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quinta-feira, 29 de março de 2012

Caindo na real

Crescimento aborta decolagem
A economia norte-americana, nestes últimos dois meses, dava sinais de recuperação. O mercado acreditou que dessa vez era “pra valer”. Não foi. Os indicadores dessas duas últimas semanas frustraram as expectativas criadas. A última informação da economia mostra que as encomendas de bens duráveis, embora tenham crescido no mês de fevereiro, não alcançou aquilo que o mercado esperava.
Na China, o dilema inflação x crescimento não foge dos padrões econômicos tradicionais. De um lado, a inflação pressiona; de outro, o crescimento fica comprometido pelas medidas que tentam controlar a rebeldia do sistema de preços. Em síntese, para combater a inflação, o crescimento é cada vez menor. Assusta, não?
A Europa vive seu encontro (ou desencontro) com a realidade monetária de seu plano de resgate das dívidas. A economia não está saneada. Está apenas irrigada. Os agentes econômicos estão concluindo que suas expectativas foram exacerbadas diante enorme liquidez produzida pelo Banco Central Europeu. O dinheiro para nas curvas desse rio e não chega às mãos do consumidor. A demanda não aumenta, empregos não são criados e a renda não cresce.

Coral USP estará imperdível

Um programa para quem gosta de música:
apenas um caso de paixão

Programa:
Henry Purcell (1659-1695)
Welcome, vicegerent of the mighty king
Ode de boas-vindas ao rei
A Tempestade:
Música incidental para a peça de William Shakespeare
Solistas:
Sopranos: Antonieta Bastos, Berenice Barreira, Narilane Camacho, Rosana Amado
Tenor: José Palomares ; Baríitono: João Vitor; Baixo: Fernando Coutinho
Narrador: Fernando Grecco
Direção Artística e Regência: Alberto Cunha
31 de março - 20h
Teatro Municipal de Osasco
Av. dos Autonomistas, 1533 – Centro – Osasco
01 de abril – 12h
Auditório do Instituto de Artes da UNESP
Rua Dr Bento Teobaldo Ferraz, 271 – Barra Funda
Duração: 1h30min
ENTRADA FRANCA
A TEMPESTADE
Na Inglaterra do século 17, era muito comum a realização de obras teatrais e musicais para entretenimento do rei e da nobreza. Havia dois teatros estabelecidos em Londres com o aval da monarquia, que mantinha também um conjunto de cordas e o coro da Capela Real. Todas as datas importantes do calendário, particularmente o Ano Novo e o aniversário do soberano, bem como ocasiões especiais, como bodas, inaugurações e nomeações políticas, eram brindadas com música composta especialmente para essas efemérides. Nosso concerto se inicia com uma ode de boas-vindas ao rei, quando este retornou a Londres, após passar o verão no campo. “Welcome, Vicegerent of the Mighty King” é a primeira de uma série de odes comemorativas escritas por Henry Purcell, o mais importante compositor inglês dessa época. A obra apresenta uma abertura nos moldes das aberturas francesas de Lully e diversas seções corais em escrita basicamente homofônica, entremeadas de ritornelos instrumentais sugerindo números de dança.
Dentre a vasta produção musical de Purcell, destacam-se também suas composições para o teatro, desde canções avulsas até a primeira ópera inglesa (“Dido e Enéas”). No caso de “A Tempestade”, a música foi escrita com base na peça de William Shakespeare modificada por John Dryden, um dramaturgo muito atuante no Teatro de Lincoln’s Inn Fields. Dryden reescreveu a peça de Shakespeare, acrescentando várias personagens inexistentes no original e criando novas cenas. A música escrita para essa peça era executada nos intervalos entre cenas e entre atos, envolvendo personagens secundárias ou apenas o coro. Devido à falta de fontes autênticas (o manuscrito original está perdido), não se pode afirmar categoricamente que a música para “A Tempestade” seja de Purcell (exceto a canção “Dear pretty youth”, que foi publicada separadamente como de sua autoria). A despeito dessa incerteza, a partitura exibe vários gestos composicionais característicos de Purcell. A peça tem início com uma abertura francesa, e contém diversas árias de grande dificuldade técnica, como aquelas dos solistas masculinos, mas também números de intensa expressividade, como a ária “Dry those eyes” e o dueto final com coro “No stars again shall hurt you”.
Alberto Cunha
Coral Universidade de São Paulo
Tel.: (55) 11 3091-3930/5071 - http://www.usp.br/coralusp - coralusp@usp.br

