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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dolar, no curtíssimo prazo

Investidor tem cautela na abertura do dólar e bolsa nesta terça-feira
Veículo: Executivos Financeiros   -    Data: 31/08/10
O dólar abriu em alta hoje, (31), de 0,17%, cotado a R$ 1,763 na venda e nesta manhã, pouco depois de sua abertura, a BM&FBovespa estava em alta de 0,45, com 64.550 pontos. Para o diretor presidente do Instituto Fractal, Celso Grisi, o mercado “sobe no muro” e fica na defensiva devido ao cenário de incerteza e a expectativa é de que nosso PIB seja um pouco menor.
Para o profissional, o dólar tende a valorizar, se manter em alta, o que desafoga um pouco o Banco Central. “As notícias dos Estados Unidos não têm animado o mercado, apesar do nível de emprego ter melhorado, ainda está abaixo do esperado. Neste cenário, o investidor recua”.
A Bolsa ontem encerrou com volume baixo, de R$ 4 bilhões e até R$ 5 bilhões ainda é baixo. “Este valor deixa o mercado em desalento, ainda não há sinais claros do governo quanto à Petrobras, como deve ficar o pré sal e o preço do barril, o que faz com que os investidores não tenham elementos para uma decisão mais agressiva e se mantenham no âmbito conservador, pressionando o dólar, afastando o mercado da renda variável o que torna este momento favorárel para renda fixa”.

Voce pode concordar ou discordar

A fala de um dos melhores intelectuais brasileiros dessa geração.
Você pode discordar. Esse palestrante não se incomodará. Estará aberto a ouví-lo, como um bom cientista. Escritor renomado, poeta, físico, educador e pensador. Nos fala, em 18 minutos, de fatos econômicos e sociais. O raciocínio, apoiado na história, é fascinante.
Particularmente, aprendo sempre quando ouço seu pensamento original. Não preciso concordar. Isso não me afeta. Nem a ele. Gosto de ouví-lo, saborear sua fala. Discordância e concordâncias às favas. Importa a idéia e sua coerência. 
Veja você mesmo:
www.tedxusp.com.br.
Também no youtube em
http://www.youtube.com/watch?v=Lbp0tqgQR-s

FMI revisita a economia brasileira

A recomendação para o Brasil no receituário do Fundo prevê reformas estruturais.
O receituário envolve principalmente a reforma dos gastos do setor público e dos sistemas de aposentadoria e previdência pessoal. Os objetivos das reformas propostas são a de permitir ao país a ampliação de sua produtividade e de sua competitividade. Mas não ficaram esquecidas as recomendações sobre novas medidas que pudessem estimular o aumento da poupança interna.
O FMI concorda com a política monetária centrada em ancorar as expectativas inflacionárias e também admite que o regime de taxa de câmbio flexível tem sido útil ao país. Muito embora expresse a preocupação de seus técnicos com a sobrevalorização da taxa de câmbio real, no Brasil.
Embora reconhecendo a necessidade de taxação temporária das entradas de capital para investimento de carteira, o fundo sugeriu a substituição dessa estratégia, no longo prazo, por outra, que combinasse o aperto na política fiscal, taxas de juros mais baixas e medidas prudenciais.
Em relação aos efeitos da crise financeira mundial, o Fundo voltou a afirmar que o Brasil superou a crise mundial muito mais rapidamente do que a maioria das outras economias, em função de ações oportunas das autoridades econômicas, que contiveram os efeitos negativos da crise sobre o país e que alicerçaram a recuperação. Nesse sentido, a qualidade do sistema financeiro nacional foi reconhecida como elemento central para essa recuperação.
Para não perder seu perfil liberal, o relatório reforça o desempenho notável do Brasil, entendendo que sua sustentação foi possível ela robusta política econômica, baseada na responsabilidade fiscal, na flexibilidade do câmbio e no regime de metas para a inflação. Não faria mal a esses senhores reconhecer, em toda sua profundidade e extensão, as políticas anticíclicas adotadas, com a recuperação do papel do estado e de uma dose de heterodoxismo a que o país se lançou. Isso não lhes diminuiria, por si só. Claro que trabalhar para ampliar o consumo e a renda nunca constou de suas melhores receitas. Ao contrário, suas cartilhas sempre preconizaram medidas recessivas, cujo ápice pode ser encontrado no Consenso de Washington. Distribuir renda, ampliar crédito, garantir a expansão do consumo era proibido. Mas deu certo. Esse espaço foi reivindicado por um presidente anterior, que ao criar o conceito de governança progressiva, pedia, com a firmeza de sua voz, espaço, nessas cartilhas liberais, para a realização de políticas sociais conducentes às reduções das desigualdades que se agravavam, de forma contundente, àquele tempo.
Por fim, advertiu que o aumento da pressão sobre os fatores de produção e a maior complexidade da política monetária, na esteira de uma forte entrada de capitais, requererá uma combinação de políticas econômicas cuidadosamente calibradas para preservar a estabilidade financeira e macroeconômica.
Um bom conselho, sem dúvida. Mas muito tardio para quem tem sofrido apreciações excessivas de sua moeda e tem sido obrigado a praticar taxas de juros escorchantes, tal qual o presidente anterior praticou.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Economia internacionaL

Brasil se aproxima de ser a 7ª maior economia, mas terá desafios
Veículo: Portal Terra   -   Data: 28/08/10
Peter Fussy: Direto de São Paulo
Embora tenha quebrado o ritmo de avanço da economia brasileira, a crise global de 2008 ajudou o País a subir duas posições entre os maiores Produtos Internos Brutos (PIB) do mundo, de décimo em 2007 para oitavo lugar no ano passado. Estimativas recentes da Bloomberg apontam que a soma das riquezas geradas em território nacional entre o segundo trimestre de 2009 e o primeiro de 2010 atingiu US$ 1,8 trilhão, deixando a Espanha mais para trás e se aproximando da Itália, a sétima colocada. De acordo com economistas, o Brasil se favoreceu de uma retração dos "rivais", da valorização do câmbio e precisar superar desafios antes de se consolidar no grupo das sete maiores economias do mundo. 
Segundo números do Banco Mundial, o País galgou uma posição em 2008 ao ultrapassar o Canadá e outra em 2009, quando a Espanha viu o seu PIB retrair de US$ 1,60 trilhão para US$ 1,46 trilhão. Se o país ibérico tivesse apenas mantido a atividade econômica, ainda estaria à frente do Brasil, que somou US$ 1,57 trilhão em 2009. Para o economista Celso Grisi, do Instituto de Pesquisas Fractal, a subida não foi "mérito" de uma economia em forte ritmo de crescimento. 
"A crise espanhola é conhecida pelos desmandos na política econômica do país, que está com uma dívida muito alta. Em relação ao Canadá, é um país com área estreita de produção, industrialização razoável, serviços estabelecidos e turismo forte, mas na crise é muito dependente da economia americana. Atualmente já se arrumou e tem potencial para recuperar a posição nos próximos anos", afirma Grisi.
Enquanto isso, os Estados Unidos mantêm a ponta com a mesma folga dos anos anteriores. Com US$ 14,25 trilhões, a maior economia do mundo tem PIB quase três vezes maior que o segundo colocado (Japão, com US$ 5 trilhões). Mesmo com a crise, o Brasil viu a distância dos EUA aumentar em 2% entre 2007 e 2009. Em igual período, apenas a China conseguiu reduzir substancialmente a diferença ante a economia americana, com alta de US$ 3,38 trilhões para US$ 4,90 trilhões. 
Além de ter mostrado maior resistência na crise financeira, o resultado brasileiro foi ajudado pelo câmbio, segundo o professor Fabio Gallo Garcia, da FGV-EAESP. "O real está valorizado, assim quando o PIB é transformado em dólar fica melhor. Há uma perspectiva de melhora e crescimento efetivo, mas no ano passado todos caíram muito e o Brasil só 0,2%", diz Gallo. Já Fabio Kanczuk, professor de economia da FEA, vai mais longe ao ressaltar a importância deste quesito no ranking.
"Teve crescimento, mas não foi nada de espetacular. Espetacular foi a apreciação do real. Enquanto o avanço econômico é da ordem de 5%, o do câmbio é de 30%. Este é um processo que não pode durar para sempre", afirma Kanczuk. Segundo ele, em cerca de dois anos a valorização se tornará insustentável e o Brasil deve até perder posições no ranking, com o real em um patamar mais "adequado". No entanto, o País deve manter um crescimento lento, impulsionado pela demanda da população a longo prazo.
2030 
Um estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers já apontou que o Brasil deve ser a 5ª maior economia do mundo em 20 anos, acompanhando o avanço dos países emergentes. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, essa posição já pode ser alcançada na próxima década. No entanto, esta trajetória pode ser desviada por problemas internos. De acordo com Gallo, o Brasil andou de lado por décadas e agora está no rumo certo, mas deve resolver os gargalos de infraestrutura.
"Crescer de maneira desenfreada não adianta porque não temos base. Não somos um país poupador e o orçamento em termos de investimento é quase metade do valor da corrupção. Como vai crescer sem energia, com portos caros, sistema tributário horrível e uma gastança enorme do governo? Se não tirar isso da frente, o sonho de ser a quinta economia pode não ser possível", afirma Gallo.
Para Grisi, o resultado das contas públicas em julho já é uma amostra do descontrole - a economia feita pelo setor público, excluindo despesas e receitas de juros, foi de R$ 2,454 bilhões, o pior resultado desde 2001. Já no acumulado em 12 meses, o superávit correspondeu a 2,03% do PIB, o menor desde março e abaixo dos 3,3% da meta traçada pelo governo. "Ainda temos o problema da alta carga tributária - sem uma reforma vamos ficar na dependência de uma política agressiva de juros. No entanto, podemos encontrar soluções com avanços na legislação e acredito que vamos fazer", afirma.

