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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

INFORMAÇÕES HIERARQUIZADAS?

DESCONSTRUINDO ESSE MODELO
Talvez a melhor maneira de entender o conflito entre as organizações/estruturas EM REDE X HIERARQUIZADAS é mostrar o antes e o depois da rede.
Assistam pelo menos 2 vezes. Motivo?
Na primeira para se surpreender.
A segunda para interpretar.
Os conceitos "hierarquia" e "rede" são demonstrados de forma simples e objetiva.

Sistemas de Informação de Marketing hierarquizados ou em Rede?Jornalismo hierarquizado ou em Rede?
Gestão da Informação hierarquizada ou em Rede?
THERE IS NO TOP ON W.W.W
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

Bolsa hoje

Bovespa opera em alta e reflete medidas favoráveis à infraestrutura anunciadas
por Mantega
Veículo: Executivo Financeiro:   Data: 16/12/2010
Por Francine Brandão
A Bolsa de Valores de São Paulo operava às 11:49hs, em alta de 0,35%, com 68.109 pontos, 45.952 negócios e volume de R$ 572.075 bilhões. De acordo com o diretor presidente do Instituto Fractal, Celso Grisi, “pode ser uma influência do anúncio das 15 medidas que o Mantega fez, para que o imposto de renda fique em 0% para pessoa física e 15% para jurídica, destinados a debêntures, para atrair investimentos de longo prazo em infraestrutura, que refletirão nos papéis de utilities, como energia e construção”.
Ontem (15) foi registrada alta substancial de mais de 1% no petróleo na Inglaterra, “devido aos EUA anunciar crescimento da produção industrial acima do esperado. Com esta melhora, a Petrobras rompeu a barreira dos US$ 90 o barril em Londres, o que ‘empurra a Europa contra a parede’, devido à dependência deles desta matéria prima para combustível”, avalia.
Para ele, o pregão reage de forma volátil e instável. “A expectativa é de que os Estados Unidos revelem os dados de emprego. Se forem de crescimento, é uma ampliação ‘para fora’, de exportação, o que será melhor para os investidores. Se vierem piores que os últimos, o pregão ficará ‘meio de lado’”, analisa.
Grisi acredita que o Brasil se consolide numa posição de “investiment grade” e receba investimentos em títulos privados de longo prazo e não apenas especulativos. “As notícias ainda não foram suficientemente absorvidas. Da Europa não devem vir novidades e a negociação da dívida de Portugal e Espanha terá continuidade, ampliando o fundo de socorro do FMI", encerra.

Petróleo e surpresas

Aumento na produção industrial norte-americana explica preços do petróleo
O Departamento de Energia dos EUA anunciou uma queda nos estoques de petróleo de 2,8%,  de 3 (sexta feira) a 10 (sexta-feira) de dezembro. O país estaria apenas com um estoque equivalente a 346 milhões de barris. No período anterior (de 7 dias, de sexta a sexta), as reservas caíram, segundo o Departamento, 9,9 milhões de barris, surpreendendo aos melhores  analistas norte-americanos. Francamente, atualmente não há quem esteja mais surpreendido que os analistas financeiros. Estão ficando, defasados em relação a muito dos dados publicados . Tem sido assim, nessas duas últimas semanas, com emprego, com o crescimento do PIB e com consumo naquele país.
Nessa semana, mais um outro erro de estimativa. A produção industrial norte-americana cresceu, em novembro, 0,4% . Esse resultado é novamente superior às projeções de 0,3% para o mês. Os dados oficiais são do Federal Reserve.O NY Empire State Index apresentou uma expansão muito alta em relação ao valor apurado no período anterior (11,14 pontos negativos). Essa alta de dezembro novamente surpreendeu aos analistas  que previam apenas 3,0 pontos de crescimento. "Bola fora", outra vez.
O indicador da atividade industrial na região de Nova York, em dezembro, também cresceu, registrando 10,57 pontos positivos.
Há, portanto, uma recuperação industrial, não esperada nos EUA, que precisa ser explicada. Se o consumo não cresce internamente, essa produção tem que estar sendo exportada para algum lugar. Isso poderia explicar, para hoje, o anúncio de indicadores mais positivos sobre o emprego nos EUA.
Voltando ao petróleo, as refinariasnorte-americanas estariam trabalhando a 88% de sua capacidade operacional total, ainda segundo o relatório do Departamento de Energia. Esse dado é típico de períodos de expansão econômica.
Só o resultado de tantos erros e surpresas podem explicar a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres: US$ 92,20, no dia de ontem, com a alta nada desprezível  de 1,08%, em relação a terça feira. Em Nova York fechou a US$ 88,62 por barril, em alta de 0,38% em relação ao dia anterior.
Que fiquem avisados todos sobre o rompimento da barreira ddos US$ 90,00. Mas, o mundo começa a se preocupar com a possibilidade de os EUA apresentar uma recuperação mais forte. Sera?

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Pressão sobre a inflação deverá persistir


Previsão é que índices irão se manter
elevados no final do ano e também
no princípio do próximo.
Veículo: Diário do Comércio de BH   -   Data: 14/12/10
LUCIANE LISBOA

Preço dos alimentos é um dos componentes que têm forte impacto na inflação
A pressão inflacionária deve continuar em dezembro e também no primeiro mês de 2011, com tendência de alta, segundo o mercado. E o governo federal precisa mesmo ter como prioridade conter o problema, se quiser manter sadia a economia e o crescimento do país, mesmo que em menor ritmo, segundo economistas ouvidos ontem pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO.A previsão para a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi elevada pela 13ª semana consecutiva, passando de 5,78% para 5,85%. Para 2011, o resultado também deverá ficar acima da meta de 4,5% do governo, já que a previsão atual está em 5,21% segundo o boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central."O novo governo tem pela frente a difícil missão de conter a inflação. O consumo está crescendo muito, o brasileiro tem cultura de consumir, mas isso não pode acontecer acima da capacidade produtiva", afirmou o professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV), Samy Dana. O professor lembrou que durante todo este ano a pressão inflacionária vem aumentando. Em outubro, o IPCA ficou em 0,75%, já em novembro, foi para 0,83%, a maior alta mensal desde abril de 2005, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)."A tendência de alta para janeiro também está ligada à sazonalidade do período, já que o início do ano é uma época de aumento de gastos com tributos. Por isso, o governo precisa focar no corte de gastos e também no controle da sobrevalorização cambial", afirmou Dana.
O professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo e diretor-presidente do Instituto de Pesquisas Fractal, Celso Grisi, explicou que a alta da inflação está relacionada a alguns fatores em especial.

