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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Inflação

O governo terá que jogar a toalha  
Veículo: Jornal Correio da Bahia  -  Data: 29/04/11


Melhor infraestrutura exige investimentos
de R$ 9 trilhões
Veículo: DCI   -   Data 28/04/2011
Jornalista: Fernanda Bompan. Fonte: DCI
Reproduzido no Notícias de Mercado, em 28/04/2011
Caderno: Logística e infraestrutura
Segundo estudo recente do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), os transportes rodoviário, ferroviário e portuário juntos no Brasil necessitam de um aporte de R$ 9,8 trilhões, R$ 6,125 trilhões maior do que o valor de R$ 3,675 trilhões do PIB registrado no ano passado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Conforme mostra o estudo, a infraestrutura brasileira possui atualmente 1,765 milhões de quilômetros de estradas, sendo 212 mil pavimentadas; 29 mil quilômetros de ferrovias; 31 aeroportos considerados principais; 46 portos organizados e mais de 120 terminais de uso privativo; um potencial de 50 mil quilômetros de hidrovias, sendo 13,6 mil quilômetros em uso, além de 19,2 mil quilômetros de dutos. Em termos de comparação, os EUA têm cerca de 110 mil quilômetros de rodovias pavimentadas a mais que o Brasil e cada estado norte-americano tem um ou mais aeroportos considerados importantes. Desta forma, no caso dos portos brasileiros, a pesquisa do Ilos observa que seriam necessários investimentos da ordem de R$ 42,9 bilhões para renovar esse transporte. "O investimentos necessário é quase 13 vezes maior que o previsto no PAC 1 [primeira fase do Programa de Aceleração do Crescimento]", conclui o Paulo Fleury, CEO do Ilos.
Para o transporte ferroviário, o estudo do instituto aponta investimentos necessários de R$ 130,8 bilhões, 2,4 vezes superior ao estimado no PAC 1 (R$ 54,2 bilhões). Paulo Fleury lembra que neste modal está incluído o aporte de R$ 33,2 bilhões direcionado para a construção do trem de alta velocidade (TAV), que ligará Campinas (SP), São Paulo e o Rio de Janeiro. "O que preocupa é que os recursos para o TAV são muito altos e não há uma alternativa para melhorar o sistema ferroviário. O governo não faz e nem cogita fazer estudo de outras soluções", afirma o CEO do Ilos.
Os investimentos necessários para renovar o sistema rodoviário brasileiro, de acordo com a pesquisa do Ilos, são ainda mais expressivos. Para o transporte passar dos 200 mil de estradas pavimentadas - sendo 56% em mau estado -, para 5,1 milhões de pista pavimentada de bom estado, é preciso um aporte de R$ 9,6 trilhões. O previsto no PAC (R$ 43,5 bilhões) é 220 vezes menor.
"Os números apontados pelo estudo são significativos porque o Brasil demorou mais de 30 anos para aumentar os investimentos na infraestrutura", conclui Fleury.
Horizonte
O professor e diretor presidente da Fractal, Celso Grisi, entende que se o governo brasileiro direcionasse o montante de R$ 9 trilhões na infraestrutura, o País estaria realmente perfeito. Contudo, ele comenta que como não há um horizonte para que o Brasil se iguale ao Estados Unidos, existem alternativas para compensar este problema. "Se aumentasse mais os investimentos em portos, evitaria grandes aportes em rodovias", exemplifica.
"O estudo não considera que há interferências positivas quando melhora um meio de transporte. A avaliação é isolada em cada modal. Portos podem absorver parte do fluxo das rodovias. Assim como, se investir mais nas ferrovias também", analisa Grisi.
Uma das mais urgentes preocupações do governo é de que a infraestrutura brasileira esteja adequada para a Copa do Mundo em 2014. Grisi prevê que o País terá a mesma dificuldade sentida pela África do Sul, última sede do campeonato mundial de futebol. "Os transportes terão operações caóticas", diz.
O professor aconselha ainda que um modo mais prático para solucionar o problema da infraestrutura brasileira seria se houvesse maior integração entre os ministérios. "Os planejamentos devem ser realizados de forma integrada, o que não é feito hoje. Aumentar os recursos para o Ministério dos Transportes também beneficiaria o Ministério da Agricultura, que veria um fluxo maior do que é produzido pelo agronegócio, por exemplo", aponta.

Avesso a risco

Longe das ações, classe média alta brasileira se mostra conservadora
Veículo: InfoMoney  -  Data: 27/04/11 - 18h43
Jornalista: Flávia Furlan Nunes
SÃO PAULO – Os brasileiros de classe média alta ainda são conservadores na forma de investir e evitam produtos com maior risco, resultado de uma falta de educação financeira e da busca por segurança, depois de ter conquistado o dinheiro “suado”.
De acordo com o diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal, Celso Grisi, 97,7% da classe média alta brasileira investe em artigos que irão usar. “Eles buscam primeiro formar um patrimônio para ter segurança”, ponderou.
Depois disso, a classe média alta volta as suas atenções para a aplicação em imóveis, para poder receber um rendimento quando pararem de trabalhar como autônomos ou assalariados. “Isso mostra o perfil conservador deles”.

Produtos financeiros
Após formar patrimônio e investir em algumas propriedades, esses brasileiros partem para os produtos financeiros. É nesta hora que a maioria deles pensa na tradicional e conservadora poupança, destino do dinheiro de 55% deles.
O título de capitalização, que nem sequer é considerado investimento por muitos economistas, está como o segundo item mais citado: um terço das pessoas que ganham mais de R$ 4 mil por mês direciona um dinheiro para ele. “É considerado um investimento por eles por ser uma forma de fazer poupança”, explicou Grisi.
Na sequência, a classe média alta investe em fundos de renda fixa (28% afirmaram isso), em fundos DI (22%), em CDBs (18%) e, depois, em fundos de ações (16%).
Longe das ações
A renda variável é opção de 8,8% dos aplicadores de classe média alta, embora o percentual tenha subido nos últimos anos, já que em 2010 estava em 5,6%. Entre os motivos para a pouca popularidade da bolsa nesta faixa de renda está o risco, pouco conhecido por esta população.
“A formação de patrimônio desta população vem de salário ou ganhos dos autônomos. É um dinheiro suado que não deve ser posto em risco para eles. Quem assume risco é uma pequena parcela”, disse Grisi, para quem a maioria deles sequer conhece os riscos da renda variável.
Esta falta de conhecimento, de acordo com ele, mostra a ineficiência do sistema financeiro em promover a diversificação dos investimentos, que acaba sendo mais direcionadas aos brasileiros que possuem grandes fortunas.
Permanece essa oportunidade de mercado principalmente para os bancos, que contam com uma rede grande de agências e com a figura do gerente para fazer contatos”. Desta forma, os investidores de ações se restringem aos institucionais, estrangeiros e aos brasileiros mais ricos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Situação do país?

