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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Meios de pagamentos eletrônicos


Pagamentos eletrônicos têm projeção de crescimento de 40% em 2011
Data: Ter, 13 de Dezembro de 2011 11:07
Veículo: Investimentos e Notícias
A efetivação de transações bancárias através de meios eletrônicos de pagamento, como Internet Banking e Mobile, tem perspectiva de crescimento, em 2011, de 40% na classe de baixa renda. Já no varejo, a estimativa é de que esse índice alcance 30%, com base no uso de cartões pelos consumidores. Mas, mesmo com a evolução deste segmento, o uso do papel moeda continua em alta: 55% dos salários são recebidos em dinheiro pelos trabalhadores e 72% das transações são realizadas em espécie, de acordo com o Banco Central.
Análise realizada pelo Instituto de Pesquisa Fractal revela que, inicialmente, a expansão dos meios de pagamento ocorreu por meio das máquinas de auto-atendimento, localizadas dentro das agências bancárias, em seguida, nas frontais, e, por fim, nos estabelecimentos comerciais. “Houve um aprendizado relevante pelo consumidor para a estruturação dos novos hábitos de uso de bancos, acompanhado pela formação da então nova cultura para a aceitação dos meios eletrônicos”, afirma Celso Grisi, diretor presidente do Instituto de Pesquisa Fractal.
Estes fatores citados acima abriram as portas para a criação do “remote banking”, hoje, chamado de internet banking. “São esses novos meios de proceder à distribuição e à entrega de serviços bancários que explicam a queda do uso dos cheques, mas têm pouco a ver com o fenômeno da bancarização”, ressalta o economista. A bancarização, de forma massiva, é mais recente.
Outra modalidade utilizada para pagamentos são os correspondentes bancários, entendidos inicialmente como casas lotéricas, que, com o tempo, se transformaram em prestadores de serviços bancários, e também estão em constante evolução. “O objetivo deste serviço é melhorar o atendimento a esse segmento, reduzindo o tempo de fila e descongestionando as agências em dias de pagamentos e benefícios previdenciários. Iniciativas de mesma natureza e propósitos foram tomadas com os postos de atendimento bancário e eletrônico”, enfatiza Grisi.
Para finalizar, o uso de cartões foi intensificado pelos correspondentes, desta forma, o pagamento em dinheiro passa a cair na classe de baixa renda. As pessoas de renda intermediária e alta utilizam os demais meios de pagamentos de maneira intensa e crescente ao longo do tempo.
(Redação – Agência IN)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Balança comercial brasileira

Saldo negativo na balança comercial,
da 2a semana de dezembro
Na segunda semana de dezembro, o saldo da balança comercial brasileira foi negativo em US$ 730 milhões, segundo informam os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Dada a época do ano e a situação pela qual a economia mundial atravessa, esse déficit não deve causar estranheza.
As exportações totalizaram US$ 6,058 bilhões no período, correspondente a uma redução de 4,8%, na comparação com igual período de 2010. A retração dessa atividade atingiu mais fortemente os produtos básicos, cujas vendas foram reduzidas em 17,9% (petróleo, milho em grãos, minério de ferro e farelo de soja), em função da queda da demanda e dos preços internacionais. Já as exportações de bens manufaturados e semimanufaturados se elevaram 8,4% e 8,1%, respectivamente. A soja constituiu-se me uma exceção notável, uma vez que apresentou desempenho positivo das exportações, com aumento de 147,2% frente o mesmo período do ano anterior.
As importações, por seu lado, refletiram a maior demanda nessa época do ano por adubos e fertilizantes, com crescimento de 124,1%. As importações de aeronaves e peças cresceram 122,3%, enquanto os combustíveis lubrificantes tiveram crescimento de 89,4%.
No acumulado do ano, a balança apresenta saldo de US$ 25,563 bilhões, sendo 57,2% superior ao do mesmo período do ano passado muito maior que as previsões mais otimistas do início do ano, que giravam em torno de US$ 8 bilhões.

