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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Notícias sobre a economia brasileira

Uma boa outra ruim
Primeiro a boa: A inflação medida pelo IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas desacelerou mais um pouco, no mês de novembro. Alcançou nesse mês apenas 0,50%, contra os 0,53% de outubro.
O IGP-M acumulado, de janeiro a novembro, desse ano, está em 5,22% e 5,95% no acumulado dos últimos 21 meses.
Agora, a ruim: A inadimplência das empresas, medida pelo SERASA, aumentou 0,4% no mês de outubro, quando comparada à de setembro. Em relação a outubro de 2010, a inadimplência cresceu 28%. A inadimplência das empresas nesse ano cresceu 17,2%. Era mesmo de se esperar com a política expansionista do Banco Central e com a redução da atividade econômica.
Nada de alarmar, mas tudo para consertar.

Volatilidade extrema

O mercado das commodities flutua com
o humor do mercado
É só uma questão de humor. Ou de expectativas, se preferirem.
Bastaram algumas notícias sobre um eventual acordo em relação à alavancagem do Fundo Europeu e uma possível ,ainda que lenta e inicial, recuperação da economia norte-americana, para os preços retomarem seus movimentos de altas. O Petróleo foi o primeiro, agora o milho, a soja e o açúcar. Tudo em alta.
O milho com alta de 3, 52 % ontem, na BM&F Bovespa. A soja voltou a subir em Chicago, algo como US$ 0,04 por bushel, e o açúcar, cujos preços sobem na Bolsa de Nova York, no Brasil, subiu mais 0,68% a saca de 50 kg.
Trata-se de mercado de altíssimo risco para o espéculador, embora para o produtor seja a melhor forma de proteção de suas receitas e lucros futuros.

Juros mundiais

Análise e projeções
O link foi enviado pelo amigo Decio Pecequilo. As análises e projeções são de autoria do economista  Jason Freitas Vieira, da Cruzeiro do Sul Corretora / APREGOA.com
Cenários alternativos são propostos com grande propriedade. Consultem no link e digam-me como avaliaram esse trabalho, por favor.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A rápida resposta do petróleo

O otimismo mexeu com os preços do petróleo
Os contratos futuros em Nova York acumularam novas altas ontem. O barril de WTI chegou a superar os US$ 100 dólares, impulsionado pelo otimismo dos investidores com os resultados das vendas de varejo e com a evolução do quadro europeu.
Os investidores em commodities são sempre os mais rápidos a reagir. No caso do petróleo negociado em Londres é muito provável que os preços possam reagir muito rapidamente se as negociações das próximas horas evoluírem favoravelmente na reunião do grupo de ministros das finanças doa União Europeia. Se houver uma decisão reforçando o caixa do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, os preços podem inaugurar um novo patamar para essa commodity.
Para complicar essa situação, o quadro político no Oriente médio, envolvendo, de um lado, Estados Unidos e Israel e, de outro, o Irã, sofre novo agravamento. O ministro da defesa do Irã, Ahmad Vahidi, declarou de forma espetaculosa que o país poderia mostrar aos Estados Unidos o "verdadeiro significado da guerra" e alertou sobre os "golpes destrutivos e poderosos dos mísseis e foguetes do Irã". A iminência de um confronto dessa natureza poria os preços do petróleo em rápida ascensão, impactando a inflação generalizadamente pelo mundo todo.

Otimismo emergente

Olhando o dia de ontem com os olhos dos tradicionais emergidos
O otimismo provocado pelas vendas no varejo nos Estados Unidos no Black Friday trouxe um inesperado ânimo aos mercados acionários e impulsionou a bolsa brasileira. Para reforçar o comportamento dos agentes econômicos, as expectativas com os esforços dos líderes europeus para amenizar os efeitos da crise na Zona do Euro também cresceram.
No caso europeu, dois fatores justificaram tanto otimismo. O primeiro diz respeito à proximidade de um acordo, nessa terça-feira, entre os ministros das finanças da União Europeia, sobre os socorros a serem fornecidos pelo Fundo Europeu de Estabilização financeira aos países escessivamente endividados. O segundo nasceu da declaração das duas maiores economias do bloco, Alemanha e França, afirmando que pretendem ampliar a integração fiscal entre os países da região. Com isso reforçam a ideia da unificação europeia e reafirmam a crença no livre comércio como elemento propulsor do desenvolvimento.
Nem mesmo o esperado resultado negativo sobre a vendas de imóveis novos conseguiram atrapalhar a vida dos investidores. As bolsa norte-americanas e brasileira foram para cima, e o dólar, no Brasil, veio para baixo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Música na FEA USP

Uma momento de arte e cultura na FEA-USP
Convívio pressupõe o compartilhamento de valores e sentimentos.

Logotipia 2

Logotipos escondem significados simples - 2
Tudo disonível na internet.Mas, interessante é o sentido desses registros.
Parece só o nome da empresa escrito em grande estilo. Não é. Na verdade, VA significa o sinal analógico e o IO significa a linguagem binária dos computadores.
A seta amarela não é só um sorriso, sugere que na Amazon você acha tudo de A a Z
 
Clássico sempre dá as caras aos domingos. O espaço entre o F e as linhas de velocidade que formam o "1" forma outro 1.

