Banner

Translate

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Europa apoia Chipre.

Alemanha aprova pacote.
China gera incertezas.
O Parlamento alemão aprovou pacote de ajuda aos credores internacionais de €10 bilhões para o Chipre. Atendeu o pleito para conceder prazos de sete anos para vencimento dos empréstimos a Portugal e Irlanda.
As notícias sobre o menor crescimento da China derrubou os preços das commodities. Os preços dos metais vieram abaixo. O ouro em especial, que já vinha em queda, teve acentuação de suas perdas. As commodities agrícolas também se ressentem da notícia.

Recuos

O estado da economia dos USA
está se agravando
Os número pedidos de auxílio desemprego voltou a subir. Dessa vez, foram mais 4.000 solicitações, na semana encerrada dia 13 de abril, totalizando 352 pedidos.
O indicador antecedente do Conference Board apresentou queda de 0,1% no mês de março. Foram apontadas pela instituição como causas para essa queda a fraca demanda e a confiança instável do consumidor. O vagaroso processo de crescimento da renda também foi apontado como uma causa concorrente.
O índice de atividade industrial do Fed Filadélfia também apresentou queda para 1,3 ponto em abril, face ao mês anterior que se apresentava com 2,0 pontos.
Em relação ao índice de indicadores antecedentes produzidos pelo Conference Board, registrou-se queda de 0,1% em março, em relação ao mês anterior. Registre-se ainda que cinco dos dez indicadores estiveram em queda.
Não há como negar que o estado da economia norte-americana está se agravando.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Crescimento pel lado da oferta

Crescer pelo lado da oferta
reduz a inflação 
O índice de preços ao consumidor CPI recuou 0,2% em março, na comparação com fevereiro. A queda foi atribuída principalmente à queda de 4,4% nos preços da gasolina e de 2,6% de energia.
Por outro lado, a produção industrial norte-americana cresceu em março 0,4% em relação ao mês anterior. De igual maneira, a construção de moradias novas também cresceu. Esse crescimento foi alto em março, atingindo os 7%, e equivalente a US$ 1,04 milhão.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O crescimento está de volta?

O cenário já aponta para a recuperação
O texto abaixo é de autoria de Roberto Padovani, Economista Chefe da Votorantim Corretora. É de se observar a serenidade das avaliações contidas no texto e tão comum no Roberto.
"Os dados de atividade econômica divulgados até o momento não mudam o cenário para a economia brasileira: a recuperação está em curso, mas em ritmo lento.
Por um lado, a frustração com os resultados de comércio e indústria de fevereiro mantém elevadas as incertezas em relação ao crescimento. Por outro lado, no entanto, ainda não há como refutar a tese de que um ambiente global com menores turbulências e elevada liquidez favorece a retomada do crédito local, impulsiona o consumo e, como resultado, os investimentos.
Além disso, os indicadores antecedentes de comércio e indústria para março já mostram um melhor desempenho, além de a produção agrícola poder reverter a queda registrada no primeiro trimestre de 2012. A produção de caminhões e bens de capital, da mesma forma, indica que os investimentos fixos podem manter a recuperação iniciada no quarto trimestre do ano passado. Por último, nossas estimativas indicam que o consumo deve continuar se recuperando, após a forte desaceleração registrada a partir de meados de 2011.
Nossos modelos indicam que o PIB deverá mostrar crescimento dessazonalizado próximo a 1,0%. Da mesma forma, o carregamento estatístico sugere um crescimento próximo a 2,0%, o que é compatível com nossa projeção de 3,5% em 2013. É uma projeção acima de consenso de mercado, que continua em queda e próximo a 3,0%. 
Este cenário traz implicações para juros e câmbio. Como a esperada recuperação econômica para este ano deve encontrar uma economia com importantes restrições de oferta, não se pode descartar um quadro em que o PIB opere próximo à capacidade. Com isso, os incentivos de política monetária devem, efetivamente, ser reduzidos. 
Além disso, a recuperação econômica, associada à alta da taxa de juros e à ampla e crescente liquidez internacional, tende a fortalecer os fluxos de capitais, apreciando a moeda brasileira."