Situação econômica do País é item que menos preocupa classe média alta
Veículo: UOL 28/04/2011  - 10h00
InfoMoney  -  UOL Economia
SÃO PAULO – A situação econômica do Brasil é um dos itens que menos preocupa a população de classe média alta, devido ao bom momento vivido pelo País e pelo maior interesse em problemas pessoais.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Fractal mostrou que 87,4% das mais de 2,6 mil pessoas com renda acima de R$ 4 mil que participaram disseram que se preocupam "muito" com a situação econômica do Brasil, o menor percentual da pesquisa. Enquanto isso, 11,7% se mostraram indiferentes quanto ao assunto, o maior percentual identificado.
De acordo com o diretor presidente do instituto, Celso Grisi, isso acontece porque a classe média alta ainda é muito mais voltada para seus problemas, como a vida profissional e a formação de filhos, sendo que assunto sociais acabam despertando pouco interesse desta parcela da população.
“Primeiro, eles têm esse foco para si mesmo e, segundo, eles têm uma acomodação porque o país vai bem, não há problema de emprego. Em momentos anteriores, que tivemos uma crise econômica, como a de 2008, a preocupação com a economia era maior”, ponderou Grisi.
As preocupações
Entre os assuntos que preocupam muito a classe média alta, a pesquisa mostrou que em primeiro lugar está a segurança pública, com 96,9% das respostas, seguida da educação (96,8%), família (96,5%), saúde física (96%) e realização pessoal (95,8%).
Em seguida aparecem perspectivas futuras (95,6%), saúde psicológica (95,6%) e felicidade (94,4%). A preocupação com dinheiro é muita para 93,5% dos entrevistados, ocupando a nona posição entre os itens analisados.
Ela é seguida pela preocupação com amor (93,4%), desemprego (90,6%) e, por último, pela situação econômica do país.

Classe média alta

Classe média alta e suas idiossencrasias
Veículo: Brasil Econômico  -  27/04/2011

Perfil conservador

População de alta renda investe
97,7% em imóveis
Veículo: DCI  -  Data: 27/04/11  -  Karina Nappi
http://www.dci.com.br/img/dot.gif
são paulo - Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Fractal aponta que 97,7% da classe de alta renda investem em imóveis próprios ou comerciais. O estudo também traz dados como objetos possuídos, atividades de lazer mais frequentes, aspirações pessoais, comportamento e maiores preocupações sociais.
A análise aponta o perfil da classe de alta, com informações como distribuição patrimonial, que engloba aquisição de imóveis tanto residências próprias, rurais para lazer quanto comerciais.
"Neste quesito, 97,7% dos entrevistados afirmam que têm algum tipo de investimento próprio", afirma Celso Grisi, diretor presidente do Instituto.
A pesquisa foi realizada com 2.614 pessoas com renda mensal acima de R$ 4 mil, em nove cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília.
Outros dados avaliados foram os objetos de posse: 79,9% têm em sua residência de dois a quatro televisores. A maior preocupação desse público está relacionada à segurança pública no Brasil.
De acordo com a pesquisa, as atividades mais realizadas no tempo livre são assistir televisão e navegar na internet. Já no quesito comportamento social, 73,4% estão satisfeitos com o relacionamento entre amigos.
Quando questionados sobre a distribuição patrimonial, 62,9% do público declara que têm aplicações de baixo risco no Brasil, como previdência privada, entre outros.
Já 20,2% investem em empresas e 23,9% alegam que deveriam investir mais em companhias. "Quando projetam na composição ideal de investimentos, os entrevistados alegam que preferem ter uma liquidez, com garantia de uma renda que possam sustentar, caso ocorra a perda de emprego", afirma Grisi.
Como item de posse, 94,2% têm imóvel próprio, 52,6% possui automóvel, 90% utiliza de escritório próprio e 97,8% tem casa de campo.
Entre as preocupações desta camada social, além da segurança, também estão valorizados itens como educação, família, saúde física, entre outras.
A orientação profissional é um dos destaques, a pesquisa aponta que 95,6% se preocupa com as perspectivas futuras, enquanto 87,4% está atento a situação econômica do País.
Nas questões relacionadas à sociedade, conceitos e valores instrumentais, 42,7% dos entrevistados não participam de projetos sociais, e o índice de satisfação no relacionamento familiar é de 57,6%.
Na busca pessoal, 61,8% procuram segurança para viver, 59,1% dos entrevistados consideram muito importante ser respeitado e 51,5% acreditam ter alcançado os desejos aspirados no passado e 31,5% têm uma boa posição social.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

USA vacila

Consumidor confiante no USA. Atividade industrial em baixa
O forte aumento do índice de Confiança do Consumidor, do Conference Board, para 65,4 pontos, provocou otimismo. Investidores acompanharam os consumidores.
O Índice de preços de casas novas caiu 1,1% no mês de fevereiro, em relação ao mês anterior. Mas convém lembrar que esse dado é de fevereiro, quando consumidores e investidores estavam com seu humores comprometidos.
Entretanto, não pode ser deprezado o fato de que a atividade industrial, medida pelo Fed de Richmond, para o mês de abril, está indicando queca de 10 pontos em relação a março.
Fica difícil decidir em  meio a tantos desencontros.

No cravo e na ferradura

Notícias boas, mas recebidas
ainda com ceticismo
No mercado internacional o dólar continua a recuar. No Brasil, o real persiste com sua valorização: R$1,5640 para cada dólar norte-americano. Não fosse as intervenções do Bacen, o dólar já estaria perto dos R$ 1,40, segundo o Ministro da Fazenda. A afirmação do ministro faz sentido.
Mas a inflação também persiste. O Índice Nacional de Custo de Construção, que mede a inflação na construção civil, subiu para 0,75% em abril. As autoridades pediram aos empresários um voto de confiança para suas medidas de contenção da alta dos preços.
A combinação juros altos e dólar baixo golpeia a competitividade dos produtos nacionais. Dólares continuam entrando, mesmo com IOF de 6,0% sobre capitais entrantes, com prazos inferiores a dois. Nisso não houve mágica. Apenas substituem-se as dívidas externas das empresas, de prazos mais curtos, por empréstimos com prazos superiores aos dois anos determinados para a incidência do IOF.
Em sentido contrário, a saída de dólares, por meio de remessas de lucros e dividendos, alcançou no mês de março, US$ 3,71 bilhões. Mas os capitais entrantes, por meio de IED, permitiram que os ingressos líquidos alcançassem os US$ 6,97 bilhões. Mais dólares e maior liquidez no sistema econômico nacional. Isso significa que as tendências inflacionárias e de valorização do real vão permanecer fortes.
Por outro lado, o governo fez bonito no mês de março. O Tesouro Nacional anunciou um superávit primário de R$9,13 bilhões em março. Em fevereiro, o superávit havia sido de R$2,46 bilhões. No ano, o superávit atingiu os R$24,87 bilhões, o que corresponde a 2,77% do PIB. Muito bom, sobretudo se considerado o fato de as despesas, nesse mês, terem recuado 17,9%, em termos nominais, em relação a março do ano anterior.
Com esse resultado, não há como negar o voto de confiança pedido pela Presidente. Agora, a inflação poderá realmente ceder. Basta manter essa direção na gestão do orçamento.

