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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dívida do Setor Público

A propósito do superávit,
convém lembrar da dívida
A dívida líquida do setor público , em agosto, caiu 0,2 % em relação ao PIB. Findo o mês de agosto, a dívida líquida era de R$1,5 trilhões, equivalente a 39,2% do PIB.
É uma notícia que deve ser comemorada. Num dos piores meses para as contas públicas, a dívida não aumentou, ao contrário reduziu-se, mesmo que levemente.
No ano, a dívida em relação ao PIB reduziu-se em 1%. É pouco, muito pouco. Mas é melhor que vê-la crescer.
Segundo o Banco Central " o superávit primário acumulado contribuiu para essa redução com 2,4 pontos percentuais do PIB; o efeito do crescimento do PIB corrente, com 2,8 pontos percentuais; e a variação na paridade da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida, com 0,3 ponto perentual. Essas reduções foram compensadas, parcialmente, pelo aumento de 4,1 ponto percentual do PIB nos juros nominais apropriados e pelo efeito da apreciação cambial de 4,7% registrada no período, com impacto de 0,5 ponto percentual do PIB".
Portanto, as causa estão identificadas claramente. A política monetária de juros tão altos perjudica as iniciativas de redução da dívida e a apreciação cambial tão alta que vivemos até recentemente acaba poir agravar essa situação.
A expectativa é que o COPOM reduza a Selic em 0,5% e que os capitais especulativos internacionais continuem a nos dar trégua. Sairemos fortalecidos da crise.

O Superávit desacelerou

Governo Federal fez feio em agosto
Os elementos sazonais, que fazem do mês de agosto um mês ruim para produção de resultados na área fiscal, levaram o Governo Federal a um superávit de apenas R$ 2,5 bilhões. Foi um resultado muito abaixo de todas as previsões feitas por especialista de mercado.
É sobretudo decepcionante, para um governo que, a todo momento, quer aumentar a carga tributária sobre a população.
O Tesouro Nacional mostra que o superávit primário acumulado, em agosto, equivale a 2,2 % do PIB, contra 2,25 em julho.
No ano, o Governo Federal acumulou superávit primário de R$ 69,8 bilhões, 77% acima do resultado alcançado em 2010. Para a nova meta de 2011, fixada em R$ 91,8 bilhões, serão necessários gerar mais R$ 22 bilhões de superávit, nos quatro últimos meses do ano. Isso quer dizer que o governo federal teria que produzir, em superávit primário, o equivalente a R$ 5,5 bilhões por mês. Ficou difícil.


Inconsistências ?

Indices e suas contradições aparentes
A Fiesp/Ciesp mostra em seu Índice de Atividade Industrial uma aceleração de 0,8%, no mês de agosto, em relação a julho. No mês de julho, em relação a junho, a aceleração havia sido de 0,6%. Mostra também que o nível de utilização da capacidade instalada manteve-se alta, dem 82,6%.
Por outro lado, a Sondagem da Indústria de Transformação, da FGV, aponta queda da confiança empresarial. Como explicar essa queda, se  a atividade industrial se aclerou?
Não há contradições. A confiança da indústria é medida por dois componentes. O primeiro diz respeito à Situação Atual que, de fato, apresentou num recuo pequeno. O segundo componente afere as Expectativas e é o responsável maior pela queda do índice. Nesse sentido, refletiu a redução, na perspectiva do empresário, da geração de emprego nos próximos meses.
Em relação ao momento atual, os indicadores da Fiesp/Ciesp e da FGV estão em  linha. Apenas em relação ao futuro é que a FGV mostra a redução da confiança empresartial, o que não é medido pela Fiesp/Ciesp.
Considerados os altos níveis dos estoques da economia nacional e admitindo-se a redução da demanda futura, decorrente da crise global, é mesmo plausível considerar uma desaceleração do PIB e uma maior moderação da demanda interna.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Risco Brasil

Risco do Brasil se aproxima de economias
mais avançadas
Veículo: Brasil Econômico On line  -  Data: 29/09/11 17:08
Felipe Peroni   (fperoni@brasileconomico.com.br)
"O fato do real estar se desvalorizando em relação ao dólar não pode nos iludir",
alerta Celso Grisi.
Nível do seguro contra calote da dívida soberana do Brasil encontra-se em situação mais confortável do que países como a Bélgica.
Com a piora dos indicadores fiscais dos países desenvolvidos, o mercado financeiro internacional atribui um risco menor ao Brasil na comparação com países que recebem uma classificação superior das agências de avaliação de risco.
Essa é a conclusão do Banco Central disponível no Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira (29/9).
A evolução do superávit primário (economia do governo para pagar juros da dívida pública) e o aumento das reservas internacionais são os fatores apontados para essa melhora.
"O Brasil tem hoje uma reserva fantástica, e isso nos dá um colchão para pagamento de dívida externa", diz Celso Grisi, presidente do instituto de pesquisas Fractal.
Segundo o BC, as reservas internacionais ultrapassam US$ 350 bilhões. "Devemos lembrar que isso tem um custo, pagamos em reais para manter essas reservas", adverte Grisi.
Na análise do BC, as reservas garantiriam ainda uma melhora da dívida pública no caso de uma crise. O motivo é a depreciação cambial.
O fortalecimento do dólar, comum em crises, aumentaria o valor das reservas internacionais do BC, o que reduz o endividamento líquido.
O documento diz que "a depreciação cambial, ao contrário do ocorrido em crises anteriores, determinou redução da dívida líquida do setor público sobre o PIB".
"Não podemos fazer comparação com flutuações de curto prazo", ressalta Grisi. "O dólar está em desvalorização em relação a outras moedas, e isso prejudica as nossas reservas", ressalta.
"O fato do real estar se desvalorizando em relação ao dólar não pode nos iludir", afirma.
CDS
Ainda assim, a avaliação do mercado mundial de crédito é favorável. O BC aponta que entre o final de 2008, auge da crise financeira, e agosto de 2011, os CDS recuaram 53%, para 142 pontos-base.
Em agosto, no auge da desconfiança dos mercados com as economias mais avançadas, os CDS da Bélgica ultrapassavam os 200 pontos-base.
Os CDS são contratos utilizados por investidores como uma espécie de seguros contra calotes nas dívidas de governos e empresas. Um aumento de 100 pontos base equivale a uma elevação de 1 ponto percentual no valor cobrado como seguro de uma dívida de cinco anos do país. Na prática, o CDS indica o nível de acesso que um país tem ao crédito no exterior.
"Os capitais internacionais assustados pelas instabilidades colocam os emergentes num saco só", diz Grisi. "No Brasil, com a condição da economia, não há razão para pânico."
Segundo dados da consultoria CMA, os CDS brasileiros estão atualmente em 185,79 pontos-base, o que representa uma probabilidade de calote de 12,75%.
O número é similar a outros emergentes, como a China, cujo CDS está em 182,82 pontos, e não fica muito distante de economias como a Alemanha, com um CDS de 106,51 pontos, ou a Holanda (105,67 pontos).

