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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Êta pibinho bão!

A economia não vai tão mal
O PIB apresentou queda de 0,2% no primeiro trimestre de 2015 em relação ao último trimestre do ano passado. Portanto, as coisas não estão tão ruins como os especialistas estão anunciando na mídia. Comparado ao primeiro trimestre de 2014, o produto bruto interno registrou-se queda de 1,6%. A Agropecuária apresentou um crescimento de 4,7%, embora tenha vivido um período de preços baixos. A indústria, como era de se esperar recuou 0,3% e os Serviços, para o qual se esperava desempenho mais fraco, recuaram apenas 0,7%. O PIB alcançou a cifra de R$ 1,408 trilhão. A demanda interna esfriou mesmo: consumo das famílias recuou 1,5%, consumo do governo também recuou 1,3% e formação bruta de capital fixo, caiu 1,3%. Não há razões para otimismo, embora tudo tenha saído melhor que o esperado. Na indústria, o crescimento se deu apenas nos setores de Construção Civil (1,1%) e Extração Mineral (3,3%). O bicho pegou nos setores de Transformação, com queda de 1,6% e Eletricidade, Gás, Água, Esgoto e Limpeza Urbana, tudo com recuo de impressionantes 4,3%. Nos Serviços, foram registrados os maiores recuos em Transporte, Armazenagem e Correio, com queda de 2,1%, Administração, Saúde e Educação Pública, com recuo de 1,4% e, finalmente, na Intermediação financeira e seguros, com queda de 0,8%. O comércio caiu 0,4%. As exportações cresceram 5,7% e as importações apenas cresceram 1,2%. Realmente esses números não entusiasmam. Mas, certamente, estão distantes do apocalipse.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Ajustes

Emergencial e pontual, o ajuste apenas corrige erros passados. Não planeja o futuro. 
O ajuste fiscal é irreversível, conquanto remanesçam dúvidas sobre sua profundidade e extensão. Portanto, o cenário de contração da economia é certo, restando identificar o momento em que a credibilidade do governo seja recuperada, os investimentos retomados e o PIB volte a se expandir novamente.
De início as medidas objetivaram  conter a inflação e evitar que o país perdesse o grau de investimento. Todas contracionistas: contenção inicial de gastos, aumentos de taxas de juros, extinção de subsídios e aumento de arrecadação, num ambiente cambial de depreciação da moeda nacional. O crédito tornou-se escasso com a inadimplência em patamares preocupantes. A palavra de ordem era seletividade na concessão dos empréstimos. Por fim, a operação Lava a Jato conduziu a economia para um estado de paralisação geral. Essa era a realidade no pré-ajuste. O que pensar do pós-ajuste? Não há ainda uma visão tão clara da intensidade e do tempo que o ajuste possa tomar. A redução de despesas anunciada até agora não é suficiente para cumprir a meta fiscal do ano. Quadro das contas públicas, no primeiro trimestre, já compromete o cumprimento da meta anual. O setor público consolidado no primeiro trimestre alcançou um déficit primário de 0,7% do PIB, no acumulado dos últimos 12 meses. O déficit tem causa no governo central. Estados e municípios voltaram a apresentar superávit em suas contas. Queda das receitas (arrecadação de impostos) é a principal responsável por isso, além de perdas com as compensações financeiras advindas da exploração do petróleo, uma vez que essa commodities sofreu uma intensa queda de preço. Do lado das despesas, os resultados do governo central mostram clara contenção de despesas de capital, principalmente investimentos. A lamentar apenas que o mesmo não aconteça com gastos de custeio. Trocando em miúdos, o contingenciamento está abaixo daquilo que seria necessário. Outras medidas devem chegar ainda para o final de maio. No plano internacional, Estados Unidos discute o momento para sua anunciada alta de juros. A União Europeia, apesar dos esforços do BCE, ainda não afastou de forma definitiva os fantasmas do baixo crescimento e da deflação. A China permanece em seu padrão de crescimento mais moderado. Os maiores impactos previstos para a economia brasileira estão relacionados mais claramente aos juros e câmbio. A normalização dos juros norte-americano, esperada para um prazo já não tão distante, é um fator de pressão para a taxa de câmbio. A ele se junta problemas crônicos de competitividade nacional. Os juros, obedientes a atual política monetária deve prosseguir em níveis elevados durante todo o ano.

