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sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Cade analisará isso aqui

DATACENTER PARA BB E CAIXA PODERÁ SER A PRIMEIRA PPP FEDERAL.
Vejam só: o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal lançam hoje o Edital do Complexo Datacenter. O Comitê Gestor das Parcerias Público-privadas, coordenado pelo Ministério do Planejamento, publicou hoje, no DOU, Resolução aprovando a minuta do edital e do contrato.
A PPP proposta para o Complexo Datacenter tem por objeto a prestação de serviços de gerenciamento, manutenção e operação da infra-estrutura predial do complexo que deverá ser compartilhado pelas duas instituições dando maior segurança aos arquivos dos clientes e das duas instituições bancárias. Produzirão, sem dúvida, economias de escala e reduzirão o custo médio dos dois bancos estatais. Será que vão prestar serviços para terceiros? Se sim, deveria ser proibido. Isto caracterizaria concorrência desleal. 
O Complexo será construído na chamada Cidade Digital, em Brasília e deverá estar concluído em 2011. O contrato prevê a execução da obra civil (um edifício que abrigará equipamentos de processamento e armazenamento de dados) e a instalação de bens pelo consórcio que vencer a licitação, bem como as atividades de operação e manutenção ao longo do contrato. Haja grana! Um monopólio dentro do Estado. Em tese deveriam prestar serviços ao Estado brasileiro, reduzindo seus custos de processamento de informações. Seria louvável.
O Datacenter terá um total de 24.000m2 de área construída dos quais 5.200m2 serão de piso elevado destinado à área de Tecnologia da Informação.
De acordo com o projeto de PPP, serão firmados com a concessionária vencedora do certame dois contratos, sendo o primeiro o de arrendamento do terreno, e o segundo que tratará da prestação dos serviços. Quem constroi o prédio? A iniciativa privada? Com financiamento do BNDES, do BB ou da CEF?
O prazo de vigência do contrato é de 15 anos e o valor máximo do contrato será de pouco mais de R$ 1 bilhão de reais, sendo que o investimento inicial previsto supera R$ 260 milhões. Com o encerramento do contrato todas as benfeitorias edificadas no terreno passarão ao controle das Consorciadas: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Tudo cheira mal. É capaz de dar como vencedor uma Fundação ligada ao  PT.
De acordo com o projeto encaminhado pelo BB e Caixa, a parceria vai permitir, entre outras coisas, a simplificação da gestão; a agregação de expertise, agilidade e eficiência do parceiro privado. Parece correto,
E, mais, a simplificação, durante toda a vigência do contrato, dos processos para adequações que vierem a ser necessárias na infra-estrutura predial. Acredito, também. As vantagens destacadas no projeto são a redução do risco de continuidade; o compartilhamento dos riscos com o setor privado; a garantia da continuidade dos negócios, mesmo em caso de desastres; a redução dos riscos operacionais; adesão aos normativos internacionais (Basiléia II) e, também o não investimento de vultosos recursos.
Acredito em tudo isso. Aprovo, pessoalmente, a iniciativa. Só não pode correr fora da raia. Caso contrario, temos um caso ce concentração econômica.

Bill Gates dá um show de aula

Que tal a galera ler isso aqui?
Olhem o preço de ter fugido da escola. Caro, não? É realmente muito difícil ter que aprender com a vida.
Bill, voce poderia ter concluído a Harvard. Evitaria tanto rancores. Teria sido mais fácil. Claro que voce não teria passado, provavelmente, de mais um executivo bem sucedido da IBM.
Ser empresario acaba por produzir uma crosta muito dura que nos protege contra todos os ataques que sofremos. Mas não precisa ser tão duro com quem está começando.
Vejam!!!
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=gmail&attid=0.1&thid=1285111c4c4e2472&mt=application%2Fvnd.ms-powerpoint&url=https%3A%2F%2Fmail.google.com%2Fmail%2F%3Fui%3D2%26ik%3Defed7a24bc%26view%3Datt%26th%3D1285111c4c4e2472%26attid%3D0.1%26disp%3Dattd%26realattid%3D0.1%26zw&sig=AHIEtbSFOCSB2DlVDLV14kVtIzRLOgJtjA&pli=1

Expansão do crédito?

Crédito a empresas se retrai com
o aumento das emissões
DCI      Data: 30/04     -     Fernando Teixeira
Os números divulgados ontem pelo Banco Central mostram que a oferta de crédito para empresas enfrenta um momento de indefinição. Segundo os números, o crédito direcionado (com recursos quase  totalmente do BNDES) e o crédito livre, com recursos próprios dos bancos, cresceram 0,2% em relação a fevereiro. A preferência dos bancos privados pelas pessoas físicas, e o fortalecimento do mercado de capitais no início de 2010 são dois fatores que explicam os resultados.
SÃO PAULO -
De acordo com o BC, em março de 2009, o volume de crédito livre para empresas era de R$ 465,1 bilhões. Em março deste ano, o volume ficou apenas 4,6% maior, somando R$ 486, 7 milhões. Já os recursos direcionados variaram 34% em 12 meses, saltando de R$ 224,6 milhões para R$ 300, 9.
De acordo com o BC, o  volume global de crédito do sistema financeiro brasileiro subiu 1,1% entre fevereiro e março, para R$ 1,452 trilhão, o correspondente a 45% do Produto Interno Bruto (PIB). Em janeiro, o volume de dinheiro para empréstimo estava em R$ 1,436 trilhão, também em 45% do PIB. Em março de 2009, essa relação era de 41% do PIB. O diretor da Fractal Instituto de Pesquisa, Celso Grisi, acredita que os empréstimos devam ficar mais caros e escassos no curto prazo. “O aquecimento da economia faz o governo aumentar a taxa básica de juros, a Selic. Os bancos vão repassar os custos para os empréstimos. O mercado de crédito  arrefecer-se-á.”
Grisi entende que é uma política do governo brasileiro financiar as empresas. Ele lembrou que, recentemente, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, garantiu que os desembolsos do banco de fomento, este ano, devam ficar entre R$ 126 bilhões e R$ 127 bilhões. “O BNDES tem funding para cumprir seu papel em 2010 com folga” afirmou Coutinho, no início deste mês.
Grisi  diz que é tendência dos bancos privados  financiar o crédito a pessoa física, principalmente no crédito pessoal. “Os bancos privados emprestam a pessoas jurídicas, mas os lucros são menores, por isso, os empréstimos a pessoas físicas são mais constantes e preferidos.”
Segundo o especialista, o BC não aceitará por muito mais tempo que os bancos façam excesso de provisões porque em 2014 entrará em vigor a terceira fase do acordo de Basileia, quando os bancos se autorregulamentarão. “Hoje os bancos fazem dívida subordinada. De modo geral, somente bancos grandes utilizam o instrumento. É um reforço de capital e sem abertura de controle acionário ou adição de sócios.”
Um dos bancos que podem valer-se disto é o Bradesco. Na quarta-feira, o vice-presidente executivo do banco, Domingos Figueiredo de Abreu, disse que o banco se encontra em situação confortável, mas pode angariar recursos de forma subordinada. “Nós podemos usar até R$ 20 bilhões deste instrumento, e neste momento, utilizamos somente R$ 9 bilhões.”
Na opinião do pesquisador do Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia da Unicamp, Fernando Sarti, o sistema bancário privado tem aversão a fazer empréstimos às empresas. “O empresário depende muito do BNDES. Já viu banco privado emprestar dinheiro para empresas?”
Ele ressalta que o Estado continuará sendo o grande financiador para os empresários, mas que os bancos privados poderiam rever sua posição. “Os números mostram que os brasileiros não são irresponsáveis em suas dívidas. Tanto as pessoas físicas como  as jurídicas não ultrapassam os dois dígitos no quesito inadimplência.”
O acadêmico justifica sua argumentação no levantamento feito pelo Banco Central, que mostra que o nível de calote da pessoa jurídica é de 3,6%  (aumentou 1 p.p. quando comparado a março do ano passado). No caso de pessoas físicas, o calote é de 7% (1, 4  p.p. em 12 meses).Outro ponto em que Sarti discorda da decisão do governo é o aumento de 0,75 ponto percentual da taxa Selic. “O BC mostra que o índice de inadimplência cai e está abaixo de dois dígitos. Não temos crédito excessivo no mercado  nem calores fora de controle. Como justificar o aumento?”

