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domingo, 6 de novembro de 2011

A semana no mundo

Volatilidades e oscilações deixarão
o mundo instável
As possibilidades de default continuarão pairando no ar. Com a descoberta de 29 bancos impondo riscos sistêmicos ao mundo,  as reações tendem a ser mais vigorosas. Os bancos estão identificados e como seus resultados financeiros são publicados, amanhã os analistas começam a refazer seus trabalhos de avaliação sobre eles. As rolagens das dívidas soberanas vão ficar mais caras.
Na Ásia, a China será o centro das atenções outra vez. Solta uma série de índices sobre sua economia. São esperados o recuo da inflação e mais uma desaceleração de seu crescimento. Entretanto, esses números podem não convencer, se o crédito mostrar o mesmo ritmo de expansão.
Na América do Norte, permanece a expectativa sobre a confirmação do crescimento do consumo e, como serão publicadas informações sobre o crédito ao consumidor de setembro, espera-se pelo crescimento dos volumes emprestados, depois de um período em que as famílias se desalavancaram.
Dados sobre a política monetária, na Inglaterra, deverão revelar um país em plena superação de seus maiores problemas.
Portanto, tudo sugere uma semana com notícias boas e notícias ruins. Vamos ver quais serão as primeiras a serem dadas ao mercado. Daí para frente, ele flutuará conforme o humor dos investidores.

Os impactos da recessão mundial desembarcam no Brasil

Indicadores da atividade econômica brasileira mostram reduções, no mês de  setembro
O setor de serviços, depois de tanto tempo, veio com queda. As vendas no varejo do mês de setembro, também devem apresentar-se em queda nessa semana. Da indústria já falamos em postagens anteriores.
O Banco Central deve dar a conhecer o IBC-BR com novas quedas. Tal seria se as commodities viessem, em plena desaceleração, sem reduções de seus preços e quantidades. A culpa será fundamentalmente atribuída às commodities metálicas, cujos “tombos” são muito maiores que as reduções das agrícolas.
Para agravar a situação, nossa previsão sobre a inflação permanece. Novas pressões sobre os preços devem ser reveladas com a publicação do IPCA em alta próxima a 0,40%, em outubro.
O IPCA deve acumular alta de quase 7,0%, nos últimos 12 meses, acima do centro da meta de 4,5%.
É triste reconhecer a permanência da inflação quando a desaceleração se acentua. Triste ver abandonada a política de metas inflacionárias. Triste ver a arrecadação crescer tanto e não constatar o corte no custeio público.

Não foi só discurso.

G 20: discursos fortes escondem
decisões importantes
O G20 anunciou a necessidade de nova regulação do mundo financeiro mundial. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, criticou severamente a existência dos chamados paraísos fiscais e disse que tais países devem ser remetidos ao ostracismo pela comunidade internacional. Barak Obama não deixou por menos e declarous enfático “tenho certeza de que a Europa é capaz de viver de acordo com estes desafios". Parecia apenas discurso.
O clima era de encerramento de reunião de cúpula e, como tal, requeria manifestações decisivas. Entretanto, à margem do espetáculo fraseológico, o G20 publicou uma lista de onze países que não cumprem as normas internacionais na área tributária internacional. Entre eles, estão incluídos a Suíça e Liechtenstein, com algumas "reservas".
Reguladores também identificaram 29 grandes bancos, chamados de "sistêmicos" por sua dimensão econômico-financeira, e que, por isso, constituem-se em risco expressivo para o mundo, em caso de suas quebras. Esses bancos serão objeto de um conjunto de medidas para torná-los mais resistentes a choques futuros. O UBS e Credit Suisse aprarecem entre eles.
São bancos, considerados tão grandes que seu colapso ameaçaria a economia mundial. Isso inspira uma nova e mais severa legislação, tornnado-os sólidos o suficiente para não se sujeitarem a crises financeiras, nem abandonarem os financiamentos de suas aventuras aos estados nacionais e aos seus contribuintes.
O mundo ganhou um novo presidente para o Conselho de Estabilidade Financeira, conhecido pela sigla FSB.