Vamos ao pecado

Dadas graças, veio o dia da gastança
No Black Friday, dia seguinte ao da Ação de Graça, o cidadão norte-americano dedica-se ao que os economistas chamam de "o pecado da gastança". Tata-se de atividade tradicional naquele país que, dessa vez, foi um mergulho no inferno do consumismo. As vendas ao varejo foram 7% maiores a do ano passado, onde o panorama de curto prazo era considerado muito melhor que o atual.
Com isso, os americanos gastaram em torno de US$ 11,4 bilhões neste dia, US$ 1 bilhão a mais que em 2010.
Essa semana, o Livro Bege dará conta de atividade econômica anêmica, sem tomar em consideração os dados mais recentes da economia norte-americana. Seu horizonte temporal de análise é sempre mais amplo e envolve fatos relevantes dos últimos meses. Dará conta também de uma inflação bem comportada e de dados mais recentes sobre a direção ascendente do mercado de trabalho. Tudo deve ser feito de forma discreta, sem produzir otimismos exagerados , mas de modo a sugerir uma possível recuperação em fase inicial. Provalvelmente, a maior ênfase nos dados relativos a empregos seja a criação de vagas no setor privado. Serviços deve puxar essa oferta de novas vagas.
Para "sujar a água dos investidores", os dados sobre vendas de imóveis novos ainda dever vir em queda.
Bolsa em queda livre e dólar recua
muito pouco nessa sexta-feira
O Ibovespa recuou 0,70% na sexta feira passada, para 54.894 pontos. Na semana, o índice acumulou queda de 3,24%. O volume financeiro negociado foi muito baixo: apenas R$4,0 bilhões.
Enquanto isso, o dólar que vinha durante a semana em alta de 5,7%,  com o cenário externo deteriorado, recuou  na sexta-feira 0,16%, fechando cotado em R$ 1,88.
A inflação na construção civil subiu em novembro. O INCC-M, apurado pela FGV, teve alta de 0,50%. Em outubro, havia subido apenas 0,20%. No ano, o INCC-M subiu 7,21%. Para dezembro, a construção civil e os alimentos devem contribuir mais fortemente para um esperado recrudescimento inflacionário de final de ano. Mesmo assim, o último COPOM do ano, a acontecer nessa próxima 4ª feira, deve reduzir a Selic em, no mínimo, 0,5%.
A dívida líquida do setor público cresceu em outubro. Encerrou outubro em R$ 1,53 trilhão, representando 38,2% do PIB, contra 37,2% no mês de setembro. Uma péssima notícia que revela a grande fragilidade do governo central.
A dívida bruta, fechou outubro em R$ 2,23 trilhões, equivalente a 55,4% do PIB, ante o mês de setembro onde o resultado foi de 55,9% do PIB. O superávit primário de outubro foi de R$ 13,10 bilhões. Deveria ter sido muito melhor, mas em termos anuais a avaliação é muito boa: o superávit primário é de  R$ 118,60 bilhões, equivalente a 3,54% do PIB. O acumulado até outubro já representa 93% da meta estipulada para o ano, de R$ 127,9 bilhões.
Considere o mundo e veja que o Brasil goza de uma situação privilegiada. Entretanto, ampliar o superávit primário, pela redução do custeio, será forma de sanear o grande problema estrutural da economia brasileira.

domingo, 27 de novembro de 2011

Calendário para a semana

Cortesia do amigo Emmanoel Zullo
A XP investimentos produziu. Respasso a vocês porque pareceu-me interessante que possamos acompanhar certos fatos essa semana.

Logotipia 1

Logotipos escondem significados simples 1
Vejam esses dois primeiros casos:
A seta está entre o E e o x. Sugere velocidade.
Carrefour é so o C no branco da marca

sábado, 26 de novembro de 2011

O comunismo chinês não é mais aquele

Greve na ditadura chinesa?
Que pensarão os companheiros da CUT? Que esse é o maior mercado para o sindicalismo pelego nacional?
Vejam só: empregados de fornecedora da Apple e IBM entram em greve, na China. Faltava essa.
São cerca de mil funcionários da Jingyuan Computer Group, fornecedora chinesa de componentes de grandes marcas como Apple e IBM, que fazem sua greve nas fábricas do grupo, no Sudoeste do país.
A greve é uma forma de reduzir as condições extenuantes nas linhas de produção de teclados, câmeras com conexão wireless, discos rígidos e displays de computadores. Trabalho escravo? Nem tanto. São as condições de trabalho que estão em jogo
A empresa estará comprometida com melhoria das condições de trabalho e, por isso, os funcionários retomaram suas atividades.
Recentemente no Brasil descobriu-se algo semelhante com uma marca de origem espanhola. Os estragos no mercado foram grandes. A IBM e a Apple que passem a abrir os olhos para o conceito de comércio justo.

Anita Mafaldi, Fayga Ostwer e Renina Katz

IEB, orgulho uspiano
É um privilégio estudar em uma universidade como essa. Lecionar ali, nem se diga. Os alunos são a grande atração dassalas de aulas:
Veja o IEB nesse dia 28 de novembro, abrindo a semana. É para não perder os traços e as cores.

OSUSP em dezeembro

Villa-Lobos, paixão uspiana
A Orquestra Sinfônica da USP, sob a regência da Maestrina Ligia Amadio, realizará apresentação na Sala São Paulo no dia 4 de dezembro.
 No dia 2 de dezembro, no Anfiteatro Camargo Guarnieri, serão executados trechos do programa do dia 4.
A OSUSP interpretará o Concerto para piano e orquestra No. 3 de Rachmaninoff, além de obras de Heitor Villa-Lobos e Antonín Dvorák, que contarão com a participação de 200 vozes do CoralUSP.
Haverá participação especial dos solistas Luiz Carlos de Moura Castro (piano), Adriana Clis (mezzo-soprano), Claudia Riccitelli (soprano) e Licio Bruno .
Confira a programação completa:


2 de dezembro - sexta-feira, às 12h (excertos do concerto de 4 de dezembro)
Anfiteatro Camargo Guarnieri - USP (350 lugares)
Rua do Anfiteatro, 109 - Cidade Universitária - São Paulo
Entrada Franca
4 de dezembro - domingo, às 17h
Sala São Paulo (1500 lugares)
Praça Júlio Prestes, s/ nº
Programa:
SERGEI RACHMANINOFF (1873 - 1943)
Concerto para piano e orquestra n.3, op. 30, em ré menor
HEITOR VILLA-LOBOS (1887 - 1959)
Magnificat-alleluia para solista (mezzo-soprano), coro e orquestra
ANTONIN DVORAK (1841 - 1904)
Te Deum, op.103 para solistas (soprano e baixo), coro e orquestra
Participação do CoralUSP
Solistas:
Luiz Carlos de Moura Castro (piano)
Adriana Clis (mezzo-soprano)
Claudia Riccitelli (soprano)
Licio Bruno (baixo)
Regente: Ligia Amadio
OSUSP- Orquestra Sinfônica da USP
www.sinfonica.usp.br
Tel.: (11) 3091-3000