Revista FIA


Governança sem governo:
a nova fronteira da humanidade



Celso Cláudio de Hildebrand e Grisi é professor da FEA/USP, diretor de marketing da Fundação Instituto de Administração e Coordenador do Programa de Administração do Comércio Exterior Brasileiro da FIA.
A negociação para a liberalização do comércio mundial, conhecida como Rodada de Doha e conduzida pela OMC, não conseguiu prosperar. As negociações em Copenhague sobre o clima, no último mês de dezembro, também não prosperaram. Num e noutro caso, os Estados nacionais mostram-se incapazes de estabelecer consensualmente um regramento para o comportamento das partes, comprometendo as soluções para os problemas que desafiam o equilíbrio social e a preservação de condições ambientais para a sobrevivência da própria humanidade. Dois fracassos do multilateralismo, constatados a partir da redução do peso relativo das grandes potências nessas negociações e da insistência deliberada em negar abrigo aos interesses de potências emergentes. Erro que o G-20 não cometeu. E, por isso, só ele avançou.
São muitos esses avanços na reestruturação das finanças internacionais, com o estabelecimento de instrumentos de regulação e controle dos estados sobre as economias nacionais. Em grande medida, o sucesso do G-20 parece ter decorrido de esforços de coordenação, sem precedentes na história diplomática, entre governos de todo o mundo, com o objetivo de evitar que a crise financeira mundial alcançasse proporções semelhantes à Grande Depressão de 29. Pouco mais de um ano atrás, o mundo vivia uma crise financeira, acompanhada de uma severa recessão, em processo marcado pela destruição de riqueza e pelo declínio abrupto do comércio e dos níveis de emprego, em escala mundial. A incorporação de novas elites negociadoras e a discussão sobre mudanças no equilíbrio do poder no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial trouxeram novas formas de relacionamento entre ricos e emergentes. As discussões contaram, a partir de então, com a participação dos países em desenvolvimento nos organismos incumbidos de estabelecer normas para o sistema bancário e para o mercado de valores, bem como na construção de um novo sistema de avaliação mútua de políticas econômicas e financeiras. Realmente não foi pouco. Tratou-se de uma obra da engenharia da cooperação, sustentada pelos melhores princípios da simetria negociadora.
Durante 2009, o G-20 transformou-se no principal fórum de cooperação econômica. Suas recomendações triplicaram os recursos do FMI, induziram a transferência de parte das cotas do Fundo a países emergentes e em desenvolvimento que se encontravam sub-representados e promoveram, entre os países membros, o compromisso de submeter seus conceitos de política econômica a uma “avaliação mútua”, com assistência do Fundo. Consensos de Washington, nunca mais!
Merece serem lembrados, entretanto, os erros e frustrações de 2008, quando o G-20, por meio de seus membros, comprometeu-se em não adotar nenhuma política protecionista que pudesse impedir o crescimento do comércio mundial. Não foi o que aconteceu. Todos os países negaram o compromisso assumido e retomaram suas práticas protecionistas. Tudo ao melhor estilo das negociações internacionais, onde compromissos são assumidos, muitas vezes, sem que haja um convencimento de suas relevâncias, dando ensejo a exceções que justificam procedimentos contrários e tornam ineficazes os acordos pretensamente alcançados. O problema maior será o de estabelecer as prioridades de governança que devam orientar as ações nos próximos anos. Para tanto, os membros do FMI, acolhendo proposta do G-20 para a revisão da missão do Fundo, querem implantar, ainda nesse ano, as chamadas “Decisões de Istambul”. São medidas de reformas no Fundo, que prevêem novas definições para sua missão, seu papel financiador, suas regras de governança e a redefinição das funções de vigilância multilateral. Trata-se de rever completamente a instituição e suas funções no mundo. A missão revisada não altera a importância da busca pela estabilidade financeira mundial e pelo crescimento sustentável, mas acrescenta, com clareza, que a alta nos fluxos internacionais de capital, as inter-relações entre os mercados financeiros e as posições de ativos transnacionais requerem uma profunda transformação na forma de execução dessa missão. Com base nisso, o papel de financiador da instituição deve prever o envolvimento de todos os países membros. Alguns desses países, objetivando protegerem-se das eventuais adversidades externas, acumularam enormes reservas cambiais, comprometendo sua administração monetária interna. Como consequência, suas taxas de câmbio sofrem distorções que afetam as correntes de comércio e põem à prova a eficiência da alocação dos capitais, tanto internamente, quanto em termos internacionais. Em seguida, o conselho do FMI reafirmou a proposta do G-20 de alteração de, pelo menos, 5% na distribuição de suas cotas, até janeiro de 2011. O propósito é a de buscar maior equilíbrio no processo decisório, com a transferência de cotas dos países representados de forma excessiva para os mercados emergentes e nações em desenvolvimento com representação reduzida nos processos decisórios da instituição. Não se trata apenas de medida de natureza democrática, mas de mudança fundamental na tomada de decisões, tornando o processo receptivo a realidades antes ignoradas. Em adição, o conselho do FMI deu endosso à proposta do G-20 no sentido de, utilizar sua ampla experiência, no auxílio aos países em suas revisões mútuas de políticas econômicas. Finalmente, recomendou-se seja levada a cabo a reforma da regulamentação do sistema bancário, evitando a complacência, mas, simultaneamente, a sobrecarga do sistema com a regulamentação excessiva.
Nesse ano, o G-20 e seu novo modelo de governança serão postos à prova. Estado s Unidos e China serão protagonistas de questões monetárias, decorrentes dos grandes superávits chineses em suas contas externas e dos grandes déficits americanos nessas mesmas contas. Os Estados Unidos culpam a China, com sua moeda artificialmente desvalorizada, de contribuir para o prolongamento da crise, ao gerar enormes superávits comerciais e financeiros que provocam aumento da liquidez global, e cuja disponibilidade de dinheiro infla as bolhas especulativas. A China argumenta que a atual estagnação japonesa nasceu da valorização do yen em relação ao dólar, nos anos 80, por motivos semelhantes aos apontados hoje contra ela, e acusa os Estados Unidos de fugir as suas reais responsabilidades, por serem os americanos os maiores responsáveis pelo excesso de liquidez internacional, com seus juros baixíssimos e seu consumismo movido pela expansão estabanada do crédito em seu território.
Muito embora as condições mundiais ainda imponham sérios desafios à recomposição da atividade econômica, a aparição do G-20 como ator decisivo nessa crise permitiu um aumento significativo da cooperação econômica em função da articulação de seus membros na formulação de políticas econômicas convergentes. E mesmo que se argumente que cada país tenha socorrido apenas suas próprias economias, as decisões tiveram as mesmas direções e sentidos. Os objetivos que as nortearam eram os mesmos e, ainda que as situações colocassem interesses em pólos opostos e, como no caso dos Estados Unidos e da China, evitaram-se sempre medidas que pudessem comprometer a eficácia das soluções encaminhadas em outras economias. Inaugurou-se no campo econômico o exercício pela busca do consenso, por meio de consultas prévias, contatos entre chefes de estados, intercâmbio de informações. Transparência, entre os membros do G-20, tornou-se o princípio básico a nortear as decisões de seus membros do G-20. Uma nova prática de governança mundial, para substituir a inexistência uma autoridade central. A mais contundente demonstração empírica de que a governança pode existir sem governo algum.
Em abril desse ano, os ministros da Fazenda dos países que compõem o G-20 estarão participando da reunião anual do FMI. Na pauta, nada menos que a discussão da proposta americana sobre os mecanismos de avaliação de políticas econômicas do grupo, com elaboração de alternativas e definição de elementos para a construção de prognósticos sobre os desempenhos das economias nacionais e mundial. Em discussão, ainda, a subvalorização da moeda chinesa e as ameaças derivadas do atual excesso de liquidez nos mercados internacionais. Uma pauta simplesmente impensável para um grupo como esse, ano atrás.
Ao olhar para outros fóruns e suas questões, como a liberalização do comércio e as mudanças climáticas, voltam-me à lembrança metodologias tradicionais das negociações internacionais: nos primeiros rounds colocamos as posições mais extremadas; nos próximos, negociamos lentamente, as concessões recíprocas. Todos procuram ganhar o máximo ou perder o mínimo. Resta saber se essas posturas negociadoras, em assuntos dessa natureza, são obras da racionalidade ou da imbecilidade humanas. Afinal, é a humanidade - e não só parte dela-, quem precisa ganhar.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

MÍDIAS: Em busca de um modelo de negócios

Como não devia deixar de ser, é nos EUA onde se encontra o estágio mais avançado nos debates sobre os modelos de negócios da mídia. Por dois motivos: alta inovação tecnológica e baixa remuneração aos jornalistas.
A água fervendo faz o sapo pular...
O BLOG TECHCRUNCH* constantemente posta estudos e experiências sobre saídas para integração entre as mídias.

