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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Inflação nos hortifruti

Leite, tomate e cebola estão mais caros
Veículo: Diário do Grande ABC  -  Data: 28/10/11
Jornalista: Alexandre Melo
Apesar de o preço da cesta básica vendida nos supermercados da região não ter sofrido grande alteração no período de um ano, produtos como tomate, cebola e leite foram os que registraram maior variação. Pesquisa da Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André desta semana mostra que o tomate está 66% mais caro frente a igual período de 2010, vendido por R$ 2,94 o quilo.
O diretor-presidente do instituto de pesquisa Fractal, Celso Grisi, explica que a chuva em excesso nas regiões produtoras e o calor favorecem o aparecimento de fungos, ainda que a pulverização seja constante. "As tempestades violentas das últimas semanas derrubaram frutos dos tomatais, provocando quebra na safra. Logo os preços subiram."
No caso da cebola, a variação na temperatura também é o principal fator que causa a elevação dos custos. O produto aumentou de R$ 1,37 para R$ 1,71, variação de 24% nos últimos 12 meses. O pé de alface é outro item que encareceu, subindo de R$ 1,39 para R$ 1,48.
ESTIAGEM
O tempo seco nas regiões produtoras de vacas leiteiras contribuiu para que o pasto, principal alimento desses animais, ficasse escasso. O resultado é que a disponibilidade da bebida no mercado foi reduzida, pressionando o preço para o consumidor final. Com o período de chuva chegando, a tendência é que a pastagem cresça e a oferta do item se estabilize. "Nos próximos meses o valor do litro do leite será normalizado", afirma Grisi.
Quem costuma comprar frango nos estabelecimentos do Grande ABC deve ter notado que o produto subiu ao longo do ano. Em outubro de 2010, o valor médio era R$ 3,81 e, nesta semana, a carne é vendida por R$ 4,11. A questão central é que a valorização do dólar animou os frigoríficos brasileiros a exportarem o produto, reduzindo a disponibilidade no País. E o aumento no preço do milho, principal componente da ração, também ajudou.
MAIS BARATO
Um dos principais vilões da cesta básica em 2010, o feijão-carioca é justamente o alimento que teve maior redução no preço, de 38%. O custo médio em outubro do ano passado foi R$ 3,94 - com picos de R$ 5 -, enquanto nesta semana é encontrado por R$ 2,44.
A laranja, que está barata no mercado internacional, também chega mais em conta nos supermercados. Com queda de 20%, o quilo é vendido por R$ 1,46. Entre os legumes, a batata é o destaque, com redução de 8% no custo. O consumidor compra o item por R$ 1,42, em média.
Comprar frutas e verduras da época gera economia de 30% .
Comprar frutas, legumes e verduras da época garante economia média de 30% ao consumidor.
O motivo é que durante o período de safra os alimentos têm melhor qualidade e maior oferta no mercado, reduzindo o custo.
O diretor-presidente do instituto de pesquisa Fractal, Celso Grisi, pondera que se uma família consome boa quantidade desses alimentos, o custo é expressivamente menor quando comparado a outro período do ano.
"Os hortifrúti têm muitas oscilações de preços. Quando têm oferta em abundância, fica mais barato comprar. Se o brasileiro consumisse mais frutas e legumes veria o benefício no bolso", acrescenta Grisi.
LISTA DE COMPRA
Levantamento realizado pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo mostra que entre outubro e novembro quem colocar na lista de compras frutas como abacaxi pérola, caju, acerola e bananas nanica e prata vai pagará menos quando comparado aos demais meses do ano.
Entre os legumes, as opções da época são berinjela, cenoura, inhame e pepino japonês. "Todos esses produtos são bons para fazer picadinhos e compor um prato bastante nutritivo", sugere o diretor do Fractal. Por fim, as verduras que são encontradas em abundância nessa reta final do ano nos supermercados e feiras livres são alho-poró, brócolis e espinafre.

Crescimento da renda e dos gastos, nos EUA

Renda cresce 0,1% e gastos pessoais 0,6%, nos Estados UnidosA informação é do Bureau of Economic Analysis do Departamento de Comércio dos Estados Unidos: o rendimento pessoal norte-americano ficou em 0,1%, abaixo da expectativa dos agentes econômicos, que trabalhavam com crescimento de 0,3%. Os gastos não. Ficaram dentro do esperado, crescendo 0,6% em setembro, contra o crescimento de 0,2% de agosto.
Não está mau, mas é frustrante. O rendimento precisaria crescer mais rapidamente para que o país pudesse crer na sua própria recuperação.

Mercado cambial em ebulição

Bastou  o anúncio do pacote europeu
para o real valorizar-se
O pacote derrubou o dólar em todo mundo. No Brasil, apenas o otimismo dos agentes econômicos com socorro ao sistema financeiro europeu e à Grécia não são suficientes para explicar o rápido fortalecimento do real. Em tese, haveria de se considerar que a proposta para solucionar ambos os problemas sequer foi detalhada suficientemente e, portanto, não poderia ser avaliada a ponto de produzir efeitos tão contundentes. Mas o mercado financeiro é sempre exuberante em suas reações e não espera por comprovações. Bastam expectativas.
O gráfico abaixo é muito sugestivo do que possa acontecer.
Os grandes operadores internacionais passaram a vender  na BM&F, apostando na valorização do real. A posição vendida já ultrapassou a casa dos US$ 3,5 bilhões, na sexta-feira. Recursos captados por empresas nacionais vão somar-se  aos influxos de capitais para acentuar a tendência de valorização do real.
É bom lembrar que em matéria de câmbio nada é tão definitivo. A Europa pode reincidir em desavenças internas, os Estados Unidos acaba de inaugurar uma safra de boas notícias e a inflação brasileira pode arrefecer o ânimo dos investidores. Diante dessas possibilidades, fazer previsões para o valor do real transforma-se em exercício lúdico, com probabilidade de acerto próxima  a 50%.
Em outras palavaras, pode ser que o real suba. Pode ser que desça. Basta, para qualquer das duas alternativas, a existência de expectativas que ofereça à moeda nacional sentido e direção.     