Cresce a competição entre buscadores

Google e Bing aproximando-se?
A informação é da Serasa Experian, por meio do Hitwise: o buscador da Microsoft atinge 5,36% de share no mercado brasileiro de buscas. O Google caiu aproximadamente três pontos percentuais, detendo atualmente 90,5% desse mercado.
A diferença é enorme e há que se considerar ainda que um crescimento de 3 pontos percentuais, sobre uma base tão estreita, não representa nenhum feito extraordinário em marketing.
Grave mesmo é o Google apresentar a menor taxa de sucesso, quando comparado aos seus principais competidores. A taxa de sucesso mede a proporção de buscas que acabam se transformando em visitas a sites. A taxa de sucesso do Google ficou em 72,67%, muito abaixo do Yahoo com 80,6%, do Bing, com 84,3%, e do UOL,  com 87,6% .
Para considerar essas quedas como uma tendência precisamos ler pelo menos mais um trimestre. Aguardemos!

Oportunidades de aperfeiçoameneto pessoal

Consulado Geral do Japão em São Paulo
Departamento Cultural
Bolsas de Pesquisa – MEXT 2012
O Consulado do Japão em São Paulo informa que as inscrições para as Bolsas de Pesquisa MEXT 2012 estarão abertas no próximo mês, entre os dias 02 a 31 de maio.
As bolsas para Pesquisa oferecidas pelo MEXT (Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão) proporcionam a oportunidade para brasileiros estudarem em universidades japonesas, e cursarem o mestrado ou o doutorado naquele país. As bolsas são integrais e incluem a passagem de ida e volta ao Japão.
Os interessados em concorrer às vagas e queiram se preparar para o concurso poderão participar das palestras explicativas organizadas pelo Consulado em conjunto com a ABMON – Associação dos Bolsistas do Governo Japonês Monbukagakusho, a serem realizadas:
28 de abril (14h00) Centro de Estudos Japoneses da USP, São Paulo
5 de maio (12h30) Auditório 1 da Biblioteca Comunitária da UFSCAR, São Carlos
12 de maio (12h00) Biblioteca Central da UNICAMP, Campinas
18 de maio (19h00) Consulado Geral do Japão em São Paulo, São Paulo
Maiores informações acerca das inscrições poderão ser obtidas no site do Consulado Geral do Japão em São Paulo http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pt/cultura/bolsa1.htm
Consulado Geral do Japão em São Paulo
Av. Paulista, 854, 1o andar, Bela Vista, São Paulo, 01310-913
telefone: 11-3254-0100 r.353  -  cgjcultural3@arcstar.com.br
www.sp.br.emb-japan.go.jp
http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pt/cultura/bolsa1.htm

terça-feira, 26 de abril de 2011

Abaixo o monetarismo

Sem ortodoxias e sem juízo
Câmbio agora torna-se um problema crônico
Com o Boletim Focus aumentando suas previsões inflacionárias e com os números da Balança Comercial, o dólar flutua ao sabor dos ventos. O Banco Central intervém com muita freqüência por meio de seus leilões.
A balança comercial registrou déficit de US$ 364 milhões, na 4ª semana do mês. Este ano a balança comercial brasileira está superavitária em US$ 3,87 bilhões, face a um superávit de US$ 1,66 bilhão, no mesmo período do ano anterior.

Já há quem projete o dólar para o final do ano em R$ 1,65 e em R$ 1,70 para dezembro de 2012. Vade retro Satanás!
Juros a meio caminho: alto para empresa e baixo para inflação
O mercado ainda ajusta-se à decisão do Copom que elevou a taxa Selic em míseros 25 pontos, para 12% ao ano, sem viés para cima ou para baixo. A omissão, portanto, foi completa. Simultaneamente, o Copon olhou para o risco da inflação (quê risco, se já estamos entrando em indexação de preços?), para o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica (moderação, em pleno emprego, é ótimo), e para o complexo ambiente internacional (quer dizer, o não entendido ambiente internacional).
 Ao olhar tudo isso, ao mesmo tempo, o Comitê não vacilou. Omitiu-se, definitivamente. Rendeu-se aos apelos populares que marca a irresponsabilidade econômica. Apenas sinalizou com um ciclo prolongado de aperto monetário, suficiente para garantir a convergência da inflação para o centro da  meta no, ainda distante,  2012.
 As taxas dos principais contratos futuros vão para cima, como uma tendência que se torna consistente.
A bolsa agoniza? Não, apenas imagina-se uma montanha russa.

Impasses precisam ser harmonizados

Falta estabelecer uma direção única
No combate à inflação, todas as armas são utilizadas. Ou quase todas. No crescimento econômico também.
Câmbio valorizado e política monetária restritiva combatem a alta dos preços. Política de renda e política fiscal estimulam o crescimento. Está criado o impasse, cuja solução não é única e não implica na necessidade de desarticular as parte. Ao contrário pode-se dar a mesma direção às ações, a partir da articulação de objetivos consistentes.Veja uma das soluções possíveis na figura abaixo:
O que não será possível é alcançar objetivos divergentes. Inflação no centro da meta e crescimento econômico de 4,5% ao ano. Não se fazem omeletes sem quebrar os ovos.