Comércio exterior e sua contribuição às economias nacionais

Comércio mundial vai crescer
10% em 2010
A Organização Mundial do Comércio arriscou em julho uma previsão bastante audaciosa, afirmando que o volume do comércio mundial crescerá, até o final desse ano, 10% em relação ao ano de 2009. A afirmação é de Pascal Lamy diretor da OMC.
A previsão é ainda mais otimista que a feita em março, de aumento de 9,5% no comércio mundial. Em 2009, o comércio mundial teria sofrido uma retração de 12,2%, em volume, segundo a OMC, em função da crise financeira mundial.
"A crise financeira e econômica que abalou a economia mundial nos últimos meses de 2008 produziu uma recessão global em 2009 que resultou no maior declínio no comércio mundial em mais de 70 anos", afirma o relatório, divulgado em Xangai.
"A OMC prevê uma modesta recuperação em 2010, que deve reverter um pouco o impacto do colapso do comércio", disse Lamy. Reafirmou sua crença de que, em grande parte, o crescimento do comércio em 2010 decorrerá do dinamismo da economia chinesa. Ressaltou que se não houver imprevistos até o fim do ano, o crescimento do comércio mundial pode superar 10% em 2010.
Bastou afirmar para os imprevistos acontecerem. Julho e agosto trouxeram um conjunto de transformações no comércio entre as nações. Alemanha cresceu suas exportações em direção à China. Estados Unidos e Europa reduziram seus volumes comercializados com o mundo. A America Latina cresce, mas suas importações e exportações, exceto as de commodities, costumam priorizar transações dentro da própria região.
De qualquer forma, a previsão é bastante conservadora e tem o mérito de evidenciar a importância do comércio mundial para as economias nacionais. Deixa claro também que a tese da OMC, que sobre a liberalização do comércio, traria ao mundo grandes benefícios econômicos e maior bem-estar às pessoas.

domingo, 29 de agosto de 2010

A semana promete novas emoções

O que esperar para essa semana
No Brasil, dois fatos que devem dominar as atenções do mercado. O PIB brasileiro referente ao 2T10, que permitirá conhecer o ritmo atual do crescimento da economia nacional. O consenso do mercado diz que esse indicador deverá apresentar um crescimento mais lento que o do 1T10, evidenciando a acomodação da economia e a redução das pressões inflacionárias. Tudo deverá ser atribuído aos aumentos providenciados para a Selic, pelo Banco Central. O crescimento industrial, em queda no mesmo período, já prenunciava esses fatos e lançou novas dúvidas e preocupações que já foram discutidas nesse blog. Sexta-feira, ao apagar das luzes da semana, sai o reltório de empregos nos Estados Unidos. Esses dados são muito esperados. A expectativa não é boa, mas o setor privado pode surpreender com a abertura de um bom número de vagas.
O segundo fato a polarizar as atenções está associado às esperadas decisões do Conselho de Política Monetária - COPOM. Alguns esperam pequenas altas, outros concordam com uma ação mais prudente do Banco Central. Esperam para 3ª ou 4ª feira, o anúncio da manutenção da taxa nos atual patamar. Pessoalmente deixo o alerta que a 1ª parcela do 13º salário deverá por para circular mais R$ 9 bilhões de reais. Isso quer dizer que a inflação tenderá a recrudescer.
O dólar permanece como a grande incógnita da equação financeira da semana. Subindo os juros ou os mantendo no patamar atual, o capital estrangeiro continuará altamente atraído, expondo a moeda nacional a novas valorizações. Decidida a capitalização da Petrobrás, essa tendência de valorização da moeda nacional tenderá a agravar-se e o Ibovespa pode subir. A cessão onerosa deve estabelecer o preço do barril de petróleo a US$ 8,00.
Mas tudo dependerá, em alguma medida, do mercado externo.
O fato mais relevante será a ata do FOMC - Federal Open Market Comittee, na terça-feira. O desempenho negativo do setor imobiliário de julho produziu um impacto muito negativo nas bolsas de todo o mundo. O PIB dos Estados Unidos estimado para o 2T10 e a fala do Presidente do FED promoveram uma reação considerável nos mercados. Teme-se, entretanto, que não sejam suficientes para sustentar o otimismo dos investidores. Esperam-se por medidas concretas que aumentem o nível da atividade econômica e do consumo das pessoas e das famílias norte-americanas.
Ásia e Europa protagonizam papéis animadores. A Ásia pelo seu tamanho e a Europa pela aceleração de seus PIB’s nacionais. Tudo a conferir.

Fatos de marketing que nos escapam

Boticário em Portugal
Na mídia portuguêsa , mas em caráter apenas noticioso, a brasileira "O Boticário" mostra sua força.
A fashion brand portuguesa Rulys e a brasileira “O Boticário” farão campanha promocional conjunta sustentadas por demonstrações gratuitas de consultoria de beleza e maquilagem, aos sábados, no espaço Rulys Chiado. A campanha começa em setembro e se estende até o mês de dezembro. Os evento terão duração  aproximada de 3 horas.
“Casual Make-Up Ideas by O Boticário” é o nome da campanha. A Rulys, tem  objetivo “ajudar as clientes portuguesas de ambas as marcas a usarem a maquilagem adequada a cada situação e a perceber esse uso como uma tarefa lúdica e alegre de seu dia-a-dia”.
Como sempre, o setor de cosmético valoriza a mulher, por meio do aprendizado que fornece em suas atividades de merchandising

Fonte: Amazing Ideas

Mercados internacionais esboçam reação.

