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sábado, 12 de setembro de 2015

Economias abertas também precisam de alta tecnologia

O baixo crescimento mundial
provoca sobressaltos
A exportações tailandesas caminham para mais um ano de crescimento negativo, em meio ao fraco consumo privado e à redução da demanda externa.
Com a economia aberta, as exportações são as maiores causas do emprego e, portanto, da renda nacional. São também responsáveis pelas receitas fiscais do governo e pela formação das reservas cambiais. As exportações, incluindo as reexportações, respondem por dois terços do PIB nominal da Tailândia.
Segundo analistas, essas reduções sucessivas decorrem da desaceleração das economias da China e do Japão, além da queda da demanda de eletrônicos.
Nesse último caso, o problema está na área de marketing , no capítulo do comportamento do consumidor. A preferência das cadeias globais de abastecimento desloca-se agora em direção aos produtos do setor de alta tecnologia de eletrônicos para atender as demandas mais sofisticadas dos países desenvolvidos.

Enquanto a China e o Japão não recuperarem os níveis anteriores de atividade econômica, resta à Tailândia a tentativa de reduzir essas perdas, aproveitando-se de sua localização geográfica e aumentar as exportações para a região conhecida pela sigla CLMV: Camboja, Laos, Myanmar e Vietnã. Vai ser difícil.
Os mercados se sofisticam e as empresas, bem como os setores da econômicos, precisam acompanhar os novos padrões de consumo. A Indochina não será um substituto a altura dos mercados ricos.

sábado, 5 de setembro de 2015

Deflação pode ser mais grave que indlação

A política monetária do BCE procura afastar os riscos da deflação
O Banco Central Europeu, decidiu manter, as taxas de juros inalteradas. Simultaneamente, imprime papel moeda e despeja na economia, aumentando a liquidez do sistema. O propósito é impulsionar o crescimento e elevar a inflação.
A taxa de refinanciamento, que determina o custo do crédito na economia, ficou estacionada em 0,05 por cento. A taxa de depósitos também foi mantida em -0,20 por cento, o que significa que os bancos pagam para deixar seus fundos no Banco Central Europeu. A taxa de empréstimos continuou em 0,30 por cento.
A agressiva estratégia monetária combina medidas para que a deflação não volte a castigar as economias da região e para alentar o crescimento econômico, reduzindo o nível de desemprego atual dos europeus.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

USA em recuperação

Emprego em alta nos Estados Unidos
O índice privado de criação de vagas nos EUA apresentou alta para 190.000 em agosto, 13 mil acima dos 177.000 de julho.O setor de serviços liderou a criação das novas vagas, totalizando 173.000 vagas novas. A produção de bens criou apenas 17 mil novas vagas. Pequenas empresas criaram 85.000 vagas, enquanto médias 66.000 e grandes 40.000. São as grandes que apontam mais fortemente para a recuperação da atividade econômica.O crescimento da atividade econômica continua a ser importante para a criação de vagas, porém o desemprego a ser divulgado no Payroll na sexta-feira (04/09) pode ainda não responder ao nível suficiente para o Federal Reserve alterar a atual política de juros, principalmente com a volatilidade adicionada pela China no período.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Só para complicar mais um pouco

A previsão pode não se realizar, mas vale a pena conhecê-la
O crescimento econômico global, segundo a diretora-gerente do FMI, a francesa Chistine Lagarde, deverá ser esse ano mais fraco do que se previa inicialmente. A diretora-gerente atribui esse menor crescimento a uma recuperação mais lenta do que se esperava nas economias avançadas e a acentuação da desaceleração nos países emergentes.Para os países asiáticos, mais dependentes da economia chinesa, Lagarde teme haver possibilidade de contágios produzidos pela desaceleração chinesa, pela eventual alta dos juros nos Estados Unidos e pelas condições financeiras globais que estão se tornando menos líquidas ao longo desses últimos meses.

sábado, 29 de agosto de 2015

Sem lógica

Pura especulação
A bolsa chinesa fechou em forte na quinta-feira passada, como reação a expressiva recuperação de Wall Street diante de expectativas de que o Federal Reserve, adie o aumento dos juros em reação à volatilidade provocada por preocupações com a economia chinesa e seus impactos na economia global. O índice CSI300, que abrange as maiores companhias listadas em Shenzhen e Xangai, subiu 5,95 por cento, a 3.205 pontos, e o índice de Xangai avançou 5,4 por cento, a 3.085 pontos.Pura especulação.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Os ajustes chineses têm proporções mundiais

