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domingo, 31 de outubro de 2010

TV PAGA TEM CRESCIMENTO SUPREENDENTE

Acaba de sair um relatório da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)com novos dados sobre a TV Paga no Brasil.

Impressiona o crescimento: o Brasil atingiu em setembro a marca de 9.073.817 domicílios com TV por assinatura. Lembro que em 2006 era 4,5 milhões de domicílios. Praticamente dobrou o número de lares que contam com TV paga no Brasil.
A TV paga sempre foi considerada uma plataforma de suporte devido a grande quantidade de canais ( mais de 80) e a baixa audiência. Parece que o problema de audiência foi resolvido: se multiplicarmos por 3,3 (número médio de habitantes por domicílio) teremos uma audiência superior a 29.7 milhoes (maior que a audiência em TV Aberta na Argentina).
A penetração em lares com TV PAGA passou de 8% em 2006 para 15% em 2010. A TV paga já não pode ser considerada apenas suporte.

Há um dado interessante a TV paga cresce nas regiões mais distantes dos núcleos emissores.
As regiões Norte e Nordeste são as que apresentam maior crescimento no número de assinantes. Em Roraima, o número de usuários de TV paga dobrou em 2010.
Isso é explicado pela busca de sortimento de entretenimento nessas regiões, como também pela dificuldade em se ter boa recepção do sinal da TV aberta.
As operadoras via satélite (tecnologia conhecida como DTH, de direct to home) aumentaram seus assinantes em 42% de janeiro a setembro de 2010 e já representam 43% do mercado, contra 37% no ano passado.

Cada vez mais fazer um plano de mídia deixa de ter uma solução TRIVIAL.
Bom para todos.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA

Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios

Novas perspectivas podem aparecer

Confiança dos europeus aumenta em outubro
A confiança dos consumidores e executivos europeus cresceu mais do que o estimado pelos analistas no mês de outubro, segundo dados da Comissão Européia. O índice de confiança de consumidores e empresários, nos 16 países da Zona Euro, cresceu para os 104,1 nesse mês, depois de, em setembro, ter alcançado 103,2.
O índice excedeu as expectativas dos analistas que estão atribuindo a alta à produção industrial na Europa em outubro. Há quem comece a aderir às previsões divulgadas pelo FMI no início do mês, dando conta de que a Zona Euro poderá crescer 1,7% em 2010, contra uma recessão de 4,1% em 2009, e isso graças ao bom desempenho da economia alemã.
Essa posição coincide exatamente com a que, pessoalmente, imagino para essa região. Gostaria de lembrar que o norte da Europa e uma boa parte de seu Leste têm contribuído muito também para essa recuperação. Enquanto a Europa Central e a Peninsular “fizeram água” o norte e o leste emergiram da crise muito rapidamente.
Definitivamente, há razões para o otimismo que começa a se desenhar por aquelas bandas. De lá possa vir um impulso decisivo para a economia mundial. Oremos, irmãos!

A Alemanha vence o desemprego

Desemprego na Alemanha no nível
mais baixo em 18 anos
Enquanto a maioria dos países europeus amarga o crescimento de seus níveis de desemprego, a Alemanha assiste a fenômeno inverso. Os desempregados na Alemanha são menos de três milhões pessoas. Foi o melhor desempenho dos últimos 18 anos e, certamente, deve estar associado à recuperação das exportações alemãs e ao crescimento de sua economia.
Durante a recessão, o Governo alemão criou um sistema de incentivos com o objetivo de evitar que as empresas dispensassem seus trabalhadores. A imprensa alemã tem interpretado esses incentivos como medidas prudentes e de natureza anticíclica, também.
Vale lembra que a crise inspirou reformas profundas na área do trabalho e acabou solicitando maior moderação dos gestores e sacrifícios adicionais aos cofres públicos. A Alemanha colhe agora os frutos de sua coragem e determinação nas reformas implementadas.
Talvez pudéssemos nos inspirar nesse exemplo para repesarmos a CLT e, de forma mais realista, produzir reformas que reconciliem o capital e o trabalho no país.

Europa em festa?

Inflação da Zona Euro começa a crescer.
Mas ainda é cedo para afastar a os temores sobre a recessão econômica
O Eurostat divulgou sua estima de inflação para a Zona Euro, referente ao mês de outubro. Foi de 1,9%, afastando o pior de todos os temores europeus: a deflação. Não afasta definitivamente, mas dá uma boa trégua a essa ameaça que andava atormentando todas as lideranças do Além Mar.
Já em setembro a inflação havia atingido os 1,8%. A alta dos preços de 1,9%, comparada a outubro do ano passado, é uma das mais expressivas, desde novembro de 2008, superando as estimativas dos analistas da Bloomberg.
A agência européia de estatísticas divulgará 16 de novembro dados definitivos referentes à inflação nos países que adotam o euro como moeda.
Curioso nessa alta de preços é que a Europa vive um momento de profunda austeridade econômica. O euro se fortalece em relação ao dólar, a taxa de desemprego situa-se em 10,1%, no mês de setembro, e as políticas fiscais tornam-se mais severas, paulatinamente, entre os estados europeus. Realmente, as crises podem aparentemente inverter a lógica econômica. Mas, apenas aparentemente, porque dessa lógica e da elegância do pensamento econômico ninguém escapa.

sábado, 30 de outubro de 2010

Em alta, bancos médios podem
virar grandes
Por Fernando Teixeira, DCI - http://www.blogfernandoteixeira.wordpress.com/
Os bancos médios, embora não apresentem números bilionários como os dos gigantes do setor, mostram força na atual safra de balanços. Um dos exemplos é o Banco Sofisa que apresentou aumento de 194% do lucro, segundo balanço divulgado ontem. O banco Mercantil do Brasil não deixou por menos e relatou lucro recorde de R$ 120 milhões no semestre, aumento de 569% em relação ao semestre do ano passado.
Na mesma linha, o Daycoval apresentou lucro líquido de R$ 64,2 milhões no segundo trimestre do ano, alta de 17,4% na comparação com o trimestre anterior. No acumulado do ano, o lucro líquido atingiu R$ 118,8 milhões, 37,3% superior em relação ao mesmo período de 2009.
Na visão do professor de Economia e diretor da Fractal Instituto de Pesquisa Celso Grisi, alguns bancos já podem romper a barreira que separa bancos médios de grandes. “Existem clientes e segmentos de rendas que constituem públicos para novos bancos. O mercado cresce e mais bancos podem entrar.”