Bastou o consumo americano crescer para investidores se animarem.
O desempenho do PIB norte-americano era o mais esperado indicador sobre a real situação da econômica daquele país. Não que as dúvidas tivessem se dissipado totalmente, mas o humor do investidor melhorou claramente. Não bastasse a constatação do aumento do consumo nos Estados Unidos, a fala de Bernanke, como Presidente do Fed, acabou por reforçar a possibilidade da manutenção do ritmo de recuperação econômica anterior ao último episódio desencadeado duas semanas atrás.
O Ibovespa cresceu 2,69%, voltando aos 65.585 pontos e a um volume financeiro de R$ 5,26 bilhões. O dólar, não perdeu a oportunidade e desvalorizou-s ante ao Real em -0,51%, fechando a R$1,7530.
Wall Street gostou do que viu e ouviu. Entendeu o aumento de consumo como o início de uma nova retomada econômica do país. A fala de Bem Bernanke avalizou o esse entendimento na medida em que assegurou sua disposição em conceder novos estímulos à economia, caso isso seja necessário. Resultados: valorização dos mercados no último dia da semana passada. Dow Jones Industrial Average com +1,65%, S&P 500 com +1,66% e Nasdaq Composite +1,65%. A Europa também se animou com esses fatos. O PIB do Reino Unido também se expandiu além do que se previa, anunciando o crescimento de 1,2%. A expansão do segundo trimestre foi de 1,2%. Já no início da semana, a Alemanha também surpreendeu anunciando um crescimento do PIB surpreendente e a expansão de suas exportações. Londres, Paris e Frankfurt apresentaram valorizações de, respectivamente, +0,89%, +0,93% e +0,65%.
A Ásia deve refletir esses comportamentos nos pregões da próxima 2ª. Feira.
Bastaram duas notícias e o mundo volta à realidade anterrior. Parece-me mais prudente esperar por fatos mais definitivos e ver se essa tendência vai se consolidar. Só então poderíamos decidir com alguma segurança sobre investimentos a serem feitos.

sábado, 28 de agosto de 2010

A disputa chegou aos US$ 2 bilhões

A 3 Par é mesmo a última coca-cola do deserto
A Dell ofereceu o mesmo US$ 1.8 bilhão que a HP já havia oferecido Dell para aquisição da fornecedora de sistemas de armazenamento 3Par. A HP reagiu. Apresentou uma nova proposta de US$ 2 bilhões.
Não deu outra, os advogados entraram em campo. A afirmação é que a Dell tem, em seu poder, uma acordo assinado com a 3Par que lhe garante a aquisição pelo valor de sua última proposta. Isso acabará em alguma corte americana.
O conselho de administração da 3Par reagiu, informando que avaliará a proposta da HP. Soou provocação. Vamos aguardar.
Para conhecer melhor essa briga, sigam a recomendação do J Bagos, pessoa que estimo muito. Veja o que ele diz:
Oi Professor Grisi:
Tem um tempão que eu não comento aqui, mas vim colaborar com um artigo do blog "Wired In" de Erik Sherman, da revista eletrônica BNET, e trata com clareza sobre a disputa Dell-HP pela 3Par.
HP and Dell in War over 3PAR Acquisition — and Big Corporate Sales
Segue o link abaixo (copiar e colar na barra de endereço):
http://www.bnet.com/blog/technology-business/hp-and-dell-in-war-over-3par-acquisition-8212-and-big-corporate-sales/5027?tag=content;drawer-container 
Agora me digam, o Bagos não é uma fera? Volte com seus comentários que estamos esperando, Bagos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Risco-Brasil


Ainda somos variável dependente.
As condições econômicas mundiais estimulam as aversões a riscos e ampliam essa percepção em relação ao Brasil. Com a deterioração das perspectivas da recuperação americana, os volumes de investidos no país sofrem reduções e o reflexo nos preços é imediato:bolsa brasileira com giro diário muito inferior à média e preços em queda;  risco-país subindo para 222 ponto; Global 40, com queda de 0,86% ontem.
A vitalidade da economia nacional não é suficiente para convencer os investidores sobre desempenho nacional futuro.
Não há que se imaginar que a taxa de juros por si só possa garantir altos desempenhos. As avaliações dependem muito da política fiscal. A piora das contas públicas e a redução do superávit primário estão na base dessas decisões.
No fundo, esses movimentos expressam que ainda existem muitas dúvidas sobre os fundamentos econômicos brasileiros. Também expressam as duvidas e as incertezas sobre a maturidade das instituições e do regramento nacionais.
Não basta exibir um bom crescimento. Será preciso buscar por um desenvolvimento integral do país. Até lá seremos váriavel dependente das economias avançadas.

O que motiva a disputa entre HP e Dell

HP e Dell disputam 3Par. Por quê?
O mundo digital assiste a mais aguerrida luta para a aquisição de uma empresa fornecedora de sistemas de armazenamento.
Trata-se de uma escalada de preços típica dos melhores leilões de artes Londrinos. Algo movido pela paixão humana mais rara e mais mesquinha: a posse.
Tudo começou com um primeiro lance da Dell de US$ 1,6 bilhão. A HP repicou uma primeira vez e, de lá para cá já estamos em US$ 1,8 bilhão. Quem leva? Não se pode prever.
Parece que a 3Par é a última Coca Cola do deserto. Será?
O que significa o armazenamento para os interessados? Por que teria o armazenamento ganho tanto valor? Seria, no médio prazo, uma vantagem competitiva sustentável?
Precisamos entender melhor essas questões estratégicas. Deve haver aí algum elemento de diferenciação substancial para uma e outra empresa.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

OMC tem que se manter alerta

O esforço pelo livre comércio pode sofrer recúos
Começa aparecer em algumas ao redor do mundo, mesmo em algumas mais avançadas, uma nova tendência para tributação de produtos primários. A nova prática tem sido explicada pela necessidade dessas economias de recompor suas contas públicas, abaladas pela recente crise financeira mundial. Carvão, minério de ferro, petróleo, gás, carvão, cobre, estanho são os produtos mais visados por essa penalização tributária. As razões alegadas têm naturezas diversas. O Chile alega a necessidade de obter recursos para a reconstrução das áreas atingidas pelo recente terremoto. A India e a China tributam as exportações de commodities sob o pretexto de garantir o fornecimento interno. A Rússia, pelo mesmo motivo, taxou as exportações de petróleo. Na Austrália, o governo afirma ser preciso ampliar a arrecadação para dar conta dos passivos existentes no fundo de aposentadoria estatal (Deus, se essa moda pegar no Brasil, estamos fritos).
No longo prazo, a produção das commodities pode sofrer reduções pela alta de seus preços. Pior, os investimentos nessas áreas devem minguar. O quadro pode se agravar ainda mais no momento em que a recuperação mundial se consolidar e a demanda munidal retomar seus níveis pré-crise.
Pobre OMC. Luta para reduzir as tarifas mundiais, enquanto seus próprios membros decidem em sentido contrário.

Festival de Hamburgo

Para quem gosta de marketing, recomendo esticar essa viagem até o Ano Novo.
O Festival Europeu de Publicidade – Eurobest incluiu, para premiação, mais duas categorias: Mobile e PR. Segundo a organização, já era o momento de contemplar as práticas mais recentes do mercado publicitário.
No comunicado produzido para a imprensa, Philip Thomas, CEO do Cannes Lions , que também promove o Eurobest, explica que “depois de consultar a indústria na Europa, e depois do enorme sucesso da categoria PR em Cannes, tornou-se óbvio que este era um elemento em falta no Eurobest”. Em relação ao Mobile, afirmou que “depois de vários anos visto como o ‘the next best thing’, o Mobile tornou-se, claramente, um meio definitivo de comunicação para as marcas”.
O festival terá lugar em Hamburgo, dias 7 e 8 de dezembro, e conta agora com um total de 13 categorias a concurso.As inscrições para o festival abrem dia 26 de Agosto.
Para os que não sabem, a categoria PR homenageia o uso criativo do gerenciamento da reputação ao construir e preservar a confiança e compreensão entre indivíduos, empresas ou organizações e seus públicos.
Recomendo só para quem gosta desse "agito".

