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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Facebook ultrapassa Yahoo! e eBay

Facebook produziu  muito valor para si próprio
A rede social Facebook, já vale mais que gigantes como o eBay e o Yahoo!
Segundo consultoria norte-americana, foi o apetite dos investidores por empresas de tecnologia que fez subir o valor do Facebook e Twitter.
O relatório da Nyppex, dá conta de que a rede social, possui atualmente 500 milhões de usuários ativos e valeria hoje cerca de 41,2 bilhões de dólares.
Assim, o Facebook começa a encostar nos gigantes como a Google e a Amazon, cujo valor em bolsa é de US$ 149 e US$ 73,5 bilhões.
Por seu lado, o valor do Twitter mais do que duplicou no mesmo período, alcabçando US$ 3,7 bilhões.
É assustador crer que a velocidade seja tão grande.

Caixa "para todos"

Agência embarcada
A primeira agência embarcada da Caixa Econômica Federal sai hoje do porto de Manaus em direção às populações ribeirinhas daquele estado. A agência terá 1.200 metros quadrados e permitirá a abertura de contas e acesso às linhas de crédito.
A iniciativa merece aplauso. Seu conteúdo social e a oportunidade de bancarização oferecida a essa população inclui brasileiros distantes na vida econômica nacional. São brasileiro adquirindo sua identidade bancária e se fazendo conhecer no universo de nosso sistema financeiro.
Veja a agência bancária móvel, no conceito de barco:

Ainda não foi dessa vez

Nos EUA, dados econômicos decepcionam
A divulgação de alguns dados sobre o desempenho da economia norte-americano mostra que a recuperação vai ser realmente lenta. Exigirá dos investidores uma redução de suas expectativas e o exercício continuado de suas paciências:
1) O setor imobiliário apresentou-se abaixo do esperado. O indicador da Standard & Poor's apontou recuo de 0,8% nos preços dos imóveis no mês de outubro. O mercado atribui essa queda de valor ao excesso da oferta de imóveis. A demanda permanece baixa e não responde aos estímulos financeiros do governo central.
2) A confiança do consumidor também ficou abaixo das previsões para o mês de dezembro: 52,5. Esse número também é menor que o registrado em novembro.
Em sentido contrário, as vendas nas lojas de varejo, na semana do Natal, foi 4,8% maior que na mesma semana do ano anterior. Portanto, há uma reação que não pode ser negada, embora ainda contida pelas duras lições que a crise deixou a esse consumidor.
Os preços dos Treasuries encerraram a sessão dessa terça-feira em queda. Essa queda não parece refletir nada além da excessiva oferta de notas públicas no segundo Leilão dessas notas. O governo vendeu US$ 35 bilhões, com vencimento em 2015. Essas notas alcançaram um yield de 2,149%, bem maior que o yield de 1,411% do leilão realizado em novembro. Portanto, a queda do dia pode ser atribuída ao excesso de oferta.
No Brasil, o indicador riscos-País subiu 3 pontos-base. Dessa vez não seria prudente culpar a instabilidade internacional. Hipótese melhor para essa queda é a divulgação de um superávit primário brasileiro de R$ 1,093 bilhão em novembro, muito aquém dos meses de outubro, com R$ 7,7 bilhões, e de novembro do ano anterior, com R$ 10,7 bilhões. A queda também pode ser atribuída à possibilidade de a meta para o superávit dessse ano não vir a ser atingida. O ministro da Fazenda reconheceu a possibilidade da meta, fixada anteriormente para o superávit primário, em 3,1% do PIB, não ser atingida esse ano.
A título de curiosidade, o petróleo mantém sua tendência de alta. A cotação do barril do petróleo Brent, em Londres, alcançou ontem US$ 94,38, subindo 0,56% em relação a segunda-feira. Para o contrato com vencimento em fevereiro, negociado em Nova York, a cotação foi de US$ 91,49 por barril. Alta de 0,54% em relação ao dia anterior. Os estoques mundiais estão baixos.
Como não há sinais mais evidentes de recuperção econômica internacional, melhor será adotar no Brasil uma estratégia defensiva. Cortar no custeio e cresceer os investimentos. Óbvio, não?
Confira a redução do superávit primario nacional no site:
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/hp/relatorios_divida_publica.asp

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Euro em alta

Euro sobe nas quatro últimas sessões
em relação ao dólar
A valorização da moeda única está sendo explicada pela expectativa ruim dos investidores em relação aos dados econômicos a serem divulgados hoje pela economia norte-americana. Investidores imaginam que os EUA ainda serão obrigados a muito baixas suas taxas de juros.

O euro valorizou-se nessa quatro sessões em torno de 1,06%, estando cotado em 1,3239 dólares.
A moeda norte-americana deve sofrer pressões ainda mais fortes hoje caso seja anunciada uma redução dos preços das propriedades no país, segundo as estimativas para o índice S&P/Case-Shiller.
Baixos preços das casas são interpretados como um sinal de que o Tesouro norte-americano não poderá distanciar-se das políticas de estímulo monetário à economia. Aos maiores estímulos correspondem a maiores quantidades da moeda no mercado e, portanto, à queda em seus preços.
As estimativas dos economistas da Bloomberg, indicam que o índice de valor do imobiliário nos EUA, S&P/Case-Shiller, terá uma redução de 0,6%.
Esta será a primeira queda do índice desde janeiro e reflete a deterioração do valor das propriedades norte-americanas.

O Fed, nessa circunstâncias, tenderia a decidir pela manutenção das taxas de juros próxima dos 0%, durante um tempo mais longo.
O Brasil não ficará poupado dessa desvalorização. Dólares mais baratos procurarão compensações em juros mais altos.
Por outrolado, é melhor trocar os dólares por outros ativos cujos valores estejam em alta.

Baixo crescimento na França

França cresce apenas 0,3%
no terceiro trimestre
A revisão do PIB, realizada pelo Instituto frances de estatística INSEE, reduziu em 0,1% o crescimento do país, para o terceiro trimestre desses ano. O baixo crescimento está sendo atribuído à redução dos investimentos no setor de obras públicas.
A França tem assumido seu compromisso em reduzir os déficits de suas contas públicas. O aumento na idade de aposentadoria foi um episódio traumático, mas importante nesse sentido. A suspensão ou retardamento de alguns investimentos também. Outros cortes estão em execuções e outros tantos em planejamento. As contas lentamente se recuperam, mas o custo social não pode ser esquecido.
Cortes de custeio e suspensão de investimentos vão esbarrar em questões políticas, que na França, costumam ser decisivas. A Alemanha já havia feito esse esforço e toda a Europa tomou essa direção. Inspirações não faltam para o Brasil dar fim ao excessos de gastos.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Brasil mais devagar.

Brasil crescerá menos em 2011
Veículo: Jornal da Tarde   -   Data: 23 dezembro de 2010
MARCOS BURGHI
O comércio é um dos setores mais afetados pela redução da velocidade de crescimento da economia (Foto: Filipe Araujo/AE – 19/12/2010).

