Banner

Translate

domingo, 24 de julho de 2011

Revolução na comunicação 2

As interpretações dos dados de uma pesquisa devem evitar o viés de sujeito
Ao apresentar os resultados da pesquisa sobre comunicação, realizada pela Forrester Research, durante o Fórum de Publicidade na Televisão, em Nova York, no primeiro trimestre desse ano, Josh Bernoff, vice presidente da empresa, sustentou que no momento em que os DVR’s (Digital Video Records)alcançar 30 milhões de famílias, os anunciantes serão obrigados a rever o seu mix de mídia. As estimativas para que essa penetração dos DVR’s não ultrapassa os próximos três anos.
Até aí ia bem. Mas, entusiasmou-se. “Agências e as redes de televisão continuarão  a publicar pesquisas que apontem a propaganda tradicional de TV como a mais poderosa forma de publicidade”, disse Josh. E continuou, “entretanto, o que já se constata hoje é que os anunciantes norte-americanos reduziram suas verbas destinadas a essa mídia e que estão buscando alternativas para melhorar os seus orçamentos e aplicando-os para além dos habituais spots de 30 segundos."
Entendo o espírito das afirmações do Josh e acho que são razoáveis. Mas merecem reparos,apenas pelo entusiamo pessoal. Nem agências, nem empresas de pesquisa vão "fabricar" números que não espelhem os fatos.

Revolução na comunicação 1

Preparem-se, mudanças à vista
Pesquisa realizada pela Forrester Research, Inc e publicada pela Association of National Advertisers, revela que 78% dos anunciantes percebem que a televisão começa a ser uma mídia de menor efetividade, nesses últimos 24 meses .A pesquisa mostra também que os profissionais de marketing estão explorando as tecnologias emergentes para melhorar o desempenho de seus gastos com a publicidade em televisão.
A pesquisa perguntou a 133 anunciantes sobre suas atitudes em relação aos anúncios de TV e sobre os impactos das novas tecnologias, como os Digital Video Recorders (DVRs) e o Video-on-Demand.
Os pesquisados decidem por mais de US$ 20 bilhões no mercado de publicidade, incluindo profissionais de marketing de empresas como Charles Schwab, Colgate, Dunkin' Donuts, Johnson & Johnson, Mattel, Pfizer, e Verizon.
Sinteticamente, a pesquisa da Forrester  produziu os seguintes achados:
1.   Quase 70 dos anunciantes pensam que os DVR’s e os Vídeos on Demand reduzirão ou comprometerão a efetividade dos comerciais de 30 segundos
2.   Quando DVRs atingir 30 milhões de lares, cerca de 60% dos anunciantes dizem que vão gastar menos com propaganda na TV convencional. Desses, desses, 24% vai cortar seus orçamentos de TV pelo menos 25%
3.   Enquanto 55% dizem que os principais gestores de suas empresas estão acompanhando de perto as mudanças na publicidade televisiva, 49% dos anunciantes não têm experimentado os DVRs e 44% não tem utilizado os Vídeos on-Demand
4.   Entre os entrevistados, 80% utilizarão verbas crescentes de seus orçamentos em publicidade na web e 68% dos anunciantes irão buscar por uma nova engenharia de marketing
5.   Anunciantes estarão aumentando seus investimentos em publicidade por meio de:
ü  programas de entretenimento, em televisão, com exclusividade de suamarca (61%)
ü  patrocínios de programa de TV (55%)
ü  publicidade interativa durante os programas de TV (48%)
ü  anúncios on line em vídeo (45%)
ü  Promoção de produtos (44%).
6.   Noventa e sete por cento dos anunciantes concordam que a indústria de TV desenvolverá novas métricas de audiência e não apenas classificações de programa. O interesse será o de medir efetivamente a eficácia da propaganda na TV.
Preparem-se, vem mudança por aí.