Correções de preços dos ativos na China
A China vem dando sinais que seus ativos, em bolsa de valores, sofreriam um ajuste de preços substancial no mercado.  A burocracia governamental agiu rápido, despejando 200 bilhões de dólares e baixando medidas normativas. Tudo com o sentido de conter a derrocada do mercado de ações, cujos preços haviam alcançado patamares especulativos. As medidas, de fato, estimularam uma fuga de capitais sem precedentes e provocou uma forte depreciação da moeda local.Essa destruição de riquezas encontra precedentes na crise financeira mundial de 2008 e sugere a necessidade de medidas monetárias e fiscais que concedam estímulos econômicos adicionais. As empresas estão com apreciável queda de rentabilidade e com uma taxa de ociosidade crescente, municípios e províncias encontram-se endividadas, negociando dia a dia seus débitos com o governo de Pequim. O ajuste já vinha atingindo o mercado imobiliário e estendendo-se para mercado financeiro, a essa altura, também bastante fragilizado. A meta oficial de crescimento, fixada em 7,0%, já não é tida como possível, comprometendo o emprego a renda e, portanto, o consumo e a qualidade de vida.Agrava esse quadro o fato de a China começar lentamente a perder espaço como mais barato produtor industrial do mundo, para economias como Vietnã, Índia, Indonésia e México. A exemplo do Japão nos anos 50, e Coréia do Sul nos anos 80, a tendência é que deixe de produzir material de baixo custo e qualidade, enveredando para produtos de alta tecnologia e maior valor agregado.O problema é que diversos países do mundo, principalmente emergentes como o Brasil falharam em ouvir estes sinais ao se alinhar à China, no pós crise de 2008, e agora perderam a chance de se aproveitar de um momentum de recuperação renovado das economias centrais. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Cambio em alta

A desvalorização do real encontra respaldo na economia e na política nacionais
Política fiscal desequilibrada, juros muito altos, escassez de crédito, aumento do desemprego, salários em queda e baixo consumo mostram um país carente de fundamentos econômicos. Nesse quadro, a moeda brasileira tende a desvalorizar-se ainda mais.
No mundo, o risco dos emergentes cresce. O receio com essas economias contribui para fortalecer o dólar internacionalmente. Para agravar esse cenário, os Estados Unidos podem aumentar os juros internos a qualquer instante, ampliando a atratividade de sua economia e pressionando a cotação da moeda norte-americana ao redor do mundo.
Por outro lado, os últimos fatos da política brasileira produziram novas instabilidades e fizeram as incertezas crescerem de forma exuberante.
Já não se acredita que a equipe econômica tenha condições de evitar o desastre fiscal, nem tampouco impedir o crescimento da dívida pública. A perda do grau de investimento é tida como certa, havendo leves divergências em relação ao momento em que isso vai ocorrer.
A revisão de metas fiscais no mês de julho foi o golpe de misericórdia.

Quadro Econômico Negativo

Os indicadores brasileiros mostram
uma economia em crise
A deterioração da economia brasileira dá sinais de continuar, pelo menos até o final desse ano. Os indicadores do comércio varejista, da produção industrial e do setor de serviços vieram todos, nesses últimos dias, em quedas acentuadas. A confiança de consumidores e empresários continua a cair também. O índice do comércio varejista sofreu redução de 8,5% em maio de 2015 em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto o crescimento do produto do setor de serviços desacelerou para 3,8%. A situação é ainda pior no setor industrial, onde a produção reduziu-se em 6,2% nos últimos 12 meses.O quadro geral da economia é recessivo, aumentando as preocupações com o desemprego crescente e com a queda de renda real das famílias brasileiras. O indicador de confiança empresarial declinou para 37,2 pontos em julho de 2015, manteve-se abaixo dos 50 pontos, sugerindo baixa disposição em relação aos investimentos produtivos. Já o índice de confiança do consumidor caiu 9,5% no mesmo período, atingindo o seu valor mais baixo desde junho de 2001. Os dados referentes ao mercado do trabalho também são ruins. O IBGE anunciou que a taxa de desemprego subiu para 6,9% em julho desse ano, seu nível mais alto desde agosto de 2010.  Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o saldo do emprego está negativo em -111.199 em julho, isto é, o número de pessoas demitidas pessoas excedeu o número de pessoas empregadas. O quadro econômico é, de fato, recessivo.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Dívida interna e externa