Sem arriscar nomes, Grisi analisa que é “apenas” uma questão de tempo para o segmento de pessoas jurídicas demandar tratamento especializado e bancos deste segmento emergirem como grandes no cenário nacional. “Os bancos estão grandes o suficiente para fazer operações de grande escala no mercado. Logo precisarão trabalhar com novos segmentos também.”
Entre os principais fatores que podem levar bancos médios a mudarem status no mercado, Grisi destaca o crescimento da renda e da própria população. “Já existe demanda para operações de valor agregado maior, como previdência, seguros, empréstimos de maior valor.”
Para ele, a classe média já começa a buscar financiamentos para trocar a casa própria por imóveis maiores. “Há ainda espaço para grandes operações imobiliárias, como abertura de capital de grandes conjuntos habitacionais, por exemplo.”
Quanto aos resultados, o diretor do Instituto Fractal acredita no bom potencial de crescimento do crédito nos bancos brasileiros de médio porte. “Novas melhorias no índice de qualidade de ativos devam ocorrer. Bancos de médio porte são beneficiados pela retomada do crescimento do crédito no setor, motivado pelo segmento de pequenas e médias empresas (PMEs) e pelas menores necessidades de provisões em virtude da melhoria na qualidade dos ativos”, reforça.
Ele aposta em que os fortes índices de capital e a sólida liquidez devem continuar a sustentar o crescimento do crédito. “As carteiras de crédito do universo de bancos de médio porte devem crescer na faixa de 20% a 30% no exercício 2010.”
Para ele, os riscos de redução das carteiras estão associados aumentos nas taxas de juros e o possível aperto na captação.
Para o segundo semestre, Grisi destaca que as posições de liquidez no universo de bancos de médio porte continuarão sólidas. “São sempre preocupantes a disponibilidade e os custos crescentes das fontes de captação, especialmente para os bancos desse segmento, que têm mais dependência de cessões de crédito e depósitos a prazo DPGE [Depósitos com Garantia Especial]. Portanto, vamos ficar de olho nisso.”
Novos bancos
“Tranquilamente poderíamos ter mais dois bancos de varejo até no próximo ano. Não haveria dificuldade para emplacar”, afirma o economista Celso Grisi.
Segundo ele, bancos chineses já pensam na possibilidade de abrirem filiais no Brasil. “Já redes europeias precisariam organizar seus índices de Basileia, antes de aportarem no Brasil.”
Na visão do vice-presidente do banco Mercantil do Brasil, André Brasil, os grandes bancos brasileiros são de porte universal. “Não há como bancos médios se igualarem. Os médios como o BMG são líderes onde atuam.”
Os bancos médios, embora não apresentem números bilionários como os dos gigantes do setor, mostram força na atual safra de balanços. Um dos exemplos é o Banco Sofisa, que apresentou aumento de 194% do lucro, segundo balanço divulgado.
Com os números apresentados no primeiro semestre, analistas do setor já colocam estas instituições em patamares próximos aos de grandes bancos que atuam no País. Na visão do professor de Economia e diretor da Fractal Instituto de Pesquisa, Celso Grisi, alguns bancos já podem romper esta barreira. “Existem clientes e segmentos de renda que constituem público para novos bancos. O mercado cresce e esses bancos vão crescer junto.”
Grisi analisa que é apenas uma questão de tempo para o segmento de pessoas jurídicas demandar tratamento especializado e bancos deste segmento emergirem como grandes no cenário nacional. “Estes bancos já estão grandes o suficiente para fazer operações de grande escala no mercado. Logo precisarão trabalhar com novos segmentos também.”
Celso Grisi aposta em que os fortes índices de capital e a sólida liquidez devem continuar a sustentar o crescimento do crédito. “As carteiras de crédito do universo de bancos de médio porte devem crescer na faixa de 15% a 40% no exercício de 2010.”