O Brasil vai crescer em ritmo mais lento em 2011. O Banco Central (BC) projeta expansão de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) — soma de tudo o que é produzido no País — no ano que vem. A previsão consta do relatório trimestral de inflação divulgado ontem pelo BC. A redução da velocidade da economia terá reflexo direto sobre mercado de trabalho, crédito e atividade das empresas.
Celso Grisi, professor de finanças da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), diz que o PIB previsto para 2011 está mais adequado às condições atuais da economia nacional.
É consenso entre economistas que o País não tem, hoje, condições de sustentar o ritmo de crescimento atual (o PIB de 2010 deve avançar 7,3%) sem perder o controle da inflação. Com a infraestrutura que temos hoje, o ponto de equilíbrio está em 5%.
Segundo Grisi, se a União não reduzir seus gastos, terá de aumentar os juros para continuar se financiando. E crédito mais caro, acrescenta o professor, reduz o ritmo da economia, afeta consumidores e empresas, com menor criação de postos de trabalho. “O governo precisa botar as contas no lugar”, diz Grisi.
Ele avalia que caso o governo faça cortes nos investimentos aumentará ainda mais o problema porque aos gastos excessivos se juntarão os gargalos em infraestrutura, que resultam, por exemplo, em dificuldades no transporte aéreo e rodoviário.
A preocupação de Grisi se justifica. Apesar do discurso da presidente eleita Dilma Rousseff quanto ao corte de gastos de manutenção da máquina administrativa a partir de 2011, a proposta de Orçamento para o ano que vem, enviada para votação no Congresso Nacional, prevê corte de R$ 3 bilhões em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ou seja, em investimentos.
Para Grisi, o PIB na casa dos 4,5% vai esfriar o crescimento do emprego e o nível de desemprego poderia fechar 2011 em torno de 8%, ante atuais 5,7%, segundo a mais recente medição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativa a outubro.
O professor explica que o aumento do desemprego leva a dificuldades com a renda, o que compromete o consumo e afeta o resultado do comércio, da indústria e do setor de serviços. “No setor produtivo, micro e pequenos empresários são os que sentem primeiro o peso dos juros e da queda nas vendas”, observa Grisi.
Tharcisio Souza Santos, diretor da faculdade de administração da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), reforça que, nas atuais condições, se o País crescer acima de 5% começa a ocorrer pressão de alta sobre os preços por causa da falta de investimentos em infraestrutura.
De acordo com números do BC, a expectativa para 2010 é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, termine o ano em 5,8%, sendo que a meta definida pelo Planalto para 2010 é de 4,5%.

2010 vai ser lembrado como o ano do mercado de trabalho-2

Grande SP quase triplica novas vagas
Veículo: Jornal da Tarde   -   Data: 20 de novembro de 2010
Marcos Burghi
O número de novos postos de trabalho com carteira assinada na região metropolitana de São Paulo (RMSP) cresceu 170% no acumulado de janeiro a outubro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado — passou de 140,6 mil para 380,2 mil. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Em todo o País, de janeiro a outubro foram criadas 2,4 milhões de novas vagas formais, um recorde para o período desde 1992, quando teve início a apuração do índice. Celso Grisi, diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal, diz que o índice de crescimento na região metropolitana de São Paulo “impressiona”. Segundo ele, o aumento se deu, entre outras razões, pelo bom desempenho da indústria e do setor de serviços.
De acordo com os dados do Caged divulgados ontem, as indústrias da RMSP abriram 75,7 mil novos postos de trabalho entre janeiro e outubro de 2010. O cenário é melhor que o que havia em outubro de 2009, quando o saldo acumulado do setor no ano marcava o fechamento de mais de 24 mil vagas. No setor de serviços, o número de novas contratações subiu de 91,6 mil no acumulado de janeiro a outubro de 2009 para 194,2 mil postos em igual período deste ano.
Segundo Grisi, o crescimento da indústria foi puxado principalmente pelo consumo interno. De acordo com o economista, “A baixa do dólar ante o real, com a moeda americana cotada a R$ 1,71, pode ter afetado as exportações, mas também ajudou as indústrias que importam matérias-primas a baixar seus custos. Isso reflete nos preços finais dos produtos comercializados no mercado interno.”
Irandy Marcos da Cruz, professor de administração da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), afirma que o crescimento do volume de postos de trabalho faz pressão sobre as empresas, que enfrentam dificuldades para a contratação de mão de obra qualificada. “Faltam técnicos em geral, mas também há problemas nos setores de informática e engenharia.”
Cruz cita a construção civil como exemplo de setor onde falta pessoal qualificado.
Talvez por isso, o Caged divulgado ontem tenha mostrado uma diminuição de ritmo de abertura de novas vagas no setor. Enquanto até outubro de 2009, a construção civil havia gerado no ano 35,7 mil empregos na RMSP, de janeiro a outubro deste ano foram 31,2 mil novos postos.
“Se uma construtora lança mão de profissionais que não apresentem resultado necessário, haverá aumento nos custos finais das obras, o que significa perdas”, analisa Cruz.
Na opinião do professor está surgindo um novo tipo de custo Brasil, expressão criada para designar o peso dos tributos no preço dos produtos. “Estamos enfrentando o custo Brasil da falta de educação (profissional).”
José Eduardo Balian, professor de economia e finanças da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), acredita que o ritmo da geração de empregos vai arrefecer no início de 2011. Segundo ele, a pressão inflacionária deverá levar o novo governo a medidas para frear o aumento de preços. A inflação de 2010 acumula alta de 4,4% até outubro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No mesmo período de 2009, o IPCA era 3,5%.
Apesar dos problemas apontados pelos especialistas, o ministro Carlos Lupi prevê que o desempenho do mês de novembro deve ser positivo. Lupi avalia que as demissões em dezembro devem ser menores que em 2009”, quando o saldo negativo (fechamento de vagas) superou os 400 mil.

2010 vai ser lembrado como o ano do mercado de trabalho - 1

Indústria tem recorde de contratações
Veículo: Jornal da Tarde  -  Data: 9 de dezembro de 2010
MARCOS BURGHI
A indústria está contratando como há muito não fazia. De janeiro a outubro deste ano, o setor industrial abriu 75,7 mil novos postos de trabalho com carteira assinada na região metropolitana de São Paulo. Este é o maior volume para o período desde 1999.
Celso Grisi, professor de economia da Fundação Instituto de Administração (FIA), conta que o crescimento é fruto do mercado aquecido: mais consumo leva à maior produção para reposição dos estoques. Mas para o professor da FIA, o ritmo da geração de empregos na indústria deve cair porque a partir do próximo ano o governo Dilma Rousseff terá de combater a inflação e uma das formas de fazê-lo é aumentando a Selic, a taxa básica de juros, atualmente em 10,75% ao ano. “Selic para cima significa empréstimos mais caros, o que afeta o consumo”, explica Grisi.
Ele também aponta a valorização do real ante o dólar como um problema para as exportações e para a competitividade dos produtos nacionais frente aos importados no mercado doméstico. Grisi avalia que, com a moeda americana ao redor de R$ 1,70, os produtos vindos de fora têm preços mais convidativos do que os nacionais, que vendem menos. Com queda nas vendas, a reposição de estoques por parte do lojista demora mais a ser feita, o que diminui a produção e, por fim, o ritmo das contratações. Segundo o professor, o equilíbrio se daria com o dólar próximo dos R$ 2,20.
Apesar do câmbio, a produção industrial na região metropolitana acumula crescimento de 12,7% no período de janeiro a setembro, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), embora na comparação de setembro com agosto a produção tenha ficado estável, com ligeira queda de 0,1%. “Se o mercado interno se enfraquecer, os desequilíbrios do câmbio ficam mais aparentes”, afirma Grisi.
Adriano Gomes, professor de administração da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), lembra que o bom momento da indústria brasileira está diretamente relacionado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no País. De acordo com o último número divulgado pelo IBGE, o PIB de 2010 fechou o primeiro semestre com crescimento de 5,1%, em R$ 900,7 bilhões. “Crescimento da produção é igual a crescimento de empregos”, ressalta.
Willians Ferreira, coordenador do Centro de Solidariedade ao Trabalhador, diz que o ritmo do setor esbarra na dificuldade de encontrar mão de obra qualificada para preencher cargos que exijam profissionais especializados. Esta é uma das razões do aumento do salário médio de contratação do setor na região metropolitana, que chegou perto de 11% na comparação de outubro de 2010 com o mesmo mês do ano passado. Segundo o Observatório do Emprego do Estado, o valor passou de R$ 1.146,77 para R$ 1.272,09.