domingo, 30 de outubro de 2011

Encruzilhada à frente

Rolando o nível de emprego, a renda e a inflação
Estamos diante de um desaquecimento do mercado, com uma criação bem mais modesta do número de vagas, desde o mês de julho desse ano. O mesmo acontece com o rendimento real médio, conforme informa a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, referente a setembro. O rendimento real tem caído até agora de forma lenta, mas com a inflação que se acumulará nos próximos períodos, a velocidade da queda deve se acelerar. Em algum momento, a redução da renda deve conter a o consumo e a inflação. Esses últimos, ainda resistirão com a aproximação das festas de final de ano e com a política de crédito expansionista. A inadimplência deve voltar a crescer, no primeiro trimestre de 2012.
Aumentos de salário mínimo e redução dos juros poderão provocar novos altas de preços e o PIB de 2012 não deve ser muito melhor que o de 2011. O rolar da carruagem econômica aponta para 2012 um crescimento do PIB ainda menor que 4%.

sábado, 29 de outubro de 2011

A semana

Parece que a crise internacional
vai dar uma trégua
No Brasil, o Ibovespa vai encostando nos 60 mil pontos. Ontem fechou a 59.513 pontos. Na semana, o índice apresentou expressiva recuperação: 7,71%. Enquanto isso, o dólar rompeu com os  R$1,70, encerrando a semana cotado a R$ 1,680. A queda de ontem foi forte: 1,41%.
A melhor notícia ficou por conta do IGP-M de outubro: 0,53%, mostrando uma clara desaceleração da inflação. Essa é a maior preocupação de todos os analistas no momento em que as taxas de juros começam a baixar em velocidade inesperada. A redução da velocidade de crescimento dos preços acalmou o mercado, mas não é suficiente ainda para desmanchar as desconfianças criadas com a nova política monetária.
O CNI anunciou o crescimento de 0,5% na expectativa do consumidor.
Para reduzir as tensões criadas pela crise na Europa, os Estados Unidos trouxeram grandes notícias essa semana. Primeiro veio o anúncio do crescimento de 2,5% do PIB, no 3º trimestre. Depois, a divulgação do aumento da renda pessoal e a ampliação dos gastos das famílias em proporção superior àquela em que a renda aumentou. Os preços, em resposta, cresceram também. Por fim, o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, surpreendeu o mercado com crescimento também não esperado.
Na Europa, chegou-se a um acordo inédito, curioso, mas não detalhado sobre a questão das dívidas internas dos estados-membros da EU.
Emfim, uma safra de notícias positivas no aqui e no exterior.

De costa para a América Latina

O Brasil poderia moderar esses conflitos
Trata-sede uma antiga reivindicação paraguaia e boliviana. Ambos os países precisam de uma saída pelo mar para garantir a prática livre de suas atividades de comércio exterior.
Os ministros das Relações Exteriores da Espanha, Portugal, Andorra e os países latino-americanos aprovaram ontem todos os documentos que deverão ser encaminhados à XXI Cúpula Ibero-Americana.
O Paraguai pleitea a inclusão de uma referência na declaração da situação do país "países em desenvolvimento sem litoral, com necessidades e vulnerabilidades na economia".

Uma demanda histórica em fóruns internacionais, que o Brasil precisaria apoiar, embora não haja conveniência política nessa manifesstação.
A Bolívia propôs acrescentar ao texto um parágrafo que enfatizasse que ambos os países são "privados de acesso marítimo". A reação chilena foi imediata, negando-se  à amplição do texto.
Os ministros aprovaram um plano de ação com foco na cooperação e alguns comunicados especiais para a solução de outros problemas simultâneos e de igual natureza. Um deles á a reivindicação argentina de soberania sobre as Ilhas Malvinas.
Como reagirão os países que compõem a Cúpula? É hora de dar consequência ao que todos acreditam ser justo com os dois países. A UE pode ser um bom exemplo para isso.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ilusão

Um caso muito criativo
Ganha força com a música.
Amazing Apple Logo Illusion!
http://youtu.be/eg4ADB4iGaw

Cabo de guerra com o câmbio

Para os próximos dias, o vetor resultante dessa situação deve ser algo em torno de R$ 1,80
Sabe Deus o que pode acontecer com o dólar. O acordo na União Europeia foi concluído. Sobraria para os bancos, mas como haverá socorro a eles, sobra mesmo para o contribuinte. Era de se esperar.
Pouco importa aos mercados. O otimismo voltou e com ele o dólar volta a cair 3,24%, fechando o dia a R$1,704.
O Ibovespa subiu forte: 3,72%, alcançando ontem 59.270. Impressionante o volume financeiro girado: pouco mais de R$10 bilhões.
Claro que tudo isso decorre da menor aversão a riscos dos agentes econômicos.
Mas não foi só isso. O crescimento do PIB norte-americano, no terceiro trimestre alcançou 2,5%, o que já era esperado pelo mercado. Esse crescimento apontou que os Estados Unidos podem estar inaugurando, no mundo desenvolvido, um novo momento econômico, acelerando a recuperação.
As expectativas, como de costume, foram amplificadas pelos mercados de rendas variáveis.
É de se esperar que a divulgação desse dado dê início à apreciação do dólar. O acordo na UE trouxe o dólar para baixo. A aceleração do PIB norte-americano vai "puxá-lo pra cima". Sabe Deus o resultado. R$ 1,80? Pode ser.

