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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ebitda é a nova preocupação da CVM

A busca de transparência é uma
constante no Novo Mercado

Não é fácil, em tempos de crise, administrar as grandes fortunas

Alternativa de investimento, para pessoas corajosas
Diamantes é um investimento para os tempos de crises. Confesso que não sei se faz sentido, mas entre os muito ricos há um bom número de pessoas que, para preservar o valor de sua fortuna tem recomendado aos amigos investimentos em diamantes.
Nesse assunto, o líder mundial é a bolsa de diamantes de Tel Aviv. Considerada a maior do mundo no comércio desse ativo, ainda se recupera da crise econômica global que reduziu sua atividade em mais de 40%.
O mercado está muito instável e a recomendação é fazer posição nos ativos mais conservadores, entre eles, o dólar, que já alcançou um valor considerado especulativo. Como alternativa, os muito ricos começam, realmente a considerar o diamante.
Quem quiser, que arrisque. Mas, lembre-se que se vier para baixo, não será o consumo industrial que vai segurar o preço desse ativo.

domingo, 7 de novembro de 2010

Contas Públicas 2

É hora de cortar para crescer
Jornal da Tarde  -  6 de novembro de 2010
Marcos Burghi
A ascensão da economia brasileira nos próximos quatro anos depende da forma como o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, escolher lidar com pontos que afetam diretamente o dia a dia de cada brasileiro, como emprego, câmbio, juros e carga tributária, entre outros temas.
Especialistas consultados pelo JT são unânimes em ao menos um ponto: é fundamental que haja cortes nos gastos públicos.Segundo os mais recentes números do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todas as riquezas produzidas no País, retrato do desempenho da economia – referentes ao segundo trimestre do ano, os gastos do governo cresceram cerca de 15% em relação a igual período de 2009.
O total passou dos R$ 150,7 bilhões para R$ 173,1 bilhões. No mesmo intervalo de tempo, as despesas das famílias evoluíram 11,7%, de R$ 488 bilhões para R$ 545,3 bilhões.
Celso Grisi, diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal, diz que o fato de os gastos do governo apresentarem crescimento maior que o desembolso das famílias é mau sinal. Ele explica que enquanto os gastos dos brasileiros são sinônimo de economia aquecida, as despesas do governo indicam maior necessidade de recursos para fechar as contas.
As principais fontes são o mercado, onde o governo busca dinheiro em troca de juros baseados na taxa Selic – hoje em 10,25% ao ano – ou por meio da receita de tributos, cuja fatia em 2009 correspondia a 36,1% do PIB, maior que a de países desenvolvidos como Austrália (33,3%) e Estados Unidos (30,4%).
José Eduardo Balian, professor de economia e finanças da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), afirma que só reduzindo despesas haverá espaço para novas quedas da Selic e para os investimentos em infraestrutura de que o País necessita para continuar crescendo.
Ricardo Torres, professor de finanças do Instituto Insper, lembra que as perspectivas de crescimento médio para PIB nos próximos cinco anos está entre 4% e 5%, o que abriria espaço para a redução de tributos, caso o governo aplicasse uma política de redução de gastos. “Se as empresas exportadoras pagassem menos tributos poderiam ganhar em competitividade. Teriam condições de reduzir preços e dependeriam menos da desvalorização do real para conseguir maior espaço no mercado externo”, afirma.

Contas Públicas 1

Despesa menor equilibra moedas
Jornal da Tarde -  7 de novembro de 2010
Marcos Burghi
A diminuição dos gastos do governo é também é apontada como uma das soluções para a conter valorização do real ante o dólar e a melhora do ambiente às exportações brasileiras.
Para Fábio Pina, assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o atual câmbio prejudica o País, dificultando a exportação e inundando o mercado de importados, por conta do dólar mais barato. Pina lembra que tal quadro prejudica a criação de empregos.
Segundo Ricardo Torres, professor de finanças do Instituto Insper, a atitude que o governo poderia tomar para tentar equilibrar o câmbio foi tomada: a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 4% para 6% nos investimentos de capital estrangeiro em renda fixa (títulos do governo) com prazo inferior a um ano, tornando essas aplicações “mais caras”.
Torres afirma que o passo seguinte seria o corte de gastos públicos. Dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as despesas do governo cresceram 15% ante o segundo trimestre de 2010, com o mesmo período de 2009, de R$ 150,7 bilhões para R$ 173,1 bilhões. “O gasto do governo aumentou e sobra menos para investimentos”, diz Celso Grisi, diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal.

IEB USP

Retórica, para além do senso comum
Pesquisa, reflexão e cultura. Tudo isso, nos Seminários do IEB.
Recomendo fortemente

Caem as exportações de manufaturados

Exportações de manufaturados perdem espaço

Jornal Gente FEA - Análise & Opinião - 03/11/2010
Há um consenso razoável, entre os especialistas em comércio internacional, sobre as causas da queda das exportações dos produtos manufaturados. Partilham algumas ideias sobre a primarização de nossas exportações. De um lado, o crescimento dos preços e da procura pelas commodities industriais e agrícolas, mas, de outro, a valorização excessiva do câmbio, que compromete a competitividade da oferta brasileira.
Acresce ainda, o baixo crescimento da economia global, induzindo níveis modestos para a demanda internacional dos industrializados e a forte demanda interna, com preços e margens atraentes ao industrial brasileiro.
Não há nada a estranhar. Com a baixa rentabilidade das vendas ao exterior e o crescimento do consumo interno, as empresas privilegiam o mercado interno e minimizam seu esforço exportador. Olhado em prazo mais longo, esse comportamento das vendas industriais tornou-se tradicional desde os anos 1980. Desde o início de 2010, há uma nítida estagnação nas exportações dos manufaturados nacionais. O primeiro semestre de 2010 mostra um valor superior nas exportações desses bens em relação ao primeiro semestre do ano passado. O valor médio diário das vendas externas dessazonalizado desses produtos está ligeiramente acima dos US$ 300 milhões desde janeiro desse ano.
A evolução do volume exportado mostra um quadro de estagnação, a partir de fevereiro. Os setores cujas vendas apresentaram maiores recuos estão representados pelos de material eletrônico e de comunicações, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, vestuário e calçados. Outros elementos têm comprometido a competitividade dos manufaturados nacionais. O custo tributário a que estão sujeitos no Brasil penaliza sua produção, enquanto a infra-estrutura nacional, cujo peso nas exportações brasileiras representa entre 20% e 35% contra menos de 10% nas economias desenvolvidas, compromete a distribuição desses produtos. Por fim, vale lembrar o custo do capital suportado pelo empresariado brasileiro, decorrente da despropositada taxa básica de juros da economia nacional.
Tudo isso explica a perda de dinamismo de nossas exportações e explica o fato de ainda estarem 22% abaixo do nível de setembro de 2008. O volume de vendas de manufaturados tem crescido apenas para os países latino-americanos, especialmente para a Argentina. No primeiro semestre, o volume de alguns produtos manufaturados exportados para os EUA caiu fortemente. As vendas de bens de capital caíram 36,9% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as exportações de materiais elétricos reduziram 15,3% e as de produtos têxteis, 3,4%. A fraca demanda norte-americana explica em grande parte a queda das exportações de manufaturados. A perda de mercado para outros concorrentes, como os asiáticos, pode explicar praticamente todo o resto.
Professor Celso Cláudio de Hildebrand e Grisi
Professor Tituar do Departamento de Administração da FEA/USP