Olha 2012 aí

Indicadores da CNI sinalizam para um
início difícil em 2012
O indicador de produção industrial da Confederação Nacional da Indústria apontou queda no mês de outubro. O indicador ficou em 48,6 pontos, ante 48,8 pontos, em setembro. Segundo esse indicador, valores menores que 50 pontos significam queda da produção e, maiores de 50 pontos, expressam elevação.
Agora, o que “pegou fundo” é que, embora a queda da produção, os estoques na indústria aumentaram mais uma vez. Os estoques chegaram, em outubro, a 53,4 pontos, enquanto no mês anterior situavam-se nos 52,9 pontos. Esses dois movimentos se somam.
Como era de se esperar, o nível de utilização da capacidade instalada caiu de 45,0 para 43,9 pontos de setembro para outubro.
É fácil imaginar que, se isso aconteceu nos meses anteriores às festas, a tendência será que os indicadores se agravem ainda mais em dezembro e janeiro, meses nos quais os pedidos à indústria são baixos. O primeiro trimestre, desse modo, estaria comprometido, nesse setor. Com isso, a indusústria pode estar prestes a reinaugurar a antiga prática das férias coletivas, antes de iniciar qualquer demissão. Vamos aguardar e conferir.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A falência veio para a comemorar o dia Ação de Graça

Seguradora de créditos imobiliários, dos Estados Unidos, declara-se falida.
Uma das maiores companhias de seguro de créditos hipotecários dos Estados Unidos, PMI Group, declarou sua falência ontem.
As explicações, como não podiam deixar de ser, sustentaram-se nas dificuldades do mercado imobiliário.
Hoje, na terra do Tio Sam, é dia de gratidão a Deus, pelos bons acontecimentos ocorridos no decurso do ano. As pessoas comemoram, ofertando a Ele suas as graças  e orações.
O grupo, de capital aberto, com ações na NYSE, lega aos seus acionistas, fornecedores e funcionários um passivo de 736 milhões de dólares na forma em dívidas não garantidas, segundo a Securities and Exchange Commission.
No final de outubro, a empresa passou as ser tutelada pelas autoridades do estado do Arizona. A partir daquele instante a empresa ficou proibida de comercializar novas apólices e pagar a seus assegurados mais do que 50% das quantias devidas.
Assim, as top three do seguro imobiliário, nos Estados Unidos, estão literalmente quebradas. O PMI Group era o terceiro três do setor nos Estados Unidos. Fannie Mae e Freddie Mac foram os primeiros dessa fila. Pouco a comemorar e agradecer, mas muito a rezar nesse Thanksgiving Day.

Brasil conta com reservas internacionais confortáveis

O fluxo cambial não é preocupação, no Brasil.
A posição das reservas internacionais brasileira mosrou-se bastante confortável em 23 novembro de 2011: US$350,4 bilhões. Isso tem sido fundamental para o atual momento da economia internacional.
O fluxo cambial em novembro, até o dia 18, havia acumulado uma entrada líquida de US$1,2 bilhão, com o segmento comercial positivo em US$1,4 bilhão. As exportações somaram US$11,6 bilhões enquanto as importações, US$10,2 bilhões. O segmento financeiro fiou negativo em US$191 milhões, registrando, aproximadamente, ingressos de US$12,5 bilhões e retiradas 12,7 bilhões. Já a posição dos bancos está comprada em US$3,0 bilhões. No mês de outubro, a posição cambial estava em US$3,7 bilhões.
As tendências apontam para a manutenção dos volumes de investimentos externos diretos e para ampliação dos superávits na área comercial.

Europa e o ranking de suas dívidas

Nos ratings de risco, as dívidas
soberanas continuam caindo
Portugal perdeu o “grau de investimento” concedido pela Fitch. A classificação do país foi rebaixada de BBB- para BB+, com perspectiva negativa. Já era hora dessa providência, uma vez que a economia portuguesa realmente havia se deteriorado muito nos últimos meses.
Os CDS - swaps de default de crédito - de 5 anos, da Espanha e da Bélgica, atingiram recordes de spread. Os investidores já manifestam forte recusa a esses papéis.
A próxima na fila dos ratings, é a França. Como a fila anda, logo deve decair um degrau. Suas dívidas ultrapassam os 120% de seu PIB.
Angela Merkel, Nicolas Sarkozy e Mario Monti já não têm mais tempo. As modificações no tratado da União Européia são esperadas para agora. As políticas fiscais nacionais precisam  de uma coordenação centralizada e munida de poderes de intervenção.

Pesquisa Mensal de Emprego

A queda deve começar a partrir de agora?
A taxa de desemprego caiu para 5,8% em outubro, em comparação com a do mês anterior, segundo o IBGE. O fato parece surpreendente depois de tanto se falar em desaceleração da economia nacional. De fato, não é.
O resultado está em absoluta sintonia com as estimativas dos analistas que haviam previsto que a taxa ficaria dentro de um intervalo de 5,6% a 6,2%. É a partir de agora que a oferta de emprego passa a sofrer reduções, comprimindo, ainda levemente, a procura. O resultado de outubro representa o menor nível de desemprego desde o início dessa série histórica do IBGE, em 2002.
O rendimento médio real dos trabalhadores manteve-se estável nesse mesmo período, o que ja sinaliza para a reversão esperada para o quadro do mercado de trabalho desenhado para o início de 2012.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Recrudescimento dos preços versus desaceleração econômica