Finanças pessoais

Prudência e moderação são regras para a gerência dos recursos familiares
É possível aumentar o patrimônio familiar. A receita para isso não é complicada. Basta construir os orçamentos familiares e encontrar espaço para formar uma poupança que possa ser cuidadosamente investida.
As famílias passam a ter as rendas e os demais benefícios da poupança ou do crédito bem contraído.
Veja a matéria na TV Cultura, no programa Pronto Atendimento:

quarta-feira, 28 de março de 2012

O esquecido cacau

Novas perspectivas para os preços do cacau
Lembra-me o amigo Décio Pecequilo que a imprensa andou esquecida do cacau. As últimas notícias veiculadas davam conta de uma cultura muito castigada pelas intempéries no Brasil, agravada pelos baixos preços internacionais.
Veja o que o Décio está nos trazendo agora como perspectivas futuras:
"Em sua primeira estimativa oficial, para atual temporada, a Organização Internacional de Cacau (OICC) prevê que o mercado global do produto poderá sofrer um déficit de 71 mil  toneladas. É evidente que  pode haver mais a frente uma recuperação de preço.
No mês de fevereiro, a cotação média mensal do cacau, nas bolsas de Nova York e Chicago estiveram em alta de 1,33%, no ano, até agora a alta passa a ser de 6,36%, mas, em 12 meses corridos, temos uma queda acentuada de 32,36%.( Fonte:Bloomberg.Elaboração Valor Data.Mercado Futuro,segunda posição)".
Obrigado, Décio.

As questões agora são de natureza estrutural

Estados Unidos ainda não convencem
Os juros nos Estados Unidos não conseguem apresentar crescimentos consistentes. A economia avança em vôos de galinha.
A autoridade monetária norte-americana entende que a enorme liquidez produzida nos últimos períodos é absolutamente necessária à modesta e frágil recuperação do país. E é por isso que os juros não devem subir nesse ano.
De fato, não há mudanças estruturais na economia dos Estados Unidos que possam fornecer expectativas de crescimento sustentável para o médio prazo. Os déficits gêmeos (externo e interno) permanecem sem  nenhuma solução encaminhada, a taxa de desemprego mantém-se muito elevada, acima dos 7,0%, e o mercado imobiliário ainda mostra-se extremamente vulnerável com a publicação dos dados recentes sobre o desempenho desse setor.
Ontem um conjunto de notícias evidenciaram as vulnerabilidades da economia do país: o índice de preços de imóveis cedeu 3,8% no mês de janeiro; a confiança do consumidor mostrou-se em recuo, conforme apontou o Conference Board, regredindo dos 71,6 pontos, em fevereiro, para 70,2 pontos, no mês de março; o índice de atividade do Fed de Richmond caiu de forma assustadora, vindo dos 20 pontos para apenas 7 pontos, em relação à última medida.
Nessa altura, uma alta dos juros seria fatal para o combalido mercado imobiliário e certamente puniria o consumo que vive de seus poucos e ocasionais suspiros.
Os Estados Unidos precisam atuar no consumo, mas não só nele. Medidas fiscais mais fortes, voltadas à oferta, poderiam ampliar investimentos e o emprego, combatendo o estado de marasmo econômico em que os agentes se encontram.
Enquanto isso, no Brasil, o governo mostra-se esperançoso em relação às mais recentes medidas cambiais e reedita a referente  à taxação de IOF em operações de empréstimos e captações no exterior com prazos inferiores a cinco anos. Mesmo assim, internamente, o real não se enfraquece. Faz pensar se não é ora de utilizar alguma outra arma do arsenal do ministro Mantega.