Trata-se do governador do Banco Central Canadá, Mark Carney, homem com um histórico bem sucedido no mundo financeiro de seu país.
 A Vice-presidência dessa organização de supervisão do sistema bancário retorna ao presidente internacional do Banco Naiconal Suiço, Philipp Hildebrand.
Com determinação do G20, é de se esperar por mudanças profundas nas regras bancárias e, sem dúvida, uma limitação forte nas operações especulativas, que costumam produzir altos lucros e grandes quebras.

sábado, 5 de novembro de 2011

O cachorro e seu rabo

Banco Central Europeu reduziu
a taxa de juros para 1,25%.
No  segundo dia como presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi anunciou a redução da taxa de juros  para 1,25%. A suposição implícita nessa decisão é que o nível de atividade econômica, principalmente o da produção industrial, esteja surpreendendo negativamente os agentes econômicos daquela região. O corte dos juros foi de 0,25% e, como no caso brasileiro, deixou à margem a alta dos preços.

A inflação na Europa bateu, no mês passado, 3,0%. A decisão foi justificada pelo entendimento da autoridade monetária europeia de que o movimento inflacionário é meramente temporário e que sua tendência é de reduzir-se a 2%, em 2012. Portanto, inauguramos uma nova nomenclatura econômica: inflação temporária. Uma espécie de “aguente, que daqui um pouco passa.”
Draghi crê nisso e constrói novas expectativas de corte ainda para dezembro desse ano. Os mercados já falam em mais 25 pontos, no primeiro trimestre de 2012.
Francamente, em matéria de política econômica o limite entre audácia e irresponsabilidade é muito tênue. As margens de lucro na Europa estão muito reduzidas e juros baixos estimulam sua recomposição por meio de repasses aos preços finais, induzindo a novas altas e anulando os efeitos dos baixos juros.
É a renda que precisa crescer. Mas ela depende  do nível de emprego e de sua remuneração que, por sua vez, dependem dos investimentos. Investimentos não são feitos se não houver consumo. Consumo só existe se houver renda. Com isso, o cachorro fica correndo atrás do rabo e o empobrecimento está garantido.
Como quebrar o ciclo? Até agora, na teoria econômica, a resposta tem sido apenas uma: a volta do estado indutor.
Portanto, socorros são insuficientes. Os estados precisam voltar a investir.

Recuperação continua semm solução


Reativar a demanda  é a promessa atual do G-20
A intensificação dos investimentos foi acordada no âmbito do G-20, com o objetivo de ampliar o consumo. Em termos econômicos, apenas abriu-se um guarda roupas velho. Ali foram encontradas roupas usadas, com a mesma forma do corpo. Nada de novo.
A imagem reproduz uma idéia sobre a mesmice, descrita em versos de Fernando Pessoa. As quatro maiores potencias mundiais decidiram reativar suas demandas internas objetivando afastar a ameaça de recessão nos países desenvolvidos. Para isso, comprometem-se a expandir os níveis de investimentos públicos e privados.
Um conto de carochinha, que desrespeita limites e possibilidades da realidade econômica de cada país. Os Estados Unidos reprovaram dias atrás o plano proposto pela Administração de Obama, baseado medidas fiscais e a realização de obras públicas. O Japão já está em plena reconstrução das áreas atingidas pelos terremotos de março, desse ano. São investimentos grandes que já se iniciaram e não foram, pelo menos ainda, capazes de aumentar o consumo do povo japonês, poupador e entesourador contumaz. A China mostra-se disposta a flexibilizar sua moeda. Não falou em valorizá-la e nem comprometeu-se a prazo algum. Subentendeu apenas que manteria a política de flexibilização do Yuan.
Também não se salvou a proposta alemã. Angela Merkel anunciou que tomará medidas para incrementar o consumo interno e eliminar ineficiências que reduzem o nível de investimento e ampliam o nível de poupança, demasiado alto. Não disse como.
São palavras ao vento, sem nada de concreto. Os líderes mundiais manifestaram suas intenções sobre ideias já conhecidas para compor seus discursos finais no encerramento do G-20, nesse sábado.
O mundo ficará como está. O FMI e seus recursos remanescerão como a única fonte de esperança para a economia mundial. Que draga!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A vida social precisa ser respeitada