O pragmatismo na análise

Jason F. Vieira nowww.apregoa.com
antecipa consequências
“O Bureau of Economic Analysis (BEA) informou agora há pouco o Produto Interno Bruto (PIB) americano para o terceiro trimestre, o qual apresentou alta de 2,5% t/t (Proj. média de mercado: 2,4% t/t) de um resultado anterior de 1,3% t/t, índice de preços de 2,5% (Proj. média de mercado: 2,40% t/t), consumo pessoal aos 2,4% (Proj. média de mercado: 1,9% t/t) e gastos pessoais em 2,1% (Proj. média de mercado: 2,2% t/t). Contra o ano anterior, o PIB se elevou 3,1%.
Vendas finais de computadores adicionaram 0,21% de alta no índice, enquanto o setor automotivo elevou o índice com alta de 0,07%, devido à reação na produção e venda de veículos. Investimentos não residenciais se elevaram em 16,3% e em estruturas não residenciais, o investimento foi de 13,3%, contra alta de 22,6% no trimestre anterior. O dólar baixo contribuiu para a elevação das exportações em 4% e as importações subiram 1,9%, contra alta de 1,4% no trimestre anterior.
A dependência do crescimento americano ao consumo (mais de 70% do PIB) faz com que o a recuperação do mercado de trabalho seja um dos eventos de maior relevância para a reversão dos efeitos da crise. Deste modo, a melhora na criação de postos de trabalho é um adendo importante para o terceiro trimestre deste ano.
O resultado do PIB demonstrou melhora em comparação com o período de acomodação econômica do trimestre anterior, com melhora no consumo e gastos pessoais, um sinal importante para o governo americano. Esta leitura põe os EUA numa situação consideravelmente melhor de curto prazo.
Os pedidos semanais de auxílio desemprego caíram de 404.000 para 402.000 e assim apresenta resultado dentro da média de 400.000 registrada nas últimas semanas.
DRIVERS DE MERCADO FINANCEIRO
JUROS: (BAIXA) O resultado dos indicadores americanos não altera a tendência de curto prazo do mercado de juros futuros;
DÓLAR: (BAIXA) A tendência para o câmbio é de valorização do Real frente ao dólar com resposta a indicadores econômicos nos EUA;
BOLSA: (ALTA) Sinais de aquecimento econômico são bem recebidos pelo mercado financeiro e pelas bolsas de valores.”
Jason F. Vieira
Analista Internacional / International Analyst
(5511) 3848-1203 Fax (5511) 3848-1789
Cruzeiro do Sul Corretora
Rua Funchal, 418 - 17° Andar - 04551-060 - São Paulo
jason.vieira@bcsul.com.br

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Decio Pecequilo informa

A interpretação dos dados foi feita
pelo amigo Decio Pecequilo

"No Ranking dos juros reais descontadas a inflação projetada para os próximos 12 meses o Brasil é o campeão mundial absoluto.Levando-se em conta as taxas de juros praticadas em 40 paises ao redor do mundo nós temos 13 deles com juros reais positivos com os extremos que vão do Brasil com 5,5% a Israel com 0,1%.No campo negativo temos 27 paises cujos extremos são Malásia e Japão com -0,1% e a Venezuela com -7,4%.Levando-se em conta todos os 40 paises temos uma média geral de -0,8%.Olhando os juros nominais desses mesmos 40 paises os extremos são Venezuela com 17,37% e Suiça com 0,00%.O Brasil com seus atuais 11,50% faz par com a Venezuela como os dois únicos paises com juros nominais de dois digitos,por isso somos aqui vice campeão mundial.A média geral aqui é de 3,65% ou seja,a Venezuela pratica um juro nominal 4,75891 vezes maior que a média e nós Brasil 3,15068 vezes maior que essa mesma média. Se compararmos com o grupo dos BRICs nós praticamos um juro nominal 1,39394 vezes maior que a Russia (8,25%),1,58621 vezes maior que a India (7,25% e 1,75305 vezes maior que a China (6,56%) .Como se vê ainda temos um longo caminho a percorrer para entregarmos nossos dois titulos de campeão mundial em juros reais e vice campeão em juros nominais."
É cedo para entusiasmos. Mas começa a voltar certo otimismo
Os Estados Unidos divulgarão hoje o PBI do terceiro trimestre. Teremos uma surpresa auspiciosa que pode impulsionar os mercados e incentivar os líderes europeus a uma posição mais decisiva. Há quem fale em 2,7% de crescimento para esse trimestre. Nos trimestres anteriores os dados davam conta de uma economia combalida: 1,3% no trimestre anterior e 0,4% no primeiro trimestre desse.
Investimentos em alta, modesta é verdade, mas inesperada. Vendas no varejo em setembro também em alta mostram um consumidor voltando ao consumo, depois de um período dedicado à redução de suas dívidas pessoais.
Recomenda-se cuidado aos que possam se empolgar com esses números, afinal os ganhos de renda das famílias precisa mostrar consistência ao longo do tempo e isso não aconteceu, pelo menos até agora.

iPhones semi novos

Apple sofre processo na China
Para quem não sabe, o consumidor chinês é um dos mais exigentes do mundo. É ávido por tecnologia e qualidade. O produto consumido tem que apresentar elevado desempenho funcional, design moderno e tecnologia avançada. A legislação sobre proteção de direitos do consumidor não é branda e a Justiça chinesa, pelo menos nesses casos não costuma demorar.A Apple está sendo acusada de vender iPhones usados como se fossem novos na cidade de Shanghai.
São réus no processo uma loja em Pequim e o representante da Apple no país.

Os reclamantes alegam que compraram smartphones da empresa e acessarem o site da empresa para validar a garantia pelo código de barras, receberam mensagem de que a garantia já havia sido registrada e expiraria dali a poucos meses.
As provas parecem contundentes e isso pode custar muito caro à marca na China. Tal como está anunciado pela imprensa chinesa, a punição jurídica pode ser forte, mas o pior é o dano à marca no maior mercado mundial. É até de se pensar que a Apple esteja sendo vítima de um comerciante imprevidente e desonesto, mas remanescerá a idéia da falta de decoro nas práticas comerciais.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mais essa para atrapalhar o andamento da carruagem