FEA/USP muito ativa, outra vêz

De 1 a 6 de outubro de 2010
04.11 Quinta
SEMINÁRIOS DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Produtos Florestais: Os desafios globais e o Brasil
Das 17h30 às 19h, sala A1, FEA-1
Palestrante: Elizabeth de Carvalhaes (presidente-executiva da Bracelpa)
Responsável: Prof. Dr. Jacques Marcovitch
Realização: IRI-USP
Inf.: 3091-5942
Confirmar presença por e-mail:  mudarfuturo@usp.br
05.11 Sexta
20º SEMINÁRIO PROFUTURO
Inovação e sustentabilidade: perspectivas e oportunidades
A partir das 8h30, sala da Congregação, FEA-1
Responsável: Prof. Dr. James Wright
Realização: FEAUSP e FIA
Inf.: 3818-4021
Vagas limitadas
Inscrições no site: https://www.fundacaofia.com.br/cadastrofia/Default.aspx?idcurso=935&idturma=2244
profuturo@fia.com.br
06.11 Sábado
1º CONGRESSO AENE 2010
Avaliação do Estado de Nutrição de Escolares - Evento fechado
Dias 6 e 13 de novembro, das 10h às 13h30, sala da Congregação, FEA-1
Responsáveis: Profs. Drs. Cláudia Cezar e Denise Cyrillo
Realização: AENE, PRONUT e EAE
Inf.: 3091-5898
http://bit.ly/awFfEY
Defesas de Teses
Contabilidade
ELOANE NAIARA LOPES FERNANDES
Mestrado
“O impacto da informação contábil de empresas fechadas na percepção de risco dos analistas de crédito"
Dia 3 de novembro, às 8h30, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Luiz Nelson Guedes de Carvalho
Comissão: Profs. Drs. Iran Siqueira Lima e Sigmar Malvezzi
Administração
CAMILA BENATTI MOURAD
Mestrado
"Efeito da regulação sobre sistemas agroindustriais de produção de biodiesel"
Dia 5 de novembro, às 9h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Geraldo Luciano Toledo
Comissão: Profs. Drs. Edson Crescitelli e Thelma Valeria Rocha
Agende-se
NOVEMBRO
AIESEC NA USP - PALESTRAS
Consumo consciente, Liderança, Global Village-Feiras de países, Networking, Empreendedorismo e Intercâmbio
De 8 a 11 de novembro, na FEAUSP
8/11: Consumo Consciente, das 17h às 19h, sala da Congregação, FEA-1
9/11: Liderança, das 11h15 às 12h15, sala da Congregação, FEA-1
9/11: Global Village - Feira de Países, das 18h30 às 19h30, saguão, FEA-1
10/11: Networking, das 11h15 às 12h15, sala da Congregação, FEA-1
10/11: Empreendedorismo, das 17h às 19h, sala da Congregação, FEA-1
11/11: Importância do intercâmbio na Profissão, das 11h15 às 12h15, sala da Congregação, FEA-1
Responsável: Cynthia Zarowny
Realização: AIESEC
Programação completa e inscrições, no site: http://semanadaaiesecnafeausp.blogspot.com
usp@aiesec.org.br
APRESENTAÇÃO DO LIVRO
"Latinoamérica frente al espejo de su integración (1810-2010)"
Dia 9 de novembro, às 17h, sala da Congregação, FEA-1
Organizador: Arturo Oropeza García
Participantes: Profª. Drª. Maria Hermínia Tavares de Almeida, Drs. Ricardo Sennes e Wagner Menezes
Responsável: Profª. Drª. Maria Hermínia Tavares de Almeida
Realização: IRI-USP, Universidad Nacional Autónoma de México, Instituto de Investigaciones Jurídicas e Consulado Geral do México
Inf.: 3091-5942
relinter@usp.br
www.iri.usp.br
DEBATE INTERNACIONAL
Economic conjuncture and impacts of income distribution in emerging countries
Dia 9 de novembro, das 20h às 23h, Auditório, FEA-5
Responsáveis: Mário Neto e Milton Daré
Realização: Feamais Alumni FEAUSP e Instituto Empresa
Inf. e Insc.: no site: www.usp.br/feamais2/painel2010
feamais@feamais.org
SEMINÁRIOS DE HISTÓRIA ECONÔMICA “HERMES & CLIO”
Lançamento e discussão do livro: À vista ou a prazo: comércio e crédito nas Minas setecentistas
Dia 10 de novembro, das 11h30 às 13h30, sala 19, FEA-2
Palestrante: Prof. Dr. Angelo Alves Carrara (Universidade Federal de Juiz de Fora)
Responsável: Prof. Dr. José Flávio Motta
Realização: HERMES & CLIO – Grupo de Estudos e Pesquisa em História Econômica
Inf.: 3091-6058
www.usp.br/econ
63ª. REUNIÃO DA REDE FEAUSP DE GESTÃO DA QUALIDADE DE VIDA
Projetos Sustentáveis e Gestão da Qualidade de Vida
Dia 10 de novembro, das 11h30 às 13h30, sala Ruy Leme, FEA-1
Responsável: Profª. Drª. Ana Cristina Limongi-França
Realização: GQVT FEA-USP
Inf.: 3091-5908
Inscrições por e-mail climongi@usp.br
CONCERTOS ECA-FEA DE MÚSICA DE CÂMARA - Encontros mensais
Dia 10 de novembro, das 12h30 às 13h30, Auditório, FEA-5
Responsáveis: Profs. Drs. Edson Luiz Riccio, Michael Alpert e Amilcar Zani Netto
Realização: CCInt-FEA e ECA-USP
Inf.: 3091-6075   ou  elriccio@usp.br
4º SEMANA DO EMPREENDEDOR
Mini-Consultoria, Palestras e Cursos Somente para empresários e interessados em abrir seu negócio
Dias 10 e 11 de novembro, Auditório, FEA-5, saguão e sala da Congregação, FEA-1
Responsável: Cristiane Gazzanel
Realização: FEA júnior USP
Inf.: 3091-5904
Inscrições e programação no site: www.feajr.org.br
FÓRUM DE SUSTENTABILIDADE: DIÁLOGO VISIONÁRIO PARA CONVIVÊNCIA E HARMONIA
Dia 22 de novembro, das 8h45 às 12h30, sala da Congregação, FEA-1
Responsável: Prof. Dr. Isak Kruglianskas e Betty Feffer (presidente do Instituto Jatobás)
Realização: FEAUSP, Instituto Jatobás e PROGESA-FIA
Inf.: 4108-4064
Inscrições por email;  eventos@conversasustentavel.com.br
Programação completa no site:  http://bit.ly/aWsmLY
LANÇAMENTO DA SALA FUNDO CARLOS & DIVA PINHO
Dia 25 de novembro, às 17h, FEA-2 (térreo)
Responsável: Prof. Dr. Denisard Cnéio de Oliveira Alves
Realização: EAE-FEAUSP
Inf.: 3091-5802, com Alda
SEMINÁRIOS DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Comércio Internacional: Os desafios globais e o Brasil
Dia 25 de novembro, das 17h30 às 19h, sala A1, FEA-1
Palestrante: André M. Nassar (ICONE)
Responsável: Prof. Dr. Jacques Marcovitch
Realização: FEAUSP e IRI-USP
Inf.: 3091-5942 ou por e-mail mudarfuturo@usp.br
XII ENGEMA - Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente
Inovação e Sustentabilidade na Nova Economia de Baixo Carbono: Uma Agenda para o Século XXI
De 29 de novembro a 1 de dezembro, na FEAUSP
Responsáveis: Profs. Drs. Isak Kruglianskas e José Carlos Barbieri
Realização: EAD/FEA e EAESP/FGVInf.: 3818-4034
marciad@fia.com.br
engema2010@fia.com.br
www.engema.org.br
DEZEMBRO
III ENED - ENCONTRO DA UNIVERSIDADE COM EMPRESAS EM DESENVOLVIMENTO
“A empresa em desenvolvimento como suporte ao crescimento da economia brasileira”
Dia 4 de dezembro, das 8h30 às 12h30, Auditório, FEA-5
Responsável: Prof. Almir Ferreira de Sousa
Realização: ProCED-FIA e PPGA-FEAUSP
Inf.: 3732-3506, com Juliana Carbone
Inscrições no site: www.fia.com.br/proced
Informe-se
SUBMISSÃO DE TRABALHOS PARA O 6º CONGRESSO DO INSTITUTO FRANCO-BRASILEIRO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS – IFBAE
Inovação, cooperação internacional e desenvolvimento regional
Até 3 de novembro
Congresso: 23 e 24 de maio de 2011, em Franca
Realização: Uni-FACEF Centro Universitário de Franca
Apoio: Programa de Mestrado Interdisciplinar em Desenvolvimento Regional do Centro Universitário de Franca Uni-FACEF e Grupo de Estudos do Desenvolvimento (GEDE)
Inf.: no site: http://www.facef.br/ifbae2011
Ifbae2011@Facef.br
CALL FOR PAPERS
7th ILERA Regional Congress of the Americas
5th Brazilian Conference of Labor and Employment Relations
Work in the Americas: Challenges and Opportunities
Até 15 de fevereiro de 2011
Congresso: Dias 22 e 25 de agosto de 2011, na FECOMERCIO
Responsável: Profª. Drª. Luciana Yeung
Realização: IBRET e ILERA
Informações e instruções no site:  www.irca2011.com.br
faleconosco@irca2011.com.br
CURSO DE INTRODUÇÃO À ECONOMIA SOLIDÁRIA
Dias 4, 5, 11 e 12 de dezembro, na ITCP-USP (R. Prof. Lucio Martins Rodrigues 403 - Travessa 4 - Bloco 28)
Responsável: Prof. Dr. Reinaldo Pacheco da Costa (POLI)
Realização: Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da USP (ITCP-USP)
Inf.: 3091-4400/5828   ou   itcp@usp.br
Insc. no site até 7 de novembro
www.itcp.usp.br

Semana que vem a OSUSP está imperdível

Com o encantamento da Sala São Paulo, a OSUSP volta a cena cultural
de nossa metrópole
Será no domingo, dia 7 de novembro, às 17h., com composições de Shostakovich, Almeida Prado e Mozart.
"Avant-première", dia 5, na USP, Anfiteatro Camargo Guarnieri, às 12h.
Os concertos contarão com a participação dos solistas italianos Marco Schiavo e Sergio Marchegiani, pianos, e a regência da maestrina Ligia Amadio.
Programa:
Almeida Prado
Amen
Wolfgang Amadeus Mozart
Concerto para 2 pianos e orquestra, K.365, em mi bemol maior
Dmitri Shostakovich
Sinfonia nº 5 ,op.47, em ré menor
Solista: Marco Schiavo e Sergio Marchegiani, pianos
Regente: Ligia Amadio
OSUSP - Orquestra Sinfônica da USP: www.sinfonica.usp.br

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Haveria alguma solução para o câmbio?

Uma proposta eficiente

Desse jeito, não há ministro que dê conta do dólar

E o Risco-País cai mais quatro pontos
O indicador de risco-País não respeita nem as condições adversas da economia internacional. Hoje caiu mais 4 pontos-base, ficando em 170 pontos. O real tornou-se ainda mais líquido, ainda mais forte e ainda mais estável, na visão do investidor internacional. A depender desse mercado, estaríamos a um passo da conversibilidade plena de nossa moeda.
Convenhamos que uma moeda tão forte não faz bem à vida empresarial brasileira. Em função disso, o presidente do Banco Central brasileiro esbraveja: "Teremos um momento importante agora, que será a reunião dos chefes de Estado do G-20".
É de se perguntar se isso resolveria alguma coisa. Certamente, não devemos apostar as fichas nacionais nessa reunião. Melhor seria que o próximo governo procurasse uma saída, por um outro lado. Até porque a solução pode estar aqui dentro.O ministro Mantega já nos aliviou das entradas especulativas de dólares. Agora, temos que tratar da entrada excessiva da  moeda americana, provocada pelos bons fundamentos econômicos e pela atratividade, exercida sobre os investimentos diretos estrangeiros, decorrente do crescimento de nossos mercados. Não se pode recusar um capital que aporta ao país para integrar nossa paisagem econômica, gerar emprego, renda e consumo.
O crédito abundante garante o mercado que o capital requer. O consumidor aproxima-se, graças às taxas de juros, do limite de seu endividamento. Os prazos dos empréstimos se alargam e a competição tem forçado a queda dos juros. Até quando vai isso? Sabe Deus!
Portanto, a saída é mandar dólares para fora. Que tal montarmos um programa articulado de compra de empresas estrangeiras no exterior, visando aumentar o fator agregado de nossas exportações? Teríamos que pagar tudo em dólares e assim estaríamos mandando o excesso da moeda americana para fora.

