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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Cambio destrava as exportações das commodities agrícolas. Clima prejudica o plantio norte-americano
Com a alta do dólar, provocada pela situação política brasileira, o Brasil pode ter vendido mais de 5 milhões de toneladas de milho e soja no mercado internacional, nesses poucos dias. As regiões comercialmente mais ativas, nesse período, foram as do sul do país (Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina), e do Matopiba (formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
Os preços em reais também melhoraram. O episódio político serviu para mostrar que o dólar deveria valer pelo menos R$ 3,40. Essa taxa de câmbio permitiria que o produtor pudesse ter um ganho, ainda que pequeno, a partir da comercialização de sua produção.
Neste ano, o país apresentou uma safra recorde em todos os estados, com exceção dos estados do Nordeste. Com produtividade alta, a oferta tornou-se abundante derrubou os preços internos, comprometendo a lucratividade dessas culturas.

Nos Estados Unidos, o plantio recém iniciado ainda não está claramente definido. O regime de chuvas e as variações temperatura podem provocar uma redução da produtividade naquele país, pressionando os preços na Bolsa de Chicago para cima. A demanda de grãos, por seu lado, permanece firme, com comportamento bastante ativo.
Independentemente dos preços alcançados nesses últimos dias, o clima continua amedrontando os compradores de cereais. Na verdade, não se chegou até o momento a uma previsão definitiva sobre a nova safra americana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulga estimativas que apontam para o crescimento da área já plantada no corn belt, o cinturão do milho. Os agricultores, no entanto, relatam dificuldades para avançar com o plantio em função do excesso de chuvas. As baixas temperaturas também contribuem para prejudicar a germinação das sementes e castigam os pés nascidos.
Entre agricultores já se fala abertamente na necessidade de replantio, em boa parte da área plantada, com a natural redução da produtividade e a elevação dos custos por acre cultivado.

terça-feira, 23 de maio de 2017

E agora, José?

Crise política enfraquece, mas não impede, as possibilidades de reformas
As incertezas políticas abalam a confiança na economia, na medida em que tornam mais distantes as reformas esperadas. Pior, porque antecipa um rompimento com uma política fiscal mais austera e quebra com os esperados fundamentos econômicos para os próximos anos. Há, entretanto, outras variáveis em jogo.
É preciso reconhecer que a sociedade brasileira hoje é muito diversa daquela de anos atrás, onde o paternalismo imperava nas relações sociais. Hoje o cidadão prefere uma doutrina mais autônoma e contratualista. Que contratar seu casamento, quer contratar seu voto contra uma conduta política esperada, quer contratar suas relações comerciais, etc. Enfim, as reformas fazem parte dos seus anseios, do acervo de suas expectativas e ele quer vê-las realizadas. Não pode haver grandes retrocessos nesse processo, com esse, ou com qualquer outro presidente.
O cenário de retomada da economia pode vir a ser mais lento, mas será uma imposição dos eleitores. Os problemas decorrentes das populações desempregadas são enormes, a desorganização social, imposta por uma combinação de miséria social e de perda do sentido moral da vida, eleva o clima de pressão sobre o legislativo. A crise política é apenas de curto prazo e não paralisará os avanços no bojo do estado. Eles virão em velocidades diferentes para cada um dos poderes constituídos.
A agenda econômica responsável já está construída. Dela, os políticos não poderão se afastar. Os mercados estão precificados e já demonstram algum otimismo nos seus preços. Estamos vivendo uma mudança sem precedentes em nossas formas de organizar a vida social. 
Legislativo e Judiciário precisam entender o momento político e a extensão gravíssima da crise social. Devem agir rápido, mas parcimoniosos em suas decisões, para garantir continuidade do processo de consolidação econômica.

domingo, 21 de maio de 2017

Retratos do Brasil

Entender as populações indígenas
ainda é um desafio
O “Caderno Temático “Populações Indígenas no Brasil”, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, faz um mapeamento sobre a localização dessas populações e das movimentações territoriais realizadas por elas nessas últimas décadas. Revela também aspectos culturais inéditos, até o Censo de 2010.
São cerca de 900 mil índios vivendo no Brasil, divididos em 305 etnias e falando 274 línguas diferentes. O número de indígenas que habitam áreas urbanas está diminuindo. Essas populações estão voltando para aldeias, no campo, e pedindo a demarcação de áreas para viver com seus hábitos e valores preservados.
O percentual de índios que fala uma língua nativa é seis vezes maior entre os que moram em terras indígenas, do que entre os que vivem em cidades.
O estudo aponta que, entre 2000 e 2010, os percentuais de indígenas brasileiros que vivem nas regiões Sul e Sudeste caíram, enquanto cresceram nas outras regiões. A região Norte abriga a maior parcela de índios brasileiros (37,4%), seguida pelo Nordeste (25,5%), Centro-Oeste (16%), Sudeste (12%) e Sul (9,2%).
A taxa de fecundidade entre mulheres que moram em terras indígenas também é significativamente maior que entre as que vivem em cidades. Em terras indígenas, há 74 crianças de 0 a 4 anos para cada 100 mulheres, enquanto nas cidades há apenas 20.