O primeiro deles seria a alta dos preços dos alimentos - em novembro o grupo de alimentos e bebidas registrou variação positiva de 2,22%, ante alta de 1,89% em outubro, na maior taxa mensal apurada pelo IBGE desde dezembro de 2002 (3,91%). Isoladamente, este grupo contribuiu com 0,51 ponto percentual, ou 61% do IPCA do mês passado.
"A questão é que a escassez mundial de alimentos sempre será um fator que irá pressionar o aumento da inflação. Não há como evitar isso, mesmo que esta não seja a realidade do Brasil, porque caso haja um controle interno de preços as exportações desses produtos tendem a crescer, o que causa efeito contrário por aqui", afirmou Grisi.
Conforme o professor, além dos alimentos, há também a alta dos preços de serviços como energia, além das commodities, inclusive petróleo, que neste ano estiveram bastante aquecidas.
Por outro lado, Grisi ressaltou que as medidas que vêm sendo tomadas pelo governo são pontuais e devem surtir efeitos positivos para conter o problema.
Copom - "Mesmo tendo segurado a taxa de juros agora, em janeiro é certo que o Copom (Comitê de Política Monetária) irá promover o aumento da Selic. A aposta é que de 10,75% passe para 11,25%, já que meio ponto percentual já será suficiente para arrefecer a demanda e segurar os preços", disse.
O mais importante, segundo Grisi, é a disposição que a nova equipe econômica da presidente eleita Dilma Rousseff vem mostrando em cortar gastos e tomar medidas que podem ser consideradas "impopulares" para o início de um governo.
Dentre tais medidas estão o aumento do depósito compulsório exigido pelos bancos para retirar de circulação R$ 61 bilhões da economia e restringir o crédito oferecido a pessoas e empresas.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Por fim, a descoberta.

Só agora se fala: quem cresceu foi a renda e não sua distribuição
Insistimos ainda em postagem recente que o crescimento econômico nacional não distribuiu a renda. Apensas aumentou a renda de todos os brasileiros e de todas as classes sociais.
O IPEA acaba de mostra que de 1995 e 2008, a economia cresceu a uma taxa média anual de 2,8%, mas este ritmo de aumento variou entre as unidades federativas, que mudaram pouco sua participação sobre o PIB
São Paulo, caiu 4,2 pontos percentuais na participação da riqueza nacioanl, os demais estados não apresentaram variação substancial de participação no PIB. O mesmo aconteceu com a renda individual ou familiar. Estamos concluindo 8 anos de um governo de cunho socialista. Nada aconteceu em termos das desigualdades regionais e individuais. Encerramos esse processo de crescimento, com a exautão do crédito e com o endividamento familiar chegando a patamares inaceitáveis. Pior, no momento em que a taxa básica de juros da economia atingiu os 10,25%, penalizando o consumidor e acenando com um crescimento da inadimplência para os próximos períodos. Igualmente, o governo impôs a sua dívida pública encargos inaceitáveis. Não bastasse tudo isso, ainda ampliou os gastos, comprometendo os investimentos. Agora, a promessa é a de correção. Vamos aguardar.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

TELES QUEREM ENTRAR NO MERCADO TV PAGA

Está no Senado a proposta para que as TELES passem a ter o direito de comercializar e fazer a distribuição de conteúdo para TV PAGA.

Durante o ano de 2010 houve uma disputa silenciosa entre as empresas de telecomunicações e os veículos tradicionais de produção televisiva sobre o mercado de TV PAGA.

Do ponto de vista estritamente técnico faz sentido haver um novo canal de distribuição para conteúdo eletrônico televisivo. Com a evolução e a convergência das mídias não faz mais sentido em se falar em plataformas estanques, pois todas elas se integram.
TV DIGITAL, tv a cabo, tv aberta, tv por telefone nada disso interessa a audiência. Para ela o que importa é a conveniência em poder assistir o que, quando e onde quiser.

Mas há várias outras dimensões que precisam ser analisadas. As Teles são capital multinacional e a lei proíbe sócios majoritários estrangeiros na distribuição e produção de conteúdo para TVs.
Outro ponto a se analisar é a pulverização da produção de conteúdo, com a possível perda na qualidade.
Abrir simplesmente este canal de distribuição às TELES é uma decisão preguiçosa. O ideal era haver um estudo sobre as Mídias e como suas Plataformas irão se complementar.

Evidente que não há uma solução fácil para a questão, mas a convergência é irreversível.


Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
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Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

Corretoras e suas estratégias

 Meu espelho é a Merrill Lynch
Isto é Dinheiro - FINANÇAS
Nº EDIÇÃO: 688 - 10.DEZ 2010 -  Por Juliana Schincariol
Planner quer quadruplicar sua base de clientes reproduzindo a estratégia da corretora americana
Wall Street, 7. O endereço no coração do centro financeiro de Nova York foi a primeira sede de uma das mais importantes corretoras dos Estados Unidos. Fundada em 1914 por Charles Merrill e Edmund Lynch, a Merrill Lynch – que continua na rua – revolucionou o mercado de ações ao torná-lo um investimento acessível aos cidadãos comuns.
Por aqui, a corretora Planner espelha-se nesse modelo e quer ganhar dinheiro tornando a bolsa algo corriqueiro na vida dos brasileiros. “Queremos atender investidores a partir de 25 anos, que já têm renda e estão às voltas com os primeiros grandes gastos, como o casamento e a compra do primeiro imóvel”, diz Carlos Arnaldo Souza, presidente da corretora.
Seu objetivo é ampliar a base de clientes dos atuais 12 mil para 50 mil em 2014 e expandir o número de unidades das atuais 25 para 200. A Planner quer seguir os planos de expansão da BM&FBovespa, que são de expandir o número de investidores de 614 mil para 5 milhões nos próximos cinco anos. Ele não se incomoda com a comparação com a Merrill Lynch. “Queremos oferecer serviços agregados, com mais foco em qualidade e conteúdo do que em preço”, diz ele.
A estratégia da Planner é conquistar os novos clientes oferecendo assessoria financeira gratuita para quem quer vir à bolsa mas não se sente confortável com o mercado e, em geral, não é bem atendido pelos grandes bancos.
“Há muitas pessoas mal assessoradas”, diz Priscila Vargas, gerente comercial da corretora. “Se oferecermos instrumentos para que elas atinjam seus objetivos financeiros, vamos conquistar clientes de longo prazo.”
 
