da abrangência geográfica e a inclusão da composição familiar, do porte dos municípios e da região onde estão localizados como parâmetros fundamentais para a segmentação dos padrões de consumo dos brasileiros.
O Critério Brasil é uma evolução do indicador criado pela Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), no final da década de 1960, para definir uma segmentação mais apropriada da população em classes econômicas e a avaliação do poder de compra de grupos homogêneos.
Com o aumento da importância do consumo (que em 2012 respondeu por 63% das riquezas geradas no País) na composição da economia brasileira na última década, a atualização do critério tornou-se uma demanda urgente de agências, anunciantes e veículos. “É necessária uma segmentação mais adequada do mercado para que as empresas saibam exatamente onde concentrar investimentos. Hoje, mais da metade da população do Brasil está inserida dentro da classe C. É muita gente para se direcionar uma estratégia e o aprimoramento do critério permitirá segmentar essas pessoas”, diz Suzana Pamplona, diretora de insights estratégicos da Johnson & Johnson.
A executiva enaltece a abrangência do novo critério, que leva em conta dados dos 62 mil domicílios cobertos pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE em todo o País. O indicador atual cobre 11 mil domicílios de nove regiões metropolitanas (Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Distrito Federal, Salvador, Recife e Fortaleza), por utilizar a amostragem do levantamento socioeconômico do Ibope. “Boa parte do crescimento do Brasil não vem dos grandes centros. A introdução de cidades pequenas e médias dará melhor visibilidade do que acontece no País”, avalia Suzana.
A maior assertividade propiciada pelo novo critério também é celebrada pelo diretor de mídia para São Paulo da DPZ, Boaventura Júnior. “As empresas estão vendendo mais e querem saber para quem, assim como querem conhecer o potencial de crescimento do mercado em que estão inseridos, para lançar produtos específicos” analisa. “Haverá uma modificação na tabela de mídia de alguns veículos, especialmente os mais segmentados, que conhecerão melhor o poder de compra de seu público”.
Origem do novo Modelo
A Abep estudava a adoção de um novo modelo para o Critério Brasil quando, em abril de 2012, os caminhos da entidade se cruzaram com o dos professores Wagner Kamakura, da Escola de Negócios da Universidade de Duke (EUA), e José Afonso Mazzon, da Faculdade de Economia e Administração da USP. Críticos dos métodos em vigor, há dois anos eles desenvolviam um modelo a ser aplicado para uma segmentação socioeconômica mais realista em relação ao potencial de consumo da população brasileira. O projeto resultou em um artigo encaminhado para o Marketing Science Institute, que pode ser premiado na conferência anual do instituto europeu, a ser realizada na primeira semana de junho, na Turquia. O trabalho já está entre os três finalistas.
O modelo proposto por Kamakura e Mazzon usa 35 variáveis indicadoras de renda permanente (como educação, condições de moradia, acesso a serviços públicos, posse de bens duráveis e ativos financeiros e não financeiros) para determinar o potencial de consumo dos domicílios em relação a 20 categorias de produtos e serviços (dentre as quais, alimentação no domicílio e fora de casa, artigos de limpeza, vestuário e saúde e medicamentos). Uma das principais vantagens é a possibilidade de classificação mesmo que apenas parte dessas variáveis seja determinada. “O conceito de renda permanente é o mais adequado para o estudo do consumo, porque considera não apenas a renda corrente dos domicílios. Os gastos envolvem o acúmulo de bens e ativos financeiros e a expectativa das condições de vida para o futuro”, explica Luis Pilli, diretor-geral da Abep, que conduz o processo de implementação do Novo Critério Brasil. Isso possibilita estimar onde as pessoas alocarão seus recursos em caso de aumento de renda.
Luis Pilli e José Mazzon: Maior abrangência geográfica é um dos diferenciais do novo modelo.
“É um critério mais adequado metodologicamente e gerencialmente mais eficiente para a segmentação de mercado. As respostas propiciam maior precisão, uma vez que permitem a caracterização do consumo não só por categorias mas também em termos demográficos, de exposição à mídia, de estilo de vida e valores, propiciando o que o mercado chama de segmentação psicográfica, que leva em conta atitudes, interesses e opiniões”, afirma Mazzon. “Assim como o poder de compra não é igual nas diferentes regiões do Brasil para um mesmo tipo de família, não dá para equiparar o consumo de indivíduos com a mesma renda mas que vivem em municípios com porte distintos ou em domicílios cuja estrutura familiar seja díspar. Os padrões serão muito diferentes”.
O modelo foi desenvolvido para possibilitar tanto a comparação com estudos mais antigos feitos no Brasil (desde que contemplem a estrutura familiar, a região e o porte de município dos entrevistados, além de um mínimo de 15 variáveis previstas no novo critério) feitos no Brasil, quanto com padrões de consumo verificados em outros países, construindo, assim, uma base internacional de dados. “Hoje as multinacionais não conseguem comparar o desempenho de seus produtos em diferentes mercados. Por esse modelo, seria preciso incluir mais uma variável fundamental, para distribuir pesos diferentes para fatores mais menos importantes dependendo dos países envolvidos. É ainda um sonho, mas perfeitamente factível”, assegura Mazzon.
Denominação
O novo modelo divide a população brasileira em sete estratos socioeconômicos. As denominações definitivas ainda não foram definidas – por enquanto, foram ordenadas por números de 1 a 7, sendo 1 a mais alta e 7 a mais baixa. Existe tanto a possibilidade de que continuem desta forma quanto voltem a ser classificadas por letras, como acontece no modelo atual. A Abep estimulará o debate e ouvirá a opinião da indústria da comunicação a respeito do tema a partir do evento desta terça-feira 14.
COMPARAÇÃO ENTRE OS MODELOS*