terça-feira, 26 de maio de 2015

A economia dos Estados Unidos ainda apresenta oscilações bruscas e inesperadas

Mercado imobiliário norte-americano
em recuperação
As vendas de imóveis novos nos Estados Unidos voltaram a crescer no mês de abril. Março foi o mês mais difícil do ano para o setor imobiliário norte-americano, registrando forte retração do número de unidades comercializadas. Foram transacionados, em abril, 26,1% a mais de unidades que no mês anterior. O fraco desempenho do mês de março assustou os gestores da política econômica dos Estados Unidos e foi um dos motivos que desestimulou o Fed a fixar data para o eventual aumento das taxas de juros do país.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Era mesmo de se esperar

Com tanto lucro, os bancos não
poderiam ser poupados
Politicamente a decisão foi simpática. O governo havia mesmo de aumentar o “pedágio” dos bancos. Por isso, editou medida provisória que eleva a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido de instituições financeiras, de 15% para 20%. É uma saída aceita popularmente para redução do déficit público e contará com apoio generalizado da sociedade que vê nos lucros bancários o vilão da crise financeira das pessoas e das famílias. A medida também pode contribuir para a redução das tensões do Executivo com parcela da base do governo da presidente Dilma. Esse grupo acusa o Governo de centrar o esforço fiscal apenas nas classes trabalhadoras. As dificuldades no Congresso Nacional para aprovar medidas provisórias de ajuste fiscal são grandes. Tornam-se ainda maiores quando propõem a alteração de benefícios previdenciários e muda regras de acesso a benefícios trabalhistas. A elevação da CSLL corresponde à intenção do Ministro Levy em aumentar a arrecadação, de vez que do lado do dispêndio público, os cortes parecem politicamente cada vez menos viáveis. Em janeiro, o governo retomou o Cide-Combustível e procedeu à elevação da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras no crédito a pessoas físicas e do PIS/Cofins de produtos importados. A nova alíquota da CSLL atinge bancos, distribuidoras de valores mobiliários, corretoras de câmbio e de valores mobiliários, sociedades de crédito, financiamento e investimentos, sociedades de crédito imobiliário, administradoras de cartões de crédito, sociedades de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito e associações de poupança e empréstimo. Não há dúvidas que, de um lado ou de outro, o ajuste fiscal precisa ser feito e a a sabedoria popular fornece o sentido das medidas: “é do coura que sai a correia”.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Ajustes. E não reajustes.

Se quiser evitar os reajustes, será necessário aceitar os ajustes
A taxa de desemprego está em alta, pelo quarto mês consecutivo. Atingiu 6,4% em abril, segundo informa o IBGE. São os efeitos dos ajustes econômicos. A divulgação desse dado mostra um agravamento, mais forte do que o esperado, no mercado de trabalho nesse mês. Os sinais de retração são evidentes e tendem a piorar à medida que os ajustes forem  aprovados. Realmente, o primeiro governo da presidente foi longe demais e a correção exige sacrifícios. Não há o que fazer, se não reconhecer que “não se faz omelete sem quebrar os ovos”.

Os problemas são estruturais

É preciso introduzir reformas estruturais
Nos Estados Unidos, o FOMC mantém a intenção de só mexer na taxa de juros em setembro. Até lá, parece que não vai acontecer nada. A melhor explicação para isso é que, de fato, as autoridades monetárias do país ainda não acreditam na consistência da recuperação norte-americana, nesse ano. Foram incentivos demais para recuperações de menos. 
A China não mostra sinais de aceleração do ritmo de atividade econômica ainda. O governo mexe na taxa de juros, remaneja dívidas de províncias e municípios, estimula a produção e o consumo, amplia investimentos em infraestrutura e a economia mostra apenas pequenas variações. Depois de tudo isso, o PMI apresentou uma evolução pífia, no mês de maio. Enquanto as encomendas do mercado interno crescem, as do mercado externo se reduzem. Essa baixa elasticidade na resposta das variáveis econômicas em relação às medidas governamentais indica que o problema tem natureza estrutural e que não será resolvido apenas à base de incentivos monetários e fiscais.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Zona do Euro e sua expansão quantitativa