Câmbio suiço

Neo protecionismo
Veículo: Brasil Econômico  -  Data: 28/09/2011

Bernanke podia fazer mais um doutorado. Hipóteses não faltam.

Agora é tarde, Bernanke. O leite derramou.
Bernanke parece ter voltado à academia e passou a especular no campo das hipóteses. Resolveu revisar alguns acontecimentos mais relevantes e passou às conclusões de caráter mais geral e extemporâneo.
1)- A abertura rápida abertura dos mercados financeiros. Nos países em desenvolvimento, mostrou-se  um exercício perigoso.
2)- "As medidas para fortalecer os bancos e a regulação bancária deveriam ser postas em prática antes de o mercado doméstico ser aberto aos fluxos de capital de outros lugares".
3)- O modelo que levou ao crescimento acelerado de muitos mercados emergentes, por meio de exportações, é um modelo que contém falhas.
4)- "Produzir superávits comerciais, suprimindo a demanda doméstica limitas as possibilidades de crescimentos econômicos maiores, no longo prazo.
A obviedade das conclusões põe em questão sua fala genérica e não fundamentada. Seu discurso é um recado aos chineses que mantiveram sua moeda muito desvalorizada para impulsionar as exportações do país.
Mas, o esperado não aconteceu. Esperava-se que sua fala de Ohio abordasse a anêmica economia norte-americana e a crise das dívidas da Europa. Imagino que tenha julgado o assunto desinteressante e já bastante discutido.

Pesquisa de opinião

Pesquisa Focus na Europa?
Pesquisa da Reuters, realizada entre 70 economistas europeus, aponta queda dos juros na Zona do Euro no Início de 2001.
Espera-se que os juros possam cair dos atuais 1,5% para 1,25% ao ano. A razão para essa redução da taxa é a recessão mundial e o estímulo que uma eventual redução pudesse trazer aos investimentos e ao consumo europeu. A pesquisa aponta ainda que um número cada vez maior de economistas acredita que a queda possa ocorrer ainda esse ano.
A rápida deterioração das economias da região, para esses economistas, sugere a necessidade de uma mudança ainda mais profunda na política monetária praticada pelo Banco Central Europeu.
A discussão está posta para o mercado sobre os  juros da região. No mercado futuro de juros e de divisas podem ser registradas oscilações mais fortes ainda essa semana.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Programe-se para ouvir a OSUSP

Exibição de gala, em grande momento
da OSUSP
A Orquestra Sinfônica da USP, conduzida pelo regente Wagner Polistchuk, Diretor Artístico da Camerata Antiqua de Curitiba, interpreta no dia 2 de outubro, na Sala São Paulo, composições de Franz Liszt, Sergei Prokofiev e Johannes Brahms. No dia 30 de setembro, no Anfiteatro Camargo Guarnieri, serão apresentados excertos do programa do dia 2.
A OSUSP contará também com a participação, como solista, do pianista brasileiro Fabio Martino, premiado em diversos concursos nacionais e internacionais no Brasil, Portugal e Alemanha.
Confira a programação completa:
30 de setembro - sexta-feira, às 12h (excertos do concerto de 2 de outubro)Anfiteatro Camargo Guarnieri - USP (350 lugares)
Rua do Anfiteatro, 109 - Cidade Universitária - São Paulo
Entrada Franca2 de outubro - domingo, às 17h
Sala São Paulo (1500 lugares)
Praça Júlio Prestes, s/ nº
Ingressos de R$10,00 a R$ 50,00 (inteira)
Programa:
Franz Liszt (1811-1886)
Les Préludes (Poema sinfônico n.3) (16’)Sergei Prokofiev (1891-1953)
Concerto para piano e orquestra n.2, op. 16, em sol menor (31’)
Johannes Brahms (1833-1897)
Sinfonia n.4, op. 98, em mi menor (39’)
Solista: Fabio Martino (Brasil)
Regente convidado: Wagner PolistchukCompra de ingressos:
Ingresso Rápido: http://www.ingressorapido.com.br/
Fone: (11) 4003 -1212
Bilheteria Sala São Paulo - Fone: (11) 3223-3966
OSUSP - Orquestra Sinfônica da USP
http://www.sinfonica.usp.br/
www.facebook.com/SinfonicaUSP
www.twitter.com/osusp
Tel.: (11) 3091-3000

Não é possível agradar a gregos e troianos

Agora a vez é dos troianos.
Os gregos ficam para mais tarde.
O parlamento grego aprovou, em caráter urgência, o novo imposto imobiliário para reduzir o déficit público.
Essa aprovação tinha sido prometida aos países da União Européia e ao FMI, pois tornaria possível, em princípio, o cumprimento das metas orçamentárias assumidas pelo país para viabilizar os acordos sobre a operação de socorro financeiro.
O novo tributo vai dar o que falar. Gasta-se antes e recolhe-se depois. O imposto tem que ter o tamanho dos gastos. A realidade orçamentária é economicamente cruel e politicamente desastrosa. Todos os partidos da oposição votaram contrariamente a aprovação. Apenas o partido socialista votou a favor.