O carburador entupiu, outra vez

O acordo agradou, mas sua implantação
levanta novas dúvidas
As dúvidas sobre a implantação do acordo fiscal alcançado nessa sexta-feira produziu novas incertezas. Muitos dos países envolvidos não seriam capazes de, por si só, cumprir as obrigações impostas, dentro dos prazos previstos. As avaliações ainda são muito prematuras, uma vez que a União Europeia ainda não definiu o valor final dos recursos necessários a alcançar as metas fiscais fixadas. Há uma multiplicidade de situações fiscais nos diversos países da região que obrigaria a esforços nacionais diferenciados e cujos custos sociais e políticos põem em risco o cumprimento de tudo que se acordou.
Esses países exigirão diferentes níveis de socorros  que só poderão ser oferecidos por meio do consenso europeu e, certamente, pela renúncia dos estados-membros mais ricos.
Essas dúvidas trouxeram novas instabilidades ao mercado financeiro global. O arranque para a recuperação mundial esbarrou nesse pequeno cisco que entupiu o carburador e fêz "morrer o motor" europeu.
A percepção dos investidores foi agravada pela notícia de que a Moody´s pretende rever os ratings dos países da União Européia. São novas preocupações que parecem complicar o alcance de uma solução para o problema da Zona do Euro. As agências se esmeram na busca pelos momentos mais inconvenientes para fazer suas declarações. Aliás, a função da agência é apenas a de fazer a avaliação do risco, e não a de anunciar suas intenções em fazê-la.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Análise da XP Investimentos

Uma análise interessante
Em análise realizada na Reunião Matinal de hoje, a XP investimentos mostra como interpreta os fatos na Europa. Enviou-me Emmanoel Zullo Godinho.
"Líderes europeus insistiram em discursos neste fim de semana que o novo acordo fiscal vai livrar a zona do euro da crise da dívida que já dura dois anos. A moeda única será “mais robusta” depois do acordo firmado na semana passada para fortalecer as regras orçamentárias do bloco, disse o primeiro-ministro da Finlândia, Jyrki Katainen, à YLE Radio Suomi. O acordo liderado pela França e Alemanha, que prevê regras orçamentárias mais rígidas e um
adicional de 200 bilhões de euros (US$ 267 bilhões) para dar poder de fogo ao euro, é parte de um esforço para tranquilizar os investidores de que os líderes europeus podem dominar a crise. Mario Draghi, presidente do BCE, elogiou o acordo, aumentando as esperanças dos investidores de que o banco central poderá aumentar as compras de bônus. A chanceler alemã Angela Merkel disse, após a reunião dos líderes europeus, que o acordo coloca a região no caminho da “estabilidade duradoura do euro”, acrescentando que “foi removida a barreira a uma união estável”. O Reino Unido decidiu continuar de fora do novo modelo.
Os principais índices acionários da Ásia fecharam a segunda-feira sem tendência definida. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, avançou 1,38%, para 8.653,82 pontos; o índice Kospi, o principal de Seul, avançou 1,33%, aos 1.899,76 pontos; na ponta oposta, o Xangai Composto perdeu 1,02%, aos 2.291,55 pontos, enquanto o Hang Sang, de Hong Kong, caiu 0,06%, aos 18.575,66 pontos."

Desaceleração

Vamos mais devagar
Veículo: Jornal da Tarde - Seu Bolso - Data: 07/12/2011
Jornalista: Gisele Tamamar

Para a semana que começa

Nessa semana novos dados darão a medida da desaceleração nacional
Serão anunciadas as  vendas varejistas de outubro. Espera-se por um resultado muito modesto, sinalizando para uma queda bastante acentuada em relação ao mês anterior. Para novembro e dezembro, os resultados deverão ser mais fortes. Afinal, é Natal.
Entretanto, as vendas varejistas do primeiro trimestre 2012, mesmo considerando as medidas de  afrouxamento nas políticas monetária e fiscal e o aumento do salário mínimo, podem apresentar resultados modestos.
Também conheceremos os resultados da arrecadação federal o mês de novembro. Para ser coerente, é de se esperar por resultados inferiores ao mês de outubro. A desaceleração chegou só no final do ano. Portanto, todas as metas deverão ser cumpridas. As de inflação pela retração atual e a fiscal, pelo crescimento anterior. Desse modo, gregos e troianos estarão salvos.
No mundo, a vedete do momento chama-se Europa. Entrará em cena sedutoramente revigorada. Dela, esperam-se pelas regulamentações das decisões de sexta-feira e do detalhamento das propostas aprovadas.
Nos Estados Unidos, teremos mais uma reunião do Fomc. É de se esperar pela obviedade da fala: crescimento  medíocre da atividade econômica não autoriza entusiasmos e a inflação, mesmo depois de tanta liquidez, está  sob controle.
Na Ásia, será necessário observar se o crescimento japonês está mantido e se o consumo de bens duráveis e semiduráveis continuam a crescer naquela ilha. Enquanto isso, na China os olhos estarão voltados à política monetária expansionista. Espera-se que a redução da taxa básica de juros, adicionadas da liberação de parte dos compulsórios possam ter produzido algum efeito sobre os empréstimos e o consumo.