Eurozona sai da deflação. A inflação atingiu 0,0% em abril.
A inflação da zona do euro, em abril, foi de zero %, rompendo com uma série de 4 meses seguidos de queda dos preços, conforme anunciou a Eurostat. Há de se pensar que o esforço do Banco Central Europeu em comprar títulos representativos de dívidas foi desproporcional ao resultado alcançado. Até agora, a elasticidade desse esforço em relação ao crescimento do PIB da região é relativamente pequeno.  A expansão quantitativa da liquidez contudo empolga o Banco Central Europeu que nega a antecipação do final do programa e prevê que essa injeção de liquidez possa levar à inflação de 2015, a 1,5% e de 2016 a 1,8%. O objetivo a médio prazo do BCE é manter a inflação próxima, mas inferior, a 2%. Em paralelo, a Eurostat também anunciou os números do desemprego, que ficou em 11,3%, em março, nessa região. Em março, houve uma redução de 36.000 desempregados em relação ao mês anterior. Atualmente os desempregados são 18,1 milhões. O menor nível de desemprego é o da Alemanha, com 4,7%, seguida pela Áustria e Luxemburgo, com, respectivamente, 5,6% e 5,7%. A Grécia, como era de se esperar, ostenta o maior nível de desemprego, com 25,7%, seguida pela Espanha, com 23,0%. A situação continua muito difícil, mas com sinalizações mais positivas.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Vem chumbo por aí

Copom avisa que vai usar chumbo grosso.
A ata do Copom soou como um aviso: A Selic não para por aqui e, portanto, o ciclo de aperto monetária segue em frente. A cada dia o crédito fica mais escasso e mais caro, apertando o mercado de trabalho. A inflação continua ajustando os preços relativos, sejam livres ou administrados, em um processo naturalmente mais lento do que se espera. Há uma defasagem não desprezível entre a decisão de subir os juros e a redução da inflação. O próprio banco Central reconhece que o mercado de trabalho ainda não permitiu que os juros mais elevados fizessem o efeito esperado. O desemprego começa a aparecer de forma mais nítida, os salários mostram-se em queda e a retração se acentua. Os preços, entretanto, não respondem de forma proporcional, apoiados na depreciação do real, na liquidez injetada na economia pela política fiscal e nos movimentos inerciais intrínsecos a esse processo. Vivemos as crueldades dos momentos de estagflação que estão exigindo a rápida contenção dos dispêndios públicos, a partir do ajuste fiscal pretendido pelo governo central.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A soja e o Milho

Commodities com perspectivas
ainda incertas
Depois de uma temporada de preços deprimidos, o minério de ferro volta a subir. Para os analistas, essa alta pode ser apenas um breve suspiro. A oferta continua sendo maior que a procura, desde a desaceleração da economia chinesa. O que não está sendo ainda cogitado é que a oferta pode ter sofrido algum ajuste, com o desligamento de altos fornos. O petróleo ironicamente ultrapassou os US$ 69 por barril, no mês de abril. Trata-se da menor manipulação dos preços pela OPEP, que pode estar testando a competitividade do xisto betuminoso. Se for isso, a tendência vai ser de alta para os próximos meses. Soja e milho apresentaram-se com produções elevadas. Os preços do milho caíram em abril. O preço futuro do milho, com entrega para agosto, tem sofrido consecutivas desvalorizações, sendo que a média da saca negociada em março ficou em R$ 16,15 e em abril essa cotação média caiu para R$ 15,25. Quanto à soja, as demandas interna e externa continuaram dando sustentação às cotações da soja em grão e do farelo, no mês de abril. Consumidores globais de farelo de soja parecem estar com bom apetite, aceitando preços maiores do derivado. O esmagamento da oleaginosa também aumentou, favorecendo o repasse das altas das cotações do derivado ao grão.Os preços da soja em grão tiveram alta de 2,4% no mercado de balcão (ao produtor) e de 3,1% no de lotes (negociações entre empresas).