Vamos esperar pelas prontas providências dos órgãos financiadores da faxina grega. O contribuinte nacional ficará, como é da regra econômica, com o custo final da operação. Os troianos terão prioridade.

Corrupção não é monopólio nacional

Ativos e passivos, em relação homocorruptas
A acusação é de suborno de funcionários de governos estrangeiros. A acusada é a Motorola Solutions que teria violado a Foreign Corrup Practices Act, lei federal dos Estados Unidos que trata, entre outras coisas,  das penalidades por práticas de suborno.
As investigações estão sendo conduzidas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e pela Security Exchange Commision (SEC), órgão regulador do mercado de capitais americano, e estendem-se 7 países europeus, desde de 2009.
Motorola Solutions não comenta o assunto. Provavelmente se a imprensa continuar a insistir vai receber a resposta clássica: “nada a declarar”.
A corrupção parece ser um evento que obedece a uma distribuição estatística representada pela curva normal. Para mantê-la em limites médios estreitos a punição tem que ser rápida e a pena alta. Por isso é que o Judiciário precisa ser preservado em sua independência, controle e eficiência.
Tudo a ver com o Brasil?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Os cartórios dão lugar à concorrência

Concorrência é sempre um bom remédio
O aumento de canais de TV, via cabo e satélite, produziu condições competitivas mais restritivas para a indústria de comunicação no Brasil. O fenômeno não é novo. Na Europa e nos Estados Unidos esse fato já vem acontecendo há alguns anos.
Curioso que aqui, como no primeiro mundo, o aumento da oferta tem sido acompanhado por algumas transformações simultâneas. A primeira diz respeito à popularização dos conteúdos dos canais de massa, ou como se chama no Brasil, dos canais de radiodifusão. Claro que na raiz disso está uma disputa por audiência e o esforço para obtenção da maior área de cobertura, ainda que limitada pela multiplicidade das línguas nacionais.
No pólo oposto, a segunda transformação caracterizou-se pela excessiva especialização de canais voltados a públicos menores, interessados em conteúdos específicos. São televisões temáticas que tratam de assuntos como previsão do tempo, atividades rurais, etc. Essas televisões, tidas como o mais perfeito conceito de mídias segmentada, inclui em sua programação noticiários e esportes obedientes as suas propostas temáticas. Exigem a produção de conteúdos qualificados e de um jornalismo mais especializado. No Brasil, como lá fora, essas televisões ainda são claramente preteridas pelos anunciantes que apenas recorrem a elas, quando sua verbas não lhes permitem atingir as TV’s massivas.
Finalmente, uma concorrência preocupante começa ganhar mais peso no mercado publicitário brasileiro. As TV’s via internet, com crescente qualidade e uma velocidade de popularização dos conteúdos audiovisuais transmitidos.
A União Europeia constatou a necessidade de revisar a regulação da atividade televisiva, com especial atenção à publicidade. Em 2007, foi aprovada uma nova diretiva, alterando a regulamentação da atividade publicitária, em toda a União Europeia.
A diretiva contemplou as televisões, oferecendo-lhes maior flexibilização em relação às regras anteriores e, simultaneamente, sujeitou os serviços audiovisuais a pedido, exibidos na internet, à maior parte das regras aplicáveis à propaganda de TV.
Com a aplicação destas medidas passa a ser possível a interrupção dos programas para intervalos publicitários com maior freqüência, eliminando-se o limite mínimo de 20 minutos entre interrupções. Já se autorizou, embora ainda não tenha sido adotado generalizadamente, a interrupção
boa parte dos programas a cada dois ou três minutos, por exemplo, como já é hábito nas emissoras norte-americana. Permitiu-se também a exigbição do produto (product placement), deixando de existir o princípio de separação entre publicidade e programação. A exibição do produto fica, ainda assim, sujeita a determinadas regras, que visam impedir o abuso e garantir e a manutenção da independência editorial. O que se tenta evitar é apenas que o conteúdo editorial não seja guiado pelo anunciante ou por seus interesses comerciais.
Ficou autorizado o split-screen, cuja legalidade sempre foi combatida pelos editorialistas, isto é, a mensagem publicitária pode também ser inserida como conteúdo, no transcorrer de uma de uma novela, por exemplo.
A publicidade interativa é também admitida e regulada. Pode parecer contraditório falar em interatividade na televisão, tradicionalmente unidirecional. Mas, ao falar-se de publicidade interativa, fala-se das possibilidades hoje existentes de o telespectador, interagir com o canal sobre o produto ou serviço veiculado.
No Brasil, os avanços recentes da lei que regulamenta a matéria, foram muito grandes e vou discuti-los nos próximos dias.

Acima do esperado

Preservar a formação de reservas na crise
Os investimentos externos diretos estão financiando o déficit externo. Investimentos estrangeiros diretos cresceram para além do esperado. O déficit externo também.
O saldo em conta corrente ficou negativo em US$ 4,9 bilhões no mês de agosto, segundo o Bacen. No mês de julho, o déficit havia sido de US$ 3,5 bilhões e, no acumulado dos últimos 12 meses, o déficit ficou em US$ 49,7 bilhões, equivalente a 2,13% do PIB.
O déficit na conta de viagens internacionais, recuou de US$ 1,7 bilhão em julho, para US$ 1,3 bilhão em agosto. O superávit comercial aumentou de US$ 3,1 bilhões para US$ 3,8 bilhões no mesmo período. Os envios na conta de rendas mostraram redução no pagamento de juros no mês de agosto. Foram US$ 467 milhões enviados a título de pagamento de juros, contra US$ 1,6 bilhão no mês de julho.
A crise internacional foi responsável pela forte aceleração das remessas de lucros e dividendos em agosto. Saiu do país nessa rubrica nada menos que US$ 5,1 bilhões. Para se ter uma idéia, em julho, o total de remessas de lucros e dividendos alcançou apenas US$ 1,8 bilhão.
Assim que o susto passar, esse movimento deve se normalizar, voltando aos níveis anteriores.
Salva-nos, como vimos na postagem anterior, o investimento externo direto que não para de crescer.

