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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Altos e baixos

Termômetro mostra que o ano
vai ser mesmo volátil
Notícias boas chegam por todos os lados, mas não conseguem espantar a volatilidade das bolsas no mundo enquanto as maiores economias não reduzam seus riscos. É no contágio que “mora o perigo”. Muitos dos sistemas financeiros nacionais ainda estão muito vulneráveis e dependeriam de socorros de seus respectivos governos. Mas, muito desses governos também estão financeiramente nocauteados. Daí porque o investidor não acreditar que "o roto salvaria o rasgado" e, apoiados em suas teorias sobre efeitos dominó, comportam-se de maneira descomprometida com o longo prazo. O resultado óbvio é a volatilidade.
O Ibovespa estava ontem em seu terceiro dia sucessivo de queda, aos 61.127 pontos, mas com um volume financeiro de R$7,38 bilhões. Volume muito forte para quem estivesse fugindo da bolsa.
Isso quer dizer que muitos investidores começaram a forma suas carteiras para em futuro próximo realizar novos lucros. Esse é o jogo!
Para quem quiser investir em prazo mais longo, melhor selecionar carteiras com papéis mais estáveis, ainda com bons preços e com uma política de distribuição de dividendos mais generosas. Aí é só esperar. Por quanto tempo? Só Deus sabe.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Nada funcionou

Foram muitos anos de destruição
Resta assumir os fatos. Foram muitos anos de defasagem cambial que desestimularam investimentos. As empresas industriais, submetidas a um regime de moeda forte, foram sucateadas ao longo de anos. As máquinas e equipamentos envelheceram, os sistemas se defasaram, seus trabalhadores de melhor nível foram buscar outras ocupações e seus melhores executivos migraram para outros setores.
Por mais que os alertas fossem feitos, a apreciação do real exerceu sempre uma atração irresistível sobre nossas autoridades econômicas, desde o início do governo Lula. A inflação estava contida por essa artimanha cambial, de péssima qualidade.
Estamos vendo os resultados na produção industrial do mês de novembro de 2012: -0,6% em relação ao mês anterior, que, de fato, após a revisão ficou em território positivo, em míseros 0,1% de crescimento.
O mau desempenho industrial, segundo as leituras feitas, deve-se ao setor de produção de veículos, talvez o mais beneficiado pelos incentivos governamentais.
Mesmo isso, contudo, não pode esconder que o resultado negativo foi generalizado no setor industrial, fazendo crer que o problema tem dimensões estruturais profundas e de difícil correção. Mais do que isso, não há razões para dar sustentação às perspectivas de recuperação industrial no curto ou médio prazo.
As questões do câmbio foram suportadas pelos agentes econômicos enquanto a degradação de nossa infraestrutura e a carga tributária não alçavam seus limites de máximo, estrangulando qualquer sonho de manutenção de preços competitivos no mercado internacional.
O Ministério da Fazenda precisa abandonar as práticas de improvisar bondades e distribuí-las de forma ocasional. Será preciso articular um conjunto de medidas que caracterize uma nova política industrial, imputando direção às políticas tecnológicas e de educação.
Como estamos constatando, o crescimento pelo lado do consumo não é mais uma vertente promissora. O tempo das demagogias sociais e assistenciais se exauriu. Agora temos que investir, produzir e poupar.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Europa

A taxa de desemprego na Europa
Nessa semana o mundo conhecerá a taxa de desemprego na Zona do Euro. A queda economia da região tem conseguido reduzir lentamente o desemprego. A bem da verdade, o desemprego se apresenta, há mais de um ano, em queda consistente na Europa. Entretanto, a taxa é sempre uma média de toda a região e, alguns países, sobretudo os periféricos, exibem suas taxas ainda muito altas e sem perspectivas de reduções no curto prazo.
Mas, ao mundo, parece importar apenas a taxa média da região e se ela vier em os mercados financeiros comemorarão.