terça-feira, 27 de março de 2012

Agora só os investimentos poderão estimular o crescimento

Precisaremos dos investimentos
públicos e privados
Nesse instante, resta ampliar os investimentos. Eles é quem podem estimular o consumo.
Entre as pessoas jurídicas os juros cresceram e o estoque de crédito recuou.
De um lado, os bancos estão mais seletivos, cuidando da qualidade de crédito de suas carteiras. De outro, as empresas que venderam menos do que esperavam nas festas de fim de ano, acumulando estoques, preferiram fazer promoções ao invés de financiar seus estoques com o capital do sistema bancário.
As promoções ajudaram a combater a inflação. Os preços das promoções, mais baixos, levaram em conta o fato de não haver custos financeiros na operação funding das empresas.
O consumidor pagou taxas de juros mais altas, sobretudo em seus cartões de crédito, nos juros sobre saldo negativos em seus cheques especiais e usaram fortemente o crédito pessoal, também a custos mais altos.
A inadimplência não cedeu, contrário senso daquilo que esperavam os especialistas. Os especialistas não levaram em conta o endividamento das famílias e a redução de seus ganhos reais.
O consumidor já não responde com o mesmo vigor às políticas expansionistas sustentadas pelo aumento do crédito, como mostra a estabilidade da relação PIB/CRÉDITO, em torno de 48%.
Para obter resultados mais expressivos o governo terá que ampliar seus investimentos e estimular os investimentos privados, nacionais e multinacionais. Investimentos ampliarão emprego e renda. E como consequência, o consumo voltará a crescer. Só aí, poderíamos pensar na eficácia de um novo ciclo expansionista, via aumento do crédito.

Inadimplência frustrante

Mercado esperava pela redução da inadimplência.
Os dados saíram hoje. Os analistas imaginaram que a inadimplência poderia iniciar uma queda nos dados de janeiro e esperam que ela se acentue no mês de fevereiro, em função do novo salário mínimo. Pessoalmente não acredito nisso. Se houver uma eventual redução desses atrasos superiores a 90 dias, em fevereiro, essa redução deve ser muito pequena. Nada sinaliza para uma queda acentuada. O grau de endividamento das famílias continua elevado e quantidade de famílias endividadas não se reduziu. Também a renda tem crescido em velocidade menor que nos anos anteriores.
De fato, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, o rendimento real cresceu apenas 1,2% em fevereiro.
O crédito voltou a crescer em fevereiro, mas as quedas da taxa básica de juros não estão sendo repassadas para os consumidores finais como o Banco Central esperava.
O estoque total de crédito mostrou crescimento de 0,4 por cento no mês de fevereiro, ante a queda de -0,2 do mês de janeiro. A inadimplência média manteve-se relativamente estável em 5,8, contra os 5,6% de janeiro. Entre as pessoas físicas, os atrasos de pagamento com mais de 90 dias ficou em 7,6 %, em fevereiro, e em 4,1%, para as pessoas jurídicas.
Conclusão: Tudo como dantes no quartel de d’Abrantes.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Lei florestal ainda parada o Congresso

A proposta do especialista é de uma
lei para cada bioma
Progrma: Cifras&Safras   -   Data: 23/03/2012
Não perca: http://vimeo.com/39046504

sexta-feira, 23 de março de 2012

PMI’s em queda

Europa e China andando de lado,
mostram redução nas compras
O índice gerente de compras, conhecido pela sigla PMI, afere as atividades de compra no setor privado, combinando dados da indústria e do setor de serviços. Na Europa é o instituto Markit Economics quem produz essa medida. Na China, a o instituto trabalha em conjunto com o HSBC para produzir o mesmo índice.
Na Zona do Euro o PMI apresentou queda de 0,6 ponto. Especificamente, na Alemanha, o mesmo índice caiu para 51,4 pontos em março, ante os 53,2 pontos registrados no mês imediatamente anterior.
Na China o PMI registrou piora nas condições de negócios. No mês de março, o indicador ficou em 48,1 pontos, resultado inferior ao mês de fevereiro, que foi de 49,6 pontos.
Os desempenhos desse índice traz um recado muito claro. O PIB mundial vai ser muito tímido esse ano e as quantidades demandadas mundialmente devem cair, trazendo os preços para baixo. É mesmo de se esperar por uma desinflação mundial mais forte.

