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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Na FEA - USP tá pegando fogo

A agenda dessa semana está lotada

Semana de 16 a 21 de abril de 2012

16.04 Segunda
BATE PAPO SOBRE O DESAFIO DE ILLINOIS
Às 18:30, sala E10, FEA-1
Desafio de Illinois
Serão selecionados 18 alunos da FEA para trabalhar em equipes com universitários do Estado de Illinois
Requisitos para participar do Desafio
- fluência em inglês
- matriculado no 2º ou 3º ano em qualquer dos cursos da FEA
Inscrições prorrogadas até 20/04, na FEA júnior USP
Realização: FEA júnior USP
Responsável: Bruno Byrro - bruno.byrro@feajr.org.br
IX FÓRUM INTERNACIONAL
Performance Management: a Business Model Emphasis
16 de abril
Das 18h30 às 22h30, Auditório, FEA-5
Palestrante: Prof. Dr. Frederic Bertrand (Grenoble, França)
Responsáveis: Profs. Drs. Celso Cláudio de Hildebrand e Grisi e Fábio Lotti Oliva
Realização: PROCEB-FIA/PPGA-USP
Inf.: 3732-2029, com Regiane
17.04 Terça
FOCUS POINTS FOR 2012: COUNTRY RISK, STRESS TESTING, AND LOSS GIVEN DEFAULT
17 de abril
Das 9h às 12h30, sala da Congregação, FEA-1
Responsáveis: Profs. Drs. Roy Martelanc e Alberto S. Suen
Realização: FEAUSP, Standard & Poors Rating Services, S&P Capital IQ e PRMIA Brazil Chapter
GINÁSTICA LABORAL
Vida mais saudável por uma FEA melhor
17 de abril
Às terças e quintas, das 9h30 às 11h30, início na Manutenção, depois FEA-5, corredores A e B, FEA-6 e saguão FEA-1
Responsável: Olga Miranda
Realização: ATAD-FEAUSP
Inf.: 3091-5819, com Rose Feijó
TREINAMENTO DAS FERRAMENTAS COM DINHEIRO PARA AVALIAÇÃO DE EMPRESAS
17 de abril
Das 11h às 12h, sala G-10, FEA-1
Instrutor: Rafael Paschoarelli, Professor da Área de Finanças do Departamento de Administração
Responsáveis: Profs. Drs. Liliam Carrete e Rafael Paschoarelli
Realização: Liga de Mercado Financeiro FEAUSP
Informações: 3091-5971  -  lscarrete@gmail.com
APRESENTAÇÃO ORAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
17 de abril
Das 11h às 18h, salas A1 e Ruy Leme, FEA-1
Responsável: Profª. Drª. Maria Sylvia Macchione Saes
Realização: Comissão de Pesquisa da FEA
Inf.: 3091-5872, com Rose, Cíntia ou Ricardo  -  cpqcexfea@usp.br
DIPLOMAÇÃO MBA FIA/IAE
17 de abril
Às 19h, sala da Congregação, FEA-1
Participantes: Profs. Drs. Celso Cláudio de Hildebrand e Grisi, Frederic Bertrand e Fábio Lotti Oliva
Responsável: Prof. Dr. Fabio Lotti Oliva
Realização: PROCEB/FIA
Inf.: 3732-2029
18.04 Quarta
WORKSHOP: GESTÃO ESTRATÉGICA DA LOGÍSTICA
Feedback de pesquisa e apresentação do CMS-LAB e do LOGICON
18 de abril
Das 8h às 12h, sala da Congregação, FEA-1
Palestrantes: Profs. Drs. Reinaldo Guerreiro, Welington Rocha, Tânia Relvas e Rodrigo P. Souza
Responsável: Prof. Dr. Welington Rocha
Realização: Departamento de Contabilidade e Atuária
Inf.: 3091-5820 ramal:169  -  rpaivasouza@usp.br
PALESTRA DA ONG DOUTORES DA ALEGRIA
Uma experiência de alegria em meio à adversidade
18 de abril
Às 11h15, Auditório, FEA-5
Palestrantes: Wellington Nogueira (Coordenador da ONG)
Responsável: Thiago Ki Hoon Nam
Realização: PESC FEAUSP
Inf.: 3091-9094  -  pesc@usp.br - www.pesc.fea.usp.br
PALESTRA - ESTRATÉGIA EMPRESARIAL E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
O financiamento de florestas e o pagamento de serviços ambientais
18 de abril
Das 14h30 às 17h, sala C5, FEA-1
Palestrante: Prof. Dr. Luiz Ernesto George Barrichelo (ESALQ-USP e Diretor Executivo do IPEF Docentes)
Responsáveis: Profs. Drs. Jacques Marcovitch e Isak Kruglianskas
Realização: FEAUSP
Inf.: 3818-4034, com Márcia  -  marciad@fia.com.br
PALESTRA SOBRE O CENÁRIO MACROECONÔMICO GLOBAL
Dia 18 de abril, às 17h, sala A1, FEA-1
Palestrante: André Ferrari, diretor da área comercial do Itaú BBA e Guilherme da Nóbrega, Economista do Itaú BBA.