Os americanos perceberam que o conteúdo e o modelo de negócios por trás da notícia estão mudando drasticamente. Os jornalistas começaram a aprender a interagir com o público e estão se transformando (saindo literalmente do casulo) ao longo do caminho. Não é uma caminhada fácil. Nem todos estão dispostos a reformatar seu modo de fazer jornalismo.
O mais comum o blog-coluna é um exemplo: criam blogs mas o tratam com uma coluna de jornal (não aceitam comentários,não respodem ou não atualizam posts). Isso não é jornalismo on line.
É o jornalista tiozão que acha que comprando uma prancha vira surfista...

Uma empresa NewsLabs está lançando uma plataforma, chamada NewsTilt, que irá ajudar os jornalistas a se adaptarem ao futuro das notícias online. A plataforma será lançada oficialmente em maio.

Interessante a observação feita pelo co-fundador NewsLab Paul Biggar. Ele acredita que o futuro do jornalismo está em torno das marcas de nicho que são criados pelos próprios jornalistas e escritores. É essencialmente uma rede de conteúdo e comunidade em torno de comunicação e geração de conteúdo por jornalistas profissionais.

Parece ser uma busca desesperada para voltar a ter relevância para a geração dos nativos da internet (< 25 anos). Estes nativos não desprezam a mídia tradicional, simplesmente não tem tempo e paciência para acessá-la (com seus formatos e horários rígidos - e nenhuma interatividade)

Para se diferenciar de modelos parecidos de agregadores de notícia o NewsTilt, diz Biggar, é antes de tudo um site de notícias e os jornalistas são profissionais com experiência considerável na mídia. E NewsTilt pretende pagar jornalistas de forma justa e equitativa.

Para muitos jornalistas americanos que se encontram desempregados ou estão procurando uma forma para entrar no lado empresarial da mídia, NewsTilt parece ser uma plataforma muito atraente. Especialmente quando você considera que o site desenvolve e opera todos os negócios e publicidade e permite aos escritores manter a maioria das receitas obtidas.

NEWSTILT MAIS BUZZ PARA O DEBATE NO DIA 20 DE MAIO...

(*Quem tiver interesse em conhecer o TECHTRUNCH acesse - http://techcrunch.com/2010/04/12/ycs-newstilt-aims-to-help-journalists-create-a-business-model-for-content/)

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.b
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Fed seguro o juro. Preço do petróleo aumenta.

Preço do petróleo acompanha a expectativa de crescimento
Os preços do petróleo voltaram a subir em consonância com a decisão do Federal Reserve de manter a de juros do país entre 0 e 0,25%.
A cotação do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em junho, avançou para a casa dos  US$ 84, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). O barril do tipo Brent, também com vencimento em junho, para os US$ 86 em  Londres.
O Fed sinaliza para a recuperação americana, apontando o crescimento do mercado de trabalho. Cria-se com isso, a perspectiva do aumento do consumo e da ampliação da produção. O petróleo impulsionado por essas notícias vê seus preços subirem. Imaginem se a Europa também estivesse  se recuperando. Para quanto iria o petróleo?

Acertando o alvo

Juros subiram 0,75%
Nossos leitores estiveram alinhados com as previsões que os especialistas fizeram nessa última semana. Acertaram no alvo.
De certa forma estava realmente muito previsível. Mas o que importa é que a partir de agora o golpe seja absorvido pelo mercado, os preços se acomodem e haja uma redução no nível do superaquecimento da economia nacional.
Temos um problema muito bom, se comparado ao resto do mundo, que vive um super desaquecimento.

Juros aqui e lá sãoproblemas opostos

EUA: Condições da economia ainda não permitem mudança no juro básico
Veículo: Agência Leia                 Data: 28/04
Gabrielle Moreira e Juliana Santos
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), anuncia hoje, às 15h15 o rumo da taxa básica de juros do país.
Analistas ouvidos pela Agência Leia acreditam a taxa básica de juros continuará em uma margem entre 0 e 0,25%, pois as condições do país continuam frágeis. Para o economista da Sul América Investimentos, Newton Rosa, embora a recuperação da economia venha ganhando força, com os setores de indústria e varejo bem promissores, o mercado de trabalho, mesmo tendo diminuído suas perdas, ainda apresenta dificuldades. "Acredito que o Fed irá manter a taxa atual por um longo período. Para ter uma queda substancial na taxa de desemprego, e voltar ao patamar de 5%, é preciso gerar em torno de 350 mil a 400 mil vagas, o que é pouco provável que aconteça em um curto espaço de tempo. Com níveis de ociosidade elevados, é pouco provável que sejam retirados os estímulos monetários e não deve haver pressa nisso", disse ele.O economista da Mauá investimentos, Daniel Moreira, também acredita na manutenção da taxa de juro atual, e acredita que não haverá nenhum movimento antecipado de mudança. "Recentemente, o que surpreendeu o mercado foi a taxa de redesconto, que passou de 0,50% para 0,75%. Isso não é ligado diretamente com política monetária, é mais uma janela de liquidez. Se aparecer alguma alteração no comunicado, deve vir em torno disso. O [Bem] Bernanke [presidente do Fed] não deve fazer isso na reunião do FOMC, uma vez que não quer sinalizar que trata-se de uma política monetária restritiva, mas sim, uma janela de liquidez".
Para o professor de Comércio Exterior da Fundação Instituto de Administração (FIA), e diretor presidente do Instituto Fractal de pesquisa Celso Grisi, a tendência é pela permanência da taxa e endurecimento no médio prazo na política fiscal. "Neste momento é importante manter o ritmo do governo, que vai resultar em uma recuperação consistente, porém lenta. O governo vai trabalhar na possibilidade de mudanças fiscais, até porque não tem como fechar a equação econômica dos Estados Unidos sem a correção dos déficits".
Na opinião do professor de economia da BSP, Pedro Raffy Vartanian, o motivo da manutenção da política de juros é a fraqueza persistente do mercado de trabalho e da produção. "Mesmo como fim da recessão, a mudança depende de vários fatores, e mesmo que haja uma retomada da economia, a alteração dos juros seria pequena", disse.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

GOOGLE PRESENTE!

Acabamos de receber a confirmação que o GOOGLE irá enviar representantes para nosso debate sobre integração das mídias ON e OFF Line. Desse modo encontramos todos os agentes para debater o tema.
O evento está assim estruturado:

NOVAS MÍDIAS E SEUS MODELOS DE NEGÓCIOS

Debatedores:
Ana Estela Editora FOLHA DE SÃO PAULO
Paulo Lima Editor TRIP
Julio Zaguini – Diretor de Negócios GOOGLE
Celso Grisi FEA USP / FIA

Moderação/provocação:
Ramiro Gonçalez POLI /FIA

Data: 20 de maio 2010
Horário: 19:00 - 22:00 h
Local: FEA USP
Público: alunos de pós FEA (80 lugares)

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br

Grécia e Portugal aportam no Brasil (2)

O problema agora é o fluxo de comércio
As exportações brasileiras para esses países são quase sempre objeto de financiamentos. Vão encarecer, ficar mais raros, ter seus prazos encurtados e ampliadas suas exigências de garantias. Cartas de créditos passam a ser exigidas onde, antes, não eram. Confirmações por bancos internacionais de 1a. linha (se ainda existirem), também. Importadores desses dois países passam a ter um encarecimento razoável de suas operações.
No sentido contrário, as importações dos dois países também passarão por dificuldades, na medida em que o exportador, no estrangeiro, terá dificuldades em financiar seu período de produção e comercialização. Para países como o Brasil, que necessita diversificar sua pauta de exportações e, principalmente, seus mercados, tudo isso é negativo.
Temos uma dependência grande do mercado chinês. Perder posições na Europa não é bom, nesse momento. Ambos os países podem importar produtos de maior fator agregado, o que nos reduz a dependência em relação às commodities. Realmente isso também não é bom para nossa economia real.