Bom demais, ruim demais.

O bate e assopra da economia brasileira
A taxa de desemprego média no Brasil apurada pelo IBGE mantém estável em  5,7%, no mês de fevereiro. Em janeiro, o desemprego estava 5,5%, ligeiramente abaixo da taxa divulgada para fevereiro. A população ocupada (22,6 milhões) também ficou estável, comparada ao mês anterior. O mesmo aconteceu com a população desocupada (1,4 milhão de pessoas). O rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.699,80) teve alta de 1,2% no mês de fevereiro e de 4,4% em relação a fevereiro de 2011. Em outras palavras, o mercado de trabalho continua apertado e os ganhos reais podem sustentar o consumo e dar a partida para a reativação da atividade econômica no país. Bom demais!
Por outro lado, pesquisa do Bacen aponta que a população nacional está com seu orçamento mais apertado também. E, naturalmente, esse endividamento elevado vai se constituir em obstáculo à recuperação da economia. O estudo revelou que 23,3% da renda mensal encontram-se comprometida com o pagamento de dívidas anteriores e que as dívidas contraídas pelas famílias correspondem a 42,3% da renda anual dessas famílias.
Nas atuais condições da economia nacional, o crédito parece ter encontrado seu limite superior para prestar-se a instrumento eficaz de indução do crescimento econômico. A inadimplência entre as pessoas físicas atingiu 7,4%, ao contrário daquilo que as empresas privadas, especializadas na concessão de créditos, vinham anunciando. Ruim demais!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Previsões podem dar certo

E os fatos vão se confirmando
Veículo: DCI   -   Data: 21/03/12

Declaração infeliz. Ou, propositalmente, manipuladora?

Às vezes é melhor não falar
Declarações chinesas sobre a redução da compra de minério de ferro atemorizam os agentes econômicos do ocidente.
A China comprará menos minério de ferro? Se ela não investir nos setores de infraestrutura e imobiliário,  como fará para criar os 10 milhões de novos empregos que evitariam uma profunda crise social?
A China tem que fazer investimentos em setores com alto poder multiplicador, gerando o máximo de empregos possíveis, em 2012.
A declaração foi infeliz e parece querer manipular os preços das commodities industriais e petroquímicas. Lá, dirigente de estatal só  fala, se autorizado pelo estado. Então, por que diabos, o gajo falou?
Nos Estados Unidos, o temor despertado pela declaração infeliz somou-se aos dados de construção civil, inferiores ao esperado, para produzir a desconfiança dos investidores.
O Brasil foi na onda, sem nenhuma outra razão, senão o medo. A bolsa caiu e dólar subiu.
Antecipávamos ontem e aconteceu. A última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central da Inglaterra sinaliza para a preocupação com o crescimento da inflação, comprometendo a continuidade do programa de estímulo monetário. Liquidez é isso. Supera a recessão e estimula inflação.
Mas isso é problema para 2014.