Semana passada

A semana anterior pode marcar um
ponto de inflexão no mundo
No Brasil, dois fatos: O IGPM da FGV sofre forte desaceleração, em linha com a freada do crescimento econômico do país. Ficou em 0,04%, na primeira prévia de dezembro, mostrando que os preços não se mexeram. A primeira prévia é feita para os primeiros dez dias do mês. Para se ter idéia da queda do indicador, a última medida equivalente, do mês anterior, havia registrado 0,37%. Em números redondos, a queda foi de 0,4%  para 0,0%. Também em linha com a freada econômica, o emprego industrial, em outubro, caiu 0,4%, enquanto o  salário real recuou 2,2%.
A perda do poder aquisitivo e a menor oferta de emprego são os elementos mais preocupantes nisso tudo. O governo central vai ter que por em práticas novas medidas contracíclicas. Que tal aumentar os investimentos para favorecer a criação de novas vagas?
No mundo, a maior notícia diz respeito ao acordo político costurado na Europa. Novo ordenamento fiscal e providências monetárias podem marcar a inflexão das expectativas. Alguns dissidentes começam a explicar suas decisões contrárias ao acordo. Soam como justificativas junto à opinião pública mundial.
Nos Estados Unidos, o déficit da balança comercial recua para 1,6%, enquanto o índice de confiança do consumidor sobe, atingindo os 67,7 pontos.
Com tudo isso, os termômetros econômicos nacionais registraram temperaturas claramente otimistas. Ibovespa fechou a sexta-feira em alta de 1,36%, aos 58.236 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 0,60%. O fluxo cambial positivo trouxe o dólar para baixo. Fechou a semana cotado a R$1,8060. Na semana, a moeda norte-americana apresentou alta de  0,78%.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Alívio geral

Europa encontrando o caminho da roça
O pacto alcançado pela maioria dos países da União Europeia, para unificação da política fiscal naquela região, trouxe uma redução das incertezas e das ansiedades dos agentes econômicos. Anunciou-se a inauguração de duas práticas profundamente salutares e inovadoras, objetivando a consolidação da macro-região. A primeira refere-se à jurisdicionalização da região. Agora, o Tribunal Europeu vai incumbir-se da matéria fiscal, apreciando os casos em que os países-membros ultrapassarem o limite do déficit orçamentário fixado (ou re-fixado) em 3%. A Europa voltou a entender que ”o homem é o lobo do homem” e que sem um organismo jurídico transnacional a instituição europeia não se perfaz. Governança e governo são coisas diferentes, mas é necessário que caminhem juntos.
A segunda diz respeito à coordenação central das políticas monetárias e fiscais. O Banco Central Europeu passa a dar as tintas monetárias na economia européia. Logo, seu eurobônus há de trazer confiança ao mercado e equilíbrio à formação das expectativas. Falta construir um aparato administrativo estabelecendo um modelo de gestão suficientemente genérico para dar conta de tantas realidades locais, impondo práticas de  controladoria pública para a toda a região. Um desafio político ainda maior que a própria unificação da moeda.