IPCA-15 em alta modesta de 0,46%
 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15, denominado pela sigla IPCA-15, aponta alta de 0,46%, no mês de novembro. Em outubro, a variação tinha sido de 0,42%.
O aumento foi muito leve, mas já mostra que o final de ano sempre faz os preços crescerem.
De janeiro a outubro desse ano, o IPCA-15 está em 5,96%, mas o acumulado dos últimos doze meses registra que o índice está acima do limite superior do centro da meta: 6,69%.
Os preços dos alimentos variaram de 0,52%, em outubro, para 0,77%, em novembro. A entre safra explica o fenômeno inflacionário na alimentação.
Os artigos de vestuário subiram 0,87%, enquanto as despesas pessoais tiveram alta de 0,82% em novembro. No grupo Comunicação, merecem atenção os serviços de telefonia celular, que apresentou variação de 1,83%.
Essas altas atingem, sobretudo, a classe média e a população de menor renda. Por outro lado, essas classes foram poupadas em relação a itens muito representativos de suas despesas: transporte subiu apenas 0,02% e habitação teve alta de 0,40%.
Fica a impressão de que a desaceleração econômica deu jeito na inflação. E ficam a dúvidas em relação à política a ser praticada para a taxa básica do juro no país. Alguns, como eu, acham que a Selic deve cair mais devagar, postergando a redução de 0,5% para o ano que vem. Outros acham que a ameaça de um eventual recrudescimento da inflação está afastada e que urge reduzir o juro para evitar o aprofundamento da desaceleração econômica. Há ainda os radicais. Sugerem uma redução da Selic de 1,0%, argumentando sobre a necessidade do uso desse instrumento de forma mais decisiva, para evitar uma recessão que estaria se avizinhando de nossa economia. São os contracíclicos radicais.
Como se vê, "tem para todos". Não faltam divergências para sustentar críticas contundentes à posição que o COPOM vier a tomar no próximo dia 30. Seja qual for.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Encruzilhadas

O momento é marcado por decisões
muito difíceis
O COPOM reune-se, pela última vez esse ano, no próximo dia 30. Na pauta, a decisão de baixar mais 0,5 pontos percentuais o juro básico da economia nacional. Viria,nessa hipótese, para 11% ao ano.
A inflação de outubro recuou além de todas as previsões dos especialistas. Isso sinaliza para a redução da taxa. De outro lado, no início de novembro, os preços mostraram tendências de alta. Somam-se a essa tendência as pressões sazonais de final do ano e a valorização do dólar que encarecem as importações. Isso aponta para deixar a taxa como está, sem nehuma redução.
O COPOM terá que decidir.
A oferta de emprego já é menor e está concentrada em ocupações de baixa remunerações. O crescimento está próximo a zero. Oferta e demanda de crédito estão mais seletivas. Agentes financeiros e consumidores assumiram estratégias defensivas. As iniciativas de recuperação de crédito multiplicam-se no esforço de conter a alta da inadimplência. Ninguém quer ficar com o "mico na mão".
Agrava-se o quadro recessivo internacional, as incertezas e imprevisibilidades desse cenário só fazem cerescer os temores entre os agentes econômicos. Europa e Estados Unidos são ameaças grandes à recuperação mundial.
No Brasil, o influxo de investimentos diretos continua firme, alheio às ponderações sobre risco-País.
Realmente, puxaram a escada. O COPOM, coitado, ficou suspenso apenas pela "brocha".
Quer saber? A recessão está chegando mais fraca do que esperávamos. A inflação, também.
As importações são dominadas por produtos de cosnumo, industrializados. A alta do dólar será epassada aos consumidoress, pondo novas pressões inflacionárias no nosso sistema de preços.
Francamente, há espaço para baixar a taxa. Pessoalment, preferiria deixar isso para o ano que vem. A decisão é realmente muito difícil

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Novos entrantes no sistema financeiro nacional

Entrada de bancos chineses vai causar
impacto no Brasil
Veículo: DCI -  Data: 22.11.11
O mercado brasileiro está cada vez mais atraente para bancos estrangeiros com o desenvolvimento da economia e a ascensão da renda. Os atuais interessados são os asiáticos, como a China e a Coreia do Sul, o que, para especialistas, deve elevar a competitividade no segmento de pessoas jurídicas, já que a taxa de captação de recursos nos países de origem é baixa, em torno de 1% a 3%, de acordo com o diretor presidente do Instituto de pesquisa Fractal, Celso Grisi. Outra justificativa está na taxa básica de juros, que na China é de 6,56% ao ano (a.a.), enquanto no Brasil a Selic está em 11,50% a.a.
De acordo com dados do Banco Central, até junho de 2011 o total de ativos do sistema financeiro chega a R$ 190,332 bilhões, dos quais R$ 71,767 bilhões corresponde aos bancos estrangeiros. O maior percentual está com os bancos alemães, R$ 8,643 bilhões, seguidos pelos demais europeus, R$ 53,858 bilhões, por norte-americanos, R$ 6,883 bilhões, e asiáticos, R$ 1,858 bilhões.
Contudo, a participação dos asiáticos tende a aumentar. Segundo o Financial Times, o China Construction Bank (CCB) divulgou ontem interesse em estabelecer uma base de operações no Brasil, declarou o vice-presidente da instituição, John Weinshank. O negócio já teria a aprovação do conselho de administração do CCB, com a criação de uma subsidiária. A instituição é a segunda maior do mundo em valor de mercado e somente no terceiro trimestre soma 11,772 trilhões de iuanes em ativos totais.
Segundo Celso Grisi, economista pela FEA-USP e diretor presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, além do CCB há mais dois bancos chineses à espera da aprovação do Banco Central e entre três a quatro sul-coreanos. "O CCB já foi aprovado pelo Banco Central, há mais dois chineses e quatro coreanos."
O especialista explica que a entrada de instituições financeiras asiáticas deve movimentar o sistema bancário nacional. "Quem vem lá de fora traz funding captado entre 1% a 3% ao ano. Dessa forma, aumenta a competitividade porque entram com preços melhores, roubando um grande número e volume de clientes." Vale ressaltar que o spread bancário da China, a diferença entre a taxa de captação e a taxa de juros aplicada, é de 3,8% ao ano, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).
Um dos mais afetados, na opinião de Grisi, será o HSBC, pois possui rede de agências na Ásia e atua de forma eficaz neste segmento no Brasil, além de impactos nos bancos alemães.
O presidente da agência classificadora de risco Austin Rating, Erivelto Rodrigues, acredita que a captação de recursos com baixas taxas no país de origem deve propiciar mais ganhos aos bancos. "Deve aproveitar o funding baixo para ganhar mais no Brasil." Rodrigues acrescenta que o potencial de crescimento brasileiro é elevado, junto com o aumento da balança comercial com a China. "Começam com trade finance [crédito à exportação] e depois migram para o corporativo."
Aproveitar os negócios entre empresas brasileiras e chinesas também é a justificativa apontada pelo economista Celso Grisi. "A ideia é que entrem no mercado de pessoa jurídica com as empresas que possuem negócios por aqui e com as companhias brasileiras que exportam para a China."
Segundo Grisi, após o primeiro passo os bancos entram na cadeia produtiva com o financiamento e, assim, partem para serviços para pessoa física. "Começam com administração de fortunas - private banking- de empresários e chineses no Brasil."
A estratégia de entrada no mercado nacional deve ocorrer por meio de parcerias ou aquisições de instituições de pequeno e médio porte que necessitam de capitalização. A primeira, aponta Grisi, seria a alternativa mais rápida e segura, pois entram com o capital e adquirem conhecimento. "Há bancos que gostariam de receber aporte dos chineses com participação acionária. Quem pode ver com bons olhos isso é o Safra, por exemplo."
Já a compra deve ocorrer com instituições com problemas financeiros ou de adaptação às regras de capitalização. "Paraná Banco, Daycoval, Indusval, BMG, Fibra e Cruzeiro do Sul são exemplos de bancos que podem estar na mira para a compra, parceria ou a realização de uma joint venture", ressalta o diretor-presidente do Instituto de pesquisa Fractal, Celso Grisi.
Expectativas
O economista da FEA-USP acredita que deve aumentar ainda mais o número de instituições financeiras vindo ao Brasil. "Vão transformar a estrutura bancária. Em seguida vem as seguradoras, bancos de investimento, empresas para operações na bolsa de Xangai etc."
Apesar de não acreditar em um aumento da competitividade no mercado, já que o Brasil possui grandes companhias, o presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues, aposta em novos bancos para os próximos anos. "A indústria bancária vai propiciar a entrada de mais estrangeiros e os que já atuam aqui vão tentar aumentar a participação."