Hoje é dia de Selic

Inflação ou crescimento?
O Comitê de Política Monetária se reúne hoje para decidir sobre uma possível alta na taxa Selic. O cenário reveza-se entre as incertezas sobre a inflação e o ritmo de recuperação do crescimento econômico. De um lado, a difusão da inflação poderia provocar a exacerbação das expectativas dos agentes econômicos nas decisões de formação de seus preços futuros. De outro, a preservação do crescimento dará fôlego ao atual nível de emprego e da renda dos trabalhadores. A inflação acumulada no período entre março de 2012 e março de 2013, medida pelo IPCA, estourou o limite superior da meta definida para inflação pelo Copom. Alcançou os 6,59%, enquanto a produção industrial e as vendas do varejo registraram queda até fevereiro. Para a decisão de hoje do comitê, deve ser levado em conta que o ambiente internacional ainda apresenta um desempenho modesto e a economia nacional vive de um crescimento muito pequeno.
É provável que o Copom apenas emita sinais para os agentes, sem mexer na taxa Selic. Mas, também é de esperar, tendo em vistas as últimas declarações da Presidente e do Ministério da Fazenda, que o Copom venha a anunciar alguma alta, mesmo que modesta, circunscrevendo suas análises a alguns setores e poucas regiões do país, minimizando os riscos de descontrole inflacionário.
A favor dessa última posição, conta-se com o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal da FGV que subiu 0,65% na segunda quadrissemana de abril, ante 0,71% na leitura anterior. E embora o grupo de alimentação tenha desacelerado, alguns itens da  produção hortifrutigranjeira ainda exercem pressões mais fortes sobre o indicador.
O Índice Geral de Preços -10, referente ao mês de abril, publicado também pela FGV, apresentou-se igualmente em alta de 0,18% em abril. Em março, o avanço havia sido de 0,22%
Assim, tudo será possível. Mas se o Copom  tiver juízo e quiser apontar para os investidores que inflação não tem mais espaço no Brasil, a alta deveria estar em torno de 0,75%. Saberemos disso logo mais.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Susto geral

Dias agitados também na economia
O atentado em Boston preocupou a todos, embora sua origem não seja conhecida. Por si só, esse fato já semeia temor nas esferas decisórias do capitalismo atual.
Não bastasse isso, chegaram notícias sobre o crescimento mais fraco na China, como se isso fosse um fato novo. Já se sabe que o pouso suave tem sido conduzido por meio de uma opção pela austeridade e, em princípio, isso não deveria surpreender ninguém. O mercado internacional das commodities reagiu de imediato. Os preços dos metais, inclusive o do ouro, vieram abaixo. Os preços das matérias primas agrícolas também acusaram o golpe e as bolsas de mercadorias caíram em todo o mundo.
O Empire Manufacturing, índice do nível da atividade econômica de NY, também apresentou recuo. Veio para 3,05 pontos em abril. A confiança dos construtores norte-americanos igualmente apresentou o terceiro recuo consecutivo.
Especificamente, no caso da Ásia, talvez pudéssemos fazer dela melhor juízo. Um olhar para as novas medidas econômicas japonesas deveria trazer maior otimismo ao mercado. Afinal, a receita adotada para a política monetária do Japão pode até ter sido um pouco exagerada, mas sua direção parece muito correta. É de se esperar por crescimentos mais fortes na região. A China, por exemplo, mostra que sua a produção industrial cresceu 8,9% em março, quando comparada com o mesmo mês do ano anterior. Portanto, é de se esperar que o PIB chinês venha a alcançar, no final de 2013, algo um pouco maior que 8,0%, contrariando a onda de pessimismo que tomou conta no mercado nesses últimos momentos.

domingo, 14 de abril de 2013

Europa

Próximos lances
Nicos Anastasiades é o nome do presidente do Chipre. Inconformado com as decisões de socorro à ilha que preside, vai enviar documento à Comissão Europeia, reivindicando uma “assistência extra”, dando como razão o “momento crítico” pelo qual o Chipre atravessa.