terça-feira, 28 de abril de 2015

Era esperado

Os números registram descompressão
no mercado de trabalho
Os sinais de enfraquecimento do mercado já são muito nítidos. O aumento do desemprego é a realidade presente, reduzindo o crescimento da renda dos trabalhadores de forma generalizada. Face a essa situação é de se esperar que os empregos informais sejam os mais vulneráveis. Os dados de março do IBGE apontaram para um mercado de trabalho menos apertado, dentro do quadro econômico mais amplo: PIB em retração, juros elevados com redução das pressões inflacionária. A taxa de desocupação apresentou-se em de 5,7% para 5,9%. Tudo estava previsto e o mercado de trabalho ainda está bem ativo. Entretanto essa situação, dependendo da intensidade do ajuste econômico, pode deteriorar-se até o final do ano.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O diabo é feio. Mas não tanto.

O pessimismo está exacerbado.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria, ficou em 38,5 pontos em abril. O resultado é ruim, mas aponta crescimento de 5,7%, em relação a março. Aliás, trata-se da primeira variação positiva exibida nos últimos oito meses. Por outro lado, a criação de empregos formais, em março, segundo o CAGED (medida da geração de empregos formais), veio acima das expectativas de mercado. Foram criados em março 19.282 novos postos de trabalho. Os analistas, cujas expectativas estão por demais pessimistas desde o início de 2015, surpreenderam-se com o resultado. Afinal, na estimativa deles (e dos urubus que subiram em seus ombros) teríamos uma redução líquida de 21 mil vagas. Agora terão de explicar os motivos de um erro tão grande. Tenho insistido que a situação é difícil, mas que “o diabo não é tão feio quanto se pinta”.

terça-feira, 21 de abril de 2015

As voltas que o mundo dá

Fogo de Chão vai fazer IPO,
nos Estados Unidos
Tudo começou em Porto Alegre quando dois irmãos, Arri e Jair Coser montam seu primeiro restaurante com o nome de Fogo de Chão. Nem de perto podiam imaginar que seu pequeno investimento se se transformasse numa rede de churrascaria, com sede em Dallas, no Texas, composta por e 26 unidades nos Estados Unidos e 9 no Brasil. Com faturamento de US$ 262,3 milhões no ano passado e lucro de US$ 17,6 milhões (6,7% sobre faturamento), a empresa reverteu prejuízo de US$ 937 milhões de dólares em 2013. Como se vê, nem tudo são flores. O pior é que o endividamento da cadeia de restaurantes chegou a US$ 243 milhões de dólares no final de 2014.
Atualmente, a Fogo de Chão pertence a um private equity Thomas H. Lee Partners LP que, em 2012, pagou por ela US$ 400 milhões à GP Investments Ltd. Tudo muito louco. O pedido de oferta pública inicial de ações aos reguladores norte-americanos foi feito no dia 20 de abril. Muuito provavelmente obde ce à mesma estratégia financeira de pedidos recentes realizados pela Habit de Restaurantes e pela Shake Shack (rde de hamburguers). São coordenadores da oferta JPMorgan e Jefferies.

Quem diria que um rodizio virasse IPO nos Estados Unidos?

domingo, 19 de abril de 2015

Com o urubu no ombro

Claro que há riscos.
Os principais institutos econômicos da Alemanha, Áustria e Suíça vieram a público, na semana passada, para alertar sobre o risco de formação de eventuais bolhas na economia europeia, em função dos incentivos monetários concedidos pelo BCE. De fato, não revelaram nada de novo. Quaisquer políticas expansionistas, no formato de injeções de liquidez, trazem riscos dessa natureza. Aproveitando as lições mais recentes, é possível imaginar riscos associados aos mercados imobiliários e outros ligados a desestabilização do sistema financeiro. O "quantitative easing" europeu começou ainda no primeiro trimestre desse ano, com o objetivo de comprar 60 bilhões de euros por mês, em valores mobiliários (títulos, títulos lastreados em ativos e bônus cobertos) até setembro de 2016. O plano foi concebido para afastar o risco de deflação na região e espera produzir uma alta de preços próxima aos 2% ao ano. Os riscos já são relativamente conhecidos e, em algum grau, são também monitorados. Portanto, o alerta dos institutos é uma “chuva no molhado” e não contribui para a solução do problema. Apenas leva uma mensagem agourenta às tentativas de combate à deflação na Europa.

sábado, 18 de abril de 2015

Vamos revisar nossas expectativas?