sábado, 23 de julho de 2011

O que esperar a partir de 2a feira

Ansiedade e volatidade para
próxima semana
Dessa vez, as expectativas não foram frustradas. A taxa de juros básica subiu 25 pontos base. Nesse momento, entra em cena a discussão sobre o eventual fim do ciclo de aperto monetário, ora em curso.
Isso ficará na dependência do comportamento dos preços. O próximo indicador a permitir decisões sobre o tema é o IGP-M de julho.  Em junho ele caiu 0,18%. Resta esperar o que vai ocorrer nesse mês.
O crédito continua em sua rota expansionista. São as pessoas físicas que, alheias às altas dos juros, consomem com o mesmo furor e com a plena convicção da continuidade dos ganhos reais de renda. Medidas macroprudenciais e aperto monetário já têm suas eficácias entendidas como marginais. A inadimplência tem tudo para prosperar.
Do ponto de vista de nossas contas externas, a próxima semana pode trazer notícias desagradáveis. O balanço de pagamentos de junho deverá apontar déficit nas transações correntes e um ingresso líquido de investimentos estrangeiros em menor patamar.
Por outro lado, o superávit primário para junho deve vir em crescimento, graças a arrecadação recorde de impostos pelo governo federal.
No mercado mundial, a notícia do acordo sobre a dívida grega reduziu a aversão a riscos, promovendo efeitos positivos sobre as bolsas e a valorização do euro. Nos Estados Unidos, espera-se pelo final das discussões sobre o teto da dívida, pela divulgação do PIB do segundo trimestre e pela divulgação do Livro Bege.

Andando de lado

Europa evoluiu. Estados Unidos,não.
O dólar ficou estável. Encerrou a sessão de ontem  cotado a R$ 1,555. Nessa semana a moeda norte-americna cedeu mais 1,27%, agravando a competitividade industrial brasileira. A Confederação Nacional da Indústria apontou  redução da atividade nesse setor. O Índice de Sondagem Industrial caiu de 52 pontos, em maio, para 48 pontos, no mês de junho.
O Ibovespa encerrou a sexta-feira nos 60.270 pontos, ganhando na semana 1,33%. O giro financeiro foi baixo, atingindo  aproximadamente R$ 4,8 bilhões.
A Europa, bem ou mal, encaminhou solução aos problemas de endividamento de seu países. Nos Estados Unidos, republicanos promovem a imobilização econômica do país para desgastar o presidente Obama. A comunidade internacional espera ansiosa pelo desfecho das discussões sobre o novo limite de endividamento do país. Não há expectativas de acordo para a próxima semana. O impasse deve perdurar e sua solução deverá ser alcançada apenas nos últimos instantes.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O sonho da unificação da Europa é secular

Não existe competitividade sem
economias de escala
Em  um mundo globalizado, não há espaço para o desfazimento da União Europeia. Cada um dos países não sobreviveria apenas com seus mercados internos. A Europa se manterá unida, enfrentará suas dívidas gigantescas e fortalecerá sua moeda. Isso é uma questão de sobrevivência econômica.
Os defaults serão distribuídos entre os estados e os agentes privados. A conta será paga. Se ainda se duvida disso, veja-se o arranjo alcançado pelo Conselho da União Européia para costurar o apoio à Grécia. Em síntese:
  • FMI e União Europeia entram com €109 bilhões, ampliando prazos de vencimentos das obrigações e reduzindo as taxas de juros.
  • Os vencimentos desse financiamento serão ampliados 7,5 anos para, no mínimo, 15 anos. A taxa de juros cairá para 3,5% ao ano.
  • O setor privado entrará de início, com € 37 bilhões. O programa de recompra da dívida grega, de € 12,6 bilhões, elevará a participação privada para € 50 bilhões. No período de 2011 a 2019, a ajuda privada somará € 106 bilhões. Em outras palavras, “emprestou mal, fica com o mico”.
  • As mesmas condições financeiras do empréstimo à Grécia serão garantidas a Portugal e Irlanda.
  • Os vinte e sete países-membros da União Europeia deverão reduzir seus déficits públicos para 3%, em 2013.
Agora, falta a Itália. La Belle Époque financeira terminou. Austeridade é a palavra de ordem para os estados-membros.
Encerrado esse capítulo, assisteremos ao próximo. Terá como ator principal, os Estados Unidos. Ele será a "bola da vez". Sua liderança decorre do tamanho de seu mercado. Certamente, não renunciará as suas economias de escala. Ali o acordo virá também.