E que tal montarmos um agressivo programa de importações, com o objetivo de modernizar e embutir tecnologia em setores estratégicos do desenvolvimento nacional? A seletividade é o critério para evitar novos cartórios. O importante é trazer tecnologia do exterior e enviar dólares para lá. Equilibraríamos o fluxo de moeda estrangeira.
Setores estratégicos com maior intensidade tecnológica pagarão melhores salários ao trabalhador brasileiro. Esses produtos, quando exportados, terão esses bons salários pagos pelo consumidor estrangeiro.
Vale a pena cogitar disso tudo ou vamos permitir que a desvalorização do dólar fique como está?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Um Stricto Sensu do mais alto nível

Uma rara oportunidade de aprendizado sobre soluções de problemas complexos na área de gestão de negócios.
Convido a todos a conhecer um dos cursos mais inovadores na área de administração de empresas. O coordenador, Professor Carlos Brito Pereira, acadêmico do mais alto valor intelectual, foi realmente muito inspirado ao conceber o programa e sua metodologia.
Aviso aos navegantes: o curso exige muita dedicação. Eu disse MUITA, porque conheço o coordenador. Trata-se de um grande ser humano, mas muito exigente. Darei alguma aula nesse curso. Ele versará sobre teoria geral dos sistemas e hierarquização de problemas. O curso será oferecido na USP LESTE.

As inscrições já estão abertas e as informações sobre o processo seletivo estão em: http://each.uspnet.usp.br/sistcomplexos/.

Uma boa apresentação sobre o que são sistemas complexos pode ser encontrada em http://each.uspnet.usp.br/sistcomplexos/SC1/OQueSaoSistemasComplexos.ppt
A apresentação é feita pelo Professor Renato Vicente.
Entre nos sites recomendados. Conheçam o curso e o curriculos das "feras".

Justiça tributária na contramão

Distribuição de renda não se fez pela via tributária. Ao contrário, essa penaliza as camadas mais pobres.
As desigualdades sociais são reduzidas à medida que os tributos incidem mais fortemente sobre os que ganham mais e “pegam leve” as classes de menor renda. A isso, os economistas chamaram de progressividade tributária. Em sentido contrário, quando os mais pobres são os que pagam mais, fala-se em regressividade, ou seja, estaríamos diante de um sistema tributário regressivo.
Vejam que o fenômeno da regressividade, no Brasil, não é novo.

É o caso brasileiro, lamentavelmente. A causa não é estranha a qualquer estudioso e também não é nova. A regressividade nacional decorre principalmente do imposto sobre o consumo. Trata-se de impostos que estão embutidos nos preços dos produtos que são consumidos pela população, incidindo sobre ricos e pobres, indiscriminadamente, quando adquirem esses bens. Claro que os mais pobres usam praticamente toda a sua renda para adquirir esses produtos. Apenas uma pequena parte dessa renda é patrimonializada, sob a forma de algum ativo. Os mais ricos, entretanto, para satisfazer suas necessidades de consumo, gastam parcelas muito menores de suas rendas. Proporcionalmente, a carga tributária acaba por penalizar os pobres e beneficiar os ricos. Veja, em números, na tabela abaixo:

Nesse sentido, encerra-se mais um governo sem que nada tenha sido alterado na estrutura tributária nacional. A mudança seria, de qualquer forma, desinteressante para os financiadores de campanhas políticas e poderia custar, nos índices de popularidade, perdas relevantes a quem ousasse propor soluções dessa natureza.
A prioridade do gestor tributário é definida pelo equilíbrio fiscal: "gastos maiores devem corresponder a aumentos de arrecadação". A lógica é escorreita. O superávit primário deve ser garantido pelo aumento da carga tributária de forma que a consistência fiscal se mantenha. Essa prática foi exercitada com maestria nos últimos anos, privilegiando a tributação sobre o consumo e conduzindo à expansão da carga tributária exatamente sobre as classes média e as mais pobres da população brasileira. Em outras palavras, os gastos sociais são, em sua maior parte, financiados pelos menos favorecidos, poupando, proporcionalmente mais, os que deveriam emprestar contribuições maiores para a solução das imensas desigualdades existentes na sociedade brasileira.
A solução já foi amplamente discutida, embora muitas vezes sem a racionalidade que se poderia supor. Os impostos diretos precisam responder por uma parcela maior da arrecadação, em substituição à redução dos impostos sobre consumo. Países desenvolvidos há longos anos adotaram essa prática tributária, tributando mais fortemente a renda e o patrimônio e desonerando expressivamente o consumo.
Mudanças de governo são períodos mais favoráveis às mudanças. Podemos esperar por elas? Acho que não, porque os financiadores da atual campanha são os mais ricos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mudanças no perfil das exportações nacionais

Ainda bem que restam as commodities
Do jeito que vai, logo não sobra nada. Basta que haja uma queda na demanda das commodities, provocando uma queda em seus preços.Veja o absurdo em 2009, abaixo:

O país ainda não entendeu que temos que agregar valor ao produto exportado. Quanto maior o valor agregado, maior o salário pago ao trabalhador e maior o valor da exportação.  Processos de industrialização pressupostos nos produtos de valor agregado mais altos, obrigatoriamente abrem novos postos de trabalhos. Sabe quem pagaria esses salários altos ao trabalhador brasileiro? O consumidor, no exterior.
Veja abaixo o que perdemos quando nos transformamos em exportadores de commodities:
Teríamos que tibutar fortemente a saída desses produtos. Madeira em bruto teria que ser proibida por razões financeiras e não ambientais. Trata-se de disperdício intolerável, de vez que corresponde a grandes perdas de divisas, empregose salários.
O fenômeno está generalizado nas exportações brasileiras e, em 2009, perdemos 22,9% do valor de nossas exportações, só nos manufaturados.
Veja agora como o valor dos produtos aumenta com o aumento do fator agregado:
Uma política de comércio exterior não precisa de grandes estudos, bastam algumas medidas simples de política de industrialização. Coisa das décadas de 60 ou 70, baseadas na teoria do desenvolvimento ou mesmo na do crescimento.
Para finalizar, quando importamos tantos produtos de fator agregado elevado, sabe quem paga os bons salários do empregados na indústria dos países exportadores? Nós.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A surpresa positiva veio justo do Reino Unido

Depois do anúncio do corte programado, a economia britânica mostra as garras
Se a recuperação já é uma realidade no norte da Europa, agora a economia britânica apresenta um crescimento de 0,8% no terceiro trimestre desse ano, em relação ao trimestre anterior.
Surpreendeu os analistas que estam com uma previsão consensual de uma alta de, no máximo, 0,4% no período.
Em comparação aos nove primeiros meses de 2009, a expansão do PIB foi de 2,8%, número esse que representa o maior crescimento, em base anual, desde o terceiro trimestre de 2007. As expectativas giravam em torno de 2,4%.
Isso significa que o país goza de uma situação mais propícia para absorver os cortes das despesas públicas programados.
As maiores contribuições vieram da construção, que avançou 4% ante o trimestre anterior, e do setor financeiro, que teve alta de 0,5%. O setor de serviços e o setor industrial avançaram 0,6% no trimestre. Foi um desempenho muito interessante, sobretudo quando se imagina o crescimento do setor de contrução que, necessariamente, implica imobilização de recursos líquidos ou comprometimento de renda futura.
Ainda não está muito clara causa desse crescimento muito superior às expectativas gerais. Entretanto, isso pode significar um novo alento para economia de toda a região e induzir o processo de redução, ainda que leve, das taxas de desemprego britânicas.
Por fim, vale acentuar que, da Alemanha, também chegam boas notícias.As encomendas à indústria na zona euro ultrapassaram as expectativas em Agosto. Os dados publicados pelo Eurostat fazem pensar em um crescimento anual como também não se poderia prever. Em relação ao mês de Julho, o crescimento das encomendas à indústria foi de 5,3%. Anualizado, esse ritmo de crescimento foi de 24,4%. Os analistas apontavam para um crescimento de 17,7% para as ecomendas à indústria.
Acho que podemos rever, em alguma medida, nossas expectativas sobre a recuperação européia.