Justificar o injustificável

Inflação e crescimento em direção opostas
Acontece que o país deixou a inflação subir para alcançar uma taxa de crescimento da riqueza pelo menos acima do crescimento populacional. A inflação de 2012 efetivamente deve, nessa semana, apresentar sua real e definitiva magnitude. Quanto? Bom seria preciso acertar o IPCA de dezembro que, nas expectativas do mercado, estará alcançando os 0,68%. Nesse caso, a inflação, no ano que passou, será e 5,7%.
Distante do centro da meta, mas abaixo do limite superior de 6,5%. Não mereceria reparo, se o PIB tivesse minimamente alcançado uns 2,5%. Não foi o que aconteceu.
Intervencionismo, autoritarismo, voluntarismo revalizaram governo e agentes econômicos. O apego à ideologia arcaica comprometeu a eficiência administrativa e a modernização das políticas públicas. Conservou o estado aparelhado e trouxe a incompetência e a corrupção aos órgãos que regulam e fiscalizam o mundo econômico. O pragmatismo foi substituído pelos discursos demorados e confusos. Sempre permeados por boas intenções e a exibir a ética inexequível.
Um comando central contraditório e inconsistente que conseguiu jogar o crescimento para baixo e a inflação para cima. Agora, "toca" justificar o injustificável.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A hora é dos grandes especuladores

As expectativas sobre a bolsa no Brasil
O Ibovespa deve subir em degraus, mas com bons escorregões durante o ano. Não faltarão motivos para sustentar períodos de altas entusiasmantes. E de baixas assustadoras. Portanto, as dúvidas e incertezas sobre as oportunidades de compras e vendas vão povoar a cabeça do investidor e as colunas especializadas dos jornais.
Há sim espaços para novas altas, não só porque os preços continuam atraentes, mas pelo melhor desempenho da economia mundial e, particularmente, da economia nacional.
Alguns setores não devem desapontar os que se dedicaram à ingrata atividade de fazer previsões, no final do ano passado: construção cível, agronegócios, varejo, infraestrutura, farmacêuticos, alimentos são apenas alguns dos mais óbvios exemplos de bons desempenhos empresariais esperados.
Os primeiros meses do ano podem marcar uma volta dos capitais internacionais a esse mercado, desde que o governo reduza seus criativos movimentos intervencionistas na ordem econômica nacional e definitivamente expurgue a corrupção das instituições que regulamentam e fiscalizam setores e empresas.
É bom não se deixar empolgar com as primeiras altas. Dentro do lento quadro de recuperação mundial, não admita hipótese superior a 70.000 pontos para bolsa esse ano, embora ela possa até ultrapassar esse limite, com certa facilidade. Lembre-se que ela também pode voltar abaixo dos 60.000 pontos.
A hora é dos grandes especuladores. Mas, o homem comum pode se beneficiar dela, se sua ambição estiver sob controle.

Prepare o seu coração

Bastou o encaminhamento dos problemas norte-americanos

As expectativas começam a ser revertidas no ambiente internacional. Os capitais vão se mexer fortemente nos próximos dias, mesmo com um acordo pouco promissor para o governo dos Estados Unidos. As commodities devem baratear, provocando um efeito positivo nos custos industriais. Os preços das matérias primas agrícolas não devem oscilar significativamente,em função da demanda internacional que continua firme. Reparem o que já começou acontecer. As bolsa devem ser beneficiada, ms continuará ainda muito volátil. No mundo econômico atual, há fortes razões para isso na Europa, nos Estados Unidos e no Oriente Médio.

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sábado, 29 de dezembro de 2012

Pondo fogo na fervura

É arrependimento ou política de crescimento?
No Brasil, o Banco Central jogou mais lenha na fogueira do imbróglio bancário.
O Bacen deu conta por meio de circular que permitirá instituições financeiras com patrimônio de referência mínimo de R$ 6 bilhões deduzir 20% de seus compulsórios sobre depósitos à vista, com empréstimos realizados a alguns setores da economia.
A tentativa é de destravar o crédito no início do ano. Entretanto, as barreiras maiores a serem suplantadas estariam relacionados, no caso dos bancos, ao alto nível de inadimplência desses setores e, no caso das empresas, à inutilidade de tomar dinheiro quando ele não crê em expansão. As empresas apenas tomariam esses recursos para atender às necessidades de capital de giro ou para reeestruturar sua dívidas. Nunca para expandir sua produção. Afinal, sem mercado, para que ampliar a capacidade produtiva?
Suspeito que o governo deseje se reconciliar com o sistema financeiro.