Crise valoriza a eficiência

Pesquisa aponta crescimento elevado de preços na publicidade digital
O Financial Times publica, em sua edição de 19/7, o resultado de duas pesquisas de preços nas redes sociais.
Na primeira, realizada pela TBG Digital, empresa especializada em mídia digital, são analisados os mercados da Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos. Nesses mercados, o preço da publicidade no Facebook cresceu 74%, no último ano. A afirmação refere-se ao custo cobrado às empresas pelo clique de seus clientes e prospects. É óbvio dizer que isso só foi póssível graças ao aumento da procura por essa mídia. Empresas têm buscado com maior intensidade por mídias digitais, naturalmente em detrimento das verbas destinadas às mídias tradicionais. Os preços da televisão, do rádio e da mídia impressa estão relamente muito altos e, quando analisados sob seus custos por mil (CPR,) ficam ainda pior. É até de se supor que os níveis de atenção e de memorização, nessas mídias, estejam em queda, em decorrência da nova dinâmica de aprendizado do consumidor depois do advento da web. Certamente, a neurociência deverá, em futuro próximo, verificar hipóteses dessa natureza.
Do ponto de vista da teoria de marketing, a neurociência deverá ser uma nova e promissora fronteira para os avanços na área de pesquisa com o consumidor.
O segundo estudo referido na reportagem do  Financial Times, foi realizado por outra empresa de marketing digital, a Efficient Frontier e aponta que o preço por clique dos anúncios aumentou 22%, no segundo trimestre de 2011 quando comparado aos primeiros três meses do ano. A pesquisa sustenta a previsão de aumento dos gastos em publicidade no Facebook na casa de 80% nesse ano em relação ao ano passado.
O fenomeno não é tão novo, mas acentuou-se muito com o agravamento da atual crise europeia. É como se o mercado estivessse a nos dizer que, em momentos como esse, a eficiência dos investimentos publicitários transforma-se no objetivo fundamental da área de comunicação. A festa e os festivais dão lugar ao ROI. Agora persegue-se com maior vigor os ganhos de eficiência e a melhor relação custo vs benefício.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

É preciso administrar a dose certa, no tempo certo.

Já desenvolvemos efeitos colaterais.
A resistência está instalada.
O erro foi na dosagem. Ao introduzir antibióticos em pacientes com infecções bacterianas, as maiores preocupações referem-se à dosagem correta e ao tempo de administração da droga. Dosagens inferiores criam resistência. Administração por tempo longo, também. Além de outros efeitos adversos.
Taxas de juros apresentam comportamentos semelhantes. Talvez esse seja o maior problema com o gradualismo econômico.
Recuperamos, graças a todos os esforços envidados, nossa posição de liderança no ranking dos juros mundial. Estamos no lugar mais alto do pódio, com o prestígio, agora, recuperado junto à comunidade dos especuladores globais.
Como chegamos a isso, mantendo um elevado crescimento econômico, intolerável defasagem cambial, perigosa expansão creditícia, ganhos reais de renda e pleno emprego?
Taxas de juros não podem ser sub-administradas, nem muito menos, durante tempo muito longo. Os agentes econômicos não entendem o recado. Precificam esses pequenos aumentos e geram resistências à queda do crédito e do consumo.
O consumidor reduz seus parcelamentos de faturas nos cartões e aumentam o parcelamento de suas compras. Correm para o consignado. Vendem seus carros para consumir e financiam outro novo para continuarem motorizados. Empresas encurtam seus prazos de venda e ampliam, a taxas de CDB´s, seus pagamentos. A desintermediação financeira cresce, concorrendo com os canais tradicionais de distribuição do crédito. Essa concorrência impede as taxas reais de acompanhem a Selic.
Juros, nesse patamar, trazem capitais estrangeiros e fazem proliferar as factorings. O câmbio agrava a competitividade de todo o sistema econômico e mascara a dinâmica dos preços. Os ganhos reais nos rendimentos somam-se ao crédito e pressionam a demanda que, por sua vez pressionam a inflação. Tudo corre em descaso à Selic.
A discussão permanece em torno da forma de uma eventual desaceleração. Vamos em forma de U ou de V? Já se falou em L. A economia vira uma sopa de letras, nas mãos tímidas dos gradualistas.
A intervenção agora pede uma nova geração de drogas econômicas. Mais severas, para tratar a excessiva e crescente liquidez atual. O influxo de capitais externos ampliará a liquidez presente.
Como enxugar esse mercado? O receituário terá que ser mais cruel e administrado em dose única. Acordos de trabalho não podem superar a produtividade do sistema econômico. O aumento de arrecadação que melhorou as contas públicas não isentam a redução das despesas do governo, sobretudo àquelas  referentes a pessoal. O contingenciamento do crédito precisa alcançar definitivamente todos os canais que o distribui. O capital especulativo precisa ser regulamentado em novas bases. A importação deve seguir o caminho da atualização tecnológica e do aprimoramento produtivo. Dólar baixo já não pode ser utilizado com ferramenta de combate à inflação.