Responsável: Caoê Martins
Realização: PET FEAUSP e Itaú BBA
MÊS DOS BANKERS
Private Equity
18 de abril
Das 18h às 19h30, sala da Congregação, FEA-1
Palestrante: Leonardo Ribeiro (diretor da Advent International)
Próximos eventos:
- 25/4, BR Partners
- 2/5, JP Morgan
Responsável: Richard Evangelista Melo
Realização: Liga de Mercado Financeiro FEAUSP
CURSO DE COMUNICAÇÃO ORAL
Como fazer apresentações em público
Só para funcionários da FEA
18 de abril
Das 14h às 17h, sala A7, FEA-1
Responsáveis: Profª. Drª. Liliana Vasconcellos Guedes e Lu Medeiros Realização: PET ADM e ATCeD
Inf.: 3091-5813  -  vanessa.munhoz@usp.br
19.04 Quinta
PALESTRA SOBRE ESTÁGIO NA ROTHSCHILD
Dia 19 de abril, às 11h15, sala da Congregação, FEA-1
Responsável: Richard Evangelista
Realização: Liga de Mercado Financeiro FEAUSP
PALESTRA - PROFUTURO DIGITAL FORUM
Novas tecnologias que vão mudar a sua vida no futuro
19 de abril
Às 17h, sala Ruy Leme, FEA-1
Palestrante: Jasper Rhode (VP e Head of Innovation, Partnership and Alliances Latin American da Ericsson)
Responsáveis: Prof. Dr. James Wright e Prof. Leandro Fraga Guimarães
Realização: PROFUTURO, FEAUSP e MIPC
Inf.: 3091-5848, com Ivana
Vagas limitadas! Inscreva-se no site até 17/4
PALESTRA - PROFUTURO DIGITAL FORUM
19 de abril
Às 17h, sala Ruy Leme, FEA-1
Palestrante: Jasper Rhode (VP e Head of Innovation, Partnership and Alliances Latin American da Ericsson)
Responsáveis: Prof. Dr. James Wright e Prof. Leandro Fraga Guimarães
Realização: PROFUTURO, FEAUSP e MIPC
Inf.: 3091-5848, com Ivana
Vagas limitadas! Inscreva-se no site, até 17/4
20.04 Sexta
MEDITAÇÃO
Vida mais saudável por uma FEA melhor
20 de abril
Todas as sextas-feiras, das 12h30 às 13h15, sala A9, FEA-1
Responsável: Olga Miranda
Realização: ATAD-FEAUSP
Inf.: 3091-5819, com Rose Feijó
SEMINÁRIO EMPREENDEDORISMO SOCIOAMBIENTAL: QUESTÕES DA ATUALIDADE
20 de abril
Das 14h às 18h, sala da Congregação, FEA-1
Responsável: Profª. Drª. Rosa Maria Fischer
Realização: CEATS
Inf. e Insc.: 3818-4010 / 9848-9727 ou por e-mail ceats@fia.com.br
XVII COMPETIÇÃO DE RESOLUÇÃO DE CASOS
Cerimônia de abertura e entrega do caso da 1ª fase
20 de abril
Inscrições no site até 15/4
A partir das 18h, Auditório, FEA-5
Datas
- 11/05 - Entrega do caso da 2ª fase
- 16/05 - Apresentação oral da 2ª fase para a Banca Avaliadora
- 17/05 - Fase Final
Responsáveis: Maurício Urtado, Letícia Rodrigues e André de Oliveira Hodos
Realização: FEA júnior USP
Inf.: 3091-5904/5928  -  crc@feajr.org.br
Defesas de Teses
Economia
ADRIANO GIACOMINI MORAIS
Doutorado
O desempenho das firmas industriais brasileiras diante de uma maior integração com o mercado global: três ensaios.
Dia 19 de abril, às 10h, sala 217, FEA-5
Orientador: Prof. Dr. Siegfried Bender
Comissão: Profs. Drs. Eduardo Amaral Haddad, Simão Davi Silber, Sérgio Kannebley Júnior e Adriana Schor
MICHEL DELIBERALI MARSON
Doutorado
Origens e evolução da indústria de máquinas e equipamentos em São Paulo 1870-1960
Dia 20 de abril, às 14h, sala 217, FEA-5
Orientador: Renato Perim Colistete
Comissão: Prof. Dr. Flávio Azevedo Marques de Saes, Dante Mendes Aldrighi, Amaury Patrick Gremaud e Wilson Suzigan
Agende-se
ABRIL
I WORKSHOP: USP E AS PROFISSÕES
Dia 24/04, das 9h às 17h, Auditório, FEA-5
Responsável: Profa. Dra. Maria Arminda do Nascimento Arruda
Realização: Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária
Apoio: Pró-Reitoria de Graduação
Informações: 3091-2030, com Juliana Maria Costa
SEMINÁRIO: O QUE AS NEUROCIÊNCIAS TÊM A NOS DIZER SOBRE OS PROCESSOS DE DECISÃO
Dia 25/04, às 17h, sala Ruy Leme, FEA-1
Palestrante: Prof. Paulo S. Boggio (Mackenzie)
Realização: Núcleo Decide (PPGA)
Responsáveis: Sandra Petho, Joaquim Santos, Prof. Abraham Yu e Marcos Avo
Inscrições gratuitas com vagas limitadas.