Sobre a carne, no Brasil

Relatório Semanal da CMIX
Disponível nos sites:
Reproduzo texto do Relatório Semanal da CMIX enviado pelo amigo Emmanoel Zullo Godinho, de Toledo, no Paraná. O grifos são nosso.
“O presidente do frigorífico Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse que o Brasil produzirá 50 milhões de bezerros até o final deste ano. Para 2012, haverá um crescimento de 3% a 4% desses animais.
No Brasil, estamos caminhando para o ponto de inflexão do ciclo da pecuária. Temos aumento de estoques de vacas e bezerros. Poucos países estão nesse processo de recomposição do rebanho. O criador brasileiro ainda está com boa produtividade, disse o executivo.
Segundo ele, em um mundo de demanda crescente, o Brasil ocupará uma posição única no mundo como fornecedor de carne bovina, já que o que se observa é uma redução na produção da proteína nos principais concorrentes do país, principalmente os desenvolvidos. Na Europa, estão diminuindo os subsídios à produção; nos Estados Unidos, temos o menor rebanho dos últimos 60 anos e o foco está no subsídio ao etanol e os produtores estão deixando a atividade pecuária para investir em etanol. Na Austrália, temos rebanho estável (flat) e não aumenta por falta de água. Na Argentina, problemas internos políticos prejudicam o setor. Estamos no lugar certo para produzir proteínas explicou o executivo. Ele também disse que 2012 será um período sem grandes "surpresas" no preço da arroba do
boi. Os contratos negociados na BM&FBovespa indicam preços 5% menores para o ano que vem, declarou. Com relação à demanda, no mercado doméstico, é "bastante pujante, ainda mais com crescimento de renda da população." O Nordeste é uma região-foco da empresa para o ano que vem.
No mercado externo, conforme Queiroz, a demanda por carne bovina continuará, principalmente em mercados em desenvolvimento. Sobre China, o executivo disse que há um grande potencial de aumento de demanda. O consumo per capita na China é pouco, cerca de 3 quilos/ano. Mas fizemos uma conta: se cada chinês consumir pelo menos um hambúrguer a cada dois meses, há um aumento de um quilo no consumo per capita/ano. Vemos que a China cada vez mais está se direcionando para um consumo ocidentalizado declarou. Hoje, 8% do volume exportado da companhia são para Hong Kong e China continental. Se incluir países do Oriente Médio, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos, países que também estão mais flexíveis para exportações de proteínas, esse  porcentual passa para 40%. Queiroz informou que sua unidade no Paraguai está operando normalmente, com produção  destinada ao mercado interno, Brasil e Rússia. Para o Chile, grande mercado consumidor da carne paraguaia, a empresa está atendendo o país de unidades brasileiras. Essa é a beleza da diversificação geográfica ressaltou. Sobre o embargo russo a frigoríficos brasileiros, Queiroz se mostrou confiante na reversão da medida adotada pelo país. Os técnicos estão visitando  unidades brasileiras, inclusive algumas nossas. Só de estarem fazendo essas visitas, é um sinal de reversão do embargo e até novas habilitações de unidades em breve declarou.”
Portanto, o mercado de carne bovina continuará muito bom, pelo menos por mais alguns anos, puxando a carne de porco e de frango para a mesma direção.

