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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Descrença exagerada

Como se ações não provocassem reações
Generalizou-se entre analistas e agentes econômicos a crença que a inflação vai manter-se elevada em 2015 e 2016. Nessa visão, o IPCA tenderia a alcançar um valor que estaria rondando os 7,0%. Ninguém acredita que o governo possa reconduzir a inflação para o centro da meta, em função das pressões que os preços sofrerão com a apreciação do dólar face ao real, com a própria inércia inflacionária e com os efeitos dos reajustes dos preços administrados. Esses, segundo os analistas, devem anular qualquer recuo dos preços livres, mesmo sob os efeitos da grave retração prevista. Ao mesmo tempo, todos conseguem ver o PIB com crescimento negativo, com aumento de impostos e queda nos investimentos, no emprego, na renda e no consumo. Parece que o dólar mais forte não remunerará melhor os exportadores, sobretudo no agronegócio. Parece também que esse fortalecimento da moeda norte-americana não traria maior competitividade aos minérios brasileiros. Também são se pensa que um real fraco possa incentivar importações ou substituir grande parte das importações nacionais. Também passou-se precipitadamente a acreditar que o capital externo não voltará ao país antes que tudo esteja arrumado, como se o Brasil, saudável e sem riscos, fosse remunerar os capitais externos. A remuneração atrai porque é alta. E é alta porque embute riscos. Também não se imaginou que o Brasil ficou mais barato e por isso muito mais atraente. O pessimismo agora é a regra. Não se cogita de reações às ações que corrigem e saneiam nossa economia.

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