Com isso, a Planner vai na contramão das corretoras que querem crescer apoiando-se pesadamente em relacionamentos virtuais. “A maioria das corretoras está partindo para o autoatendimento, mas, para nós, o meio eletrônico é apenas um complemento dos serviços”, diz ela.
Estratégias como a da Planner são essenciais para as corretoras que quiserem permanecer no mercado. Até há alguns anos, o cenário para elas era muito menos inóspito. “Havia pouca concorrência e bastava oferecer um atendimento razoável”, diz o consultor financeiro Celso Grisi.
Agora, diz ele, as corretoras terão de investir na qualidade da prestação do serviço, principalmente se quiserem concorrer com os grandes bancos. “A qualidade no atendimento será o diferencial para casas de menor porte”,
diz ele.

O crescimento econômico há que ser maior que o crescimento da população

Em busca do caminho das pedras 
Siderurgia Brasil — Edição 52 
A democracia consolidada oferece condições para o Brasil enfrentar a crise da economia internacional com medidas rápidas e eficientes.
Em qualquer análise que se faça sobre as perspectivas para o Brasil, há três variáveis fundamentais que precisam ser levadas em consideração. A primeira é a recuperação do crescimento mundial. Se o mundo, de fato, entrar num processo de recuperação como alguns especialistas estão prevendo, o Brasil deve ir a reboque, recuperando o ritmo de crescimento anterior aos eventos de 2008, que interromperam um extenso ciclo de prosperidade econômica. Mas, apesar de alguns sinais positivos e do otimismo de alguns, há que se considerar as dificuldades encontradas pelos líderes do G 20 em implementar medidas internacionais necessárias que possam mudar tão rapidamente o cenário atual. Por prudência, é melhor não alimentar expectativas tão favoráveis que provavelmente venham a não se confirmar. O segundo fator que poderia ativar a economia brasileira seria a recuperação dos preços das commodities exportadas, sejam elas agrícolas, petroquímicas ou metálicas. Mas também esses mercados não mostram sinais tão fortes de recuperação nos próximos meses. Os preços estão se acomodando nos patamares atuais, com algumas diferenças entre um mercado e outro, como, por exemplo, no caso do açúcar e do álcool, cujos preços caíram bastante, ou do petróleo, que acabou encontrando um patamar, com pequenas oscilações em torno dele. A soja e o milho já estão num patamar mais estável. O alumínio e o ferro se depreciaram significativamente, com demandas bem menores, mas a tendência é que não venham a sofrer novas reduções. Ao contrário, podem até reagir levemente. Portanto, a recuperação dos preços das commodities também deve ser considerada apenas uma variável que não aprofundará a crise e que emprestará algum estímulo, ainda que relativamente modesto, ao crescimento interno.
O que nos resta é confiar no aumento da demanda internacional, pelas condições estruturais da economia nacional e pela crença na eficácia das chamadas medidas anticíclicas. O PIB do Brasil alcança valores superiores a 1,3 trilhão de dólares, o que faz entender a magnitude de nosso mercado interno e do potencial de geração de riqueza dessa economia. Trata-se de uma economia plurissetorial, moderna e competitiva, com um parque industrial diversificado e uma agricultura robusta, que aumentaram, num passado recente, seus índices de produtividade para enfrentar o prolongado período de apreciação do real. Esse período se caracterizou por um aumento expressivo nos investimentos externos diretos, que modernizaram o parque produtivo nacional. A política econômica oficial tem sido também tranquilizadora, preservando a estabilidade monetária e a política de câmbio flexível. Se, de um lado, o câmbio castigou as empresas nas suas vendas ao exterior e na competição com produtos importados, por outro, obrigou-as a serem mais competitivas e resistentes a momentos de redução dos níveis de atividade mundial. Temos superávits fiscais expressivos – que agora se deterioram com a proximidade do ano eleitoral que se avizinha –, e uma dívida interna que está sendo administrada de forma razoavelmente eficiente. Esse quadro é reforçado pela dimensão das reservas externas acumuladas. Adicionalmente, há que se ter presente a existência de um sistema bancário sólido, absolutamente solvente e sofisticado, e, por fim, um ambiente político que se diferencia dos demais países do chamado Brics – Índia, China e Rússia –, pelo fato de termos uma democracia consolidada.
O Brasil tem instrumentos para enfrentar a crise, principalmente monetários. O Banco Central poderia reduzir a taxa de juros, o que seria alentador para toda a economia. Poderia também liberar os depósitos compulsórios, que são bastante expressivos, tanto nas contas correntes quanto nas cadernetas de poupança. Há também de se lembrar da ampliação dos investimentos, ocorrida nos últimos anos. Só de investimentos externos diretos, até dezembro de 2008, tivemos 45 bilhões de dólares. O PAC também injetou um bom dinheiro na economia, assim como as PPPs – ainda que de forma modesta. Recursos públicos e privados, nacionais e internacionais, foram injetados no país, evitando o alastramento do desemprego e da crise de crédito vivida nesse instante.
Os investimentos privados estiveram voltados para os mais variados segmentos produtivos da economia brasileira, com um resultado muito positivo, mas, agora, para fazer frente à crise, são necessárias algumas medidas governamentais. Por exemplo, a recomposição da oferta de crédito, estimulada pelo seguro criado como garantia aos investidores, o corte dos gastos governamentais, transformando essas economias em rubricas de investimentos, em todos os níveis: federal, municipal e estadual. O governo também deve levar adiante as políticas de valorização do salário mínimo e de criação de emprego, sobretudo para as classes mais baixas. Também deve continuar com os programas sociais e assistenciais. O que importa neste momento é que, sem essas políticas, a renda pode cair de maneira a intensificar a queda da demanda. Se essas medidas forem implementadas, o PIB brasileiro pode crescer entre 2% e 2,5%, o que faria a economia crescer num ritmo mais intenso do que o crescimento da população.
Do ponto de vista fiscal, o governo não tem mais muito espaço; ele não fez os cortes na hora em que tinha que fazer e, agora, ele não pode abrir mão de impostos, fazer renúncias fiscais ou favorecer determinados setores. Manter esse festival de gastos para aparelhar o Estado já bateu o limite do possível. A solução passará por dirigir muito bem a política de investimentos, porque isso pode ajudar a manter a demanda aquecida.
A indústria automobilística está vivendo um momento privilegiado e isso era realmente necessário, porque, se não, o desemprego aumentaria. O fôlego a esse setor vai ser dado sempre por duas variáveis. O crescimento da demanda de um lado, se a demanda continuar ativa em função do nível de emprego e, por outro lado, o crédito, isto é, se o governo conseguir baixar as taxas de juros e alongar os prazos de financiamento. Isso conseguiria manter um ritmo razoável na indústria automobilística, mas claro que não tão intenso quanto vinha acontecendo.
O que podemos esperar para este ano é um período de dificuldades, de demanda num nível muito mais baixo do que no ano passado, provavelmente com um crescimento meramente vegetativo ou, se bem administrado, levemente superior a isso. Se o PIB crescer acima da taxa de crescimento da população, ou seja, por volta de 2% ou 2,5%, já será um bom resultado.
A mensagem para o empresário é que o mercado vai se tornar mais competitivo. Ele precisa conduzir sua operação pensando nas escalas econômicas, nos ganhos de produtividade, na redução dos custos de distribuição e de logística, e no aperfeiçoamento da qualidade, porque essas são as variáveis definitivamente relevantes nessa competição. Ele está diante de um consumidor que vai tentar maximizar o poder de compra de sua renda e vai buscar a melhor relação custo-benefício. Outras estratégias que precisam ser revistas e aprofundadas são as de segmentação de mercado, sobretudo nas empresas voltadas ao consumo final. É necessário ressegmentar esses mercados e atendê-los melhor e de forma ainda mais precisa.
Também não há como abrir mão das políticas de lançamento de novos produtos, através de marcas de combate ou marcas próprias. Essas marcas abrigam as versões econômicas e têm mais chances de ser compradas, porque combinam qualidade com preço baixo, maximizando a percepção da relação custo-benefício do consumidor. Os custos de distribuição devem ser revistos, já que ainda existem algumas cadeias muito longas, que podem ser reduzidas. É fundamental chegar mais próximo dos consumidores com um número menor de intermediários. Por último, as empresas também devem pensar em reforçar o seu caixa, buscando aporte de capital entre seus acionistas, por exemplo, ou vendendo ativos não operacionais. O crédito é raro, mas não faz sentido buscar créditos com custos elevados.
*Celso Cláudio de Hildebrand e Grisi é graduado em Economia e Direito, diretor presidente do Instituto de Pesquisa Fractal e professor da Faculdade de Economia e Administração da USP, e da FIA – Fundação Instituto de Administração da USP.