domingo, 25 de setembro de 2011

Auspicioso, em meio à crise

Investimento externo direto em alta
O Banco Central aumentou sua previsão para o investimento estrangeiro direto. A previsão anterior falava em US$ 55 bilhões para o final de 2011. A nova estimativa é de US$ 60 bilhões.
Curioso observar que vivemos, desde a 3 semanas, um intenso movimento de remessa de lucros e dividendos para o exterior, realizado por empresas estrangeiras aqui instalada. Outras, entretanto, no contra fluxo, enviam recursos para aplicação no setor produtivo. Faz pensar que quem saiu, saiu para socorrer suas casas matrizes.
Nos sete primeiros meses desse ano, o investimento estrangeiro direto alcançou o valor de US$ 44,085 bilhões. O total desses investimentos em 2010 foi de US$ 48,438 bilhões.
São dados relevantes na medida em que os investimentos externos garantem novos empregos e, de modo geral, acabam trazendo consigo um nível maior de tecnologia para o país.
Mas vamos recordar alguns números que foram muito divulgados em passado recente:
1)- Para o Brasil crescer a um ritmo de 3% ao ano, precisaria poupar cerca de 18% do PIB e a poupança estava em 16%. O governo havia contribuído negativamente com esse número, poupando (-2,0%).
2)- Para crescer 5% a 5,5%, precisaria poupar 23% a 25% do PIB (as estimativas variavam em torno desses valores mínimos e máximos). Nesse caso, um IED de 2,43%, como o previsto para esse ano, faria uma diferença razoável.
Lembro também que esse é o dinheiro sadio que entra no país para ampliar nosso desenvolvimento econômico.
Quanto à especulação financeira, que só aprecia artificialmente nossa moeda e reduz a competitividade do país, o Bacen também fez novas avaliações:
1)- A previsão para investimento estrangeiro em ações negociadas em bolsas de valores do Brasil e do exterior, é US$ 5 bilhões. De janeiro a agosto, houve ingresso de US$ 4,571 bilhões. A previsão anterior, que envolviam ações e títulos negociados no país, era US$ 7 bilhões.
2)- De janeiro a agosto, a saída líquida fooi de US$ 108 milhões, nos títulos de renda fixa. De modo geral, esse investimento está associado às operaçõe de arbitragem do juros, em reais.
O resultado disso foi uma evolução do mercado cambial, que acompanhadas das medidas cambiais e dos últimos acontecimentos mundiais trouxeram o dólar para um patamar de R$ 1,85 a R$ 1,90.
Podemos concluir que a saída do capital nocivo à moeda nacional se acelerou em setembro e o que IED pode avai mesmo aumentar, como quer o Bacen.

sábado, 24 de setembro de 2011

Bala perdida 4

De onde pode vir a próxima bala 4?
Vamos testar essa semana a eficácia da nova política do governo central sobre a inflação. Até agora temos entendido que as medidas macroprudendias têm funcionado bem e habilitado o país a crescer, embora em ritmo mais lento.
Ao ter baixado os juros em 0,5 p.p., o Banco Central estimulou também o crescimento da inflação que, entretanto, deveria ser combatida pela política fiscal. Essa inversão dos papéis e das funções dn política econômica pareceu ousada e os primeiros resultados já podem ser observados.

OIPCA-15 de setembro veio acima das expectativas e a divulgação da pesquisa de emprego sinalizou que o mercado de trabalho permanece com demanda forte. Com a valorização do câmbio, as commodities brasileiras devem encerrar seu período de colaboração com a inflação.
Em síntese, essa semana vamos ver o que o Bacen nos informará sobre suas políticas para os preços.
O Banco Central vai ter que explicar o cenário de aumento de preços e, ao mesmo tempo, oferecer uma visão de qual seria a dimensão e profundidade da crise internacional, para depois explicar sua atitude contra-cíclica em relação à Selic.
Só depois disso, é que poderá dar conta aos agentes econômicos de suas posições sobre o futuro do crédito no Brasil.

Bala perdida 3

De onde pode vir o próximo tiro?
Nos EUA, esperam-se dados sobre o consumo e as encomendas de bens duráveis do mês de agosto. Portanto, números anteriores a qualquer medida relacionada ao Twist.
Especialistas falam em um número para o consumo que teria alcançado o território positivo, algo na casa dos 0,1% até 0,3%. Seja qual for o número real, a contribuição para o crescimento do PIB norte-americano seria sempre muito modesta. O setor externo é sempre quem, a essa altura, poderia contribuir mais fortemente para o PIB, afinal o dólar perdeu muito de seu valor em relação a outras moedas fortes.

Quanto às encomendas de bens duráveis de agosto, a expectativa é de queda de 1,0%. O mercado não encontrará nesses dados motivos para festejar. A esses anúncios, outros relativos à demanda de imóveis, porão mais “água fria na fervura”. As vendas de imóveis novos, também de agosto, e o índice de preços imóveis do mês de julho, poderão revelar um nível sofrível de atividades, com vendas muito pequenas, pressionando o aumento dos estoques e deteriorando, outra vez, seus preços.
Portanto, do ponto de vista desses números a semana tende a repetir o ritmo econômico das semanas anteriores.

Bala perdida 2

De onde pode vir o próximo tiro?
No Japão permanece a ameaça da deflação. O núcleo da inflação medido no país é de -0,6% ao ano, enquanto o índice envolvendo todos os demais índices esteja, em nível nacional, no território positivo, com 0,1% de alta no ano. A economia japonesa não responde mesmo aos fenômenos naturais. Resta-nos buscar pelo sobrenatural para tirar essa economia da higidez monetária em que se meteu.
Na Zona do Euro o problema é o desemprego. Inflação já não é mais motivo de controvérsia. Os preços responderam à precursora atividade do BCE de subir os juros. Agora, a crise mundial incumbiu-se de eliminar os focos mais ativos de alta. Como elementos remanescentes da inflação européia permanecem apenas pelos alimentos e pela energia.