FEA/USP a única escola no Brasil, com nota máxima de mestrado e doutorado


08.11 Segunda
SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE FILOGEOGRAFIA
Cientistas de seis países tratam de processos históricos que explicam a atual distribuição geográfica da biodiversidade e podem apoiar a definição de áreas de conservação
Dias 8 e 9 de novembro, das 9h às 18h, Auditório, FEA-5
Responsável: Prof. Dr. Célio Haddad
Realização: Biota-FAPESP
Inf.: 3838-4151
Programação completa no site
http://www.fapesp.br/materia/5905/biota/programacao.htm
SEMINÁRIO ACADÊMICO
Oil and gas bidding with a dominant incumbent: the brazilian experience
Às 15h30, sala A1, FEA-1
Palestrante: Profª. Drª. Adriana Hernandez Perez (IBRE/FGV – Itaú
Responsável: Prof. Dr. Marcos Rangel
Realização: Pós-Graduação - EAE/FEAUSP
Inf.: 3091-5886
cpgipe@edu.usp.br  -  www.usp.br/econ
AIESEC NA USP - PALESTRAS
De 8 a 11 de novembro, FEAUSP
8/11: Consumo Consciente, das 17h às 19h, sala da Congregação, FEA-1
9/11: Liderança, das 11h15 às 12h15, sala da Congregação, FEA-1
9/11: Global Village - Feira de Países, das 18h30 às 19h30, saguão, FEA-1
10/11: Networking, das 11h15 às 12h15, sala da Congregação, FEA-1
10/11: Empreendedorismo, das 17h às 19h, sala da Congregação, FEA-1
11/11: Importância do intercâmbio na Profissão, das 11h15 às 12h15, sala da Congregação, FEA-1
Responsável: Cynthia Zarowny
Realização: AIESEC
Programação completa e inscrições, no site
http://semanadaaiesecnafeausp.blogspot.com/  -  usp@aiesec.org.br
09.11 Terça
APRESENTAÇÃO DO LIVRO
"Latinoamérica frente al espejo de su integración (1810-2010)"
Às 17h, sala da Congregação, FEA-1
Organizador: Arturo Oropeza García
Participantes: Profª. Drª. Maria Hermínia Tavares de Almeida, Drs. Ricardo Sennes e Wagner Menezes
Responsável: Profª. Drª. Maria Hermínia Tavares de Almeida
Realização: IRI-USP, Universidad Nacional Autónoma de México, Instituto de Investigaciones Jurídicas e Consulado Geral do México
Inf.: 3091-5942  -  relinter@usp.br  -  http://www.iri.usp.br/
DEBATE INTERNACIONAL
Economic conjuncture and impacts of income distribution in emerging countries
Das 20h às 23h, Auditório, FEA-5
Responsáveis: Mário Neto e Milton Daré
Realização: Feamais Alumni FEAUSP e Instituto Empresa
Inf. e Insc.: no site
www.usp.br/feamais2/painel2010  -  feamais@feamais.org
10.11 Quarta
SEMINÁRIOS DE HISTÓRIA ECONÔMICA “HERMES & CLIO”
Lançamento e discussão do livro: À vista ou a prazo: comércio e crédito nas Minas setecentistas
Das 11h30 às 13h30, sala 19, FEA-2
Palestrante: Prof. Dr. Angelo Alves Carrara (Universidade Federal de Juiz de Fora)
Responsável: Prof. Dr. José Flávio Motta
Realização: HERMES & CLIO – Grupo de Estudos e Pesquisa em História Econômica
Inf.: 3091-6058  -  www.usp.br/econ
63ª. REUNIÃO DA REDE FEAUSP DE GESTÃO DA QUALIDADE DE VIDA
Projetos Sustentáveis e Gestão da Qualidade de Vida
Das 11h30 às 13h30, sala Ruy Leme, FEA-1
Responsável: Profª. Drª. Ana Cristina Limongi-França
Realização: GQVT FEA-USP
Inf.: 3091-5908
Inscrições por email -  climongi@usp.br
CONCERTOS ECA-FEA DE MÚSICA DE CÂMARA
Das 12h30 às 13h30, Auditório, FEA-5
Responsáveis: Profs. Drs. Edson Luiz Riccio, Michael Alpert e Amilcar Zani Netto
Realização: CCInt-FEA e ECA-USP
Inf.: 3091-6075   -   elriccio@usp.br
4º SEMANA DO EMPREENDEDOR
Mini-Consultoria, Palestras e Cursos Somente para empresários e interessados em abrir seu negócio
Dias 10 e 11 de novembro, a partir das 18h, Auditório, FEA-5, saguão e sala da Congregação, FEA-1
Responsável: Cristiane Gazzanel
Realização: FEA júnior USP
Inf.: 3091-5904   -   Vagas limitadas   -   http://www4.usp.br/index.php/sociedade/20244-fea-tem-semana-do-empreendedor-dias-10-e-11
11.11 Quinta
WORKSHOP: ADMINISTRAÇÃO PARA EMPREENDEDORES
Para professores universitários de Empreendedorismo de São Paulo
Às 8h, sala da Congregação, FEA-1
Palestrante/Responsável: Prof. Dr. Antonio César Amaru Maximiano
Realização: EAD e Pearson Education
Inf.: 2178-8665  -  tamiris.ribeiro@pearson.com
SEMINÁRIOS DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Cinema e Novas Mídias: Os desafios globais e o Brasil
Das 17h30 às 19h horas, sala A1, FEA-1
Palestrante: Profª. Drª. Maria Dora Genis Mourão (ECA/USP)
Responsável: Prof. Dr. Jacques Marcovitch
Realização: IRI-USP
Inf.: 3091-5942  -  Confirmar presença por e-mail - mudarfuturo@usp.br
CRACK THE CASE – BOOZ&CO
Estratégia em “Shared Services”
Às 17h30, sala E2, FEA-1
Palestrante: Fábio Takaki (consultor da booz&co)
Responsável: Vinicius Lustosa
Realização: FEA Consulting Club (FCC)