Como a confiança se perdeu

Foi um apelo, mais que um pedido
Era Natal. Previsivelmente a Presidente da República teria mesmo que trazer ao país sua mensagem de otimismo, para o próximo ano. Convocou os investidores a manter sua confiança no Brasil e, como razão para isso, assegurou: “este é um governo que confia no seu povo, no seu empresariado, que respeita contratos, que se empenha em novas parcerias entre os setores público e privado”. Soou falso.
Mas, a presidente não se deu por achado. E continuou, dizendo que 2013 será “o ano de ampliarmos ainda mais o diálogo com todos os setores da sociedade, acelerar obras, de melhorar a qualidade dos serviços públicos e continuar a defender o emprego e o salário dos brasileiros.
O discurso pareceu uma nova edição, revisada e ampliada, dos discursos dos anos anteriores. Dessa vez, provocando efeitos bem mais modestos, para não dizer das rejeições que produziu.
O governo sequer realizou investimentos que dessem cumprimento ao orçamento de 2012. Esteve muito aquém de suas metas e promessas nessa área. Os processos de concessões estão excessivamente atrasados e lentos.
O estado encontra-se também excessivamente inchado, aparelhado e muito desprovido das competências técnicas requeridas para o exercício do planejamento público, da regulação e da fiscalização da economia nacional. A máquina pública é muitas vezes maior do que a recomendada (são 39 ministérios, com seus respectivos órgãos, autarquias e empresas estatais) e exerce suas atividades com eficiência extremamente reduzida, permeadas invariavelmente por antigos vícios e de práticas novas, descuidadas do interesse público e dirigidas os ilegítimos interesses pessoais.
Contratos foram sim rompidos e as regras foram mudadas de forma abrupta, unilateral, não dialogada. O intervencionismo cresceu de maneira desmedida e há um reconhecimento geral de que o governo gostaria de chamar a si um maior número de atividades. A propriedade, pública ou privada, tem sido defendida apenas modestamente.
Afinal, trata-se uma coalizão claramente estatizante, com cunho socialista e que, por essa razão, gera a repulsa dos investidores nacionais e internacionais. O resto é discurso.
Essas intromissões na ordem institucional arrefeceram os investimentos, mais pela forma com que foram feitas e menos por seus conteúdos.
Altos impostos, mercado de trabalho apertado, salários em altas exuberantes, infraestrutura abandonada, educação e saúde esquecidas no fundo do poço. Tudo pressionndo custos dos que produzem. Reformas institucionais - tributária, administrativa, previdenciária, judiciária, etc – não contam nem com a determinação, nem como o vigoroso empenho pessoal da presidente. Ao contrário, nesses temas a presidente se despe de seu costumeiro autoritarismo, se cala e torna-se donzela branda e doce com os problemas . Essa omissão descabida contrasta, ao contrário, de seu comportamento quando se trata do empresário e do empreendedor.
Nesses dois últimos anos, tivemos de tudo na economia nacional e no ambiente institucional do país. Mudou-se a maneira de se fazer negócios por aqui. A cultura dos negócios é outra e os investidores foram embora.
As palavras foram lançadas, neste Natal, ao vento.

Recessão afastada temporariamente

Salvos pelo consumo das famílias
Na Europa, não é que a França fez bonito. Seu PIB do terceiro trimestre foi revisado para 0,1% de expansão.
De fato, não se pode esquecer que a previsão inicial indicava um crescimento de 0,2%. Mas o PIB em território positivo afastou o fantasma de uma recessão imediata.
Quem de fato salvou essa lavoura foi a recuperação do consumo das famílias que permitiu o crescimento e evitou que a recessão tecnicamente se implantasse em terras francesas.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Todos erraram feio

As previsões falharam no caso
da BM&FBovespa
Os sonhos de alto desempenho para bolsa, no ano de 2012, acabaram-se nesse último pregão. O Ibovespa subiu 0,28%, fechando aos 60.585 pontos. Francamente, não foi um resultado ruim para uma ano tão cheio de problemas. As previsões é que foram muito ambiciosas.
Tudo conspirou contra. Desde o início do ano, com a ausência dos capitais estrangeiros, crise nos Estados Unidos, na Europa, queda do crescimento chinês e o intervencionismo estabanado do governo brasileiro na economia brasileira.
Nem mesmo o campeonato mundial ganho pelo Coringão trouxe ânimo aos investidores que se mostram muito preocupados, desde o início do mês, com “fiscal Cliff”, o abismo fiscal dos Estados Unidos.
Na contramão de tanto pessimismo, o PMI da região de Chicago, mostrou a atividade industrial em alta, atingindo os 51,6 pontos, melhor nível desde agosto. Além disso, o indicador de vendas dos imóveis pendentes (casas existentes) veio em alta de 1,7%, no mês de novembro, acima das previsões dos especialistas da área imobiliária.
Convém lembrar, por final, que a bolsa poderia ter apresentado um desempenho melhor, não fosse o fato de o prazo para os políticos chegarem a um acordo sobre o abismo fiscal norte-americano encerrar-se em 31 desse mês.
Caso o acordo não seja alcançado, o país terá que implementar um conjunto de medidas, de natureza recessiva, que ampliará fortemente os imposto para o cidadão norte-americano e levará a um corte desmedido do dispêndio público. A consequência esperada é uma recessão sem precedentes da economia do país.