Mergulho duplo parece exagero.

Economia dos EUA pode piorar ainda mais, afirma economistas.
Veículo: Investimentos e Notícias   -   Data: 24/08/10
Niviane Magalhães - Agência IN
O indicador da venda de imóveis usados, que despencou 27,2% em julho deste ano, não preocuparia tanto se não fossem os outros dados decepcionantes da economia norte-americana, disse Paul Dales, economista da Capital Economics. "O mercado imobiliário está minando. Um mergulho duplo de preços ainda está por vir, e a economia pode piorar ainda mais", ressaltou. O resultado foi o pior em 15 anos. Segundo ele, o conflito está entre compradores e vendedores, que estão sofrendo impasse com os preços. "Muitos vendedores relutam em abaixar os preços, e os compradores apontam para preços mais altos nos últimos anos", declarou Dales.
Além da vendas de imóveis estar prejudicada, dados como o de emprego (atualmente em 9,5%) também demonstra incertezas adiante. "Muitas pessoas possuem potencial para comprar imóveis, mas com a taxa elevada de desemprego e o receio dos trabalhadores em perder seu emprego, aumenta as desistência em ter um imóvel", disse o economista. Ainda segundo ele, os incentivos fiscais do governo ajudaram a alavancar o setor, mas com o término, em 30 de abril, a cautela voltou.
Na opinião de Celso Grisi, economista e diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal, esses dados divulgados nos últimos dias demonstram que a recuperação da economia dos Estados Unidos irá ser mais longa do que o previsto. "Todos os instrumentos monetários de ajuda que o governo poderia fazer já se esgotaram. A liquidez necessária já foi injetada, assim como a taxa de juros básica, continua a quase 0%", explicou Grisi.
Para Celso Grisi, os Estados Unidos não podem mais insistir em uma economia voltada ao consumo, "pois a taxa de desemprego continua alta e não há renda", ponderou. "O principal agora é focar nos investimentos grandes e pesados, como em infraestrutura, para absorver o emprego, e conseqüentemente aumentar a renda do norte-americano, para que haja o consumo. Não adianta ter opções baratas de financiamentos, se não existem tomadores", acrescentou.
Em relação à BM&FBovespa, que segue penalizada pelos dados dos Estados Unidos, Celso Grisi afirmou que o fato do Ibovespa cair ou reduzir os pontos não o preocupa. "O que realmente assusta é o giro financeiro abaixo dos R$ 4 bilhões, pois demonstra fraco movimento estrangeiro no País".
Niviane Magalhães - Agência IN.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

TV PAGA SAINDO DA TOCA

Lembro quando trabalhava em uma grande multinacional (e tinha que aprovar um plano de mídia) o quanto era irrelevante a TV PAGA.
O cenário vem mudando rapidamente.
A penetração de mercado da TV paga atingiu 8,6 milhões de domicílios no 1º semestre de 2010 (fonte: Anatel).
Se fizermos uma expansão da audiência baseado no número médio de pessoas por domicílio divulgado pelo IBGE (3,3 /domicílio) a TV paga atinge quase 30 milhões de usuários.
Mais uma fonte de dispersão de audiência AFETANDO as mídias tradicionais.

Não é de se estranhar que os anunciantes (que buscam eficácia) estão muito mais rigorosos na aprovação de mídia na TV ABERTA. Mesmo métricas ultrapassadas (como os famigerados GRP e TARP – que não consideram os fenômenos surfing, zapping e afastamento) apontam queda.
Fica difícil defender um plano de mídia concentrado na TV ABERTA e numa emissora.
Oportunidade para os bons profissionais de mídia mostrarem opções aos anunciantes.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br

3º New Brand Communication - NBC10

3º New Brand Communication,
em São Paulo
Acontece nos dias 13 e 14 de setembro. Especialistas da comunicação mundial estarão entre nós, no auditório da Fundação Armando Álvares Penteado,discutindo e trocando suas experiências pessoais com os profissionais de comunicação.
A proposta do NBC10 é criar um grande diálogo entre os participantes e os profissionais internacionais convidados. Serão oito palestras e quatro debates.
O primeiro dia contará com quatro profissionais de peso discutindo temas mais gerais, tais como, sustentabilidade e relacionamento com consumidores. Confirmadas as presenças de Jeremy Heimans, ceo da Purpose (EUA), empresa especializada em campanhas por grandes causas; Jeremy Faludi, estrategista e pesquisador em design sustentável e professor na Stanford University (EUA); Julia Gomez, diretora de Inteligência de Força de Trabalho e Parceria Estratégica na Jet Blue Airways (USA); e Rob Siefker, gerente sênior do Consumer Loyalty Team da Zappos.com (EUA).No segundo dia participarão David Eriksson, ceo e diretor criativo da North Kingdom Design & Communication (Suécia); Matt Smith, co-fundador e diretor estratégico da The Viral Factory (Inglaterra); e mais dois profissionais da Goodby Silverstein & Partners (EUA), Robert Riccardi, sócio e diretor de gestão e Gareth Kay, diretor de estratégia digital.
Visite o site: http://www.nbc10.com.br/
As palestras serão seguidas de debates com ceos, diretores de empresas, agências brasileiras e os convidados internacionais.
Essas oportunidades são únicas para contatos com pessoas e idéias.
Recomendo fortemente

Interpretações do Banco Central induzem decisões. Cuidado!

Banco Central e sua interpretação equivocada
Para o Banco Central a tendência da inadimplência para pessoa física, no crédito livre, é de queda, de vez que os atrasos inferiores a 90 dias estão caindo. Aliás, isso é óbvio. A FRACTAL e, a Serasa-Experian mostraram que o problema da inadimplência está relacionado aos quatro primeiros meses do ano. Foram essas as operações que comprometeram a renda das famílias e dos indivíduos, acarretando a alta da inadimplência e que deverão pressioná-la até o final do ano. A interpretação do Banco Central, nesse caso, parece equivocada.

Para as pessoas jurídicas, o Banco Central avalia que futuramente pode haver alguma elevação, já que os atrasos inferiores a 90 dias estão estáveis há muito tempo, sem demonstrar trajetória de queda. A afirmação faz sentido, mas esqueceu de adicionar as sucessivas altas das taxas de juros como o principal componente dessa elevação.
Naturalmente, aqui, não houve equivoco, nem tampouco esquecimento. Essas afirmações induzem os agentes econômicos menos avisados a decisões erradas. Ficou ruim para o Bacen.