Inf.: no site  http://www.feaconsultingclub.com.br/
Defesas de Teses
Contabilidade
CÉSAR AUGUSTO BIANCOLINO
Doutorado
“Valor de uso do ERP e gestão contínua de pós-implementação: estudo de casos múltiplos no cenário brasileiro"
Dia 8 de novembro, às 9h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Edson Luiz Riccio
Comissão: Profs. Drs. Cesar Alexandre de Souza, Edgard Bruno Cornachione Junior, Napoleão Verardi Galegale e Emerson Antonio Maccari
FABIANA LOPES DA SILVA
Doutorado
"Impacto do risco de longevidade em planos de previdência complementar"
Dia 11 de novembro, às 9h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Gilberto de Andrade Martins
Comissão: Profs. Drs. José Roberto Ferreira Savoia, Luiz Augusto Ferreira
Carneiro, Fernanda Chaves Pereira e Josenildo dos Santos
PEDRO HENRIQUE DE BARROS
Mestrado
“Competição no mercado de produtos, governança corporativa e desempenho das companhias”
Dia 11 de novembro, às 9h, sala 215, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Alexandre di Miceli da Silveira
Comissão: Profs. Drs. Luis Eduardo Afonso e Claudio Ribeiro de Lucinda
Agende-se
NOVEMBRO
LANÇAMENTO DO LIVRO: Gestão Empresarial para Internacionalização das Empresas Brasileiras
Dia 16 de novembro, das 11h30 às 13h30, sala da Congregação, FEA-1
Responsável/Organizador: Prof. Dr. Afonso Fleury
Realização: NPGT-USP e Editora Atlas
Inf.: 3091-5969, com Sonia  -  pgt@fia.com.br
FÓRUM DE SUSTENTABILIDADE: DIÁLOGO VISIONÁRIO PARA CONVIVÊNCIA E HARMONIA
Dia 22 de novembro, das 8h45 às 12h30, sala da Congregação, FEA-1
Responsável: Prof. Dr. Isak Kruglianskas e Betty Feffer (presidente do Instituto Jatobás)
Realização: FEAUSP, Instituto Jatobás e PROGESA-FIA
Inf.: 4108-4064
Inscrições por email  -  Vagas limitadas  -  entos@conversasustentavel.com.br
Programação completa no site:  http://bit.ly/aWsmLY
EVENTO COMEMORATIVO DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DA FEAUSP, NA AVALIAÇÃO TRIENAL DA CAPES
Dia 23 de novembro, às 17h, sala da Congregação, FEA-1
Palestrante: Prof. Dr. Vahan Agopyan (Pró-Reitor de Pós-Graduação da USP)
Responsável: Prof. Dr. Reinaldo Guerreiro
Realização: Diretoria FEAUSP
Confirmar presença por e-mail  Inf.: 3091-6001  dirfea@usp.br
LANÇAMENTO DA SALA PROFESSORES CARLOS E DIVA PINHO
Dia 25 de novembro, às 17h, térreo, FEA-2
Responsável: Prof. Dr. Denisard Cnéio de Oliveira Alves
Realização: EAE-FEAUSP e FUNCADI
Inf.: 3091-5802, com Alda
SEMINÁRIOS DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Comércio Internacional: Os desafios globais e o Brasil
Dia 25 de novembro, das 17h30 às 19h, sala A1, FEA-1
Palestrante: André M. Nassar (ICONE)
Responsável: Prof. Dr. Jacques Marcovitch
Realização: FEAUSP e IRI-USP
Inf.: 3091-5942 - Confirmar presença por e-mail  mudarfuturo@usp.br
XII ENGEMA - Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente Inovação e Sustentabilidade na Nova Economia de Baixo Carbono: Uma Agenda para o Século XXI
De 29 de novembro a 1 de dezembro, na FEAUSP
Responsáveis: Profs. Drs. Isak Kruglianskas e José Carlos Barbieri
Realização: EAD/FEA e EAESP/FGV
Inf.: 3818-4034 - marciad@fia.com.br  engema2010@fia.com.br
http://www.engema.org.br/
DEZEMBRO
III ENED - ENCONTRO DA UNIVERSIDADE COM EMPRESAS EM DESENVOLVIMENTO
“A empresa em desenvolvimento como suporte ao crescimento da economia brasileira”
Dia 4 de dezembro, das 8h30 às 12h30, Auditório, FEA-5
Responsável: Prof. Almir Ferreira de Sousa
Realização: ProCED-FIA e PPGA-FEAUSP
Inf.: 3732-3506, com Juliana Carbone
Inscrições no site  www.fia.com.br/proced
Informe-se
RECITAL DE MÚSICA ANTIGA
Symphoniae Jucundae - Música Luterana dos Sécs. XVI e XVII
Dia 9 de novembro, às 20h30, Anfiteatro Camargo Guarnieri (USP)
Responsável/Regente: João Guilherme Figueiredo
Realização: Conjunto de Música Antiga da ECA-USP
Inf.: 3091-4005, ramal 205, com Edilena Colombo  -  eventoscmu@usp.br
VII SEMINÁRIO INTERNACIONAL DO CPC
Dia 25 de novembro, das 8h30 às 18h, Hotel Sheraton (Av. das Nações Unidas, 12.559)
Realização: Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec Nacional)
Insc.e Inf.: 3107-1571  eventos@apimecsp.com.br
CALL FOR PAPERS - 7th ILERA Regional Congress of the Americas
5th Brazilian Conference of Labor and Employment Relations
Work in the Americas: Challenges and Opportunities
Até 15 de fevereiro de 2011
Congresso: Dias 22 e 25 de agosto de 2011, na FECOMERCIO
Responsável: Profª. Drª. Luciana Yeung
Realização: IBRET e ILERA
Informações e instruções no site:  http://www.irca2011.com.br/  faleconosco@irca2011.com.br