sábado, 20 de maio de 2017

Frigoríficos abrigam grandes trapaças no Brasil

O fornecimento de carne bovina ficou mais difícil para o Brasil 
O panorama mundial da carne poderia ter sido muito favorável ao país. A Austrália vive uma seca intensa, com suas pastagens comprometidas e com escassez de boi gordo. A Argentina ainda está de baixo d’água depois de tantas chuvas. O gado já não resiste a persistência da umidade elevada, com um estado corporal muito fraco, no exato momento em que o inverno  se aproxima.
Haveria espaço para que as exportações brasileiras fossem melhor remuneradas. Mas o escândalo da "carne fraca" comprometeu essa possibilidade. A JBS, maior fornecedor mundial de carne bovina, está envolvida nesse episódio e, para complicar o que já era difícil, acaba de comprometer-se com uma delação premiada que expõe suas práticas comerciais e empresariais. As possibilidades de qualquer recuperação de suas exportações estão comprometidas, no curto e no médio prazos, pelo desrespeito completo às normativas dos programas de integridade. Os problemas para a próxima semana não são menores. A Comissão de Valores Mobiliários abriu mais quatro processos administrativos referentes a denúncias de irregularidades em negócios nos mercados de capitais, envolvendo os principais acionistas do grupo e a própria JBS. Um dos processos trata de uso de informação privilegiada em operações no mercado de dólar futuro e com ações da JBS. Um outro investiga a atuação do Banco Original e da J&F no mercado de derivativos. Outro, de natureza jurídica assemelhada analisa a atuação da própria JBS no mercado de dólar futuro. E por final, mais outro processo investiga negociações do controlador da JBS com ações da companhia.
Nessa sexa-feira, o grupo J&F não aceitou os termos do acordo de leniência propostos pelo Ministério Público Federal, que previa pagamento de R$ 11,17 bilhões. Aqui, as consequências para o grupo podem ser fatais.
Disso se aproveitam os Estados Unidos, avançando as negociações para fornecimento do produto para a China. O mercado chinês para importações de carne bovina do Brasil está na casa dos US$ 4 bilhões por ano.
Os Estados Unidos tiveram suas exportações para China suspensas em 2003 em função do problema da "vaca louca". A tese vencedora, do então ministro da agricultura do Brasil, sustentou que nossa carne provinha de “boi verde”, alimentados apenas pelas das pastagens brasileiras. Entretanto, os escândalos sucessivos protagonizados pela indústria da carne, facilitou as renegociações entre China e Estados unidos que devem estar concluídos no final do próximo mês, conforme anuncia o Departamento da Agricultura norte-americano. A China impõe aos pecuaristas americanos que suprimam a utilização de medicamentos que estimulam o crescimento dos animais a serem importados por ela. Impõe também uma cláusula de rastreabilidade que possa permitir o controle dessa obrigação e dos demais movimentos dos rebanhos. O cumprimento dessas cláusula não é tão simples, pois pate dos terneiros que vão à terminação em território americano é fornecida pelo México.
Disso tudo, fica um recado forte para Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes: compliance, segurança alimentar e rastreabilidade são prioridades definitivas para os próximos anos.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

As mudanças não param de impactar modelos de negócios existentes

Três condições para vencer no mundo digital
O mundo digital supõe três habilidades para manter competitividade empresarial.
1a) Ser rápido, ou seja, a empresa precisa ter a capacidade de se mover rapidamente, com agilidade, para perceber e responder às mudanças do consumidor, concorrentes disruptivos e condições de mercado em velocidade cada vez maior.
2a) Ser granular, acessando os dados e promovendo análises desses dados com a menor granulometria, de modo a alcançar, em tempo real, os nichos e sub-segmentos com maior potencial de compras.
3a) Ser crescentemente conectado, alavancando sua conectividade pela maior pró-atividade conferida às ações relativas ao ecossistema digital, formado por consumidores, clientes e funcionários. Essas ações devem ter os objetivos de proporcionar transparência e aprofundar o engajamento de todo o ecossistema com a empresa.
A tecnologia fará cada empresário rever seu modelo de negócio para manter-se competitivo e financeiramente saudável.

O mundo digital se aperfeiçoa para atrair clientes

Conectar e fidelizar consumidores
Empresas de produtos de consumo encontram hoje um novo desafio: envolver-se com os consumidores que são, cada vez menos atentos e que são cada vez mais conectados.
O esforço procura atingir a jornada dos clientes, desde o momento em que eles tomam consciência da existência da loja ou do produto até a decisão de compra, do uso do produto e, se possível, de suas reutilizações.
Pesquisas conduzidas nos Estados Unidos dão conta que:
• Us$ 0,56 de cada dólar gasto em uma loja passam por alguma forma de interação digital com o consumidor.
• US$ 0,37 das vendas nas lojas decorrem de algum tipo de interação com outros consumidores que utilizam dispositivos móveis.
• 55% dos consumidores conhecidos como millennials e 44% dos não-millennials declaram utilizar algum tipo de dispositivo digital durante suas viagens de compras.
• A participação das vendas de alimentos e bebidas no varejo eletrônico, em 2020, está estimada em 2,7% de toda a venda por esse canal.
Shoppers são 29% mais propensos a fazer uma compra no mesmo dia, quando usam as mídias sociais.
Esses números, levam as empresas de produtos de consumo, bem-sucedidas, a investir no desenvolvimento de habilidades digitais, para engajar e conduzir o comportamento do consumidor em uma jornada de compra mais atraente e gratificante. É o novo modo de obter um número crescente de clientes.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Cadeias de valor se beneficiam com os avanços tecnológicos

Custos de transações em queda
A evolução mais recente nas tecnologias desenvolvidas para amparar as cadeias de suprimentos deu novo impulso na eficiência das operações e, adicionalmente provocou um a redução expressiva dos custos de transações incidentes sobre os movimentos de materiais e de outros elementos, tais como produtos acabados, capital e outros ativos. Já é sabido que muitos desses “passeios” com produtos e matéria prima, bem como sua “hospedagem” em armazéns são estimulados pelas cargas tributárias nacionais diversas entre os países e pelas vantagens comparativas e competitivas distribuídas desigualmente por todo mundo.
Sem questionar outras causas, já se tem como certo que as operações custam cada vez menos e demandam menor tempo para sua realização, graças aos avanços da tecnologia de informações. É possível comandar e controlar, de forma minuciosa, cada passo dessas operações, e ainda entender profundamente os padrões de demanda de clientes ou fornecedores.
O influxo de informações de baixo custo, facilmente manipulado, passou a incorporar a inteligência artificial e a utilizá-la para o processo de decisão logístico. Enquanto o fluxo linear para projetar, criar e mover bens físicos permanece inalterado, os dados subjacentes agora fluem através e ao redor da cadeia de suprimentos, dinamicamente, e em tempo real (ou a qualquer outro ritmo tido como necessário pelos players). As novas interconexões entre processos e sub-processos transformaram as cadeias de fornecimento em redes eficientes e preditivas. Quando o custo das transações cai, a capacidade de transacionar com mais parceiros aumenta. Isso cria uma oportunidade de mudar para um mundo de cadeias de fornecimento interligadas, já que as empresas podem simplesmente se conectar com os mais diferentes parceiros, quando e onde for preciso, para fornecer um valor substancialmente maior.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O caminho para o crescimento