Solicitar reserva pelo email:
nucleodecide2012@gmail.com
CALL FOR PAPERS: FUTURE STUDIES RESEARCH JOURNAL
O Futuro das Cidades
Até 30 de abril
Responsáveis: Profs. Drs. James T. C. Wright e Renata G. Spers
Realização: PROFUTURO
Inf. sobre regras e submissão de trabalhos no site: http://www.revistafuture.org
MAIO
PALESTRA - ESTRATÉGIA EMPRESARIAL E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Gestão de Florestas Cultivadas: Barreiras e Oportunidades
Dia 9 de maio, das 16h às 17h, sala C5, FEA-1
Palestrante: Roberto Waak (CEO e acionista fundador da Amata S.A.)
Responsáveis: Profs. Drs. Jacques Marcovitch e Isak Kruglianskas
Realização: FEAUSP
Inf.: 3818-4034, com Márcia - marciad@fia.com.br
CONCURSO PARA PROFESSOR TITULAR DO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RDIDP
Edital 06/2011
De 9/5 a 11/5, na FEAUSP
Candidatos: Profs. Drs. Carlos Eduardo Soares Gonçalves, Fabio Kanczuk, Maria Dolores Montoya Diaz, José Raymundo Novaes Chiappin, Joe Akira Yoshino, Marcos de Almeida Rangel, Raul Cristóvão dos Santos e Siegfried Bender
Comissão: Profs. Drs. Hélio Nogueira da Cruz, Marcelo Savino Portugal, Carlos José Caetano Bacha, Flávio Versiani e João Rogério Sanson
Responsável: Valéria Lourenção
Realização: ATAc-FEA
Inf.: 3091-5801, com Janete Miranda
69ª. REUNIÃO DO NÚCLEO GQVT
CONFLITO: FERRAMENTAS DE QVT PARA DIAGNÓSTICO E GESTÃO
Dia 16 de maio, das 11h30 às 13h30, sala Ruy Leme, FEA-1
Responsável: Profª. Drª. Ana Cristina Limongi-França
Realização: Núcleo GQVT
Inf.: 3818-4004
10ª FEIRA DE RECRUTAMENTO E CARREIRA
Workshops, Palestras, Processos Seletivos de empresas e Working Days
Dias 25/5 e 26/5, das 10h às 20h, FEA-1
Responsável: Bruno Byrro
Realização: FEA júnior USP
Entrada gratuita
CALL FOR PAPERS: Special Issue RAUSP
Relations between Agriculture and Society: Impacts on Organizations and Agriculture-Based Systems
Até 28 de maio
Responsáveis: Profs. Drs. Nicolau Reinhard e Decio Zylbersztajn
Realização: RAUSP  -  Inf.: www.rausp.usp.br
1ª OFICINA MISTA SIMULAB
Evento Pré 9º Contecsi
Laboratório de Gestão com ACP - Aprendizagem Centrada no Participante
Dias 28/5 e 29/5 de maio, das 8h às 17h, sala A7, FEA-1
Responsável: Prof. Dr. Antonio Carlos Aidar Sauaia
Realização: Simulab
Inf.: 3091-5985  -  Insc.: www.fia.com.br - asauaia@usp.br
9º CONTECSI
Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação sob uma visão multidisciplinar
De 30 de maio a 1 de junho
Responsável: Prof. Dr. Edson Luiz Riccio
Realização: TECSI-FEAUSP
Inf.: 3091-5820
JULHO
12º ENCONTRO BRASILEIRO DE FINANÇAS - 2012
Encontro: 19/7, 20/7 e 21/7, na FEAUSP
Responsáveis: Profs. Drs. Eduardo Kayo e Henrique Castro
Realização: FEAUSP
Envie seu trabalho pelo ink:
Inf.: 3091-6077
Informe-se
PALESTRA: POLITICA Y ECONOMIA DE LOS RECURSOS NATURALES: UNA VISIÓN SOBRE LA APROPIACIÓN DE LAS RENTAS ENERGÉTICAS Y AGRÍCOLAS, Y UNA PRESENTACIÓN DEL CASO COLOMBIANO EN LOS HIDROCARBUROS
Dia 19/04, às 14h, no Auditório de Materiais do IEE/USP
Palestrante: Prof. Dr. Carlos Guilermo Álvarez Higuita (Universidad Nacional de Colombia)
Responsável: Ines Iwashita
Realização: IEE/USP
Informações: 3091-2505  -  ineshita@usp.br e ines@iee.usp.br
INSCRIÇÕES PARA O TESTE ANPAD
Até 15/5
Prova: 3 de junho
Responsável: Prof. Dr. Antônio Artur de Souza
Realização: ANPAD
FEA Informa
CAMPANHA DA BIBLIOTECA
BIBLIOTECA DA FEA INFORMA
A data prevista para reabertura da Biblioteca é 23/04/2012.
Continuamos à disposição no 4º andar, FEA-5 e nos endereços:
SISTEMA INTEGRADO DE INDICADORES DA GRADUAÇÃO (SIGA)
Questionário SIGA disponível para preenchimento até 27/4.
Avalie e coopere para a melhoria da qualidade do ensino dos cursos de graduação da FEA:
AAAVC NEWS Nº 11
Acesse o Jornal Eletrônico da Atlética da FEA, edição 11