6º CONGRESSO DO INSTITUTO FRANCO-BRASILEIRO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS – IFBAE
Inovação, cooperação internacional e desenvolvimento regional
Dias 23 e 24 de maio de 2011, em Franca
Realização: Uni-FACEF Centro Universitário de Franca
Apoio: Programa de Mestrado Interdisciplinar em Desenvolvimento Regional do Centro Universitário de Franca Uni-FACEF e Grupo de Estudos do Desenvolvimento (GEDE)
Inf.: http://www.facef.br/ifbae2011
Ifbae2011@Facef.br

sábado, 6 de novembro de 2010

Sem política industrial, isenções são benesses inconcebíveis


Medidas desarticuladas podem criar
os mais novos cartórios
Foram publicadas nesta última quinta-feira resoluções da Câmara de Comércio Exterior, reduzindo o Imposto de Importação para 167 produtos, até 30 de junho de 2012. O imposto de importação foi reduzido de 14% para 2% para 161 bens de capital. Para os demais bens, a redução de impostos foi de 16% para 2%. Tudo beneficiando produtos de informática, telecomunicações, petroquímicos, automotivos e de autopeças.
Trata-se de medida isolada e sem articulação explícita com os demais setores, muito embora o governo tenha manifestado que seu objetivo com a redução temporária do imposto é possibilitar o aumento da inovação tecnológica por parte de empresas de diferentes segmentos da economia. A ser verdade, poderíamos identificar essa decisão como o estabelecimento de uma política industrial horizontal.
Como nada disso obedeceu à uma consultação mais ampla e uma explicitação de metas e indicadores de controle, tudo parece caminhar para consagrar benefícios unilaterais que deverão ser gozados por grupos privados, dispensando o interesse público mais amplo.
Pior ainda é reconhecer que os produtos eletrônicos e de comunicação deram causa à redução da produção industrial. Em setembro a produção industrial recuou 0,2%, em relação a agosto Os principais responsáveis por essa queda foram identificados como os setores de material eletrônico e de equipamento de comunicações, apresentando uma queda de 11% no período, conforme o IBGE. Em relação a esses setores é que a Camex produziu os benefícios fiscais para as importações. Talvez, fora melhor entendimento, tenha como propósito enterrar a já moribunda produção nacional.
Para finalizar, esse arremedo de política setorial, poderá conceder ao Amapá os mesmos incentivos da Zona Franca de Manaus. Inauguraremos mais um cartório para os bens de informática e automação que venham a ser “industrializados” na Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, no Amapá.A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática estuda a possibilidade e dará parecer conclusivo sobre o assunto. Estamos falando de renúncia fiscal de IPI e Imposto de Importação no longínquo A,mapa, sem que disso apenas tenham conhecimento e sem nenhuma definição estratégica de nossos formuladores de política econômica. É de estarrecer.
Faltam definições para as políticas verticais e horizontais. Faltam metas e indicadores de controle. A apreciação é sempre genérica e beneficia a alguns poucos, sem compromissos de gerar benefícios sociais relevantes. Para quem conhece os escritos do ministro Mantega, do presidente do BNDES e dos doutrinadores das teorias do crescimento e do desenvolvimento isso realmente tornou-se inconcebível.