Lugar de hacker é na cadeia

Projeto de Lei quer prisão para “Crimes Cibernéticos"
A proposta é do senador acreano Jorge Viana, do Partido dos Trabalhadores. Vindo de onde vem, pode parecer irônico.
O Projeto de Lei estabelece pena de prisão para os hackers, de dois a quatro anos, podendo ser aumentada em 50% para casos de violação, acompanhado de divulgação ou uso da informação acessada de forma não autorizada.
O objetivo é coibir ataques como os realizados recentemente contra sites do governo federal ou de suas empresas. O crime, no Projeto de Lei, está definido como: atentar contra a segurança de meio de comunicação informatizado (rede de televisão, de internet, programas de computador, de qualquer outro dispositivo  de processamento, captura, armazenagem ou transmissão de dados de forma digital ou eletrônica.
Incluem-se aí computadores, celulares, telefones, redes de telefonia fixas e móveis e instrumentos de armazenamento de dados eletrônicos ou digitais).
O projeto de lei chega em boa hora e fornece base legal para ação repressiva. Veja o livro ao lado. Já está ficando até charmoso. Livros transformam crime em arte. Pode?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Geografia do emprego

Onde cresce o emprego e os preços
Não é fácil entender a geografia do crescimento e do emprego.

Pouco a pouco a presidente se firma

Combate à corrupção e austeridade fiscal criam a personalidade do Governo Dilma
Veículo: DCI - Data: 17 e 18 de julho

Rússia: problema de natureza negocial, apenas.

Atuação do governo poderia minimizar
atrito com a Rússia
São Paulo - As relações entre o Brasil e a Rússia tendem a voltar ao normal, com possibilidades grandes de expandirem, principalmente no setor alimentício. A afirmação é dos analistas de comércio exterior consultados pelo DCI.
De acordo com Celso Grisi, sócio-diretor da Fractal as relações bilaterais entre os integrantes do Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) é de extrema importância para os dois países e não pode sofrer crises.
"As relações com a Rússia tendem a se normalizar e têm que se normalizar, a Rússia depende muito de um conjunto de produtos brasileiros, assim como o Brasil é dependente deles também, nossas importações são substanciais. Por exemplo, o Brasil necessita das importações de adubos e fertilizantes russos, assim como somos grandes exportadores de carnes e miudezas para os russos. Não podemos ter brigas e nem agir com moeda de troca na questão de impasse comercial. Assim, não podemos falar em clima de antagonismo com os russos. Perderíamos mercado e parceiros. Eles dependem de nós e nós dependemos dele", pondera Grisi.
Eduardo Balian, professor da ESPM corrobora com a alegação e alega que setores como tecnológico, alimentos e têxtil têm um mercado promissor na Rússia, contudo ele frisa que as relações entre Brasil e Rússia não sofreram uma crise, e sim as relações entre os empresários entrou em atrito.
"Não é uma relação de governos é uma relação entre frigoríficos e compradores. É claro que envolve os países, mas a questão é empresarial. É um problema sanitário e não de política comercial, a base é sanitária. Vira e mexe os russos descredenciam frigoríficos brasileiros, pois as nossas empresas não estão, na maioria das vezes, seguindo as regras sanitárias, mas têm momentos que essas regras são realmente absurdas. Nesse caso é necessária uma análise técnica. Mas precisamos manter a atenção nesse caso para não perdermos um parceiro com grande potencial", relatou.
Grisi complementa ao dizer "temos que ter mais cuidado com os problemas sanitários na criação de bovinos, isso é desleixo dos produtores. Vimos isso com os embargos anteriores (em 2010 tivemos embargos dos Estados Unidos e da União Europeia). O setor de frigoríficos não está sendo profissional, hoje é possível ter um controle sanitário eficaz. Vamos retomar, a indústria nacional precisa ter mais controle sobre o gado e sobre as condições sanitárias de produção para não perder diversos mercados, pois a fama de mau produtor se espalha."
Queda nas vendas
As informações do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Camardelli apontam para a estabilidade nas exportações de carne dos 85 frigoríficos de carne bovina, suína e de frango, situados em Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, que tiveram embargos russos. "Não afetou nem deverá causar impacto às exportações brasileiras do produto."
Segundo a Abiec, no primeiro semestre de 2011 foram exportadas 146.563 toneladas, o que rendeu um faturamento de US$ 658,5 milhões. Na análise comparativa com o mesmo período de 2010, houve alta de 38%.
"Embora nesse ano tenhamos exportado mais e o discurso das entidades do setor tem sido negativo, eles dizem que o embargo não afetou as exportações, mas é claro que afetou. Como o preço da commodity subiu muito, os valores escondem a realidade de que o setor foi afetado. E mais do que isso afeta o prestígio da carne brasileira, pois o mundo inteiro fica sabendo disso", argumenta Grisi.
"Afetaram sim, pois é um parceiro significativo para o setor, mas conseguiremos recuperar o prejuízo até o final do ano", completa Balian.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) apontam que houve uma leve queda (13,18%) nas exportações para a Rússia entre abril e junho.
No quarto mês de 2011 os brasileiros venderam US$ 614,6 milhões aos russos, enquanto em junho o valor foi de US$ 533,6 milhões. Ao mesmo tempo, as importações registraram queda de 33,59% na mesma análise temporal, ao passar de US$ 222,4 em abril para US$ 147,7 em junho.