2015 talvez não seja tão ruim assim.
Alguns fatos podem ser considerados positivos na economia brasileira e dariam ensejo a crescimentos maiores que os esperados por analistas nacionais e estrangeiros. Nessa visão, a valorização do real tem ajudado os exportadores, sobretudo aqueles localizados no interior do país. É verdade também que a cotação mais forte da moeda nacional tem restringido as importações de bens produzidos no exterior e favorecido sua substituição por produtos brasileiros. Por outro lado, as medidas de crescimento do PIB nacional apresentam resultados que em nada apontam para cenários tão desoladores como os construídos para 2015. O IBGE, por exemplo, mostra, nas revisões que faz do PIB, um desempenho mais elevado que os das previsões apresentadas na grande mídia. Também o IBC-BR de fevereiro, indicador antecedente do Bacen, surpreendeu com um crescimento superior aos que eram esperados. As previsões talvez sejam tão pessimistas em função da queda abrupta das principais commodities exportadas pelo Brasil, em grande parte, decorrente da redução das compras chinesas no mercado internacional. Também é verdade que o cenário mundial ainda é deflacionário, embora dois fatos em sentido contrário estejam em curso. Primeiro, a recuperação europeia é uma realidade e seus impactos deverão ser sentidos, pela economia mundial, ainda em 2015. Segundo, a economia norte-americana, apesar do enfraquecimento recente, também tem desenhado um cenário mais benigno para a economia brasileira. Nesse contexto, o comportamento da economia japonesa pode ser relevante, imputando maior dinamismo à economia global e, por via de consequência, à economia brasileira. 2015, será um ano de retração, sobretudo na indústria e no comércio. Mas seria possível, mesmo nesse caso, que o crescimento nacional não venha no campo dos números negativos.

Volatilidade excessiva mostra movimento especulativo

Bolsa cai, 
com Petrobras
subindo mais de 10%
O Ibovespa caiu nessa semana 0,48%, encerrando o pregão dessa sexta feira aos 53.954 pontos. Mesmo assim, a alta do índice até o final do dia 17, registra ganhos de 5,48%. As ações ordinárias da Petrobras apresentaram comportamentos claramente especulativos. Terminaram o dia com alta de 0,68%, enquanto as ´referenciais subiram 0,62%. As altas acumuladas, nessa semana, foram de 12,17% e 10,07%, respectivamente. Mudanças regulatórias, escândalos financeiros, envolvendo bancos públicos, fracos desempenhos de setores atingidos pela crise mundial ajudam a explicar o aumento da volatilidade do índice nesses últimos dias. Esses eventos promovem grandes oscilações de preços e criam expectativas exacerbadas entre investidores.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A Zona do Euro começa a andar

Início de uma reação
O programa de incentivos na Zona do Euro já havia mexido com o mercado no início da semana, trazendo uma movimentação altistas nas principais bolsas da região. Agora, o anúncio do aumento das exportações, que em fevereiro chegaram 160,7 bilhões de euros, mostra mais uma vertente para a recuperação europeia. A alta de foi de 4% em relação ao mesmo período de 2014. As importações ficaram estáveis no mês de fevereiro, se comparadas ao mesmo mês do ano passado: 140,5 bilhões de euros. A estabilidade das importações sugere que ainda não há espaço para crescimentos mais fortes do consumo, que implicaria o aumento das importações. A Eurostat registrou que o superávit comercial da zona do euro atingiu 20,3 bilhões de euros no segundo mês de 2015, acima dos 14,4 bilhões de euros registrados um ano antes. Uma leve recuperação da economia, nos próximos períodos, parece garantida pelos incentivos monetários e pelo crescimento das exportações.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Surpresa

Prévia do PIB surpreende com crescimento 0,36% em fevereiro
O Banco Central anunciou o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), de fevereiro, considerado uma "prévia" do PIB, com alta de 0,36%. Esperava-se por retração de 0,20%. O IBGE divulgou que o PIB fechou 2014 em leve alta de 0,1%. Foi o pior resultado para a economia desde a queda de 0,2% em 2009, ápice da crise econômica mundial. Explicar essa inesperada reação do PIB vai ser difícil para os que pregaram tanto pessimismo. Claro que momentos difíceis são esperados para 2015, mas as discordâncias sobre a intensidade da crise começam a aparecer.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Pessimismo não é monopólio brasileiro