Os níveis de investimentos estão muito baixos, o emprego não se amplia, a renda míngua e o consumo não reage.
O quadro é desolador e, depois de tantos anos, deve tornar-se desolador.
Os estados europeus viraram especialistas em socorros a outros países, mas esqueceram-se de seu papel indutor nas economias nacionais.

Bala perdida 1

De onde pode vir o próximo tiro?
Os dados mais recentes que chegam da China dão conta de uma redução da atividade industrial. De toda forma, nessa próxima semana deverão ser publicados os índices de atividade industrial,conhecidos por PMI. A atividade industrial chinesa é medida por um PMI do governo chinês e outro da iniciativa privada.

O PMI privado tem mostrado, nos últimos três meses, que a China vem rodando sua economia abaixo do seu nível de estabilidade, na indústria. O índice público tem um número melhor, mostrando que a atividade industrial está acima desse limite, mas ambos estão apontando para a redução da atividade.
Teme-se, entretanto, que a queda da atividade econômica do mundo possa trazer um quadro de crescimento inferior àquele necessário à estabilidade econômica e social do país. As pressões sociais são de tal ordem que crescimentos inferiores podem produzir convulsões sociais como as assistidas recentemente no norte da África e no Oriente Médio. A ditadura chinesa é forte, mas em outros países  a confiança na própria força foi um equívoco de custo humano muito alto.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Em tempos de crise, até os cartéis são
atingidos em seus preços
Por mais que se diga que as commodities não vão ter seus preços reduzidos, o fato é que o petróleo já não se susenta como em preríodos anteriores a essa mais recente recessão internacional. Para as commodities agrícolas se diz que "niguém vai para de comer" e para o petróleo também se diz que "ningúém vai para usar e enregia".
Será? veja as cotações do petróleo ontém:
Em Nova York, o contrato futuro do petróleo (WTI) para novembro terminou em R$80,51 (-6,29%). Na ICE (Londres), o contrato futuro para novembro (tipo Brent) encerrou em US$105,49 por barril (-4,41%).
Acho bom por as barbas de molho e iniciar um esforço de exportação em cima de manufaturados.

Dólar furado?

A insegurança institucional é a causa.
O dólar comercial ultrapassou a barreira de R$1,90. Fechou cotado 1 centavo a cima, em R$1,91. A alta doi de 3,52%. Só em setembro a alta acumulada é de quase 20,0%. As reservas inteernacionais continuam em níveis confortáveis: US$ 351,92 bilhões.
O gráfico abaixo mostra o comportamento do dólar no longo prazo.

Isso tudo tem a ver com o risco país. Veja o que acontece com o risco Brasil, na figura abaixo:

Emergentes não são capazes de mostrar vitalidade institucional suficiente para convencer os capitais a ficar por aqui.
Os capitais especulativos emigram para países com maior previsibilidade institucional, as remessas de lucros e dividendos, do Brasil para o exterior, são intensificadas em socorro às casas matrizes, e os planos de investimentos no país são retardados. O dólar começa a escassear.

Ainda não pegou. Vai ter que ser no tranco.

A música começou. O baile não.
A Operação Twist do Fed, por ora, não convenceu. Não se revelou capaz de reiniciar a recuperação da economia norte-america. Um relatório oficial como esse, jamais poderia ter dito a essa altura do campeonato, haver um aumento expressivo do risco de redução da atividade econômica.
A Grécia, por sua vez, não ajuda. O FMI e a UE discutem, enquanto a percepção sobre o default grego se consolida no mercado. A parcela a ser liberada para mais esse socorro é de € 8 bilhões.

O mercado tem vivido de pequenos anúncios sobre dados muito pontuais que não sugerem o encaminhamento das questões atuais. É o caso dos pedidos de seguro desemprego. Caíram. Foram, na semana de 12 a 17 de setembro, 9 mil pedidos a menos que na semana anterior.
O mercado espera por posições mais agressivas do governo Obama no que respeita à ampliação dos investimentos e à criação de novos empregos.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Google na berlinda

Agora a acusação é de manipulação de resultados de suas buscas
São autores da acusação as empresas Nextag, Yelp e Expedia.A acusação é a de que o gigante das buscas privilegia seus próprios produtos, recaindo no clássico problema do “bode tomar conta do milho”. Não costuma dar certo.
Em razão dessa denúncia, o site de buscas está sob investigação. Já tivemos a primeira audiência judicial, em Seattle, onde estou agora por essas coincidências da vida. O caso é muito rumoroso e os comentários ganham toda a comunidade norte-americana.
As empresas denunciantes são concorrentes do Google nos serviços de busca de informação para bens de consumo, negócios locais e companhias áreas.
A Nextag sob comando, Jeff Katz, acusa o Google de alterar a classificação de resultados da Nextag para que não seja revelada sua superioridade em buscas pagas ou para bens de consumo. Ele reafirma as acusações de que o Google vê sua empresa como uma ameaça e, por isso, apenas permite a mesma de aparecer ao final da página.
Dominância de mercado estimula condutas irregulares que passam a se muitiplicar. Mas é difícil crer que o Google faça esse uso de sua ferramenta. Pessoalmente acho pouco provável. Mas a investigação segue em frente.
O Google negou tudo e diz que sua ferramenta reproduz de fato o que acontece na realidade.
Na audiência, foi soberbo:“entende que com o sucesso vem o controle”, dizendo que está à disposição para responder legalmente às questões atribuídas ao seu negócio.
Entretanto, já se nota aqui que a desconfiança cresce entre a população de internautas nos Estados Unidos.