Barraco armado

Agora é a vez da Samsung
A Samsung foi acusada pela Apple de copiar o design do iPad e do iPhone, tanto nos smartphones, quanto nos tablets. Virou, sem dúvida, a mais bela vidraça do momento.
Resolveu, então, pegar o estilingue e saiu à caça. Acaba de mover ação por violação de patentes, contra a Apple, em três importantes mercados: Alemanha, Japão e Coréia do Sul. Afirma, no bojo dos processos judiciais, que a Apple viola 10 patentes de sua propriedade na produção dos seus iPads e iPhones.
Mas, a beleza disso tudo é que, embora as disputas judiciais e comerciais permaneçam exacerbadas, as relações de fornecimentos recíprocas não sofreram até o momento interrupções. Olhe lá se tudo isso não acabar em um grande acordo extra-judicial.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Tergiversações no campo monetário costumam não acabar bem

Economista afirma que BC é leniente
com a inflação
Veículo: Executivos Financeiros  -  Data: 19/04/2011
A previsão do mercado é que o Comitê de Política Monetária (COPOM), que se reúne nesta terça(18) aumente em 0,5% a taxa Selic. Esta passaria então dos atuais 11,75% para 12,25%.
Segundo o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, o aumento serviria como um freio para a alta recente na inflação, que dificilmente vai ficar na meta estabelecida de 4,5% ao ano.
O economista Celso Grisi, diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, contesta a proposta do Copom. Segundo ele, um aumento gradativo, como vem ocorrendo, não ajuda a controlar a inflação. Ele defende que seja feito um aumento entre 1% e 1,5%. “Enquanto as medidas forem feitas com conta gotas, o mercado precifica os aumentos e os anulam”, afirma.
Grisi alerta para o risco de perda nas conquistas sociais com a inflação descontrolada. Segundo ele, na medida que os preços aumentam continuamente, as condições de vida da população carente são diretamente afetadas. Para Grisi, o aumento tênue não vai concretizar a intenção do governo de controlar a inflação.
Segundo estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC)o aumento de 0,5% terá um efeito muito pequeno nas operações de crédito. A taxa média que será absorvida pela população será de 0,59%. Isso inclui balanços de aumento nos juros do comércio, cartão de crédito, empréstimos pessoais, financiamento de automóvel e cheque especial.

O BB inicia sua incursão nos Estados Unidos

BB é o primeiro banco nacional a trabalhar no varejo norte-americano
O BB chega no varejo bancário dos Estados Unidos, com três agências inicialmente. Certamente, deverá expandir sua rede por lá em futuro próximo.
O Banco do Brasil assinou hoje contrato para aquisição do capital social do EuroBank. A operação teria o valor de apenas US$ 6,0 milhões, mas dá ao BB o direito de a atuar no mercado de varejo bancário daquele país.
Até o momento sabe-se que o EuroBank possui ativos de aproximadamente US$ 100 milhões, um patrimônio líquido de US$ 5,5 milhões e opera três agencias nos Estados Unidos. O valor de aquisição foi muito bem recebido no mercado brasileiro. Imagina-se que o BB deva voltar a fazer novas aquisições, uma vez que, com esse número de agências, fica difícil imaginar uma participação maior naquele mercado.
A iniciativa deve entusiasmar outros bancos brasileiros nessa mesma direção.

Porto seguro

Ouro ultrapassa  barreira dos US$ 1.500 a onça
Os receios com a classificação de riscos da economia norte-americana e "a insustentável leveza do ser" chamado dólar fazem o preço do ouro disparar.
O ouro, nessa semana, ganhou mais de 1%, em Nova York.
A verdade é que a queda do dólar e a insegurança reinante no mercado financeiro pressionam os preços de todos as commodities e reforçam a tendência inflacionária da economia mundial. Nesse particular, o Brasil não será exceção.

Inflação x juros

IPCA: guerra de expectativas

Banco Central e mercado financeiro observam aumentos de preços, mas têm evidentes divergências em relação à trajetória da inflação. É uma das novidades da gestão Dilma.
Rejane Tamoto - 24/4/2011 - 20h27
A recente escalada dos preços de produtos e serviços não dá trégua: disso todos os agentes econômicos sabem. Não há concordância, no entanto, em relação às perspectivas para os preços nos próximos meses. Nas últimas semanas, ficaram ainda mais claras as divergências entre o Banco Central (BC) e o mercado financeiro nas estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. Enquanto o BC trabalha com previsão de 5,6% para 2011, os analistas já apostam em alta de 6,29%, conforme o resultado do levantamento Focus mais recente.
Para diminuir o consumo e tentar conter os preços, o governo alterou depósito compulsório e elevou impostos. Na última quarta-feira, mais uma medida: o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa básica (Selic) em 0,25 ponto percentual.
A expectativa do governo é de que as medidas tenham efeito no segundo semestre e o IPCA feche o ano acima do centro da meta de 4,5%, mas dentro da tolerância, de dois pontos acima ou abaixo do centro. Aposta que, aparentemente, não encontra respaldo entre os analistas de bancos e corretoras. Esse agentes continuam vendo inflação bem mais alta.
Nova gestão
Monalisa Lins/e-SIM
O mercado parece não acreditar que as doses homeopáticas desses diferentes "remédios" do governo tenham resultado. Essa discordância de expectativas entre o BC e o mercado financeiro não ocorreu enquanto Henrique Meirelles comandou o BC. O embate, na opinião do conselheiro do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), Cláudio Gonçalves, é prejudicial por recriar a expectativa futura de inflação, que havia sido extinta depois do início do Plano Real.
Celso Grisi, do Instituto Fractal
Na avaliação de Gonçalves, esse é um período em que os analistas se acomodam ao novo presidente do BC, Alexandre Tombini, e à gestão da presidente Dilma Rousseff. "O mercado está arisco porque está aprendendo a ler o sinais de Tombini. O Meirelles era pragmático e sucinto. O novo presidente não é tão claro nos discursos à imprensa e isso se reflete nas expectativas", afirma o conselheiro do Corecon-SP.
Segundo ele, há ainda diferenças nas falas de Dilma, de Tombini e do ministro da fazenda, Guido Mantega. "O mercado precisa entender como as novas cabeças pensam a política monetária", afirmou.
Gonçalves diz ainda que a inflação está sob controle e que deve arrefecer no segundo semestre, como prevê o BC. A estimativa do governo é que o pico da inflação em 12 meses ocorra no terceiro trimestre, chegando a 6,6%, recuando depois até chegar aos 5,6% estimados no último relatório trimestral de inflação. "A pressão inflacionária é momentânea e causada pelo aumento das commodities desde o ano passado", observa.
Tolerância
O economista e diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, Celso Grisi, afirma que o mercado financeiro está enxergando uma certa tolerância do BC com os movimentos de preços. "O Banco Central está muito obediente ao gradualismo do ministro Mantega", avalia o economista. "É preciso estancar as expectativas inflacionárias e indexatórias, contingenciar o crédito e recuperar a credibilidade internacional", acrescenta.
Ele diz que as medidas graduais do governo não estão surtindo efeito e que o BC tem de procurar colocar a inflação no centro da meta ainda neste ano. "O governo tem tomado medidas com prudência para não atrapalhar o ritmo de crescimento da economia e chegou ao limite. É preciso atitude mais forte porque o mês de abril foi marcado pela fuga de capitais, o que mostra a perda de confiança do investidor internacional no Brasil." Segundo Grisi, os aumentos da Selic são inevitáveis nesse cenário, no qual o consumo é impulsionado pelo alto nível de emprego e por reajustes salariais.
Política fiscal
Na opinião do economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, tanto o aumento da Selic quanto o de tributos como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), vão pesar no bolso do consumidor e desaquecer o varejo.
"Para o governo é melhor usar o IOF porque ele arrecada recursos que podem ir para o superávit primário. É uma tentativa de segurar a inflação com política fiscal e, se o governo conseguir, será inédito no País. O setor financeiro reage porque, assim, tem de colaborar com o ajuste", destaca Alfieri. "Como o Banco Central está hoje no meio de um ajuste, acredito que o governo use mais o IOF do que a Selic para combater a inflação, porque o imposto não pressiona o câmbio", completa o economista.