O Brasil não terá alternativas
fora da reforma fiscal
Nesse instante, o cenário econômico global é benigno, particularmente para o Brasil. Entretanto, o quadro interno precisa apresentar avanços mais convincentes.
Ainda que as reformas pretendidas para a legislação trabalhista e para a previdência social venham a sofrer mutilações impostas pelo legislativo, não resta dúvida de que o país avançará. Isso apenas será definitivamente convincente, se o quadro eleitoral de 2018 apontar como provável vencedor um candidato liberal e reformista. Aí sim, os investidores internacionais afastarão seus receios em relação ao país.
Já se imagina que as atuais mudanças não garantirão a saúde fiscal da União. Eleito, o novo presidente, deverá aperfeiçoar os atuais avanços na previdência e na regulamentação do trabalho. Haverá ainda muito a caminhar nesse sentido, reconhecendo, a necessidade de outras reformas no bojo do Estado brasileiro. Reformas como a do funcionalismo, a administrativa, do judiciário, reformas tributária e patrimonial devem integrar a agenda do próximo governo. O candidato eleito deve estar comprometido com o controle dos gastos, da redução dos juros e, sem dúvida, do retorno ao crescimento econômico mais vigoroso. A recuperação do grau de investimento virá como consequência natural desses avanços.
É possível hoje afirmar que os mercados de juros, câmbio e bolsa já apreçaram, pelo menos parcialmente, a perspectiva das reformas atuais, a estabilidade da dívida pública, o controle do risco externo e ancoragem do câmbio e da inflação. Remanescem como incertezas a serem afastadas, a aceleração do crescimento econômico, a ampliação da oferta de crédito ao empresário privado e o controle dos riscos políticos. 

O mundo melhora seus níveis de riscos

Riscos globais dão sinais de recuo
Parece ter havido uma conjunção errática de variáveis que aponta para a redução dos riscos globais.
Do ponto de vista político, a eleição na França trouxe a expectativa de uma União Europeia mais forte, mais unida e mais liberalizante. Nos Estados Unidos, o presidente encontra-se em posição difícil para exercitar seu voluntarioso populismo. Institucionalmente, sofre um controle intenso pelo senado norte-americano, cujas acusações agora caracterizam eventual comportamento conhecido pelo nome técnico de obstrução de justiça.
Economicamente, a Europa apresenta uma recuperação consistente. As promessas, no plano da política fiscal, levam ao crescimento da austeridade nos gastos públicos, na região. Na Ásia, os menores estímulos à economia chinesa, com impactos nas commodities e na inflação, somados ao arrefecimento da atividade econômica nos Estados Unidos, indicam que a tendência de alta dos títulos públicos de 10 anos, vá ocorrer de forma mais gradual.
O mundo reduz seus riscos e estimula investidores a assumirem posições mais ousadas.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Nem tudo são flores para a safra de grãos

Argentina e Paraguai já acusam 
fortes perdas no campo
As produções agrícolas da Argentina e do Paraguai sofrem reveses nesse momento.
O mau templo, com chuvas excessivas e tornados frequentes, castigam a zona rural da Argentina e do Paraguai. A situação é crítica para o rebanho bovino em toda a Província de Corrientes. O governo Argentino divulgou informações preliminares dando conta de que mais de dois milhões de hectares foram vitimado pelo excesso de chuvas, atingindo onze departamentos. As inundações se multiplicaram nas últimas semanas e os rebanhos bovinos não estão resistindo a essas condições. O número de óbitos nos rebanhos aumentou sensivelmente, causando prejuízos de grande monta ao pecuarista local.
A preocupação na zona rural de Corrientes é com a chegada do inverno. Nessa estação e provável que o frio possa complicar mais ainda o estado corporal das vacas, que conseguirem resistir à inundações.
Na agricultura, as maiores perdas estão associadas às regiões produtoras de soja, como, por exemplo, a província de Buenos Aires. Ali as inundações impediram a movimentação das máquinas e deixaram a cultura abaixo do nível das águas.
No Paraguai, sobretudo na região de Assunción, estão ocorrendo fortes tornados que danificam as culturas em zonas ribeirinhas, assim como a estrutura urbana da capital e de outras cidades vizinhas.
O rio Paraguai, extremamente sensível às chuvas em suas cabeceiras, alcançou 4 metros, provocando o abandono de inúmeras propriedades. O rio continua a subir aumentando a preocupação da defesa civil com essas áreas.
Embora ainda não haja informações oficiais sobre as áreas agrícolas afetadas pelas chuvas, sabe-se que as culturas correspondentes à safrinha, devem ter, face a essas condições climáticas adversas, uma produtividade muito reduzida.

Não faltará grãos para o mundo

Departamento de Agricultura foi surpreendido pelo avanço no plantio da soja e do milho
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, conhecido pela sigla USDA, apresentou nesta segunda-feira (15/5), o boletim semanal de acompanhamento de safras e atualização do plantio, apontando melhora do clima no Corn Belt – o cinturão do milho.
O próprio USDA não acreditava que os agricultores norte-americanos fossem capazes de compensar o tempo perdido no plantio, pelo regime de chuvas abundantes que atingiu a região no início da semeadura. Pode-se imaginar que esses agricultores tenham usado o período noturno para fazer o plantio. Isso é muito comum no Brasil, sobretudo nas épocas das colheitas.
O mesmo fenômeno valeu também para o plantio de soja. Tudo faz antever uma produção muito alta nesse país. Claro que em agricultura, as “previsões” nunca falham depois que tudo foi colhido. Antes disso, a safra de grãos terá que florescer, granar e passar por um período de pouca chuva na colheita.
Mas é inegável que o ano agrícola começou bem nos Estados Unidos e as previsões meteorológicas apontam para situação muito favorável, devendo pressionar ainda mais os preços dos cereais.
Para o Brasil fica a esperança de que nossa política cambial consiga colocar a moeda nacional no seu verdadeiro valor, sem leva-la a apreciações que possam subtrair a competitividade do agricultor brasileiro. Contribuiria muito para isso, as reformas trabalhista e previdenciária que, se aprovadas, tendem a deixar nosso câmbio mais estável.
A competitividade também poderia ser dada pela melhoria da logística de escoamento da safra e pela política de financiamento agrícola mais ágil.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Portugal em crescimento

Portugal pode alcançar a meta
de crescimento em 2007
A economia portuguesa continua a apresentar ritmo acelerado de crescimento, iniciado na segunda metade do ano passado. Cresceu 1% durante o primeiro trimestre de 2017. Trata-se do melhor resultado desde o quarto trimestre de 2007.
O PIB português, segundo a estimativa inicial do Instituto Nacional de Estatística, pode alcançar os 1,8%, fixado como meta pelo governo português para esse ano.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Startups

