Problemas,
ameaças e desafios
pedem novas estratégias
Apertem
os cintos. Estamos atravessando uma área de fortes turbulências.
É
bem verdade que há um risco menor no lado da qualidade do crédito, embora isso
venha acontecendo muito lentamente. Mas também é verdade que as pressões sobre
as margens dos bancos são grandes e não prometem reduzir sua intensidade.
Agora,
os cartões de crédito foram atingidos em cheio.
Os
bancos públicos cresceram muito suas participações de mercado. Os privados
perderam clientes de maneira generalizada e deixaram ver a inutilidade de seus
CRMs e outras atividades de fidelização.
O
Brasil se aproxima do piso do ciclo da taxa de referência Selic, mas, de fato,
os bancos ainda não sentiram o impacto real sobre as margens. A queda nas taxas
mostrará o comprometimento dos lucros só no quarto trimestre desse ano. Analistas
estimam que os grandes bancos sofram reduções na faixa de 70 a 100 pontos-base
até o final de 2013.
Ainda
que a qualidade do crédito venha melhorando, os últimos dados sugerem a
necessidade de maior atenção ao crédito às empresas de pequeno e médio portes. Quanto
às pessoas físicas será necessário monitorar o nível de endividamento das
famílias e as variações da renda real. Flutuações nos níveis de emprego e de
ganhos de renda real podem ser desastrosas, nesse segmento, sobretudo nesse
ritmo morno de recuperação econômica.
Entretanto,
os efeitos positivos da melhoria na qualidade do crédito podem levar ao
crescimento do estoque total de crédito, entre 15% e 17%, até o final do ano, e
à continuidade do processo de melhoria da qualidade do crédito, reduzindo ainda
mais os juros ao s tomadores finais.
Aos
bancos fica o alerta para não retardarem a implantação de novas estratégias que
possam adequar seus custos à nova realidade nacional.
Tudo
a conferir!
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