domingo, 24 de abril de 2011

FEA USP caminha para o final de abril

De 25 a 30 de abril de 2011
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25.04 Segunda
SEMINÁRIO NEREUS 02-2011
Indicadores de renda baseados em consumo de energia elétrica: abordagens domiciliar e regional na perspectiva da Estatística Espacial
Às 14h, sala Delfim Netto, FEA-2
Palestrante: Eduardo de Rezende Francisco (FGV-SP e AES Eletropaulo)
Responsável: Prof. Dr. Carlos Roberto Azzoni
Realização: EAE
Inf.: 3091-5870  -  www.usp.br/feaecon
SIBIUSP 30 ANOS - FÓRUM DE DEBATES: AS BIBLIOTECAS DA USP E A INTERNACIONALIZAÇÃO
Às 14h, Auditório, FEA-5
Debatedores: Profs. Drs. Fernando Josepetti Fonseca, Nicolau Reinhard, Norma Cecilia Alegre Castro e Regina Melo Silveira
Responsável: Dulcinéia Dilva Jacomini
Realização: Divisão de Biblioteca da EP/USP e Serviço de Biblioteca e Documentação da FEA/USP
SEMINÁRIO ACADÊMICO
Processos pontuais em finanças: aspectos teóricos e empíricos
Às 15h30, sala A1, FEA-1
Palestrante: Alan de Genaro Dias (BM&F/Bovespa)
Responsável: Prof. Dr. Gabriel Madeira
Realização: EAE
Inf.: 3091-5802  -  www.usp.br/feacon
28.04 Quinta
FEA DEBATE – RELIGIÃO
Conversa sobre aspectos comuns e diferentes entre Budismo, Catolicismo e Judaísmo
Às 11h15, em frente à Vivência, FEAUSP
Responsável: Marco Bonazzoli
Realização: FEA Debate  feadebate@gmail.com
PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO – ELABORAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS NBR 14724/2005
Das 11h30 às 13h e dia 26 de maio, das 18h às 19h30, CIEP (sala A5), FEA-1
Responsável: Dulcinéia Dilva Jacomini
Realização: Biblioteca da FEA
ABERTURA DA XV COMPETIÇÃO DE RESOLUÇÃO DE CASOS
Às 18h, sala da Congregação, FEA-1
Final: 11/5
Responsável: Caio Colzi
Realização: FEA júnior USP
crc@feajr.org.br  -  www.competicaodecasos.com.br
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A COMPETIÇÃO DE ILLINOIS
Resolução de casos em equipes formadas por sorteio, com alunos da FEA e da Universidade de Illinois
Até 28 de abril
Responsáveis: Profs. Drs. Graziella Comini e Moacir de Miranda Oliveira Júnior
Realização: FEAUSP
Inscrições: sala 206, FEA-5 ou no site  http://bit.ly/cnbvD4
Defesas de Teses
Administração
PAULO ROBERTO GIÃO
Doutorado
“Estratégia de offshoring em subsidiárias de corporações multinacionais no Brasil”
Dia 25 de abril, às 9h30, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Moacir de Miranda Oliveira Júnior
Comissão: Profs. Drs. Eduardo Pinheiro Gondim de Vasconcellos, Martinho Isnard Ribeiro de Almeida, Dirk Michael Boehe e Felipe Mendes Borini
EDUARDO VIEIRA DOS SANTOS PAIVA
Doutorado
“Formação de preço de debêntures no Brasil”
Dia 27 de abril, às 15h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. José Roberto Ferreira Savoia
Comissão: Profs. Drs. José Roberto Securato, Gilberto de Andrade Martins, Edson Ferreira de Oliveira e José Carlos Augusto Luxo
Economia
DANIEL DA SILVA GRIMALDI
Mestrado
“Padrão de sofisticação exportador e crescimento na economia brasileira: uma abordagem em equilíbrio geral computável”
Dia 28 de abril, às 14h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Eduardo Amaral Haddad
Comissão: Profs. Drs. Siegfried Bender e Fernando Salgueiro Perobelli
Agende-se
MAIO
INSCRIÇÕES PARA O PROGRAMA DE DOUTORADO EM ECONOMIA
Área: Economia do Desenvolvimento
De 2 maio até 10 de junho
Responsável: Prof. Dr. Pedro Garcia Duarte
Realização: Coordenação de Pós-Graduação do Departamento de Economia FEAUSP
Inf.: 3091-5802
Edital, informações sobre o Programa e folder eletrônico, disponíveis no site
http://www.usp.br/feaecon/posgraduacao.php?i=224
SEMINÁRIO DE HISTÓRIA ECONÔMICA HERMES & CLIO
A Internacional Pró-Escravista: a política da escravidão nos Estados Unidos, no Brasil e em Cuba, c. 1820-1860
Dia 4 de maio, às 11h30, sala Delfim Netto, FEA-2 Palestrantes: Prof. Dr. Rafael de Bivar Marquese e Tâmis Peixoto Parron
Responsáveis: Profs. Drs. Luciana Suarez Lopes e José Flávio Motta
Realização: Hermes & Clio
Inf.: 3091-6055  www.usp.br/feaecon
PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO – ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS NBR 6023/2002
Dia 19 de maio, das 18h às 19h30, CIEP (sala A5), FEA-1
Responsável: Dulcinéia Dilva Jacomini
Realização: Biblioteca FEAUSP
Inf.: por e-mail  -  bibfea.atend@usp.br
PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO – CITAÇÕES EM DOCUMENTOS NBR 10520/2002
Apresentação das características exigidas
Dia 24 de maio, das 18h às 19h30, CIEP (sala A5), FEA-1
Responsável: Dulcinéia Dilva Jacomini
Realização: Biblioteca da FEA
Inf.: por e-mail  bibfea.atend@usp.br
WORKSHOP ON INTERPRETIVE AND CRITICAL THEORY
A Cultura da Pesquisa Teoria Interpretativa e Crítica
Dia 30 de maio, das 14h às 18h, sala A3, FEA-1
Métodos de Pesquisa adequadas e a sua supervisão
Dia 1 de junho, das 14h às 18h, sala A1, FEA-1
Palestrante: Prof. Dr. David Carter
Responsável: Prof. Dr. Fábio Frezatti
Realização: EAC
Inf.: 3091-5820  -  frezatti@usp.br
OFICINA SIMULAB – PRÉ- 8º CONTECSI
Laboratório de gestão, Simulador organizacional, Jogo de empresas e Pesquisa aplicada
Dias 30 e 31 de maio, às 9h, FEAUSP (sala a definir)
Responsável: Prof. Dr. Antonio Carlos Aidar Sauaia
Realização: SIMULAB
Inf.: 3091-5985 ou 3021-6868
Insc.: no site  www.fia.com.br - asauaia@usp.br; contecsi@usp.br
JUNHO
8º CONTECSI - Congresso Internacional de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação
De 1 a 3 de junho, na FEAUSP
Responsável: Prof. Dr. Edson Luiz Riccio
Realização: TECSI/FEA/USP
Inf.: no site  www.tecsi.fea.usp.br/eventos/contecsi/  -  contecsi@usp.br
65ª. REUNIÃO DO NÚCLEO DE GESTÃO DE QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO – USPFEA
Parcerias das operadoras de saúde para ações de QVT
Dia 10 de junho, das 11h30 às 13h30, sala Ruy Leme, FEA-1
Responsável: Profª. Drª. Ana Cristina Limongi-França
Realização: Núcleo GQVT - FEAUSP
Inf. e Insc.: 3818-4004
climongi@usp.br  -  www.g-qvt.com.br
JULHO
11º CONGRESSO USP DE CONTROLADORIA E CONTABILIDADE E 8º CONGRESSO USP DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA EM CONTABILIDADE
Dias 28 e 29 de julho, na FEAUSP
Responsável: Prof. Dr. Welington Rocha
Realização: EAC-FEAUSP
Inf.: 3091-5820
Insc.: no site www.congressousp.fipecafi.org
Informe-se
SIMPÓSIO ECOSOFIA – ecologia, redes digitais e sustentabilidade
Dias 26 e 27 de abril, Teatro Aliança Francesa
Palestrantes: Profs. José Eli da Veiga, Drs. Derrick de Kerckhove, Michael Maffesoli e Massimo Di Felice
Realização: Centro de Pesquisa ATOPOS (ECA-USP)
Inscrição no site:  www.atopos.usp.br/ecosofia
INSCRIÇÕES ABERTAS – CURSO A DISTÂNCIA PARA FUNCIONÁRIOS E DOCENTES DA USP
Gestão da Política Municipal de Educação
Até 27 de abril
Início do curso: 2 de maio
Responsável: Prof. Dr. Gil da Costa Marques
Realização: CTI/USP
Inf. e Insc.: 3091-6359, com Sonia
LANÇAMENTO PEDALUSP - Uma Universidade mais sustentável
Fase de testes do sistema automático de compartilhamento de bicicletas no campus da USP
Dia 4 de maio, às 12h, Anfiteatro da Engenharia Mecânica
Responsáveis: Maurício Massao Soares Matsumoto e Maurício Serrano Goy Villar (engenheiros mecatrônicos)
Realização: POLI-USP e PEDALUSP
Inf.: por e-mail   pedalusp@usp.br  -   http://pedalusp.blogspot.com
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O PRÊMIO DOW-USP DE INOVAÇÃO EM SUSTENTABILIDADE DE 2011
Para trabalhos de pesquisa de pós-graduação na área
Até 10 de junho
Responsável: Prof. Dr. Vahan Agopyan
Realização: Fundação Dow, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pró-Reitoria de Pós-Graduação
Inf.: no site   www.usp.br/prpg
Insc.: pelo Sistema Atena  -  http://sistemas.usp.br
CALL FOR PAPERS – INTERNATIONAL AGRIBUSINESS PAA-PENSA CONFERENCE
“The Multiple Agro Profiles: How to Balance Economy, Environment and Society”
Até 11 de julho
Conferência: De 30/11 a 2/12, em Buenos Aires
Responsáveis: Profs. Drs. Decio Zylbersztajn, Sebastian Senesi e Fernando Vilella
Realização: PENSA
Inf.: no site www.pensaconference.org
Insc.: por e-mail  ipaapc@pensaconference.org
7TH ILERA REGIONAL CONGRESS OF THE AMERICAS
5TH BRAZILIAN CONFERENCE OF LABOR AND EMPLOYMENT RELATIONS
Work in the Americas: Challenges and Opportunities
Dias 22 e 25 de agosto, na FECOMERCIO
Bolsa-auxílio para alunos de Pós-Graduação da USP: registrar-se no site do evento e enviar e-mail para ibret@ibret.org
Responsável: Profª. Drª. Luciana Yeung
Realização: IBRET e ILERA
Inf.: www.irca2011.com.br