Consumo e inadimplência

Aumentos exuberantes no consumo,
no crédito e na taxas de juros
formam uma mistura explosiva.
Em postagens anteriores afirmei que as compras excessivas do final do ano de 2009 e as do início desse ano comprometiam o orçamento das famílias até o Natal de 2010. Os dados pesquisados pela FRACTAL, junto a uma amostra de famílias na Grande São Paulo mostravam que a inadimplência cresceria entre junho e julho de 2010.
Não deu outra. A Serasa Experian mostrou ter havido alta de 1,5% neste período. Na comparação entre julho de 2009 e julho de 2010, a elevação foi de 3,9%.
As famílias comprometeram suas rendas com a oferta abundante de crédito e com as fartas promoções no varejo. O governo adicionou a isso duas novas componentes: a dos incentivos fiscais, que isentou de IPI produtos da linha branca, dos mobiliários e dos veículos e, por fim, suas sucessivas altas das taxas de juros, cujos efeitos são velhos conhecidos nossos.
Nada a criticar. Os incentivos fiscais faziam parte de uma inteligente e oportuna política anticíclica. Os juros sempre foram a forma mais rápida e eficiente para deter o crescimento dos preços que, àquela altura, fugia por entre os dedos das mãos das autoridades monetárias.
O resultado é que, desde março, o endividamento cresce e, para a Serasa a inadimplência deve continuar crescendo até o fim do ano.
As dívidas com os cartões de crédito são sempre as causas maiores do crescimento da inadimplência. Cresceram 4,4% entre junho e julho. Pobre consumidor.
Vem agora a Equifax e põe lenha na fogueira. Informa que, no mês de julho foram registrados 179.422 títulos protestados emitidos por pessoas físicas no Sudeste. Isso significa um aumento de 3,90% em relação a junho.
Serasa-Experian, Equifax e Fractal parecem concordar que crédito excessivo reduz a qualidade das carteiras dos emprestadores. E que essas carteira podem explodir com o aumento do consumo e do juros.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Uma bomba nas redes sociais

Caiu com uma bomba no mercado
ON LINE a recente pesquisa realizada
pelo instituto alemão Brand Science.
Apesar de a pesquisa ser direcionada ao mercado europeu, minhas interpretações dos resultados mostram duas grandes conclusões:
1) As redes sociais captam audiência das mídias off line, mas não trazem resultados nas mesmas proporções;
2) As empresas não possuem estratégias para lidar com as Redes Sociais
Os resultados quantitativos são os seguintes:
- 81% das empresas não definiram uma estratégia para uso de redes sociais (resumo: “precisamos fazer algo de qualquer jeito...vamo que vamo ”)
- 72% acreditam que mídia social precisa ser viral (resumo é como dizer “precisamos de uma chuva com água...”)
- 84% usam métricas tradicionais para avaliar os esforços em redes (resumo: como o resultado é genérico, não há como dizer se isso é bom ou ruim.
Métricas tradicionais CPM, ROI ainda valem para qualquer mídia)
- 37% acham que mídia social significa compra de mídia (resumo: voltamos a década de 50. Comprar share of voice ao invés de comprar share of relationship)
- 11% possui algum manual de como seus colaboradores devem usar as redes sociais (resumo: ainda vale tudo)
Em nosso debate sobre o FUTURO DAS MÍDIAS NA FEA/FIA no primeiro semestre ficou claro que o uso de redes sociais É UMA ATITUDE DEFENSIVA. Motivo: Difícil invadir uma relação social digital .É o mesmo que interromper uma conversa: deselegante e intrusivo.
Poucas empresas (e pessoas) sabem fazer isso.
A UNILEVER apresentou um case em nosso debate " O Futuro das Mídias" que ilustra um modo inteligente de se iniciar o uso de Redes Sociais: pelo SAC. Transformar uma reclamação de sua marca numa rede social em algo positivo. Evidente que isso não é fácil ou possui fórmulas. Mas traz um caminho para as marcas que pretendem se enveredar no mundo das redes sociais. De certa forma é o renascimento do CRM, pois uma estratégia para Mídias Sociais passa necessariamente por um sistema de CRM . Afinal as mesmas características de ação aparecem nos 2 modelos: Identificar, Customizar, Interagir e Monitorar.
O que está demonstrado é que dá muito trabalho (operacional) fazer um esforço eficaz nas redes sociais. Por isso algumas empresas (e executivos) fogem da raia ao tentar mostrar resultados em mídias sociais. (em outro post detalharei o famoso caso da TECNISA DE VENDA DE UM AP PELO TWITTER: MUITO TRABALHO E UM ÓTIMO CRM).
Embora os resultados joguem um balde água fria em muitas expectativas em relação as mídias sociais, este estudo vem apenas ratificar a grande importância (e ignorância) em relação ao tema. O que temos certeza de fato é que poucos sabem o que fazer e os que sabem não ficam alardeando.
Resumo: ambiente cheio de oportunidades para aqueles que pretendem arriscar e inovar.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br

Choros e velas

Lucros setoriais, no Brasil
Era mesmo de se esperar que em uma economia com juros exorbitantes, como a brasileira - movida por altas taxas de crescimento, com demanda interna impulsionada pela expansão da renda familiar e pela oferta de crédito abundante-, o setor bancário fosse mesmo muito lucrativo. Não há do que reclamar. A não ser de um governo que se esqueceu  de fazer outras coisas além de valorizar o real e subir a taxa de juros.
Agora, o que impressiona em um país agricola, exportador de commodities provenientes da zona rural, cujos preços estiveram tão altos e que continuam a crescer, é que o único setor a registrar prejuízos seja exatamente o da agricultura e da pesca.
E há quem peça reforma agrária. Talvez para empobrecer mais o assentado.
Com preços altos em todo o mundo, o agricultor teve prejuízo. Então com quem ficou o lucro? Com seus fornecedores e com os intermediários, naturalmente. O consumidor pagou e caro. Os índices de inflação mostram que o problema vinha dos altos preços dos produtos agrícolas pagos pelo consumidor urbano.
É hora de repensar o modelo econômico. Isso não é tarefa que se faça sem apoio na teoria do crescimento e na teoria do desenvolvimento. Trata-se de problema estrutural e não conjuntural.
Monetaristas nem saberiam do que estamos falando. Fica para a próxima geração de brasileiros, porque, para a atual, os juros devem ser altos e o dólar baixo. Não há choro, nem vela.

Pay-wall no The Times online sofre derrota

E agora José? Continuamos sem respostas.
O “The Times”, na versão online, veio para baixo. Perdeu 1,2 milhões de usuários entre maio e julho. As agências britânicas começam a recomendar essa mídia apenas para as marcas premium, dirigidas a públicos de maior poder aquisitivo.
Para Rupert Murdoch esse insucesso é grave.
A empresa Brand Republic, que afere o número de visitantes dos sites “Thetimes.co.uk” e “Thesundaytimes.co.uk”, aponta uma queda de 2,79 milhões, em maio, para 2,22 milhões em junho, e para 1,61 milhões de junho para julho.
A quebra no número de usuários coincide com a implantação de uma “pay-wall” nos sites, com a cobrança do acesso aos conteúdos.
Voltamos ao modelo de negócio das mídias online: “de graça até injeção na testa e ônibus errado”. Então com fazer?
Vamos continuar estudando esse tema e acompanhando as reações dos consumidores e das mídias. No momento, não há solução à vista.

Relatório Focus

Freada foi mais forte do que se imaginava
O Banco Central do Brasil divulgou o relatório Focus com estimativas de reduções da inflação e da taxa Selic. Os respondentes da pesquisa já esperam que a variação do IPCA seja de apenas 5,10%, para o final desse ano.Para agosto, as projeções também recuaram. Agora a variação prevista é de 0,19%.
Para a Selic de 2010, a previsão ficou em 10,75%.
O mercado de juros futuros imobilizou-se na BM&F. Os contratos de longo prazo foram para baixo. PIB desacelerando e a Selic sem perspectivas de alta explicam o comportamento dos investidores.O IPC-S da FGV, em linha com os demais índices de preços, mostrou deflação de 0,17% na terceira semana de agosto.

Tudo sinaliza para um segundo semestre mais devagar. Com as empresastambém tirando o pé. Vamos observar os níveis de emprego.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Para que gosta de competir em marketing

L'OREAL incentiva a geração de idéias
Aconteceu em Paris, dias atrás.
http://www.youtube.com/watch?v=zJNA_NYYMbs

Enquanto isso, na China...

Reservas não podem concentrar riscos.
Trata-se de um bom alerta. A China começa a buscar por outras moedas que não o dólar para preservar a saúde financeira de suas reservas. Obediente a uma lógica escorreita, procura por moedas de países vizinhos, cujas economias guardem grande dependência do desempenho de sua própria economia. Dessa forma, se quiser valorizar essas moedas, basta ativar, via importação, essas economias e livrar-se, no momento certo, de suas moedas.
É o caso do Japão e da Coréia do Sul.