Segunda feira só foi ruim na bolsa

Na economia real, a 2a feira foi ruim para o mundo e boa para o Brasil
A semana começou mal para as bolsas. O impasse sobre os cortes na economia norte-americana espalhou incertezas pelo mundo e agravou a percepção de risco dos investidores. A aversão ao risco encontra como base a ausência de perspectivas para solucionar a crise das dívidas soberanas na Europa. Os Estados Unidos adicionam nesse tema mais um componente explosivo, ao não encontrar um consenso mínimo sobre os cortes orçamentários a que são obrigados.
Num e noutro caso, estão presentes os políticos e suas ineficiências para tratar questões de natureza econômica. Ao conduzir de forma sectária os desafios públicos, impedem os estados nacionais de encontrar-se com seus verdadeiros papéis e funções.
As bolsas ao redor do mundo vieram abaixo e, no Brasil, o dólar valorizou-se fortemente. Encerrou o dia em alta de 1,29%, cotado a R$ 1,806. No mercado de juros, o DI janeiro fechou em 10,978%.
Na economia real brasileira, ao contrário do mundo desenvolvido, podemos comemorar: dólar para cima, juros para baixo e, por final,  a desaceleração do IGP-M, na segunda prévia de novembro, registrando inflação de 0,40%. Alimentos sempre pressionam os índices que medem as altas de preços. A carne bovina foi o destaque dessa aferição em função do período anterior de estiagem.
Mas outros itens jogaram a favor e o IPCA que, havia sido de 0,44% no mês anterior, recuou. Alimentos continuarão a pressionar a inflação até, pelo menos, o final das festas de 2011. Vamos continuar observando a semana.

Boas e más notícias chegam dos Estados Unidos

As vendas de imóveis usados avançam
Os Estados Unidos continuam emitindo sinais de sua recente recuperação. As vendas de imóveis usados nos Estados Unidos subiram 1,4%, em outubro. Em relação a outubro do ano anterior, o índice  aponta crescimento de 13,5%.
A notícia é auspiciosa na medida em que registra uma reativação setorial de importância emblemática. Afinal, foi aí que tudo começou.
Por outro lado, os políticos norte-americanos não se acertam em  torno dos cortes que devem fazer no orçamento nacional. Republicanos são contra o aumento de impostos para os mais ricos. Os democratas opõem-se aos cortes nos gastos sociais. O país se imobiliza diante das disputas entre interesses privados e públicos.

Palavra de quem conhece

É bom ter presente algumas
realidades numéricas
Decio Pecequilo,  matemático e consultor na área fianceira, envia-me esses dados, a partir de informações extraídas da BM&FBOVESPA.
O número de investidores pessoas fisicas diminuiu:
  • 2002 :85,5 mil
  • 2003 :85,5 mil
  • 2004 :116,9 mil
  • 2005 :155,2 mil
  • 2006 : 219,6 mil
  • 2007 : 456,6 mil
  • 2008 :536,5 mil
  • 2009 : 552,4 mil
  • 2010 : 610,9 mil
  • 2011 : até setembro, 593,3 mil
Fonte BM&FBOVESPA
A crise econômica global deu origem  a derrocada das bolsas pelo mundo. O investidor temeroso refugiou-se nna renda fixa. Tão logo seja reestabelecida a  normalidade econômica, a crise dará lugar a grandes e variadas oportunidades, lembra-nos o consultor. Petrobras, Bradesco, Vale, Itausa  e Ambev são alguns exemplos lemmbrados por êle.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Talvez não exista mais tempo

Agora é a vez da França
A agência de classificação de risco Moody’s publicou em seu boletim semanal que o aumento persistente  dos custos de financiamento do Governo Fancês, por um longo período de tempo, coloca em risco o seu Triple A.
O mercado dos títulos de dívidas soberanas reagiu mal ao alerta da Moody’s e abriu distância razoável entre os juros pagos pelos papéis da dívida da  Alemanha e os da França.
Podemos estar nos aproximando de uma grave recaída, na questão européia. O governo francês teria que agir rápido e conta com pouco tempo e baixa aceitação popular. A França é a bola da vez.