Grécia e Portugal aportam no Brasil (1)

Enquanto UE discute,
o contágio se inicia
Os desempenhos recentes da BM&FBOVESPA denunciam o contágio. Por todo o mundo a percepção de riscos aumenta. Fluxos de capitais começam a inverter suas direções. As notícias sobre a recuperação americana aumentam a percepção a riscos em relação a emergentes e europeus. Os maestros dessa orquestra são as agências de ratings. Ontem a S&P retirou da Grécia o status de grau de investimento. O mercado, como de costume, responde mais fortemente a cada possibilidade de um rebaixamento. Grécia e de Portugal foram postos em desgraça. Em seguida, os olhos se voltarão para a Espanha.
Pessoalmente vejo riscos maiores no aprofundamento dessa crise. Lembro que os bancos gregos apresentam posições ativas de grande expressão, como financiadores de países ao leste da Europa. Como lá o mar também não está pra peixe, as posições têm sido giradas. Entretanto, as dificuldades de captação dos bancos gregos aumentam a cada momento. E pode chegar o momento em que as rolagens não sejam mais possíveis em função das dificuldades de liquidez. As soluções para esse novo impasse são várias: os países pagam parte e rolam o restante com os próprios bancos gregos ou por meio de outros bancos; os bancos gregos vendem suas posições ativas a outros bancos com os naturais, e nada modestos, deságios, etc.
Mas nada disso se faz sem algum estresse. Em que nível? Não se pode prever.
Como se costuma falar nos bons rodeios do interior paulistas: "segura peão".

terça-feira, 27 de abril de 2010

Multis brasileiras devem repatriar
mais lucros
Veículo: Portal IG Economia  -  Klinger Portella, iG São Paulo
Data: 27/04/2010   Horário: 05:55
Projeção é de retornos de US$ 1,1 bilhão neste ano; tendência é de alta no curto prazo, com maturação do ciclo de investimentos.
As multinacionais brasileiras devem iniciar nos próximos cinco anos um ciclo de alta na repatriação de lucros com suas operações no exterior. No ano passado, US$ 1,2 bilhão foram repatriados e, para este ano, as projeções do Banco Central são de retorno de US$ 1,1 bilhão. Embora os números se mantenham estáveis, a expectativa do BC é de que, ainda no curto prazo, o montante seja elevado.
“A receita realmente é baixa, porque as empresas estão começando a sair agora para o exterior. Primeiro, o investimento tem de maturar. Depois, a empresa vai reinvestir os ganhos e, a partir daí, os lucros voltam ao País”, explica Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do Banco Central. “Em um investimento industrial, o prazo é sempre maior que cinco anos e, às vezes, pode chegar a nove, dez anos”, completa Celso Grisi, professor de Economia da Universidade de São Paulo (USP) e diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Fractal.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central acredita que nos próximos cinco anos as multinacionais brasileiras começarão a ter retornos “mais significativos” de lucro. Altamir Lopes explica que a tendência de pulverização na internacionalização das empresas brasileiras deve fazer com que os resultados sejam mais volumosos daqui para frente.
“Até anos atrás, as remessas eram muito concentradas setorialmente", diz, citando exemplos de grandes operações, como a mineradora Vale do Rio Doce e a fabricante de bebidas Ambev. "Hoje, o movimento está mais disseminado com várias empresas voltadas para o exterior.”
Crise
No ano passado, dada a deterioração do cenário internacional por conta da crise, as multinacionais brasileiras concentraram a maior parte de seus investimentos no mercado interno. Por conta disso, US$ 25,2 bilhões foram repatriados pelas empresas brasileiras, o maior valor desde 1968, o início da série histórica das estatísticas do Banco Central.
Do total repatriado pelas multinacionais brasileiras, US$ 21,3 bilhões foram amortizações de empréstimos intercompanhias – operação em que a filial da empresa brasileiras no exterior paga empréstimos à sua matriz no Brasil, mas continua atuando normalmente no exterior. “Apenas US$ 3,9 bilhões foram de desinvestimentos, quando a empresa brasileira vende, total ou parcialmente, sua filial no exterior”, completa Altamir Lopes.
Na outra ponta da tabela, US$ 15 bilhões foram investidos pelas multinacionais em operações internacionais. A diferença de US$ 10 bilhões entre o investido e o repatriado pelas empresas marcou o primeiro saldo positivo na conta financeira do investimento direto de brasileiros no exterior desde 2001.
“Em 2009, houve um desestímulo ao investimento brasileiro no exterior. A crise mundial dificultou o acesso a capital no exterior e aumentou o risco de captção. Isso estimulou as multinacionais brasileiras a trazer dinheiro de volta e mandar menos recursos para fora”, diz Grisi.
A CONTA DAS MULTINACIONAIS BRASILEIRAS
Confira a diferença entre recursos enviados e internalizados pelas companhias na última década (em US$ milhões)
Fonte: Banco Central
Mudança de tendência
No entanto, a tendência para 2010 é de mudança de cenário. O Banco Central já triplicou as projeções de envio de recursos das multinacionais brasileiras para o exterior de US$ 5 bilhões para US$ 15 bilhões, o que deve fazer com que a conta volte a ficar negativa.
Nos três primeiros meses de 2010, a tendência já se confirmou, com as multinacionais brasileiras enviando mais de US$ 7,5 bilhões, deixando a conta conta financeira negativa em US$ 5 bilhões.
“Esperávamos que, com a retração de 2009, o processo de retomada fosse se dar mais para meados deste ano e o que vimos foi que começou muito cedo”, diz Altamir Lopes.
O movimento dos investimentos maiores que a repatriação de lucros acompanha o desempenho das multinacionais com operações no Brasil. No ano passado, as empresas internacionais enviaram US$ 53,5 bilhões ao Brasil e repatriaram US$ 27,5 bilhões às respectivas matrizes. Em 2008, os números foram maiores: US$ 71,8 bilhões investidos no Brasil e US$ 26,7 bilhões remetidos.

Os usuários REALMENTE conhecem as MÍDIAS SOCIAIS?

Todo usuário de mídia social considera que conhece como elas funcionam. Existem especialistas que usam as redes sociais e a estudam como os americanos - Brogans Chris ou Guy Kawasaki . Estes indivíduos (cujos nomes você pode não ter sequer ouvido falar) estão tentando tirar o máximo proveito do marketing digital.
Estas pessoas sabem que marketing digital envolve mais do que apenas abrir um Facebook Fan Page ou conta no Twitter e colocar uma marca nele.
Ocorre que o uso destas ferramentas está na sua INFÂNCIA. Em nossa pesquisa observamos que a maioria dos posts e mensagens no Twitter e Facebook são apenas frases coloquiais, apenas jogando fora palavras (e elas acabaram por perder o seu significado...)
Outra plataforma mal utilizada é o LinkedIn. Transformou-se numa forma de colocar seu currículo na rede. Nenhum relacionamento construído. Apenas uma maneira rápida de se fazer presente, sem o compromisso em gerar conteúdo ou conhecimento para os outros participantes da rede.
Outro erro crasso é tentar “vender” algo mesmo que indiretamente pela rede social. O discurso de vendas diretas é um dos maiores "O QUE NÃO FAZER" no código de mídia social (não escrito/formalizado) de conduta.
Conforme estas ferramentas vão amadurecendo através de um processo darwinista de eliminação de mal usuários (pelo próprio grupo social), seu uso se tornará mais útil e eficaz.
Mais alimento para o debate no dia 20 de maio na FEA USP, com a presença de veículos, anunciantes e pesquisadores.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br

Enquete

Juros devem subir e acima de 0,5%, segundo os leitores de nosso blog
Que vai subir, vai.
Dos 17 respondentes apenas 2 acharam que a taxa Selic  poderá manter-se no patamar em que está. 7 disseram que sobre 5%.
8 repondentes acreditam em uma alta maior que 5%.
Com as declarações de hoje do presidente do Bacen, acho que pode ser até pior que isso.
Falta pouco para sabermos. Vamos aguardar.