Resultados esperados para o sistema financeiro nacional

Sistema financeiro já comemora
seu desempenho
DCI    26/10/2010   -   Fernando Teixeira

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

As surpreendentes evoluções e involuções da liberdade de imprensa

Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Angola
aumentam suas avaliações no ranking
dos Repórteres Sem Fronteiras

Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Angola são os países lusófonos que subiram no ranking mundial de liberdade de imprensa da organização não governamental Repórteres Sem Fronteira. É admirável que isso tenha acontecido em Angola, cuja história de sucessivas guerras seja tão recente .
O Brasil subiu 13 posições em relação ao ano passado. Ocupa agora o 58º lugar no ranking. A organização atribui esse crescimento a uma "evolução favorável na legislação" do país.
A ausência de violência grave contra a imprensa e uma maior sensibilização do poder público no Brasil relativamente ao acesso à informação também contribuíram decisivamente para a evolução do país. Embora o Brasil tenha evoluído tanto, a organização reconhece haver no país problemas na execução do trabalho jornalístico, como a “censura prévia”.
O Brasil foi o único a crescer no ranking entre os Bric’s. A Índia ficou em 122º na lista, a Rússia em 140º e a China em 171º.
Angola surpreendeu positivamente. Subiu para o104º lugar . No ano anterior ocupava a 119ª posição.
O documento aponta que a situação da liberdade de imprensa em Cabo Verde está também em acentuado progresso. Sai do 44º lugar, em 2009, para o 26º em 2010. São Tomé e Príncipe não está ranqueado, mas a situação é considerada como satisfatória.
Já Guiné-Bissau, apesar de ter subido no ranking do 92º lugar em 2009, para o 67º em 2010, a ONG entende que isso corresponde apenas a uma recuperação do desempenho desastroso do ano anterior. Neste país africano, a imprensa ainda sofre intimidações de grupos criminosos, sobretudo ligados ao tráfico de drogas.
Moçambique, lamentavelmente, desceu no ranking, passando do 82º lugar, em 2009, para o 98º, em 2010. Tratam-se das tradicionais ameaças da Renamo. Finalmente, o Timor-Leste também caiu no ranking entre 2009 e 2010, passando do 72º lugar para o 93º, assim como Portugal, que passou do 30º lugar para 40º.
No topo do ranking de liberdade de imprensa – entre os 178 países analisados - estão, empatados em primeiro lugar, Finlândia, Islândia, Holanda, Noruega, Suécia e Suíça. Na outra ponta da lista, estão Turcomenistão, no 176º lugar, a Coréia do Norte, na 177ª.

domingo, 24 de outubro de 2010

A farra nas contas públicas foi longe demais

Eurostat anunciou déficits e dívidas de países europeus
Na postagem anteiror apresentamos a posição da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, sobre o problema cambial. Nessa, apresentamos algumas estatísticas publicadas pela agência Eurostat sobre dívidas e déficits dos principais países da Europa. Parece que a chanceler não está errada.
Em relação a 2009, apresentaram -se em baixa os déficits: da Alemanha, de 3,3% para 3,0%, da Espanha, de 11,2% para 11,1%, e do Reino Unido,de 11,5% para 11,4%.
Portugal havia reportado um déficit de 9,4% em relação ao PIB em 2009, mas a União Européia reconheceu apenas 9,3%.
Quanto a esses déficits orçamentários da Zona do Euro, a Eurostat não publicou os valores referentes a Grécia. Prometeu-os paa novembro. Portugal tem o quinto maior déficit e o quinto maior endividamento entre os membros da União Europeia.
Pior estão a Irlanda, cujo déficit foi revisto e continua em alta de 14,3% do PIB para 14,4%, Espanha e Letônia empatados  em 10,2%. A Hungria subiu para 4,4%, graças ao ano eleitoral que também está vivendo.
No que respeita ao endividamento, Portugal reportou 76,1% do PIB. Só a Itália, a Bélgica, a Hungria e a França superam essa marca.
O endividamento mais elevado é o da Itália, com 116% do PIB.
Realmente, Merkel tem razão. A farra fiscal foi longe demais.

O câmbio europeu e o G-20 em Seul

A briga começa hoje, em Seul. Há quem diga que a "turma do deixa disso" é quem vai levar.
A Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, está convencida de que o euro continua vulnerável, embora esteja, ainda que sendo protegido pela rede de segurança da zona do euro.
Por essa razão manifesta sua oposição a uma “simples extensão” do plano de resgate pactuado entre os líderes europeus, em maio desse ano. Os temores em relação à economia de alguns países periféricos da região não se dissiparam. Portugal encaminha, ainda de forma lenta, sua reforma fiscal. A Grécia avança, mas dificilmente conseguirá em três ou quatro anos recuperar-se da situação falimentar em que se encontra. A Itália tem muito a caminhar.
O plano de resgate envolveu 750 bilhões de euros e contou com a colaboração do FMI e do BCE. Deve expirar-se em meados de 2013. Merkel opõe-se a sua mera extensão e advertiu para os riscos de protecionismo que o plano poderia provocar, perpetuando as mazelas na administração pública desses países e a perpetuação de sua baixa competitividade. Identificou esses elementos como centrais para a atual crise cambial do euro.
Sobre o câmbio, a chanceler expressou o apoio da Alemanha à iniciativa francesa de levar as questões pertinentes ao tipo de câmbio das divisas para a próxima reunião do G-20 em Seul, nesse final de semana.

Merkel pede o início das estratégias de retirada dos subsídios concedidos durante a crise aos países europeus.
Fica nítida a divergência sobre o entendimento de como resolver os problemas do câmbio. A Chanceler alemã quer resolver essa questão, a partir de soluções internas às economias européias. Primeiro, sua solução prevê uma boa lição de casa, que ela acha não está sendo feita. No Brasil as questões fiscais estão sendo adiadas ao limite do insuportável e não há esforços em contornar os problemas do crescimento excessivo pela redução do crédito desmedido.
No fundo, os entendimentos divergentes, decorrem da disposição de encaminhar soluções, mesmo que isso custe alguns pontos nos índices de popularidade, cá e lá.

sábado, 23 de outubro de 2010

BANCOS AMERICANOS RENASCEM NO CARTÃO 2.0

TODOS SABEMOS A SITUAÇÃO CRÍTICA PELA QUAL PASSARAM OS BANCOS AMERICANOS.
Sabemos também que não se pode subestimar a capacidade americana em se reinventar, criar o futuro e enfrentar adiversidades. Os japoneses perceberam isso na 2a guerra mundial.