O Natal, no mundo virtual.(1)

O mundo virtual conspira para a
concentração econômica? (1)
Ética, sustentabilidade, compliance são os melhores exemplos das multinacionais de TI. Por estarem no campo de inovação e respeitarem todos os princípios da boa governança deram o exemplo nesse Natal. Vejam as barbaridades:
1)  Nem a Justiça norte-americana aceitou o acordo proposto pela IBM para a SEC em processo por suborno.

Foi lindo. Juiz federal rejeitou o acordo entre a Securities and Exchange Commission (SEC) e a IBM. O regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos arquivaria as acusações contra a IBM por haver subornado oficiais do governo chinês e sul-coreano em troca de facilidades na assinatura de contratos públicos de venda de computadores, violando a Lei de Práticas de Corrupção no Exterior.
O acordo prevêmulta no valor de US$ 10 milhões para encerrar o processo civil movido contra a IBM.
2)  Apple apresentou recurso a Justiça dos Estados Unidos que se nega a proceder julgamento ao pedido de proibição das vendas dos produtos da Sansung no país. O pedido está fundamentado nos termos da sentença da corte de São Jose, na Califórnia, que condenou 26 produtos da Sansung por quebra de patentes e multou a empresa coreana em mais de US$ 1 bilhão.
3)   A Nokia e a Research in Motion -RIM - fabricante do Blackberry, conseguiram alcançar acordo no processo de patentes aberto pela empresa finlandesa. A fabricante acusava sua concorrente de quebrar suas patentes de tecnologia Wi-Fi. As ações judiciais corriam no Reino Unido, Canadá e nos Estados Unidos, após um órgão regulador sueco indicar a possibilidade de bloquear as vendas do Blackberry devido ao abuso praticado no campo da propriedade intelectual.
No mundo virtual, cescem as práticas de cópias, piratarias, atos abusivos de preços e distribuição. A tecnologia transforma-se na nova forma de legalizar os monopólios e evitar a concorrência, enquanto os copiadores apropriam-se de inventos e idéias alheias. O espírito de Natal não alcançou o mundo virutal, até agora.

E a confiança se foi

Foi um apelo, mais que um pedido
Era Natal. Previsivelmente a Presidente da República teria mesmo que trazer ao país sua mensagem de otimismo, para o próximo ano. Convocou os investidores a manter sua confiança no Brasil e, como razão para isso, assegurou: “este é um governo que confia no seu povo, no seu empresariado, que respeita contratos, que se empenha em novas parcerias entre os setores público e privado”. Soou falso.
Mas, a presidente não se deu por achado. E continuou, dizendo que 2013 será “o ano de ampliarmos ainda mais o diálogo com todos os setores da sociedade, acelerar obras, de melhorar a qualidade dos serviços públicos e continuar a defender o emprego e o salário dos brasileiros.
O discurso pareceu uma nova edição, revisada e ampliada, dos discursos dos anos anteriores. Dessa vez, provocando efeitos bem mais modestos, para não dizer das rejeições que produziu.
O governo sequer realizou investimentos que dessem cumprimento ao orçamento de 2012. Esteve muito aquém de suas metas e promessas nessa área. Os processos de concessões estão excessivamente atrasados e lentos.
O estado encontra-se também excessivamente inchado, aparelhado e muito desprovido das competências técnicas requeridas para o exercício do planejamento público, da regulação e da fiscalização da economia nacional. A máquina pública é muitas vezes maior do que a recomendada (são 39 ministérios, com seus respectivos órgãos, autarquias e empresas estatais) e exerce suas atividades com eficiência extremamente reduzida, permeadas invariavelmente por antigos vícios e de práticas novas, descuidadas do interesse público e dirigidas os ilegítimos interesses pessoais.
Contratos foram sim rompidos e as regras foram mudadas de forma abrupta, unilateral, não dialogada. O intervencionismo cresceu de maneira desmedida e há um reconhecimento geral de que o governo gostaria de chamar a si um maior número de atividades. A propriedade, pública ou privada, tem sido defendida apenas modestamente.
Afinal, trata-se uma coalizão claramente estatizante, com cunho socialista e que, por essa razão, gera a repulsa dos investidores nacionais e internacionais. O resto é discurso.
Essas intromissões na ordem institucional arrefeceram os investimentos, mais pela forma com que foram feitas e menos por seus conteúdos.
Altos impostos, mercado de trabalho apertado, salários em altas exuberantes, infraestrutura abandonada, educação e saúde esquecidas no fundo do poço. Tudo pressionndo custos dos que produzem. Reformas institucionais - tributária, administrativa, previdenciária, judiciária, etc – não contam nem com a determinação, nem como o vigoroso empenho pessoal da presidente. Ao contrário, nesses temas a presidente se despe de seu costumeiro autoritarismo, se cala e torna-se donzela branda e doce com os problemas mais fundamentais. Essa omissão descabida contrasta com seu comportamento quando se trata do empresário ou do empreendedor.
Nesses dois últimos anos, tivemos de tudo na economia nacional e no ambiente institucional do país. Mudou-se a maneira de se fazer negócios por aqui. A cultura dos negócios é outra e, por isso, os investidores foram embora.
As palavras foram lançadas, neste Natal, ao vento.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Sem medo da inflação