Erro grosseiro da agência

A Caixa Econômica Federal retira
propaganda do ar
A propaganda é comemorativa dos 150 anos da Caixa. Na tela, Machado de Assis, nosso escritor afrodescendente, apareceu até meio empalidecido.
Não deu outra. Teve que sair do ar.
Entra em cena o presidente do banco, Jorge Hereda, para pedir desculpas a nossa população. Convenhamos que o erro é da agência de publicidade, cuja obrigação era ter estudado um pouco sobre o tema. Induziu, com sua displicência, o banco a esse constrangimento.
Veja a propaganda e a nota oficial da Caixa:
Nota Oficial
"A Caixa Econômica Federal informa que suspendeu a veiculação de sua última peça publicitária, a qual teve como personagem o escritor Machado de Assis. O banco pede desculpas a toda a população e, em especial, aos movimentos ligados às causas raciais, por não ter caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com a sua origem racial.
A CAIXA reafirma que, nos seus 150 anos de existência, sempre buscou retratar, em suas peças publicitárias, toda a diversidade racial que caracteriza o nosso país. Esta política pode ser reconhecida em muitas das ações de comunicação, algumas realizadas em parceria e com o apoio dos movimentos sociais e da Secretaria de Política e Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) do Governo Federal.
A CAIXA nasceu com a missão de ser o banco de todos, e jamais fez distinção entre pobres, ricos, brancos, negros, índios, homens, mulheres, jovens, idosos ou qualquer outra diferença social ou racial
Jorge Hereda
Presidente da Caixa Econômica Federal".

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ainda sob o Fed

A Visão de Jason F. Oliveira
Chegou-me pelas mãos do amigo e colaborador Décio Pecequilo.

"REEDIÇÃO DO “PLANO TWIST” CONFIRMADA PELO FEDERAL RESERVE, CONFORME ANTECIPAMOS HOJE NO PRÉ-MERCADO. ANÚNCIO DO TAMANHO DAS COMPRAS PODE TIRAR PARTE DO EFEITO DO ACHATAMENTO DAS CURVAS LONGAS DE JUROS.
As informações @desde que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) se reuniu em agosto indica que o crescimento econômico continua lento. Indicadores recentes apontam para fraqueza contínua nas condições gerais do mercado de trabalho e o desemprego permanece elevado. Os gastos das famílias tiveram uma elevação tão somente modesta nos últimos meses, apesar de alguma recuperação nas vendas de veículos, com a retomada da cadeia de suprimentos. Investimento em estruturas não-residenciais ainda é fraco e o setor de habitação continua deprimido. No entanto, o investimento das empresas em equipamentos e software continua a se expandir. A inflação parece ter se moderado desde no início do ano e os preços de energia e algumas commodities perderam força desde seus picos. As expectativas de longo prazo de inflação mantiveram-se estáveis.Consistente com seu mandato legal, o Comitê procura promover o pleno emprego e a estabilidade de preços. O Comitê continua a projetar que ocorra alguma recuperação no ritmo da recuperação nos próximos trimestres, mas antecipa que a taxa de desemprego vai diminuir apenas gradualmente em direção a níveis que o Comitê julga serem coerentes com o seu duplo mandato. Além disso, existem riscos de deterioração significativa para as perspectivas econômicas, incluindo volatilidade nos mercados financeiros globais. O Comitê também antecipa que a inflação se estabilizar ao longo dos próximos trimestres, em níveis iguais ou inferiores aos consistentes com o duplo mandato do Comitê conforme os efeitos da alta de energia e de outros aumentos de preços de commodities se dissipam ainda mais. No entanto, o Comitê continuará a prestar muita atenção à evolução da inflação e as expectativas de inflação.Para suportar uma forte recuperação econômica e para ajudar a garantir que a inflação, ao longo do tempo, esteja em níveis compatíveis com o duplo mandato, o Comitê decidiu hoje prorrogar o prazo médio de suas reservas de títulos. O Comitê pretende adquirir, até o final de junho 2012, US$ 400 bilhões em títulos do Tesouro com vencimentos remanescentes de 6 anos a 30 anos e vender uma quantidade igual de títulos do Tesouro com maturidade residual de 3 anos ou menos. Este programa deve colocar pressão de baixa sobre as taxas de juros de longo prazo e ajudar a tornar mais acomodatícia as amplas condições financeiras. O Comitê irá rever periodicamente o tamanho e a composição dos suas reservas de títulos e está preparado para ajustar essas participações, conforme apropriado.Para ajudar dar suporte às condições nos mercados hipotecários, o Comitê vai agora reinvestir os pagamentos do principal de suas participações das dívidas de agências e de títulos de agências lastreados em hipotecas e em títulos lastreados em hipotecas. Além disso, o Comitê vai manter a sua atual política de rolagem de títulos do Tesouro com vencimento em leilão.
O Comitê também decidiu manter a faixa de meta para a taxa dos fundos federais entre 0 e 0,25% e atualmente antecipa que as condições econômicas - incluindo as baixas taxas de utilização de recursos e expectativas de inflação a médio prazo – deve garantir níveis excepcionalmente baixos para a taxa dos fundos federais, pelo menos, até meados de 2013.
O Comitê discutiu a gama de instrumentos políticos disponíveis para promover uma forte recuperação econômica em um contexto de estabilidade de preços. Ele continuará a avaliar as perspectivas econômicas em função das informações recebidas e está preparado para empregar suas ferramentas, conforme apropriado.
Votaram em favor da decisão de política monetária: Ben S. Bernanke, presidente; William C. Dudley, Vice-Presidente; Elizabeth A. Duke; Charles L. Evans; Sarah Bloom Raskin, Daniel K. Tarullo; e Janet L. Yellen. Voto contra a ação foram Richard W. Fisher, Narayana Kocherlakota e Charles I. Plosser, que não apoiam acomodação da política adicional neste momento."
Jason F. Vieira
Analista Internacional / International Analyst
(5511) 3848-1203 Fax (5511) 3848-1789
Cruzeiro do Sul Corretora
Rua Funchal, 418 - 17° Andar - 04551-060 - São Paulo
jason.vieira@bcsul.com.br