E o mundo financeiro volta a tremer

As expectativas se desfazem.
A incerteza se aprofunda,
nessa sexta-feira.
As bolsas europeias fecharam em baixa acentuada nessa sexta-feira, 13. Coincidências à parte, a confiança das famílias norte-americanas apresentou-se em recuo, sinalizando para a redução de seus gastos e, portanto, do consumo nacional.
Em meio a esses temores, sobreveio o problema do crescimento chinês. Para piorar, analistas apontam para a deterioração continuada da situação de alguns países da área do euro. A Itália que já vinha de uma recessão no final de 2011, registrou um declínio de sua produção industrial, em fevereiro.
As preocupações em relação a Espanha e Itália se renovam a cada divulgação de dados econômicos. A crise das dívidas soberanas e as dificuldades do setor bancário fazem o mundo fugir dos papéis de renda variável e provocam o aumento da aversão a risco.

Brasil de ressaca

A dose foi alta. Mas faltaram diagnóstico
mais preciso e a articulação
das políticas públicas
O emprego na indústria apresentou uma alta muito discreta. Foi 0,1 ponto percentual de janeiro para fevereiro. Comparado a fevereiro de 2011, o emprego industrial recuou 0,7%. O número de horas pagas também cresceu discretamente. O aumento foi de 0,1% em fevereiro em relação a janeiro. A folha de pagamento refletiu o aumento do salário  mínimo, subindo 1,3% no mesmo período.
Francamente, não era preciso deixar que tudo chegasse nesse ponto. Mas foi o descaso de oito anos com nosso parque industrial. A indústria tinha uma base sólida e diversificada no país. O câmbio, os juros, a infraestrutura e os impostos somaram-se à ausência da política industrial para decretarem a morte desse importante setor da economia brasileira. Foram anos a fio até a chegada do “pacote do remorso”: desonerações, incentivos financeiros e outros de natureza fiscal. Um conjunto de medidas desarticuladas e com objetivos emergenciais, ainda que necessárias. As reformas institucionais estão esquecidas e delas nada se fala no poder legislativo. Deputados e senadores empenham- se pelas CPI's.
O Índice de Confiança da Construção caiu 6,6% no primeiro trimestre do ano, quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. A demanda de imóveis tem assustado os empresários do setor.  Há uma sensação de que o "pacote do remorso” não promoverá efeitos tão fortes no curto prazo. Os investimentos ainda são muito baixos, a demanda parou de crescer tão rapidamente, os juros resistem aos esforços ministeriais, o déficit público será agravado pelos favores distribuídos às mãos cheias, a inflação pode recrudescer e o câmbio, cada vez menos flutuante, penaliza as exportações de manufaturados e semi manufaturados.
Uma ressaca e tanto.

Emperrrou, mais uma vez

Batendo o pino
O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego cresceu. Foram 13 mil pedidos, de 2 a 6 de abril. O resultado está sendo interpretado como muito ruim. Sem emprego não há renda.
O déficit da Balança Comercial dos Estados Unidos continua caindo. Em fevereiro, o déficit foi 12,4% menor que em janeiro. As exportações cresceram 0,1% no período enquanto as importações recuaram 2,7%. Sem renda não há consumo e as importações acabam caindo mais depressa.
O índice de preços ao produtor ficou estável em março, quando comparado ao mês anterior. Sem consumo não há pressões inflacionárias masi significativas.
Renda, consumo e inflação guardam relações, entretanto elas não são tão óbvias como essa postagem faz entender. Mas, a intenção foi mostrar as dificuldades que os Estados Unidos estão encontrando para superar as barreiras a sua recuperação.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Aplicações de baixos rendimentos