O mundo ainda caminhará lentamente
por mais algum tempo
O comércio mundial, na revisão de abril da OMC, crescerá apenas 3,3%, em 2015. Esse crescimento, menor do que o previsto, deverá ocorrer "devido ao crescimento do PIB ainda frágil após a crise financeira" de 2008, segundo a instituição internacional. Em suas previsões anuais do mês de abril, a OMC aponta uma estimativa preliminar do comércio em 2014, em alta de 2,8%, inferior aos 3,1% previstos em setembro de 2014. "2014 foi o terceiro ano consecutivo com um crescimento mundial do comércio inferior a 3%", declarou o brasileiro Roberto Azevedo, diretor-geral da OMC. Enquanto isso, em Washington, o Fundo Monetário Internacional manteve a previsão de crescimento econômico global para 2015 em 3,5%, face as expectativas deflacionárias da commodities, sobretudo em relação aos preços petróleo e seus derivados. Considerado o horizonte temporal mais recente, os crescimentos podem ser vistos como relativamente modestos: 3,4% em 2013 e 2014. A aceleração prevista para 3,5%, para 2015, poderá chegar, em 2016, a 3,8%. Para o FMI, a economia brasileira sofrerá uma contração de 1% este ano. Trata-se de revisão do crescimento previsto anteriormente de 0,3%. Isso só mudará com as reformas da educação, trabalho e indústria para elevar a competitividade e a produtividade. Para a zona do euro, o FMI revisou para cima a perspectiva de crescimento para 2015 e 2016, graças à queda dos preços do petróleo e as medidas de incentivo do Banco Central Europeu. Este ano, o FMI prevê um crescimento de 1,5% para os 19 países da zona do euro. Para 2016, a região deve se expandir a uma taxa de 1,6%. A China apresenta-se em crescimento mais lento na previsão do Fundo, expandido seu PIB em apenas 6,8% este ano e 6,3% em 2016. A contribuição chinesa será pequena para o crescimento mundial, em relação aos anos anteriores.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Instituições precisam fidelizar seus clientes

Custos e Receitas precisam ser revistos

Clientes inativos geram apenas custos. Receitas lucrativas pedem uso intensivo do banco. Veja o que está acontecendo com a indústria bancária, na matéria publicada no Brasil econômico do dia 01/04/2015. Os dados são atuais e dizem respeito ao consumidor de alta renda. Clique no link:

http://fractalconsult.com/node/14885

Ajustes no Brasil, na Europa e na China

Enquanto o Congresso discute...
O governo apresentou em seu balanço consolidado de fevereiro déficit de R$ 2,3 bilhões. Especificamente, o governo central (Tesouro, Bacen e Previdência) atingiu um déficit primário de R$ 7,4 bilhões. Estados e municípios estiveram, nesse mês, superavitários em R$ 5,2 bilhões. Tomado os últimos doze meses, as receitas tributárias cresceram 2,5% e os gastos 11,5%. O diagnóstico é claro e pede cortes urgentes das despesas. A meta referente ao superávit primário foi fixada em 1,2% do PIB. Entretanto, o balanço fiscal acumula déficit de aproximadamente R$ 36,0 bilhões; ou seja 0,69% do PIB. A previdência social, sozinha, registra um déficit de R$ 5,8 bilhões, mostrando que o ajuste proposto pela atual equipe econômica não pode ignorar esse problema. A Alemanha, Espanha e Itália, elevam o índice PMI em março, e sinalizam que a economia da região está respondendo bem aos estímulos monetários do Banco Central Europeu. Na Ásia, a China vive período de desaceleração do PIB nesse primeiro trimestre. Em março, entretanto, seu PMI surpreendeu positivamente a todos. O PMI-Markit apresentou queda muito inferior à prevista pelo mercado: caiu de 50,7 para 49,6 pontos no trimestre. O governo tem sido muito ativo nesse ano. As medidas fiscais e monetárias, embora tenham comprometido de alguma maneira o crescimento do país, deixam entrever um arrefecimento do processo inflacionário e um período de estabilidade de preços.