Focus insiste no aumento da inflação

Até agora ninguém ficou convencido
O ministro Mantega havia anunciado cortes de custeio e manutenção de investimentos. A idéia era ampliar o superávit primário e criar espaço para a queda dos juros. Em seguida, o Orçamento Nacional apontou para sentido oposto, com a redução dos níveis de investimentos e aumento de despesas públicas. O leilão político dos Ministérios gerou maior insegurança. Desconhecido, nada ilustre, desprovido de passado administrativo, o corpo ministerial é reconhecidamente medíocre.
As conseqüências mais imediatas na economia aparecem nas expectativas construídas para 2011. O Boletim Focus dessa semana mostra a mesma tendência das semanas anteriores e aponta para a aceleração da inflação. O IPCA- Índice de Preços ao Consumidor Amplo)-, régua da inflação oficial, para dezembro, ficou projetado em 0,62%. Isso significa uma inflação anual de 5,9% em 2010. A meta tinha como centro 4,5% e, embora com desvio de 2% para cima ou para baixo, o fato é que o quadro inflacionário ficará feio na foto desse ano. Em contrapartida (e não se pode esquecer disso) o crescimento projetado pelo Relatório Focus, no mesmo período, é de 7,61%, o que deixa a foto do crescimento anual muito bonita. Mas, preocupante.
Em relação ao ano de 2011, o Boletim já começou a mostrar sua descrença na austeridade fiscal: inflação de 5,31%, PIB de 4,5%, taxa Selic de 12,25% no final do ano. Em outras palavras, não está se dando muito crédito às palavras do ministro. Entristece essa descrença. Pessoalmente tenho mantido a convicção de que as pressões sociais serão de tal ordem que as contas públicas terão que reverter seu descontrole atual.
Veja, a seguir, como o Relatório Focus está vendo 2011

domingo, 26 de dezembro de 2010

Natal na China com juros mais altos

Banco Central chinês comemora o Natal com um acréscimo de 25 pontos básicos nas taxas de juros de referência.

A promessa da autoridade monetária é que a China colocará sua oferta de dinheiro global a um nível “normal”, utilizando-se de diversos instrumentos monetários. A idéia é transformar a atual política monetária denominada de "moderadamente flexível" para "prudente", objetivando a redução das crescentes pressões inflacionárias e impedindo a formação de eventuais bolhas de ativos.
“As barbas foram postas de molho” depois que o IPC chinês, índice de preços ao consumidor, principal indicador da inflação cresceu até 5,1%, nos últimos 28 meses. Para piorar, uma pesquisa recente do Banco Popular de China também apontou que a proporção de cidadãos do país satisfeitos com o nível atual de preços havia caído ao mínimo de 11 anos e apenas 17,3% dos consumidores manifestaram intenção de aumentar seus gastos no futuro.
Em relação ao sistema financeiro, o Governo de Pequim aumentou a exigência de reserva bancária. Tal como no Brasil, a inadimplência e a insolvência assustam e pede maior capitalização dos bancos comerciais. Parece fácil reconhecer o paralelismo das políticas monetárias entre a China e o Brasil. Ambos têm dado muita ênfase a juros, à liquidez do sistema e ao crescimento do crédito. Austeridade fiscal e corte de despesas parecem ter saído do receituário econômico mais imediato.
O Banco Popular da China aumentou, a partir de hoje, a taxa de referência dos juros em 0,25 pontos percentuais. Agora os depósitos serão remunerados a 2,75% ao ano, enquanto os empréstimos terão custo de 5,81%, ao ano.

Funcionalidades e benefícios

Na guerra das mídias, vale tudo
A importância do jornal e seus benefícios inspiram reflexões criativas.
https://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=efed7a24bc&view=att&th=12d1e068430a1d2d&attid=0.1&disp=attd&realattid=bfa022b99f94664e_0.1&zw

sábado, 25 de dezembro de 2010

Anunciantes investem mais em Mídia ON LINE que impressa

Este ano que termina será lembrado - nos compêndios de estudos de modelos de negócios nas mídias- como o ponto de inflexão dos investimentos publicitários.

Apresentamos no livro MÍDIAS e NEGÓCIOS a hipótese central que uma nova plataforma não destrói a antiga, apenas a reposiciona. Este reposicionamento é feito de forma primária pelo usuário e secundária pelo anunciante.
O anunciante sempre busca racionalidade na sua política de investimentos. Ele é a maior evidência (e o juiz de fato) das mudanças em mídia.
Afinal é ele quem paga a conta.
Movimentos no fluxo de dinheiro são apenas reflexo da eficiência das plataformas. Levantamento recente mostra mudança no direcionamento desses fluxos.
A empresa de pesquisa eMARKETER mostra que em 2010 os investimentos em mídia impressa -US$ 25,7 bilhões - foram superados em pequena vantagem pelos investimentos em publicidade on line - US$ 25,8 bilhões.
Parece pouco. Não é. O primeiro jornal americano tem mais de 200 anos, os anúncios on line têm menos de 20 anos.
Paradoxalmente a audiência total para jornais cresceu no período.
Ocorre que poucos computam o efeito DISPERSÃO DA AUDIÊNCIA: várias plataformas sendo acessadas com pouco profundidade em cada uma. Isso reduz a eficiência de TODAS as mídias, sem distinção.
Exemplo típico é a pesquisa da Forrester Research de nov-2010 mostrando que o americano gasta mais tempo on line do que assistindo TV. (o mesmo ocorre no Brasil, basta conversar com nossos alunos universitários).
Se todas as mídias perdem eficiência, qual razão há migração para on line?
Como nessa mídia há a possibilidade de interação e há uma busca ativa do usuário por assuntos de seu interesse, há maior probabilidade de uma ação promocional ser mais efetiva.
No Brasil ainda não há movimento na mesma intensidade (embora a direção seja a mesma) devida ao AUTOENGANO na relação Anunciante-Agência-veículo:
1) Um executivo anunciante preguiçoso, não irá mover a verba - que no passado foi um sucesso em determinado meio - para outro;
2) A agência não irá direcionar esforços para WEB onde é necessário muito trabalho e conhecimento. Sabemos que esforços on line são efetivos quando feito na base "one-to-one" e isso é trabalhoso e exige inovação em cada campanha;
3) O veículo ainda fomenta determinadas plataformas através do famigerado B.V. Ainda envolto em um manto de segredo e mistério. O assunto é tão tabu que muitos alunos de administração se formam sem saber de sua existência.