A força da inércia
Veículo: Valor Econômico   -   Data: 11/04/2012
Jornalista: Karin Sato
Para facilitar a leitura utilize:
http://clipping.cservice.com.br/cliente/visualizarmateria.aspx?materiaId=15571498&canalId=21418&clienteId=YA7vtvn8SlE=&end#0

O mundo ainda está cheio de dúvidas

As incertezas se multiplicam e semeiam volatilidades pelo mundo
Investidores ainda não entendem o comportamento da economia mundial e temem que o ambiente de negócios venha a sofre novas deteriorações.
No radar desses agentes estão a Espanha e a Itália, cujos bônus de 10 anos estão cada vez mais caros.
Em sentido oposto caminham as declarações de membros do Banco Central Europeu e das autoridades francesas e alemãs, buscando minimizar as incertezas dos agentes. Tomam como muito exuberantes as reações do mercado em relação aos fundamentos da economia desses países.
Na Ásia, os investidores também compartilham as mesmas incertezas e renovam, em suas decições sobre investimentos, as questões relacionadas ao aprofundamento da crise européia.
Na China, entretanto, são esperadas novas decisões que possam provocar um certo relaxamento monetário, com o objetivo de dar combate aos efeitos da desaceleração econômica sobre a economia do país.
Nos Estados Unidos, notícias boas e ruins se sucedem, aumentando o comportamento bipolar dos investidores. Logo após o anúncio dos dados relativos ao mercado de trabalho norte-americano e da declaração infeliz do Fed, uma série positiva de dados macroeconômicos pode dar um novo ânimo ao mercado. Tudo dependerá do que vier a ser divulgado no Livro Bege. O nível de atividade do país continua a se expandir em ritmo moderado. Os estímulos monetários continuam a dar impulso à economia, mas será importante acompanhar os indicadores referentes ao mercado de trabalho. Dados positivos, nessa área, dão a certeza da manutenção do crescimento da renda real, do consumo e da expansão do crédito.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Concerto Latino e Americano

Première do Concerto para saxophone soprano e orquestra de Mark Engebretson.
A imperdível OSUSP, Orquestra Sinfônica da USP, sob a regência da Maestrina Ligia Amadio, apresenta, no dia 15 de abril, domingo, às 17h, na Sala São Paulo, obras dos compositores Leonard Bernstein, Alberto Ginastera, Claudio Santoro e Cyro Pereira. Além dessas obras, a saxofonista norte-americana Susan Fancherapresentará, com a OSUSP, a première do Concerto para saxophone soprano e orquestra de Mark Engebretson.
Susan Fancher é conhecida por suas interpretações musicais profundas e poéticas. Uma artista da nova música bastante requisitada, ela tem inspirado, executando-as pela primeira vez, diversas novas obras para saxofone.
No dia 13 de abril, às 12h30, haverá um ensaio aberto, com entrada franca, no Teatro do Colégio Santa Cruz, localizado na Rua Orobó, 277 – Alto de Pinheiros.

Informações: Sala São Paulo -(1500 lugares)
Praça Júlio Prestes, s/ nº. Tel.: 11 3223 3966
Ingressos de R$ 12,00 a R$ 60,00 (inteira)
Compra de ingressos:
Ingresso Rápido: www.ingressorapido.com.br -Fone: 11 4003 1212
Funcionários da USP, aposentados, estudantes e docentes têm direito ao desconto de 50%, mediante apresentação de documento que comprove tais condições.
OSUSP - Orquestra Sinfônica da USP
Tel.: (11) 3091-300

Seguros são soluções. Não problemas.

Como entender a atividade seguradora
Os seguros estão ao alcance de todos. Fala-se em microsseguros e em novas modalidade. De fato, a criatividade nacional apenas inaugurou a popularização da atividade.
Veja no Pronto atendimento da TV Cultura:

Lançamentos de imóveis em queda no país

Ofertantes temem bolha?
O Sindicato da Habitação, conhecido pela sigla Secovi, anuncia que as vendas de imóveis residenciais novos na Cidade de São Paulo alcançaram, em fevereiro desse ano, 2.109 unidades. Um belíssimo desempenho, 12,8% superior ao mesmo mês do ano passado. Esse sucesso setorial está semdo construído sobre o déficit habitacional existente e a abundante oferta de crédito imobiliário, ambos os fatores determinantes das altas sucessiva dos preços de imóveis nos últimos anos.
Especialistas reconhecem haver uma bolha nesse mercado que teria seu estouro em algum ponto do futuro, ainda indeterminado.
O setor imobiliário como um todo também parece receoso. Os
lançamentos, no mesmo mês de fevereiro, segundo a Embraesp - Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio- chegaram a apenas 1.383 unidades, revelando uma redução de 52,3% em relação a fevereiro de 2011.
O desempenho positivo das vendas somou-se ao recuo dos lançamentos, provocando a queda, pela segunda vez consecutiva, dos estoques de imóveis novos, tendência essa já desenhada para os próximos meses. Reduzir estoques é sempre uma estratégia defensiva nos momentos de retração da economia e, no caso dos imóveis, pode significar que construtores e incorporadores reconhecem a rápida aproximação do ponto de furo da bolha de preços criada em tempos de euforia.
Aguardemos.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ainda não dá para acreditar em recuperação