Inívíduos e grupos não podem sobrepor-se
aos interesses sociais
As autoridades reguladoras conseguiram alarmar um pouco mais o mundo. Tardiamente identificaram uma lista de 29 bancos, com risco sistêmico; isto é, se quebrarem levam o mundo de arrasto.
São instituições financeiras cujos tamanhos são de tal ordem que podem “por o mundo abaixo”.
Anunciar isso agora é um verdadeiro atestado de incompetência. Ou de má fé. Omissões tão intoleráveis quanto o descabimento das ações desses bancos.
São dezessete entidades europeias, oito norte-americanas e quatro asiáticas, conforme anuncia o Conselho de Estabilidade Financeira, em plena reunião do G20, na cidade francesa de Cannes. Cannes lembra-nos festivais, mas de outra natureza.
Vamos a alguns nomes: 1) na França: BPCE, BNP Paribas, Crédit Agricole e a Société Générale; 2) na Alemanha: Deutsche Bank e o Commerzbank; nos Estados Unidos: o Goldman Sachs, o JP Morgan e o Citigroup; 3) na Ásia: o Banco da China. Impossível admitir a impunidade , nesses casos.
É triste reconhecer que, nesse ambiente, "não há freiras". O que aparece diante da população são apenas banqueiros gananciosamente irresponsáveis.
Não há como tolerar a irresponsabilidade dessas instituições.
O custo social que impõem à sociedade pede punições aos seus acionistas. Os modelos mais avançados de governança corporativa sugerem que empresariar corresponde a uma delegação que a sociedade faz a controladores. É preciso fazê-los falir, de fato e de direito. A lição deve ser definitiva.
Por omissão, devem ser punidos os reguladores e os fiscalizadores. Não basta equacionar os problemas financeiros e econômicos. Será necessáro criar uma regulação que proteja instituições, sociedade e indivíduos.
Equilíbrio e respeito, por todos, devem ser a regra do novo modelo de convívio social que precisamos definir para o mundo pós 2008. Inspirar-se no modelo brasileiro pode ser um bom caminho para os sistemas financeiros mundiais.

Imprudência grega

A solução para a Grécia passa por um
elevado o custo social
Entrevista para o Boletim exclusivo da La Presse, nessa sexta-feira.
A La Presse é um fato novo e auspicioso na paisagem do jornalismo econômico brasileiro.
Vejam:
http://www.lapresse.tv.br

Os sinais chegam por todos os lados

As vendas de veículos também estão caindo
As vendas de carros cairam 10,15%, de setembro para outubro. A informação é da  Federação Nacional das Distribuidoras de Veículos Automotores - Fenabrave. Em outubro foram vendidos 263,8 mil automóveis e veículos comerciais leves, contra 293,6 mil, no mês de setembro.
As vendas de veículos automotores, incluindo ônibus, caminhões e motos, registraram queda ainda maior: 12,5%.
A queda é forte. A continuar desse jeito, teremos demissões num dos setores mais forte de nossa indústria. É hora de "por as barbas de molho" e esperar por investimentos públicos mais intensos. Cortes no custeio público podem ajudar.