Veja como cresceu nossa dívida em junho
A dívida mobiliária federal interna subiu 3,81% cento em junho frente a maio, atingindo R$ 2,462 trilhões, segundo o Tesouro Nacional. O Tesouro anunciou ainda que o estoque da dívida total, incluindo também a dívida externa, subiu 3,50% em junho, para 2,584 trilhões de reais. Estamos crescendo a dívida interna a um ritmo muito elevado. As aplicações nesses papéis corresponde a IPCA mais 6%. Acendeu uma luz amarela.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Incertezas têm preço

Investidores continuam a aplicar seus recursos
Fazem isso, mas querem segurança. A economia real não consegue oferecer oportunidades. Veja como o ouro se comportou nos últimos 12 meses. Dinheiro existe, sim.
Gráfico dos Preços do Ouro em 1 ano em Reais
Data
Preço (fechado)
Unidade
Variação
21/07/15
112,49
Gramas
19,53
21,01 %
3.498,95
Onça
607,43
112.493,75
Kilo
19.529,22


Graficamente, eis o comportamento do metal. Veja o que aconteceu a partir de novembro de 2014.

 
Não foi uma coincidência?

sexta-feira, 10 de julho de 2015

FMI perde um pouco de seu otimismo

FMI revê o crescimento do mundo
A economia norte-americana apresentou desempenho, no primeiro trimestre desse ano, abaixo do previsto. Somou-se a isso a desaceleração da economia da China e dos outros emergentes. Com isso, o FMI revisou para baixo suas previsões para o PIB mundial de 2015. O relatório divulgado ontem, reduz a previsão anterior de 3,5% para 3,3%. A revisão deu-se fundamentalmente pelo menor desempenho apresentado pelas principais áreas do mundo. O PIB dos Estados Unidos, anteriormente previsto em crescimento de 3,1%, nessa revisão foi estimado em 2,5%. A zona do Euro deve manter o crescimento de 1,5%. Entretanto, a China e outros emergentes tiveram forte redução de seus crescimentos nesse 1º trimestre. O crescimento brasileiro está previsto em -1,8%, lembrando ainda que, nesse instante, o Brasil estará sujeito à queda dos preços das commodities, sobretudo nos preços do minério de ferro.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Visita aos Estados Unidos

Uma iniciativa que pode dar bons frutos
Os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos decidiram durante a visita da Presidente Dilma àquele país, lançar iniciativa conjunta sobre mudança do clima a ser implementada por meio de um novo Grupo de Trabalho de alto-nível, com o propósito de ampliar a cooperação bilateral em relação ao uso da terra e energia limpa, sem prejuízo de outros itens de igual natureza. O Grupo de Trabalho deverá iniciar seus atividades a partir de outubro de 2015. Na agenda temas como:degradação florestal, preservação do desmatamento, aumento da produtividade agrícola e das terras de pastagens, investimentos em florestas e no uso da terras, manejo sustentável de floresta e restauração florestal. Os esforços preveem a cooperação tecnológica para pesquisa básica e aplicada sobre espécies nativas, monitoramento, relatoria e verificação das emissões florestais e estoques de carbono florestal. Ainda deverão ser incrementadas práticas de agricultura de baixo carbono. Em relação à cooperação no campo da energia limpa, os temas contemplam: energia sustentável, eficiência energética e armazenamento, pesquisa básica sobre energia, geração de energia nuclear, estruturação de financiamentos para esses trabalhos e adaptação à mudança de clima. O encontro entre presidentes foi muito promissor abrindo novas perspectivas para aceleração das medidas de estímulo à sustentabilidade.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Incertezas