Novo Critério Brasil
(estimativa)
Critério Brasil
atual
C**
Brasil
RMs***
RMs***
C**
1
2.8%
4.6%
4.5%
A
2
3.6%
5.9%
9.1%
B1
3
15.1%
18.5%
19.3%
B2
4
20.6%
23.9%
25.6%
C1
5
20.6%
23.1%
23.2%
C2
6
22.8%
18.4%
17.1%
D
7
14.5%
5.6%
1.1%
E
100%
100%
100%
(*)A comparação é feita em cima de dados da POF relativos ao ano de 2009
(**)Classe
(***)Regiões Metropolitanas cobertas pelo levantamento socioeconômico do Ibope.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

É preciso olhar os problemas de frente

No Brasil, os dados
confirmam as ideias
A Fundação Getúlio Vargas mostra que a inflação é de fato persistente. Seu Índice de Preços ao Consumidor – Semanal apresentou elevação de 0,40% na terceira quadrissemana de maio, frente aos 0,38% da tomada de preços anterior.
O Copom vai ter que pensar nos indicadores de inflação em sua próxima reunião. Fala-se em mais uma alta de 0,25%. Acho pouco para impedir novas altas, mas aprecio esse gradualismo, sem vinculá-lo às eleições. Parece-me apenas cauteloso.
Já o IBGE apontou alta no nível de desemprego. Foi de 5,7% em março, para 5,8% em abril. Nada demais. Apenas aliviando a pressão sobre o mercado de trabalho que, de fato, está muito apertado ainda.
Falando francamente, foi bom e contribui com os esforços de desaceleração da inflação.

Pessimismo e volatilidade ontem

Reações deveriam ser frutos
de interpretações serenas
A publicação da Ata do FOMC causou frisson nos mercados mundiais. As declarações de Bernanke provocaram novas incertezas sobre a possibilidade de cortes rápidos nos estímulos monetários nos Estados Unidos. Encerrado o chamado Q3, a economia terá que andar sobre as próprias pernas e essa ideia apavora empresários e demais agentes econômicos.
Para contribuir com a agitação dos investidores, a China apresentou, na primeira leitura do PMI de maio, desempenho inferior aos 50 pontos, apontando que a atividade industrial estaria em contração. Em se tratando de leitura preliminar e considerado que o PMI industrial ficou em 49,6 pontos- muito próximo dos 50 ponto, não haveria, a rigor, razões para tanto pessimismo. O problema maior é que essas notícias se sucederam e o efeito acumulado acabou se exuberando.
Em dias como esse, a sabedoria popular ensina que “desgraça pouca é bobagem”. Talvez por isso, anunciou-se que o PMI industrial dos Estados Unidos também recuou. Caiu de 52,1 pontos em abril, para 51,9 pontos em maio, lembrando também tratar-se de leitura preliminar.
Com essa safra de notícias ruins, o mercado esqueceu-se de comemorar os resultados do mercado de trabalho norte-americano da 2ª semana de maio (até o dia 18/5). O Departamento de Trabalho norte-americano anunciou que os pedidos de auxílio desemprego recuaram em 23 mil solicitações. Foram a 340 mil pedidos, número inferior às previsões dos analistas do país, que ultrapassavam a 360 mil solicitações.
O mercado, na exuberância que emprestou ao pessimismo de ontem, também parece ter esquecido de ver o crescimento de 2,3% nas vendas de residências novas em abril, face ao mês anterior.
Há sim motivos para preocupações. Afinal o desempenho chinês é decisivo para a economia mundial. Mas a exacerbação dos fatos provocam volatilidades prejudiciais às decisões de investimentos e com efeitos negativos nos planejamentos financeiros e mercadológicos da economia real.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O plano japones