A esquerda acreditava, em passado recente, em política industrial

 "Trabalhadores do mundo, uni-vos; vós não tendes nada a perder a não ser vossos grilhões"
Em sucessivas postagens, tenho insistido que a única forma de evitar o excesso de oferta de dólares no país seria enviar boa parte deles para o exterior. Só isso poderia evitar a apreciação exacerbada do real.
Ao analisar esse problema, gosto de lembrar que, de fato, ainda não chegou ao Brasil dólar nenhum, dos US$ 600 bilhões do novo programa norte-americano de ativação da economia.
Ainda não se emitiu esse dólar, nem muito menos ele chegou ao mercado. Se o dólar está subindo ou descendo no mundo, isso se deve às expectativas futuras dos agentes econômicos. São parte de suas loucuras especulativas, invariavelmente marcadas pela bipolaridade do comportamento desses mercados financeiros.
Tudo acontece porque se espera que aconteça. De verdade, nada aconteceu ainda. Mas, a catástrofe é dada como certa. Em outra postagem futura, quero discutir se os efeitos seriam assim tão cruéis para a economia nacional e para a economia mundial. Por ora, deixo o tema em suspenso, para imaginar como poderíamos nos defender dessa suposta onda de dólares que ameaça afogar o país.
Volto, então, às minhas convicções anteriores para tratar o excesso de moeda estrangeira em nossa economia, insistindo em que o governo deveria estimular duas decisões simultâneas, a partir do estabelecimento de uma nova política industrial. Imagino que o governo devesse eleger alguns setores estratégicos para o desenvolvimento nacional. Digamos que fossem setores como o da indústria petrolífera, a química e a de química fina, a farmacêutica, o setor de agronegócios, com pelos menos alguns de seus sub-setores, alimentação, construção civil, etc.
Dada essa eleição de setores estratégicos, o governo poderia estabelecer um programa incentivado de importações, capaz de modernizar as empresas desses setores, bem como induzir aquisições de tecnologias de pontas e a adoção de metodologias de produção e comercialização altamente competitivas. A aquisição desses elementos requereria os pagamentos correspondentes a seus fornecedores, no exterior. Esses pagamentos fariam regressar, para as economias estrangeiras, os excessos de dólares da economia nacional.
Por outro lado, tenho insistido na alternativa de aquisições de fábricas, marcas ou de compra do controle acionário de empresas de distribuição nos países avançados. Trata-se de medida complementar, mas de grande relevância em momentos de crise nos países desenvolvidos.
Esses ativos estão desvalorizados, propiciando compras bastante atraentes, em termos de preço, ao investidor nacional. Veja-se, por exemplo, o caso da laranja. Somos o maior exportador mundial de sucos concentrados, mas não temos marcas posicionadas no mercado internacional, nem processamento desse concentrado e muito menos dominamos a distribuição de nossos produtos em territórios desenvolvidos. Por isso sempre vendemos commodities de baixo valor agregado, renunciando a ganhos substanciais. Não transformarmos e não distribuirmos nossos produtos e não promovemos nossas marcas nesses mercados. Daí, as indústrias de laranja, por exemplo, pagarem tão mal nossos produtores rurais.
Que tal o BNDES, o BB e a Caixa financiarem essas aquisições, em dólares? Enviaríamos uma quantidade adicional de dólares ao exterior e agregaríamos valor às exportações brasileiras.
Exportando produtos de maior fator agregado, conseguimos criar empregos melhor remunerados e, dentro do preço do produto nacional, o consumidor estrangeiro arcaria com os bons salários pagos ao trabalhador e ao citricultor nacional.
É inconcebível admitir que ao vendermos produtos básicos, e importarmos os manufaturados, o consumidor brasileiro é quem paga os melhores salários ao trabalhador estrangeiro.
Exceto para os que crêem no slogan do manifesto comunista da falida URSS, essa lógica faria sentido. Claramente poderia evitar a apreciação do real.
Que tal admitirmos essa hipótese de política industrial, pelo menos como uma hipótese, para fins de verificação empírica?

A vida vai ficar difícil para os publicitários

Cannes Lions: nova categoria para a eficácia
Creative Effectiveness é a nova categoria a concurso no próximo Festival Internacional de Publicidade Cannes Lions.
Esta nova categoria quer premiar a criatividade que tenha tikdo o maior impacto no negócio dos clientes. O comercial tem que ser criativo, mas será mais importante, nas avaliações para concessão da premiação, o comportamento dos consumidores no incremento das vendas e dos lucros do anunciante. Só poderão cocncorrer trabalhos que estiveram na ‘shortlist’, ou seja, que tenham sido vencedores na edição anterior do festival.
Está ficando cada vez mais difícil para as agências. Agora o festival começa a avaliar o desempenho efetivo do trabalho publicitário.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Até parece que a crise não é problema para a Comissão Européia

Onze milhões de euros para a Nokia
desenvolver o Symbian, sem nenhum procedimento licitatório
A Comissão Européia está na boca do povo em toda a Europa. Simplesmente atribuiu à Nokia onze milhões de euros Nokia para desenvolver a plataforma móvel Symbian, porque entendeu que o investimento nessa plataforma móvel é “uma peça fundamental no desenvolvimento do “software” europeu no negócio móvel”.
No blogue da Fundação Symbian, um consórcio formado por 24 empresas européias vão investir outro valor equivalente a esse para viabilizar o projeto.
O sistema operativo Symbian é líder em todo o mundo e a Comissão Européia não pretende ficar inferiorizada em matéria dessa tecnologia. O problema é que o Sybian pertence à Nokia.