Caminho para o sucesso
No mundo das startups já foram identificados alguns procedimentos que podem leva ao sucesso.
A ideia que move a iniciativa encontra um bom abrigo dentro de uma incubadora. Lá ela ganha concretude. Se a ideia prosperar, melhor será buscar por um programa de aceleração de negócios. Isso pode facilitar muito o recebimento de aportes necessários de investidores. Finalmente, se tudo se transformar em uma solução inovadora, o objetivo passa a ser o de encontrar grandes grupos como clientes. Isso pode criar rapidamente muito valor ao negócio empreendido.
Daí para frente, o mercado, composto por esses clientes, transforma-se em garantia para a formação futura de receitas e lucros donovo negócio. Estarão garantidas as economias de escala que darão sustentação aos retornos dos capitais investidos.
Convém lembrar que as startups, ao longo da vida, se veem obrigadas a assinar acordos e firmar parcerias com inúmeros players, sobretudo com os investidores. Recomenda-se, então, que seja dada muita atenção aos aspectos jurídicos que envolvem esses passos. Aspectos societários e contratuais devem ser objetos de forte atenção por parte dos empreendedores. O oportunismo é prática crescente entre os angels.

sábado, 6 de maio de 2017

Já é moda nas grandes empresas o reconhecimento por colegas

Reconhecimento de funcionários não
dependem mais apenas dos chefes
Nas grandes empresas isso já é uma realidade. Os colegas indicam os funcionários que merecem reconhecimento, seja por suas atitudes no trabalho, seja por seus projetos, seja pela colaboração que emprestam à equipe. Esses critérios variam segundo os níveis hierárquicos e segundo a natureza das atividades.
A cada período, os funcionários votam, indicando aqueles colegas que julgam melhores, a partir das atitudes, de sua contribuição ao desempenho da equipe ou dos projetos que administram. Os mais votados obtêm um reconhecimento, em eventos rápidos de celebração e levam para casa algum prêmio. 
As premiações também variam. Vão desde uma medalha, passando por um troféu, pela veiculação na comunicação interna da empresa, até prêmios em dinheiro, acrescidos ao salário, no final do mês.
Em outros casos, quando se referir a projeto desenvolvido, com impactos positivos nos negócios da empresa, a premiação pode ser dividida entre os membros desse projeto.
Esse tipo de reconhecimento cria um ambiente muito saudável e acaba melhorando o clima da organização, além de estimular o trabalho em equipe. Os trabalhos de grupos, muito associados às atividades de manufatura, produzem efeitos na melhoria da qualidade, no meio ambiente e na segurança dos trabalhadores e realmente precisam ser reconhecidos.
Como desafio, resta saber  amaneira que se fará o reconhecimento com o surgimento do trabalho em casa, realizado remotamente.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Alto descontentamento no Reino Unido

O conservadorismo em alta
O Partido Conservador do Reino Unido conquistou mais de 100 assentos em conselhos locais da Inglaterra e do País de Gales. A primeira-ministra Theresa May aumentará provavelmente, com isso, sua maioria parlamentar na eleição nacional do dia 8 de junho.
O Reino Unido realmente deve ter razões fortes para deixar a União Europeia e os eleitores demonstraram claramente, nessa votação de quinta-feira, que a aprovam o Brexit, escolhendo milhares de ocupantes de postos de governos locais pela Escócia, Inglaterra e País de Gales. O Partido Conservador, de Theresa May, já obteve o controle de cinco conselhos e ganhou uma corrida pela prefeitura.
Esses resultados evidenciam um descontentamento generalizado com a União Europeia e, ao que parece, o Brexit vai continuar sendo levado à frente, sem que as razões para isso tenham sido completamente entendidas pela UE.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Para pensar uma alternativa

Uma proposta de curto prazo
para  o câmbio no Brasil
As commodities vieram abaixo. As agrícolas - soja, milho, cacau, feijão, trigo, algodão, café, carnes de frango, de boi e suínas – caem fortemente já há algum tempo. As minerais -minério de ferro, alumínio, petróleo, ouro, níquel, prata, cobre -, despencaram no dia de hoje, produzindo forte queda da bolsa de São Paulo. As financeiras - moedas, títulos públicos de governos federais e ambientais – oscilam ao sabor das notícias sobre os quadros políticos nacionais.
Não precisa dizer que essa situação semeia forte intranquilidade entre os exportadores, com um dólar baixo e indefinido.
No plano teórico a discussão ainda é bi polarizada. Na visão do mais liberais, a política cambial deveria ser livre e assentada na extinção de todos os controles, com conversibilidade plena da moeda, consolidando a estabilização macroeconômica. Isso, no entanto, pressupõe, no mínimo, um tripé formado por expressivo superávit fiscal primário, baixo endividamento público e taxas de juros fixadas pela meta inflacionária e pelo câmbio flutuante. Não é o que acontece por aqui no momento.
De outro lado, uma visão intervencionista sustenta que os controles permitem independência diante do mercado financeiro de curto prazo. Com isso, reduz a volatilidade do câmbio, limita a valorização em fases de liquidez, reduz pressões de desvalorização em momentos de crise, melhoram as condições de financiamento da dívida pública, evitando a perda de competitividade associada à valorização cambial. Finalmente, reduzem a exposição de bancos e de empresas aos riscos do endividamento externo de curto prazo.
Como a vertente mais clara de crescimento econômico e do aumento de emprego repousa hoje nas exportações, que tal pensar em um real mais desvalorizado e garantir seu valor através de câmbio fixo (ou em banda), pelo menos até as condições para adoção de uma política liberal, de câmbio livre, se complete?
Exportadores precisam de maior nível de certeza para expandir sua produção. Aqui dentro, o desemprego é alto, a renda familiar está comprometida, os rendimentos reais continuam em queda e a inadimplência atinge uma população apreciável de consumidores. Difícil superar esses obstáculos no curto prazo. A exportação pode ser uma vertente importante de crescimento. 

