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quarta-feira, 13 de abril de 2016

É difícil entender

Os preços e seus mistérios
Hoje no Valor Econômico uma interessante reportagem sobre o preço do milho mostra que para os produtores de carne está sendo mais barato importar milho do Brasil e da Argentina que compra-lo no meio oeste americano.
Uma conjunção de câmbio desvalorizado e queda do frete marítimo tornaram o milho produzido aqui muito competitivo. Para ajudar, o frete ferroviário americano está nas alturas, elevando o preço final do milho produzido nas regiões tradicionalmente produtoras.
Quanto tempo vai durar isso? Pouco. O real já iniciou uma rota de correção, desvalorizando-se diante das moedas fortes. A safra americana promete ser muito boa e os estoques nos Estados Unidos estão “saindo pelo segundo ladrão”.
Logo esses estoques terão que ser comercializados para abrir espaço para a entrada do milho novo, ampliando a oferta expressivamente. A tendência, portanto, é de queda nos preços do produto nos próximos períodos. No Brasil, os preços estão variando entre 45 e 50 reais, no Sul e no Sudeste. 

quinta-feira, 31 de março de 2016

Incerteza e ousadia

O complexo mercado cambial
Entender as tendências de valorização/desvalorização do dólar é sempre um exercício complexo, difícil e, ao mesmo tempo, fascinante. Prognósticos embutem certa dose ousadia, dadas as incertezas tão variadas que revestem esse problema.
No longo prazo, espera-se pela valorização do dólar em relação à moeda nacional, em função da alta dos juros nos Estados Unidos que, segundo se pensa, atrairia capitais dos mercados emergentes em função da melhoria da relação segurança versus rentabilidade naquele país.
Se no curto prazo o comportamento do real tem sido o de valorizações sucessivas, isto decorreu sobretudo pelo cenário político, que, rotineiramente, amplia a volatilidade dos ativos como um todo. Contribuiu também para isso a entrada de dólares no mercado local no mês de março, inclusive com a presença renovada dos investidores estrangeiros na nossa bolsa de valores que apresentou alta de  23,22%, até a sessão de 3ª feira.
Lembrem-se, entretanto, que ao Banco Central interessa que a moeda americana esteja cotada entre R$ 3,70 e R$ 4,00. Afinal, dólar mais baixo segura inflação e, dólar mais alto, expande as exportações. O mercado não se interessa por macroeconomia, quer apenas realizar ganhos nas suas operações e considera outras variáveis, tais como, o processo de impeachment, relatório trimestral de inflação no Brasil, leilão de 17.000 swaps reversos, mercados em queda no exterior e discursos de membros do FOMC.
Tudo bem batido em um grande liquidificador, transforma-se em um prognóstico final. Você há de concordar comigo: estamos diante de um problema complexo, difícil e ao mesmo tempo, fascinante. Haja ousadia bastante para tantas dúvidas e incertezas.

terça-feira, 22 de março de 2016

Combatendo o baixo crescimento

As commodities não ajudam.
Nos Estados Unidos, parece afastada, no curto prazo, a hipótese de altas nas taxas de juros. O Fed condicionou essa decisão ao comportamento do cenário internacional. Isso significa que a possibilidade de novos aumentos está mais uma vez procrastinada.
A União Europeia conserva sua tendência de crescimento discreto, mesmo depois das últimas medidas do BCE para ampliar a liquidez na região. A Grécia ainda é a pedra no sapato da Europa.
Na China, como na Europa, o governo é cada vez mais atuante, e não tem economizado nas medidas expansionista, com o objetivo de garantir o novo padrão de crescimento definido pelas autoridades econômicas de Pequim.
Petróleo, soja, minério de ferro e outros commodities têm apresentados sucessivas baixas, com pontos de respiros ocasionais. O petróleo e o minério de ferro, por exemplo, tiveram altas na semana passada. Preços baixos podem trazer deflação às grandes e prejudicar os esforços de aceleração das atividades nesses países.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Fed está cauteloso

 Juros mantidos nos EUA
A produção industrial norte-americana recuou 0,5% em fevereiro. Em janeiro, havia apresentado avanço de 0,8%. A utilização da capacidade instalada da indústria, como um todo, recuou. O,4%, vindo para 76,7%.
Esses recuos não devem impressionar os analistas, sobretudo porque a indústria de transformação, tida sempre como a mais importantes para a sustentação da atividade econômica, cresceu 0,2%.
Ainda assim o Fed não perdoou e manteve a taxa de juros nos 0,5%. Para isso, pesou na decisão, não só o ritmo da economia norte-americana, como as instabilidades internacionais. O mercado de trabalho vai bem, reduzindo o nível de desemprego consistentemente e o consumo continua a crescer.