Cards 2010

Principais conclusões sobre o desempenho do mercado de cartões de crédito
Ontem foi aberto, em São Paulo, o Cards 2010. Convidado pelo Walter Rabelo, executivo do setor e professor da FIA, dividi a mesa com outro palestrante, experiente profissional do mercado brasileiro, colega de Universidade, Nelson Barrizelli.
Foi uma ótima oportunidade de aprendizado.
Apresento a seguir as conclusões da fala que fiz em relação à visão dos bancos sobre os cartões de credito:
Conclusões
Na visão das instituições financeiras os cartões de crédito são:
1) Um dos produtos centrais para a organização da vida financeira do cliente e da administração de seus fluxos de caixa
2) Junto com o cheque especial e do pré-datado é o maior garantidor da liquidez dos mercados de pessoas físicas
3) Supre elementos essenciais aos conceitos que permeiam a oferta bancária: conveniência, praticidade e facilidade de uso
4) Os maiores usuários desse produto estão nas classes de renda mais alta
5) As possibilidades de crescimento nesses segmentos implicam a substituição do uso de outras formas de pagamento ou de financiamentos
6) No baixa renda, o número de usuários cresceu rapidamente de 2005 para 2009
7) Entretanto, esse segmento remanesce ainda como um desafio para a indústria de cartões.
8) Sua utilização aí é apenas ligeiramente acima da intermediária
9)Portanto, os espaços de crescimento nesse segmento ainda são amplos
10) Entre esses usuários, os cartões canibalizam outros produtos de crédito
11) De fato, isso não incomoda de forma relevante os bancos, uma vez que seu maior competidor são os cheques especiais e pré-datados, onde os cartões completam os portfólios de ofertas de crédito dos bancos
12) Num segundo nível, a disputa se dá com os produtos das financeiras e com os crediários próprios do varejo.
13) Isso também não incomoda aos bancos. Eles são administradores ou fornecedores de funding para as maiores carteiras próprias do varejo e operam suas próprias financeiras
14) A expansão das operações de cartões, nos segmentos mais pobres, envolve iniciativas de posicionamentos especificamente relacionadas aos seus usos por esse consumidor.15) Resta saber se haveria disposição ou conveniência para aumentar os limites de crédito junto a esse público.
16) Afinal eles gastam e pagam em outras modalidades de crédito que poderiam ser deslocadas pelos cartões.

domingo, 25 de abril de 2010

Banco Central preocupado

Dívida subordinada deve substituir as provisões no reforço ao capital das instituições financeiras
Para continuar emprestando os bancos estão sendo obrigados a reforçar seus capitais. O índice de Basiléia (mede a alavancagem dos bancos) estabelece parâmetros considerados seguros para que as instituições financeiras possam operar de forma confortável, sem estar expostas a crises de exigibilidade em suas atividades. Todas as expectativas em relação às novas regulações bancárias imaginam um ambiente ainda mais restritivo para os bancos. Por outro, o Bacen, sempre cauteloso, já estabeleceu novas regras de capitalização para essas instituições. A mais dura delas proibiu os bancos de utilizarem seus excessos de provisões como reforço de capital para fazer frente às eventuais insolvências que venham a amargar. Trata-se de medida prudencial muito apropriada ao momento econômico que registra a expansão forte do crédito, embutindo riscos da deterioração da qualidade das carteiras. A crise financeira em 2008 trouxe, como se sabe, grande intranquilidade ao setor financeiro que solicitou autorização para crescer suas provisões. Nesse momento foram provisionados cerca de R$ 13 bilhões que ficaram reforçando o capital dos bancos para fazer face aos problemas de liquidez e de crédito a que estavam sujeitos. Passada a crise, a medida do Bacen não permite mais a utilização desse valor como capital dos bancos e reduz em quase R$ 100 bilhões sua capacidade de emprestar.
A saída que os bancos encontraram foi a de ampliar suas dívidas subordinadas, pois essas entram em seus balanços como capital e lhes permite acompanhar o ritmo de expansão do crédito no país.
Para entender bem esse movimento no sistema financeiro é necessário entender que a dívida subordinada é um tipo de dívida que, em caso de falência, apenas atribui os direitos de seus titulares após a integral satisfação dos direitos dos credores principais. Portanto, lançar títulos desse tipo de dívida tem custos mais altos e os investidores exigem costumeiramente prêmios maiores.
Os bancos preferem emitir dívida subordinada a ações. As dívidas não diluem a participação de seus acionistas controladores no capital dos bancos. Além disso, os investidores em ações pedem rentabilidade de 20% a 25% sobre o capital. Os juros, em reais, para as operações de 7 anos, representadas por CDB de um grande banco, está em torno de 10 a 12% ao ano.

Nada de novo. Apenas o mais do mesmo

G-20 não trouxe idéias novas para a reforma do sistema financeiro
A reunião pareceu um palco montado para o desfile do mesmismo. A discussão sobre os riscos da operação bancária chegou a conclusão de que será necessário aplicar um já conhecido e utilizado instrumental de controle: aumentar a quantidade e a qualidade das reservas (temos utilizado o termo provisões no Brasil), trabalhar com limites de alavancagem aceitáveis (o que já é uma realidade entre nós), evitar operações de risco elevado (nossos banqueiros não se utilizam dessas operações). Além dessas medidas consensuais, voltaram idéias como registrar as operações dos mercados de derivativos, criando-se para isso algo semelhante a cartórios para notação dessas operações e exame de suas conformidades com regras a serem criadas (as operações não são reguladas, nem apresentam transparência suficientes) e estabelecer uma taxação adicional para o sistema financeiro, com o proopósito de restituir aos estados o valor aplicado nas intervenções a que se viram obrigados a fazer nas economias nacionais, durante o período da crise mundial ( no Brasil já temos o compulsório e o direcionamento de parte do crédito).
Não se cogitou de novas estruturas para normatização e fiscalização em nível global. Não se cogitou sobre novas funções ou novos papéis para  os bancos, no mundo. Não se deu entendimentos novos ou novos significados à circulação da riqueza e sua exposição às flutuações cambiais e nem se discutiu sobre a criação de moedas para o comércio mundial. O exercício intelectual foi quase nulo. O raquitismo intelectual apossou-se dos 20 dirigentes das economias mundiais.
Vamos para o segundo aniversário da crise e não demos respostas as suas causas. Estamos perdendo o  momento. Depois será difícil circunstanciar as ações do sistema financeiro mundial.  

sábado, 24 de abril de 2010

Conflitos de interesses entre diferentes plataformas de MÍDIA

Novos tempos, novos problemas
para o mundo das mídias
O blog NOVO EM FOLHA traz um excelente exemplo das contradições dos novos rumos nas mídias.
Um leitor do blog, que já trabalha num grande veículo, contou o seguinte:
"Tive que fazer uma solicitação a uns assessores de políticos há uns dias. Alguns responderam tranquilamente, mas, quando liguei para outro, ouvi dele o seguinte: "Não vou te passar as informações porque vi posicionamentos seus no twitter [que é pessoal e não indica o local onde trabalho] que me levaram a deduzir que você vai fazer uma matéria tendenciosa".
Levei um tempo explicando para ele que minhas opiniões não interfeririam no meu trabalho e parece que ficou tudo bem.
Mas restou o aprendizado: em tempos de informações à solta na internet e falta de privacidade, nós, jornalistas, principalmente, temos que tomar muito cuidado com o que fazemos e dizemos no mundo virtual. Tudo poderá ser usado contra nós. Para evitar novos problemas, apaguei os tweets que podem indicar opiniões políticas, que agora interessam só a mim."
Pensei no assunto e percebi que existem outros desdobramentos para o tema.
Chico Buarque na década de 70 escreveu que havia uma dúvida entre a "VOZ DO DONO" e o "DONO DA VOZ". Plataformas públicas de geração de conteúdo (como o TWITTER) despertam este tipo de conflito ou contradições. Vejam o exemplo que postei no blog:
"Ana, este é um debate interessante que pode ser aprofundado. Vamos pegar um exemplo de uma grande rede de TV ABERTA X que tem um gerador de conteúdo Y (jornalista, artista). Quando Y cria um perfil no TWITTER e tem milhares de seguidores, esta audiência on line foi gerada no off line. A empresa X perde audiência pois os usuários utilizam o twitter para seguir comentários pessoais de Y. Quando estão lendo o TWITTER não estão assistindo a TV aberta. Enquanto o on line era pequeno, este assunto era irrelevante, mas agora...Ou seja X tem direito a imagem de Y no on line? Há conflito de interesses? São perguntas que parecem simples, mas deviam ser pensadas..."
Mais alimento para o debate no dia 20 de maio na FEA USP, com a presença de veículos, anunciantes e pesquisadores.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br

Economia doida demais

Vagas estão sendo criadas e o investimento na produção aumenta
A redução do IPI, a partir de janeiro, não atrapalhou o desempenho da indústria no 1º trimestre desse ano. O crescimento da renda, sua melhor distribuição, investimentos na ampliação da capacidade produtiva do parque industrial e a contratação de pessoal mostram o vigor da economia nesse início de ano. Tudo amparado em política de crédito bastante agressiva.
Em algum momento haverá que se jogar alguma água fria nessa fervura. O COPOM da próxima semana já está na bica enchendo seu balde. Que não baixem a temperatura demais.
O IBGE deu conta de um aumento de 1,5% no número de horas pagas, de janeiro para fevereiro. Como ninguém gosta de pagar hora extra, o jeito é contratar. O comércio acompanha esse jogo. Em relação aos três primeiros meses de 2009, o comércio cresceu 10%. O BNDES está com sua carteira de pedidos saindo pelo segundo ladrão, enquanto o governo federal comemora os níveis de arrecadação alcançados.
Mãos à obra, enquanto seu COPOM não vem, ou não exagere em suas medidas de restrição às altas de preços.