Quer também estender os prazos de vencimento dos empréstimos, pleiteando os mesmos prazos que foram concedidos a Portugal e Irlanda. Esses prazos estariam em torno de sete anos e poderiam trazer ao Chipre um menor sacrifício as suas questões sociais.
No Brasil, o apelo do líder cipriota estaria ao abrigo da máxima “quem não chora não mama”.

Balançando

Retrocessos nos Estados Unidos
A recuperação dos Estados Unidos sofre espasmos periódicos. Dessa vez, foram as vendas no varejo. Caíram -0,4% em março em relação ao mês anterior.
Nada que possa assustar, afinal, na comparação com o mesmo mês de 2012 há um avanço de 2,8%, mas é o suficiente para que o mercado admita uma redução do crescimento do PIB e dos gastos dos consumidores. 
Investidores, frente a essa incertezas, em Wall Street, sentiram-se estimulados a realizações de lucros obtidos nas últimas semanas.
Para apimentar um pouco mais as análises sobre a sustentabilidade da recuperação, o Departamento do Trabalho publicou o índice PPI de preços ao produtor. Houve queda de 0,6% em março. Em adição, a confiança do consumidor, medida pela Universidade de Michigan, apresentou um recuo expressivo no mês de março. Veio de 78,6 pontos para 72,3 pontos na primeira leitura de abril. Todos os indicadores apontam para uma desaceleração da economia do país, indicando que abril também possa apresentar uma atividade econômica com desempenho sofrível.

No Brasil

Expectativas sobre a Selic
Nessa semana, o Copom terá mais uma vez a palavra para falar sobre a Selic. Deve decidir por um eventual aumento na taxa Selic. A decisão politicamente pode ser desgastante. Economicamente pode ser fatal. Tudo gira em torno da inflação, do crescimento e do nível de emprego.
Só para lembrar: o indicador IBC-Br de atividade econômica mensal do Banco Central mostrou queda de -0,52% no mês de fevereiro em relação a janeiro. Esse resultado não é mau e cria a expectativa para que o crescimento do primeiro trimestre desse ano possa estar rondando os 1%, abrindo espaço para alguma alta da taxa Selic. Deus é mesmo brasileiro.
O dólar encerrou em queda nessa sexta-feira, dia 12/4. É a sétima sessão consecutiva. Uma eventual alta da Selic poderia aguçar o interesse dos capitais estrangeiros pela economia brasileira. As sétimas últimas cotações do dólar anteciparam esse possível aumento no influxo de capitais. A moeda norte-americana caiu -0,23 por cento, cotada a 1,9685 real, na venda.
No acumulado da semana, o dólar registrou queda de -0,98%. Em 2013, a moeda norte-americana já acumula perda de -3,88%, em relação ao real.
O Ibovespa fechou  a ssemana com queda de -0,79%, aos 54.962 pontos, acumulando queda de -9,83% nesse ano. O volume financeiro negociado foi de R$7,3 bilhões.
Essas tendências do mercado de capitais podem sofrer rápida reversão, se a decisão sobre a taxa Selic for por uma alta mais acentuada do juros básico de nossa economia.

sábado, 13 de abril de 2013

A semana acabou. A inflação, não.