O final de ano na FEA USP

Muitas teses e dissertações ainda esse ano

De 12 a 17 de dezembro de 2011


13.12 Terça
XCVI DISCUSSÕES METODOLÓGICAS
Fórum para apresentação e discussão das primeiras ideias, anteprojetos, projetos e pesquisas em andamento para elaboração de teses, dissertações e artigos
Das 14h às 17h, FEA-3 (indicação da sala no dia do evento)
Responsável: Prof. Dr. Gilberto de Andrade Martins
Realização: EAC-FEA/USP
Inscreva seu projeto no site:
www.eac.fea.usp.br/eac/observatorio/
Outras informações por e-mail: martins@usp.br
15.12 Quinta
ENTREGA DE MENÇÕES HONROSAS AOS PARTICIPANTES
DO 19º SIICUSP
15 de dezembro
Às 15h, Auditório, FEA-5
Responsável: Profª. Drª. Maria Inês Santoro
Realização: Pró-Reitoria de Pesquisa USP
Inf.: www.usp.br/siicusp
Defesas de Teses
Economia
DANILO FREITAS RAMALHO DA SILVA
Doutorado
Três abordagens sobre desemprego: teórica, empírica e de história das ideias
Dia 12 de dezembro, às 14h, sala A5 (videoconferência), FEA-1
Orientador: Prof. Dr. Pedro Garcia Duarte
Comissão: Profs. Drs. Gilberto Tadeu Lima, Jorge Eduardo de Castro Soromenho, José Gabriel Porcile Meirelles e Fábio Neves Perácio de Freitas
GUSTAVO DE BARROS
Doutorado
"O problema siderúrgico nacional na Primeira República"
Dia 14 de dezembro, às 14h, sala Delfim Netto, FEA-2
Orientador: Prof. Dr. Raul Cristóvão dos Santos
Comissão: Profs. Drs. Renato Perim Colistete, Flávio Azevedo M. de Saes, Francisco Luiz Corsi e Bernardo Ricupero
ALESSANDRO RIBEIRO DE C. CASALECCHI
Mestrado
Efeito do tamanho do estabelecimento Sobre os salários: uma análise com um painel de estabelecimentos e de seus trabalhadores
Dia 14 de dezembro, às 14h, sala 215, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Naércio Aquino Menezes Filho
Comissão: Profs. Drs. Ricardo Rezende Gomes Avelino e André Portela Fernandes de Souza
EDUARDO COLAGROSSI PAES BARBOSA
Mestrado
Mudanças climáticas e o padrão do uso do solo no Brasil
Dia 16 de dezembro, às 14h, sala 215, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Eduardo Amaral Haddad
Comissão: Profs. Drs. Carlos Roberto Azzoni e José Gustavo Féres
Administração
BRUNO CALS DE OLIVEIRA
Mestrado
Fatores determinantes para abertura de capital de empresas brasileiras
Dia 13 de dezembro, às 10h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Roy Martelanc
Comissão: Profs. Drs. Eduardo Kazuo Kayo e Ricardo Fuscaldi de F. Baptista
FERNANDO SCANDIUZZI
Doutorado
Integração da cadeia de suprimentos no Brasil: um estudo em empresas de grande porte
Dia 14 de dezembro, às 8h (videoconferência), sala A5, FEA-1
Orientador: Prof. Dr. Marcio Mattos Borges de Oliveira
Comissão: Profs. Drs. Alberto Borges Matias, Alceu Salles Camargo Júnior, Jorge Henrique Caldeira de Oliveira e Janaina de Moura Engracia Giraldi
JOSÉ HAMILTON MATURANO CIPOLLA
Doutorado
Fatores do ambiente de negócios determinantes para a formação de centros de excelência: um estudo com subsidiárias de multinacionais no Brasil
Dia 14 de dezembro, às 9h, sala 215, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Moacir de Miranda Oliveira Jr.
Comissão: Profs. Drs. Hamilton Luiz Corrêa, Arnaldo José F. Mazzei Nogueira, Belmiro do Nascimento João e Thelma Valéria Rocha
FÁBIO ALESSANDRO AFFONSO ANTONIO
Mestrado
A díade gestor-subordinado: as relações entre a compatibilidade dos valores humanos e o estado pessoal de qualidade de vida no trabalho
Dia 14 de dezembro, às 14h, sala 217, FEA-5
Orientadora: Profª. Drª. Ana Cristina Limongi-França
Comissão: Profs. Drs. Joel Souza Dutra e Maria Luisa Mendes Teixeira
CARLOS HENRIQUE BITTENCOURT MORAIS
Mestrado
Gerenciamento de ambientes multiprojetos pelo método da corrente crítica em empresas brasileiras: um estudo de multicasos
Dia 15 de dezembro, às 10h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Roberto Sbragia
Comissão: Profs. Drs. Antonio Cesar A. Maximiano e Roque Rabechini Júnior
CLAUDIA ALMEIDA COLAFERRO
Mestrado
A contribuição do neuromarketing para o estudo do comportamento do consumidor
Dia 16 de dezembro, às 11h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Edson Crescitelli
Comissão: Profs. Drs. Geraldo Luciano Toledo e Leandro Leonardo Batista
Informe-se
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A CÁTEDRA DRª. RUTH CARDOSO
Para professores ou pesquisadores brasileiros das áreas de ciências humanas e sociais
Até 29 de janeiro
Realização: Fulbright, Capes, Fapesp e Universidade de Columbia
Inf. e Insc.: no site  www.fulbright.org.br
13º FESTA DO LIVRO DA USP
Dias 14/12, 15/12 e 16/12, na Escola Politécnica | USP - Prédio da Mecânica e da Civil
Realização: EDUSP
Inf.: www.edusp.com.br/festadolivro