O mundo ainda busca saídas
Os Estados Unidos anunciaram, ontem e hoje, dados desalentadores, referentes às concessões de crédito (abaixo do que todos os principais analistas projetaram) e um desempenho sofrível de seus mercado de trabalho, sobretudo no tocante à criação de novas vagas de empregos. Tudo muito decepcionante, somado ao fato de que os estoques nos atacadistas também cresceram, refletindo o baixo desempenho do varejo e sinalizando para a redução das encomendas à indústria, no próximo período.
O Japão anunciou a permanência de suas taxas de juros, sem nenhum outro estímulo, quer monetário, quer fiscal. Os investidores também se decepcionaram com a inércia das autoridades nipônicas diante da prolongada contração de sua economia.
Na Europa, nada de novo no front da guerra contra a recessão. Alemanha e França “andam de lado”. Exportações em queda e o nível de atividade parece ter desistido de crescer. No mais, tudo são dívidas soberanas e desemprego. Os movimentos sociais agitam-se em torno dos salários e das altas taxas de desemprego.
A China convive com pressões inflacionárias que devem reduzir ainda mais as expectativas de crescimento do país.
Eis o mundo de hoje, empurrando os preços dos ativos para baixo e aniquilando as expectativas mais otimistas de recuperação econômica e social, no cuto prazo.

Bovespa encerra em terreno negativo

Ao final dos negócios, o giro financeiro
foi de R$ 4,83 bilhões e o índice
 acumulou queda de 1,21%.

Veículo: Último Instante - Data: 09/04/2012 18:06
Jornalista: Ivonéte Dainese
A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o pregão desta segunda-feira em queda, refletindo os números do cenário americano e chinês. No pregão, a queda era de 1,21% aos 62.923 pontos.
Ao final dos negócios, o giro financeiro foi de R$ 4,83 bilhões.
De acordo com o professor da FEA –USP, Celso Grisi, o mercado está reagindo fortemente ao pacote de medidas do governo, porém dois fatores contribuíram para a queda do Ibovespa: os números do mercado de trabalho nos Estados Unidos e a decisão da China em conter a inflação.
“Nos Estados Unidos, a perspectiva com notícias ruins mexe diretamente com o nosso mercado. Por outro lado, a China, com essa decisão em combater a inflação, mostra um caminho perigoso com medo de cortes e desvalorizações. No Brasil, a queda na taxa de juros, mostra claramente que haverá interesse pela renda variável, e a indústria imobiliária já dá sinais de uma menor demanda”, conclui.
Entre as maiores altas do Ibovespa ficaram MMX Miner ON NM (R$ 8,99 alta de 2,74%); Usiminas ON N1 (R$ 19,40 alta de 2,11%); BMFBovespa ON ED NM (R$ 11,39 alta de 1,70%); OI PN (R$ 9,70 alta de 1,46%); ALL Amerc Lat ON NM (R$ 9,36 alta de 1,19%).
Na contramão terminaram OI ON (R$ 11,76 queda de 4,47%); PDG Realt ON NM (R$ 5,67 queda de 4,38%); Rossi Resid ON NM (R$ 9,73 queda de 4,14); Cyrela Realt ON NM (R$ 16,64 queda de 3,81%); OGX Petróleo ON NM (R$14,19 queda de 3,07%).
Leia Mais: http://www.ultimoinstante.com.br/bolsa-de-valores/bm-f-bovespa/68455-Bovespa-encerra-terreno-negativo.html#ixzz1rfDoRwgV