Não faltarão novidades

Fatos que marcarão a semana
Sai o IPCA-15 de novembro. Dever sinalizar um pequeno aumento dos preços, reforçando a idéia de que o centro da meta não será atingido esse ano. A inflação só não é maior graças a contribuição dos preços administrados que represam suas pressões para o futuro. Nesse momento vivem uma deflação artificial.
Serão anunciados também os dados sobre o desempenho do crédito no mês de outubro. Esse instrumento de política monetária tem dado apoio às medidas contracíclicas do Governo Federal. Somado às festas de final de ano podem produzir novas pressões altistas.
Também serão conhecidos os resultados fiscais do mês de outubro. Os resultados não devem surpreender. Gastos e arrecadação continuarão subindo. Mas as expectativas sobre uma possível redução das despesas públicas vão aumentando na mesma velocidade dos anúncios sobre eventual reforma ministerial.
Os resultados da conta corrente nacional são esperados, trazendo o saldo negativo, dos últimos12 meses, para US$ 47,1 bilhões.
Da Europa, espera-se pela publicação dos índices PMI da indústria, de serviços e o indicador composto. É de se supor que tragam novas quedas depois das confusões criadas pela crise das dívidas soberanas da Zona do Euro. Investimentos, empregos, salários e demanda estão atrofiados e explicam a tendência de redução do PMI.
Há algum otimismo em relação às noticias que podem chegar da China e do Japão. Analistas esperam alguns anúncios que podem trazer alento adicional à economia mundial. Os dados sobre a atividade industrial, ainda que preliminares, serão anunciados em ambos os países.
Nos Estados Unidos permanecem os problemas orçamentários e a necessidade de cortes de seus gastos. Por mais que se queira cortar, está difícil dizer onde colocar a tesoura e como se fará isso com a necessidade da aprovação do aumento do teto da dívida. Calotes não são, nem de longe, cogitados. Gerando alguma ansiedade, espera-se pela publicação da ata do FOMC que deve trazer projeções econômicas para 2012 e 2013.
Inflação e crescimento serão observados através de indicadores específicos. Ambos devem vir em crescimento, mas ambos os crescimentos devem ser apenas modestos.

sábado, 19 de novembro de 2011

Encerrando a semana

Fatos e interpretações se sucedem em velocidades diferentes
A atividade econômica no Brasil desacelerou fortemente no terceiro trimestre de 2011. O mercado de trabalho acusou o golpe, diminuindo, segundo o CAGED, o número de empregos formais ofertados. O saldo líquido de empregos criados em outubro é de 126.143 vagas. Em outubro de 2010, o mesmo  saldo líquido havia mostrado um total de 204.840 novas vagas. Portanto, a queda foi de 38,4% na comparação de outubro do ano passado com outubro desse ano. Em 2011, as contratações líquidas somam 2.241.574, evidenciando uma redução de 18,3% em relação aos dez primeiros meses de 2010. Mesmo assim o resultado é muito bom para um ano tão difícil como esse.
A inflação medida pelo IGP-10 desacelerou de outubro para novembro, subindo apenas 0,44%, ante 0,64% da medição anterior. Esse resultado  também pode ser atribuído, pelo menos em parte, à desaceleração da economia nacional. Entretanto, é curioso notar o comportamento contrário do IPC-Fipe, que acelerou para 0,59%, na segunda quadrissemana de novembro, ante os 0,53% do levantamento anterior. Embora sejam amostras diferentes, o resultado da FIPE pode estar antecipando algum movimento sazonal de final de ano.
A arrecadação federal atingiu a impressionante cifra de R$ 88,741 bilhões em outubro. Esse valor é um recorde para o mês, e está 9,0% acima do de outubro de 2010. Em relação a setembro deste ano, o crescimento foi de 17,66%. Esses recordes arrecadatórios ainda espelham o passado, pois existe uma defasagem natural entre o faturamento e a arrecadação. Para os próximos períodos é de se esperar que a arrecadação também refletirá a desaceleração da economia.
O índice Bovespa caiu na semana 3,10%. No ano, a queda é de 18,14%.
O dólar avançou em relação ao real, fechando a semana cotado a R$1,7830. Os exportadores já sentem certo alívio, mas é preciso que o real se desvalorize ainda mais ao longo dos próximos períodos.
Os Estados Unidos continua em plena safra de boas notícias. Nada que auorize um convencimento definitivo sobre sua recuperação. O índice de indicadores antecedentes, do Conference Board, apresentou alta acima da prevista. Esse índice mede a direção da economia para os próximos meses e subiu 0,9% em outubro, contra 0,1% em setembro. Não fosse o mau momento vivido pela Europa, o otimismo poderia tomar conta dos mercados.
Na Europa, persiste um forte ceticismo sobre as possibilidades dos líderes europeus solucionarem a crise das dívidas na região, evitando a contaminação do setor bancário europeu e o provável efeito dominó que se produziria sobre economia do mundo. O Banco Central Europeu tem feito a sua parte. Nessa semana compareceu nos mercados financeiros, comprando títulos da Itália e da Espanha no mercado secundário. Por outro lado, há sinais de que o Banco Central Europeu tenha alguma disposição de emprestar dinheiro ao FMI para financiar a ajuda aos países endividados.
Na Ásia, o governo chinês continua os esforços para minimizar a bolha imobiliária produzida naquele país, enquanto o Japão segue o caminho de sua mais recente recuperação econômica.
Foi uma semana mais calma que a anterior em termos dos fatos econômicos. Mas as preocupações, entre investidores, continuam gerando apreensões que podem eclodir na próxima semana.