Ministro Mantega parece preparar
o campo para a alta da Selic
Depois do anúncio do IGP-DI de março ter subido 0,31% e do IPCA do mesmo mês ter alcançado os 0,47%, acumulando 5,59 nos últimos 12 meses, o governo parece ter acordado. As declarações do presidente do Bacen subiram de tom.
De fato, o limite superior da meta para inflação foi rompido. O ministro da Fazenda saiu preparando o campo. Com todo o cuidado, pois esse campo está minado por vários artefatos de natureza política.
Argumentou sobre o contágio dos preços, tardiamente. Depois afirmou que “expectativas se resolvem com juros”. Parece que o ministro aprendeu.
Os índices de difusão cresceram mês a mês, salvo março, onde se constatou leve recuo. O minério de ferro apresentou alta de 0,47%, enquanto as commodities agrícolas deram trégua. O governo quer imaginar que a trégua seja uma tendência. Não é!
A produção industrial e as vendas do varejo sofreram recuos. Acendeu o sinal vermelho de estaglação. O IBC-BR, negativo em -0,5, de fevereiro para março, confirma o alerta. Agora a projeção do 1º trimestre foi para 0,9%, em relação a igual período do ano anterior.
 
Ficou difícil. Não há mais porque admitir inflação tão alta, se o crescimento não responde a nada. Os ganhos vindos de reajustes excessivos já estão sendo corroídos pela alta dos preços. O povo sente no bolso, a imprensa não perdoa e o Bacen promete movimentar-se.
Um bom recado para controlar as expectativas dos agentes econômicos seria elevar essa Selic para 8%, nessa próxima semana. Na próxima reunião, o Copom deveria pensar em subir o centro da meta em 0,5 ponto percentual e reduzir os limites superiores e inferiores em1 ponto.
Coragem Copom!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O comércio sentiu o golpe

Queda nas vendas do varejo
A inflação subiu muito nesses últimos tempos e, claro, acabou corroendo o poder de compra dos assalariados. Os aumentos, acima do índice de produtividade do sistema econômico, acabam nisso mesmo. Os ganhos de salários são devolvidos ao mercado pelas mãos dos aumentos generalizados dos preços. Com menor renda, o consumidor comprou menos e o varejo apresentou queda de -0,4% em relação ao mês anterior. A queda nas vendas atingiu praticamente todos os setores.
Mas, não é só a alta dos preços que reduziu o consumo. A redução na oferta de crédito e os juros reais em alta também inibiram o consumo das famílias. O comprometimento da renda das famílias para dar conta dos empréstimos assumidos, apenas com recusros livres, está chegando aos 25% e isso vale para quase 55% das unidades familiares do país. A inadimplência continua alta, embora tenha sofrido algum recuo no último mês. Os bancos privados mostram-se cada vez mais seletivo em relação às concessões de crédito e os bancos públicos já exauriram seus recursos e sua disposição para continuar emprestando. Muito possivelmente a expansão do crédito não chegue, em 2013, sequer aos 14%.
Piora ainda mias a situação, o desempenho também negativo da produção industrial. Nesse momento, chega a notícia que o IBC-Br apresentou com redução.
Definitivamente, o quadro é de estagflação e pede medidas monetárias e fiscais menos permissivas. Não se pode admitir que a busca compulsiva pelo crescimento justifique a renúncia aos aumentos do superávit primário e às práticas monetárias apenas acomodatícias.

Saia justa

Inflação versus crescimento:
o dilema atual
Foi na 1a Edição do BandNews Mercado.