Crescimento impõe custos às populações locais

Série Especial: São Paulo se tornou a décima cidade mais cara do mundo
Veículo: Rádio Bandeirantes - Data: 18/07
Em um momento especial da economia brasileira, São Paulo se tornou a décima cidade mais cara do mundo, superando Londres, Paris e Nova York.
O real valorizado e a crise europeia são fatores que explicam, em parte, a escalada de 11 posições.
O item habitação, no entanto, é o que mais pesou no levantamento: os forasteiros chegam a pagar até R$ 60 mil em aluguel na cidade.
Além do aumento acima da inflação, a maior procura por imóveis de alto padrão tem aquecido o mercado.
Nesta semana, uma série de reportagens esmiúça os fatores que levaram a capital a ocupar um lugar de destaque no ranking mundial dos preços altos para estrangeiros.
No capítulo de hoje, o setor imobiliário.
Acesse e ouça:

terça-feira, 19 de julho de 2011

Depois mudaram-lhe o nome

Terra cheia de graça
Terra cheia de pássaros
Terra cheia de luz.
Chegamos aos 58.837 pontos, equivalentes  a 15,10% de queda, em 2011. Como diz o famoso operador Décio Pecequilo, acostumado a tudo que já viu nos seus mais de 40 anos de profissão: “a baleia afundou”.
O dólar valorizou-se 0,25%, cotado a R$1,5790. Ajuda, mas não resolve.
Focus revê projeção de crescimento para 4% em 2011 e mantém previsão dos juros em 12,75% para o final do ano. IPCA dentro da meta: 6,31%.
O IPC-S, referente à segunda quadrissemana desse mês, da FGV em 0,13%. A balança comercial da semana ficou com superávit US$ 880 milhões.
Tudo indica que a inflação dará trégua por mais algum tempo. Se as contas públicas continuarem indicando austeridade, melhor ficar em papéis do governo federal.

China pode virar bola da vez?