Obama "do meio pro fim"

EUA:Obama deve continuar a enfrentar dificuldades de diálogo c/republicanos
Veículo:  Agência Leia   -   Data:  10/12/10
Juliana Santos / Agência Leia 
EUA:Obama deve continuar a enfrentar dificuldades de diálogo c/republicanos
São Paulo, 10 de dezembro de 2010 - Ao completar a metade de seu mandato,o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contabilizou conquistas importantes como a aprovação da reforma de saúde e o pacote financeiro de mais de US$ 700 bilhões. Mas a perda da popularidade do líder norte-americano, refletida em fatores econômicos que culminaram com a vitória dos republicanos nas eleições parlamentares sinaliza de que os próximos anos serão de muita dificuldade de negociação. 
O cientista político e professor de Relações Internacionais na ESPM, Heni Ozi Cukier, avalia que os dois primeiros anos de Obama foram politicamente "um balde de água fria" para a população. "Em certo ponto, foi um fracasso político, porque ele não cumpriu o que prometeu, se mostrou um líder não capaz de dialogar, de trazer o bipartidarismo à mesa. Ele gastou muito capital político com a reforma da saúde e não conseguiu apoio popular. 
Para o especialista, mesmo que a situação do país estivesse muito crítica quando Barack Obama assumiu, ele não mostrou como presidente a mesma liderança que tinha como candidato. "Ele não se adequou à posição de presidente, não sabe se impor, e de certa maneira, tem se mostrado submisso a outras instituições", disse Cukier. 
Na política externa, Obama tem mais poder, e o Congresso como um todo tem 
menos capacidade de influir, e é por esse caminho que ele pode tentar a reeleição, segundo o professor. "Nos dois últimos anos, o foco dos problemas do país era externo. Agora o foco é na economia doméstica. Se ele conseguir desviar a atenção e transformar o problema em externo seria difícil de os republicanos se oporem a uma ação de um presidente mais pacifista. 
Politicamente seria uma grande jogada, uma grande saída. Ele ganharia uma exposição positiva, e isso poderia levá-lo a reeleição. Se ele se direcionar na questão interna, vai depender da resposta da economia", disse Cukier. 
O professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Anhembi-Morumbi, João Alberto Alves Amorim, observa que a dificuldade de diálogo inviabilizar o governo daqui em diante, colocando a governabilidade em risco. 
"Serão dois anos difíceis, alguns frutos que foram semeados serão colhidos, a economia vai apresentar sinais mais sólidos e mais visíveis de recuperação. Na área internacional, a mudança de postura em relação ao governo anterior terá melhor resultado", disse. "Por outro lado, haverá uma grande expectativa de que o governo consiga de fato consolidar o sistema de saúde, aumentar a geração de empregos, e atuar no crescimento econômico", completou. 
Amorim avalia os dois primeiros anos como positivos, mas ainda há muita coisa a fazer que ainda é inviável em função do tamanho do prejuízo causado pela gestão do presidente George W. Bush. "Quando é feita uma análise aprofundada, se torna compreensível as dificuldades, dado o tamanho do rombo do déficit social e do déficit econômico gerado pela gestão Bush, sem contar os danos da imagem e diplomacia, o que Obama vem conseguindo recuperar". 
O economista Celso Grisi, presidente do instituto de pesquisa de mercado Fractal e professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Instituto de Administração (FIA), afirma que a tentativa de tirar os Estados Unidos da crise não foi uma aventura bem-sucedida de Obama. "Ele se atrapalhou, e com isso chegamos a uma situação delicada para o ano que vem, pois os Estados Unidos têm um déficit fiscal imenso, e a tendência é que continue crescendo". Além disso, Grisi sublinha que uma desaceleração na China prejudicará o país norte-americano, sobretudo a política de câmbio. Consequentemente, Obama vai conviver com dívidas muito grandes e vai ter uma grande pressão do Congresso para aprovação do orçamento. "O país vai ter problema com inflação, pressionado por commodities que estão em alta. O sistema financeiro ainda está muito retraído, o problema da regulamentação do setor financeiro ainda não foi resolvido, além da necessidade imensa para aumentar os emprego". 
O doutor em direito internacional pela Universidade de São Paulo (USP), Eduardo Felipe Matias, sócio da L.O. Baptista Advogados Associados, nota que um Congresso desfavorável vai aumentar ainda mais a pressão contra os democratas. "Obama assumiu o país em um momento delicado, e logo depois houve as reuniões do G-20 [grupo que reúne as economias mais industrializadas e países emergentes] que decidiram injetar dinheiro na economia mundial. Ele teve papel importante nestas decisões, mas não foi suficiente. Os Estados Unidos estão demorando para sair da crise, e isso teve custo político. Obama vai tentar mostrar que os Estados Unidos passaram pela crise, que estão se recuperando lentamente". No que se refere a liderança internacional, Obama tinha um capital enorme de popularidade no mundo inteiro e não usou nas questões de aprovações de projetos climáticos, de acordo com Matias. "Ele não conseguiu convencer nem mesmo os Estados Unidos de que o país tem uma contribuição relevante para o mundo caminhar para uma economia verde. Não teve aprovação interna e enfraqueceu as discussões deste setor. Não deu certo na cúpula de Copenhague (Dinamarca), agora tem Cancun (México), e os Estados Unidos não têm condições para colocar na mesa uma proposta mais ousada. Nesse ponto foi decepcionante, ele tinha condições e apoio para exercer".