GloboNews - Gastos no exterior


Mais que auto-regulamentação,
a definição clara da missão
constroi o sucesso
A matéria informa. Mas o objetivo de educar para o consumo é nítido.
Isso tem levado a GloboNews a cair no gosto dos segmentos de audiência mais qualificados.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1252626-7823-TURISTAS+BRASILEIROS+GASTAM+MUITO+FORA+DO+PAIS,00.html

Economize

Na crise, o posicionando é o
custo - benefício.
Cartaz da BBDO, Montreal para o Smart.
Outdoor também posiciona.
Quem fala é a imagem. O consumidor conclui. Essa técnica aumenta o poder de persuasão, pois a intenção de persuadir  não é explicitada por afirmações do anunciante.

Poder de atração do bolso ou poder tirar do bolso?

Nuances da redação
“Nunca perca uma oportunidade”
Peça para Lynx (Axe)   -   Outdoor
Que papel social tem a modelo nessa publicidade? Qual o objetivo da peça? A oportunidade refere-se a quem?
Instigante, sem dúvida. O propósito de obter a atenção do transeunte para a marca foi conseguido. Mas afetou o posicionamento da Axe.
Aqui a peça seria aceita? Penso que sofreria reparos, no mínimo. Na Europa, rolou sem problemas, até agora.

Sinergia é isso

Combinação errática de variáveis provocam aumento
dos gastos de brasileiros no exterior
Não se trata de um consumidor perdulário. Sua renda subiu em função da política distributivista do governo. Passou a consumir mais. Nas classes B,C e D as remunerações também subiram, impulsionadas pelo maior número de vagas e pela disputa pela mão-de-obra especializada. Aí começam as viagens ao exterior. O estímulo maior vem da apreciação da moeda nacional. Com os mesmos reais compram-se muito mais dólar e isso barateia a viagem. Para ajudar, a crise internacional reduziu os preços nos países desenvolvidos. Para manter o turismo em funcionamento, as promoções se multiplicaram no primeiro mundo. Hotéis e agências oferecem pacotes convidativos. Roupas, vestuários, eletrônicos, perfumaria e outros itens da cesta básica do turista nacional estão com preços interessantes. No Japão, o problema é a deflação. Os preços estão em queda. Finalmente, tudo parcelado em 10 vezes sem juros ou, se preferir, no cartão. E se ainda não estiver bom, há financiamentos a perder de vista.
O Brasil arrumou as malas e voou. Resultado do passeio: O gasto de brasileiros no exterior cresceu 74,23% no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2009. Nossos turistas gastaram R$ 3,34 bilhões com viagens (incluído aí todas as bugigangas compradas) nos primeiros três meses. Em 2009 haviam sido mais comedidos. Apenas R$ 1,917 bilhão, de janeiro a março. No total, o ano passado, brasileiros gastaram R$ 10,898 bilhões no exterior. Esse ano, só nos três primeiros meses já gastamos 30% desse valor.
Elba Ramalho está gravando a nova música: festa no exterior.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mais sobre FUTURO DAS MÍDIAS

Agora será smartphone?
A London Business School vai lançando a conta-gotas dados obtidos em seu debate sobre MÍDIAS E NEGÓCIOS realizado no último dia 19 de abril.
E para estar em linha com o FUTURO os dados estão sendo passados via TWITTER...
A última informação é que 76% do acesso do "The Guardian" na web é via iphone e ipod touch! (Dado seco, sem análise). Vamos pensar sobre o tema.
Portabilidade da notícia será o nome do jogo? Ingleses presos no METRO, ouvindo a famosa frase "MIND THE GAP", com seus olhos grudados nas telinhas de seu smartphones...
Interessante lembrar que a figura básica do londrino no imaginário é aquele sujeito usando um chapéu, um guarda-chuva e um jornal enrolado embaixo do braço.
O chapéu desapareceu nas décadas de 50 e 60. O jornal parece estar sendo substituído pelo smartphone (será?). Ficamos apenas com o guarda-chuva..?
Mais alimento para o debate no dia 20 de maio na FEA USP, com a presença de veículos, anunciantes e pesquisadores.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br

Na gangorra dos preços

Inflação sobe, mas tem produto
com preço em baixa
Estado de S.Paulo Jornal da Tarde   -   ECONOMIA
Sexta-feira, 23 abril de 2010
Luciele Velluto, luciele.velluto@grupoestado.com.br
O IPCA acumula alta de 2,09% nos três primeiros meses do ano. Porém, há itens da cesta básica que ficaram mais baratos e aliviaram o orçamento do consumidor.
A inflação subiu 2,09% nos três primeiros meses deste ano, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, mas nem todos os produtos acompanharam essa alta e foram pelo caminho contrário, apresentando redução de preços e segurando uma elevação ainda maior do índice geral.
A demanda em 2010 está em alta desde o início do ano para boa parte dos produtos, o que pressiona os preços e eleva a inflação. Contudo, há itens importantes na cesta básica de consumo que apresentaram queda, como aqueles feitos a base de farinha de trigo, soja e carnes. Dos 383 itens analisados no IPCA, 89 tiveram redução de valores no varejo.
Os produtos que apresentaram queda têm influências sazonais na sua produção e comercialização. “A maioria dos produtos tem maior demanda no fim do ano, quando há maior renda nas mãos dos trabalhadores com o pagamento de abonos e 13º salário. Após esse período, a tendência é de redução do consumo e queda de preço”, diz o professor de Economia do Insper, Otto Nogami.
No segmento de alimentos, a maior queda apresentada no trimestre foi da uva, com redução de 13,4%, seguida pela tangerina, que ficou 9,9% mais barata, e pelo frango em pedaços, que teve o preço diminuído em 6,7%.
Para as frutas a explicação é que o período foi de colheita do produto, que apresentou uma boa safra. Já as carnes sofrem influência externa. “É uma questão cambial. Com o real valorizado, diminui a exportação desses produtos para outros países e sobra no mercado interno, ficando mais barato para o consumidor final”, afirma o professor de Economia da Fundação Instituto de Administração (FIA) e diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal, Celso Grisi.
A demanda em baixa no início do ano também foi responsável pela queda de preço do cimento (-1,47%), da passagem aérea (-15,68%) e de algumas peças de roupa (até -12,49%). No caso do vestuário são as liquidações do estoque passado que aparecem como fator determinante para o resultado negativo dos artigos.
O consumidor que quiser economizar e escapar da inflação precisa ficar de olho nos produtos que estão em período de safra. “Faça pesquisa de preço antes de comprar e fique de olho no que é produto da época. Se subiu, busque a substituição, como no caso da laranja: a fruta acumula 28,69% de aumento por causa da produção menor devido a uma praga que atingiu os pomares, e pode ser substituída pela tangerina”, diz Nogami, do Insper.
A expectativa dos especialistas é de alta da inflação nos próximos meses. “Temos uma pressão com a ampliação da classe C (renda familiar média entre R$ 933 e R$ 1.391), que é reflexo do crescimento da renda do brasileiro. Com isso há aumento da demanda frente à menor oferta de produto, o que faz os preços subirem”, explica Nogami.
Para conter a inflação, Grisi acredita no aumento de 0,50 ponto porcentual na taxa básica de juros, a Selic, que está em 8,75%, na próxima semana quando ocorre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). “Isso fará diminuir a oferta de crédito e desaquecer a demanda”, comenta.
Em alta
O que deve continuar com o preço em alta nos próximos meses é o leite. O produto sofreu aumento do custo de produção por causa da chuvas, que estragaram a pastagem fazendo com que o gado seja confinado e tratado com ração.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Atualização dos cenários nacional e internacional (2)

Repensando o ambiente de negócios (2)
Bem, agora vamos para a parte final. O Brasil vai para o foco.
 http://www.youtube.com/watch?v=m4LxtxdDOVM