Claro que são valores ainda muito modestos, mas que mostram a intenção chinesa em reduzir suas aplicações em treasuries estado-unidenses. Com o tempo, economias menores, mas sadias, poderão crescer com os investimentos chineses em seus papéis. O Brasil poderia aproveitar-se dessa  tendência, sem dúvida. Resta saber se isso seria tão positivo quanto possa parecer à primeira vista. 
Melhor para nós seriam os investimentos externos diretos.  Recentemente os papéis da Malasia começaram a ser comprados pelos chineses.
Claro que a China ao fazer esse movimento pensa em obter maior rentabilidade para suas reservas e reduzir os riscos da concentração nos papéisa americanos.
A estratégia de diversificação, mesmo que feita com cautela e obdiente ao ritmo lento que a paciência chinesa pode inspitrar, deverá aumentar as pressões para valorização do Yuan.
A alocação de ativos de forma diversificada, mexerão nos fluxos de comércio internacionais. Ou a China imagina que não haverá reações dos Estados Unidos e da Zona da Euro? Portanto, no médio prazo, já podemos esperar por mudanças no cenário internacional de divisas e de mercadorias.
Compare agora com as previsões para o Brasil:

Dívida pública e capitais estrangeiros

É hora de reduzir a dependência
ao capital externo.
Investidores estrangeiros ampliaram consideravelmente sua presença no total da dívida pública nacional. Nos últimos 12 meses, praticamente dobraram , em valor absoluto, sua presença no estoque da dívida brasileira. Sairam de R$79 bilhões para mais de R$140 bilhões. Em termos percentuais, sairam de uma participação de 6,12% para 9,54%, nesse período. São quase 10% do total de R$ 1.509 trilhões. O gráfico seguinte apresenta três projeções para agosto de 2009. O Tesouro Nacional foi mais preciso.
A dívida é grande, mas não assusta. O PIB brasileiro tem crescido de maneira ainda mais rapida. Entretanto, a presença de capitais estrangeiros vem ocupando um espaço além do desejável. Também ainda não assusta, mas fragiliza o país em caso de uma corrida contra nossas reservas. Os juros brasileiros, altos como são, atraem esses capitais, cuja maior característica é a volatilidade em períodos de crise. São capitais descomprometidos com o crescimento de nossa economia. Mesmo o imposto sobre operações financeiras não conseguiu deter esse influxo de capitais. Esses impostos penalizam capitais que entram e que querem sair no currto prazo. Mas, com essa Selic nas alturas, nada assusta o investidor.
As projeções para 2013 são animadoras, entretanto há que se interromper o aparelhamento do Estado e controlar os aumentos de salários-mínimos que costumam penalizar excessivamente as despesas públicas.