Produção da indústria em queda
no mês de setembro
É a Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria, o CNI, quem fala. A produção industrial caiu 6,3 pontos em setembro, quando comparado ao mês anterior. A produção foi de 48,6 pontos em setembro contra 54,9 em agosto. De acordo com a CNI, o recuo foi maior entre as empresas com mais de 500 empregados.
Convém lembrar que o indicador da Sondagem Industrial varia em uma escola que vai de 0 a 100. Valores acima de 50 são considerados positivos.
O boletim ainda informa que a indústria mantém um nível de estoque alto. Isso significa que será preciso desovar estoques para reiniciar a produção. Estamos perto das festas de final de ano, quando as encomendas industriais costumam ser altas.
Os empresários estão preocupados com uma demanda tão baixa. O governo também. O Ministério da Fazenda já pensa em voltar a uma política expansionista de crédito. A inflação será o problema. Ela precisa mostrar, nos próximos dias, sinais de arrefecimento.
Isso pode acontecer. Afinal a desaceleração da economia se acentua a cada dia.
Mas, francamente, eu não acredito. A inflação vai abandonar definitivamente o centro da meta. Crédito, ganhos reais e pleno emprego combinados formam uma mistura explosiva para os preços de qualquer economia.

OSUSP

Imperdível, para quem aprecia a música erudita

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Juros

Rumo dos juros divide posição do mercado
Veículo: DCI - Data: 17/10/11
Jornalista: Fernanda Bompan/Marcelle Gutierrez
São Paulo - O mercado está dividido sobre o que vai acontecer com a taxa básica de juros na reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) que começa amanhã e termina na quarta-feira. A maioria dos especialistas aposta em queda de 0,5 ponto percentual, mas há quem recomende até a manutenção em 12% ao ano. Esta incerteza afeta inclusive a concessão de crédito dos bancos, que preferem priorizar linhas de curto prazo, como o capital de giro, por exemplo. O professor e diretor-presidente da Fractal, Celso Grisi, faz parte desse grupo. "Seria um bom negócio o BC ficar quieto neste momento e esperar a inflação mostrar sinais mais claros de diminuição", avalia o especialista. Já a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), em seu Informe Conjuntural do terceiro trimestre, divulgado na última terça-feira, revisou de 12,5% - na estimativa que fizera em julho - para 11% a previsão de qual será a taxa nominal em dezembro. Segundo a Confederação, no entanto, a redução da taxa de juros não será suficiente para reverter a situação de desaceleração do crédito. "A contaminação da economia brasileira pela piora do cenário internacional pode levar a uma menor demanda por crédito, dada a maior aversão a risco", pontua o informe. No que diz respeito a crédito, o perfil está mais conservador. De acordo com dados do Banco Central, o tipo de operação que mais cresce, até julho, é a de curtíssimo prazo, de 11,1% na comparação com dezembro de 2010, para R$ 334,392 bilhões. Na última sexta-feira, a Serasa Experian divulgou um dado que pode mudar a postura dos bancos: houve uma queda de 3% da inadimplência das pessoas físicas em setembro, a primeira depois de seis meses seguidos de alta.

Agência Leia

Recapitalização dos bancos
Veículo: Agência Leia  -  Data: 14/10/11
PERSPECTIVA MUNDO: Recapitalização de bancos europeus é parte de solução
São Paulo, 14 de outubro de 2011 - A recapitalização dos bancos da eurozona não deve ser a ideia central dos líderes europeus para solucionar a crise da dívida soberana e restruturar o setor bancário da região. A análise é de especialistas entrevistados pela Agência Leia, que afirmam que os países membros devem manter a soberania, mas garantindo a recapitalização e supervisão de todos os bancos de importância sistêmica.
No dia 9 de outubro, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciaram a determinação de ambos os países em apoiar uma recapitalização dos bancos da região e pediram uma "rápida ratificação" do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) por todos os membros da zona do euro. Na última quarta-feira, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que a recapitalização dos bancos europeus faz parte de um plano para chegar ao fim da crise de dívida europeia, que deve ser apresentado na reunião do dia 23 de outubro, com os ministros das Finanças da eurozona. Segundo Barroso, o plano deve dar uma resposta decisiva e clara aos problemas enfrentados pela Grécia, além de tomar medidas urgentes para fortalecer os bancos da região.Neste contexto, o analista da consultoria britânica CreditSights, John Raymond, afirma que uma recapitalização súbita e forçada não deve ser tomada como medida principal para solucionar a crise dos bancos da eurozona.
"Não se pode simplesmente recapitalizar todos os bancos e esperar que o problema se resolva. Além disso, é difícil calcular a quantidade de capital necessária", diz. Ele acrescenta que embora, a carteira de crédito de alguns bancos fique melhor com o acúmulo de mais ativos, a real causa da crise financeira é a falta de confiança na qualidade final dessas carteiras, e cita a expansão do EFSF,o fundo de resgate criado para ajudar países da eurozona com problemas financeiros, como medida necessária. "Colocar mais capital nos bancos não é o suficiente, é preciso um conjunto de medidas para recuperar a confiança do investidor", reforça.
Para o diretor do instituto de pesquisas European Centre for International Political Economy (ECIPE) Fredrik Erixon, a recapitalização é apenas um ingrediente para começar a resolver as dificuldades atuais e este é apenas um dos problemas a serem tratados.
Erixon também acredita que uma série de medidas devem ser combinadas à recapitalização, como um modelo mais honesto e aberto de teste de estresse do setor bancário e ações que levem a dívida soberana a um caminho sustentável. "Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) precisa oferecer proteção para grandes economias, que agora também estão com mercados turbulentos. Se essas medidas forem feitas de forma coordenada, o investidor terá mais confiança e os bancos melhorarão", acrescenta.
Embora as notícias sobre o apoio da Alemanha e França para a recapitalização dos bancos da eurozona tenham tranquilizado o mercado, é preciso uma expansão do EFSF e medidas de caráter fiscal, segundo Celso Grisi, diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal. "A realidade é que o socorro será aprovado pelas outras autoridades europeias do jeito que está porque, na visão deles, a outra saída seria a crise", explica. "No entanto, no longo prazo, a solução é colocar os orçamentos dos países mais problemáticos em ordem, diminuir os déficits públicos. O difícil é a equação: aumentar o orçamento e fazer cortes em um continente que não aceita nenhum tipo de redução em investimentos ou alteração em benefícios sociais", completa.
O diretor da ECIPE reafirma que a recapitalização não ajudará os bancos no longo prazo. "As medidas de longo prazo devem ser tratadas no Basileia 3 e na nova diretriz de exigência de capital esperada em breve. Agora só se pensa em resolver as coisas no curto prazo".
DEXIA
O banco franco-belga Dexia é a vítima do setor bancário mais recente. A instituição alega "problemas estruturais", com 20,9 bilhões de euros em títulos da dívida soberana da Grécia, Itália e outros países endividados. No dia 10 de outubro, o conselho de diretores do Dexia, na tentativa de resgatara instituição, anunciou a venda da unidade belga a para o governo da Bélgica, no valor de 4 bilhões.
Questionado sobre as possibilidades de outros bancos europeus apresentarem os mesmos problemas do Dexia, Raymond, da CreditSights, garante que o banco é uma situação incomum. "O Dexia é um banco que sempre precisou de ajuda de fundos no curto prazo e sempre dependeu demais do BCE. O banco central poderá o ajudar para sempre", afirma. Ele acrescenta que o governo europeu já tinha apoiado o Dexia em 2008 e que a situação do banco não foi provocada pelas condições atuais do mercado, mas sim pela forte exposição à crise da dívida da eurozona, sua dependência em fundos e sua baixa taxa de capital. "O Dexia é exceção. No entanto, as autoridades têm a difícil tarefa de isolar esse caso para conter o contágio aos outros bancos".
Erixon acredita que os outros bancos podem "quebrar" como o Dexia, se os países não controlarem suas dívidas públicas e ameaçarem aplicar o calote."Neste cenário, eu diria que existem cerca de 20 a 30 bancos na Europa que precisam recapitalização a um nível significativo".
O caso do Dexia ainda levantou dúvidas sobre a credibilidade e utilidade dos chamados teste de estresse do setor bancário, uma vez que a instituição foi considerada segura no último exercício, em julho deste ano, ficando em 12 lugar e projeção de 10,4% de Capital Tier 1 (medida de saúde financeira de um banco) em 2012. Mas Raymond afirma que as deficiências do setor bancário não podem ser atribuídas ao teste de estresse. "O teste não é uma perda de tempo, ele proporciona infraestrutura e ferramentas para resolver os problemas, mas elas têm de ser aplicadas corretamente pelas instituições", completa.