IBM: um cenário para TI

Entendendo o mercado futuro
A IBM anuncia o resultado de sua pesquisa mundial junto a executivos de tecnologia de informação: business analytics, cloud computing e mobilidade serão as áreas que receberão os maiores investimentos e que abrirão o maior número de vagas para empregos.
A pesquisa foi realizada em 93 países, envolvendo 4.000 entrevistados, todos trabalhando na área de TI. Os números falaram muito alto:
1)  A área de business analytics alcançou, entre os entrevistados, o maior percentual de adoção, 90%. Esse  resultado decorre, segundo a pesquisa, da necessidade das empresas de automatizar e decifrar o grande volume de dados produzidos nos trabalhos diários.
2)  42% dos profissionais entrevistados afirmam que em suas empresas existe demanda por esses softwares, enquanto 49% afirmaram que a área de business analytics é ou será utilizada para aumentar a automação de seus processos.
3)  Esses sistemas são mais procurados no Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC) do que nos Estados Unidos.
4)  A mobilidade também é apontada como oportunidade. A pesquisa prevê crescimento de 85% nos próximos dois anos.
5)  Os aplicativos corporativos deverão aumentar 34% nesse período.
6)  25%das empresas pretendem desenvolver novas aplicações para computação em nuvem e 24% deverão virtualizar seus ambientes de TI.
7)  24% também pretendem explorar os benefícios oferecidos pela nuvens para armazenamento de dados, muito embora 40% dos entrevistados acreditem que as empresas não estejam ainda suficientemente comprometidas com essa tecnologia.
8)  Mesmo assim, 75% acham que elas começarão a desenvolver infraestrutura na nuvem nos próximos dois anos, impulsionadas pela flexibilidade da operação e pela redução dos custos.
9)  As mídias sociais mudarão nos próximos anos a maneira de fazer negócios das empresas. 43% dos respondentes da pesquisa pretendem utilizar os recursos do “social business” para desenvolvimento interno e 41%, para desenvolver a empresa em ambientes externos.
A pesquisa da IBM mostra as tendências mais fortes na área de TI, dentro do conhecimento dominado hoje. Inovações devem ocorrer e esse quadro pode alterar-se. Entretanto, é de se entender que os drivers expressos  pelas necessidades manifestadas pelos usuários venham a dar impulso aos mercados de TI.
Também e de se aplaudir a pesquisa da IBM e decisão de colocar seu resultados à disposição do grande público.

Arrependimento, por tantas medidas macroprudenciais, mata?

Medidas macroprudenciais foram exageradas?
Realmente, essas medidas não devem ser entendidas como exageradas. O relaxamento nas taxas de juros deve ser visto apenas como decisão contracíclica. E nada mais.
A deterioração do ambiente internacional trouxe um movimento recessivo de proporções alentadas. A taxa de juros foi considerada como um instrumento de política econômica indispensável para reduzir os impactos externos sobre a economia interna. Entretanto, seu uso não pode esquecer o comportamento dos preços e comprometer a estabilidade monetária. Pessoalmente, tenho muito receio de uma eventual recaída inflacionária. Acredito, entretanto, que um arrocho nos gastos públicos pode impedir o renascimento das altas de preços no país. O corte tem que se dar no custeio, jamais nos investimentos. O estado podrá abrir mão de seu papel indutor, no combate à crise. A expansão moderada do crédito pode ser medida de revitalização da economia nesse instante, embora deva ser administrada com olhos nos aumentos da inadimplência e no crescimento da renda real das famílias. Nessa perspectiva, é e de se esperar por novas reduções da Selic, aliviando a pressão que a política monetária tem feito sobre o consumidor e sobre a demanda nacional.
As commodities não caíram tanto quanto previam os analistas, mostrando que a procura mundial por alimentos é maior que a crise que o mundo atravessa. Desse modo, políticas desenvolvimentistas, que privilegiam o crescimento, ganham espaços novos e começam a justificar a prática de juros menores.
Convém ainda lembrar que Japão e Estados Unidos emitem sinais positivos quanto aos seus crescimentos internos e amenizam, em grande medida, a crise internacional. Também não nos esqueçamos que, depois de tantas injeções de liquidez, a inflação remanesce acima do esperado, em um amplo conjunto de países. Parece prudente não fazer previsões tão negras, pois a desaceleração pode não ser tão forte quanto se tem anunciado.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Convergências e consistências econômicas

As opiniões podem ser divergentes.
Os fatos, não.
O índice de atividade econômica do Banco Central sinaliza para crescimento negativo do PIB, no terceiro trimestre. A desaceleração da atividade econômica é absolutamente compatível com a redução da inflação no período.
O índice de atividade do Banco Central permaneceu estável no mês de setembro, com variação positiva, mas muito pequena, de apenas 0,01%, e isso depois do recuo de 0,57% ocorrido em agosto.
Os resultados mostram que a economia brasileira desacelera forte nesse instante. Como conseqüência, o IGP-10 recuou em novembro. A alta foi de apenas de 0,44% em novembro, mostrando considerável redução em relação aos 0,64%, observado em outubro.
A teoria econômica é realmente muito consistente. Redução na atividade econômica vem, geralmente, acompanhada da queda dos preços.

Desaceleração até na criação de novas vagas de trabalho

Criação de novos empregos formais
cai 38%, em outubro
Durante todo o ano de 2011, até o final do mês de outubro, foram criados 2,24 milhões de postos de trabalho com carteiras assinadas. Um resultado e tanto para um ano de crise internacional.Nesse último mês de outubro, entretanto, a criação de vagas formais caiu 38%, na comparação com o mesmo mês do ano passado, conforme os dados do próprio Ministério do Trabalho e Emprego.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged - apontam para a criação de 126.143 vagas formais em outubro. No mesmo mês de 2010, foram geradas 204.804 vagas para empregos com carteira assinada.

A economia realmente desacelerou e ainda assim os dados são positivos.

Dá pra explicar?