As evidências mostram que isso vai mudar.É só acompanhar os fatos que pouco a pouco vem a público.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

Publicidade tailor made

Injeção na veia, com a radicalização do conceito de segmentação de mercado
Foi anunciado para o segundo semestre de 2001 a entrada em operação da publicidade one to one. Os domicílios norte-americanos vão receber as publicidades pressupostamente compatíveis com seus valores e com seus repertórios sócio-culturais.
A publicidade direcionada individualmente na televisão é a nova estratégia proposta pela DirecTV Group Inc. que permitirá às agências de publicidade alcançar dez milhões de lares norte-americanos, com anúncios pensados para cada um deles.
O serviço da DirecTV baseia-se em processo muito simples. O anunciante elege o conjunto de domicílios que quer atingir; ou seja, determina seu público-alvo. Em seguida, a DirecTV busca por esses domicílios em sua base de dados. Utilizará para isso, as informações disponíveis sobre as unidades domiciliares, tais como renda, sexo, idade, preferências, etc.
A consequência mais imediata será a valorização das pesquisas de segmentação e das que caracterizam os estilos de vidas das pessoas da casa. Mais interessante ainda, é o novo desfio para a teoria de marketing: o desenvolvimento de um estilo de vida para o domicílio e não mais apenas para os indivíduos. Será possível? Por que não?

Argentina em 2011

A economia argentina crescerá em 2011, impulsionada pelo consumo excessivo e
pelas decorrentes pressões inflacionárias
Parece ser um consenso entre analistas econômicos que a Argentina alcançará crescimento de 5% de seu PIB, no próximo ano. Mas esse crescimento decorreria do consumo público e privado, com exportações de produtos menos dinâmicos e com menor nível de investimentos.
A tendência mais forte desse modelo, para 2011, é o rápido crescimento da inflação. As projeções dos economistas argentinos apontam para os bons preços externos das commodities, muito embora prevejam também a continuidade das fortes saídas anuais de capitais, decorrente da perda de confiança dos investidores no país. As contas públicas e a falta de outros fundamentos econômicos contribuem para essa redução da confiança mundial na economia do país.
Portanto, resta ao governo reconhecer a importância da evolução da economia mundial para os resultados internos. A demanda Argentina e os preços das commodities serão decisivos para a estabilidade econômica e política, dentro do quadro estatizante atual.

A faltar sustentação aos preços da carne, do petróleo e da soja, o sistema atual de transferências públicas, que mantém os atuais níveis de consumo, certamente irá se exaurir. A saída , então, estaria nos cortes de gastos e na redução do tamanho do estado, o que, no país é sempre muito difícil.
Não se imagina, entretanto, que os preços das commodities possam cair, pelo menos no curto e no médio prazos. As estimativas para a conta corrente em 2010 seriam de 1,9% do PIB e, para 2011, de 1,0%.
Os Argentinos conviverão nos próximos períodos com questões cruciais relacionadas à vida política e econômica da nação: demandas sociais crescentes, potencial produtivo em exaustão, baixos níveis de investimentos, perda de competitividade industrial, redução da capacidade de geração de empregos formais e a ausência de uma clara política de renda e de sua distribuição.
 Nada disso é bom para nossas relações bilaterais. O equilíbrio condiciona o sucesso do Mercosul.

França alcança reconhecimento pelos esforços empreendidos

A Satandard & Poor's confirma
"Triple A" para a França
A França prometeu combater seu déficit público, reduzindo-o dos atuais 7,7% do PIB, para 6%, em 2011. O Governo francês tem como objetivo trazer o déficit para 4,6% do PIB, em 2012, e 3%, em 2.013. Portanto, só em 2013 a França estaria enquadrada dentro do limite autorizado pelos tratados europeus.
Talvez isso tenha empolgado tanto a agência de avaliação de riscos Standard & Poor's, que ela confirmou ontem sua nota máxima para a França, AAA.
A perspectiva da agência para o país é estável, graças a sua “política econômica prudente”. A nota conferida à dívida soberana francesa “reflete nosso ponto de vista sobre a saúde e a resistência da economia francesa, seu ambiente político, que estimamos estável e orientado na direção de políticas econômicas prudentes”, diz a nota, publicada nessa 5ª feira.
A agência ainda frisou que entende que o governo francês vai prosseguir nos esforços para reduzir o déficit público para aproximadamente 3%, em 2013.
A notícia chega em um bom momento. Os países-membros da Zona do Euro sofrem grandes pressões para corrigirem suas finanças públicas. De duas semanas para cá, as agência de classificação de riscos ameaçam rebaixar as notas dos países economicamente mais vulneráveis da Zona do Euro.

Sobretudo, Espanha e Portugal, que estão muito visados após os episódios da Grécia e da Irlanda.
Muito interessante notar como o clima institucional acaba pesando na atribuição de notas às dívidas soberanas. Um quadro político estável e um ambiente institucional aperfeiçoado parecem garantir avaliações superiores. Certamente, poderíamos tomar direções semelhantes, com o sentido de dar maior eficácia às ações de nossas instituições.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Ícones do consumo

iPad vira febre neste final de ano
Equipamento desenvolvido pela Apple está entre os itens mais desejados pelo consumidor.
Veículo: Diário do Comércio - Ricardo Osman - Data: 20/12/2010

O estudante Igor Vic já usa o iPod para assistir filmes, e agora está interessado nas funcionalidades oferecidas pelo tablet da Apple.
A loja da rede Fast Shop do Morumbi Shopping, na zona sul da Capital, tem na entrada uma atração especial para os consumidores. Neste Natal, essa loja, que vende equipamentos eletrônicos e de informática, colocou bem na entrada dois iPads, lançamento da Apple no Brasil. Os clientes podem mexer nos aparelhos e testar seus aplicativos. Na hora do almoço é comum encontrar ali pessoas dispostas a conhecer o aparelho criado por Steve Jobs, o fundador e presidente da Apple.
Se no passado recente o telefone celular e o iPod (outro produto da Apple) fizeram sucesso nos natais, agora o campeão de vendas é um produto que pesa 680 gramas, tem tela grande (bem maior do que o iPod) e pode executar inúmeras funções, como navegação na internet, exibir filmes e teleconferência, entre outras. "Os pais estão comprando para os filhos neste Natal e muitas empresas o procuram para dar como prêmio ao bom funcionário", contou o diretor de Marketing da Fast Shop, Luiz Pimentel, que treinou 500 vendedores para oferecer o aparelho nas 65 lojas da rede.
"Estou aqui para conhecer o iPad. Já tenho o iPod, que uso inclusive para ver filmes", disse o estudante Igor Vic, de 17 anos, ontem no início da tarde, no Morumbi Shopping.