Dois fatos relevantes na vida econômica nacional

O descabimento grego, a crise europeia
e os impactos no Brasil
A demanda mundial está em redução. No Brasil a produção industrial anunciada essa semana apontou para uma desaceleração mais forte. Os juros mais baixos fazem parte de uma estratégia contracíclica e acaba de ser implementada também pelo novo presidente do Banco Central Europeu. Os números da Inglaterra e dos Estados Unidos trazem um sopro de esperança aos agentes econômicos. Mas, é muito cedo para presumir a esperada recuperação.
A somatória desses fatos reflete-se em duas notícias que pedem atenção dos agentes econômicos no planejamento de seus negócios. O Índice de Commodities Brasil - IC-BR, do Banco Central, mostra queda, no mês de outubro, 3,29% em relação ao mês anterior. O índice caiu de 167,01 pontos para 161,52. As commodities metálicas, muito ligadas ao desempenho industrial, puxaram a queda. Essas commodities caíram 6,47% no período. Entre as agrícolas que, em sua maioria, estão sendo plantadas agora, o tombo foi menor. A economia nacional, grande exportadora desses bens, inevitavelmente vai se ressentir dessas quedas.
Por outro lado, o fluxo cambial registrou, em outubro, saída líquida de US$ 105 milhões. O dólar, ontem teve alta de mais 0,64%, fechando o dia em R$ 1,7410.
A alta do dólar realmente ajuda os exportadores, mas apenas ajuda, já não compensa mais a queda dos preços.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Previsões do Banco Santander - 6

Contas públicas e outros dados
Fica o recado: ninguem está acreditando no gerenciamento do governo. Parece mesmo que os aspectos políticos prevalecerão sobre as necessidades sociais.

Ainda não será dessa vez que consertaremos o governo.

Previsões do Banco Santander - 5

As contas externas do país
Até que a expectativa é boa.

Previsões do Banco Santander - 4

Juros nacionais na visão do Santander
O discurso do governo parece que vai frustar-se em 2021

Previsões do Banco Santander - 3

Câmbio e outros números
Tudo muito consistente. A realidade é sempre capaz de destruir consistência, mas os economista precisam respeitar a realidade e a consistência. É sempre difícil!

A vida dos dos exportadores continuará muito competitiva.

Previsões do Banco Santander - 2

Santander prefere a prudência
A ponderação para julgar e projetar é notável no caso do Santander.
Acompanhem:
A inflação não volta par o centro da meta. Pior que a meta deveria, a essa altura, estar em 3,0%,

Previsões do Banco Santander - 1

O Santander parece muito realista
em suas previsões
Veja seus números:
O banco não acredita em catástrofe.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Justiça do Trabalho deixará?

Pesquisa aponta para terceirização
de processos financeiros
Uma interessante pesquisa levada a cabo pela Câmara Americana do Comércio – Ancham mostra uma tendência à terceirização de processos financeiros entre 34 executivos ouvidos. Os executivos que participaram da pesquisa são administradores financeiros e diretores dessa área que participam do comitê de finanças da própria Ancham.
Sem entrar no mérito dos aspectos metodológicos do trabalho e sempre admitindo o estudo como exploratório, as conclusões surpreendem e apontam para um novo mercado nascente na área dos serviços financeiros e de tecnologia de informações.
Veja os resultados:
1)  22 entrevistados identificam um crescimento desse movimento nos últimos anos que permanece crescente nesse ano.
2)  8 acreditam, que nos próximos três anos essa tendência será ainda mais forte
3)  Os entrevistados identificam os principais benefícios para as empresas e que serão os motivadores para a adoção dos procedimentos de outsourcing: melhoria de processos e ganhos de competitividade. Possibilita que as empresas tenham foco em seu core business (59%), reduza seus custos (21%) e e consiga apoio especializado para enfrentar a complexidade fiscal e contábil (12%).
As principais áreas a serem terceirizadas são:
a)  impostos e obrigações fiscais (44%)
b)  tesouraria, contas a receber e folha de pagamento (38%)
c)   demonstrativos contábeis e relatórios gerenciais (26%).
A pesquisa também buscou pelos obstáculos e rejeições à terceirização das atividades financeiras:
a)  compartilhar dados (52%)
b)  perder o controle da atividade (26%)
c)   depender de fornecedores (21%)
d)  não ser sensível aos benefícios na terceirização (15%).
Terceirizar a funcão financeira será sempre complicado em razão dos eventuais conflitos de interesse que poderão surgir. Ademais, faz recrudescer os problemas entre capital e controle. Mas, mais do que tudo, a Justiça do Trabalho, no Brasil, não vai querer concordar. Costumeiramente retrógada e paternalista, em princípio, ela é contra qualquer forma de terceirização. Só aos poucos vai “engolindo” a realidade. E só engole por que a realidade tem o hábito de se impor a todos nós.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Brasil em números 2