domingo, 12 de dezembro de 2010

Mistérios do mercado de petróleo

Petróleo em queda
Os preços da commodity não resistiram às ameaças chinesas de reduzir o crescimento e veio ”ladeira abaixo” no final da semana passada. Nem mesmo as boas notícias dos Estados Unidos deram suporte ao petróleo.
A cotação do barril do petróleo Brent, em Londres, fechou a US$ 90,48. Queda de 0,56% em relação ao dia anterior.
Em Nova York, não foi diferente. Queda de 0,66% nos contratos com vencimento em janeiro de 2011, cotado a US$ 87,79 o barril.
Começa a desenhar-se um recúo desses preços para os próximos períodos. E já não é sem tempo, uma vez que esses preços ficam insuportáveis no momento em que os países desenvolvidos precisam recuperar suas economias. O petróleo, em alta, é um grande produtor de inflação nos países que guardem dependência do chamado “ouro negro”.

A resposta ao movimento de queda veio no mesmo instante. A Agência Internacional de Energia e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo anunciaram novas estimativas para a demanda de petróleo no próximo ano.
A AIE prevê agora um consumo maior para 2011, dada a maior demanda dos Estados Unidos e da China. A expectativa é que a demanda mundial de petróleo chegue a 88,8 milhões de barris por dia no próximo ano, ou seja, 260 mil barris a mais do que a previsão anterior. Resta saber por que países com crescimento menor fariam maior demanda de petróleo.
A Opep prevê um aumento de demanda menor que a AIE. Por isso seus membros decidiram que, em princípio, não aumentarão a produção de petróleo no ano de 2011.
A produção deverá ser mantida para garantir esses preços tão altos. Isso só faz sentido se a demanda for menor. Então, por que a AIE vê crescimento no consumo futuro?

Administração Inter-cultural

Gerir em outros países requer inserção
na cultura local
O inimaginável acontece nas relações de trabalho, quando culturas diferentes se aproximam. A 8ª Vara do Trabalho de Campinas proferiu liminar contra a coreana Samsung, impedindo-a de praticar assédio moral contra seus funcionários.
Foram constatados pelo Ministério Público do Trabalho abusos praticados pela chefia na unidade de Campinas.
As chefias da fábrica coreana “tratavam os empregados de forma humilhante e vexatória, por meio de conduta desrespeitosa e agressiva.”
Foi constada a ocorrência de problemas de saúde, depressão, estresse e síndrome do pânico, tudo em decorrência de humilhações impostas pelos superiores.Campinas dista 90 km da Capital.
"Os procuradores fizeram diligência na empresa e tomaram depoimentos no local. Na oportunidade, o MPT constatou a forte pressão exercida sobre os trabalhadores para o alcance das metas de produção, com a afixação de placas e painéis por toda a fábrica".