quinta-feira, 10 de março de 2016

A gente vai levando

Deixa como está, para ver como é que fica
Salários e renda em queda, real em rota de apreciação, política fiscal desajustada, dívida pública em crescimento, inflação em queda apenas episódica, tudo recomenda que o Banco Central deixe a economia no ponto morto. Não dá para frear, subindo os juros que a recessão se agrava, e não dá para acelerar, baixando juros, porque a inflação pode sair definitivamente de controle. A inércia empurra o país.
Falando em inércia, o Banco Central espreita à distância. Decidir não decide. O mercado quer entender se haverá corte de juros. O Banco Central quer saber se a estratégia da política econômica será alterada, mantida ou esquecida.
Justiça seja feita, o problema é fiscal e não há o que fazer fora disso. O jeito então é monitorar os fatos. Decisões só mais à frente.

terça-feira, 8 de março de 2016

Volatilidade

Piques e repiques
As reações aos últimos episódios da vida nacional não provocaram 
mudanças definitivas nos mercados financeiros. Nada parece, no médio prazo, mudar tão significativamente. É verdade que, face ao crescimento das expectativas sobre mudança de governo no país, as bolsas subiram e o dólar caiu. Acompanhando esse súbito otimismo que tomou conta do mercado, os juros futuros também, entraram em ligeira queda. Tudo ao sabor da irracionalidade característica aos investidores.
O ex-presidente Lula ocupou lugar central nesses eventos recentes, de um lado porque prometeu voltar em 2018, de outro, porque a convicção geral dos mercados é que ele não voltará da enrascada em que se meteu.
Parece esquecido, neste contexto, que reverter ou corrigir a situação fiscal não é tarefa fácil, nem de curto prazo. Sua dinâmica passa um agravamento dos custos sociais envolvidos nesse acerto e seus resultados são incertos.
Tudo isso torna muito lábil e duvidoso o comportamento dos preços do ativos nesses próximos dias. A recomendação é a de muita prudência em relação ao mercado de capitais seus movimentos de curto prazo.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Em cima da hora


Os investidores ficam atrás do toco
Com crise e tudo, vejam o Boletim da Bolsa, mostrando números surpreendentes: 
E as médias diárias de março quase atingem os 7.500 milhões
Estamos próximos do início da recuperação?

Um ano de dar trtisteza

Em cima da hora
O PIB da indústria foi o que apresentou o maior recuo:  6,2. O setor de serviços apresentou recuo de 2,7%, enquanto a agropecuária cresceu 1,8%.
Os investimentos tiveram queda de 14,1%, em 2015. O consumo das famílias recuou 4,0%. Os gastos do governo caíram 1,0%.
O setor externo contribuiu com 2,8 pontos percentuais no ano, com crescimento de 6,1% das exportações e queda de 14,3% das importações.


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Nossas instituições avançam

Em meio a tantos desmandos, as instituições resistem
O Boletim da Monteiro de Castro Advogados, relativo ao período de 5/02/2016 a 21/02/2016, informou que foi concluído o julgamento do primeiro caso de insider trading na esfera criminal no Brasil.
“Na conclusão do julgamento que apurou o primeiro caso de insider trading na esfera criminal julgado no Brasil, pelo Superior Tribunal de Justiça, argumentos propostos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foram acolhidos pelo órgão superior. O julgamento do Recurso Especial, acerca da ação penal do caso "Sadia/Perdigão", reafirmou que (i) o crime de insider é de natureza formal e de perigo abstrato e, portanto, independe de resultado; (ii) ainda que se trate de operação societária não concluída, a informação pode ser considerada relevante, mesmo na fase inicial de tratativas, e desde que ela seja capaz de influir na decisão de investimento; e (iii) a conduta do Diretor de Relações com Investidores que se utilizar de informação relevante privilegiada apresenta alto grau de reprovabilidade. Configurado o crime de insider, confirmou-se a condenação às penas de prisão e de multa no valor de aproximadamente R$ 350 mil ao então DRI da Sadia.”

Fundo do poço?