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O mundo prepara-se para a Páscoa

O mundo volta a funcionar apenas
na próxima 2a feira
Nos Estados Unidos, as vendas de imóveis existentes cresceram 3,7% em março. São 5,1 milhões de unidades comercializadas no ano. O número veio em linha com os últimos resultados econômicos publicados sobre recuperação do país.
No Japão, queda nas exportações de 2,2% em março, face às exportações do mês anterior. Era mesmo de se esperar. Os desastres naturais imobilizaram grande parte da produção industrial.
A China manifestou entusiasmo em relação aos acordos alcançados no âmbito de G-20, demonstrando, de certa forma, sua preocupação com a Economia norte-americana.
A Europa vai “empurrando com a barriga”. Portugal e Espanha seguem sem soluções definitivas encaminhadas. De leilão em leilão, vão rolando suas dívidas a custos realmente elevados. Nesse continente, apenas a Alemanha mostra vitalidade. Sua inflação está sob controle. O índice que avalia as variações de preços ao produtor apontou uma elevação de 0,4% em março, o que representa a metade daquilo que o mercado estava aguardando.
Agora, "parem o mundo que eu quero descer". Vamos para a Páscoa.
Macaco Simão, sob o efeito de sua alegria sarcástica com eventos religiosos, anunciou: "Bomba, bomba. Tiradentes enforcado, Cristo crucificado... E todo mundo na praia". É Pascoa!