Por que o investidor recua
A balança comercial reage lentamente às desvalorizações cambiais. O crescimento deve ser em 2015 menor que -1,5% e o câmbio deve chegar a R$ 3,50. Para 2016, o crescimento deve estar em 0% e a inflação acima de 6,5%. Nesse momento, políticas microeconômicas, como a otimização tributária, poderiam dar algum resultado.  A grande dificuldade nesse momento é definir uma estratégia que possa quebrar o ciclo de alta de preços tão resistente. O esforço do governo permanece concentrado em não perder o grau de investimento e o ajuste tem perseguido esse objetivo. Vive-se um momento difícil. A GM fechará cinco fábricas no Brasil. O presidente da Mercedes Benz se diz emparedado e manifestou-se, de maneira inusitada, impotente diante do quadro econômico instalado. As demissões se aceleraram muito no último mês e logo deverá alcançar o setor de serviços. O governo protege o cidadão como se ele fosse um hipossuficiente, desequilibrando as contas públicas. Com isso, os empresários temem, em um prazo mais longo, alcançar-se um momento de ruptura. As taxas de financiamento da dívida pública estão custando ao governo inflação mais 6,5% ao ano. Trata-se de uma taxa de default.

sábado, 27 de junho de 2015

Ironias econômicas

O mercado corrige
O processo de desindustrialização precoce da economia nacional reflete o baixo investimento realizado e a política de valorização do câmbio, voltada exclusivamente ao combate à inflação. Reflete também as altas taxas de juros e à redução da desoneração das exportações. A produtividade do trabalhador não avança. Sem investimentos não é mais possível melhorar a relação Produto/Trabalhador. A capacidade desse trabalhador em operar o capital (máquinas, equipamentos, etc) disponibilizado à produção, cada vez mais sofisticado, também está estagnada. Na comparação de 12 meses encerrados em março, a queda da produtividade, segundo o IBGE, foi de 1,5% e o salário real na indústria cresceu 1,1%, evidenciando que a variável chave para o ajuste é o salário real.
Emprego, salário e produção
Indicadores
Índice em 12 meses
Emprego
-3,9
Número de Horas Pagas
-4,6
Produção
-6,1 
Salário médio
  1,1 
Produtividade
-1,5
          Fonte: Pimes/IBGE
O indicador do número de horas pagas pela indústria vem se deteriorando no acumulado em 12 meses. Registrou baixa de 4,5% em março. Os investimentos deverão apresentar queda de 8% esse ano e de 4% nem 2016. A taxa de investimento da economia brasileira em 2014 ficou em 19,7%, menor patamar desde 2009, quando ficou em 19,2%, segundo o IBGE. O ajuste dos salários trará produtividade ao sistema econômico. Irônico, não?