Façam suas apostas

Os sinais ainda são contraditórios
A produção industrial brasileira apresentou forte recuo no mês de março em relação ao mês anterior. A queda na produção foi de 1,8%, segundo o IBGE.  É o pior desempenho mensal, desde agosto de 2016, atingindo generalizadamente a grande maioria dos setores industriais.
Esse número faz crer que o processo de recuperação da economia brasileira ainda não se definiu. As resistências encontradas para a aprovação das reformas da trabalhista e da previdência desestimulam os investimentos no setor industrial. Por outro lado, o comprometimento da renda, a inadimplência, o desemprego e a redução do rendimento real continuam a segurar o aumento da demanda.
As armadilhas para a retomada ainda não foram desarmadas e dificilmente serão subtraídas sem as reformas anunciadas. O comportamento oscilante do dólar nos últimos dias também expressa as dúvidas dos investidores, enquanto a bolsa permanece em alta, antecipando, de certa forma, o sucesso que as reformas alcançariam. Em tempos de incertezas, os movimentos especulativos se intensificam, as apostas se sucedem e os riscos aumentam exponencialmente.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Negociadores estabanados

O insucesso de uma negociação
Como tudo evoluiu de maneira a provocar o rompimento do Reino Unido com a Europa? Que caminhos foram percorridos sem que nenhuma das partes se mobilizasse para encontrar uma solução sensata para esse dilema? Por que os ânimos se exacerbaram tanto, até chegar nesse desfecho?
A decisão deixar a União Europeia deixará graves consequências para o Reino Unido. Do ponto de vista econômico, a perda de acesso privilegiado ao seu maior mercado anuncia uma apreciável redução do nível de atividade, produzindo um agravamento das tensões internas com a Escócia e a Irlanda. Do ponto de vista internacional, o Reino Unido perde importância pelo isolamento político. Daqui para frente se apresentará ao mundo como um player menos poderoso, mais pobre e, pior, dividido. Estará mais fraco e mais isolado no momento em que o mundo se polariza diante das ameaças russas e norte coreanas, padecendo com o descaso norte-americano por suas questões e, por outras, multilaterais. A China politicamente estará em ascensão como um provável árbitro no conflito com a Coreia do Norte, enquanto o Oriente Médio mergulha num caos, sem solução no curto prazo. A ideia dos Brexiters não foi nada brilhante.
A UE também não ganha nada com a saída do Reino Unido. Aliás perde e muito, sobretudo do ponto de vista simbólico, onde sua área de comércio mostrava-se coesa e dava sinais mais sólidos de recuperação. Péssima hora. O poderio militar do Reino Unido também não pode ser desprezado, nem sua economia liberal que já se constituiu em exemplo para o mundo e, em particular para a Europa.
Grandes colonizadores e grandes negociadores, os europeus não acharam solução para esse conflito. O Brexit transformou-se em um dos maiores fracassos de negociação em terras europeias. Demonstrou a completa falta de percepção para os problemas de cada parte, para suas razões. Elas não se sentiram ouvidas. A prepotência isolacionista de um lado e, de outro, a soberba de quem ignora os reais impactos de uma exclusão indesejada. Esse ânimo punitivo deve crescer ainda mais, levando ao um final desastroso para todos e, agora, transformado-se em fato de difícil reversão.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

O futuro dos britânicos

Agora é o momento do revide
à decisão do Reino Unido
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, mandou um aviso duro para o Reino Único. Discursando ontem no Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão, alertou para o fato de que o Reino Unido continuará a desfrutar dos direitos da União Europeia depois da desfiliação do bloco.
Na continuação, frisou que a União Europeia só irá evoluir nas tratativas com Londres sobre as novas relações a serem desenhadas para o futuro depois que os britânicos tiverem concluído sua desfiliação formal do bloco.
Para finalizar, Merkel colocou mais uma condição para a evolução das conversas sobre o Brexit, afirmando que as obrigações financeiras do Reino Unido com a UE terão que ser abordadas logo no início das negociações.
O endurecimento da chanceler alemã pode ser reflexo da aproximação das eleições no país e dos resultados das urnas, no primeiro turno, na França. De qualquer forma, parece haver na EU a disposição de tratar a desfiliação apenas “a pão e água”.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

A confiança do consumidor americano
recuou em abril

O índice de confiança do consumidor dos Estados Unidos recuou para 4,6 pontos no mês de abril em relação ao mês anterior. Veio para 120,3 pontos, segundo o Conference Board.Analistas entendem que a queda reflete a desaceleração do crescimento econômico, em função da política monetária menos flexível, inaugurada com a altas dos juros no país.Por outro lado, as expectativas sobre as economias da União Europeia têm apresentado crescimento ligeiramente acima do esperado. A variável mais preocupante nesse instante refere-se ao resultado das eleições nos principais países da região.No Brasil, o setor privado espera pela aprovação das reformas previdenciária e trabalhista encaminhadas pelo governo Temer. Reina, por aqui, um inusitado otimismo com as aprovações na Câmara Federal e no Senado.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Os resultados da união Europeia está atrelado à Alemanha

Governo da Alemanha cogita de
crescimento maior em 2017
O governo da Alemanha cogita o aumento do crescimento de seu PIB para 2017 e 2018. Esse fato traz maior otimismo aos analistas que já projetam aumento na demanda global.
O governo estima uma expansão de 1,5 %, em 2017, e de 1,7 % em 2018, alta de 0,1 ponto percentual para ambos em relação à projeção anterior, do início do ano.
O impacto no mercado de trabalho previsto é de um aumento de cerca de 1 milhão de vagas este ano e no próximo, desembocando no aumento da demanda doméstica e no aumento da arrecadação tributária.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Recuperação de florestas

O compromisso brasileiro
O Brasil assumiu, em 2015, o compromisso de reduzir as emissões da carbono em 37%, com base nos índices de 2005.
Esse uso e os demais usos previstos implicariam a recuperação de florestas em 12 milhões de hectares, cujos custos (em plantio de árvores nativas intercalados com eucalipto) estão avaliados em 120 bilhões de reais. Para se ter uma ideia o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) envolveu quantidade inferior a essa  (114,3 bilhões).
O valor é tão alto que já se pensa em uma captação via ativos as serem comercializados no mercado financeiro. Para isso, o CAR (Cadastro Ambiental Rural) terá que ser concluído e de maneira muito rápida e confiável.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O conceito de trabalho está se modificando