Agora somos informados que o Citibank será um dos primeiros bancos no mundo a testar o sistema de cartão de crédito 2.0

A grande inovação desse cartão é ser débito e crédito em múltiplas contas correntes. (Sonho dos lojistas de shopping centers)
E não é só isso: estes cartões têm incorporado botões e displays gráficos com interaces para a web, sem prejudicar a espessura.
Essa nova tecnologia de cartões roubou a cena na conferência "DEMO startup conference" no Vale do Silício. A versão do Citi do cartão irá permitir aos utilizadores escolher entre dois botões do cartão na caixa registradora. Um botão permitirá que o usuário possa pagar com pontos de recompensa, o outro botão permite-lhes o pagamento com crédito.
O usuário pode escolher também em qual conta (e banco concorrente!) a fatura vai chegar.

Os cartões serão chamadas de 2G (como em "segunda geração", uma convenção de nomenclatura semelhante à de outros dispositivos móveis), cada um irá conter um chip e uma bateria com cerca de quatro anos de vida.

Funcionários do Citi têm testado desde maio de cartões de 2G com resultados animadores. Os 8 cartões em média (crédito, débito e milhagem) que cada americano possui serão substituídos por apenas 1.
O banco planeja lançar OFERTAS para fora da sua base de clientes em meados dos 2011. Alguns titulares serão selecionados para iniciar o uso de cartões de 2G agora.

Alguns irão dizer: ihh lá vem outra crise de crédito... Pode ser, mas será uma crise 2.0!

QUEM QUISER CONFERIR BASTA VER O VÍDEO NO YOUTUBE:
http://www.youtube.com/watch?v=0RPkODrcjkU&feature=player_embedded


Prof Ramiro Gonçalez - FIA

Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Os vasos são comunicantes

Cotações do petróleo são impulsionadas
pelos problemas franceses e
pela desvalorização do dólar

Os preços do petróleo voltaram a subir sob as pressões das greves francesas e das quedas sucessivas da moeda norte-americana em relação às moedas fortes.
As greves - que podem ser consideradas uma das maiores vocações do povo frances-, provocaram um desabastecimento geral de combustíveis, em todo território do país, induzindo a alta da commodity. Já começam a provocar os prejuízos típicos das paralisações da distribuição e de parte da distribuição.
No mercado nova-iorquino, o barril de referência (WTI), para entrega em Dezembro, aumenta 1,45%, fixando-se nos US$ 81,73 dólares.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, referência às importações européias, registra acréscimo de 1,42%, alcançando US$ 82,99 dólares, por barril.
O problema da queda do dólar no mundo é a alta que essa queda promove em todos os ativos denominados nessa moeda. Para os que dependem do petróleo isso torna-se uma questão de gravidade não desprezível. Pensando no pré-sal, talvez seja o caso de comemorar. Os vasos são mesmo comunicantes.

Programa de importação seletiva pode ajudar

Valor do Real é 8% superior à média
dos outros países do G-20
Veículo: Executivos Financeiros - Data: 21/10/2010 - Nicolle Azevedo
O valor do real, em relação às outras moedas do G-20, já é hoje 8% superior à média registrada em 1998, último ano de câmbio fixo. A conta foi feita com base nos dados do JP Morgan para o chamado câmbio real efetivo, que configura uma importante medida de competitividade de um país.
De acordo com Celso Grisi, presidente do Instituto de Pesquisas Fractal e professor da USP, é inegável que a desvalorização mundial do dólar, que ocorreu em função de uma economia americana fraca, influenciou esse quadro. “Entretanto, esse não é o motivo principal. A liquidez brutal do dólar no País, com certeza, ajudou muito mais nesse processo”, disse.

A respeito das medidas de aumento do IOF, anunciadas esta semana pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o professor acha que as conseqüências serão nítidas. “Com essas medidas, a entrada de capital especulativo no País tende a diminuir porque o risco começa a ficar muito alto”, explicou Grisi.
Segundo o professor, a apreciação cambial faz parte de um quadro “com o qual teremos que nos acostumar, porque a economia brasileira está muito atraente para o capital externo”. Para aliviar essa situação, Grisi acredita que “é essencial baixar a taxa Selic para diminuir a atratividade dos investimentos estrangeiros no País”.
O governo deveria incentivar o mercado a aumentar, seletivamente, as importações para, dessa forma, retirar o excesso de dólares do País. Mas, segundo Grisi, a principal iniciativa que poderia atenuar o cenário atual “seria a redução dos gastos públicos, que tanto inflacionam a economia”.

Princípios gerais não abrigam exceções. Dólar e petróleo obedecem à regra

Petróleo fecha em baixa. Péssimo sinal para todas as economias.
Quer saber? Não é bom. No fundo, trata-se de um recado: a economia mundial vai recuperar-se mais lentamente.
Em meio à valorização do dólar perante as principais moedas mundiais, os preços do petróleo encerraram essa quinta-feira em queda.
A China sinaliza que vai reduzir a velocidade de crescimento e, portanto, importará menos, produzindo uma redução da demanda mundial da moeda norte-americana. É assim que a alta de juros de 0,25% foi interpretada.
Não tem jeito. Se a China importar menos, o dólar americano será menos comprado. E, ontem, não deu outra: o dólar subiu e o petróleo, dentro desse quadro, terá uma redução de sua demanda. Seu preço caiu. O barril em Nova York, para dezembro, cedeu 2,40%, para US$ 80,56. Em Londres, o barril Brent, para dezembro, veio para US$ 81,83, registrando redução de 2,12% em relação ao preço de ontem.

Para ampliar a queda dos preços, o processamento de petróleo nas refinarias da China alcançou 8,5 milhões de barris por dia, no mês de setembro. Isso representa um aumento de 6,6%, comparado ao mesmo período do ano anterior.
O crescimento chinês foi de 9,6% em seu PIB nesse terceiro trimestre. Abaixo da expectativa dos analistas. A inflação registrou a maior aceleração dos últimos dois anos: 3,6% no mês de setembro. Para evitar a perda de controle da economia, o governo chinês não teve dúvida, subiu o juro em 0,25%.
Isso significa menor crescimento e provoca a valorização da moeda norte-americana em relação às principais moedas fortes. Dólar forte, petróleo fraco. Essa é a regra de formação de preços no mercado internacional.

Quem duvidava do ministro, dançou

Dólar comercial a R$ 1,702 na venda
O Conselho Monetário Nacional aprovou medida para conter a valorização do real. A resolução foi publicada e as instituições financeiras estão proibidas de fazer operações nas quais os investidores externos evitariam a cobrança de 6% de IOF.
O resultado não tardou. A entrada de dólares com objetivos especulativos parece realmente bloqueada, mas ainda assim exigirá intervenções do Banco Central no mercado de divisas. Certamente, precisará do concurso do Tesouro e do Fundo Soberano, pois a entrada de dólar continua forte.
O BicBanco recebeu empréstimo de US$ 206 bilhões do IFC. O Itaú captou US$ 200 milhões e, o Banco Votorantim, mais US$ 350 milhões, no mercado internacional. A Petrobras, o Banco do Brasil, outros bancos privados, dias atrás, fizeram captações gigantescas. O investimento externo direto continua forte, as aquisições se multiplicam, o PAC estará em expansão, o crédito externo é abundante e barato, e as empresas brasileiras já aprenderam isso também. Novos lançamentos devem acontecer na nossa bolsa, as perspectivas de investimentos novos com a Copa do Mundo e a Olimpíada são atraentes. Será uma enxurrada de divisas, que virá para o país para investimentos e para a participação no risco nacional. A liquidez deverá expandir-se.
As instituições brasileiras terão que estar unidas no esforço de promover um dólar mais forte. Apenas mais forte, nada mais que isso. Portanto, é bom que todos aprendam a trabalhar em um país com a moeda forte, pois é assim que será o Brasil do futuro.
Enquanto isso, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, garante que a política dos EUA é a de fortalecimento de sua moeda. Não dá para acreditar que seja completamente verdadeira a afirmação de Geithner, mas é razoável admitir que ele vá trabalhar pelo fim da guerra cambial, até porque, a articulação monetária é pressuposto para a superação da crise norte-americana.
Como conter, em meio a toda essa liquidez, a inflação brasileira? O crescimento interno já é grande e vai ser aditivado pelos novos investimentos. Se os juros caírem, nesse cenário, os investimentos se acelerarão, a renda e o consumo também, a inflação tenderá a explodir.
Veja os números do quadro abaixo. Eles podem sofrer reversões no curto prazo.
A questão só se resolveria com cortes de gastos públicos, redução na velocidade de expansão do crédito, por meio de seu contingenciamento, e pelo aumento dos depósitos compulsórios.
O problema será suportar a "chiadeira" geral e "queimar" parte da aprovação alcançada até aqui pelo governo federal.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Concentração está prestes a sofrer uma pequena reversão

