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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Commodities não apresentam boas expectativas

Os problemas asiáticos são estruturais
e de difíceis soluções
O ritmo lento das economias da China e do Japão pode deixar o cenário mundial ainda mais complicado e comprometer as exportações brasileiras. As vitórias do plano do Ministro Shinzo Abe são modestas, com a inflação ainda bem abaixo dos 2,0% ao ano, e com a forte contração do nível de atividade econômica, do primeiro para o segundo trimestre desse ano. Analistas atribuem essa contração ao aumento de 3,0% dos impostos sobre as vendas, ocorrido em abril. As autoridades econômicas japonesas acreditam que será necessário ampliar os estímulos monetários, afrouxando ainda mais a política monetária, se as metas da política de preços não forem alcançadas ainda dentro do quarto trimestre do ano. Na China, o crescimento também se mostra muito abaixo das expectativas provocadas pelas sucessivas medidas do governo central. A produção industrial está em queda, as importações continuam se retraindo, o setor imobiliário permanece com endividamento elevado. A alavancagem do setor desencoraja a concessão de novos estímulos financeiros. Refinanciamentos foram concedidos a inadimplentes, mediante taxas de juros mais altas. Em ambos os casos, as possibilidades de recuperação econômica nesses países estão afastadas para 2014. Para 2015, pode-se esperar por resultados melhores, mas ainda insuficientes para ajudar o mundo em seu esforço de superação da crise econômica em que se envolveu a partir de 2008. Para o Brasil, a manutenção dessa situação corrobora a expectativa da redução dos preços das commodities exportadas.

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