Com apenas sete anos, Rebeca já se familiariza com o iPad.
Neste período do dia, estavam também na loja a executiva de empresa de telecomunicações Adriana Rosetto, de 40 anos, com sua filha, Rebeca, de sete anos. A menina, que já tem um notebook, não desgrudou do iPad – e entrou com facilidade nos aplicativos do tablet para jogar. "Espero ganhar de presente", disse ao lado da mãe, que não desconsiderou a possibilidade. "Neste Natal, ela já pediu a Papai Noel uma web câmara", afirmou a mãe.
Os iPads são vendidos na Fast Shop com preços a partir de R$ 1,649 mil (o modelo básico, com conexão Wi-Fi). A versão com a conexão 3G (mais abrangente) supera os R$ 2 mil.
O presidente do instituto de pesquisa Fractal e diretor de marketing da Fundação Instituto de Administração (FIA), Celso Grisi, não tem dúvidas de que Steve Jobs conseguiu sucesso em mais um Natal no País. "O iPad vai virar febre lúdica no dia a dia das pessoas", disse Grisi.
O Bar Brahma, na Capital, usa iPads no lugar dos cardápios tradicionais. Celso Grisi destacou, porém, que os produtos de tecnologia têm ciclo de vida muito curto porque o consumidor está sempre em busca de novidades. No Natal de 2011 outra novidade deverá substituir a atual.
"Por essa razão, as estratégias de lançamento buscam obter vendas rápidas e em grandes volumes", avaliou.

Contas públicas fora de lugar prejudicam o crescimento

Brasil crescerá menos em 2011

Veículo: Jornal da Tarde - Data: 23 de dezembro de 2010
O comércio é um dos setores mais afetados pela redução da velocidade de crescimento da economia (Foto: Filipe Araujo/AE – 19/12/2010)
MARCOS BURGHI
O Brasil vai crescer em ritmo mais lento em 2011. O Banco Central (BC) projeta expansão de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) — soma de tudo o que é produzido no País — no ano que vem. A previsão consta do relatório trimestral de inflação divulgado ontem pelo BC. A redução da velocidade da economia terá reflexo direto sobre mercado de trabalho, crédito e atividade das empresas.
Celso Grisi, professor de finanças da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), diz que o PIB previsto para 2011 está mais adequado às condições atuais da economia nacional.
É consenso entre economistas que o País não tem, hoje, condições de sustentar o ritmo de crescimento atual (o PIB de 2010 deve avançar 7,3%) sem perder o controle da inflação. Com a infraestrutura que temos hoje, o ponto de equilíbrio está em 5%.
Segundo Grisi, se a União não reduzir seus gastos, terá de aumentar os juros para continuar se financiando. E crédito mais caro, acrescenta o professor, reduz o ritmo da economia, afeta consumidores e empresas, com menor criação de postos de trabalho. “O governo precisa botar as contas no lugar”, diz Grisi.
Ele avalia que caso o governo faça cortes nos investimentos aumentará ainda mais o problema porque aos gastos excessivos se juntarão os gargalos em infraestrutura, que resultam, por exemplo, em dificuldades no transporte aéreo e rodoviário.
A preocupação de Grisi se justifica. Apesar do discurso da presidente eleita Dilma Rousseff quanto ao corte de gastos de manutenção da máquina administrativa a partir de 2011, a proposta de Orçamento para o ano que vem, enviada para votação no Congresso Nacional, prevê corte de R$ 3 bilhões em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ou seja, em investimentos.
Para Grisi, o PIB na casa dos 4,5% vai esfriar o crescimento do emprego e o nível de desemprego poderia fechar 2011 em torno de 8%, ante atuais 5,7%, segundo a mais recente medição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativa a outubro.
O professor explica que o aumento do desemprego leva a dificuldades com a renda, o que compromete o consumo e afeta o resultado do comércio, da indústria e do setor de serviços. “No setor produtivo, micro e pequenos empresários são os que sentem primeiro o peso dos juros e da queda nas vendas”, observa Grisi.
Tharcisio Souza Santos, diretor da faculdade de administração da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), reforça que, nas atuais condições, se o País crescer acima de 5% começa a ocorrer pressão de alta sobre os preços por causa da falta de investimentos em infraestrutura.
De acordo com números do BC, a expectativa para 2010 é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, termine o ano em 5,8%, sendo que a meta definida pelo Planalto para 2010 é de 4,5%.

Petróleo conserva tendência de alta

Bastaram alguns poucos resultados positivos para subir o preço do petróleo
O barril do petróleo Brent, negociado em Londres, fechou a US$ 94,25 no pregão de ontem.
Uma alta de 0,64% de um dia para outro. Em Nova York, contrato com vencimento em fevereiro, encerrou a sessão cotado em US$ 91,51 por barril. Alta de 1,13% em relação ao fechamento de 3ª feira.
A economia européia deve acusar esse golpe, enquanto o Brasil comemora suas descobertas.
O principal motivador dessas alta está no aumento da renda e do consumo norte-americanos, assinalados na postagem de ontem.
O cartel continua a atuar e é de se esperar que esses preços atinjam a China em seu atual ponto nevrálgico: a inflação. O combate à inflação chinesa pode ganhar uma nova configuração. O país deixaria de apenas gerar inflação através das commodities para importá-la, pela mesma via. Nesse caso, não haveria o que fazer além de reduzir o consumo interno mais uma vez. Pior para todos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

EUA: para que gosta está de bom tamanho

Sinais positivos depois da injeção de tantos dólares na economia dos EUA
1)- Confiança dos norte-americanos cresceu no último mês do ano. O índice que mede a confiança dos consumidores norte-americanos - índice Thomson Reuters/Universidade do Michigan -, aumentou para os 74,5 pontos, acompanhando o melhor desempenho do mercado de trabalho do país, com um menor número de pessoas recorrendo aos pedidos de auxílio-desemprego. Enfim uma notícia a comemorar, porque esse aumento da confiança faz crer no aumento da disposição de consumir.
2)- Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA diminuem em três mil na semana passada. O número de pessoas que requereu esse benefício diminuiu na semana passada. O número de novos pedidos diminuiu em três mil , em relação à semana anterior, segundo o Departamento do Trabalho norte-americano. Os números ficaram em linha com o esperado pelos economistas da Bloomberg.
3)- Vendas de casas novas nos EUA abaixo do esperado. Mercado imobiliário dos Estados Unidos continua fraco e não aponta para recuperação. As venda de habitações novas aumentaram apenas 5,5% em novembro. Foram 290 mil unidades no ano, abaixo das 300 mil estimadas pelos analistas. Estes dados mostram que o mercado imobiliário nos Estados Unidos continua fraco, penalizado pelo alto desemprego e pelo elevado número de habitações usadas disponíveis no mercado.
4)- Os gastos dos consumidores norte-americanos aumentaram em novembro. As compras das famílias avançaram 0,4% depois de haver ganho de 0,7% em outubro, anunciou hoje o Departamento do Comércio. Parece que o consumo começa a reagir.
5)- Os salários aumentaram 0,3%. Os economistas consultados pela Bloomberg aguardavam uma alta de 0,5% nas compras e de 0,2% nos salários. Saiu melhor que a encomenda.
Concluindo, parece haver sinais positivos no consumo das famílias. Mas a disposição a usar o crédito permanece muito baixa. Parece até que começou uma reação. Entretanto vale lembrar que estamos submetidos aos apelos das festas de final de ano. Vamos aguardar os próximos dois meses.