Divergências entre agência de risco
e mercados financeiros
Os mercados e seus protagonistas estão muito preocupados com o cenário europeu. Por isso, o  risco-Brasil sobe 3 pontos. Enquanto isso, a agência de classificação de risco Standard&Poor's anuncia a elevação do rating soberano de longo prazo do Brasil, em moeda estrangeira, de "BBB-" para "BBB". E, para completar, aumenta a nota de longo prazo, em moeda local, de "BBB+" para "A". Durma-se com um barulho desse.
Mas, de fato, países europeus continuam a lançar seus títulos públicos no mercado. Agora, foi a vez da Espanha e da França que, para colocarem seus papéis, pagaram taxas elevadíssimas, semeando preocupações e incertezas entre os investidores.
Curioso notar que a retórica política não tem produzido maiores efeitos nos mercados. No início da semana foi o discurso da chanceler alemã, Angela Merkel, com seu contundente apelo para a preservação da Zona do Euro e de sua moeda única. Depois, o primeiro ministro frances e sua austeridade, mais verbal que econômica. A austeridade é bastante propalada na França, mas pouco evidente na prática orçamentária naquele país. Na continuidade, o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, entrou em cena, prometendo adotar medidas para enfrentar o ceticismo sobre a capacidade da Itália de honrar sua dívida pública. E tudo encontra seu ponto final com o relatório da  Comissão Europeia sobre a força tarefa montada para ajudar a Grécia. Estuda-se uma arquitetura financeira capaz de encontrar, via assistência técnica, uma solução definitiva para aquele país.
As declarações foram lançadas ao vento e o indicador de risco Brasil  encerrou a 231 pontos-base.
A agência S&P acompanhou o ministro Carlos Lupi em sua paixão pela presidente Dilma. Efetivamente, Rousseff  tem demonstrado seu compromisso com o cumprimento de metas fiscais e a S&P reconheceu isso : "A resposta do governo para as pressões inflacionárias em 2011 enviaram um importante sinal sobre sua flexibilidade política e compromisso para a estabilidade econômica". Parece que se desenha um novo caso de amor, depois que Lupi "levou o fora".
O que mais impressionou a agência foram os cortes no orçamento e a contenção no aumento da despesa com pensões. A conta continua sendo paga pelos pensionistas e aposentados que formam o lado mais fraco da corda. A agência acredita (e há razões suficientes para isso) que o superávit primário do setor público atingirá 3,15% do PIB, no final desse ano. Foi mais um vitória da presidente.
Ainda que ontem o risco país tenha aumentado, a tendência para os próximos dias é de que regresse aos níveis anteriores, refletindo nossa melhoria na escala de risco e no fortalecimento do grau de investimento obtido.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Não pode passar sem registro

Na enxurrada de informações do IBGE, uma chama a atenção dos internautas
A presença de PC’s nos domicílios aumentou aproximadamente 300%, em dez anos, no país.
Em 2000, 10,6% dos domicílios tinham pelo menos um PC. Em 2010, 38,3% dos lares no Brasil contam com um equipamento, pelo menos. A informação é do último censo do IBGE.
A informação vai contaminar o mundo de marketing com uma nova onda de otimismo. A área de comunicação, envolvendo a propaganda e a publicidade, aumentará seus esforços digitais, movidos pelas novas informações sobre a evolução desse mercado.
Em 2010, 21,93 milhões de domicílios contavam com um PC e 80,2% deles, ou seja, 17,59 milhões, já estavam conectados à internet.
Haja emailmarketing em nossas vidas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

IEB da USP

A USP e sua produção cultural
Merecem ser conhecidas as iniciativas culturais da Universidade de São Paulo, produzidas em seus órgãos mais representativos do mundo do conhecimento.
O debate deve ter essa direção.
Por isso recomendo tão fortemente a leitura da revista do IEB.

Terra em transe 2

Parece coisa do equilíbrio sistêmico
A Europa afunda em suas dívidas e a China desacelera seu crescimento. Comportamentos típicos da imprudência financeira do “savoir vivre” europeu e da prudência milenar da sabedoria oriental.
A crise tenderia a contagiar o mundo, levando tudo “água abaixo”. Mas, diz a Teoria Geral dos Sistemas que os sistemas tendem a se preservar, criando alternativas as suas próprias sobrevivências.
Os Estados Unidos iniciaram movimentos de recuperação da renda, do consumo, do crédito e de sua produção. Irônico para quem se encontrava em situação de absoluto descrédito e com a auto-estima de sua população tão destruída.
Não é que, agora, o PIB japonês desperta de sua longa hibernação, apoiado em inesperada recuperação da produção industrial e da ampliação do consumo interno. Chega a estarrecer! A população japonesa cresceu o seu consumo depois de tantos anos de poupança e entesouramento da moeda nacional e isso, após o terremoto que assolou o país. Mas são as coisas da Teoria Geral dos sistemas. Desgraças viram causas da reversão econômica do país.
No terceiro trimestre, o PIB japonês cresceu ao ritmo anualizado de 6,5%. Em relação ao segundo trimestre do ano, o crescimento foi de 1,5%. Suas exportações também cresceram forte, graças à rápida recuperação de suas cadeias produtivas e ao restabelecimento do supply chain de sua indústria, em velocidade assustadora.
O consumo “surfou”, na onda da recuperação. Cresceu 1,0%, sobretudo puxado pelas atividades de lazer, viagens e compras de veículos.
Como no caso de outros países, a moeda japonesa está excessivamente valorizada em relação a outras moedas fortes, prejudicando seriamente as exportações para outras áreas do mundo. Os investidores entenderam que o Yen é uma moeda-refúgio. Sistemas desenvolvem mecanismos adicionais de sobrevivência.
Especificamente, para o Brasil, será necessário repensar o que andamos fazendo nos últimos anos. Sucateamos nosso parque industrial em uma política de contenção da inflação, via a defasagem cambial. Tudo ficava mais barato com as importações incentivadas pelo real forte. Não há político que resista deitar nesse “berço esplêndido”. O problema é que a queda na taxa de crescimento chinês e a crise européia sinalizam para a redução dos preços e das quantidades compradas de nossas commodities agrícolas e industriais.
Aos Estados Unidos e ao Japão nossas commodities também agradam, mas esses dois países são consumidores naturais de nossos manufaturados e semimanufaturados. Procuram partes, peças, componentes produtos acabados, serviços, etc. Fica a necessidade de uma rápida reestruturação de nosso parque industrial que, sem oferta de mão de obra especializada, contará, por outro lado, com um influxo de capitais estrangeiros para lhe dar suporte.
O governo não pode apenas reagir. Ele terá que agir proativamente e rápido. O novo plano econômico precisa contemplar o longo prazo e estar assentado em setores estratégicos para os próximos decênios. Só isso dará consequência a um sistema cujo produto bruto interno tenha uma participação expressiva de bens de maior valor agregado, pagando maiores salários e garantido novas altas do consumo interno.