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Aviso aos navegantes

Investimento Externo Direto mudou de nome
Decidir sobre investir no Brasil requer uma avaliação do ambiente de negócios. Nesse momento, há razões de sobra para explicar a redução desses investimentos no país: altos impostos corporativos, a demora para se abrir e fechar um negócio, o custo elevado dos trâmites burocráticos, a ainda frágil governança corporativa. Esses elementos tornam o país menos atraente para o investimento direto. Onde está o olho do investidor, portanto? Na carga tributária, encargos sociais e legislação trabalhista, na defasagem da educação e da saúde, na ineficiência da infraestrutura em áreas como transportes, telecomunicações, energia e, sobretudo, no excesso de regulamentação econômica a que seus investimentos se sujeitariam ao dar entrada no Brasil. Todas as avaliações são convertidas em custos para a tomada de decisão. Custos de mão-de-obra, custos gerados pela ineficiência da infraestrutura de transportes (com ênfase no sistema portuário), tributação e regulação, etc. O Investimento Direto no País (IDP) registrou entrada líquida de US$ 5,8 bilhões no mês de abril, comparado à entrada de US$ 4,3 bilhões em março. Com isso, nos últimos doze meses, até abril, acumulou entrada de US$ 86,1 bilhões, o equivalente a 3,89% do PIB. As entradas de renda fixa e de ações, por sua vez, foram positivas em US$ 3,5 milhões e US$ 3,8 bilhões, respectivamente. Em maio, o Investimento Externo Direto no País registrou, em maio, entrada líquida de US$ 6,6 bilhões, comparado à entrada de US$ 5,8 bilhões em abril. Dessa forma, nos últimos doze meses até maio, o IED acumulou entrada de US$ 86,1 bilhões, o equivalente a 3,89% do PIB. As entradas de renda fixa e de ações, por sua vez, foram positivas em US$ 1,1 bilhão e US$ 2,1 bilhões, respectivamente. O que estaria motivando o investidor internacional a trazer seu dinheiro, ou parte dele, para uma país economicamente tão frágil? Também, para isso, há razões de sobra: buscam realizar transferência de tecnologia, integração vertical ou horizontal, superar restrições às importações, obter subsídios e financiamentos governamentais, ou ainda aproveitar de fatores de demanda, fatores de custo, abrir mercados, garantir o aprovisionamento ou menor custo de aquisição de matérias-primas, diversificar ou minimizar riscos, integrar algumas de suas operações, utilizar conhecimentos já existentes, aproveitar situações cambiais, aprofundar relações com outras multinacionais existentes por aqui, obter economias em operações sincronizadas, obter vantagens de Marketing, obter vantagens administrativas ou algumas outras vantagens específicas. Do cotejo das vantagens com as desvantagens saem as decisões de investimentos. E aí o Brasil continua a ser uma alternativa interessante. Por fim, observo que o Investimento Estrangeiro Direto (IED) na nota de Contas Externas brasileiras, divulgada pelo Banco Central, passou a se chamar Investimento Direto no País (IDP). A mudança de nomenclatura faz parte das alterações implementadas pela instituição para acompanhar a nova edição do manual de balanço de pagamentos do Fundo Monetário Internacional (FMI). A última revisão ocorreu em 2001. O Investimento Brasileiro Direto (IBD) também mudou e agora passa a se chamar Investimento Direto no Exterior (IDE).


segunda-feira, 22 de junho de 2015

É preciso reagir

No centro decisório não se admite paralisação
O IPCA-15 atingiu um patamar absurdo. 0,99 em junho. Considerada a atual taxa básica de juros da economia nacional, estamos diante de uma inflação muito alta. Enquanto a alta dos preços prospera, os investimentos estão no campo dos números negativos. Fala-se abertamente em desinvestimentos em uma parte considerável dos setores econômicos. O Banco Central provavelmente continue a insistir em sua política monetária restritiva, dando a entender que o Copom adicionará mais 0,5% a Selic, em sua próxima reunião. O câmbio ainda não produziu seus efeitos no comércio exterior brasileiro que apresentará esse mês novos déficits. O investimento externo direto deve acabar junho entre 4,0 a 4,5 bilhões de dólares. O IBGE deve trazer a taxa de desemprego de maio também crescente e já se aproximando dos 7,0%. O Caged mostra o fechamento de mais 115 mil postos formais de emprego, no mês de maio. Não há espaço para o imobilismo econômico. O governo precisa repensar sua política de juros altos, seus gastos com o custeio da máquina pública, acelerar uma reforma administrativa, rever a questão da previdência evitando a extinção o fator previdenciário, dar força aos investimentos que aumentem a produtividade geral do sistema. Preocupa o descaso com decisões urgentes. É preciso reagir.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

O mercado ajusta, se o governo não ajustar

Inflação ainda é alta e o Câmbio ainda é baixo
Seria bom lembrar que se o ajuste demora muito ou é insuficiente, ele se faz espontaneamente via câmbio. Subir juros parece ser uma estratégia exaurida. Que tal mexer nas despesas de forma mais incisiva? A Fundação Getúlio Vargas publicou os números da segunda prévia do IGP-M de junho. A alta foi de 0,59%, pouco acima das previsões mais pessimistas. O IPA agrícola mostrou queda de 0,30%, reduzindo as pressões inflacionárias anteriores. O grupo alimentos deve dar trégua até o final desse mês. Depois disso, ele voltará a pressionar os preços. O IPA industrial, entretanto, apresentou-se em alta mais forte de 0,60%. O IPC e o INCC agravaram sobremaneira o IGP-M nessa 2ª prévia e devem pressioná-lo ainda mais, até o final do mês. O saldo do fluxo cambial da segunda semana de junho foi negativo de US$ 1,089 bilhão. No mês, o déficit é de US$ 647 milhões. Os números guardam um recado ruim: o câmbio ainda precisa desvalorizar-se mais, para a Balança Comercial reagir.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Preços das commodities em equilíbrio