Bancos estrangeiros estão cada vez mais interessados pelo mercado
financeiro do Brasil
Publicado 18/10/2010 por jorfernandot  -  Categorias: jornalismo
*Por Celso Grisi
Atualmente, no Brasil, existem 213 bancos sob controle total ou parcial de instituições estrangeiras, de 23 nacionalidades. Ao todo, o país conta com quase 20 mil agências, além de outros meios físicos e eletrônicos de distribuição. Esse cenário tende a se movimentar ainda mais depressa em função da expectativa de autorização, pelo Banco Central, da entrada de cinco novos bancos estrangeiros. Além disso, alguns banqueiros asiáticos também estão estudando o mercado nacional.
Esse grande interesse dos banqueiros por mercados novos e em crescimento rápido é um fenômeno bastante previsível. Todas as intenções de investimentos vão esbarrar em um aspecto restritivo e de difícil superação. Trata-se de mercado cujas necessidades financeiras encontram-se muito bem atendidas pelos players atuais e que se constituirá em forte barreira aos novos entrantes. Os segmentos da demanda nacional parecem estar saturados. Os esforços de sub-segmentação, de criação de estruturas diferenciadas para estes atendimentos foram realizados com rara maestria e os de posicionamento das marcas firmaram conceitos fortes e apropriados àquilo que corresponde às razões de uso de bancos.
É importante avaliar que nos bancos de grande porte, com extensas redes de agências e altos números de correspondentes bancários, a capilarização permitiu ganhos de escala excepcionais, caracterizando vantagem competitiva, a partir dos baixos custos médios alcançados. Proporcionou também, a integração de um conjunto extenso de pessoas com o consumo nacional, acesso ao crédito e nova identidade bancária. Quanto aos chamados bancos de “boutique”, ou especializados, com elevado grau de estruturação das operações financeiras e destinados às demandas mais sofisticadas, foi possível, por meio do processo de internacionalização de nossa economia, ampliar suas ações.
Captações realizadas no mercado global de capitais, operações ligadas ao comércio exterior e as operações de financiamentos com prazos mais longos, muitas vezes associados às agências de desenvolvimento foram suas principais vertentes de crescimento. Nos dois casos, seja com bancos de grande porte, seja com os de “boutique” há de reconhecer que as operações estão sustentadas por sólidas bases tecnológicas e que os “shares” alcançados refletem seus talentos mercadológicos, sua excelência de atendimento e uma impressionante capacidade de entrega de produtos e serviços financeiros.
O mercado financeiro cresce rapidamente. Até pouco tempo atrás, não se podia pensar em crescimento orgânico. A expansão viável só era possível a partir de uma ou várias compras , a velocidade em que esse mercado cresce, pode abrir espaços para tentativas desta ampliação orgânica, sem previsão de qualquer nova aquisição. Em relação à chegada de novos players, poderia ser muito útil à concorrência do setor, entretanto, como se vê, as barreiras as serem superadas são muito grandes nesse ambiente competitivo tão agravado pelo excesso de eficiência.
*Celso Grisi é diretor presidente do Instituto de Pesquisas Fractal, empresa especializada em pesquisas financeiras.
Sobre a Fractal – Forma, Acaso e Dimensão: Empresa 100% nacional, com mais de 20 anos de atuação no mercado brasileiro, figura entre as melhores empresas de pesquisa e consultoria de negócios do Brasil. A Fractal é especialista em pesquisas de mercado, tratamento de informações, treinamento (transferência de know-how) e desenvolve anualmente os Painéis da Indústria Financeira – P.I.F., que analisam a movimentação do setor no Brasil. Tradicionais, os painéis apuram dados que vão desde a imagem institucional dos bancos pesquisados até a avaliação dos produtos oferecidos/lançados, a seus clientes “Pessoa Jurídica” e “Pessoa Física”, comparando resultados de diferentes instituições em todo território nacional, ao longo do tempo.

Nova baixa na Microsoft

Alguma coisa acontece no meu coração
Ray Ozzie, sucessor de Bill Gates como "chief software architech" da Microsoft, vai deixar a empresa.
Durante o período que ocupou o cargo, o sucessor do fundador da empresa, foi responsável, entre outras coisas, pela entrada da gigante no segmento da computação na nuvem, cloud computing.
Antes de ingressar na Microsoft, Ray Ozzie foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento do serviço de e-mail Lotus Notes, ainda antes da Lotus ter sido comprada pela IBM.

Não é o primeiro caso.
Depois do próprio Bill Gates, Stephen Elop havia deixado a Micrososft para assumir cargo na Nokkia.
A saída de Ray está prevista para breve. Imagina-se coisa de poucos meses e ele assumiria função relevante na indústria de entretenimento.
Tudo parece muito estranho, mas as informações que circulam pelo mercado dão como certa a saída do esecutivo. 

Banco Central insensato


Copom imobilizado pelas eleições
O Ibovespa voltou à casa dos 70.000 pontos, com um giro financeiro de R$ 6,7 bilhões. Foi uma alta bastante discreta, de apenas 9,77%, mas muito importante. Mostra o vigor das bolsas e a disposição dos investidores em frequentar o ambiente brasileiro, mesmo com a disputa eleitoral se acirrando.O dólar que havia subido muito no dia de ontem, passou por um dia de ajuste,e recuando para R$ 1,675. A alta do dia anterior sinalizou para a eficácia, nos prazos curto e médio, da elevação da alíquota do IOF para 6% sobre os capitais estrangeiros. Claro que o mercado está irrigado de dólares. PAC, mercado de ações, ied, Olimpíada, copa e crescimento movido a crédito explicam a desvalorização da moeda americana e, por mais que se combata a apreciação do real, a tendência é de que essa situação se mantenha. Vamos conviver ainda por um bom período com essa realidade. Os excessos precisarão ser realmente evitados pelos instrumentos disponíveis ao Governo Central.
Diante do quadro inflacionário brasileiro, o Copom omitiu-se. A política monetária parece imobilizada pela proximidade das eleições. Nada de nada. Nem os juros se mexeram, nem o compulsório aumentou, nem o crédito foi contingenciado. Até parece que nada está acontecendo. O lado positivo é que a Selic também não aumentou. Continuamos no topo do mundo com nossa taxa básica de juros. Veja a tabela abaixo.

Nos Estados Unidos, o Livro Bege trouxe alento aos mercados de todo o mundo, anunciando uma recuperação nos Estados Unidos mais rápida do que os analistas vêem. Também repetiu a disposição de fornecer novos estímulos à economia norte-americana.
O problema interno continua a se agravar com o comportamento da inflação. Gastos públicos não dão sinais de mudanças. Câmbio tem apenas medidas paliativas. Nada disso pode ser considerado bom para o país.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Precisamos importar o ministro da economia do Reino Unido. Rápidíssimo.