Com a liminar, a Justiça do Trabalho determina que a Samsung deixe de utilizar meios de punição. Se descumprir as determinações, a empresa pagará multa de R$ 10 mil por trabalhador que for vítima de assédio.
No mérito, a Promotoria pede o comprometimento da Samsung em estimular o respeito mútuo entre superiores e subordinados, no sentido de promover ações internas que coíbam o assédio moral, além da condenação por danos morais coletivos no valor de R$ 20 milhões.
Inimaginável, sem dúvida. O comportamento do gerente coreano tem origem na sua cultura de fazer negócios. Em seu país de origem as práticas podem não causar estranheza. Em outros locais, são repudiadas com firmeza. A par do horror que nos causa, fica a questão: o supervisor brasileiro teria sucesso se fosse gerir a produção da Samsung, na Coréia? Espero por comentários.
Conheça as propostas do presidente da Samsung sobre qualidade de vida em seu discurso de posse, no endereço:
http://www.mktmais.com/2010/01/samsung-infotenimento-qualidade-de-vida.html

FEA/USP antes do Natal

De 13 a 20 de dezembro de 2010
13.12 Segunda
SEMINÁRIOS DE HISTÓRIA ECONÔMICA “HERMES & CLIO”
Mercado Pontual: atuação estatal na formação da feira de gado de Três Corações (1900-1920)
Das 14h às 16h30, sala 19, FEA-2
Palestrante: Prof. Dr. Alexandre Macchione Saes
Responsável: Prof. Dr. José Flávio Motta
Realização: HERMES & CLIO – Grupo de Estudos e Pesquisa em História Econômica
Inf.: 3091-5802 - www.usp.br/econ
14.12 Terça
Eventos fechados para discussão de assuntos pedagógicos e administrativos
15.12 Quarta
V JORNADA ATUARIAL FEAUSP
Dias 15 e 17 de dezembro, das 8h às 14h, sala da Congregação, FEA-1
Palestrantes: Ricardo Pena Pinheiro (PREVIC), Pedro Bulcão (Sinaf Seguros)
Responsável: Prof. Dr. Luis Eduardo Afonso
Realização: EAC
Inf.: 2184-2034, com Belinda - http://www.eac.fea.usp.br/eac/jornada
LXXXVII DISCUSSÕES METODOLÓGICAS
Fórum para apresentação e discussão das “primeiras ideias”, anteprojetos, projetos e pesquisas em andamento para elaboração de teses, dissertações e artigos
Das 14h às 17h, FEA-3 (indicação da sala no dia do evento)
Responsável: Prof. Dr. Gilberto de Andrade Martins
Realização: EAC-FEA/USP
Participe, não há necessidade de Inscrição prévia
Inscreva seu projeto pelo site: http://www.eac.fea.usp.br/eac/observatorio/
Outras informações pelo e-mail: martins@usp.br

16.12 Quinta
ENTREGA DAS MENÇÕES HONROSAS AOS MELHORES TRABALHOS DO 18º SIICUSP
Evento fechado
Das 10h às 13h, Auditório, FEA-5
Responsável: Profª. Drª. Maria Inês Rocha Miritello Santoro
Realização: Pró-Reitoria de Pesquisa USP
Inf.: 3091-2035, com Cristina  pibic@usp.br
Defesas de Teses
Economia
DANIEL DE SOUZA COELHO
Doutorado
“Ensaios sobre desenvolvimento econômico: uma abordagem neo-schumpeteriana aplicada à economia brasileira”
Dia 13 de dezembro, às 8h30, sala 215, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Hélio Nogueira da Cruz
Comissão: Profs. Drs. Milton de Abreu Campanário, Carlos Antonio Luque, Sérgio Kannebley Júnior e Mário Sérgio Salerno
FERNANDO AUGUSTO DA CRUZ PAIÃO UMEZÚ
Doutorado
“Ensaios sobre mercado de reservas e política monetária”
Dia 13 de dezembro, às 10h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Márcio Issao Nakane
Comissão: Profs. Drs. Fabiana Fontes Rocha , Rodrigo de Losso da Silveira Bueno, Sérgio Mikio Koyama e Adriana Soares Sales
ALEXSANDROS CAVGIAS MARTINS FRAGA
Mestrado
“Efeitos da política municipal de segurança pública sobre a criminalidade no Brasil”
Dia 13 de dezembro, às 14h, sala 215, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Ricardo de Abreu Madeira
Comissão: Profs. Drs. Marcos de Almeida Rangel e Luiz Guilherme Dácar da Silva Scorzafave
Administração
WILIAN GATTI JUNIOR
Mestrado
"A construção do conhecimento no processo de inovação: o desenvolvimento da tecnologia flex fuel nos sistemistas brasileiros"
Dia 13 de dezembro, às 9h, CIEP, Biblioteca
Orientador: Prof. Dr. Abraham Sin Oih Yu
Comissão: Profs. Drs. Paulo Tromboni de Souza Nascimento e Sérgio Luis da Silva
CHARLES JOHN SZULCSEWSKI
Doutorado
"A gestão da venda no processo de comunicação integrada de marketing e sua implicação no posicionamento da empresa no canal de distribuição"
Dia 13 de dezembro, às 14h, sala Ruy Leme, FEA-1
Orientador: Prof. Dr. Geraldo Luciano Toledo
Comissão: Profs. Drs. Edson Crescitelli, Andres Rodriguez Veloso, Jorge Américo Silva Machado e Sérgio Luiz do Amaral Moretti
ANA CAROLINE FERNANDES NONATO
Mestrado
“O relacionamento entre fornecedor e varejo no gerenciamento por categorias: um estudo de caso”
Dia 14 de dezembro, às 14h, sala 215, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Fauze Najib Mattar
Comissão: Profs. Drs. Nuno Manoel Martins Dias Fouto e Silvio Abrahão Laban Neto
EDILEUSA GODOI DE SOUSA
Doutorado
“O processo sucessório em associações produtivas no Brasil: estrutura, desafios e oportunidades”
Dia 15 de dezembro, às 13h, sala 217, FEA-5
Orientadora: Profª. Drª. Rosa Maria Fischer
Comissão: Profs. Drs. Graziella Maria Comini, Joel Souza Dutra, Armindo dos Santos de Sousa Teodósio e Valdir Machado Valadão Júnior
MARCOS ANTONIO GASPAR
Doutorado
“Gestão do conhecimento em empresas atuantes na indústria de software no Brasil: um estudo das práticas e suas influências na eficácia empresarial”
Dia 16 de dezembro, às 9h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Silvio Aparecido dos Santos
Comissão: Profs. Drs. Moacir de Miranda Oliveira Júnior, Denis Donaire, Marcio Shoiti Kuniyoshi e José Osvaldo De Sordi
LUIZ FELIPE QUEL
Doutorado
“Gestão da qualidade de vida nas organizações: o pilar humano da sustentabilidade em instituições de ensino superior da rede privada”
Dia 16 de dezembro, às 14h, sala 215, FEA-5
Orientadora: Profª. Drª. Ana Cristina Limongi França
Comissão: Profs. Drs. Graziella Maria Comini, Tania Casado, Henrique Maia Veloso e Silvio Roberto Stefano
JOSÉ CLÁUDIO SECURATO
Doutorado
“O impacto da existência de diretoria jurídica no desempenho das companhias listadas na bolsa de valores de São Paulo”
Dia 17 de dezembro, às 9h30, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Claudio Felisoni de Angelo
Comissão: Profs. Drs. José Roberto Ferreira Savoia, Nuno Manoel Martins Dias Fouto, Edson Ferreira de Oliveira e Ricardo Humberto Rocha da Silva
Contabilidade
REINALDO RODRIGUES CAMACHO
Doutorado
“Fatores condicionantes da gestão de custos interorganizacionais na cadeia de valor de hospitais privados no Brasil: uma abordagem à luz da Teoria da Contingência”
Dia 13 de dezembro, às 14h, sala 207, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Welington Rocha
Comissão: Profs. Drs. Wladimir Guimarães Correa Taborda, Sérgio Rodrigues Bio, Célio Mauro Placer Rodrigues de Almeida e João Mauricio Gama Boaventura
MÁRCIA REIS MACHADO
Doutorado
“As informações sociais e ambientais evidenciadas nos relatórios anuais das empresas: a percepção dos usuários”
Dia 14 de dezembro, às 8h30, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Ariovaldo dos Santos
Comissão: Profs. Drs. Luís Eduardo Afonso, Fernando Antonio Slaibe Postali, Maisa de Souza Ribeiro e Márcia Martins Mendes De Luca
Informe-se
O BALANÇO DA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA DO GOVERNO LULA E PERSPECTIVAS
Dia 13 de dezembro, das 11h às 14h, na Fecomercio (Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista)
Convidado: Chanceler Celso Amorim
Responsável: Gabriel Siracusa
Realização: RI júnior USP
Inf.: 3078-7592
Confirmar presença por e-mail: ri@cardseventos.com.br