A solução passará pelos emergentes.
Resta ao mundo, como esperança única, o crescimento dos países emergentes. O primeiro mundo afundou em suas dívidas e ficará empenhado em reduzí-las, pelos menos, nos próximos 5 anos.
A China tem, entre os emergentes, centralizado as principais expectativas, mas a realidade aponta a existência de problemas econômicos não desprezíveis. Inflação persistente, crescimento para além de seu próprio potencial, escassez de alimentos e outras matérias primas. O quadro complicou-se mais, nos últimos momentos, com o diagnóstico de uma política de crédito expansionista e com o também rápido crescimento da inadimplência. As cidades e regiões administrativas inteiras apresentam altos endividamento e inadimplência. Nas grandes cidades, já se fala claramente em bolhas imobiliárias que estariam prestes a estourar. Dada a estrutura política centralizada, todos esses problemas seriam drenados para Pequim, cuja grande poupança está aplicada na dívida soberana dos Estados Unidos. O governo chinês ficaria obrigado a um regime de emagrecimento econômico muito forte.
Nesse contexto, resta saber onde poderiam existir oportunidades substanciais para uma nova fase de crescimento mundial.

Atravessando o Atlântico

A Europa tem problemas de natureza semelhante
A Europa também apresenta problemas políticos para encaminhar soluções as suas dívidas. Pelo menos até o momento, vem dando conta de levá-los a bom termo, embora a multiplicidade de países endividados e o agravamento de suas circunstâncias sociais.
O sistema financeiro europeu mostrou-se realmente frágil.
Os resultados dos testes de estresse são, sem dúvida, desastrosos: nada menos de oito instituições foram reprovadas nos testes e , necessitam de um socorro de  € 2,5 bilhões, em números aproximados. Financiar essas dívidas continua a ficar cada vez mais caro.
A cada dia fica mais claro que as dívidas tornaram-se impagáveis e que necessitarão, em algum momento, de generosos "perdões". A unidade europeia deverá ser refundada sobre a generosidade dos mais ricos e sobre o monitoramento da austeridade de todos. Instituições e regulações deverão ampliar-se e aperfeiçoar-se em uma união refundada.

Brincando com fogo

Morosidade e disputas internas podem levar à ruptura do sistema econômico
Nos Estados Unidos permanecem dúvidas ainda intensas sobre a aprovação do novo limite de endividamento do país. A democracia norte-americana já se mostra imprudente ao deixar crescer as preocupações sobre sua capacidade superar problemas políticos internos e de dar solução a esse problema, a tempo e hora exigidos. As agências de avaliação de riscos S&P, Moody’s e Fitch já se aprontam para rebaixar a nota da dívida soberana do país nos próximos dias. Nem uma safra de boas notícias econômicas salvaria os Estados Unidos da enrascada fiscal em que se meteu. A solução estaria aprovação do Senado. As resistências são muitas e associadas sobretudo às propostas de cortes do governo de Obama.
O desempenho dos mercados mundiais é um alerta que não pode ser ignorado. As posições em renda variável continuam sujeitas a novas e grandes quedas, na hipótese de um rebaixamento das notas pelas agências de risco. As reservas brasileiras estão em papéis de renda fixa do Tesouro dos Estados Unidos. O maior credor é a China. Desenham-se, nesse horizonte, problemas geo-estratégicos que colocam em risco a segurança mundial. 

sábado, 16 de julho de 2011

Não dá para criticar

IGP-10 com menor deflação em julho
A queda dos preços continua. Mas é mais lenta, nesse instante.
O IGP-10 de julho teve queda de 0,12%, acima do resultado  negativo, de -0,22%, apresentado em junho. Os preços no atacado foram a causa dessa redução da deflação de julho.
 O IPA agrícola diminuiu fortemente a deflação, de -2,79% para -1,01%.  IPA industrial de 0,08%, ficou quase no mesmo lugar. A deflação dos preços de produtos alimentícios, têxteis, vestuário, produtos derivados do petróleo e químicos perdeu fôlego. No varejo o IPA foi de -0,13%.
Essas notícias ainda são muito boas. Pense um pouco no contágio das dívidas europeias e norte-americanas. É melhor avaliar o novo quadro internacional, antes de iniciar críticas e decisões. Isso vale sobretudo, para apróxima reunião do COPOM.
Talvez não seja conveniente mexer nos juros nesse instante. A recessão mundial se avizinha.