Fed agora

A reunião terminou  a pouco
Meu parceiro da CMIX, Emmanoel Zullo Godinho, resumiu a reunião do Fed através da eumeração de suas principais resoluções:
1. FED mantém taxa de juro inalterada em 0 a 0,25%
2. FED mantém taxa de redesconto em 0,75%
3. Para o FED, crescimento econômico continua lento
4. FED vai manter política de rolagem dos treasuries existentes
5. FED está preparado para ajustar carteira conforme necessário
6. FED Fund ficará baixo até meados de 2013
7. FED espera que taxa de desemprego recue gradualmente
8. Para FED, expectativas inflacionárias são estáveis
9. FED espera recuperação econômica mais forte nos próximos trimestres
10. FED vê tensão nos mercados financeiros globais como um risco
Que síntese! E nos chegou de bandeja.
Grato, Zullo

Vulnerabilidade externa

Em bom momento o dólar se valorizou.
A deterioração externa é a maior ameaça às contas externas nacionais. Ela reduz os fluxos de comércio mundiais e derrubam os preços dos bens transacionados. Adicionalmente, mitigam ou retardam os investimentos externos diretos em função das pressões que os caixas das empresas no exterior são pressionados. Caixas sobre pressão fizeram crescer as remessas de lucros e dividendos ao exterior. Por outro ladom a preciação excessiva do real aumentou muito os gastos com viagens ao exterior e com serviços. Há ainda a se considerar o peso do endividamento crescente da empresas nacinais no mercado externo e que já começa a inspirar cuidados entre os agentes reguladores.
Mas tudo até agora vai indo bem graças aos elevados preços das commodities (já não mais de todas elas) e da forte entrada dos investimentos externos no país. O saldo comercial e os investimentos estrrangeiros produzem ainda uma balança de pagamentos positiva.
O novo quadro mundial poderá agravar as contas externas e já pede providências. A favor do país conta o sempre apoio divino, que em bom momento desvaloriza a moeda nacional. Isso traz ganhos importantes à competitividade nacional. Fortalece as combalidadas exportações de manufaturados, encarece as importações, preservando o mercado interno para as empresas e para o emprego nacionais, maximiza em reais os valores investidos por empresas estrangeiras em dólar no país e imputa menores perdas das quantidades exportadas das commodities na medida em que permite a redução de seus preços em dólar, caso esse mercado sofra flutuações por períodos mais longos.
Vamos continuar torcendo para que esse dólar volte pelo menos ao R$2,00.
E que esse valor seja impulsionado sobretudo pela saída dos capitais especulativos do país, que há tempo já se reconhece como nocivo e perverso à economia nacional.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Google no mundo dos ricos

O Google quer crescer no mercado
das compras coletivas
O Google adquiriu o site alemão de compras coletiva DailyDeal.de.
O valor dessa aquisição não foi revelado. Trata-se de aquisição na área das ofertas de produtos para compras coletivas em três países: Alemanha, Áustria e Suíça.
A empresa adquirida apresentava um audacioso plano de crescimento, levantando altos volumes de recurso junto a investidores privados.
As últimas aquisições do Google nessa área têm buscado atingir regiões geográficas com perfil de públicos de maior nível de renda e menos expostos às consequências da crise econômica global. A região da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, já tinha sido objeto de aquisição similar dia atrás.

É preciso rever as estratégias

O panorama do crédito mudou no Brasil, no meio do 3º trimestre.
A mudança foi rápida e chegou pelas mãos da recessão mundial. Todo ambiente creditício nacional transformou-se e impôs revisões das políticas expansionistas e das estratégias de ganhos de share. A cautela em relação ao crédito tornou-se aguda e generalizou-se entre os players.
O crescimento da inadimplência que a Fractal vinha anunciando em seu GuideNews acentuou-se de forma preocupante No mês de julho a Serasa apontou alta de 3,0%, repetindo a alta de 2,9% de junho para julho. A alta nos últimos 12 meses (agosto 2010-agosto 2011) foi de impressionantes 29,2%, enquanto sua expansão no ano (janeiro 2011-agosto de 2011) alcançou os 23,4%.
Os dados,longe de semear pânico, estimularam, entretanto, os grandes bancos a ampliar o rigor e a cautela nas aprovações de crédito. Seus fundamentos para essa decisão lastrearam-se em:
1) Redução da criação de empregos com carteiras assinadas. O Caged mostra a criação de 190.446 empregos formais, em de agosto de 2011, número esse quase 40% abaixo do registrado em agosto de 2010 (299.415). A meta do Ministério para este ano, de 3 milhões de novos postos com carteira assinada, revelou-se inexeqüível e está sendo revisada.
2) Manutenção das pressões inflacionárias (serviços e alimentos). A persistência inflacionária atinge itens relevantes do orçamento familiar. Anulam boa parte dos aumentos concedidos.
3) Elevado endividamento familiar. Pesquisa Ipea, de agosto, mostra que 54% das famílias brasileiras apresenta dívidas com valor médio superior a R$5.400. A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio aponta que 62,5% das famílias brasileiras apresentam algum tipo de dívida. Esse número é superior aos 59,1% de agosto de 2010.
4) Valor crescente das dívidas, em praticamente todas as modalidades de crédito, segundo a Serasa, em agosto.
5) Renda real da família. O Ipea aponta que a taxa do rendimento médio real percebida ao longo de 2011, vem caindo em consequência de uma taxa mais elevada de inflação, no primeiro trimestre.Aponta que a disparidade entre ganhos salariais e produtividade é uma a principal causa da aceleração da inflação.
6) Redução do ritmo do nível de atividade econômica. Micros, pequenas e médias empresas podem apresentar expressivas deteriorações de seus níveis de capitalização e de reservas de caixa. Passam a representar, portanto, riscos mais altos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Um limite de mínimo