A incógnita do momento

Os dados não parecem ter muita consistência.
Mas como duvidar deles?
Os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 1,16 milhão de barris, na semana de 12 a 17 de março. Agora, em estoque, os Estados Unidos têm 346,29 milhões de barris, segundo informou a Administração de Informação de Energia.
Estabeleceu-se uma confusão razoável no mercado. Em primeiro lugar, porque as previsões falavam em alta de 2,4 milhões de barris. O erro da previsão foi enorme e isso pareceu estranho ao mercado que reagiu também de forma dúbia.
As reservas de gasolina do país recuaram 1,21 milhão de barris. As estimativas também falharam aqui. Esperava-se por uma queda muito maior de 1,9 milhão de barris.
A cotação do barril do petróleo Brent, referência para a Europa, fechou em Londres negociado a US$ 124,00 no pregão de ontem. Isso que dizer que houve uma leve baixa. O contrato, com vencimento em maio, de maior liquidez, em Nova York, ficou cotado em US$ 107,27 pelo barril. Isso quer dizer que houve uma leve alta.
Como entender uma situação onde, em um mundo globalizado, em Londres, o petróleo cai e,  em Nova York, a commodity sobe? Parece incoerente, não?
Não é. A Arábia Saudita prometeu aumentar sua produção para Europa e isso acalmou um pouco o mercado. Pelo menos, até que alguma novidade, em sentido contrário, apareça no cenário.
Nos Estados Unidos, a preocupação aumentou com a redução dos estoques e isso provocou a alta dos preços. No curto prazo, parece razoável.
Para o longo, esperem por altas sucessivas da commodity e por novas dificuldades no gerenciamento da crise global.

quarta-feira, 21 de março de 2012

O petróleo vai pressionar a inflação mundial
Os contratos futuros do petróleo Brent, para entrega em maio, estão em torno de US$ 124,00 por barril.
A crise na Líbia, iniciada em 2011, e as tensões entre o Ocidente e o Irã produzirão uma redução na oferta e pressionariam os mundiais dessa commodity. Nesse ano, os preços do petróleo já subiram 17%.
Analistas começaram a falar em US$ 200,00 por barril. O FMI crê em aumento de 20% a 30%, interrompendo o processo de ajuste da economia mundial.
Os estoques norte-americanos estão subindo sistematicamente e essa semana serão publicados dados sobre a evolução da estocagem nos país.
No Brasil, a alta de combustíveis está anunciada, mas tem pouco a ver com esse choque da oferta global. Trata-se de defasagem promovida pelo governo federal, para estimular o crescimento e emprego, em momentos anteriores.

Especulando sobre o futuro das taxas de juros

As taxas de juros deverão apresentar
altas, a partir de 2013
Se a inflação no mundo continuar crescendo, o Fed, o Banco Central chinês e o BCE deverão agir, no sentido de aumentar suas taxas de juros. Um indicador interessante para isso é o rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano.
Imagine, nessa situação, o influxo de capitais para um país emergente, com fundamentos econômicos e inflação dominada. O valor dos papéis das boas companhias devem subir muito rapidamente nas bolsas desses paísses e os IPO’s devem se multiplicar.
No caso brasileiro, para aproveitar esse momento colocado em algum ponto do futuro, a legislação cambial precisaria mudar mais uma vez e o capital estrangeiro deveria ganhar novo tratamento jurídico.

Voltando à inflação e às taxas de câmbio

No horizonte próximo: inflação e dólar
O Índice de Preços ao Produtor alemão subiu 0,4%, no mês de fevereiro, conforme dá conta o Destatis, órgão oficial para aferições econômicas do país. De fevereiro de 2011 a fevereiro de 2012, o índice cresceu 3,2%.
A inflação anualizada britânica, tomando por base fevereiro de 2012, é de 3,4%, segundo informações do ONS, órgão nacional de estatística.
Na postagem anterior falamos da inflação nos Estados Unidos e na necessidade chinesa de impulsionar a economia por meio de planos de flexibilização monetária, dando fôlego à inflação interna.
O mundo vai, em futuro próximo, se encontrar com o excesso de liquidez produzido para evitar uma ruptura econômica em escala mundial.  O processo inflacionário mundial retardará a velocidade da recuperação nos próximos anos.
Por outro lado, a recuperação norte-americana vai apreciar sua moeda, de forma generalizada. Desse movimento o Brail não escapará, embora a depreciação do real vá ser mais lenta que as depreciações de outras moedas, em função de nossos fundamentos econômicos. A lógica implícita nesse movimento será a de "quanto menor o Risco-País, menor a depreciação da moeda local".
O exercício preditivo interessante e desafiador estará em maginar o impacto dessas variações futuras sobre o fluxo de comércio mundial.