quarta-feira, 10 de abril de 2013

A bolsa

O primeiro trimestre de 2013,
na bolsa brasileira
O texto é de Décio Pecequilo. Foi enviado como presente de aniversário.
Saboreie esse apanhado do mercado de capitais do amigo Décio.
O Ibovespa encerrou o primeiro trimestre de 2013 com uma perda de 7,55%, o pior valor em 18 anos, sendo superado somente pelo primeiro trimestre de 1995, quando a perda do Ibovespa foi de 31,6%.
Nesse trimestre de janeiro a março do corrente ano, a oscilação do nosso principal indicador do mercado acionário mostrou uma redução de 8.439 pontos.
O índice saiu de seu máximo de 63.312 pontos atingido em 3 de janeiro para o mínimo de 54.873 pontos em 25 de março.
É digno de nota também que o investidor estrangeiro na Bolsa teve um superávit acumulado nesse espaço de tempo de R$ 8.536 bilhões, superando os R$ 4.780 bilhões do mesmo período de 2012.
Por outro lado, esse mesmo investidor estrangeiro chegou ao final de março vendido em 154 mil contratos em Ibovespa futuro, com um volume financeiro de R$8,6 bilhões.
É bom lembrar que, normalmente, os investidores estrangeiros têm por costume manter uma posição vendida nas vizinhanças de 100 mil contratos.
Quanto as outras aplicações financeiras (em milhões) os investidores estiveram presentes nos Fundo Di com uma rentabilidade de +1,58% (até 25/3), porém com uma captação negativa de R$ 3.299,91, nos Fundos de Renda Fixa com uma rentabilidade de +1,48% ( até 25/3) e com uma captação positiva de R27.887,90, poupança com uma rentabilidade de + 0,83% com uma captação positiva de R10.581,26, cifra essa histórica quando comparada com a de 2012 que foi R$ 2.129,47, simplesmente 4,96896 vezes mais, mesmo sendo o pior rendimento em quase meio século (IPCA-15 + 2,06% e IGP-M +0,84%).(Fontes:Banco Central e Anbima, captação liquida: depósitos menos retiradas).

No campo negativo tivemos: Fundo Multimercado Multiestratégia -0,04%, Fundos Ibovespa Indexado -9,70%, Fundo Cambial -1.40% ( os três até o dia 25/3), FGTS Petrobras e FGTS Vale -13,19% e -18,14% respectivamente, ambos até o dia 22/3/13, Ouro -5,48%,Dólar -1,62% (Fontes:Bloomberg, Economática, Banco Central, FGV, IBGE, Anbima).
É fácil concluir que o primeiro trimestre de 2013 teve como denominador comum a inflação em evidência, quando comparada com as aplicações financeiras.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O clima é de descrença

Nada parece empolgar os capitais privados
O Ibovespa fechou o pregão dessa 2ª feira aos 55.092. A alta foi de apenas 0,08% e o giro financeiro alcançou R$ 6,7 bilhões. O dólar apresentou valorização de 0,10%, cotado a R$1,99.
O IPC-S subiu 0,71%, na primeira quadrissemana de abril. Com isso, a inflação mostra-se ainda resiliente.
Quanto as expectativas apontadas no Boletim Focus do Bacen, chama atenção a previsão para a Selic de 8,50%, no final desse ano,e o crescimento do PIB,  reduzido para o final do ano em 0,5%, ou seja, a previsão para o PIB é de 3,0%.
Nenhuma medida ou declaração oficial parece ter qualquer impacto. A descrença está se generalizando entre os agentes econômicos e isso prejudicará os processos licitatórios anunciados.

domingo, 7 de abril de 2013

O momento é japonês

Europa e USA balançam essa semana
O Ibovespa acumulou perda de 2,31% na semana encerrada no dia 5de abril, com um montante financeiro girado em torno de R$7,6 bilhões. Já o dólar volta a se desvalorizar. Encerrou essa mesma semana com valor inferior aos R$2,00, cotado a R$1,9880.
Na Ásia, as medidas monetárias japonesas parecem ter agradado muito os agentes econômicos e a população local. O Iene deve mesmo sofrer desvalorizações significativas e isso trará o Japão de volta à cena do comércio mundial. A Alemanha que se cuide com a nessa nova concorrência. Resta saber qual será a disposição chinesa de incentivar as compras do país vizinho.
Na China, o reposicionamento político na esfera internacional, promovido pelas declarações do novo primeiro-ministro, deixa entrever o início de um processo de liberalização econômica e de contribuição para a paz mundial.
Dos Estados Unidos e da Europa chegaram notícias desanimadoras. O Relatório de Emprego, nos Estados Unidos, referente a março, deu conta da criação de somente 88 mil novos postos de trabalho. O mercado esperava um número bem maior.
As vendas do varejo na Zona do Euro caíram mais 0,3% em fevereiro, na comparação com o mês anterior, e 1,4% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Japão quer crescer