O que esperar do trabalho no futuro
A transformação digital reduziu a distância entre trabalho e vida pessoal. O equilíbrio entre trabalho e vida privada parece desaparecer a cada avanço da tecnologia digital.
Os resultados do trabalho estão sendo mais importantes do que o tempo que as pessoas levam para realizá-lo e sobre o local onde ele é executado. Também não importa o momento em que se trabalha ou o processo pelo qual ele foi realizado. O que importa são os seus resultados.
Todos devem estar disponíveis a qualquer momento para a tarefa solicitadas, não interessando mais o cumprimento da jornada de trabalho.
A vida profissional para muitos será composta por contratações de tarefas de curto prazo, sempre caracterizadas por ausência de vínculos de natureza trabalhista. São trabalhos típicos de um freelancer ou próprios do empreendedorismo. Muitas vezes, trata-se de trabalhos realizados em casa, em espaços públicos como cafés e escritórios alugados. Para alguns, esta é uma escolha positiva, embora não possa ser tomado como uma opinião geral.
A disputas pelos melhores talentos obrigarão as empresas a oferecerem pacotes de serviços mais atraente, estabelecendo maiores remunerações e regras mais flexíveis em termos de prazos e de outros elementos da entrega. Como os consumidores estão valorizando suas relações com as marcas, esses profissionais precisam alinhar- se ao valores da empresa e ao aperfeiçoamento dessas relações marca-consumidores

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O resultado econômico dita o rumo político

O caso francês ilustra o fracasso da dubiedade política
Não há como tergiversar com a economia nos países desenvolvidos. Resultados fiscais, emprego, crescimento e inflação são definitivos para as pretensões políticas dos candidatos.
Veja França sob o comando de Hollande:
PIB: O crescimento do PIB foi lento, embora estável no período 2012-17. Quando Hollande assumiu, o PIB crescia a 0,26% e no quarto trimestre do ano passado, a França cresceu a 1,1%. Entre o momento da posse e o final de 2016, o PIB nunca apresentou resultado negativo.
Entretanto, o crescimento do PIB francês é inferior à média da UE de 1,85% e inferior ao da Alemanha e do Reino Unido. Ou seja, trata-se de um resultado insatisfatório, embora positivo.
Desemprego: O governo Hollande recebeu do governo anterior um desemprego em 9,7%. Em dezembro de 2016, Hollande apresenta o desemprego com uma taxa de 10,0%, apontando para o insucesso de sua política de expansão do emprego e ainda com o indicador em ligeira alta. Também aqui, o desempenho é inferior à média da União Europeia de 8,2%.
Saldo Fiscal Consolidado: O déficit fiscal da França, em 2012, foi de 4,8% do PIB. Em 2016, o déficit diminuiu para 3,3%, embora também se mantenha mais alto que a média da União europeia inferior a 3% e esteja muito distante do resultado alcançado pela Alemanha com excedentes de 0,8% e da Área do Euro, déficit de 1,8%.
Inflação: Em geral, o crescimento da inflação em França foi inferior à média da UE, Alemanha ou Reino Unido durante a presidência de Hollande. Durante o segundo semestre de 2016 e início de 2017, o crescimento anual do índice de preços ao consumidor cresceu rapidamente, 1,4% em janeiro de 2017, mas ainda é inferior aos níveis do início de seu governo, algo em torno de 2%).
Resultados fracos, inferiores aos da região não permitiram sua candidatura à reeleição. Em países desenvolvidos, não se brica com a economia. O preço a ser pago pelo político é sempre muito grande.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Diplomatas terão que entrar em ação

O custo da vocação colonizadora 
A decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia abriu uma disputa paralela entre a Grã-Bretanha e a Espanha pela posse do pequeno território ultramarino de Gibraltar
Gibraltar pertence à Grã-Bretanha, mas a Espanha reivindica desde há muito tempo esse território. A Grã-Bretanha já deixou claro que não abre mão de Gibraltar.
No caso das Ilhas Malvinas, onde a posse da ilha era disputada com a Argentina, a solução se deu por meio de um conflito militar, inútil e descabido do ponto de vista diplomático
Agora, a disputa pela posse de Gibraltar deverá se prolongar, pelo menos, até a conclusão da negociação da saída do Reino Unido da União Europeia - Brexit, o que deve tomar minimamente dois anos.
É indiscutível a beleza desse território.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Brasil no topo dos juros

Mantivemos as maiores taxas de juros
do mundo
Os sites http://infinityasset.com.br e http://moneyou.com.br publicaram o texto abaixo, cuja leitura recomendo a todos:
“O Ranking Mundial de Juros Reais é um comparativo entre as taxas praticadas em 40 países do mundo e os classifica conforme as taxas de juros nominais determinadas pelos respectivos bancos centrais e as projeções médias de inflação futura (EX ANTE) das respectivas autoridades monetárias e institutos de pesquisa econômica”.
“Novamente o Brasil mantém firme no PRIMEIRO lugar do ranking como o melhor pagador de juros reais do mundo, acima dos maiores pagadores nominais da atualidade, a Argentina e a Venezuela. No ranking, 75% dos países optaram por manter os juros, enquanto 20% optaram pelo corte e 5% optaram pela elevação. Entre 170 países, 76% mantiveram os juros, enquanto 21% optaram pelo corte e 2% elevou as taxas."

Beco sem saída

A queda de Maduro é uma questão de tempo
A escalada do autoritarismo levou a Venezuela ao isolamento político em quase toda a América Latina. Internamente, a oposição voltou a recuperar nas ruas a força que tinha perdido em outubro, apesar da violenta repressão nos últimos dias. A comunidade internacional intensificou sua pressão sobre o regime chavista e México assumiu a liderança da região diante da crise venezuelana.
Agora o México lidera o grupo de 14 países da região – todos, exceto Equador, Bolívia, Nicarágua e o bloco caribenho. O último comunicado conjunto, pela primeira vez, pedia a liberação dos presos políticos, a determinação de um calendário eleitoral e o reconhecimento da legitimidade das decisões da Assembleia Nacional.
Os movimentos das últimas semanas representam uma mudança substancial na concepção da política externa mexicana em relação à América Latina.
Se a via diplomática for rompida, a busca de uma saída vai se dar em em um contexto mais violento, provavelmente com o fechamento total do regime e com uma oposição unida e mobilizada. Provavelmente, alas do próprio regime forçará a saída de Maduro.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Dicas para a sobrevivência profissional