Uma primeira avaliação da
estratégia do Japão
O Japão começa a mudar sua economia com os primeiros resultados das ações de Shinzo Abe. Tudo obedece a um arrojado, mas bem articulado, conjunto de decisões no campo monetário e fiscal, com o objetivo de produzir um novo período de crescimento na economia do país.
Abe fez o Banco Central Japonês (Banco do Japão) assumir uma política monetária agressiva, comprando de ativos para ampliar a liquidez do Japão, até atingir a nova meta de inflação de 2,0% ao ano. O primeiro efeito positivo parece realmente ser o fim da deflação, interrompendo o longo ciclo de preços em queda.
Como se sabe, o problema com a deflação é que ela provoca um retardamento constante nas decisões de compras, adiando as aquisições à busca de preços mais baixos em momento futuro. O comportamento procrastinador derruba a demanda e desestimula os investimentos empresariais. A queda dos preços torna as taxas de juros reais mais altas, ampliando o custo do capital, tornando-o superior à taxa de juros nominal. Finalmente, o declínio dos preços agrava o valor real das dívidas. Essa combinação de deflação e baixíssimo crescimento é a causa imediata do enorme aumento da dívida em relação ao PIB japonês. Assim, uma política de geração de inflação passa a ser a meta perseguida pelo novo governo. O primeiro resultado visível é a desvalorização rápida da moeda local. A mera expectativa de inflação produzida pelo plano de Abe também provocou um aumento dos preços das ações das empresas no mercado mundial.
Mas o plano vai além. O primeiro-ministro Abe começa a mover a estrutura de concessões de estímulos fiscais, deixando a preocupação com o nível de endividamento que, por si só, já é estrondoso, ampliando o nível de gastos em segmentos da economia considerados estratégicos para o crescimento econômico. No plano concebido por Abe, só o crescimento da economia reduzirá a proporção dívida/PIB.
Do ponto de vista externo, o plano prevê uma nova vertente de crescimento por meio da participação do país nas negociações de Parceria Trans-Pacífico que visam à criação de uma área de livre comércio. Isso, naturalmente, confiando principalmente no livre comércio com os Estados Unidos. Com exceção dos produtos agrícolas, a maior parte do comércio entre o Japão e os Estados Unidos não envolve barreiras tarifárias. Ao contrário, o que existe e precisaria ser superado são barreiras não- tarifárias, com seus regulamentos invariavelmente restritivos. Tal como concebido, esse acordo obrigará à desregulamentação de muitas indústrias nacionais no Japão, abrindo espaço, na vida econômica japonesa, para as reformas de abertura no plano do comércio e estimulando a maior competitividade a indústria nacional.
Nesse sentido, a desvalorização do iene já produziu crescimento das exportações. Também o consumo já reagiu, atingindo patamares crescentes nos três primeiros meses do ano e a confiança dos empresários acompanhou o movimento de alta, sem, contudo, ter iniciado aumento dos investimentos privados.
Claro que o potencial de crescimento no comércio exterior envolve problemas. A concorrência de empresas na Coréia do Sul, Taiwan, China e em suas principais indústrias de eletroeletrônicos e automóveis não pode ser desprezada. Há ainda que se levar em conta o baixo nível da demanda global, especialmente na Europa. Assim, o potencial para o crescimento de exportação, mesmo com um iene mais barato, é limitado. As novas políticas precisarão ter um impacto duradouro na demanda interna, a fim de aumentar significativamente o crescimento. A ampliação dos gastos do consumidor é um bom sinal, mas ainda é muito cedo para acreditar se o novo plano será bem-sucedido.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Mercado de Capitais