terça-feira, 20 de março de 2012

Rcuperações à base de liquidez

É hora da onça beber água. Liquidez nela.
Saem, nos Estados Unidos, essa semana, os indicadores do mercado imobiliário do mês de fevereiro. Espera-se que a recuperação gradual desse mercado se confirme.
Por outro lado, o índice de preços ao consumidor (CPI) publicado na semana passada, mostrou elevação de surpreendente 0,4% em fevereiro, em relação ao mês anterior. A inflação está querendo  mostrar sua face mais cruel, depois de tanta liquidez injetada no mercado. Não é momento de parar? Em um ano o CPI já é de 2,9%.
Também na semana passada, chegou a notícia de que a produção industrial dos EUA cresceu 0,4%, em fevereiro. Nos últimos doze meses,  a produção industrial cresceu 0,4%. A capacidade instalada da indústria também caiu, ainda que modestamente.
Definitivamente, quem está provocando a atual recuperação dos Estados Unidos é a excessiva liquidez promovida pelo governo norte-americano.
A China vai ter que empurrar sua economia para ela não parar. A produção industrial não vai bem e os índices de compras, também não. O estímulo deve vir através de alguma dessas medidas monetárias que aumentem a liquidez do sistema e estimulem o consumo interno.
A teoria econômica chama isso de “flexibilização monetária”. Que tal o novo nome para esconder a inflação futura?

O país vive sob o regime comunista?

Órgão de controle da concorrência,
em país comunista.
O velho Marx estaria virando no caixão. A China e seu órgão antitruste preocupam-se com a concentração de mercado.
O Google está comprando a Motorola. Para isso aguarda apenas pela aprovação chinesa. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos já aprovou o negócio de quase US$ 13,0 bilhões. A União Europeia também.
É possível, numa situação tão esdrúxula como essa, que o desfecho a ser dado ao caso pela agência da China (que cuida dos monopólios dentro de seu país), venha a exigir um aumento expressivo da participação do estado chinês na composição do capital social da nova empresa.
Seria irônico o Ocidente tomar uma lição dessa natureza: concentrações não interessam ao bom funcionamento dos mercados.
Monopólio? Só de estado, pô!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Código Florestal

Vamos todos ficar ricos. Mas...
Não há solução sem o reconhecimento de que a vida é o valor maior. Assista:
http://vimeo.com/38638490

O que pensa o FMI acerca do mundo


IMF: World Economic Outlook Update
Global Recovery Stalls, Downside Risks Intensify
January 24, 2012
Sumário Executivo
Os riscos se intensificam e o cenário de recuperação mundial enfraquece.
A recuperação global está ameaçada pela intensificação das tensões na área do euro e por fragilidades em outros lugares do mundo.
As condições financeiras globais se deterioraram, as perspectivas de crescimento diminuíram, e os riscos têm aumentado na economia global.
A produção mundial está projetada para expandir por 3,25%, em 2012, correpondente a uma redução 0,75 pontos percentuais em relação ao previsto no Economic Outlook (WEO), de setembro de 2011.
Essa queda se deve, em grande parte, à economia da zona euro que entrará, a partir de agora, uma recessão branda, em 2012, em decorrência do aumento dos rendimentos dos papéis das dívidas soberanas, dos efeitos da desalavancagem bancária sobre a economia real, e do impacto da consolidação fiscal prevista mais recentemente.
O crescimento nas economias emergentes e em desenvolvimento também deve se abrandar em decorrência da deterioração do ambiente internacional e do enfraquecimento das respectivas procuras internas.
O desafio mais imediato é o restaurar a confiança dos agentes e pôr fim à crise na área do euro, apoiando o crescimento, durante o período de ajustes, por meio da liquidez e da acomodação monetária nos países desenvolvidos.
Nas grandes economias avançadas, as exigências de políticas econômicas são fundamentais para enfrentar, no médio prazo, os desequilíbrios orçamentários. Reformas dos sistemas financeiros, nesses países, serão indispensáveis para a sustentabilidade da recuperação. Nos emergentes e nos países em desenvolvimento, a curto prazo, a política econômica deve estar concentrada no combate à exgerada a moderação dos níveis das suas demandas domésticas.