Competências que as empresas
valorizarão para contratar seus gerentes
Pesquisa do PROCEB/FIA aponta que para os próximos anos, as empresas estarão à busca de colaboradores que apresentem habilidades humanas críticas para a gestão de negócios: resolução de problemas, criatividade, gerenciamento de projetos e capacidade de ouvir pessoas. O processo decisório requererá indivíduos que não se afastem dos critérios éticos e morais.
A disposição para o ensino continuado será muito valorizada pelas organizações, assim como serão valorizadas as habilidades para o trabalho em grupos multidisciplinares: comunicação, liderança e o respeito as culturas e subculturas empresariais.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Marketing digital

Integrar canais de distribuição
Já não se discute mais sobre as rivalidades entre canais físicos e digitais. Agora, os esforços estão centrados em como integrá-los de forma a permitir a relação do cliente com a marca. Afinal, é com a marca e seus produtos que o cliente quer se relacionar para ver suas necessidades atendidas.
A palavra de ordem é integrar e-commerce, vendas diretas, vendas corporativas e lojas físicas, por meio da digitalização das lojas, tornando-as mais interativas. As lojas devem disponibilizar internet, terminais com múltiplas funções, vendedores munidos de dispositivos móveis e acesso a informações, já que os clientes virão às lojas, de modo geral, depois de consultarem preços, produtos e qualidade na internet. Vendedores precisam ter informações mais ricas porque serão mais questionados.

Filas, nem pensar. As gerações mais novas querem ter terminais próprios para efetuarem seus pagamentos, sem demoras. Se possível aplicativos que permitam pagar pelo seus dispositivos móveis.Querem também terminais que permitam realizar todo o processo de escolha de produtos. O pessoal da loja deve se concentrar na preparação e na entrega dos produtos comprados.
As lojas devem aprender a gerir seus estoques. Adaptá-los às novas circunstâncias da demanda. Nada de vendas perdidas por falta de itens no estoque e nada de estoques excessivos, pois isso pressionaria o capital de giro da loja. Tudo requer investimentos em tecnologia, marketing digital e logística.

domingo, 9 de abril de 2017

Concentração também no mercado acionário

91% do mercado de ações do mundo é feito por 23 países
O Credit Suisse divulgou um estudo recente que sobre os investimentos nos últimos 117 anos, em 23 países.
Os países analisados são:
  • EUA e Canadá
  • Países da Zona do Euro (Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Portugal e Espanha)
  • Países que não estão na Zona do Euro (Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Rússia, Suécia e Suíça),
  • Mercado da região da Ásia-Pacífico (Austrália, China, Japão e Nova Zelândia)
  • África do Sul
No final de 1899, o mercado britânico era o maior do mundo, representando 25% do mercado total para ações. O segundo era o mercado americano com 15% e pelo alemão com 13%.
O mercado dos EUA superou o do Reino Unido ao longo do século XX e hoje representa 53,2% do total.
Esses 23 países concentravam, em 1900, 98% do mercado de ações do mundo. Nesse instante, represetam , 91% de todo o universo de investimentos.

O recado está dado

Três vezes, na mesma semana
Novas manifestações neste sábado, em Caracas e algumas outas cidades venezuelanas, marcaram as insatisfações com o banimento de cargos eletivos levado a cabo pelo presidente Maduro. Milhares de pessoas, algumas carregando cartazes escritos “Não à ditadura! ”, saíram às ruas em apoio ao líder banido Henrique Capriles, contra o governo do presidente Nicolás Maduro. Os protestos foram provocados pela decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela na semana passada de assumir o papel do Congresso, liderado pela oposição.
A comunidade internacional já reconheceu não existir mais na Venezuela um estado democrático de direito.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Voltando à economia real

O fluxo cambial encerrou março com superávit de US$ 2,9 bilhões
O fluxo cambial financeiro mostra o desânimo dos investidores internacionais com as ações e com a renda fixa, enquanto o fluxo moedas derivado das transações comerciais respondeu pelo superávit do mês de março.
Muito curioso, pois as exportações contratadas somaram US$ 20,4 bilhões, número superior aos US$ 11,8 bilhões decorrentes das importações.
O superávit comercial atingiu, portanto, de US$ 8,6 bilhões.
Contrário senso, a conta financeira registrou saída líquida de US$ 5,7 bilhões.
Com esses resultados, o fluxo cambial acumula saldo positivo de quase US$ 2,0 bilhões neste ano.
A especulação está dando lugar aos resultados produzidos pela economia real e, à medida em que o risco Brasil cair, terá início uma nova fase de investimentos externos diretos.

Emprego em alta

O emprego no Brasil melhora lenta e consistentemente
Depois dos dados do IBGE apontarem, na semana passada, que a taxa de desemprego no Brasil subiu para novo recorde de 13,2 % de dezembro a fevereiro, aparece a boa notícia trazida pelo Indicador Antecedente de Emprego, de março, da FGV.
O indicador aponta para uma recuperação do mercado de trabalho, com alta de 4,6 pontos no mês, atingindo 100,5 pontos, no terceiro avanço consecutivo. A alta acumulada é de 10,5 pontos no ano de 2017. Auspicioso notar ainda que a Indústria de Transformação contribuiu de forma expressiva para essa recuperação.
O mercado de trabalho ainda está bastante difícil, embora já se registre o crescimento do número de contratações, com carteiras assinadas.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Receios com o Brexit

O Reino Unido começa a estimar
suas perdas com o Brexit
No plano político, começam a ficar evidentes as cisões internas. Escócia e Irlanda do Norte já se manifestam claramente contrárias à ideia de abandonar a União Europeia. O Parlamento escocês já programou um referendo de independência para 2018.
O Brexit, olhado pelo lado econômico, parece enfraquecer o Reino Unido. Empresas de variados setores anunciam uma verdadeira debandada em direção à União Europeia. A Alemanha é o principal destino dessas organizações, seguida pela Holanda e pela França. As vagas de trabalho diminuem muito rapidamente, enquanto aumentam os temores por imposições de barreira tarifárias para as exportações do Reino Unido ao resto da Europa.
A Irlanda do Norte corre o risco de perder os subsídios agrícolas da U.E. e de ver reduzido os investimentos externos diretos de empresas buscam o país por sua baixa tributação. A Escócia estima que 80 mil postos de trabalhos sejam fechados com o Brexit e que os salários reais venham a sofrer uma redução de 7%.
A divisão do Reino Unido não parece ser uma boa solução. A decisão de sair do bloco europeu nasce de um inconformismo com a política praticada pela UE em relação aos países do Reino. A União Europeia teve tempo e oportunidade para minimizar essas rivalidades e conduzir um processo hamônico de consolidação do bloco.
Outros países já começam a pensar em fazer o mesmo. É hora de uma ação que mais forte para  manter o sonho da unificação europeia. Expressões com países "da periferia" podiam ser evitadas e novos países precisam ser trazidos ao mercado europeu. Na base de tudo está o conceito de economias de escala. Esse sim é a causa de tudo e o benefício de todos.