Ossos do ofício

O estadista deve sobrepor-se, algumas vezes, aos interesses nacionais
Uma moção que pedia um referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia foi recusada ontem à noite no parlamento britânico. Cosia impensável anos atrás.
Uma sessão confusa, pondo em oposição conservadores e o primeiro-ministro, David Cameron. Embora Cameron seja um expoente dos conservadores, vê-se agora em “saia justa”.
483 deputados votaram contra a realização do referendo, enquanto 111 se pronunciaram a favor da consulta, incluindo 80 deputados do Partido Conservador, que anunciaram a decisão de ignorar a indicação de voto do chefe do governo.
A votação tinha caráter meramente consultivo.
A rebelião parlamentar é a primeira derrota política do primeiro-ministro. Até o momento, seus planos econômicos têm apresentado um sucesso expressivo, reconduzindo o país à uma recuperação surpreendente.

Pré-falência

WikiLeaks não suporta as pressões financeiras
Parece um problema dos novos tempos da gestão. Há regras que parte do mundo não quer ver quebradas. E as sanções econômicas, no plano internacional, são mais fortes que outras medidas punitivas. Veja o que acaba de acontecer com o WikiLeaks. Deixará de funcionar temporariamente por falta  recursos financeiros. O anúncio foi feito pelo próprio fundador do site, Julian Assange, australiano, aguardando no Reino Unido, pelo processo que pede sua extradição para a Suécia, sob acusação de crimes sexuais.O Wikileaks atribui à suspensão temporária ao "bloqueio arbitrário e ilegal" feito por empresas americanas, como Bank of America, Visa, MasterCard, PayPal e Western Union, que impedem o acesso a fontes de financiamento. O bloqueio feito priva o site do recebimento de 95% de suas receitas.
Bloqueios financeiros fazem sentido, quando os princípios e regras são quebradas. Resta saber se a publicação de documentos de países soberanos, revelando a intimidade e as mazelas de suas decisões estratégicas, justifica o bloqueio. Mesmo que o país tenha grande relevância no ambiente internacional.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dilemas econômicos

Lentamente destruiu-se a indústria nacional.
A economia primarizou-se.
1) Juros altos desestimulam investimentos, encarecem a produção, seguram a demanda, subtraem a competitividade do produto brasileiro, agrava o custo do capital das empresas.
2) Inflação alta, superior à média dos países exportadores, também aumentam os custos da produção nacional e, igualmente, subtrai a competitividade do produto nacional.
3) Inflação alta reconduz ao hábito de reajustar preços com base na inflação passada e na expectativa futura. A inflação ganha uma força inercial, nada desprezível.
4) A apreciação do real torna o produto nacional menos competitivo face ao importado e induz movimentos massivos de importações, solapando a base industrial do país.
Nossa inflação está muito alta, nossos juros também. Os juros, não o suficiente para derrotar a inflação, mas o bastante para promover o encarecimento da produção e a perda de competitividade da produção nacional.
A apreciação do real ainda é excessiva, prejudicando a competitividade nacional, fazendo crescer nossas importações e desindustrializando o país.
A somatória desses efeitos negativos e a ausência de um projeto nacional para nosso parque industrial levaram a primarização da economia e à expressiva redução da diversificação econômica nacional.
Junto com a indústria foram os melhores empregos.
É momento de rever as medidas de caráter protecionistas, tais como IOF sobre câmbio, IPI sobre automóveis, aumento de tarifas contra a China e a Argentina, substituindo-as pela construção de uma verdadeira política industrial.