O gradualismo tornou-se ainda mais gradual

Banco Central fica abaixo das expectativas do mercado
Chegamos a uma Selic de 12% ao ano. Aumento de 0,25%. Não faltou timidez ao Banco Central.
Enquanto isso no IBGE a inflação continua acelerando. O IPCA-15 cresceu no mês de abril para 0,77%, contra os 0,60% de março.
Nossa insistência em deter a alta de preços tem como motivador a proteção dos segmentos mais pobres da sociedade. Esses segmentos são sempre mais vulneráveis nos processos inflacionários e acabam perdendo seu poder aquisitivo de maneira mais acelerada que outras camadas da população. É o que mostra o IBGE quando identifica que as maiores altas foram registradas em itens extremamente relevantes na vida dos menos favorecidos: alimentos, com alta de 0,79%, e transportes, com alta de 1,45%. Doído, muito doído. Os ganhos de salários reais de períodos anteriores já começam a ser anulados pela leniência da política monetária.
IPCA-15 acumulado nos últimos 12 meses é de 6,44%. No ano, é de 3,14%. O cenário é preocupante e os agentes econômicos já haviam embutido em suas expectativas e, portanto precificado seus ativos, com base em 0,5%. O COPOM veio com apenas 0,25. A estabilidade da moeda está em questão.
As indexações já começam a se tornar realidade.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Clasificação de risco ajudou pouco

Aumento de rating brasileiro traz poucos sinais de retorno do investidor externo à bolsa
Veículo: Portal Infomoney   -   Data: 06 de abril de 2011 • 06h21
Por: Tatiane Monteiro Bortolozi
SÃO PAULO - Em março, o saldo do investidor estrangeiro na Bovespa ficou negativo em R$ 1,771 bilhão, em resposta ao ingresso de R$ 42,977 bilhões e da saída de R$ 44,748 bilhões. O movimento foi o pior registrado desde janeiro de 2010, quando o fluxo estrangeiro recuou R$ 2,1 bilhões. A elevação do rating brasileiro pela Fitch trouxe poucas diferenças em relação ao retorno deste público à bolsa brasileira. Apesar da diminuição do risco, analistas ainda consideram que o movimento externo se deve à atratividade de países desenvolvidos.
"A saída dos estrangeiros nos últimos meses me pareceu apenas moderada e muito derivada da melhora de percepção da bolsa americana", diz o economista da InvestPort, Dany Rappaport. Ele diz acreditar que os volumes externos que deixaram a bolsa "com certeza" serão recuperados. No entanto, mais por conta da parada do ciclo de alta dos juros do Banco Central do que pela nova nota da agência internacional.
Ainda assim, Rappaport destaca que "a melhora gradual da percepção de risco do Brasil é fundamental para a atratividade do País. Quer seja porque os investidores notam as empresas brasileiras como de menor risco, quer seja porque as empresas brasileiras tendem a se financiar de maneira mais barata conforme o rating melhora".
Nota será decisiva caso situação externa piore
A chefe da divisão de fortunas da Mirae Asset Securities, Luciana Pazos, compartilha do mesmo raciocínio do economista da InvestPort. Embora considere que a notícia não deixa de ser positiva, Luciana destaca que o principal motivo para a saída do investidor estrangeiro foi a visualização da retomada econômica em países desenvolvidos, com a manutenção de baixas taxas de juros. Enquanto isso, a economia dos emergentes, como Brasil e China, segue uma política monetária de contenção e elevação de juros, com crescimento econômico menor.
Luciana considera que a nota da Fitch pode fazer a diferença caso a delicada situação externa, com os reflexos do terremoto no Japão, as tensões no Oriente Médio e norte da África e a crise política em Portugal, dure mais que o esperado. Este movimento pressionaria ainda mais as cotações do petróleo, elevando as expectativas de inflação e das taxas de juros dos países desenvolvidos e, ao mesmo tempo, abrindo espaço para que os investidores voltassem a olhar para os emergentes.
"A nota faz pouca diferença em um mundo de incertezas como o vivido neste momento. Os conflitos externos escurecem a notícia", conclui a chefe da divisão de fortunas da Mirae.
O mais importante o Brasil já tinha...
A economista da Rosenberg Associados, Thais Zara, considera que a elevação da nota brasileira pouco tem a ver com o fluxo estrangeiro e sim com a percepção da importância da política macroeconômica brasileira e do controle da dívida pública. Em comunicado, a Fitch elogiou as políticas responsáveis adotadas pelo governo brasileiro, além da potencial de crescimento econômico entre 4% e 5% nos próximos anos.
Thais explica que o fator mais decisivo para a entrada do fluxo externo veio em 2008, quando recebemos o Investment Grade, uma exigência de diversos fundos de investimento.
Vale lembrar que a agência ainda chamou a atenção para a tranquila transição entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. "Do ponto de vista político, ficou claro que Dilma assumiu o controle de forma independente, dando continuidade à política macroeconômica, mas sem estar comprometida demais com o populismo. Ela se posicionou como técnica, o que agradou o mercado e investidores", diz o professor da Fipecapi, Celso Grisi.
Grisi considera que a liquidez do país continua "imensa" e a enorme confiança no país foi simplesmente "endossada" pela agência. Ele lembra que embora o investidor externo esteja deixando a renda variável, continua a investir no País, então a percepção de risco pouco mudou.