Gangorra é a diversão do investidor

Bovespa sobe e dólar cai após anúncio do Fed
Veículo: Portal IG - Data: 03/11/10 - Olívia Alonso, iG São Paulo
Ibovespa sobe 0,48%, a 71.904 pontos, maior patamar desde maio de 2008; dólar cai a R$ 1,701.
O anuncio do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, de compra de US$ 600 bilhões em títulos do governo norte-americano contribuiu para que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminasse o dia em alta e o dólar fechasse em baixa, segundo economistas. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou com ganho de 0,48%, a 71.904 pontos, maior patamar desde maio de 2008. Já o dólar terminou a sessão com queda 0,40%, a R$ 1,699 na compra e R$ 1,701 na venda.
Desde a manhã, o mercado de ações brasileiro – assim como os externos – teve volatilidade à espera da medida do Fed. Na visão de economistas, a medida acaba sendo positiva por duas razões: mostra um empenho do governo dos EUA para aquecer a economia e reduz os juros de longo prazo nos EUA, o que torna investimentos em renda variável, como a bolsa brasileira, mais atrativos.
No mercado cambial, o efeito de curto prazo da medida do Fed é a injeção de dólares em circulação na economia, o que acaba levando à desvalorização da moeda em todo o mundo. Marcio Cardoso, economista-chefe da Título Corretora, lembra que o euro também subiu em relação à divisa norte-americana e bateu US$ 1,41.
Ao comprar os títulos do Tesouro, o banco central dos EUA faz com que o preço desses papéis suba _uma vez que a demanda aumenta_ e o juro pago pelos títulos caia. O objetivo do governo norte-americano é justamente manter baixas as taxas de juro de longo prazo.
Além de incentivar a população a tomar mais empréstimos para consumir, a medida motiva as empresas a tomar mais recursos para investir. O empresário que possui capital vai preferir o investimento produtivo – em uma nova fábrica, por exemplo – a aplicar o dinheiro nos títulos”, diz André Perfeito, economista da Gradual Investimentos.
Para a Bolsa brasileira, o efeito da medida é duplamente positiva, segundo os economistas. Em primeiro lugar, a atuação do Fed mostra que o governo está preocupado em tomar o rumo de crescimento, o que acaba trazendo um bom humor geral. “É uma sinalização de que os políticos norte-americanos estão fazendo tudo que é possível para que a economia tenha recuperação”, diz Marianna Costa, economista da Link Investimentos.
Além disso, com os juros baixos nos EUA, investidores tendem a buscar outras opções para conseguirem alto rendimento. Neste cenário, o Brasil desponta como um destino interessante. “Isso é uma boa notícia para a renda variável e, o Brasil, neste sentido, é ainda mais atrativo por vir apresentando um crescimento robusto”, afirma Marianna.
“Deve acontecer uma migração maior de capitais americanos para o Brasil e o aumento do capital de estrangeiros na Bovespa”, acrescente Celso Grisi, professor de Economia na USP e presidente do instituto de pesquisas Fractal.
Se, por um lado, a migração de capital para o Brasil favorece a bolsa de valores, por outro contribui para a desvalorização do dólar. “Acho que podemos atribuir a baixa ao anncio de hoje”, comenta Grisi. Cardoso, da título, concorda. “A oscilação da moeda norte-americana, aqui no Brasil, reflete o movimento lá fora.”
Os economistas lembram que o pacote do Fed já era esperado, mas dizem que, ainda assim, traz euforia aos mercados. Além disso, o tamanho da compra ficou ligeiramente acima das expectativas, que era de US$ 500 bilhões.
Perfeito, da Gradual, afirma que de agora em diante o mercado deve avaliar se o pacote será mesmo suficiente para o objetivo do governo. “O mercado pode patinar até entender se os juros de longo prazo vão mesmo cair. Mas eu acredito que o valor total, que chega a US$ 950 bilhões, seja mais do que suficiente para jogar as taxas para baixo.”
Além disso, os investidores devem seguir atentos a novos sinais da economia norte-americana e também da China, comentam os economistas.
Bovespa opera com tendência de alta: governo precisa trabalhar melhor contas públicas
Veículo: Portal Executivos Financeiros - Data: 04/11/10 Francine Brandão
A Bolsa de Valores de São Paulo operava às 11:45hs, em alta de 1,07%, com 71.671 pontos, R$ 1.188 bilhão de volume e 76.207 negócios. De acordo com o diretor presidente do Instituto Fractal, Celso Grisi, passamos por uma evidente pressão do câmbio, mas “o governo não deve conseguir fazer com que o real se desvalorize frente ao dólar”.
De acordo com o executivo, a “injeção de US$ 600 bilhões no mercado americano deve trazer tanta liquidez de dólar ao mercado, que anulará o esforço de nosso governo para a depreciação da moeda nacional. Isso não prejudica somente bancos, mas os setores industrial e agrícolas, altamente exportadores”.
A questão do dólar também não afeta somente nosso país: “o câmbio fará pressão também em nossos competidores no mercado internacional. Para ficarmos imunes aos problemas cambiais, teríamos que trabalhar melhor nossas contas públicas, assim não seríamos tão vulneráveis à moeda americana”.
A tendência de alta também se verifica após os mercados asiático e europeu apresentarem o mesmo movimento, atribuído à política monetária americana. “A liquidez traz perspectivas de melhora no consumo, empregos e confiança. Os bancos podiam financiar este consumo”.
Para o profissional, os EUA deve se recuperar, há expectativa neste sentido, mas só a medida anunciada ontem (03) não consegue a melhoria necessária, é preciso que se administre esta medida e é necessário investimentos em setores que precisam de mão de obra, para gerar renda, o que elevaria a confiança e o consumo. Grisi avalia ainda que as taxas de juro lá estão muito baixas, o que cria um mercado para crédito muito favorável.

É preciso criar juizo

Dívida das estatais pode crescer
no próximo governo
Veículo: DCI - Data: 04/11/10 - Fernanda Bompan
SÃO PAULO - O futuro da administração das estatais brasileiras, dado como incerto por especialistas, será um dos maiores desafios no próximo governo de Dilma Rousseff (PT). A divergência entre economistas é de como a presidente conciliará demandas de partidos aliados com a necessidade de reduzir gastos pblicos. Nisto, as estatais têm um papel importante, já que são responsáveis por ajudar ou prejudicar o alcance do superávit primário, que é a economia para o pagamento dos juros da dívida, a maior despesa pública.
Recentemente o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que a alavancagem (relação da dívida com faturamento) da estatal deverá passar para 30%, do patamar atual de 16% a 18%, após o endividamento previsto de US$ 76 bilhões em um período de sete anos. Segundo ele, metade desse total consistirá em dívida nova e o restante será usado para rolar dívidas antigas. Esta estimativa foi a segunda feita pelo presidente da estatal após a capitalização de R$ 120 bilhões do final de setembro, e da qual o caixa da empresa recebeu US$ 25 bilhões. Os demais recursos foram destinados à União em troca de reservas de cinco bilhões de barris de óleo equivalente no pré-sal da bacia de Santos.
Para se manter como empresa de grau de investimento, a Petrobras estipulou limite de alavancagem de até 35%. Contudo, em junho, o nível de endividamento da estatal chegou próximo deste limite, ao atingir 34% do seu patrimônio liquido. Desta forma, ao levantar recursos do mercado, a capitalização serviu para reduzir o nível da dívida da companhia.
Outra importante estatal, a Eletrobras finalizou o segundo trimestre de 2010 com 13 contratos passivos, entre empréstimos, financiamentos e bônus, que somaram R$ 5,161 bilhões, o que significa, em parte, o montante de dívidas que a empresa possui no período.
Influência política
O diretor presidente da Fractal, Celso Grisi, comenta que se dependesse do PT, o nível de endividamento das estatais aumentaria. Isto afetaria as contas públicas e também acabaria provocando insegurança nos parceiros das estatais, que por ser investidores diminuiriam a transferência de seus capitais para as companhias. Os investimentos privados também são importantes para o crescimento das estatais e, assim para a expansão econômica.
Por outro lado, Grisi acredita que, por causa do alto nível da dívida pública e a dificuldade de alcançar o superávit primário sem utilizar manobras contábeis, Dilma terá que reduzir os gastos públicos. "Desta forma, estimo que haverá um enxugamento das estatais, com corte de funcionários, revisão de gastos como o fornecimento de máquinas e equipamentos, além de ser necessário um melhor gerenciamento em cada companhia para ter maior resultado e atrair capital privado", diz. Para o especialista, o governo também deveria lançar mão de parcerias ou concessões de atividades realizadas pelas estatais para assim ocorrer "maior respeito ao dinheiro pblico". "Por exemplo, a Petrobras poderia conceder a perfuração a uma empresa privada, por meio de um contrato de divisão de riscos.
"Já o professor da Anhembi Morumbi, Osmar Visibelli, prevê que aumentará o nível de endividamento das estatais no próximo governo. "Muitas estatais já estouraram seus limites. Paralelo a isso, essas companhias terão um maior destaque no setor produtivo brasileiro. Como a Dilma combateu a privatização em sua campanha, ela parece querer aumentar os investimentos das estatais. Só que isso fará com que cresça o endividamento do Tesouro Nacional também", explica. "Outra sugestão é buscar o mercado, só que se ele não ver alto padrão de qualidade na gestão da empresa, ele não investe", complementa.
José Ronoel Piccin, presidente do conselho da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), é da opinião de que, como será necessário aumentar os investimentos pelo governo, o endividamento das estatais gerado por isso não compromete as contas públicas. "O próximo governo, na prática será opositor do anterior e, por isso, terá que elevar o percentual de crescimento, de modo a investir mais. Será um cenário positivo", estima.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Câmbio