Atualização dos cenários nacional e internacional (1)

Repensando o ambiente de negócios (1)
Mais do que todos os acertos e erros cometidos na elaboração de um cenário, o exercício de repensar o ambiente nos ensina a entendê-lo melhor. Descobrem-se novas interações entre as variáveis, discutem-se possibilidades, elaboram-se estratégias, prospectam-se drivers e movimentos nos ambientes competitivos.
O esforço preditivo motiva os gestores à busca de oportunidades e de ameaças a que possam estar expostos. Competências são criadas ou reforçadas.
Em duas postagens sucessivas, mostro o último exercício sobre esse tema, baseado em trabalhos desenvolvidos por instituições e autores de grande relevância ao mundo empresarial. 
http://www.youtube.com/watch?v=UwuCHUqnh1Q

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Crédito, inflação e consumo 3

Intenção de consumo para o próximo trimestre é menor
Em nossa pesquisa sobre consumo, crédito e endividamento, os entrevistados revelaram menor intenção de consumo para o segundo trimestre do ano. A pesquisa foi feita com 700 entrevistados na cidade de São Paulo, no mês de fevereiro e março, com público de baixa renda.
Nesse público, quase 11 % revela que não será possível pagar suas dívidas. Revela ainda que um terço de seus ganhos está comprometido com o pagamento de empréstimos . O jeito será consumir menos e atrasar mais seus compromissos. A inadimplência pode começar a crescer outra vez.
Só o endividamento excessivo poderia explicar essa aparente contradição, no momento em que crescem os níveis de emprego e a renda das famílias. Para ter maior certeza nessa afirmação precisamos acompanhar as vendas de bens duráveis e semiduráveis. São sempre os primeiros a se ressentirem quando o consumidor fecha o seu bolso. Haveria, nessa hipótese, redução no consumo desses bens e nos financiamentos a eles.
Nos últimos meses a inflação esteve muito associada aos preços dos alimentos. Chuvas, enchentes, baixa remuneração dos produtores agrícolas em períodos anteriores reduziram a oferta e a qualidade desses produtos. Os preços do arroz, do feijão, das carnes (agora até a suína), dos ovos, das frutas, dos legumes sofreram altas fortes. Considerada a dieta das classes mais pobres, os gastos com alimentação cresceram acentuadamente.
De modo geral, na nossa amostra, os entrevistados costumam gastar cerca de 26 % de seus ganhos com esse item. Em camadas ainda mais pobres, chega-se até 32 %. Esses gastos explicam o uso intensivo de cartões de crédito nos supermercados em todas as classes. Com esses preços subindo o poder aquisitivo se contrai e há que se reduzir os gastos em outros itens para equilibrar o orçamento. Daí ,a intenção de compras e do consumo caírem. Daí, o risco do crédito aumentar. Daí, o provável aumento da inadimplência e da insolvência para o próximo trimestre.

Crédito, inflação e consumo 2

Rumo a um crescimento asiático. Mas quando?
Crescimento econômico, expansão nos níveis de emprego, crescimento da renda, como decorrência dos aumentos de salário mínimo e, agora, dos aposentados deverão associar-se a uma oferta de crédito estruturalmente viciada e conduzir a os preços a uma alta generalizada. Em boa hora o COPOM se reunirá para subir a taxa Selic.
Mas não deveria ignorar que o crédito ao consumo está potencializando a inflação. Seria necessário reduzir os prazos de financiamentos, consórcios e de parcelamentos nos cartões. Parcelas com valores mais elevados desestimulam o endividamento excessivo. Planos de capitalização deveriam ter suas rentabilidades estabelecidas e ampliadas em favor dos seus consumidores. A caderneta de poupança deveria ser objeto de remunerações mais altas sempre mediante o estabelecimento de prazos de resgates mínimos e significativamente amplos.
Bom também seria que o governo cuidasse de suas contas de forma ainda mais austera. Toda vez que amplia seus gastos, para compensar, se vê obrigado a aumentar a carga tributária. Essa combinação é muito cruel, no médio prazo. Maiores gastos pressionam a inflação, aumento de impostos penaliza a produção e o emprego.
Essas propostas ampliariam a poupança nacional, pública e privada. Sairíamos dos 21% de poupança sobre o PIB. Esses 21% nos fazem crescer apenas 3,0%. Que tal crescermos a 5%, apenas com a poupança interna? Seria para isso necessário poupar cerca de 25 % do PIB. Imaginem nosso crescimento adicionado do IED. Seria crescimento asiático, sem riscos inflacionários. Tudo para depois das eleições, naturalmente.

Crédito, inflação e consumo 1

Subir juros, mantendo a estrutura da oferta creditícia é um tiro no pé
Na Fractal, fazemos um painel trimestral, na cidade de São Paulo, para controlar gastos, consumo, crédito, endividamento, inadimplência, insolvência e condições de recuperação do crédito concedido. Com base nesse estudo, tenho afirmado que o endividamento das famílias de menor renda está excessivamente alto. Essas famílias estão com mais de 30% de sua renda comprometida com pagamento de empréstimos, cujas parcelas mensais vão estender-se até o próximo Natal de 2010. Essa situação aponta para um consumo movido a crédito e para uma inflação de demanda nitidamente sustentada pelo estímulo ao endividamento excessivo. Corrobora esse fato a constatação, nesse estudo, de que mais de 10 % dessas famílias dizem não poder pagar suas dívidas. Estaríamos, então, projetando uma insolvência para esse grupo de 10%. A elevação das taxas de juros agravará ainda mais essa situação. Insolvência e inadimplência agravadas obrigarão à ampliação dos spreads bancários que, por sua vez, pressionará a taxa de juros. Fechou-se o círculo. A demanda cede, cede o crescimento e a alguém constatará que o Brasil é o país com a maior taxa de juros do mundo e que atrai capitais especulativos por essa razão, apreciando o real e exaurindo a competitividade das exportações nacionais. Restarão apenas as commodities a exportar, dirá.
Que tal contingenciar o crédito ao consumo? Já não é momento de preservarmos a saúde financeira das famílias pobres, contra o excesso de endividamento? Que tal ensiná-las também a poupar com a finalidade de construir um colchão protetor de suas próprias finanças individuais?
Precisamos nesse instante recorrer mais uma vez a alta da Selic. A inflação pressiona e não se pode perder a estabilidade monetária. Mas, a isso, seria preciso associar uma nova política creditícia, sustentando a expansão da demanda e do crescimento pelo aumento da renda. E não pela sua antecipação por meio do crédito.