O inimigo lá é a deflação
Inspirado no quantitave easing norte-americano, o Bank of Japan (Banco Central Japonês) lança programa de compra de títulos de longo prazo, incluindo obrigações do governo do país, com vencimento em até 40 anos, no valor total de US$ 1,4 trilhões.
Como se sabe, o Japão é a terceira economia do mundo e vive um processo recessivo e deflacionário de forma crônica, com sucessivos agravamentos de seu consumo interno. Aliás, essa é a mais clara consequência que as deflações impõem às economias, uma vez que o consumidor passa a postergar seu consumo, à busca de preços melhores, que o futuro promete a todos. A economia para.
O novo primeiro- ministro, Shinzo Abe, resolveu então copiar o modelo da política monetária do Fed e decidiu injetar na economia cerca de 7 trilhões de ienes, por mês, comprando títulos governamentais. Sua expectativa é que essa enxurrada de ienes possa desvalorizar ainda mais a moeda local, favorecendo suas exportações, produzir inflação que acelere o consumo, recuperando o nível de atividade econômica e provocar, de quebra, o aumento dos salários.
Se a receita não é original, pelo menos ajudou muito a recuperar a sofrida economia norte-americana. No médio prazo, o primeiro ministro japonês espera dobrar a base monetária do país e elevar a inflação a 2,0% ao ano. O “alívio monetário” ganhou o nome de “abenomics”, que e deve passar a integra o vocabulário jornalístico a partir de agora.
Os resultados, se positivos, darão ao Japão um novo impulso que, de resto, poderá trazer mais um foco de recuperação para a economia mundial.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

É preciso reverter

A exportação é uma vertente
de crescimento
As importações brasileiras crescem mais rapidamente que as exportações. Os preços dos produtos exportados estão em queda. Então, apenas sobra o mercado interno. Veja as notícias a esse respeito:
O Banco Central divulgou um fluxo cambial positivo de US$127 milhões entre os dias 25 e 28 de março. No ano, o fluxo apresenta déficit de US$ 2,1 bilhões.
Para aumentar o pessimismo, o Banco Central apontou queda de 1,82% no indicador IC-Br de preços de commodities em março face ao mês de fevereiro. O Bacen já havia registrado queda em fevereiro em relação a janeiro de anos de 2,97%. No desse ano, o indicador registra um recuo de 6,08.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Inflação

Nada à vista
A aceleração da economia segue pressionada.
A pressão dessa vez vem do aumento do custo da mão de obra e dos preços dos produtos importados. Também os preços de serviços continuam subindo e prejudicam o desempenho do IPC.  O limite superior da meta está garantida, mas a preocupação continua.
A produção industrial apresentou um desempenho decepcionante em fevereiro. O resultado deveu-se ao recuo da produção de veículos automotores e a manutenção do desempenho na produção por caminhões e ônibus. Em números finais, a produção industrial de fevereiro recuou 2,5% em relação a fevereiro. Os dados são do IBGE. Nos últimos doze meses o recuo é de 1,9%.
Estagflação no setor industrial?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O mundo no 1º Trimestre