Instituto de Estudos Avançados da UNP

O IEA e sua produção na USP
AGENDAEventos Públicos

DEZEMBRO
Dia 12, 16h
SOLENIDADE COMEMORATIVA DOS 25 AOS DO IEA E LANÇAMENTO DA EDIÇÃO 73 DA REVISTA "ESTUDOS AVANÇADOS"
Expositores: Hélio Nogueira da Cruz (vice-reitor), Carlos Guilherme Mota (primeiro diretor do IEA), Alfredo Bosi (editor da revista "Estudos Avançados") e César Ades (diretor do IEA)
Apresentação musical: Ivan Vilela (ECA), Gilberto de Syllos Rosa e Paula Ferrão Arruda

Local: Sala do Conselho Universitário, Rua Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São PauloConfirmação de presença: iea@usp.br
Dia 14, 10h
KNOWLEDGE FLOWS AND CAPABILITIES IN THE BRAZILIAN RESEARCH SYSTEM 2005-2009 - BIBLIOMETRIC ASSESSMENT
Expositor: Hannes Toivanen (VTT Technical Research Centre of Finland)Local: Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, Bloko K, 5º andar, Cidade Universitária, São PauloTransmissão: ao vivo pela web em www.iea.usp.br/aovivo
Informações: com Rafael Borsanelli (rborsanelli@usp.br), tel. (11) 3091-1688

sábado, 10 de dezembro de 2011

Crédito mais caro

Inadimplência e risco explicam a alta dos juros
As taxa de juros para empréstimos voltam a subir. Segundo pesquisa da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, após três reduções consecutivas as taxas de juros das operações de crédito voltaram a crescer em novembro. Essas elevações foram atribuídas ao cenário econômico internacional.
Na pesquisa foram investigadas seis linhas de crédito. O crédito rotativo, oferecido pelo Cartão de Crédito, ficou estável. As demais sofreram elevações.
A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma elevação de 0,07 ponto percentual no mês, equivalente a 1,70 pontos percentuais no ano.
A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma elevação de 0,10 ponto percentual no mês, corresponde3nte a 1,84 ponto percentual em doze  meses. A expectativa é de que as taxas de juros voltem a ser reduzidas nos próximos meses por conta das prováveis reduções da Selic, a taxa básica de juros.

Steves e suas mazelas

Apple condenada na Alemanha
Corte de Manheim, na Alemanha, condenou ontem  a Apple por violação de patente da Motorola Mobility, nos Iphones e nos Ipads. A patente refere-se à tecnologia de transferência de dados compactados (GPRS).
Acabe recurso e certamente a Apple vai apelar da decisão. Mas o pior já aconteceu.
Do ponto de vista de marketing isso “pega mal”. Melhor para Apple teria sido aceitar as muitas tentativas ,feitas pela Motorola Mobility, para chegar-se a um acordo, em 2007. Na ocasião, a Apple reagiu com a lógica dos  que violam direitos intelectuais alheios: calou-se, "fingindo-se de morto". Deu no que deu.
Com a decisão, a Apple deverá indenizar a Motorola, mas o valor do ressarcimento não foi revelado.
Agora já não há mais porque decidir pela suspensão das vendas da Apple. Apenas obrigá-la a uma indenização  milionária. Seria uma lição e tanto para todos os violadores e induziria a redução desse tipo de crime. Pena não ver presos os responsáveis.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Mais lenha na fogueira