INSCRIÇÕES DE TRABALHOS PARA A IV CONFERÊNCIA REGIONAL SOBRE MUDANÇAS GLOBAIS: O PLANO BRASILEIRO PARA UM FUTURO SUSTENTÁVEL
Até 20 de dezembro
Conferência: De 4 a 7 de abril de 2011, Memorial da América Latina
Responsável: Prof. Dr. Pedro Leite da Silva Dias
Realização: IEA, Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Planet Earth
Inf.: no site ineshita@usp.br  -  http://www.mudancasglobais.com.br/
CALL FOR PAPERS - 7th ILERA Regional Congress of the Americas
5th Brazilian Conference of Labor and Employment Relations
Work in the Americas: Challenges and Opportunities
Até 15 de fevereiro de 2011
Congresso: Dias 22 e 25 de agosto de 2011, na FECOMERCIO
Responsável: Profª. Drª. Luciana Yeung
Realização: IBRET e ILERA
Inf.: http://www.irca2011.com.br/
faleconosco@irca2011.com.br
XIV CONGRESO ALTEC 2011 EN LIMA - PERU - FECHAS CLAVES
Envio de resumos: até 15/02
Envio de trabalhos: até 30/05
Realização: Asociación Latinoiberoamericana de Gestión Tecnológica - ALTEC
Inf.: no site info@asociacionaltec.org - http://www.asociacionaltec.org/
PRÊMIO ITAÚ DE FINANÇAS SUSTENTÁVEIS
O aluno Giuliano Alves Cirelli, venceu na categoria "Trabalhos Acadêmicos", com o trabalho oriundo de seu TCC: "Análise da percepção sobre sustentabilidade por parte de stakeholders de uma uma instituição financeira: um estudo de caso."
As orientandas da Prof. Graziella Maria Comini receberam certificados como finalistas.
Parabéns à FEA por contribuir com a disseminação de conceitos de sustentabilidade na comunidade.
Acesse o video do evento http://vimeo.com/17623433

sábado, 11 de dezembro de 2010

A semana aqui dentro: notícias e fatos

Notícias e fatos podem sofrer
descolamentos eventuais
No Brasil, as notícias da semana também se dividem. Em boas e ótimas. Ruim mesmo só a bolsa.
Duro saber quais são as boas e quais são as ótimas. Na verdade, a dificuldade está em saber o é fato e o que é notícia. Não importa. Veja a semana seus fatos e suas notícias no Brasil:
1)- O indicador de risco-País encerrou a semana subindo um ponto-base. O risco, nesse instante está em 167 pontos. A alta é muito pequena e decorre do receio criado pela desaceleração chinesa. A repercussão dessa notícia no indicador do risco-Brasil fêz com que o Global 40 apresentasse uma leve baixa de 0,11%, fechando a semana a 135,60 centavos de dólar.
2)- Ministro Mantega calçou as chuteiras e entrou em campo para decidir o jogo. Anuncia que vem aí um “saco de bondades”: incentivo ao financiamento de longo prazo para o setor privado, a custos mais baixos. A intenção é a de viabilizar a ampliação dos investimentos, mexendo também na tributação a que as empresas estão sujeitas. É Natal. O ministro olhou pro céu, viu o cometa e decidiu andar na direção que ele apontava. Vai dizer que a tributação vai cair? Só pode ser o Natal.
3)- Já aproximando-se da manjedoura, o ministro emendou. Vai cumprir a meta de superávit primário para este ano. Como? É Natal, o Senhor chegou.
4)- Aí surtou de vez: “e neste ano, nós vamos cumprir a meta e cheia, ou seja, sem abater o PAC que poderíamos abater, que a lei nos permite, mas nós não vamos abater". Taí ministro, gostei!
Exercitando o hábito sadio de voltar à realidade, encontramos os fatos:
5)- Quem não vai bem é a bolsa brasileira. Derrapa muito e volta para casa dos 68 mil pontos. Bastou constatar algum avanço, por medíocre que seja, nas economias desenvolvidas, e o Ibovespa cede. Já se fala em descolamento outra vez. Lá o mercado sobe e aqui o mercado cai.
6)- Tirante a falta de imaginação dessa idéia de descolamento, é bom pensar que os ativos brasileiros andaram inchados na fase de expansão da economia. Agora, o momento já é outro. Os preços necessariamente acompanharão a redução do ritmo da economia. Ficarão mais baratos, e caminharão na direção de seus valores reais. Mais um pouco e será o momento para entrar.
7)- O mercado de capitais vai responder ao enxugamento monetário. O primeiro trimestre do próximo ano vai ser de ajustes. Devem crescer a inadimplência e a insolvência. Empregos vão ficar mais difíceis. Renda não deve crescer significativamente. Consumo vai “esfriar”, desprovido do suporte do crédito abundante. A inflação também "esfria". Isso é que é ministro.
8)- Insisto na idéia de que haverá espaço para baixar a Selic. Os encargos sobre a dívida pública virão para baixo. Nada mau, porque isso nos aproximará do superávit nominal e aí o real que já é uma moeda líquida,estável e forte, vai alcançar a conversibilidade plena.
Ministro, "tô contigo e não abro."