Sistema bancário

LIÇÕES QUE CHEGAM DA CHINA AO NOSSO SISTEMA BANCÁRIO
Veículo: AE Broadcast - Data: 9/Abr/2012 17:20
por Celso Grisi*
A concentração torna os sistemas bancários menos eficientes. A eficiência dos sistemas bancários pode ser medida segundo variadas dimensões, todas necessariamente atreladas aos objetivos fixados pelos países. Mas, qualquer que seja a situação dos países, devem ser respeitadas as funções básicas do sistema bancário de promover a circulação da riqueza nacional e produzir maneiras alternativas para a formação de poupanças individual e coletiva.
Afastar-se dessas duas funções ou cobrar, por elas, custos elevados, compromete a vitalidade de todo o sistema econômico e obstrui o crescimento das atividades empresariais e dos cidadãos.
Não foi por outra razão que a China, na semana passada, anunciou sua intenção de acabar com o monopólio de seus bancos estatais, ampliando, de forma agressiva, a cota para investimentos estrangeiros no mercado de capitais do país. O premiê chinês Wen Jiabao veio
a público para afirmar que os bancos em seu país ganhavam dinheiro muito facilmente e que era necessário quebrar o monopólio estatal no setor para que as empresas privadas tivessem um acesso mais efetivo ao crédito.
As empresas crescem a partir dos investimentos em capital fixo e dos apoios emprestados ao seu capital de giro, necessários às atividades de compras, de produção, estocagem e de financiamento às vendas. Se esse dinheiro não chega às mãos dos que operam, produzem e comercializam, as unidades econômicas ficam imobilizadas, deixando de empregar e de expandir o PIB nacional. Daí porque bancos precisam ser os verdadeiros elos entre os setores
da economia e de todos os seus agentes, de maneira a garantir a circulação da riqueza e de seu crescimento ao longo do tempo. E distribuir o capital implica investir em agências físicas e demais elementos de transações eletrônicas. Significa, em última análise, dar acesso, de forma capilar e intensiva, aos serviços bancários como um todo; e distribuir de maneira eficiente o crédito à economia e aos seus agentes.
O dinheiro necessariamente precisa chegar em quantidade, custos e demais condições compatíveis com as realidades locais, possibilitando, pelas análises anteriores às aprovações, a ampliação da capacidade de pagamento dos tomadores e o respaldo de garantias líquidas e suficientes. Isso pode dar a ideia da dificuldade para alcançar a eficiência bancária. A gestão de bancos deve ser preciosa, marcada pela excelência, e acima de tudo, estimulada pela
competitividade e pelos lucros decorrentes dos volumes e das quantidades de operações.
Monopólios levam à redução das inovações, assentam-se sobre as vantagens das economias de escala e repassam o custo de suas ineficiências ao preços de seus compradores.
Administram a demanda e provocam o encarecimento dos produtos, penalizando o sistema de preços da economia local, reduzindo o poder aquisitivo dos consumidores, inibindo o aparecimento de novos atores no cenário concorrencial e subtraindo a função social da atividade empresarial. Um pequeno número de grandes bancos, na opinião do líder chinês, conduz a oferta de crédito a situações de restrição excessivamente perversa para a economia e para a sociedade em geral. A quebra desse monopólio e a ampliação do número de players parecem agora essenciais ao governo chinês para aumentar a eficiência de todo o sistema econômico do país.
Hoje quatro bancos estatais chineses guardam posições assombrosamente dominantes em setores essenciais da economia do país: agricultura, construção, comércio e indústria. O projeto do governo, por meio da Comissão Regulatória de Valores Mobiliários, é de mais que triplicar o valor que bancos estrangeiros poderão investir no mercado financeiro do país, reduzindo a concentração e, de certa forma, privatizando um setor antes considerado intocável. Uma oportunidade e tanto para os grandes bancos brasileiros fortalecerem suas musculaturas e que não pode ser perdida para os que pensam em um dia tornarem-se players internacionais de expressão global.
São lições importantes que os chineses nos trazem, fazendo pensar se, no Brasil, também já não é hora de reverter a tendência de concentração no setor financeiro por meio de novos entrantes internacionais, estimulando-os à busca de novos mercados pelo mundo e liberando os pequenos espaços dos segmentos menos atrativos para o crescimento dos bancos de menor porte em nosso país.

*Professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo e presidente do Instituto Fractal de pesquisa de mercado.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Inflação mais à frente

Generosidades e altas de preços
Veículo: Diário do Grande ABC - Data: 04/04/2012
Jornalista: Pedro Souza

Financiamentos agrícolas

Agricultura de baixo carbono é bola da vez
No Cifras & Safras, o Banco do Brasil mostra fôlego para financiar a agricultura de baixo carbono.
Não perca a entrevista do gerente executivo da área de Agronegócios do BB, Álvaro Tosetto:
http://vimeo.com/39885573

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A China lançou o seu pacote

Para proteção do emprego e estimular o crescimento, a China fez outra opção
A aposta chinesa privilegia a ampliação dos investimentos, acreditando que os empregos criados, em decorrência desses aportes vindos do exterior, garantirão o emprego, a renda e o consumo externo.
Isso quer dizer que, os chineses inauguraram uma nova vertente de combate à inflação, pelo aumento da oferta de bens e de serviços no mercado interno e, simultaneamente, reduzindo a importância das exportações em seu modelo econômico. O pacote não produz desajustes orçamentários nem, tampouco, fragiliza o já comprometido déficit previdenciário.
Aliás, a decisão obedeceu a lógica do encolhimento do mercado internacional provocado pela crise das dívidas soberanas na  Europa e pela frágil recuperação norte-americana. A ordem agora é atrair capital estrangeiro e estimular o consumo doméstico.
Com isso, a China acelerou a abertura de seu mercado de capitais, mais do que duplicando o montante que os estrangeiros podem investir em ações, obrigações e depósitos bancários. A regulação do país aumentou as quotas para investidores institucionais estrangeiros e para investimentos feitos por investidores off shore. Os aumentos praticamente triplicaram os valores das quotas de investimentos.
Três fatores foram decisivos para o pacote chinês: arrefecimento do mercado externo, queda no consumo interno pela política creditícia mais restritiva e a desaceleração mais acentuada do mercado imobiliário. É bem verdade que o país defronta-se há tempo com os riscos do estouro da bolha imobiliária e da perda do controle sobre os preços internos, impondo as restrições monetárias em suas taxas de juros e em sua política de crédito, à busca do chamado pouso suave.
Mas a retração decorrente dessas medidas macroprudenciais trouxe, como no caso brasileiro,  um efeito maior que o planejado. O pacote lá, como aqui, era necessário. Entretanto, a opção feita pelo crescimento e emprego lastreou-se na ampliação dos investimentos, sem produzir desequilíbrios fiscais e sem agravamento das condições previdenciárias.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O pacote parece boia jogada a náufragos