Para recém formado

Para ampliar o repertório humano,
estudando no exterior
A Universidade de Dublin, a mais prestigiada universidade da Irlanda, abriu inscrição para processo seletivo a uma bolsa de estudo, até o dia 10 de abril, voltada exclusivamente a brasileiros que queiram fazer o mestrado em: história moderna, história irlandesa, dramaturgia, tradução literária e escrita irlandesa.
O mestrado tem início em setembro e a bolsa custeia as despesas co passagens aéreas, acomodação no país, anuidade do curso e demais despesas do estudante no país, totalizando 35 mil euros.
Maiores informações no link:
http://www.abei.org.br/news/scholarship-abeihaddad-fellowship-2017-2018?lang=en

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O trabalho na berlinda

Qual será então o papel da escola?
É inegável o impacto das tecnologias sobre o nível do emprego de todo mundo. Também não está distante o momento em que a inteligência artificial começará a substituir, com maior velocidade, os empregos gerenciais no nível médio das organizações.
Abre-se aqui uma polêmica inútil e contraditória, tendo de um lado, a preocupação com a manutenção das vagas de trabalho, sobretudo com vistas à sobrevivência do amplo conjunto de pessoas com baixo nível de qualificação e que ganham salários baixos.
Por outro lado, a sociedade exibe um claro desejo promover novos avanços da tecnologia que intensificarão a adoção dos robôs e da inteligência artificial. Os trabalhos remanescentes supõem alta qualificação dos trabalhadores. Com salários e produtividades muito elevados.
Como decorrência, o futuro reserva uma circunstância social de baixo emprego e crescente desigualdade social. Os governos serão chamados a intervir, com vistas a distribuir da renda e a riqueza, bem como a produzir políticas macroeconômicas que possam garantir baixos níveis de desemprego. Finalmente, entre os que pretendem trabalhar, é bom saber que o segredo estará na reciclagem da mão de obra, fornecendo-lhe instrução e treinamento para lidar com ferramentas de alta qualidade, cada vez mais frequentes em nossa sociedade.

O fim de um sonho ditatorial

O triste isolamento das ambições totalitárias
O governo venezuelano está internacionalmente isolado.
A Organização dos Estados Americanos - OEA - tem o mesmo entendimento do Mercosul. Suspendeu o país pelo descumprimento da cláusulas de adesão e corre o risco da ser defenestrado dessas instituições.
Os insultos à comunidade internacional são gratuitos e estéreis. O uso reiterado da expressão "Tríplice Aliança" é uma forma barata de provocação.
O governo venezuelano está inerte e já não apresenta proposições para sua continuidade. Sem apoio popular , ficou refém da sustentação militar que encontrou aí guarida para se  locupletar das oportunidades do enriquecimento ilícito.
O governo de Maduro vive um estágio terminal. Trata-se apenas de uma questão de tempo.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Recuperação à vista

Em maio já devemos ter sinais mais fortes 
Se os indicadores de confiança e de intenção de consumo estiverem certos, a recuperação da demanda chega em maio.
A intenção do consumo das famílias, nesse último mês, tem se mostrado em alta em todas as aferições feitas por instituições especializadas.
A confiança medida pela Confederação Nacional de Indústria e pela Confederação nacional do Comércio também manteve-se em alta.
A população consumidora, o comércio e os produtores acreditam que a desinflação conseguiu desapertar os orçamentos da família e que os gastos podem subir.

domingo, 2 de abril de 2017

O mundo já não é mais o mesmo

Os governantes continuam os mesmos
No Paraguai, tivemos fortes manifestações populares depois que 25 senadores aprovaram uma emenda constitucional, permitindo a reeleição do presidente do país, Horacio Cartes. O projeto foi aprovado pelos senadores ao final de uma sessão convocada de urgência, no final da semana.A manifestação resultou na morte de um importante líder ativista da oposição, dezenas de cidadãos feridos e na destruição do congresso Nacional, ademais de outros prejuízos ao patrimônio público.
Na Rússia, outro oposicionista, Alexei Navalny, e centenas de partidários foram detidos há sete dias atrás durante protestos contra a corrupção, em uma das maiores manifestações contra Vladimir Putin desde seu retorno ao Kremlin em 2012. Os protestos, convocados por Navalny, reuniram dezenas de milhares de pessoas no país. Navalny já havia publicado rela tório, onde acusava o primeiro-ministro Dimitri Medvedev de patrocinar os interesses de um império imobiliário financiado por oligarcas.
Os Estados Unidos vivem onda de protestos desde a posse do presidente Trump. Protestos de feministas, contra os posicionamentos sexistas do presidente, protestos de imigrantes, protestos contra as mudanças nos planos sociais herdados de Obama, protestos contra a discriminação religiosa e racial e protestos na área econômica pela implantação de medidas protecionistas, de inspiração mercantilista.
Na França, os protestos têm como alvo as ações policiais, tidas como muito violentas, e contra a exclusão das populações das periferias das grandes cidades, tomadas pelo sentimento de injustiça em relação aos imigrantes que vivem nos subúrbios dessa cidade. Mais recentemente as manifestações ganharam mais força, com a população intensificando a violência em seus protestos contra as reformas trabalhistas propostas pelo Governo.
No Brasil, ocorrem protestos contra o governo Dilma, contra as necessárias Reforma da Previdência e das relações trabalhistas e a favor da Lava a Jato.
No mundo todo, o povo participa, vigia com maior atenção a gestão pública.
Políticos precisam entender a nova realidade e reassumir seus compromissos com a sociedade. É momento de deixar à margem os interesses de grupos e de pessoas e de produzir o atendimento às crescentes demandas sociais. Elas estão se reproduzindo em velocidade muito rápida, tornando-se iminentes e os governantes não conseguem responder a elas com a presteza que a sociedade exige.