Descompassos

Fisiologismo estende-se à economia
e obriga alta da Selic
Descompasso 1: O Ministro Mantega anuncia austeridade fiscal. Cortes no custeio e ampliação dos investimentos públicos. Cortes nos custeio levam à ampliação do superávit primário, abre espaço para queda de juros e para a redução dos encargos da dívida pública. Controlam a inflação e valorizam o real.
Em sentido contrário, o Orçamento Nacional caminha para o aumento do custeio e para cortes nos investimentos. A pressão sobre a inflação virá do aumento da liquidez, alimentada pelo leilão dos trinta e sete ministérios do Governo Central.
Descompasso 2: Arrematados os trinta e sete ministérios e definido o Orçamento, é a vez do Banco Central. Avisou que vai subir a Selic na primeira reunião do Copom. Ministério da Fazenda de um lado. De outro, o Banco Central. Não havendo cortes de custeio, a inflação distancia-se das metas e impõe novos riscos à estabilidae monetária.
O Banco Central, guardião da moeda, não tem outra alternativa e avisou que vai elevar os juros básicos.
Descompasso 3: Juros "pra cima" e dólar "pra baixo". Os capitais especulativos voltam a atacar o real. Investimentos externos diretos hão de reconhecer a perdas nos fundamentos econômicos e tendem a rarear-se. O mercado de trabalho vai encolher. Investimentos públicos menores e menores investimentos diretos externos induzem à menor oferta de empregos e à menor remuneração do trabalho.

Descompasso 4: Juros altos inibem os invesimentos privados nacionais. As empresas brasileiras perdem a competitividade e o dólar, em patamar mais baixo, amplia a vulnerabilidade às aquisições estrangeiras. O país se desindustrializa e a indústria se desnacionaliza.
Descompasso 5: Não há alternativa ao fisiologismo. Tudo aponta para o continuismo econômico e político. O crescimento ficará dependente do crédito. O resultado da conta corrente brasileira se deteriorará rapidamente.
É grande o descompasso entre as medidas e os anúncios  feitos pelo Ministério da Fazenda e as práticas econômicas efetivas. Tínhamos começado muito bem com a implantação das chamadas medidas macro-prudenciais. Sobreveio o Orçamento. Não "ficou pedra sobre pedra".

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O FIM DO CARTÃO DE VISITAS EM PAPEL

Alguém lembra da época que se dobrava a pontinha do cartão de visitas antes de entregá-lo ao cliente ou ao colega de trabalho?

Virou algo tão fora de moda que alguns nem se lembram o motivo para fazer esta dobra: era para facilitar a localização no porta cartões. A "dobrinha" diferenciava o "seu" cartão dos demais.
TÍPICO DE SOLUÇÕES ANALÓGICAS -> Diferencial físico na informação.

Agora acabo de descobrir um Cartão de visitas virtual. Modismo passageiro? Pode ser. Pouco prático? talvez. Mas vamos investir um tempo para analisar as funcionalidades oferecidas.
Num único endereço na web você pode:
1)Compilar seu currículo;
2) Criar um portfólio de suas realizações;
3) Manter os contatos de todas as suas redes sociais.

Esse conceito foi criado por uma empresa-> a IdentyMe.
Rompe com o mundo analógico pois permite organizar e integrar sua presença nas redes sociais com sua vida profissional.
Em parte esse serviço tem sido oferecido (há pelo menos 5 anos) pelo LINKEDIN.
A novidadede é integrar um conceito que normalmente é ignorado por um pretendente a um cargo numa grande empresa: sua vida nas redes sociais. Engana-se aquele que pensa que sua vida na rede social não é avaliada. Ingenuidade do mundo analógico. As empresas sabem que parte importante de sua história está nas redes sociais e elas investigam isso.
A grande contribuição do IdentyMe é alertar o profissional: sua vida nas redes sociais também é importante. E aqui não cabe juízo de valor se isso é bom ou ruim, o processo é irreversível.
Quem tiver curiosidade em conhecer o conceito, visite -> http://identyme.com/

Boa sorte em sua próxima entrevista de emprego.


Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

O sonho dos injustos

O mundo tributário internacional se aperfeiçoa tão rápido quanto a criatividade empresarial
O Deutsche Bank chega a um acordo final com a Justiça norte-americana. Concordou em pagar US$ 553,6 milhões de dólares para evitar que o caso fosse levado aos tribunais de Nova York. As operações, consideradas fraudulentas pelo governo dos EUA, referem-se a operações ocorridas entre 1996 e 2002, nas quais o banco alemão vendia, em conjunto com a KPMG, serviços financeiros em paraísos fiscais, objetivando ganhos fiscais para seus clientes. Claro, tudo à custa do fisco americano.
Não deu certo. O Deutsche teve que restituir a Fazenda dos EUA todo o valor da sonegação, acrescido de juros e multa. Ademais foi obrigado a restituir os valores cobrados como taxas e tarifas de seus clientes. Foi uma dura lição!
Em 2005, KPMG já havia chegado a um acordo extrajudicial, no valor de US$ 456 milhões. Admitiu, na ocasião, ter orientado clientes nas práticas de evasão de impostos do fisco americano, por meio das mesmas operações, em paraísos fiscais.
Palácio de Haia- Sede da Justiça Internacional
O Deutsch Bank informou em comunicado oficial que desde 2022 reforçou seus padrões de conduta ética. Já não era sem tempo, mas sem dúvida, foi uma grande notícia.
Por outro lado,a Justiça havia acusado 19 pessoas envolvidas nesse episódio, das quais 13, todos ex-dirigentes da KPMG, foram poupadas em função da comprovação de que haviam sofrido violações de seus direitos, por excessos praticados por fiscais do governo americano.
As práticas de uso dos paraísos fiscais, à época, eram muito frequentes em todo o mundo. Há ainda quem acredite nisso. Entretanto, há que se admitir que a evolução no campo tributário foi muito grande. Hoje, melhor será decidir pelo pagamento de impostos. E não por razões éticas - que no mundo econômico são sempre muito duvidosas-, mas porque o aperfeiçoamento das máquinas arrecadadoras e das legislações locais evoluiu muito rapidamente. Como o crime é personalíssimo, os executivos são sempre atingidos pessoalmente nesses casos. Comprometem, alem de si mesmos, as marcas que administram e muitas vezes seus acionistas. Os modelos de governança ficaram imprescindíveis e os Conselhos de Administração tornaram-se bons escudos protetores do exercício profissiona Ações despropositadas, como essas que discutimos, ficam  mitigadas pela manutenção das  melhores práticas gerenciais.
O mundo está melhorando. Os governos, poupados da sonegação, terão mais dinheiro para atender às crescentes demandas sociais. Ou, ainda, terão mais recursos para esbanjarem em aventuras políticas e em sonhos de poder. Esses sonhos povoaram o longo sono que levou aos endividamentos americano e europeu.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pimenta no olho dos britânicos

Déficit orçamentário britânico sobe,
mais uma vez
As despesas cresceram 10,8% em novembro, quando comparado a novembro do ano passado. As receitas, apenas 3,1%.
O resultado é um déficit acumulado de 22,8 bilhões de libras equivalentes a 27 bilhões de euros. Analistas esperavam por apenas 16,8 bilhões. A estimativa ficou muito distante da realidade. Essa disfunção econômica impõe, a partir de agora, sério risco à manutenção de rating máximo do Reino Unido, concedido por todas as agências de risco.
Esse resultado pode ensejar o aparecimento de novas convulsões nos mercados financeiros e de capitais internacionais.
Por outro lado, essa notícia parece dar legitimidade às medidas de implantação do Orçamento proposto à Câmara dos Comuns. A austeridade não poupará a população do Reino Unido.
George Osborne, ministro das Finanças, deve ganhar força para a aprovação de seu "pacote britânico" que prevê a redução de 500 mil postos de trabalho no setor público.
O Executivo Britânico, chefiado por David Cameron, aumentou a idade mínima de aposentadoria para 66 anos, a partir de 2020. É de se esperar por reações populares fortes nos próximos dias.
A Europa realmente não está silenciosa essa semana. O corte será mal recebido internamente e aplaudido externamente, afinal "pimenta no olho alheio..."