Pesquisas e estudos mostram
o Brasil nessa semana.
A inadimplência das pessoas jurídicas de setembro, segundo a SERASA, caiu 2,1%, em relação ao mês anterior. Em relação a setembro de 2010, a alta é de 26,2% e, no acumulado dos nove primeiros meses de 2011, a inadimplência expandiu-se em 16%.
A FGV divulgou o seu Índice de Confiança da Indústria, apontando queda em outubro. O indicador recuou 0,4%, após o recuo de 1,6%, em setembro.
O setor da construção mostra sinais de desaquecimento.encerrou o terceiro trimestre com queda da atividade. O indicador da CNI indica que o nível de atividade do setor caiu de 50,1 pontos em agosto para 48 pontos em setembro. Em relação a setembro do ano passado, a redução foi de 5,8 pontos.

O Brasil em números 1

Pesquisas e estudos mostram
o Brasil nessa semana.
O Banco Central do Brasil anunciou que as contas públicas encerraram setembro com superávit primário de R$ 8,096 bilhões.
Para a construção desse superávit primário contribuíram:
a)  Governo Federal, com superávit primário de R$ 5,982 bilhões
b)  Estados e Municípios, com R$ 2,161 bilhões e
c)   Empresas estatais com déficit primário de R$ 46 milhões.
A relação dívida/PIB caiu para 37,2% em setembro, comparado a 39,2% registrado em agosto. Mas, não precisamos nos entusiasmar, pois a queda de 2% decorre do impacto positivo da elevação da taxa de câmbio sobre a posição credora em dólares do setor público.
As metas estão sendo cumpridas graças aos aumentos de arrecadação. O custeio não contribui com o esforço fiscal. Custeio alto é causa de inflação. Os cortes a serem feitos nessas rubricas poderiam ser transferidos para investimentos.

Ressaca 2

Os mercados pararam para pensar melhor,
no mundo todo.
Nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia o dia, ontem, foi de  fortes quedas ontem. Uma reação ao plano de resgate europeu que agora suscita novas incertezas.
Mas não foram apenas essas dúvidas que derrubaram os mercados. O ímpeto dos operadores mais experientes em realizar lucros contribuiu. Dois outros fatores podem ter dado causa ao recuo dos mercados: um pedido de recuperação judicial de uma das maiores corretoras dos Estados Unidos, afogada em papéis de dívidas soberanas de alguns países da União Europeia, e o desempenho ruim da Zona do Euro, com o desemprego chegando a 10,2% e a inflação em alta de 3,0%, em outubro.
Na Ásia, não foi diferente. O governo anunciou que não vai abrandar as medidas de restrição ao setor imobiliário, afetando os preços dessas ações. No Japão, o Banco Central continua brigando com a desvalorização excessiva da moeda norte-americana. A bolsa de Tóquio foi a única a operar no território positivo.

Ressaca 1

Voltando à realidade
O Ibovespa apresentou queda de 1,97% no pregão de ontem, refletindo o comportamento pós-eufórico dos investidores de todo o mundo. O fato é que o plano europeu não apresentou detalhes que permitam avaliação mais confiável. Ainda assim, o ibovespa acumulou, em outubro, alta expressiva de 11,49%,  fechando aos 58.338 pontos.
O volume financeiro girado ontem foi de R$ 6,028 bilhões, próximo à média diária.
O dólar subiu em relação ao real 0,83%, fechando a R$1,6940. A reação da moeda norte-americana refletiu o aumento das incertezas em relação as soluções proposta para Europa.
A racionalidade começa a voltar aos mercados.