Só lembrando

Emprego e inflação
O CAGED apontou na sua última divulgação a criação de 209.078  vagas formais  na economia (com carteira assinada) em setembro. O número informado refere-se às vagas líquidas criadas, com admissões de 1, 763 milhão e demissões de 1, 553 milhão. Embora seja o resultado mais fraco para meses de setembro desde 2006, a taxa de desemprego continua em torno dos 6%. Mesmo assim, o resultado é maior que o de agosto, onde a geração de postos de trabalho ficou em 190.446.
O IGP-10 / FGV (inflação no atacado) subiu 0,64% em outubro, versus 0,63% em setembro, vindo abaixo.  As variações dos subíndices foram:
a.      O IPA-10, com variação de  0,81%, contra 0,73%, em setembro
b.      O IPC-10, com variação de 0,37%, contra 0,58%, em setembro
c.        o INCC-10 com variação de 0,16%, contra 0,10% em setembro
 O centro da média, já ultrapassado, vai ficando cada vez mais distante. No ano, o indicador acumula 4,68% e, pior, nos últimos 12 meses, o acumulado é de 7,25.

domingo, 23 de outubro de 2011

O que esperar para essa semana? 4

Os EUA vão acordar?
Enquanto a Europa e o Japão hibernam em seus intermináveis invernos, os Estados Unidos pode trazer algum ânimo à economia internacional. Na quinta-feira, o país divulgará o PIB do penúltimo trimestre do ano. As previsões falam de 2,5%, mas há quem já projete resultado superior.
A recuperação norte-americana tem sido lenta e oscilante. Nos três primeiros meses o PIB cresceu 0,4%; no 2º trimestre, 1,3%. Resultado como o previsto para esse 3º trimestre seria uma glória, sobretudo se lembrarmos do comportamento das vendas no varejo no mês de setembro e da alta, ainda que discreta, dos investimentos nesse mês.
É cedo para cantar vitória. É preciso que a renda das famílias mostre ganhos consistentes. Que a redução da poupança das famílias, em função dos pagamentos de seus passivos, seja superada, voltando a ampliar-se nos próximos trimestres. Por fim, que a poupança renovada dirija-se ao consumo, de modo a tornar sustentável a demanda norte-americana.
São esperados ainda dados das encomendas de bens duráveis e do comportamento do mercado imobiliário, tanto de imóveis novos, como aqueles referentes às vendas de imóveis pendentes. Nada aqui será surpresa. Os números apresentarão resultados modestos.
Quanto aos índices de confiança do consumidor devem revelar desânimo com a instabilidade econômica europeia e com a desaceleração chinesa.

O que esperar para essa semana? 4

A melancólica situação da Zona do Euro
A tensão provocada pela região continuará a ser irradiada para todo o mundo. Alemanha e França não conseguem chegar um acordo sobre as questões do Fundo Europeu de Estabilização Fiscal. A reunião do G-20 de hoje deve produzir resultados modestos e, portanto, desapontantes. Intenções e promessas devem compor a ata oficial do encontro.
Uma nova reunião já está acertada para o meio da semana. Pode ser que nessa reunião encaminhe-se alguma solução mais animadora.
No mais, espera-se pelos:
1)  índices PMI, referentes às atividades industrial e de serviços, do mês de outubro. Ambos deverão estar abaixo de 50 pontos, evidenciando a retração do ritmo da economia.
2)  índices de confiança do consumidor e dos empresários. Esses números devem ser igualmente desapontantes, ambos apresentando-se em terreno negativo.
A letargia toma conta do Velho Continente. No curto prazo, a Europa continua como o vetor mais forte da instabilidade econômica e sem emitir qualquer sinal de recuperação.

O que esperar para essa semana? 3

Da Ásia poderão vir as piores
notícias dessa semana
Da Ásia não se esperam por novidades. As tendências já estão definidas, embora tragam impactos fortes para a economia mundial.
O Banco Central japonês deve manter a taxa de juros muito próxima de zero. Algo como 0,1% ao ano. A economia segue em hibernação eterna.
Na China, as expectativas estão centralizadas na divulgação da prévia do índice PMI de atividade industrial, referente ao mês de outubro. Provavelmente os dados vão sugerir, pelo terceiro mês consecutivo, resultados abaixo de 50 pontos, reforçando a suspeita de uma desaceleração mais forte da economia do país.
Tudo que o mundo não desejava. As importações chinesas garantem à economia global um ritmo mínimo de atividade econômica. Importa-nos conhecer o impacto dessa desaceleração no mundo e, principalmente, nos preços das commodities exportadas pelo Brasil.

O que esperar para essa semana? 2

As expectativas inflacionárias deverão deteriorar-se, com os dados econômicos
dessa semana
A Pesquisa Mensal de Emprego referente ao mês de setembro deverá mostrar a criação líquida de postos  de trabalho, embora em ritmo menor àquele apresentado em passado recente.
A taxa de desemprego deverá vir muito próxima aos 6%, sugerindo que o mercado de trabalho continue a atuar como fator de pressão para a alta dos preços. Ainda em relação à inflação, o rendimento médio do trabalho pode trazer ganhos não desprezíveis em setembro, contribuindo para a continuidade da tendência altista nos preços da economia.
Também serão anunciados os resultados do mês de setembro das contas públicas do governo federal. Espera-se por uma evolução dos resultados pior que a do mês anterior. A previdência deve contribuir significativamente para o agravamento das contas do governo. Governantes não se dão conta de que a liquidez decorrente do relaxamento fiscal reforçará o cenário de alta inflação.
Em adição, a semana trará notícias sobre o uso do crédito no país. Estima-se, para setembro, uma nova expansão dos dados referentes ao estoque total créditos. Algo em torno de 2,5%, retroalimentando o consumo e os preços dos bens e serviços.
Finalmente, o governo anunciará suas contas externas. A conta corrente deve registrar déficit de US$ 2,8 bilhões. O aumento das exportações de bens anula, em grande medida, a ampliação do déficit de serviços. O ingresso de investimentos estrangeiros diretos mais que compensará o déficit em transações correntes. Portanto, a liquidez do sistema econômico receberá novos influxos de capitais.
Fica difícil imaginar com esses resultados a serem anunciados nessa semana, onde o Banco Central achou espaço para a redução da Selic. Os dados apontam para a precocidade na adoção do contraciclismo monetário e o retardamento anti-inflacionário no campo fiscal.
Vamos observar o comportamento da inflação, dado que os preços ameaçam a estabilidade conseguida a um gigantesco custo social no peíodo FHC. Priorizar crescimento, nessas circunstâncias, parece muito ousado e reflete uma dose excessiva de irresponsabilidade na condução da economia brasileira.