Não se esperavam, nessa semana, notícias do Velho Continente

O cenário financeiro pode mudar.
A diplomacia mundial mudará.
A China decidiu, na manhã dessa 3ª feira, dar apoio aos esforços da União Europeia na solução da crise das dívidas soberanas. O apoio não foi claramente especificado.
Foi o bastante para o euro reagir em relação às demais moedas fortes. Sabe-se que a China detém a maior reserva internacional do mundo e conta com recursos suficientes para socorrer os orçamentos nacionais da Zona do Euro.
A súbita disposição chinesa é que preocupa. Dentro da lógica anterior à crise, isso custaria a independência econômica europeia. Nada viria sem contrapartidas comerciais expressivas.

Acordos bilaterais novos de comércio podem voltar ao cenário mundial, agora com maior vigor. Nos foros multilaterais, as negociações podem ficar menos favoráveis aos Estados Unidos e a outros Estados-Membros ocidentais.
A aproximação foi rápida e silenciosa. A Eurásia se desenha como uma nova fronteira comercial e não ressurge como bloco, apenas como um acordo de caráter emergencial.
Pessoalmente, vejo esse socorro como um embrião comercial que redesenhará os fluxos de comércio.
Os próximos dias serão de especulações sobre o tipo de apoio a ser concedido à Zona do Euro, o valor desse apoio, e as reciprocidades pedidas e concedidas.
Um Natal feliz e um próspero Ano Novo para a diplomacia de todo o mundo. Ela deverá durante as festas se dedicar às análises e aos reposicionamentos geoestratégicos.
E eu que acreditava que desse mato europeu, nessa semana, não sairia coelho. Saiu.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A volta do dragão

A estabilidade monetária é conquista nacional

Nenhum fato, mas muitos boatos

Especulações impulsionam o petróleo
Analistas consultados pela Bloomberg admitem que o Produto Interno Bruto norte-americano tenha crescido, no terceiro trimestre, a ritmo superior aos 2,5% estimados no final de Novembro. Por conta disso o Petrtóleo subiu novamente.
O barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 92,74 no pregão desta segunda-feira, com uma alta de 1,17% em relação à sexta feira passada. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, de maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 88,81 por barril, com alta de 0,90%.
Mas outras especulações avançaram. Já se fala de um eventual aumento da confiança dos consumidores, medida na pesquisa ABC/Washington Post a ser divulgada amanhã. Especula-se, também, sobre os dados a serem publicados, na próxima quinta-feira, no relatório sobre ganhos pessoais e consumo privado. Serão divulgados ainda os pedidos auxílio-desemprego, que passam a ser aguardados dentro de novas expectativas depois dos resultados sobre o mercado de trabalho melhores do que o esperado, na semana passada.

As medidas extraordinárias de estímulo à economia dos EUA,com destaque para as sucessivas injeções de dólares por meio quantitative easing, devem continuar a dinamizar a economia dos EUA.
Da Zona Euro não se espera por nehuma novidade maior para essa semana. As preocupações com a crise das dívidas permanecem fortes entre os agentes econômicos.
Japão e China ficaram fora do quadro de notícias no dia de hoje. As Coréias estiveram presentes e sempre com um sentido ameaçador.
Isso preocupa, porque decisões lastreadas apenas em expectativas norte-americanas não podem obedecer à uma lógica de prazo médio ou longo. Tudo parece ligar-se mais fortemente à Ásia. E nesse sentido convém lembrar que no quadro de desaceleração chinesa os preços das commodities podem começar a derreter.

domingo, 19 de dezembro de 2010

HP “from Russian...”

As suspeitas estendem-se em direção à Europa
As investigações por práticas de corrupção na Rússia agora estendem- se para a Alemanha, Áustria, Sérvia, Holanda e Comunidade de Estados Independentes (reunindo 11 das 15 repúblicas da extinta URSS). A suspeita diz respeito a eventuais subornos, por funcionários da HP, nas vendas feitas nesses países. A Securities and Exchange Commission (SEC) pede um aprofundamento das investigações nas atividades comerciais da empresa, a partir de 2.000, na Rússia e informações sobre as vendas da Sérvia e da Comunidade de Estados Independentes.
O escândalo teve início com a denúncia do Ministério Público da Alemanha, em 2009, apontando que funcionários da filial da HP, na Alemanha, subornaram funcionários russos para ganhar contrato de 35 milhões de euros, para o fornecimento de sistemas de computação ao escritório da Procuradoria Geral da Federação Russa. O contrato vigorou de 2001 a 2006.
O caso vai ganhar contornos comprometedores. Essas operações, ainda que sejam descentralizadas e que prevejam a autonomia das unidades locais da HP necessariamente estão submetidas às auditorias centrais, sobretudo quando os fluxos numerários transitam por algum paraíso fiscal. As implicações tributárias e os pagamentos ou transferências desses paraísos para outros países com os quais a empresa mantenha negócios inspira cuidados procedimentos especiais. O interessante é como o crime e a justiça vêem se internacionalizando rápida e paralelamente.

9 MANEIRAS DE FALAR COM PAPAI NOEL 2.0

Era só o que faltava. Agora Papai Noel participa da WEB.

Fui surpreendido pelo site MASHABLE que produziu um interessante levantamento de como se comunicar com o Papai Noel neste natal. Conceitos 2.0 podem ser encontrados lá: interativo, customizado - personalizado e instantâneo.

Vejam alguns:
1) Mensagem de voz personalizada: Você pode mandar para filhos e netos mensagens customizadas do papai noel. Basta responder a um questionário específico.

2) Vídeo personalizado: Este é um dos melhores. Muito bem produzido, você pode fazer papai noel conversar especificamente com alguém que conhece

3) Perguntas e respostas para Papai Noel: para crianças até 8 anos. Treina o inglês e diverte.