terça-feira, 20 de abril de 2010

FEA e seus eventos



De 19 a 24 de abril de 2010
19.04 Segunda
- WORKSHOP DOS ALUNOS DA PÓS-GRADUAÇÃO
Efeito tamanho da firma sobre os salários: uma análise com um painel de firmas e de seus trabalhadores
Às 11h30, sala A3, FEA-1
Apresentador: Alessandro Casalicchi (Mestrado)
Orientador: Prof. Dr. Naércio Aquino Menezes Filho
Responsável: Prof. Dr. Ricardo Madeira
Realização: Pós-Graduação EAE - FEA/USP
Inf.: 3091-5886
www.usp.br/econ
22.04 Quinta
SEMINÁRIOS IBRET
- Fator Acidentário de Prevenção (FAP): Como as empresas e os trabalhadores estão se adaptando?
Das 13h às 17h30, sala da Congregação e Auditório, FEA-USP
Responsável: Prof. Dr. Hélio Zylberstajn
Realização: IBRET
Inf.: 2922-9626 ou 3091-5889 www.ibret.org
23.04 Sexta
- ÚLTIMO DIA DE INSCRIÇÕES PARA A XIII COMPETIÇÃO DE RESOLUÇÃO DE CASOS
Competição: 30 de abril a 12 de maio
Responsável: Cristiane Gazzanel
Realização: FEA júnior USP
Inf.: no site
www.competicaodecasos.com.br
- SEMINÁRIO ACADÊMICO
As 11h30, sala A1, FEA-1
Palestrante: Nelson Souza Sobrinho Responsável: Prof. Dr. Marcos Rangel
Realização: Pós-Graduação EAE - FEA/USP
Inf.: 3091-5886
www.usp.br/econ
Defesas de Teses
Administração
- OLGA MARIA ZULZKE DE MIRANDA
Doutorado
Implantação e resultados de programas de qualidade em universidade pública: estudo de caso da Universidade de São Paulo”
Dia 20 de abril, às 14h, sala 217, FEA-5
Orientador: Profª. Drª. Ana Cristina Limongi-França
Comissão: Profs. Drs. Hélio Nogueira da Cruz, Hélio Janny Teixeira, Luiz Natal Rossi e Terezinha de Jesus Andreoli Pinto
Contabilidade
- ANA LUÍSA GAMBI CAVALLARI DE AMORIM
Doutorado
“Análise da relação entre a informação contábil e o risco sistemático”
Dia 22 de abril, às 14h30, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Iran Siqueira Lima
Comissão: Profs. Drs. Marina Mitiyo Yamamoto, Wilson Toshiro Nakamura, Gerlando Augusto Sampaio Franco de Lima e Antonio Benedito Silva Oliveira
Agende-se
- PROGRAMA DE INTERCÂMBIO "RAÇA, DESENVOLVIMENTO E DESIGUALDADE SOCIAL"
Para alunos de graduação da USP
Inscrições de 26 a 28 de abril
Responsável: Prof. Dr. Carlos Roberto Azzoni
Realização: CCInt-FEA
Inf.: 3091-6075 ou no site
http://www.fea.usp.br/ccint
- PROGRAMA UNIVERSIDADE ABERTA À TERCEIRA IDADE
Palestra: Como gerir a aposentadoria
Dia 28 de abril, às 14h, sala a definir
Palestrante: Prof. Dr. Luiz Jurandir Simões de Araújo
Responsável: Profª. Drª. Marina Mityio Yamamoto
Realização: Comissão de Cultura e Extensão FEA-USP
Inf.: 3091-5872
- PALESTRA - CONVERSA DE BOTEQUIM
Dia 30 de abril, às 17h, Vivência da FEA-USP
Palestrante: Leandro Neves, empreendedor da rede Black Dog
Responsável: Ricardo Guimarães Vieira
Realização: CAVC
Inf.: 3091-5914
- PRÓXIMOS SEMINÁRIOS IBRET
Fator Acidentário de Prevenção (FAP): Como as empresas e os trabalhadores estão se adaptando?
Dias 18 de maio e 15 de junho, das 13h às 17h30, sala da Congregação e Auditório, FEA-USP
Responsável: Prof. Dr. Hélio Zylberstajn
Realização: IBRET
Inf.: 2922-9626 ou 3091-5889 www.ibret.org
- 7º CONTECSI - International Conference on Information Systems and Technology Management
De 19 a 21 de maio, das 9h às 18h, na FEA-USP
Responsável: Prof. Dr. Edson Luiz Riccio
Realização: TECSI/FEA/USP
Inf.: 3091-5820
http://www.tecsi.fea.usp.br/eventos/contecsi/
- 10º CONGRESSO USP DE CONTROLADORIA E CONTABILIDADE E 7º CONGRESSO USP DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA EM CONTABILIDADE
Dias 26 e 27 de julho, na FEA-USP
Divulgação da programação no dia 1 de julho
Responsável: Prof. Dr. Welington Rocha
Comitê: Profs. Drs. Ariovaldo dos Santos, Eliseu Martins, Fábio Frezatti, Gilberto de Andrade Martins, Nelson Carvalho, Reinaldo Guerreiro e Timothy Doupnik
Realização: EAC
Inf.: 3091-5820
www.congressousp.fipecafi.org
- 2ND BRAZILIAN WORKSHOP OF THE GAME THEORY SOCIETY IN HONOR OF JOHN NASH
On the occasion of the 60th anniversary of the Nash equilibrium
De 29 de julho a 4 de agosto, na FEA-USP
Convidados: John Nash (Prêmio Nobel de Economia 1994), Robert Aumann (Prêmio Nobel de Economia 2005), Roger Myerson (Prêmio Nobel de Economia 2007), Eric Maskin (Prêmio Nobel de Economia 2007)
Responsável: Profª. Drª. Marilda Sotomayor
Comitê: Profs. Drs. Marilda Sotomayor, Maurício Bugarin, Adhemar Villani Junior, Gustavo Andrey e Joe Yoshino
Realização: EAE
Inscrições abertas
Inf.: 3091-5802
www.usp.br/econ/bwgt2010
www.gametheorysociety.org/conferences/#29july2010
Informe-se
- DEBATE E LANÇAMENTO DE LIVROS
Dia 19 de abril, às 15h, no IEA, USP
- A Natureza como Limite da Economia, Andrei Cechin
- Economia Socioambiental, organizado por José Eli da Veiga
Transmissão ao vivo pela web
Inf.: 3091-1685, com Inês Iwashita ineshita@usp.br
www.iea.usp.br/aovivo
- IX CURSO DE "ELABORAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E SEU USO NA GESTÃO EMPRESARIAL - UMA INTRODUÇÃO"
As inscrições foram prorrogadas e deverão ser realizadas, até 25 de abril
Realização: PwC e EAC
Inf.: 3091-5820, com Belinda
Insc.: no site  http://www.pwc.com/recrutamentobrasil (código: FETUSP)
- V RESEARCH WORKSHOP ON “INSTITUTIONS AND ORGANIZATIONS”
Submissão de trabalhos até 23 de maio
De 3 a 5 de outubro, Pousada Vida Verde, Gonçalves (MG)
Palestrante: Anna Grandori (Universidade de Bocconi - Itália)
Responsável: Prof. Dr. Decio Zylbersztajn e Maria Sylvia Macchione Saes (PENSA)
Realização: EAD-FEA/USP, FGV, USP, Insper e UFBA
Inf.: 3018-4005
Mais detalhes: http://www.erudito.fea.usp.br/vrwio/

Preços pagos aos produtores agrícolas

Preços de alimentos penalizam consumidores
Os preços internacionais do algodão subiram fortemente em função da redução dos estoques. A oferta menor que o consumo da agroindústria têxtil brasileira deverá manter em alta. Bom para os cotonicultores, Ruim para os consumidores.
Preços da carne suína também em alta. A queda na demanda de 2008 desestimulou os produtores que reduziram seus plantéis. Com o mercado internacional mais ativo, as exportações aumentaram e, no mercado interno, o preço subiu. O preço estava muito baixo e, portanto, esse reajuste apenas alinha os preços, sem prejudicar consumidores. Suinocultores em festa.
As maiores quedas de preços na primeira quadrissemana de abril foram: laranja para indústria (10,21 %), laranja para mesa (8,81%), arroz (8,66%), carne de frango (6,13%) e soja (5,58%). Laranja caiu em função dos movimentos especulativos no mercado internacional. A tendência é voltar aos níveis anteriores. Produtores perdendo remuneração. Consumidores em festa.
Soja recua em função da previsão sobre a safra recorde de 2009-2010, com crescimento de 30%. O início do aperto monetário na China, o combate à bolha imobiliária e as perspectivas de mudanças na política cambias devem reduzir as importações daquele país. Bom para a produção animal, pois haverá reduções nos preços das rações. Para o produtor nacional ima péssima notícia.
Um jogo de contradições nos preços. A busca do equilíbrio entre preços pagos na cadeia produtiva continua como um grande desafio para a economia agrícola.

Tensões internacionais não impedem o influxo de capitais

Dólar continua entrando no país
Goldman Sachs é o principal responsável pela volatilidade  no mercado de divisas brasileiro. A tendência geral é que a moeda americana fique próxima dos R$ 1,80. Fundamentos econômicos e o aumento previsto para a Selic respondem pelo influxo cambial provocado pelos investidores externos.
Os riscos maiores do Godman ainda persistem em função de um eventual envolvimento europeu. A Grécia também permanece como uma forte ameaça enquanto o plano de ajuda econômica não se concretiza.
Enquanto isso, na China, o governo chinês anuncia medidas para conter o avanço do crédito imobiliário. A intenção é conter o crescimento da bolha no setor. Isso significaria uma redução do ritmo da atividade naquele país.
Para evitar quedas mais acentuadas do real, o Banco Central não se afastou do mercado. Continuou a agir no mercado à vista, comprando dólares e garantindo a cotação de R$ 1,753
O saldo da balança comercial, no ano, é positivo: US$ 1,574 bilhão. Mas as importações continuam maiores que as importações, em abril.
O quadro cambial, os sucessivos aumentos da demanda nacional, o crescimento do crédito e a continuidade do processo distributivo da renda estão sinalizando para um crescimento asiático. A inflação permanece como um risco a ser combatido com a alta dos juros básicos.