Não é banda. Não é flutuante. É limitante.
O Banco Nacional Suíço resolveu rápido a questão, com uma intervenção incisiva. Introduziu um limite mínimo para a taxa de câmbio do franco suíço tomando por base o euro. Agora o limite será 1 euro = 1,20 francos. A Suíça não quer sua moeda ainda mais a apreciada para manter sua competitividade e evitando corridas cambiais em sua direção. Trata-se de intervenção com o objetivo de evitar a paridade com o euro. Em agosto a moeda local havia alcançado € 1,045, muito aquém de sua média de  €1,5 20, desde a  criação do euro.
Moeda-refúgio sofre desses males. Sofre valorizações excessivas em tempos de incertezas elevadas e leva o país a riscos elevados de recessão e deflação. Aí entra o Banco Central entra em campo. Mas ele tem que estar pronto para comprar moeda estrangeira em quantidades ilimitadas. Isso pode levar o BNS a perdas consideráveis no seu papel de “banca” dessa mesa de jogo.
O dilema suíço está colocado entre dois riscos. De um lado, se a moeda continua se apreciar, as exportações suíças estão inviabilizadas e, como se sabe, as exportações são a grande vertente do crescimento do país. De outro, as perdas incorridas para manter a cotação de sua moeda próxima da média históricas desagrada os investidores privados e os cantões, cujos recursos estão na posse do BNS. Reservas cambiais têm custos elevados e impõem renúncias aos seus investidores.
Finalmente, um exercício acadêmico de natureza preditiva pode ajudar a entender algumas conseqüências possíveis. Para onde drenarão os recursos que buscam refúgios? Para a China, apreciando o Yuan? Provável que sim. Para onde mais? Para o iene? Para o real? Para o ouro? Também muito provável que sim.
Então, todos esses países e moedas que servem de refúgios tenderão a utilizar instrumentos cambiais semelhantes. A guerra cambial se intensificaria, anulando o esforço pelo livre comércio.
É um novo momento, com tendências divergentes àquelas praticadas anteriormente a 2008. Doha não evoluiria e a OMC teria seu papel mais uma vez reduzido na busca para as reduções das tarifas do comércio mundial. Instala-se um neo protecionismo, antigo e conhecido na história econômica.

A FEA e as artes

Educação e Cultura na FEA

domingo, 18 de setembro de 2011

A culpa já foi do chuchu

Feijão, tomate e batata pressionam
preço da cesta
Veículo: Diário do Grande ABC -  Data: 12/09/2011
Jornalista:  Alexandre Melo
ECONOMIA
Quem for às compras nesta semana deverá notar que a maioria dos 64 produtos que compõem a cesta básica ficará mais cara. Em relação à pesquisa anterior da Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André, houve aumento de R$ 9,36. Os itens são encontrados nos supermercados por R$ 363,81.
Os preços dos alimentos, principalmente o do feijão-carioca, da batata e do tomate, estão média 18% mais caros. Segundo o diretor-presidente do instituto de pesquisa Fractal, Celso Grisi, o valor baixo pago ao produtor de feijão nas safras anteriores desestimulou o cultivo do grão. "A temporada de chuvas também retardou a colheita. Assim, há menos produtos no mercado." O quilo do feijão aumentou, em média, R$ 0,40, chegando a R$ 2,60.
Para o especialista em grãos da Bolsa de Cereais Rui Roberto Russomano, o aumento no preço final do feijão é atípico, haja vista que o valor pago ao produtor não aumentou. "A tendência é que o preço fique estável. Nas próximas semanas os consumidores terão à disposição grãos novos, mais fáceis para cozinhar", destaca.
No caso do tomate, a temperatura baixa registrada nas últimas semanas nas regiões produtoras do Norte paulista prejudicaram a produção. Isso porque o fruto necessita de calor acima de 20ºC para amadurecer. O preço médio do quilo foi de R$ 2,91 para R$ 3,42 (diferença de R$ 0,51). A boa notícia é que nos próximos 15 dias virá nova safra e os preços tendem a recuar.
Com a batata mais cara nesta semana, a opção para o consumidor é substituí-la pela mandioca. Em vez do tomate, o consumidor pode comprar pepino, beterraba ou abobrinha, que estão com valores mais atrativos ao bolso, sugere Grisi.
O executivo da Fractal pondera que algumas variedades de banana também encareceram devido às chuvas excessivas no Vale do Ribeira, em São Paulo. Entretanto, a pesquisa da Craisa aponta preços 3,61% menores. O quilo da fruta é vendido por R$ 1,87 ante R$ 1,94 na semana anterior (R$ 0,07 a menos).
ALTAS E BAIXAS - Entre os destaques da pesquisa feita pela equipe da Craisa está o frango resfriado. O quilo da mistura caiu 10,09%, com preço médio de R$ 4,01. Entre os cortes bovinos, o acém também ficou 1,40% mais em conta nos supermercados, custando R$ 9,84. Outros itens como bolacha maisena e farinha de mandioca torrada formam o grupo das principais quedas.
O economista da Fractal alerta que os consumidores deverão preparar o bolso, pois nos próximos meses alimentos como o arroz e o amendoim terão os preços reajustados. O motivo é que a área de produção dessas culturas foi diminuída por causa do preço ruim pago nas safras anteriores.
Hortifrúti da época ajudam a economizar 30%
Comprar frutas, legumes e verduras da época pode garantir economia média de 30%. A razão é que durante o período de safra, os alimentos têm melhor qualidade e maior oferta no mercado, o que reduz o custo. "Os hortifrúti têm muitas oscilações de preços. Quando tem oferta em abundância, fica mais barato comprar", diz o diretor-presidente do instituto de pesquisa Fractal, Celso Grisi.
O consumidor que durante o mês de setembro colocar no carrinho frutas como laranja, caju e banana-nanica gastará menos. No caso da banana, as fortes chuvas no interior de São Paulo elevaram o preço momentaneamente.
Para a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a expectativa de clima mais ameno e incidência menor de chuvas nas regiões produtoras, os legumes e verduras deverão apresentar elevação do volume ofertado e recuo dos preços.
Na pesquisa da Craisa, no entanto, apenas a banana teve redução no valor nesta semana. Os demais itens de hortifrúti tiveram altas entre 4,75% e 18,18%.