No fundo do poço pode ter uma mola.
Três fatos nessa segunda feira parecem apontar para o fim da piora das expectativas:
 -  A saída do Ministro Cardoso deixa a ideia de que ele não quer estar no ministério no momento do impedimento da presidente. Seria uma saia muito justo par ele.
 -  As compras, pelos não-residentes, de contratos futuros do índice da bolsa registram aumentos sucessivos nas duas últimas sessões dos dias 25/02 (157.191) e 26/02 (167.735) de fevereiro. Isso é dinheiro estrangeiro no mercado financeiro nacional.
 - O jornal Valor Econômico também informou que o indicador antecedente da economia, calculado pela FGV e pelo The Conference Board, subiu em janeiro pelo segundo mês consecutivo, puxado pela melhora relativa na confiança da indústria, dos serviços e do consumidor, no período.
    Essas coisas parecem convergir para a ideia de que haverá mudanças muito em breve na política brasileira. O fundo do poço parece ter chegado. Agora precisamos da tal mola capaz de nos arremeter para fora do dele rapidamente


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Brasil em crise

CCR adquire imóvel para construção de novo aeroporto no Estado de São Paulo
A CCR S.A. adquiriu imóveis situados nos municípios de Cajamar e Caieiras, pelo valor total de R$387.415.275,93.
Os imóveis possuem área de até 12 milhões de metros quadrados e estão relacionados ao projeto de implantação de novo aeroporto na região metropolitana de São Paulo.

Só para lembrar

Declaração Anual de Capitais
Estrangeiros no Exterior
Estão obrigadas a prestar informações ao Banco Central, pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País, que detenham, em 31 de dezembro de 2015, valores de qualquer natureza (ativos em moeda, bens e direitos mantidos fora do território nacional), cuja soma totalize montante igual ou superior a US$ 100.000,00.
As declarações deverão ser entregues até às 18 horas do dia 05 de abril de 2016.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Brasil em polo passivo

Comissão Europeia inicia investigação antidumping 
Aberta, pela Comissão Europeia, nesse mês de dezembro, a investigação para averiguar a existência de dumping sobre as importações europeias de determinados óxidos de manganês, originários do Brasil, Geórgia, Índia e México.
Os produtos atingidos pela investigação são os óxidos de manganês (fórmula química : MnO), com uma pureza em peso líquido de 50% e mais de 77% de manganês.
Os exportadores e associações de exportadores no Brasil devem entrar em contato com a Comissão Europeia, em até 15 dias da abertura da investigação, a fim de se identificarem e receberem o questionário do produtor/exportador para resposta. O prazo para a resposta do questionário é de 37 dias, a partir da abertura da investigação.
E não é que o Brasil passou para o polo passivo das questões de comércio internacional. 

Brincou com fogo e está começando a queimar.

Quase fora de controle
O Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central mostra uma instituição preocupada com a indominável alta dos preços. A Selic já está em patamares elevados e, ainda assim, os preços recrudescem se crescimento de forma assustadora. Se isso acontecer, estamos diante da perda de controle das variáveis monetárias. A inflação vai espiralar.
Ao abrir mão em passado recente de sua principal obrigação, que é não permitir à inflação que rompa com os limites estabelecidos pelo sistema de metas, o Bacen mostrou-se um órgão mais político do que técnico. A confiança entre os agentes econômicos ficou abalada ou quase destruída. Agora o IPCA de 2015 está sendo esperado em 10,8% e, para 2016, espera-se que atinja os 6,2%.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

FIA / PROCEB


Globalização,Capacitações Gerenciais, Comércio Internacional. 



Veja o video:  FIA / PROCEB


                                           www.fia.com.br/proceb

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Enfim a montanha pariu

E a promessa foi cumprida
Havia tempo que o Banco Central dos Estados Unidos vinha dizendo que subiria a taxa de juros do país. Mais recentemente, as autoridades econômicas anunciaram que isso aconteceria de forma lenta e gradual, sem provocar grandes sobressaltos nas demais economias do mundo.
De fato, isso aconteceu nessa quarta-feira e da maneira suave anunciada. O Federal Reserve, aumentou do juros do país em 0.25 ponto percentual. Agora a faixa em que os juros estarão correndo tem um limite mínimo de 0,25% e um limite máximo de 0,50% ao ano. Ou seja, a taxa continua praticamente no local que estava. Considerada a inflação norte-americana na casa de 0,3% a alta parece precipitada.
Aliás, a meta era chegar a uma inflação de 2,0% ao ano. Se isso não aconteceu, é por que a economia ainda parece relativamente debilitada. Nessas circunstâncias, a recuperação está sendo posta a prova e o medo é que seja reprovada. 