Esperanças se renovaram.
Incertezas também.
Por mais que a economia norte-americana tenha exibido boa vitalidade no seu esforço de recuperação, nesse primeiro trimestre do ano, o fato é que o embate travado pelo Congresso e o Governo Federal sobre os ajustes fiscais, semearam estabilidades e, em grande medida, comprometeram o que poderia ter sido um desempenho convincente para a economia do país.
Os primeiros meses desse ano já anunciavam um desempenho favorável da economia, sobretudo porque o Fomc mostrou-se empenhado na manutenção de uma política monetária expansionista, com juros estáveis em patamar próximo a zero e a continuidade de seu quantitative easing. Convém, entretanto, estar atento ao fato de que essa posição já não é mais unânime entre todos os membros que compõem o Comitê e que o problema fiscal não foi resolvido inteiramente, podendo sofrer novo agravamento.
A União Europeia, que havia alcançado grandes aperfeiçoamentos institucionais nesses últimos tempos, sofreu de uma inesperada recaída colonialista. De forma inusitada, inaugurou novo procedimento de resgate das dívidas do modesto Chipre. Obrigou o pequeno país a adotar medidas de confisco de depósitos bancários e de controle de capital. Foi um evento despropositado, depois de a intolerância ter sido transformada em indulgência, no caso de outros países com economias bem maiores. A volatilidade voltou a ameaçar a Zona do Euro exatamente no momento em que crise política italiana alcançava seu ápice. Os episódios desse primeiro trimestre foram acompanhados de um desempenho econômico sofrível em toda a região.
Do ponto de vista financeiro, as instabilidades alcançaram o Brasil, aumentando o risco-País. Patrocinaram junto com o intervencionismo econômico e o estabanamento das falas oficiais (e de seus desastrados tons), a mais recente fuga de capitais do país.
É preciso dizer que inflação e o baixo crescimento também colaboraram muito com essa saída de recursos. A salvação para esses estado de coisas começaria por um novo ciclo de aperto monetário, já alvissareiramente preconizado pelas manifestações confusas do Banco Central e do Ministério da Fazenda.
Do ponto de vista de nossas exportações, chegaram notícias animadoras da China. O novo governo manteve os objetivos de crescimento sustentável e renovou sua intenção de continuar combatendo a inflação. Tudo muito claro, deixando entrever que o país pode alcançar um PIB, ao final do ano , na casa dos 8,0%. Isso daria uma sustentação aos preços internacionais das commodities exportadas pelo Brasil.
Por final, o IBGE nos deu conta de que o nível de desemprego subiu para 5,6%, em fevereiro, contra os 5,4 %, de janeiro.

Gasto e poupança em crescimento

Seria bom constatar o mesmo
comportamento no Brasil
A recuperação norte-americana mostra que é possível conviver com aumento de gastos e de poupança simultaneamente. Sábado, a Folha de São Paulo trouxe, na página A 13, do caderno Mundo, matéria de Joana Cunha, apoiada em informações fornecidas pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos. A matéria registra que a alta dos gastos do consumidor dos Estados Unidos foi de 0,7%, em março, e que a renda pessoal, nesse período, subiu 1,1 %. Em fevereiro, a poupança pessoal cresceu para 2,6%, contra 2,2% de janeiro. Por fim, a matéria registra que o a Confiança do Consumidor, medida pela Universidade de Michigan, cresceu de 77,6, no mês de fevereiro, para 78,6, em março.
No Brasil, tivemos no ano passado um aumento da renda real de 4,0%, bem mais alta que o taxa de crescimento da produtividade da economia, renovando o vigor das tradicionais fontes de inflação.
A economia brasileira fechou 2012 com um crescimento de 0,9%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A renda real incentivou o consumo das famílias, enquanto a taxa de poupança do país apresentou recuo de 17,2% em 2011, para 14,8% em 2012. Pior a taxa de investimento, cujo melhor indicador antecedente é a confiança do empresário, caiu de 19,3%, em 2011, para 18,1%, em 2012.
No primeiro trimestre de 2013, veio o primeiro sinal positivo: o PIB cresceu 1% em relação ao último trimestre do ano passado. A anualização desse crescimento corresponderia a uma alta do PIB de 4,5%, em 2013. Será preciso, para isso, expandir as taxas de investimento e de poupança, sem interromper o crescimento dos gastos das famílias e combatendo com muito vigor a tendência atual de alta nos preços.
Trata-se de um desafio e tanto.