Dólar cai mais de 1,12%, após anúncio
de medidas do Fed
VEículo:: Brasil Econômico Online   -   Data: 04/11/10
Felipe Peroni (fperoni@brasileconomico.com.br)
Com a expectativa de uma enxurrada de dólares, a moeda americana perde valor. O dólar opera com forte queda nesta quinta-feira (4/11), reagindo ao anúncio do Federal Reserve (Fed, banco central americano) a respeito nova rodada de afrouxamento monetário nos Estados Unidos.
Às 13h59, a moeda americana operava com queda de 1,12%, cotada a R$ 1,679 na compra e R$ 1,681 na venda.
Ontem, o comitê responsável pela política monetária americana deliberou pela manutenção da taxa de juros e pela renovação do programa de "afrouxamento quantitativo", que prevê a compra de US$ 600 bilhões em títulos da dívida americana até a metade do ano que vem.
"É uma queda decorrente de expectativas. Os tais US$ 600 bilhões ainda não foram injetados em lugar nenhum", explica Celso Grisi, diretor presidente do Instituto Fractal de pesquisas de mercado.
No entanto, Grisi afirma que a valorização do real deve se confirmar conforme o programa tenha início e parte desses dólares venham ao país em busca de retornos maiores.
"A moeda do Brasil vai sofrer uma valorização, assim como outros emergentes, devido aos fundamentos da economia e à maior capacidade de rentabilizar os investimentos".
IOF
Com a maior oferta de dólares lá fora, perdem força as recentes medidas do governo para conter a entrada da moeda americana, como a elevação da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicação de estrangeiros.
"Esses mecanismos de controle ficam menos eficazes à medida em que essa guerra cambial se aprofunda", diz Grisi.
Para o economista, o governo deveria buscar outras soluções de longo prazo.
"Seria necessário fazer uma política industrial, com importação de equipamentos em setores importantes, que devolveria esses dólares e promoveria a modernização".
De acordo com Grisi, outra opção seria a redução da taxa de juros, que exigiria um aperto fiscal nos gastos de custeio e investimento.

Crédito farto com endividamento elevado

Logo o consumidor vai mandar
"pendurar" a fatura
Agora o aviso vem do IPEA. O Banco Central do Brasil já havia alertado para o excessivo endividamento das famílias brasileiras. O IPEA, ontem, anunciou que em outubro 51,4% das famílias brasileiras apresenta-se endividada.
A título de curiosidade, a pesquisa constatou que as mulheres endividaram-se mais que os homens. 53,0% delas têm dívidas. 8,3% estão muito endividadas. Entre os homens, 48,5% estão endividados, e 7,6% estão muito endividados.
Essa situação vai ser agravada com a aproximação das festas de final de ano. O IPEA mostra que as famílias brasileiras encontram-se endividadas enquanto o Banco Central está apontando que mais e 23% da renda está comprometida com pagamento de empréstimos.Não me parece mais razoável insistir em sustentar o crescimento à base da expansão do mercado creditício. Tenho recomendado o contingenciamento e cada vez isso me faz mais sentido. Encontraremos, mais à frente, um obstáculo intransponível: o calote.

Brincando com fogo

Especialistas criticam antecipação de alta
do salário mínimo
Veículo: Portal IG  -  Klinger Portella, iG São Paulo  -  Data: 03/11/10
Presidente eleita, Dilma Rousseff, diz que governo estuda compensação para o reajuste no ano que vem.
O salário mínimo deve encerrar 2011 na casa dos R$ 600. Foi o que garantiu a presidente eleita Dilma Rousseff, em entrevista concedida nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, em Brasília. O resultado é fruto da regra atual de reajuste, que considera a soma da inflação do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Como em 2010, a economia deve crescer acima dos 7%, a alta do mínimo no fim de 2011 será considerável.
No entanto, pela mesma regra, o reajuste para o início do ano que vem – o primeiro ano de mandato do novo governo – será baseado somente na inflação de 2010, já que o crescimento do PIB em 2009 ficou abaixo de zero, por conta da crise mundial.
A evolução do salário mínimo
Em oito anos, salário saltou de R$ 200 para R$ 510.
Segundo Dilma, o governo estuda a possibilidade de promover uma espécie de compensação para que o mínimo tenha um reajuste maior. Caso a compensação seja adotada, a economia tenderá a sofrer. Ao menos é o que dizem especialistas ouvidos pelo iG.
Para Celso Grisi, diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal e professor da Universidade de São Paulo (USP), o anúncio de uma possível antecipação de alta do mínimo pode gerar expectativas inflacionárias. “Este não é o momento desse tipo de anúncio. É hora de falar que a economia não deve mudar, para acalmar os investidores.”
Na avaliação de Grisi, o governo deveria promover a distribuição de renda pelo lado da tributação e não somente do aumento do salário mínimo. “Deveria tributar menos o consumo e a produção, e mais a riqueza e a renda. É hora de dar um tratamento tributário no distributivismo brasileiro.”
Segundo Zeina Latif, economista-sênior do Royal Bank of Scotland para América Latina, promover a compensação do reajuste do salário mínimo pode gerar problemas para o governo em 2012. “Nós não temos uma consistência intertemporal do reajuste do salário mínimo”, diz. “Essa antecipação seria um sinal ruim, porque em 2012 existiriam pressões para um aumento ainda maior”, completa.
Já o professor do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho do Instituto de Economia da Unicamp, Anselmo Santos, defende a compensação no reajuste, “já que o salário mínimo brasileiro está abaixo dos níveis internacionais”. Para ele, o mínimo poderia chegar próximo dos R$ 550 já no início de 2011.
De acordo com Santos, o governo não deve mudar a fórmula atual do cálculo do salário mínimo, já que o modelo é previamente combinado com as centrais sindicais e vem apresentado “bons resultados”. “É a fórmula ideal, porque representa o aumento real do salário mínimo e a relação com o PIB permite reajustes maiores em tempos de crescimento econômico.”
Nos oito anos da chamada “era Lula”, o salário mínimo saltou de R$ 240, em 2003, para os atuais R$ 510. Apesar disso, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), levando em conta todos os direitos garantidos pela Constituição, o salário mínimo ideal em setembro deveria ser de R$ 2047,58.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O dia foi de animação nos Estados Unidos