Os preços podem subir junto
com o novo salário mínimo.
O valor do novo salário mínimo será de R$ 678,00, segundo informa o governo federal. A decisão parece ter sido tomada pela Presidente da República.
Não se questionou para isso, qual teria sido ao aumento da produtividade do sistema econômico nacional, no período considerado para o aumento do salário mínimo.
O valor representa um reajuste de aproximadamente 9%, tendo como base o salário mínimo vigente de R$ 622,00. Seja o que Deus quiser!
Sou muito favorável ao reajuste do mínimo, sobretudo dessas altas mais fortes. Elas têm o mérito de realmente corrigirem as desigualdades e distorções econômicas e sociais existentes na nossa economia.
Só não quero ver esses aumentos corroídos pela inflação que provocam e que anulam os ganhos reais. O novo salário mínimo será superior ao que previa Orçamento da União para o próximo ano. O Orçamento, ainda na sua fase inicial de elaboração, estava trabalhando com R$ 674,96. Já não era o bastante?
Há sempre maneiras de controlar a alta de preços e, portanto, a inflação não me preocuparia. Entretanto, com a flexibilização monetária e com a atual política cambial, sobraria apenas um esforço na área fiscal. Quem acredita nisso?
De toda forma, desejo um belíssimo Natal a todos que convivem conosco nesse blog. Esperançosos, vamos em direção a 2013, acreditando que o aumento do mínimo é um bom começo para o incremento da emergência que queremos ver em nossa estrutura social. Acreditemos também que a inflação há de ser combatida por outras políticas que facultem o aumento do poder aquisitivo da população brasileira.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Mestre em frustrar

Inflação de mais, crescimento
de menos
A produção industrial de novembro será anunciada no início de janeiro e, por isso, passaremos o Natal e a virada do ano sossegados.
Logo no primeiro dia útil, deve chegar a notícia de que o setor industrial apresentou desempenho negativo no mês de novembro.
Isso não será ignorado pelo governo federal e a explicação já está pronta: foi o setor automotivo que, mesmo beneficiado por um elenco de sucessivas medidas de estímulos, não conseguiu reagir adequadamente a tudo lhe foi concedido. Para todos que vinham ouvindo as falas oficiais, ficou a sensação de que o desempenho industrial deveria estar frequentando o território dos números positivos. Frustrante, outra vez.
Aguardem também por um IGP-M rompendo claramente com o limite superior do centro da meta. O IPC, pressionado pelas festas de final de ano, apresentará um resultados decepcionante em dezembro.
Como dissemos na postagem anterior: “crescimento de menos, inflação de mais”.

Mentiras ou enganos?

Confessando o crime
O dólar caiu 0,43%, para R$2,06, graças ao Bacen. O Ibovespa subiu 0,46%, fechando em 61.276 pontos. O volume negociado foi de R$6,5 bilhões.
O relatório trimestral de Inflação já confessa um crescimento menor e uma inflação em 2012. Vale dizer que durante todo o ano o Bacen semeou expectativas falsas e induziu decisões erradas.