Invasão Hacker no Pentágono

Depois que o rebanho fugiu, não
adianta fechar a porteira
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos admitiu o roubo de nada menos que 24 mil arquivos de seus servidores,  no mês de março passado. Não explicitou os arquivos roubados, nem seus conteúdos.
A infraestrutura de sistemas do Pentágono apresenta-se com 15 mil redes e mais de 7 milhões de aplicativos. Presume-se também que conte com bons dispositivos de segurança.
Não adiantou nada. Agora, vem a promessa de providências mais radicais:
1.   tratar o ciberespaço como domínio operacional, com equipe treinada e organizada (a equipe anterior não era?)
2.   empregar novos conceitos de operação de defesa para proteger as redes e os sistemas (os sistemas anteriores eram obsoletos, no Pentágono?)
3.   atuar em parceria com outros departamentos e agências do governo e com o setor privado para permitir uma estratégia de cibersegurança.
4.   estabelecer relações com aliados dos EUA e com parceiros internacionais para garantir uma forte cibersegurança coletiva.
5.   alavancar a força de trabalho para o meio virtual e a inovação tecnológica (agora?).
Será preciso replanejar tudo. Parece falta de empenho. Distração, certamente. Aqui, chama-se negligência. O fato é que a boiada se foi. Não adianta mais fechar a porteira.

FEA-USP: segundo semestre

Já se planeja o segundo semestre
De 18 a 23 de julho de 2011


21.07 Quinta PROFUTURO DIGITAL FORUM
Massificação sustentável no mundo digital: é possível consegui-la?
Das 17h às 18h30, sala Ruy Leme, FEA-1
Responsáveis: Profs. Drs. James T. C. Wright e Leandro Fraga Guimarães
Realização: PROFUTURO
Inf.: 3091-5848, com Ivana
Vagas limitadas
Inscrições somente pelo link:
http://digitalforum3.questionpro.com
22.07 Sexta ÚLTIMO DIA PARA ENVIO DE TEXTOS PARA O JORNAL O VISCONDE
Ed. Agosto 2011

Responsável: Maíra Madrid
Realização: CAVC
Inf.: 3091-5914
Enviar textos por e-mail:
ovisconde@cavc.com.br

Defesas de Teses
Administração
DANIELA MARIA POZZOBON
Doutorado
Three studies on farmer cooperatives: heterogeneity, member participation and democratic decision making
Dia 19 de julho, às 9h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Decio Zylbersztajn
Comissão: Profs. Drs. Maria Sylvia Macchione Saes, Vivian Lara dos Santos Silva Rossignolo, Silvia Morales de Queiroz Caleman e Antonio Márcio Buainain.

Economia
HEITOR SANDES PELLEGRINA
Mestrado
Impactos de curto prazo do Programa Bolsa Família sobre o abandono e o desempenho escolar do alunado paulista
Dia 22 de julho, às 10h, sala A5, FEA-1
Orientador: Prof. Dr. Marcos de Almeida Rangel
Comissão: Profs. Drs. Ricardo de Abreu Madeira e Luiz Guilherme Dácar da Silva Scorzafave.

Agende-se
JULHO
FOREIGN STUDENTS ORIENTATION PROGRAM
Palestras de orientação e atividades de integração para os intercambistas estrangeiros que estudarão na FEA no 2º semestre de 2011
Evento fechado
Dias 26 e 27 de julho, das 9h às 17h, na sala da Congregação, FEA-1
Responsável: Prof. Dr. Edson Luiz Riccio
Realização: CCInt FEA
Inf.: 3091-6075
ccintfea@usp.br
11º CONGRESSO USP DE CONTROLADORIA E CONTABILIDADE E 8º CONGRESSO USP DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA EM CONTABILIDADE
Aproximação das Contabilidades: Societária e Gerencial
Dias 28 e 29 de julho, na FEAUSP
Abertura, dia 28, às 8h30, Auditório, FEA-5
Responsável: Prof. Dr. Welington Rocha
Realização: EAC-FEAUSP
Inf.: 3091-5820
www.congressousp.fipecafi.org

AGOSTO SÉRIE DE ENCONTROS - OBSERVATÓRIO DE CONTRATOS: RELAÇÕES AGROINDUSTRIAS NA CITRICULTURA Dia 4 de agosto, das 11 às 13h, sala da Congregação, FEA-1
Palestrante: Flavio de Carvalho Pinto Viegas
Responsável: Prof. Dr. Decio Zylbersztajn
Realização: PENSA
Inf.: 3818-4005
Evento gratuito. É necessário confirmar presença por e-mail:
nices@fia.com.br
www.pensa.org.br
CONCURSO LIVRE-DOCÊNCIA DO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA
Área: Microeconomia - Edital 39/2010