O que esperar para a essa semana? 1

Ata do Copom vai disfarçar a secundarização
da meta inflacionária
A Ata do Copom deve sair na próxima quinta-feira. Explicará a fragilidade da política monetária como atitude anticíclica.
A argumentação estará suportada pelo entendimento que o Bacen fará do ambiente global: mais restritivo, com efeitos recessivos atingindo o país.
Quanto à inflação acumulada em doze meses, em mais de 7,0%, bem acima da meta de 4,5%, não se dará maior ênfase.
O Banco Central inaugura um perigoso ciclo de afrouxamento monetário, baseado na expectativa de deterioração das perspectivas globais e na desaceleração da atividade econômica.
E se essas premissas não se verificarem?
Aliás, nada nos faz crer que a desaceleração atingiria o Brasil com essa intensidade.
Mas, com o conjunto das últimas medidas, pode ser que a intensidade da recessão se verifique.
Já haviam sido tomadas medidas macroeconômicas - fiscais e monetárias.  IPI,  IOF sobre o câmbio e o protecionismo extemporâneo.
Os agentes econômicos não gostaram. O dólar subiu e IED caiu. Podem ser tendências a gerar recessão.
Aguardemos pelas reações, observando o risco-País.

sábado, 22 de outubro de 2011

Tablets vendem mais que netbooks

Evolução nos hábitos e nos comportamentos
do consumidor
A explicação para isso estaria apenas na portabilidade?
As vendas de tablets ultrapassaram as de netbooks, no segundo trimestre deste ano.
De abril a junho, foram vendidos 13,6 milhões de tablets. Isso representa mais que o dobro dos 6,4 milhões de netbooks comercializados nesse período.
Curioso é que já temos notebooks miniaturizados. E temos tablets com função de smarphone.
É difícil explicar apenas baseado em aspectos modais.

A boa música da OSUSP

A Orquestra Sinfônica da USP
Sob a regência da Maestrina Ligia Amadio, apresenta, no dia 30 de outubro, na Sala São Paulo, a Sinfonia n. 5 de Mahler, além do Concerto para piano e orquestra n. 1 de Prokofiev e a Passacalha para o novo milênio do compositor brasileiro Edino Krieger.
No dia 27 de outubro, quinta-feira, no Anfiteatro Camargo Guarnieri serão executados excertos do programa do dia 30.
A OSUSP contará com a participação como solista de Linda Bustani, pianista brasileira de relevante projeção internacional.
Confira a programação completa:
27 de outubro - quinta-feira, às 12h(excertos do concerto de 30 de outubro)
Anfiteatro Camargo Guarnieri - USP (350 lugares)
Rua do Anfiteatro, 109 - Cidade Universitária - São Paulo
Entrada Franca
30 de outubro - domingo, às 17h Sala São Paulo (1500 lugares)
Praça Júlio Prestes, s/ nº
Ingressos de R$10,00 a R$ 50,00 (inteira)
Programa:
Edino Krieger (1928)
Passacalha para o novo milênio (7’)
Sergei Prokofiev (1891-1953)
Concerto para piano e orquestra n.1, op. 10, em ré bemol maior (16’)

Gustav Mahler (1860-1911)
Sinfonia n.5 (68’)
Solista: Linda Bustani (Brasil)
Regente: Ligia Amadio
Compra de ingressos:
Ingresso Rápido: http://www.ingressorapido.com.br-Fone: (11) 4003 -1212
Bilheteria Sala São Paulo - Fone: (11) 3223-3966
OSUSP - Orquestra Sinfônica da USP
Tel.: (11) 3091-3000

A Europa é a bola da vez

O mundo espera a reunião de cúpula
da União Europeia
Nos Estados Unidos, a semana não trouxe maiores novidades. Obama não aprovar suas propostas e pressiona o Congresso. Senadores fazem-se de mortos. Desse mato não sai cachorro, no curto prazo.
Os investidores esperam por notícias que possam vir da esperada reunião da cúpula da União Europeia, que vai acontecer nesse domingo, dia 23/11, em Bruxelas.
Por outro lado, a Europa acredita ainda na possibilidade de um plano que encaminhe soluções para a crise da dívida da região. Espera também que isso aconteça na reunião de domingo. Sarkozy e Merkel encontram-se hoje para preparar a proposta para a cúpula, em Bruxelas.
Os principais mercados da Ásia igualmente aguardam a reunião da cúpula da União Européia. Na China, problemas de dívidas de províncias e municipalidades, de créditos inadimplentes e da redução do crescimento econômico desestabilizam os mercados e inquietam investidores e demais agentes econômicos. As commodities podem sofrer com reduções, ainda que temporárias, de seus preços internacionais.

Bolsa baixa. Confiança da indústria também.