Quem tiver interesse pode acessar o link e ver as 9 opções:
http://mashable.com/2010/12/18/santa-websites-christmas/

FELIZ NATAL A TODOS PARTICIPANTES DO BLOG PROFESSOR GRISI.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

sábado, 18 de dezembro de 2010

FEA entre o Natal e o Ano Novo


De 20 a 25 de dezembro de 2010
23.12 Quinta
FESTA DE CONFRATERNIZAÇÃO DE NATAL
Evento fechado
A partir das 12h, no 2º andar do Restaurante Sweden
Responsável: Olga Miranda
Realização: Diretoria FEAUSP
Inf.: 3091-6001šdirfea@usp.br
Defesas de Teses
Contabilidade
PAULO CÉSAR DA SILVA SIQUEIRA DE SOUZA
Mestrado
“Práticas do comitê de auditoria: evidências de empresas brasileiras”
Dia 20 de dezembro, às 9h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Reinaldo Guerreiro
Comissão: Profs. Drs. Jerônimo Antunes e Mário Engler Pinto Junior
Administração
HAMILTON COIMBRA CARVALHO
Mestrado
"O governo quer que eu mude: marketing social e comportamento do consumidor na adoção de um programa governamental"
Dia 20 de dezembro, às 14h, sala 215, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. José Afonso Mazzon
Comissão: Profs. Drs. Stefânia Ordovás de Almeida e André Torres Urdan
SANDRA MARA DE ANDRADE
Mestrado
“Percepção de justiça distributiva no clima organizacional: um estudo sobre organizações brasileiras que buscam se destacar pela qualidade do ambiente de trabalho”
Dia 21 de dezembro, às 10h, sala 215, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. André Luiz Fischer
Comissão: Profs. Drs. Lindolfo Galvão de Albuquerque e Silvio Roberto Stefano
Economia
MARCOS ROBERTO LUPPE
Doutorado
"Evidências da sofisticação do padrão de consumo dos domicílios brasileiros: uma análise de cestas de produtos de consumo doméstico"
Dia 21 de dezembro, às 9h30, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Claudio Felisoni de Angelo
Comissão: Profs. Drs. Nuno Manoel Martins Dias Fouto, Ronaldo Zwicker, João Paulo Lara de Siqueira e Giorgio Arnaldo Enrico Chiesa
Agende-se
JANEIRO
CLAUDIO DE SOUZA MIRANDA
Doutorado em Contabilidade
"Ensino em contabilidade gerencial: uma análise comparativa de percepções de importância entre docentes e profissionais, utilizando as dimensões de atividades, artefatos e competências"
Dia 11 de janeiro, às 14h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Edson Luiz Riccio Comissão: Profs. Drs. Tânia Regina Sordi Relvas, José Dutra de Oliveira Neto, Ricardo Lopes Cardoso e Valcemiro Nossa
JORGE LUIS DURGANTE PASQUOTTO
Mestrado em Administração
"Previsão de séries temporais no varejo brasileiro: uma investigação comparativa da aplicação de redes neurais recorrentes de Elman"
Dia 11 de janeiro, às 9h, sala 215, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Ronaldo Zwicker
Comissão: Profs. Drs. Mauri Aparecido de Oliveira e Francisco Henrique Figueiredo de Castro Junior
PRAZO FINAL DE INSCRIÇÕES PARA O TESTE ANPAD 2011
Até 25 de janeiro de 2011
Responsável: Prof. Dr. Lindolfo Galvão de Albuquerque
Realização: PPGA-FEAUSP
Inf.: (31) 2531-7061 / 3409-7061
Insc.: no site  www.anpad.org.br/testeš  teste@anpad.org.br
FEVEREIRO
DOUGLAS BRAZ TOKUNO
Mestrado em Administração
“O desempenho do portfólio de projetos de novos produtos e as práticas utilizadas: um estudo de caso”
Dia 1 de fevereiro de 2011, às 8h30, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Roberto Sbragia
Comissão: Profs. Drs. Roque Rabechini Junior e Antonio Cesar Amaru Maximiano

Publicidade móvel ganha share

Até 2015 a publicidade móvel se apossará de 3,4% da verba publicitária
A previsão é a Berg Insight e refere-se aos gastos mundiais em propaganda.
Especificamente em relação às estimativas de crescimento da propaganda móvel, o método ou modelo utilizado nessa previsão, até agora, não foi divulgado.
Mesmo assim a previsão da Berg dá conta de um aumento, em euros, de 1,7 bilhão em 2009, para 13,5 bilhões em 2015.
Os anúncios móveis representarão então 15,7% dos gastos em publicidade digitais.
Projeções não conseguem considerar todas as variáveis mas tem o inestimável valor de nos indicar tendências. Mudanças tecnológicas certamente ocorrerão, as próprias mídias continuarão a ser vitimadas por essas mudanças, consumidores, voláteis como são mudam seus hábitos, as mídias tradicionais hão de reagir, etc. Sabe Deus o que acontecerá nesse rápido circuito entre 2009 e 2015.
Para projetar ou modelar algumas hipóteses subjacentes devem ser utilizadas e todo o resto deve ser mantido constante. Esse procedimento, naturalmente, embute erros. Portanto, não há críticas a serem feitas, mas é que o crescimento previsto é de 41% ao ano, no período!
A consultoria argumenta que “os dispositivos móveis estão se tornando parte integrante do mix de mídias dos anunciantes”. O argumento faz sentido, mas numeriamene não suporta a projeção.
Bastaria um retrocesso mínimo nas estratégias empresariais e a previsão pode perder sua relevância. Entretanto, o esforço preditivo da Berg aponta uma tendência forte no uso de mídias, por isso, justifica-se merce nosso aplauso.

Início da austeridade?

Austridade tem preço
Veículo: Jornal da Tarde   Data: 17/12/10

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

QUANTO VALE O TWITTER?

Picocam informações sobre o valor do TWITTER. Pipocam também dúvidas
sobre seu modelo de negócios
O paradoxo atual: as novas mídias roubam audiência das velhas, mas não geram receita na mesma proporção. É um jogo de soma negativa. Exceção justa ao GOOGLE que encontrou sua fórmula para geração de caixa sustentável.
O serviço de microblog Twitter que possui 175 milhões de usuários, foi avaliado por US$ 3,7 bilhões por investidores americanos.
Como tudo que ronda o Modelo de Negócios das mega-empresas da nova mídias os dados são vagos, imprecisos e sem um racional de cálculo.
Baseado em que o TWITTER vale isso? Quais são suas fontes de receitas?
O que mais me intriga é que os gestores do twitter informaram no início do ano que focariam "todos os esforços" para transformar a publicação das mensagens em geradora de receitas.
Chama a atenção é que por US$ 3,7 bilhões você poderia comprar o "New York Times" ou o "Washington Post" . Tudo bem que estes veículos tradicionais estão em crise com queda de anunciantes e assinantes. Mas seu modelo de negócios é claro. Todo mundo sabe as fontes principais de receitas. Não é o caso do TWITTER.
Sabemos claramente seus centros de custos: 350 funcionários (com alta qualificação-> engenheiros de softwares, matemáticos programadores) e 12 servidores. Até o momento não se tem ideia de sua fonte de receitas. Os tweets promocionais lançados no início de 2010, parecem não ter tido boa aceitação (o silêncio sobre o assunto somente comprova a tese).
O mercado de “REDES SOCIAIS” está tão aquecido quanto o mercado imobiliário brasileiro. Todo mundo quer uma rede social ou uma casa...
Há o Facebook (com o excelente filme sobre sua história -> em cartaz), o Zynga, o Farmville. O Facebook acaba de ser avaliado em mais de US$ 45 bilhões. Nada mal para uma empresa surgida de um fora levado pelo fundador em 2003.
Diferentemente do TWITTER, o FACEBOOK já mostrou ao mundo sua fontes de receita (anúncios e buscas especiais). E o TWITTER quando irá mostrar?
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
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Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?