De 10 a 12 de agosto. Início dia 10, às 9h, sala A13, FEA-1
Candidato: Prof. Dr. Daniel Monte
Comissão: Profs. Drs. Marilda Antonia de Oliveira Sotomayor, Naércio Aquino Menezes Filho, Mauricio Soares Bugarin, Humberto Luiz Ataíde Moreira e Braz Ministério de Camargo
Responsável: Valéria Lourenção.
Realização: ATAc-FEA
Inf.: 3091-5801, com Janete Miranda
miranete@usp.br

A USP E AS PROFISSÕES
Visita monitorada
Dia 12 de agosto, das 14h às 18h, no Auditório - FEA-5

Responsável: Profª. Drª. Marina Mitiyo Yamamoto
Realização: Comissão de Cultura e Extensão Universitária FEAUSP
Informações: 3091-5872
cpqcexfea@usp.br

SETEMBRO
SEMANA DE ARTE NA FEA

Para alunos, professores e funcionários
Contextos temáticos para cada dia: Arte Brasileira, Arte Urbana e Anos 60
De 19 a 23 de setembro, no saguão do prédio FEA-1

Responsáveis: Profª. Drª. Marina Mitiyo Yamamoto e Marco Bonazzoli
Realização: Comissão de Cultura e Extensão da FEAUSP e CAVC

Inf.: por e-mail semanaartefea@gmail.com
OUTUBRO XIV SEMEAD - Ensino e Pesquisa em Administração
Dias 13 e 14 de outubro, na FEAUSP
Responsáveis: Profs. Drs. Lindolfo Galvão de Albuquerque e Martinho Isnard de Almeida
Realização: Programa de Pós-graduação em Administração FEAUSP
Inf.: 3091-5805
semead@edu.usp.br

Informe-se
EXTENDED DEADLINE - PAPERS FOR VI RESEARCH WORKSHOP ON INSTITUTIONS AND ORGANIZATIONS
Até 20 de julho
Workshop: 3 e 4 de outubro, na UFRJ ? Rio de Janeiro
Responsáveis: Profs. Drs. Ana Celia Castro, Paulo Furquim de Azevedo e Sandro Cabral
Realização: FGV, Insper, UFBA, UFRJ E USP
Inf.:
VI.RWIO@gmail.com, com Camila Germano
http://www.cors-usp.com/cors/conferences/index.php/cors/VI-RWIO/schedConf/cfp

37º ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE ADMINISTRAÇÃO
Dias 21 e 24 de julho, no SESC Praia Formosa - Aracruz (ES)
Palestrantes: Roberto Justus, Gil Giardelli, Angela Hirata e Roberto Lima
Inf.: http://www.enead.com.br/
SIBiUSP 30 Anos - Fórum de Debates: As Bibliotecas da USP e a Cultura e a Extensão
Dia 25 de julho, a partir das 13h, Auditório Myaki Issao, FO-USP
Responsável: Profª. Drª. Sueli Mara Soares P. Ferreira
Realização: SIBi, MAC, MAE, MP e MZ

Inscrições: http://bit.ly/sibiusp072011
7TH ILERA REGIONAL CONGRESS OF THE AMERICAS
5TH BRAZILIAN CONFERENCE OF LABOR AND EMPLOYMENT RELATIONS

Work in the Americas: Challenges and Opportunities
Dias 22 e 25 de agosto, na FECOMERCIO
Responsável: Profª. Drª. Luciana Yeung
Realização: IBRET e ILERA
Inf.:
www.irca2011.com.br

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O XXV PRÊMIO JOVEM CIENTISTA
Cidades Sustentáveis
Até 31 de agosto
Realização: CNPQ, Fundação Roberto Marinho, Gerdau e GE
Inf.: (61) 3211-9410/9409/4575
premios@cnpq.br
www.jovemcientista.cnpq.br

SUBMISSÕES ABERTAS PARA A REVISTA PERSPECTIVAS EM GESTÃO & CONHECIMENTO - PG&C
Responsáveis: Jorge de Oliveira Gomes e Luciana Ferreira da Costa
Realização: Universidade Federal da Paraíba
Acesse o site e colabore com a revista
http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/pg