Estabilidade no mercado das commodities 
O declínio acentuado do Bloomberg Commodity Index parece ter chegado ao fim. O índice que sintetiza a evolução dos preços das commodities agrícolas e minerais, das quais a balança comercial brasileira é fortemente dependente, está relativamente estável.
Conforme mostra o gráfico e o cometário, que me foram enviados pelo amigo Celso Miori, "esse declínio, observado a partir de 2011, ficou contido nos últimos meses. Desde fevereiro de 2015, apresenta-se em relativa estabilidade, amenizando os efeitos perversos do momento anterior sobre a economia nacional."

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Planos de exportações são para o longo prazo

O Plano para o Comércio Exterior pode promover efeitos no longo prazo
O crescimento econômico dos Estados Unidos tem apresentado comportamento vacilante, nesses últimos tempos. Os indicadores econômicos apontam para um arrefecimento no ritmo da atividade. Para o Brasil isso é, sem dúvida bom, pois adia qualquer decisão que o Fed queira tomar em relação a alta dos juros internos, reduzindo as temidas pressões cambiais derivadas da política monetária norte-americana. Por outro lado, prejudica nossas exportações de manufaturados. Ainda pensando no Brasil, a declaração da OCDE, dando conta de uma recuperação mais forte na Itália e na França, não provoca otimismo. A Europa vive um momento de protecionismo extremo. Portanto, mesmo que seu crescimento seja consistente, dificilmente o Brasil colheria frutos desse movimento no curto e médio prazo. Quem sabe, mais à frente, a Alemanha e a Grã-Bretanha possam revelar oportunidades mais palpáveis. Novos acordos comerciais poderiam ser úteis nesse momento. Na Ásia, o Japão apresenta aceleração muito modesta em seu nível de atividade, enquanto a China se mantem em queda. Se depender do mercado externo, o crescimento brasileiro estará comprometido no curto prazo.

sábado, 30 de maio de 2015

Fatos contrariam previsões

Foi um porre, nesse final de mês
O dólar avançou no mês de maio, valorizando-se 5,78%. Na última sessão nessa sexta–feira, a alta foi de 0,74%, fechando cotado a R$ 3,1873 na venda. O giro financeiro nesse dia esteve na casa de US$ 1,4 bilhão de dólares. Os analistas estão divididos em suas previsões. De um lado, afirmam que, a pressão cambial permanece no médio prazo, à medida que se aproxima o aumento de juros nos Estados Unidos e que se afasta a possibilidade de recuperação da economia brasileira. O desempenho do PIB brasileiro no primeiro trimestre do ano, anunciado pelo IBGE, foi decisivo para a formação dessas expectativas. Por outro lado, o estoque de swaps cambiais já atende à demanda empresarial por proteção, criando a convicção de que o Bacen pode rolar cada vez menos contratos daqui para frente. Em maio, o Banco Central afirma ter rolado em torno de 80 por cento dos contratos que vencerão no primeiro dia de junho. Dando apoio a essa segunda previsão, a perspectiva de alta dos juros nos EUA, que até o momento pressionava o mercado mundial de câmbio, deverá sofrer uma reversão, a partir do anúncio do fraco desempenho da economia norte-americana, nesse primeiro trimestre. A economia dos Estados Unidos apresentou-se em contração de 0,7%. Trata-se de frustração que surpreendeu o mercado que contava com alta de 0,2%. Esse resultado fez ceder a expectativa de que o FED elevará os juros do país ainda este ano. Os últimos dados sobre crescimentos nos Estados Unidos e no Brasil deixaram perplexos investidores e analistas. A queda do PIB brasileiro ficou aquém do que era previsto, surpreendendo positivamente a todos, dadas as previsões de um recuo de 0,7%. Também, ao contrário do que se previa, a forte queda do PIB norte-americano desarmou os argumentos sobre a consistência da recuperação do país e enfraqueceu a tese sobre altas nas taxas de juros daquele mercado.
O mês de maio, foi realmente um porre!