FEA/USP: uma muito rica programação

FEA/USP não para.
23.08 Segunda-feira
SEMINÁRIO ACADÊMICO
A Model of Equilibrium Institutions
Às 15h30, sala A1, FEA-1
Palestrante: Bernardo Guimarães – (EESP/FGV)
Realização: Pós-Graduação - EAE/FEAUSP
Responsável: Prof. Dr. Marcos Rangel
Inf.: 3091-5886
www.usp.br/econ
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A I COMPETIÇÃO DE POLÍTICAS ECONÔMICAS (COPECO)
Até 18 de setembro
Tema: Macroeconomia
Responsável: Prof. Dr. Edgard Bruno Cornachione Junior
Realização: FEAUSP Educação e Futuro
Inf.: 3091-5752
http://www.usp.br/feafuturo/
24.08 Terça
4ª CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE RELAÇÕES DE EMPREGO E TRABALHO
Debates, Artigos e Casos Ibret
Dia 24 de agosto, das 8h30 às 17h30 e dia 25, das 9h às 13h30, sala da Congregação, FEA-1
Participantes: Denise Mota Dau (CUT), Marcos Sawaya Jank (Presidente da UNICA) e Élio Neves (Presidente da Feraesp)
Responsável: Prof. Dr. Hélio Zylberstajn
Realização: IBRET
Inf.: 2922-9626
http://www.ibret.org/
Twitter: @ibret_br
ibret@ibret.orgIII EMPREENDEDORISMO; SUSTENTABILIDADE
De 24 a 26 de agosto, no FEA-1 (indicação das salas no dia do evento) ia 24 de agosto
Das 13h às 16h30 - Workshop de Empreendedorismo AREA - Ambiente de Realização do Empreendedorismo e Aprendizado Às 17h - Ações Sustentáveis nos Negócios (AOKA e SEI)
Dia 25 de agosto
Às 17h - Sustentabilidade Corporativa (Walmart e AmBev)
Dia 26 de agosto
Às 17h - Parceria entre 2º e 3º setor - Danone e IPE
Responsável: Gustavo Anacleto
Realização: FEA júnior USP, FEAUSP, AIESEC, CAVC, FEA Marketing Club, PESC, e PET ADM USP
Inf.: 3091-5904/5928
Programação completa no site: https://sites.google.com/site/empreendedorismofea
mesaredonda.sustentabilidade@gmail.com
25.08 Quarta
BLOOMBERG NA FEA
Demonstração das ferramentas e utilidades do terminal de informações para o mercado financeiro
Às 11h15 ou às 18h, sala E2, FEA-1
Responsável: Camila Corrêa Silva
Realização: Liga de Mercado Financeiro FEAUSP
ligafeausp@gmail.com
Inscreva-se no site: http://bit.ly/dxXqUM
26.08 Quinta
SEMINÁRIOS DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
A Nova Configuração Mundial do Poder
Das 17h30 às 19h, sala A1, FEA-1
Palestrante: Carlos Eduardo Lins da Silva, Editor da Revista Política Externa e membro titular do Gacint/USP
Responsável: Prof. Dr. Jacques Marcovitch
Realização: FEAUSP e IRI-USP
Inf.: 3091-5942
relinter@usp.br
27.08 Sexta
O USO DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA NO PROCESSO DECISÓRIO
Das 8h às 17h, Auditório, FEA-5
Palestrantes: Profs. Drs. Marcelo Pereira de Souza, Marcelo Montaño e Luis Enrique Sánchez ; Volney Zanardi Júnior (Ministério do Meio Ambiente) e Profª. Drª. Riki Therivel (Oxford Brookes University)
Realização: Pós-Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental da Escola de Engenharia de São Carlos - USP e Departamento de Biologia da FFCL de Ribeirão Preto – USP
Responsável: Prof. Dr. Marcelo Pereira de Souza
Realização: FFLC/RPInf.: (16) 3602-4907
mps@usp.br
SEMINÁRIOS EMPRESARIAIS DO PENSA
JBS: Uma proposta de gestão para empresas do Agronegócio
das 11h30 às 13h, sala da Congregação, FEA-1
Palestrante: Joesley Batista (Presidente JBS S/A)
Responsáveis: Prof. Dr. Decio Zylbersztajn e Nádia Alcântara
Realização: PENSA
Inf.: 3818-4005
http://www.pensa.org.br/
SEMINÁRIO – INNOVATION AND SUSTAINABILITY WITH FOCUS ON BIO-ENERGIES
Das 14h30 às 15h30, sala Ruy Leme, FEA-1
Palestrante: Greg W. Nelson, Senior Vice President and Chief Technology
Officer, Eastman Chemical Company
Responsável: Prof. Dr. Jacques Marcovitch
Realização: EAD/FEAUSP
Confirmar presença por e-mail
mudarfuturo@usp.br
ÚLTIMO DE INSCRIÇÕES PARA O XIII SEMEAD
Dias 9 e 10 de setembro, na FEA-USP
Responsáveis: Profs. Drs. Adalberto Américo Fischmann, Lindolfo Galvão de Albuquerque e Martinho Isnard Ribeiro de Almeida
Realização: PPGA/FEAUSP
Inf.: 3091-5805
semead@edu.usp.br
www.ead.fea.usp.br/semead
Defesas de Teses
Procam
ISABEL GARCIA DRIGO
Doutorado (PROCAM/USP em co-tutela com AgroParisTech/França)
“As Barreiras para a Implantação de Concessões Florestais: Os Casos de Bolívia e Brasil”
Às 9h, no CIEP, Biblioteca, FEAUSP
Orientadores: Profs. Drs. Ricardo Abramovay (FEAUSP e PROCAM) e Alain Karsenty (AgroParisTech/CIRAD)
Co-orientadora: Profª. Drª. Marie-Gabrielle Piketty (CIRAD)
Comissão: Profs. Drs. Carla Morsello (PROCAM/USP), Decio Zylbersztajn (FEAUSP) e Hervé Théry (FFLCHUSP e CNRS/França)
Agende-se
AGOSTO
WORKSHOP ON CIVIL-SOCIETY-LED CORPORATE GOVERNANCE IN LATIN AMERICA: CRITICAL RESEARCH ISSUES AND OPPORTUNITIES FOR COLLABORATION
Dias 30 e 31 de agosto, às 8h, sala da Congregação, FEA-1
Responsável: Prof. Dr. Ricardo Abramovay
Realização: NESA
O evento será transmitido ao vivo pelo www.iptv.usp.br
Inf.: http://www.nesa.org.br/
XXXII DISCUSSÕES METODOLÓGICAS
Fórum para apresentação e discussão das primeiras ideias, anteprojetos, projetos e pesquisas em andamento para elaboração de teses, dissertações e artigos
Dia 31 de agosto, das 14h às 17h, FEA-3 (indicação da sala no dia do evento)
Responsável: Prof. Dr. Gilberto de Andrade Martins
Realização: EAC-FEA/USP
Inscreva seu projeto no site:  martins@usp.br
http://bit.ly/cohNxJ
SETEMBRO
SEMINÁRIO DE HISTÓRIA ECONÔMICA
Tema: Padrão de acumulação dos fazendeiros do Oeste Paulista, 1850-1901: primeiras notas de três estudos de caso - um comendador, um marquês e um conde
Dia 1 de setembro, das 11h30 às 13h30, na sala 5, FEA-2
Palestrante: Profª. Drª. Maria Alice Rosa Ribeiro (CMU/UNICAMP)
Rsponsável: Prof. Dr. José Flávio Motta
Realização: HERMES & CLIO – Grupo de Estudos e Pesquisa em História Econômica
jflaviom@usp.br
DEFESA DE TESE DE DOUTORADO
“Lucro e reputação: interações entre bancos e organizações sociais na construção das políticas socioambientais”Dia 1 de setembro, às 14h30, sala 215, FEA-5
Candidato: Reginaldo Sales Magalhães (Procam/USP)
Orientador: Prof Dr. Ricardo Abramovay (FEAUSP e Procam)
Banca: Dr. Michael Conroy (ex-University of Texas), Profs. Drs. Leda Paulani (FEAUSP), Nadya Guimarães (FFLCH-USP) e Pedro Jacobi (Educação e Procam USP)
OUTROS
7º CONGRESSO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO ENERGÉTICO
Energia 2030 – Desafios para uma nova matriz energética
De 8 a 10 de setembro, Auditório, FEA-5
Participantes: Profs. Drs. José Goldemberg, Ildo Luís Sauer, Luiz Pinguelli Rosa, Maurício Tolmasquim, Nils-Henrik von der Fehr, Sérgio Margulis e Afonso Henriques Moreira Santos
Responsáveis: Profs. Drs. Virginia Parente, Carlos Roberto Azzoni e Jacques Marcovitch
Realização: FEAUSP e Sociedade Brasileira de Planejamento Energético (SBPE)
Inf.: no site: http://www.sbpe.org.br/
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CONCURSO DE TÍTULOS E PROVAS PARA O PROVIMENTO DE UM CARGO DE PROFESSOR DOUTOR NO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA– FEAUSP
Edital 27/2010
Área: Introdução à Economia
Até 13 de setembro
Das 9h às 12h e das 14h às 17h, na Assistência Acadêmica, FEA-1
Responsável: Valéria Lourenção
Realização: ATAC-FEA
Acesse o edital completo e outras informações no site:
http://www.fea.usp.br/
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CONCURSO DE TÍTULOS E PROVAS PARA O PROVIMENTO DE UM CARGO DE PROFESSOR DOUTOR NO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA - FEAUSP
Edital 28/2010
Área: Métodos Quantitativos
Até 18 de outubro
Das 9h às 12h e das 14h às 17h na Assistência Acadêmica, FEA-1
Responsável: Valéria Lourenção
Realização: ATAC-FEA
Acesse o edital completo e outras informações no site:
http://www.fea.usp.br/
Até 30 de setembro
Responsável: Prof. Dr. Luiz Jurandir Simões de Araújo
Realização: Comissão de Cultura e Extensão FEAUSP
Inf.: 3091-5872
cpqcexfea@usp.br
Insc.: no site http://www.abecip.org.br/
NOVEMBRO
XII ENGEMA - Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente
Inovação e Sustentabilidade na Nova Economia de Baixo Carbono: Uma Agenda para o Século XXI
De 29 de novembro a 1 de dezembro, na FEA-USP
nscrições até 31 de outubro
Responsáveis: Profs. Drs. Isak Kruglianskas e José Carlos Barbieri
Realização: EAD/FEA e EAESP/FGV
Inf.: 3818-4034
marciad@fia.com.br
engema2010@fia.com.br
http://www.engema.org.br/
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA III PRÊMIO ABECIP DE MONOGRAFIA EM CRÉDITO IMOBILIÁRIO E POUPANÇA.
Informe-se
III SEMANA DE MARKETING ESPORTIVO
De 23 a 26 de agosto, Auditório, EEFE-USP
Realização: EEFUSP Junior
Inf.: 3091-3365
eefuspjunior@hotmail.com
www.eefuspjunior.com.br/cursomkt/index.html
SÉRIE: MUDANÇAS CLIMÁTICAS E PERSPECTIVAS PARA O BRASIL
Dia 25 de agosto, FAAP (Rua São Vicente de Paulo, 463 - SP)
Curadoria e palestrante: Prof. Dr. José Eli da Veiga
Entrada gratuita
http://www.cpflcultura.com.br/
DIÁLOGOS FEA & LARGO SÃO FRANCISCO
Dia 25 de agosto, das 16h30 às 19h, Auditório, Faculdade de Direito
Palestrante: Prof. Dr. Ejan Mackaay (Toronto)
Responsáveis: Profs. Drs. Decio Zylbersztajn e Rachel Sztajn
Realização: FEA-USP e Faculdade de Direito
Confirmar presença por e-mail
cedeo_dialogos@yahoo.com.br
SEMINÁRIO NACIONAL
O Congresso Nacional no contexto do presidencialismo de coalizão
Dias 25 e 26 de agosto, Auditório Alberto Carvalho da Silva - Instituto de Estudos Avançados da USPRealização: Fundação Konrad Adenauer, Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas, Universidade de São Paulo (NUPPs / USP) e Instituto de Estudos Avançados – USP
CONECTA 2010: INOVAÇÃO, CRESCIMENTO E COMPETITIVIDADE
Voltado para gestores de PD&I, empreendedores, investidores, pesquisadores e ICTs (Instituições de Ciência e Tecnologia)
Dias 25 e 26 de agosto, no edifício World Trade Center, São Paulo
Realização: Agência USP de Inovação e Inventta
Programação, inscrições e informações acesse:http://www.inovacao.usp.br/conecta2010
2ª PRÊMIO ITAÚ DE FINANÇAS SUSTENTÁVEIS
Inscrições até 27 de agosto
Realização: Itaú Unibanco
Apoio: SustainAbility, Instituto Ethos, e CEATS USP
Mais informações: http://www.itaufinancassustentaveis.com.br/
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O IV DESAFIO ESTRATÉGICO BAIN COMPANY
Até 27 de agosto
http://www.desafioestrategicobain.com/
Realização: Bain Co.
Apoio: FEA Consulting Club
http://www.desafioestrategicobain.com/
saopaulo.desafio@bain.com
PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NO PROGRAMA “CULTURAS E IDENTIDADES BRASILEIRAS” - 1º SEMESTRE DE 2011
Inscrições de 1 a 10 de setembro
“Sociedade e Cultura na América Portuguesa e no Brasil” / “Brasil: a Realidade da Criação, a Criação da Realidade”
Realização: Pós-Graduação no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP)
Edital completo no site do Instituto: http://www.ieb.usp.br/
Inf.: 3091-3196
iebpos@usp.br
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O 2ND ANNUAL SUMMER SCHOOL
Concepts, Methods and Techniques in Political Science
Até 24 de setembro
Summer School: De 31 de janeiro a 11 de fevereiro de 2011, na USP
Responsável: Profª. Drª. Maria Hermínia Tavares de Almeida
Realização: IRI-USP
Inf. e Insc.: no site http://www.iri.usp.br/
V RESEARCH WORKSHOP ON “INSTITUTIONS AND ORGANIZATIONS”
De 3 a 5 de outubro, Pousada Vida Verde, Gonçalves (MG)
Palestrante: Anna Grandori (Universidade de Bocconi - Itália)
Responsável: Prof. Dr. Decio Zylbersztajn e Maria Sylvia Macchione Saes (PENSA)
Realização: EAD-FEA/USP, FGV, USP, Insper e UFBA
Inf.: 3018-4005
Mais detalhes: http://www.erudito.fea.usp.br/vrwio/