Primeiros sinais
O Ibovespa fechou a semana aos 55.255, e isso graças à forte alta dessa sexta- feira de 2,31%.
 Na semana, o índice mostrou algum  fôlego, crescendo 0,41%. Por outro lado, o movimento financeiro está fraco. Alcançou apenas R$5,023 bilhões.
O dólar encerrou essa sexta-feira a R$1,780, perdendo 0,73% em relação ao real. De 2ª a 6ª feira, entretanto, acumulou alta  de 2,77%.
A confiança da indústria, medida pelo índice da CNI, sofre mais uma redução no mês de outubro. Está agora em patamar inferior ao de abril de 2009. O índice caiu para 54,6 pontos.
No mês anterior o índice havia alcançado 56,4. Tomado o mês homologo de 2010, a queda foi  de 8,2 pontos.
Tudo leva a crer que teremos momentos mais difíceis à frente.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Eurobest 2011

Um programa para a comunidade de marketing
Acontecerá em Lisboa, de 28 a 30 de novembro, o evento terá 20 seminários sobre temas da atualidade da publicidade e do marketing.
O Eurobest, festival europeu de criatividade e comunicação publicitária, ligado ao Cannes Lions, já anunciou o nome de três dos oito presidentes de júri que participarão da edição de 2011.
Grandes nomes estarão presentes. Pensadores, teóricos e profissionais da indústria já confirmaram presença.
A principal novidade é a presença de um brasileiro pela primeira vez. Sergio Valente, presidente da DM9DDB, será o responsável por liderar o time de avaliadores das áreas de Film, Print, Outdoor e Radio.
Além de Valente, o festival anuncia a participação de Dagan Cohen, diretor executivo de criação da Draftfcb na Holanda, como presidente dos júris de Direct e Promo & Activation; e David Gallagher, ceo da Ketchum Pleon Europe e chairman da Ketchum Pleon Londres, comandando o júri de PR.
Entre os palestrantes internaciopnalmente renomados internacional estão:
-  James Temple, vice-presidente e diretor de criação da R/GA, em Londres,
- Camilla Wallander, CEO da Berghs School of Communication,
Simon Clift, ex-Marketing Chief Officer, na Unilever,
- Marc de Swaan Arons, presidente da EffectiveBrands,
- Michael Wall, CEO da Lowe + Partners,
-  Chacho Puebla, partner e creative managing director da LOLA.
Veja a agenda do evento no site da Eurobest: http://www.eurobest.com
O Eurobest é a maior competição europeia da indústria publicitária, de marketing e comunicação.

Preços da soja e os atos de Deus

Começam a chegar as primeiras previsões sobre as commodities agrícolas
A produção chinesa deve cair, segundo a alemã Oil World. A queda será de 14,8 toneladas colhidas na safra 2010/2011, para 13,7 toneladas no ano agrícola de 2011/2012. Segundo essa consultoria, 13,7 toneladas correspondem apenas a 19% do consumo dos chineses, obrigando o país ao aumento de suas importações do produto.
Por outro lado, as fontes produtoras do grão não são muitas e com a queda da produtividade da produção norte-americana em decorrência de fatores climáticos, a China será obrigada ampliar as compras no mercado internacional, sobretudo pressionando a exportações brasileira e argentina.
As importações de soja pela China, de setembro de 2011 a agosto de 2012, deverão subir para 58,5 milhões de toneladas, quando comparada às 52,8 milhões importadas na safra anterior.
Em outras palavras, essa demanda não prevista deverá dar suporte aos preços, mantendo-os em patamares mais altos que os atuais, já para o início do ano.

Os juros mais altos do mundo

Projeções da Cruzeiro do Sul Corretora
Vejam o que as distorções de gastos públicos fazem com nossas taxas de juros.

Projetar é sempre um exercício complicado

A projeção é do e conomista Jason Vieira da Corretora Cruzeiro do Sul
Maiores detalhes podem ser encontrados no site www.apregoa.com
A projeção pressupôs os principais cenários possíveis para o juros: "manutenção, corte de 0,25 a 1,00 ponto percentual na ocorrida ontém do Copom e o corte de 4,00 pp que seria necessário para retirar o país da primeira colocação entre os maiores pagadores de juros do mundo."

Europa ainda patina

Indefinições, incertezas e  imobilização
Na ausência  de consenso para o encaminhamento das questões relativas às dívidas dos países europeus, as vacilações no campo monetário semeiam incertezas que imobilizam investidores e demais agentes econômicos.
A Europa amplifica a aversão a risco, em torno do mundo.
A  desaceleração da economia da China aumenta as dúvidas sobre o desempenho das commodities metálicas e agrícolas.
No Brasil, a inflação castiga o consumidor, pedindo a devolução de seus ganhos reais, obtidos nos últimos tempos. O Banco Central, contracíclico como resolveu ser ultimamente, semeia dúvidas sobre a eficácia de sua nova política. O dólar se valoriza e as bolsas caem.
A redução de 0,5 pontos percentuais na taxa Selic foi imprudente. Não por que 11,50 % não seja uma taxa absurdamente alta, mas pelo recado que a redução dá ao mercado: a inflação já não é mais prioridade.
Há um sentimento generalizado de “começo do fim” dos anos de prosperidade. As autoridades econômicas precisam agir rápido para reverter essa expectativa.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

PIB vai mais devagar

Reduzem-se as expectativas de crescimento

Brincando com fogo

Começaram as reações
É muito cedo para qualquer avaliação sobre a decisão do Copom de baixar em 5 pontos percentuais as taxa Selic.
Em todo caso, já estamos às 12 horas. O dólar opera em alta de 0,69%, cotado a R$ 1,7880. A pregunta é se haverá fuga da moeda norte-americana em função da minimização dos esforços do Banco Central em manter a inflação em rota de convergência para o centro da meta.
A bolsa cai 0,99%, mostrando um novo recuo. Provavelmente, isso tenha mais a ver com a situação de países e bancos europeus que com qualquer variação do juros brasileiros.
O sinal enviado, desnecessariamente, é de que a prioridade é o crescimento.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Europa: compasso de espera


Até agora, não andou
Não se encontrou ainda um acordo que pudesse encaminhar solução ao problema do endividamento do continente europeu. O Fundo de resgate continua no seu tamanho original (440 milhões de euros), sem os aumentos necessários para proceder ao de resgate da zona do euro.
As estimativas imaginam que a ampliação dos recursos precise alcançar cerca de € 2 trilhões.
Esse não é um valor tão trivial e o processo de negociação, encabeçado pela Alemanha e França, demandará empenho e esforço de toda União Europeia.