Reino Unido propõe a extinção
de 490.000 funcionários.
O Ministro da Economia do Reino Unido propôs um corte nos gastos públicos de 80bilhôes de libras, o equivalente a 91 bilhões de euros para os próximos quatro anos. A idéia é a de sanear a economia da nação, levando-a a um patamar semelhante àquele anterior à crise mundial. O ministro George Osborne apresentou o programa de cortes à Câmara dos Comuns, acentuando que, se aprova, o plano implicaria a extinção de aproximadamente 490 mil postos de trabalho no setor público nos próximos quatro anos.
À semelhança do governo francês, o plano prevê ainda o aumento na idade de aposentadoria dos funcionários públicos. A idade limite subiria para 66 anos, em 2020, permitindo uma poupança adicional, até o final da próxima legislatura de 5 bilhões de libras, equivalentes a 5,7 bilhões de euros.
Fico pensando se já não é hora de encarar uma reforma fiscal no Brasil, com essa mesma determinação. Certamente a inflação deixaria de nos atormentar e as taxas cambiais brasileiras encontrariam novos patamares, provocando uma inserção dos produtos brasileiros na perspectiva de um comércio mais justo.

O ministro recordou aos membros da Câmara dos Comuns que o Reino Unido está pagando anualmente 43 bilhões de libras, ou seja, 49 bilhões de euro em juros da dívida interna. Olhando para nossa previdência pública e para os serviços de nossa dívida, sugiro a imediata importação do Sir Osborne para nosso próximo governo.

A cotação das moedas sempre tem dois lados

Não existe só o lado ruim
Aspectos positivos existem até com o real muito apreciado. Só  não precisa exagerar. Já passou o momento de corrigir Parece até que o ministro Mantega "tarda, mas não falha". Assista e comente.
http://tv.estadao.com.br/videos,POR-QUE-O-IOF-SUBIU-DE-NOVO,122348,254,0.htm

Na política, o caminho mais fácil é sempre escolhido

O Copom de hoje não há de ser sensato.
A eleição está em campo.
Ibovespa com queda de 2,61%, encerrando o pregão abaixo dos 70.000 pontos. O volume transacionado, não foi pequeno: R$ 7,58 bilhões. Tudo atribuído à inesperada alta de juros da China. Aliás, ela também não foi tão alta. Apenas míseros 0,25 ponto percentual e fez um estrago desse. Não haveria motivo para tanto, mas como se sabe, bolsas movem-se a base de pânicos. Esse é seu melhor combustível. Então, pânico nelas!
O real subiu 1,32%. Parece mais uma resposta ao novo IOF do ministro Mantega e menos efeito dos novos juros chineses.

No Brasil, como no China, o mercado está superaquecido. A inflação, aqui como lá, pressiona o crescimento. A receita é por "água na fervura". Mas não subindo a Selic. Isso parece ter perdido a eficácia. Volto a insistir: vamos contingenciar o crédito seletivamente. A inflação vem pelas mãos dos alimentos. Quem financia esses itens são basicamente os cartões de crédito e os cheques especiais. Que tal contingenciá-los? No mínimo provocariam a queda dessas taxas "escorchantes".
Outra solução seria aumentar os depósitos compulsórios. O povão que não conhece seus efeitos e aplaudiria a medida. Sentiriam uma sensação de vingança em cima do sistema financeiro que lhe cobra juros altos. Os juros reais subiriam, sem subir a Selic. O problema estaria resolvido, por essa via. Nesse momento pré-eleitoral, essa última solução parece-me pouco provável. Aguardemos, porque insensatez não falta aos nossos governantes.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A China sobe os juros básicos de sua economia.

Juros , a panacéia para todos os males.
A China subiu hoje os juros básicos de sua economia. A inflação começava a fazer água no seu processo de crescimento. Demanda interna maior que a capacidade de produção pede um choque de oferta e a ampliação importações. O desrespeito a essa máxima leva ao aumento dos preços internos. A solução tradicional é velha conhecida nossa: subir os juros.
É medida eficiente, sem dúvida, mas pouco imaginativa. E se a China reduzisse suas exportações, deslocando a produção para atender o mercado interno. Um mero ajuste cambial poderia induzir a isso, além de reconciliá-la com o resto do mundo.
O dólar subiu, porque uma China, crescendo menos, importará menos. Haverá uma procura menor da moeda americana pela redução da compras chinesas. O mundo venderá menos para a China. A pergunta passa a ser: para quem, então, o mundo venderá? E se não vende, como comprará do gigante asiático?
Estão criadas as condições básicas para uma desaceleração mundial. Não é por outra razão que o petróleo, que ontem subia, despencou no dia de hoje. Também não é por outra razão que o dólar subiu. Mas não era dessa forma que o mundo queria que a moeda americana fosse valorizada.
Por outro lado, pobre Japão que vive com o fantasma da deflação! Sua economia é muito atrelada às obras de infra-estrutura chinesa.
Sinceramente, a mim pareceria melhor que a China apenas valorizasse sua moeda e não inventasse o que não precisa ser inventado.

SERÁ GOOGLE?

GOOGLE COMEÇA A ESTUDAR FORMAS DE REMUNERAR DIREITOS AUTORAIS NA WEB
Pressionado pelas ações judiciais na Europa, o Google decide criar formas de remunerar conteúdo digital. O diretor de marketing do Google para Europa - Philipp Schindler - disse que o direito autoral precisa ser preservado.
Interessante avanço. Várias vezes aqui no Blog o Prof. Grisi alertou sobre as falhas jurídicas ao se publicar conteúdo com direito autoral. E dava como exemplo o caso Europeu.
Por outro lado o Google já alerta aos publishers de mídia impressa que ajustem seus NEGÓCIOS A MÍDIA DIGITAL. É uma importante recomendação, uma vez que o modelo de negócios multi-plataformas veio para ficar.
A maneira de trabalhar em multi-plataformas já foi explorado no livro MÍDIAS e NEGÓCIOS: é preciso ter um sistema de assinatura ou micro pagamentos (notícias pagas por demanda).
A integração das mídias irá se tornar viável quando encontrar um modelo de negócios.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios

Mistura explosiva

Mercado de alta octanagem pode incendiar-se
O problema foi mesmo a mistura. De um lado, a desvalorização do dólar americano. De outro, a greve fancesa. Essa combinação provoca maiores dificuldades às economias européias, sobretudo às mais endividadas. Energia e moeda mais caras é tudo o que a Europa não precisa.
Ainda pela manhã da sessão de ontem, nos mercadeo europeus, os preços do petróleo aumentavam sustentados pela alta do dólar frente ao euro. Os ativos denominados em dólares ficavam mais atraentes para os investidores. No mercado nova-iorquino, o barril WTI avançava 1,77%, alcançando US$ 82,69. Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações européias, batiam US$ 83,90 dólares o barril, com alta de 1,76%.
A greve das refinarias na França e o bloqueio de estradas pelos camioneiros franceses deram maior fôlego às cotações da commodities. Os preços foram subindo durante toda a sessão. No final da sessão as altas chegaram ao seu máximo de 2,25% e 2,33%, respctivamente.
Os protestos na França foram motivados pela proposta do presidente Sarkozy de estender para 62 anos a idade de aposentadoria.

As greves e bloqueios de estradas já deixaram mais de 15%, dos 12.000 postos de abastecimento franceses, sem gasolina e outros tipos de combustível.
A população francesa, como de costume, não vai "baixar a bola" e o governo ameaça com o uso da força. Enquanto isso o inverno se aproxima e o consumo de energia deve aumentar.