domingo, 22 de agosto de 2010

Brasil não é punido pelo mercado

A lógica do mercado é muito coerente.
O risco-País apresentou-se em alta de 2 pontos-base, fechando a semana em 204 pontos. A alta foi atribuída às inseguranças sobre o futuro das economias desenvolvidas. Como sempre, isso repercute sobre os emergentes mais notáveis.
O corolário é a queda dos títulos da dívida externa brasileira. O Global 40 resistiu, mantendo-se estável.O Índice de ADRs brasileiros, na Nyse, fechou em baixa de -0,34, aos 32.238 pontos. A queda no mês é de justos -2,0%.No Brasil o Ibovespa também fechou em queda de 0,31%.
Esses desempenhos parecem ruins. De fato, não são. Para uma semana onde o pessimismo foi a tônica das finanças internacionais, o Brasil mostrou resistência e vigor. Baixas pequenas refletem, no fundo, a crença em nossos fundamentos econômicos e nas taxas de crescimento da economia nacional.
Sugiro que não haja interpretações negativas a esse respeito. Ao contrário que se comemore o desempenho nacional.

sábado, 21 de agosto de 2010

Brasil detona na Europa

Vídeo da campanha do Brasil gera
mais de 52 milhões de acessos

18 de agosto de 2010   -    Fonte: Ogilvy   -   No Briefing de Portugal
O filme "Sons do Brasil", que integra campanha de promoção turística internacional da EMBRATUR registou mais de 52 milhões de visualizações online. Trata-se de um sucesso a mais colecionado pela propaganda brasileira.
A EMBRATUR informa, em comunicado, que o vídeo, lançado em Joanesburgo no final do Mundial de Futebol de 2010, contabilizou esse resultado em apenas seis países europeus:Reino Unido, Espanha, Holanda, França, Itália e Alemanha. Alemanha e Reino Unido são os países que mais acessaram o vídeo, somando 27 milhões de visualizações.

A campanha “O Brasil te chama. Celebre a vida aqui!” foi desenvolvida com o objetivo de estimular a vinda de turistas para Brasil, aproveitando a visibilidade mundial que o país alcança como sede de grandes eventos esportivos nos próximos anos. Assista o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=7qMxFkHmnb0
O filme alcançou um número muito alto de cliques na internet, o que sinaliza para o sucesso dessa uma campanha online. “Nos Estados Unidos, onde o vídeo foi divulgado nas páginas internas do YouTube, por exemplo, foi 1.000% superior à média de retornos de campanhas em todo mundo. Além disto, a EMBRATUR conseguiu atrair mais de 500 mil pessoas para o canal www.youtube.com/visitbrasil através da campanha”, adianta a EMBRATUR.
O vídeo "Sons do Brasil" foi produzido pelo cineasta Fernando Meirelles e dirigido por Rodrigo Meirelles.“São dez semanas de divulgação com cobertura em mais de cem países, atingindo desta forma cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Esta comunicação abrangerá também as Américas, a Europa e os países do Oriente Médio, África e Ásia”, aforma a EMBRATUR.
Essa matéria ilustra muito bem a oportunidade do evento realizado na FEA USP, no mês de julho, discutindo os modelos de negócios para a mídia online.

Semana que vem trará novidades

Notícias esperadas para
a semana que entra
Trata-se de uma caixa de surpresas. Emoções à parte, semana que vem poderemos ter grandes novidades. No Brasil vai ferver. O Banco Central, o IBGE e outras instituições publicam um conjunto de informações macroeconômicas sobre o mês de julho. Saem resultados da pesquisa de emprego do IBGE, as notas do Banco Central sobre a conta corrente, o resultado primário da República, os níveis de Investimento Externo Direto, o relatório sobre as operações de crédito em todo território nacional, a avaliação da política monetária, os resultado da pesquisa SEADE sobre emprego e desemprego.
No quadro internacional, há que ter atenção para a resultados referentes ao desempenho daquela economia, no período de junho a agosto. No que se refere a junho, será necessário observar o índice de preços de imóveis novos e usados. Em relação a julho, as atenções estão voltadas às vendas de casa novas, às encomendas de bens duráveis e ao índice de atividade do FED de Chicago. Quanto agosto, será anunciado o índice de confiança do consumidor, da Universidade de Michigan. Também serão anunciados os pedidos  semanais de auxílio desemprego e dados do consumo pessoal, referentes ao segundo trimestre de 2010. Todos esses elementos serão definitivos para a criação das expectativas que devem orientar as decisões de investidores nessas próximas semanas.

Fatos que merecem registros

Acompanhar alguns fatos passados
pode explicar o futuro
O governo central marcou a capitalização da Petrobras para o dia 30 de setembro. Duas empresas de avaliação contratadas pela Petrobras e ANP apresentam valores diferentes para o preço do barril do petróleo. Começa a complicar. Ao invés de esclarecer, tudo parece confundir-se.
No mundo dos preços, o IPCA-15 aponta para o segundo mês de deflação: julho - 0,09% e agosto, com -0,05. O responsável é o setor de alimentos. As famílias brasileiras comemoram a queda.
No plano internacional, a recuperação econômica dos Estados Unidos continua lenta. Nessa semana, os pedidos semanais de seguro-desemprego voltaram a crescer, atingindo 500 mil. Isso pode estimular os mercados.
Na Ásia, a China superou o Japão. O PIB chinês deixou o Japão para trás. Não sejamos tão definitivo porque isso pode ser revertido, em função dos ajustes do câmbio chinês. No curto prazo, a China é o único vetor relevante de crescimento econômico. As commodities brasileiras guardam profunda dependência dessa situação. Governantes brasileiros comemoram o crescimento interno e continuam a menosprezar o valor excessivo do real em nossas relações comerciais.