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Commodities são vítimas da retração econômica
A demanda de commodities metálicas deve ficar estagnada em 2016. O viés é de baixa, principalmente para o minério de ferro, cujos preços poderão cair até 20% em relação ao preço atual. O minério poderá atingir os US$ 40 por tonelada, levando a uma expressiva redução do produto na pauta de exportação brasileira. Quem dá causa a isso é a retração da economia chinesa, sobretudo pelo enfraquecimento do mercado imobiliário e de infraestrutura daquele país.
Já com o alumínio o problema da queda dos preços está associado ao aumento da produção chinesa de alumínio primário. A oferta abundante já levou a uma redução dos preços de aproximadamente 10%. O cobre vai pelo mesmo caminho. A queda prevista também está em torno de 10%, levando a tonelada a ser negociada em 2016 a US$ 4.900. O petróleo corrige, vez em quando, seus preços, como foi o caso de ontem. Mas isso tem caráter episódico e dificilmente se transformará em tendências para o próximo ano.
No mundo das commodities agrícolas, a tendência também é baixista, face a previsão do aumento da oferta mundial estimada para 2016.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Gestores não são imparciais
“Todos somos incrivelmente cheios de tendências. Elas são completamente inconscientes. As pessoas se sentem mais confortáveis perto de quem é parecido com elas”. (David Rock, fundador do NeuroLeadership Institute, presente em 29 países).
O resultado disso é que os gestores acabam dando preferência a pessoas e ideias que sejam parecidas com as suas ou que falem em favor de suas conveniências e convicções.
As avaliações sobre desempenho empresarial ou sobre performances no mercado feitas in house são enviesadas e, portanto, distorcidas pelo inconsciente dos avaliadores e explicam porque a alta administração recebe dos níveis inferiores tantos reforços positivos na apresentação dos fatos avaliados.
A solução está na auditoria externa e independente. Esse é o caminho para encontrar-se com a realidade de nossas empresas e de seus principais concorrentes.
Observação: Essa postagem foi inspirado em matéria do Valor de 14,15 e 16 de novembro de 2015.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

VAle a pena ler

Iniciativa de um grupo de brasileiros

criativos e patriotas

O livro "Um Plano de Ação para o Salvamento do Projeto Nacional de Infraestrutura", ferramenta importante para o entendimento e para a solução de muitos dos problemas vividos hoje no país, recebeu a mais qualificada e honrosa apresentação internacional para o público especializado.
Uma resenha do livro foi veiculada no famoso The CLS Blue Sky Blog: Columbia Law School's Blog on Corporations and Capital Markets, capitaneado pelo mítico John C. Coffee Jr.
Vale conferir!
http://clsbluesky.law.columbia.edu/2015/12/07/a-plan-of-action-to-save-the-brazilian-infrastructure-system/#.VmYm-FEdLvE.mailto

O livro foi organizado pelo Professor da FIA, n curso MBA Gestão de Negócios, Operações Comércio Internacional,  WALFRIDO JORGE WARDE JÚNIOR.

O PROFESSOR Walfrido é advogado, sócio do Lehmann, Warde & Monteiro de Castro Advogados, com atuação em contencioso, arbitragem e consultivo societário e mercado de capitais. Bacharel em direito pela Faculdade de Direito da USP e em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. LLM pela New York University School of Law, Doutor em direito comercial pela Faculdade de Direito da USP, pesquisador-bolsista no Max-Planck Institut für ausländisches und internationales Privatsrecht (Hamburgo), nos anos de 2004, 2005, 2007 e 2008.


Está correndo no Cade

Uma situação que não está esquecida
O banco suíço UBS assinou acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para entregar provas de que as taxas de câmbio foram manipuladas por 15 instituições financeiras e 30 pessoas, no Brasil, entre 2009 e 2011, em meados desse ano.
O Cade, considerando o caso grave, instaurou processo administrativo. Segundo as evidências, as instituições teriam feito um verdadeiro cartel para fixar níveis de preços e coordenar a compra de moedas. Teriam dificultado, ainda, a atuação de operadores desse mercado, com sérias consequências sobre as taxas do Banco Central (Ptax).
O desfecho desse caso deve ser contundente e, por mais que as autoridades administrativas atuem para reprimir condutas dessa natureza , não há a meu ver, condições de manter o Ministério Público fora dessa.