Sistema bancário europeu busca soluções
O déficit de bancos europeus atinge € 115 bilhões.
Autoridade Bancária Europeia explica que as razões desse déficit estão relacionadas à insuficiência crescente de capital das instituições alemãs e de outros importantes países da região. Acentuou que os bancos dos países europeus deverão buscar recursos na casa de  € 114,7 bilhões para dar cumprimento aos níveis regulatórios de capital (9%), exigidos recentemente pela UE. Esse será o preço a ser pago para enquadrar essas instituições financeiras no que o regulamento chama de Tier 1.
Os bancos devem apresentar até o dia 20 de janeiro, do próximo ano, um planejamento completo, comprovando a capacidade de obtenção de funding para a recapitalização exigida. A partir daí, terão como horizonte temporal, o dia 30 de junho, para implementar o plano e obter os recursos impostos pelo novo regulamento.
O aumento na necessidade total de recursos resulta de uma revisão para apurar o verdadeiro déficit de capital dos bancos da Alemanha, Itália, Áustria e Bélgica.
A Europa arde em chamas, enquanto os bombeiros estão reunidos nos mais belos palácios da região. Acho que decidem sobre uma nova greve por melhoria de salários.

Pareceres são argumentos de força 1

Standard & Poor’s viu o galão de gasolina aberto. Só está riscando o fósforo
A S&P colocou em revisão negativa os ratings de 15 instituições financeiras da Espanha. Inoportuno, para dizer o mínimo.
São 12 ratings de crédito de longo prazo e 14 de curto prazo a serem revisados. A própria agência reconhece que  as avaliações poderão conduzir um downgrade de, no mínimo, um e, no máximo, dois graus no rating soberano da Espanha.
A revisão aponta para os ratings de longo e curto prazo do Santander S/A e suas subsidiárias: Banco Español de Credito S/A (Banesto), Santander UK PLC, Santander Holdings USA, Santander Consumer Finance (SCF) e Sovereign Bank. Aponta ainda para os ratings de curto e longo prazo dos bancos CaixaBank S/A, Caja de Ahorros y Pensiones de Barcelona, Banco de Sabadell, Ibercaja Banco, Bankinter e Confederacion Española de Cajas de Ahorros, Banco Financiero y de Ahorros e sua subsidiária Bankia.
A revisão negativa atingirá também os ratings de longo prazo do BBVA Banco Bilbao Vizcaya Argentaria e sua subsidiária BBVA USA, e, os de curto prazo, do Banco Popular Español, Caja de Ahorros y Monte de Piedad de Gipuzkoa y San Sebastian (Kutxa) e Bilbao Bizkaia Kutxa.
Desse jeito “não vai sobrar para fazer chá”.
A situação desses bancos e de outros por toda a Europa, é muito ruim. A União Europeia tem feito o possível para não deixar que nada disso vaze antes de concluir a costura de seu grande acordo supranacional.
São muitos os políticos que seguram, com seus respectivos pares de mãos, os buracos do dique europeu.
Mas, dessa vêz, parece haver mais buracos que mãos.

Um passo relevante na educação

Publicação de livros didáticos, em formato digital, pode tornar-se obrigatória
 A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou proposta que obriga o Ministério da Educação a disponibilizar os livros didáticos e paradidáticos adotados  em formato digital. A medida tem o objetivo de facultar a docentes e discentes o acesso ao material distribuído pelo MEC em qualquer momento e de qualquer lugar.
Em matéria educacional, a aprovação pela Câmara é  muito bem-vinda. Amplia, na educação, as condições de acessibilidade e universalidade do sistema. Beneficia claramente a sociedade. Ficam, entretanto, questões a serem resolvidas, como as relativas à tributação, aos pagamentos de direitos de autor e àquelas referentes à nova concorrência que editoras e distribuidores de livros passam a sofrer.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Prometer, convencer, induzir