A credibilidade da autoridade monetária está comprometida.
Para 2013, já se começa a falar em PIBÃO. Acho quer vai dar só PIB e não maior que 3,0%.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Acordo à vista

Evoluções no quadro político
norte-americano
As negociações entre republicanos e democratas começaram a andar.
O abismo fiscal pode ser aterrado. Republicanos sinalizaram com a aceitação do aumento de impostos, pretendido pela Casa Branca, que atingiriam o contribuinte, cuja renda anual supere US$ 1 milhão. Os mercados aplaudiram, encerrando os pregões de ontem em altas expressivas.
Em paralelo, o índice NAHB, que mede a confiança dos construtores do país subiu de 45 pontos no mês de novembro, para 47 pontos no mês em curso.
Os fatos mostram um certo otimismo e que o estado geral da economia continua melhorando.

S&P jogando para a torcida?

Sem reclamações ou gritarias
A Agência de risco Standard&Poor’s subiu classificação dos títulos do governo grego.
Eles estavam avaliados como “default seletivo” e foram elevados para
“B-”, com perspectiva estável.
A decisão baseou-se na conclusão do programa de recompra de bônus do governo e na “forte determinação” da zona do euro de preservar o país no bloco.
Dessa vez ninguém reclamou. Ninguém propôs a revisão dos critérios de atribuição de graus de risco, nem sugeriu a necessidade de supervisão dessas agências. Curioso!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Dólar, a próxima ameaça

Olhe onde pode parar a guerra cambial
As previsões envolvendo a desvalorização do real estão rondando os 10%, para 2013. O governo central, submetido às pressões inflacionárias, não desejaria mais que esse percentual.
O raciocínio oficial é que esses 10% contribuiriam para a recuperação da competitividade industrial e favoreceriam as exportações de commodities, sem produzir maiores pressões sobre os preços, ao longo de 2013.
O governo tem presente  o período de valorização da moeda nacional e recorda-se que, em julho de 2011, seu valor era de 1,54 para cada unidade da moeda norte-americana. Isso garantia que os preços apresentassem um comportamento exemplar e, simultaneamente, determinaria a destruição de parte considerável do parque industrial brasileiro. Uma atitude cinicamente liberal e omissa, ostentada por um governo formado por uma coalizão socializante, de caráter ativamente intervencionista.
Omissões e cinismos deixados à margem das considerações econômicas, o real veio se desvalorizando, obediente a um intervalo entre 1,70 e 1,90, apenas atingindo os 2,00, lá pelo meio desse ano.
Mais para o final desse ano, com a redução dos influxos de capitais, uma nova desvalorização entrou em curso, estabelecendo-se, por meio das intervenções governamentais no mercado de câmbio, um novo patamar entre 2,00 e 2,10.
Para 2013, pode haver uma entrada maior de dólares em função dos capitais internacionais que estariam fluindo para cá, nos processos de privatização anunciados no governo DILMA.
Entretanto, por si só, a entrada desses dólares não deve dar conta de dos objetivos cambiais das autoridades econômicas. Melhor será contar com a hipótese de o dólar alcançar os 2,40 ou 2,45, valor esse considerado como taxa cambial neutra.
A competitividade da indústria seria impulsionada mais fortemente, assim como os preços agrícolas, no cenário internacional, poderiam ampliar a remuneração de exportadores e de produtores rurais, em geral. A inflação nesse momento voltaria a rondar nosso sistema de preços, anulando os efeitos benéficos da desvalorização. Tudo isso pode ser muito provável, sobretudo agora, onde a China começa a retomar seu ritmo de crescimento.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Zona do Euro melhora condições institucionais

O Gigantesco esforço político para
manutenção da unificação europeia
O Banco Central Europeu supervisionará as instituições financeiras e, como consequência, com isso a tendência será a de endurecer a normatização para o funcionamento do sistema.
O melhor impacto da decisão é que agora fica mais fácil e menos arriscado emprestar aos bancos da região. A medida dará também maior fluidez ao mercado interbancário, garantindo as posições diárias cobertas, a custos menores.
A partir de agora as questões fiscais devem passar por evoluções mais rápidas. Dois temas incomodam o mundo: o tratamento que será atribuído às dívidas nacionais e à implantação de políticas fiscais, cujos orçamentos possam trazer crescimento e austeridade, simultaneamente.
Reconheço que esses temas são mais afeitos aos equilibristas que aos economistas, mas o fato é que a realidade social impõe o crescimento dos mercados de trabalhos e isso requer algum crescimento.
A solução não é óbvia. Os caminhos parecem contraditórios, mas vejam que o PMI da região, no mês de dezembro, apresentou melhora, embora ainda seja indicativo de retração.
O avanço tem, por enquanto, apenas caráter institucional. O resto virá depois.