Enquanto as ecomendas industriais sobem, o Fed mostra sua generosidade monetária.
O Departamento de Comércio americano revelou que o Factory Orders subiu, em setembro, 2,1% em relação ao mês passado. O Factory Orders acompanha a evolução, mês a mês, do volume de encomendas e é um dos mais úteis indicadores para antecipar entendimentos sobre a questão da recuperação econômica nos Estados Unidos.
Nesse sentido, o indicador veio bem melhor do que os analistas haviam previsto. A previsão era de apenas 1,7% . Para ajudar, o Fed anunciou sua disposição em levar a cabo mais um programa de compra títulos, visando a raeniamação da economia norte-americana. No total, estariam disponíveis US$ 600 bilhões, divididos em “suaves” parcelas mensais de US$ 75 bilhões, até o meio de 2011, para compra de Treasuries de longo prazo.
Com duas notícias dessa natureza a economia passa a reagir. O problema será determinar o fôlego dessa reação. O Fed também decidiu manter a taxa de juros básica do país entre 0,00% e 0,23% ao ano. Entretanto, para a criação de empregos novos e para expansão da renda e do consumo, melhor seria priorizar os investimentos e garantir a normalidade no funcionamento do mercado de crédito ao consumo. Por outro lado, é de se esperar que o processo de desvalorização da moeda americana ganhe um pouco mais de força, vindo a favorecer sua balança de comércio e impulsionando uma elevação, ainda que moderada, nos níveis de preços internos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Adeus Pontiac. Agora a marca vai para os arquivos de marketing.

Morte às marcas, quando o portfólio está muito amplo
A Pontiac, uma das marcas da General Motors, foi descontinuada do mercado, após 84 anos de intensos investimentos em seu  posicionamento e em sua lembrança. A GM induziu um acordo com os concessionários da marca e assegurou aos proprietários que continuará a dar cobertura de garantia dos automóveis Pontiac, vendidos até esse instante.
Imagina-se que o valor de mercado desses veículos caia consideravelmente e, por tratar-se de marca muito antiga, o consumidor fiel é quem arcará com esse prejuízo. A decisão é parte do processo de reestruturação da multinacional norte-americana, depois de sua quebra em meados de 2009. Essa reestruturação já havia levado ao desaparecimento de outras marcas como a Saturn e Hummer, bem como a venda da sueca Saab ao fabricante europeu Spyker.
Na home da Pontiac aparece a mensagem "foi uma viagem incrível". Pobres consumidores fiéis. Muitos foram ensinados a gostar de seus clássicos como o GTO e o Trans Am.
Assim é a vida em marketing. Se não houver um conjunto substancial de consumidores dispostos a pagar níveis de preços que garantam lucro suficiente à remuneração dos capitais investidos, o marketing desaparece e o discurso sobre as necessidades do consumidor e sua fidelidade são rapidamente arquivados. A marca também, com seus valores e tudo mais que  eles possam significar. Parece até que o marketing também fez "uma viagem incrível".

Incoerência econômicas

A renda cai e os gastos sobem entre
os consumidores norte-americanos
A renda pessoal nos Estados Unidos caiu 0,1% em setembro, enquanto os gastos dos consumidores aumentaram 0,2%. As variações foram discretas, mas acabam sendo muito valorizadas pelos analistas em economias estagnadas. Incoerenência ou apenas um suspiro do consumo?
O retrocesso nos ganhos pessoais foi o maior desde julho de 2009 e o incremento dos gastos de consumo foi o menor dos últimos três meses. A poupança das famílias norte-americanas também retrocedeu de 5,6% em agosto, para 5,3% em setembro, a mais baixa dos últimos 12 meses. Sem dúvida, apenas um suspiro.
Os analistas esperavam, de forma contrária, que a renda pessoal fosse subir em torno de 0,2% e que o incremento nos gastos atingisse 0,3%. Analistas costumam errar. Vivem de criar, no presente, realidades virtuais futuras. Nesse caso, o esforço de preditivo envolvia o gasto das pessoas que representa um terço da atividade econômica dos Estados Unidos. Daí a frustração ter sido tão grande. Os dados sinalizam para a continuidade da atual estagnação, mostrando que, coerentemente com o alto desemprego, os consumidores seguem empenhados em reduzirem seus estoques de dívidas, construídos nos períodos anteriores à crise.
Para piorar, os riscos de deflação também permanece a ameaçar a esperada recuperação, com a baixa inflação registrada no trimestre. O índice de preços em gastos de consumo subiu apenas 0,1% em setembro, depois de ter aumentado 0,2%, em agosto. Esse índice é o principal indicador utilizado pelo Federal Reserve para a definição de política monetária norte-americana. Não há dúvida, consumo, como seres humanos, suspiram, vez ou outra.