Buscam-se oportunidades de ganhos

Ásia ainda domina lista de IPO, aponta estudo
Veículo: Executivos Financeiros  Data: 15/04/11
A Ásia ainda domina o cenário mundial de IPOs. Segundo um estudo da Ernst & Young, no primeiro trimestre de 2011 foram realizadas 290 aberturas de capital que arrecadaram juntas US$ 46,1 bi. Dessas, 110 foram realizadas apenas na China e Hong Kong, totalizando 38% das transações e arrecadaram US$18,3 bi, 52% do total.
Apesar da liderança asiática no mercado global de IPO, no primeiro trimestre de 2011 a bolsa de Nova York voltou ao posto de líder de abertura de capitais, posto que havia perdido em 2008. Somente nesta bolsa foram levantados US$ 13,8 bi, equivalente a 29,8% do total. Junto com Nasdaq, a cidade arrecadou US$14,9 bi.
Apesar de totalizar mais de US$ 41 bi nos 290 IPOs realizados neste ano, o valor ficou 14% abaixo do registrado em 2010.
Os setores que lideraram a abertura de capital foram indústria, que arrecadou US$ 12,6 bi, energia, com US$ 7,9 bi, e saúde, US$ 6,2 bi.
América Latina e Brasil
A América Latina superou em cerca de US$ 500 mi os valores globais arrecadados com suas ofertas de abertura de capital a mais que a Europa. O crescimento econômico expressivo do continente foi apontado como a principal razão do contraste.
Na Europa, preocupações com a dívida soberana e a incerteza global quanto a recuperação do continente frearam maiores investimentos. A Europa teve 50 aberturas de capital e arrecadou apenas US$ 2,2 bi, muito abaixo dos US$ 8,4 bi alcançados no mesmo período do ano passado.
Foram realizados sete IPOs na América Latina. Cinco no Brasil, um no México e outro na Argentina, totalizando US$ 2,7 bi. Aqueles realizados no Brasil arrecadaram US$ 2,1 bi. O estudo se refere ao desempenho brasileiro como “impressionante”.
Segundo o diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal, Celso Grisi, o Brasil ter uma posição de destaque era esperado. Grisi afirma que o país necessita urgentemente de investimentos em infraestrutura logística. “Precisamos de grandes obras e por não termos poupança interna, precisamos de grandes indústrias tocando as obras. A tendência é que aumente o número e volume dos IPOs no Brasil”, afirma.
Para dar continuidade a essa tendência, no entanto, é necessário manter a inflação num bom nível. Grisi afirma que a garantia de controle sobre a dívida interna e os gastos públicos, além da pressão inflacionária, vão garantir a continuidade do sucesso das aberturas no Brasil. “Um bom ambiente econômico vai dar garantias ao investimento”, diz.

BIBLIOTECA FEA USP INFORMA


Nossa Biblioteca, na FEA USP,
mais ativa do que nunca
O Sistema Integrado de Bibliotecas da USP - SIBi/USP, em conjunto com a Elsevier e apoio do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), promove o "II Seminário para Autores - Como aumentar suas chances de publicação em periódicos internacionais"
Data: 3 de maio de 2011
Público-alvo: Docentes, Pesquisadores, Pós-Doutorandos, Alunos de Pós-Graduação e Graduação
Horário: 10h
Local: Auditório do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN (Cidade Universitária - USP).
Mapa: https://www.ipen.br/sitio/?idm=193
Inscrições até 27 de abril pelo site: http://www.surveymonkey.com/s/USP_autores

Palestrantes:
Carl Schwarz - Publishing Director in Life Sciences - Elsevier Amsterdam:
Carl Schwarz formado em física pela Utrecht University. Desde de 1988, após o término de seus estudos, trabalha na Elsevier em diversos papéis de atuação na área de publicação. Durante este período observou como a publicação eletrônica mudou a natureza da comunicação científica. Ele percebeu a grande diversidade entre as disciplinas científicas, desde a matemática até as ciências sociais e todas as áreas interligadas. Como editor fundou novos periódicos e foi precursor de inovações eletrônicas em pequena escala, que depois foram inseridas nas principais soluções eletrônicas da Elsevier. No seu papel atual, como Diretor de Publicações nas Ciências da Vida, é responsável por um portfólio de 80 periódicos abrangendo uma enorme gama de disciplinas como Bioquímica, Genética e Biotecnologia. O portfólio inclui marcas muito conhecidas como BBA (Biochimica et Biophysica Acta), Journal of Molecular Biology, Developmental Biology, Biotechnology Advances, Gene e o Current Opinion.
Rose Olthof - Director Strategy and Journal Services - Elsevier Amsterdam:
Rose Olthof formada em matemática aplicada na Erasmus University de Rotterdam e com mestrados em Literatura Inglesa e Ciência Literária.
Atualmente cursando o MBA na Rotterdam School of Management. Nos últimos sete anos teve diversos papéis na Elsevier nas áreas de produção, marketing, estratégia e publicações. Trabalhou em periódicos de ponta como The Lancet e Cell e também em áreas especializadas com Física de Alta Energia, Física Nuclear e Astronomia. Nos últimos anos tem focado seus esforços em assuntos estratégicos da empresa e atualmente é responsável pela estratégia de periódicos da Elsevier.
Programa: A sessão interativa irá abordar os vários aspectos do processo de publicação. Fornecerá dicas e procedimentos para que seu artigo seja aceito no periódico mais apropriado. Esta sessão está focada em especial para os pesquisadores que buscam efetividade em publicações em periódicos internacionais.

Carlos Alberto Júlio volta à cena com novo livro

Um talento e suas lições
O palestrante renomado, o escritor de sucesso e o bom amigo com mais um livro no campo da administração.

Fernando Pessoa

Revivendo Pessoa

terça-feira, 19 de abril de 2011

Não se sabe onde ficam os fatos e onde estão as versões

Importa que ninguém acreditou
no IPC-S
O IPC-S referente à segunda quadrissemana desacelerou para 0,83% em relação aos 0,89% da quadrissemana anterior. Mas isso não convenceu os mercados. A alta de 1% do PIB do 1o. trimestre, ainda por ser confirmada, e os resultados recentes das vendas de varejo falam mais alto.
Por outro lado, o Relatório Focus do Banco Central apontou que a inflação deve subir em 2011.
O IPCA previsto foi de 6,26% para 6,29%. Para o câmbio, as estimativas para o final de 2001 passaram de R$ 1,68 para R$ 1,65.
O problema agora é de credibilidade. O gradualismo não deu conta do recado. Pior é que as expectativas se exacerbam e já se assiste a alguns movimentos indexatórios. O COPOM precisa agir e com firmeza. 1% de alta na Selic é o mímnio que se poderia propor para recuperar a credibilidade perdida.

E a vida continua

A beleza das notícias está nos efeitos que produz. Mas, por serem efêmeras, não os perpetuam.
O Ibovespa estava ontem, no fechamento, em 65.415, tendo recuado 1,90%. O volume financeiro de ontem foi de R$9,9 bilhões. Vencimentos, principalmente, explicam o volume. É possível que caia mais um pouco. De qualquer forma, já é momento de iniciar os estudos para entrar em renda variável e elaborar as cogitações sobre o que, quanto comprar e para que prazo comprar. O dólar vinha de sucessivas quedas e subiu ontem 0,75%. Ainda não conseguiu atravessar o R$ 1,60. Esteve parado em 1,59. 
Hoje, no início da tarde, a bolsa havia reagido e ultrapassado os 66.000 pontos. O dólar não se importou muito com os leilões do Bacen e voltou a cair. O mercado já está se recuperando em relação às notícias de um eventual rebaixamento da economia norte-americana.
"Tudo como d'antes no quartel de Abrantes".