Semana e seus fatos, lá fora

A semana teve notícias boas e notícias
ruins no cenário internacional
Vamos começar pelas boas:
1)- A redução do déficit comercial dos Estados Unidos surpreendeu a todos. Em setembro, era de US$ 44,6 bilhões e caiu, em outubro para US$ 38,7 bilhões.
2)- As bolsas norte-americanas já estão ficando animadas com as notícias boas. Todas fecharam em alta. A Nasdaq subiu 0,80%, alcançando 2.638 pontos. O S&P 500 valorizou-se 0,60%, atingindo 1.240 pontos. O Dow Jones registrou crescimento de 0,35%, encerando a sexta-feira em 11.410 pontos.
3)- O índice de confiança da Universidade de Michigan mostra um consumidor reagindo mais fortemente que o esperado pelos especialistas. O Michigan Sentiment alcançou os 74,2 pontos, enquanto o esperado era 72,5 pontos. O que se espera é que o norte-americano, mais confiante, volte ao consumo, impulsionando a demanda, a produção, o emprego e a renda. Não é pouco!
4)- Os preços dos Treasuries caíram. Isso pode ser a causa primeira da alta das bolsas. Parece que o investidor resolveu sair da “toca” onde havia se refugiado e voltou para o mercado de ações. Talvez se possa interpretar que esse moimento seja o melhor indicador da confiança americana na recuperação de seu país.
5)- Anunciada a queda dos pedidos de auxílio desemprego nos Estados Unidos. Até que enfim.
Ao ver tantas notícias boas, é de se imaginar que a política monetária americana tenha realmente produzido bons resultados para o país.
Agora vamos às notícias ruins:
1)- O orçamento dos Estados Unidos apresentou déficit de US$ 150,394 bilhões, no mês de novembro. As projeções estavam um pouco abaixo dos US$ 135 bilhões. Em outubro o déficit havia alcançado US$ 140,4 bilhões. Doído, não? É o lado negativo da expansão monetária. O estado é quem paga a conta.
2)- O Governo da China anunciou, nessa sexta-feira, o terceiro aumento no depósito compulsório, em um mês. Há uma nítida determinação de combater a inflação, reduzindo o volume de crédito disponível ao consumo. Certamente o crescimento chinês será afetado, suas importações e a expansão das vagas de trabalho também. Ruim para o Brasil que tem na China seu maior importador. Muito ruim para toda a Ásia.
3)- As bolsas asiáticas são as primeiras vítimas das decisões do governo de Pequim.
E o Brasil? Vamos discutir a semana por aqui, na próxima postagem.

Emprego, depois do Natal

Previsões para o nível de emprego refletem medidas de contenção do ritmo da economia

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

P&G Americana desafia TV Aberta

P&G Americana migra estratégia
para as Redes Sociais.
Aprendi a admirar a P&G quando trabalhei no final da década de 80 na sua maior rival: UNILEVER. Minha primeira impressão é que os diretores da UNILEVER exageravam a importância e a força da P&G.
Estava enganado. A P&G inventou o conceito de Gerente de Produto na década de 30!
Agoro vejo a notícia na MASHABLE – BUSINESS que a P&G muda sua estratégia (em 77 anos) como um importante patrocinador e produtor de novelas - gênero que a empresa ajudou a criar - em favor de produzir mais campanhas usando a mídia social.
Decidiram isso após realizar estudos que indicam que é “mais eficiente” trabalhar campanhas nas Mídias Sociais do que investir em patrocínio de novelas. (ex: campanha e promoção do SPICE no YOUTUBE)
A mídia digital tornou-se " integrada com a forma como atuamos, tornou-se parte da nossa maneira de fazer marketing", disse o chefe de marketing Marc Pritchard à Associated Press. "É das mais antigas formas de marketing – a propaganda boca a boca. – junto a mais nova tecnologia"
A empresa é um anunciante importante, pois gasta quase US $ 9 bilhões por ano para fazer propaganda de seus produtos. A empresa estudou, durante todo o ano 2010, estratégias de mídia social em plataformas como o Twitter, Facebook e YouTube.
Parece que perceberam o óbvio: está cada vez mais difícil gerar impacto no consumidor usando plataformas tradicionais.
Todos aqueles que estudam eficácia das mídias, começam a perceber o mesmo: a dispersão da audiência durante os intervalos comerciais. Os efeitos Zapping, Surfing e Afastamento impedem a retenção da atenção do consumidor. Ou seja, a perda da eficiência da TV aberta faz crescer a importância da Web.
Este assunto é TABU no Brasil. Poucos têm vontade em debater o assunto, uma vez que os interesses de agências e veículos podem ser contrariados.
Utilizamos velhas métricas como GRP e TARP para decidir investimento. É puro AUTOENGANO. E muita preguiça de executivo de Anunciante, pois na dúvida é melhor fazer o tradicional PLANO DE MÍDIA dos anos 80-90.
Os ventos da eficiência econômica e sua racionalidade aos poucos vão chegando ao mercado. Que o diga a P&G AMERICANA.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?