Falando em superar o pessimismo
Décio Pecequilo e Celso Grisi começam a ver a recuperação no ânimo dos investidores 
ABRIL DE 2013 - SEGMENTO BOVESPA
Depois do péssimo primeiro trimestre, quando o IBOVESPA perdeu 7,55%, configurando-se no pior dos últimos 18 anos, o mês de abril, fechou com esse indicador em baixa de apenas 0,78%, o melhor (ou menos ruim) mês desse ano, até agora. Afinal, em janeiro a perda foi de 1,95%, em fevereiro a queda atingiu 3,91% e, em março, a perda foi de 1,87%.
O comportamento dos preços, até abril desse ano, registrou o extremo superior do IBOVESPA em 63.312 pontos, alcançados no dia 03 de Janeiro. Por outro lado, o extremo inferior - que era de 54.873 pontos de 25 de março - foi batido em 17 de abril quando chegou a 52.881 pontos. A diferença entre esses extremos, no final do primeiro trimestre, era de 8.439 pontos. Em abril, alargou-se para 10.431 pontos, fazendo crer em quedas ainda mais fortes, mas que afinal foram atenuadas durante o mês.
 O quarto mês do ano teve um total de 22 pregões sendo, 13 deles em alta e os outros 9 em baixa. A quantidade, média diária de negócios foi de 944.500. O volume médio diário negociado atingiu R$ 8.224,80 bilhões. Até o momento, esses dois dados são os mais altos do ano.
PARTICIPAÇÃO DOS INVESTIDORES NO VOLUME TOTAL

DA BM&FBOVESPA
 O Investidor Estrangeiro continuou liderando o movimento. Sua  participação entre compras e vendas foi de pouco mais 0,25% (total de compras –  total de vendas). Em seguida, a maior participação do Investidor Institucional com -0,72%, tendo, portanto, vendido mais do que comprado e, por fim, no terceiro e quarto lugares, praticamente juntos, os Investidores Pessoa Física com -0,17% e o Individual com -0,15%, ambos tendo vendido mais do que comprado. Os outros tipos de participantes não apresentam números significativos.
O destaque fica por conta do Investidor Estrangeiro que comprou em torno de R$ 1,5 bilhão em ações, na última semana de abril, mas voltou a manter posição vendida em Ibovespa Futuro. Esse comportamento embute a crença de baixa mais adiante, aliada a uma proteção contra um aumento de volatilidade do mercado. O interessante é que mesmo em baixa no mês de abril o segmento BOVESPA já chama a atenção de analistas.
O QUE PODE EXPLICAR RESULTADOS TÃO RUINS
Algumas ideias estão no centro das análises econômicas feitas por nossos melhores especialistas:
1ª) A economia brasileira cresceu 0,9% em 2012, abaixo da estimativa de 1,5%. Outros o países da América Latina, como Chile, Peru, Colômbia, cujas rendas per capita são análogas à brasileira, cresceram mais fortemente, apresentando inflações mais baixas e investimentos mais altos. Esses países apresentam crescimentos mais rápidos, a taxas de 4%, 5%, 6% ao ano.
2ª) A comparação das taxas de investimento brasileiras, ao longo do tempo, explica o baixo crescimento. Em 2012, o Brasil investiu 19,5% do PIB, em 2011 o investimento foi de 19,3% e em 2012 veio para 18,1%. Nos demais países, a média alcançou 23%, 25% e 27%.
3ª) Numa situação de pleno emprego e com a capacidade instalada totalmente comprometida, o país para crescer, admitida a baixa taxa de investimento, precisa pressionar a inflação.
4ª) O pleno emprego garante a sobrevida da atual política econômica, mas compromete a inflação.
5ª) A atual relação entre crescimento, juros e inflação está claramente desequilibrada e mostra-se insustentável no longo prazo.
6ª) Os problemas estruturais não podem ser postergados e o encaminhamento das soluções requer o aumento dos investimentos.
7ª) A solução esperada pelo mercado implica em o Banco Central subir a taxa de juros, para dar tempo enquanto às políticas econômicas de caráter estrutural.
Como nada disso parecia acontecer, o mês de abril foi desastroso para o mercado de capitais.
Maio começa a renovar os ânimos dos agentes. Os processos de licitações nas áreas de exploração de petróleo e de portos foram o estopim dessa reação. Alguns analistas apontam que a bolsa do México esta muito mais "cara" que a do Brasil, sinalizando para uma reversão já nos próximos meses. Outros já anunciam que os pais esta se aproximando de um ponto de inflexão em termos do crescimento econômico, dos resultados das empresas e das expectativas sobre o desempenho futuro de nossa economia.  
É de se pensar, mesmo mantendo a prudência necessária, que a reação está mesmo por vir. Afinal, nos quatro primeiros meses do ano, seis empresas realizaram abertura de Capital IPO (Initial Public Offering, em inglês), vendendo 13,2 bilhões de ações, entre existentes, ou emitidas recentemente, para mais ou menos nove mil investidores. Essas captações, superaram as de 2011 e 2012 quando somadas."