Dólar em forte alta
O dólar comercial fechou o dia de hoje a R$ 1,8174, com alta de 1,5%. Investidores estão buscando refúgio na moeda norte-americana, em meio a tantas incertezas no mercado internacional.
A Europa quer renascer de suas próprias cinzas. Para isso, usa, quase que exclusivamente, de medidas monetárias. Emite moeda e lança papéis. Desesperadamente. Paga rendimentos que negam o senso comum nas operações representativas de suas dívidas.
O mundo está tão líquido que investidores arriscam-se nos papéis, no dólar e nas mais inusitadas moedas nacionais.
Lembro a todos que 26% das reservas mundiais estão em euro. Apenas 4%, em moeda japonesa. Usando o chavão financeiro, a Europa está “muito grande para quebrar”. Levaria o mundo de roldão. O euro também.
Portanto, esqueçam essa tese.
Será preciso costurar uma nova solução. Dessa vez, com a renúncia das populações nacionais a seus planos de uma vida futura confortável e protegida pelos estados. Eles quebraram e quebram sonhos e devaneios populares.
O Banco Central Europeu  derrubou sua mais relevante taxa de juros da Zona do Euro. Agora a taxa é de 1% ao ano. Autorizou o aumento do crédito para o consumo e às empresas. O Bank of England, no egoísta Reino Unido, deixou a taxa de juros em 0,5% ao ano.
Como todos já sabemos nada disso adiantou nos Estados Unidos. Para sair da crise, é preciso aumentar os investimentos. Públicos, em primeiro lugar. Privados, sempre que depois de convencidos os principais agentes econômicos, sobre um futuro promissor. Nessas ocasiões, os estados devem recuperar seu papel de indutor do crescimento das economias. Induzir crescimento, emprego, renda são as tarefas prioritárias. Consumo vem na esteira desses acontecimentos.

Inflação em novembro

Alimentação e Serviços: os eternos
vilões dos preços, no Brasil
O IPCA - IBGE, de novembro ficou em 0,52%. O indicador apontou para nova aceleração, uma vez que, no mês de outubro, ele havia registrado alta de apenas 0,43 %.
Não se pode negar que o final de ano sempre impõe pressões aos preços e, nesse caso, a alta se deve mais fortemente aos movimentos dos preços de alimentos e dos serviços. Vestuários e bens duráveis, mais sensíveis aos cortes na oferta de crédito e à desaceleração econômica, recuaram.
Curioso observar que os serviços apresentaram contribuição negativa para a formação do PIB do terceiro trimestre, mostrando seu enfraquecimento na oferta sem, contudo, deixar de pressionar os preços. Incomoda saber disso. Talvez seja o caso de o governo atentar-se para os efeitos que a oferta de crédito possa estar produzindo sobre os preços desse setor. Serviços são atividades intensivas em mão de obra, valendo a pena verificar se os reajustes de salários e procura ainda excessiva desses profissionais, possam estar na base dessas altas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

José Luiz Tejon, especialista em marketing do agronegócio

Consultor brasileiro agora na Itália
Obra de José Luiz Tejon, com seus parceiros internacionais Panzarani e Megido, é alvo de matéria no principal jornal econômico da Itália: O Luxo for All, conquista a Europa.
Confira no link abaixo: http://www.tejon.com.br/emailmkt/1211-materia/mercati_cannata1.pdf
Recomendo: para os profissionais de marketing.

O dia promete

Notícias de ontem serão melhor interpretadas. As de hoje trarão novas incertezas.
Ontem, ficamos sabendo que o PIB nacional acumulou 3,7% de crescimento no ano e, 3,2%, nos últimos 12 meses.
Soubemos também que o consumo das famílias caiu -0,1% e o consumo do governo, -0,7%. Isso promoveu a redução das importações em -0,4%. O crescimento da agropecuária foi forte e impulsionou o crescimento das exportações em 1,8%. Surpreendente mesmo foi a queda dos serviços em -0,3%%.
No cenário externo a S&P, com sua característica falta de oportunidade, foi a vedete. Seus alertas sobre o possível rebaixamento de notas, fizeram o dólar reagir no Brasil. Vínhamos de sete 7 sessões consecutivas de queda, que produziram uma redução de 5,29% na moeda norte-americana em relação ao real. Com os inoportunos alertas da agência de classificação de risco, o dólar subiu hoje 0,39% e fechou cotado R$1,7950.
Para complicar mais um pouco, a confiança no setor de serviços voltou a cair 0,6% em novembro.
Hoje o mercado deve absorver essas informações e completar sua lição de casa, promovendo seus ajustes.
Mas, o dia promete mais hoje. Indicadores de todos os lados e para todos os gostos serão publicado por aqui: IGP-DI, IPP, IC-Br e outros referentes ao desempenho industrial e cambial do país.
Agravando ou compensando expectativas, chegarão dos Estados Unidos notícias sobre as variações dos estoques de petróleo e do crédito ao consumo.
Vamos aguardar também a evolução do imbróglio europeu. O dia promete.