MEDIDAS ANUNCIADAS HOJE NÃO FORMAM UMA POLÍTICA PÚBLICA
Veículo: Agencia Estado , AE Broadcast -   Data: 3/Abr/2012 18:18
Por Celso Grisi*
A competitividade brasileira é um problema com muitas faces e, para resolvê-lo, é preciso integrar os esforços governamentais. Tal como foi feito, o pacote anunciado hoje (3) pelo governo mais parece uma bóia jogada ao mar para socorrer alguns sobreviventes do naufrágio da indústria nacional.
Para montar uma política com esse propósito seria necessário, antes de mais nada, eleger o conjunto dos setores considerados estratégicos para a construção de um plano de desenvolvimento nacional. Esse plano não existe e, pior, entre os formuladores de políticas econômicas, o hábito do planejamento desapareceu. As medidas econômicas de hoje apenas respondem aos gritos e apelos dos atores sociais mais relevantes ao contexto econômico e político do momento.
As desonerações alcançam agora 15 setores da economia brasileira e implicam uma renúncia aos cofres públicos em torno de R$ 35 bilhões em favor da atividade empresarial. Virão ainda novos cortes no pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados. Para este ano já se fala em desonerações de R$ 4,48 bilhões pela Receita Federal. Ademais, aparecem no horizonte outras linhas de financiamentos a ser suportadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com taxas de juros privilegiadas para favorecer, sobretudo, as pequenas e médias empresas. As regras de atuação dos fundos de
desenvolvimento regional também deverão impulsionar investimentos em infraestrutura, com a interveniência do Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, a partir de empréstimos subsidiados pelo Tesouro Nacional.
O objetivo, segundo as autoridades, é a preservação do emprego e dos direitos dos trabalhadores no país, com inclusão de novos consumidores ao mercado nacional. Nesse contexto, novas restrições às importações devem aparecer no ambiente brasileiro. A opção é clara por redução tributária e desonerações tributárias das folhas de pagamento.
Eis como estamos caminhando pelas trilhas do casuísmo econômico. Ora as medidas macroprudenciais, por inoportunas e exageradas, lançam o mercado interno à retração; e, agora, pela imprevidência e pelo medo, lançarão a economia em direção ao protecionismo, ao câmbio cada vez menos flutuante e ao recrudescimento inflacionário. Tudo pelo crescimento e pelo emprego, como se "sacos de bondades" fossem além dos afagos aos empresários e ultrapassassem a generosidade imprudente que se faz aos trabalhadores.
As medidas omitiram mais uma vez a política de educação e cultura do trabalhador. Omitiram a integração dessas políticas com a política tecnológica.
Seria bom recuperar alguns conceitos essenciais. A política fiscal necessariamente deveria incumbir-se da ampliação do superávit primário, aumentando e tornando mais robustos os fundamentos de nossa economia. A política monetária deveria abraçar-se ao compromisso de reconduzir a inflação para o centro da meta e o câmbio não deveria prestar-se a manipulações, em bandas, fixadas tacitamente, por quem despreza o livre comércio. A política cambial, quando integrada à industrial, responde pela modernização do parque produtivo e,por essa via, pelos ganhos de produtividade de nosso sistema econômico.
* É diretor-presidente da consultoria Fractal e professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.

Financiamentos agrícolas

Os recursos para o crédito agrícola
são abundantes
Veja o Cifras e Safras sobre esse tema. Contamos com o apoio de Osmar Roncolato Pinho, Diretor do Bradesco e responsável por essa área de concessão de crédito agrícola.
http://vimeo.com/38954504

terça-feira, 3 de abril de 2012

Hoje é dia de pacote

A guerra está declarada. Estatais devem dar curso à redução dos spreads bancários
Diferentemente do que projetam as autoridades econômicas do país, o setor privado, por meio de relatório Focus, promovido pelo Banco Central, projeta redução do crescimento em 2012 e 2013.
A pesquisa registrou que as projeções para o PIB deste ano e do próximo foram reduzidas. Para 2012, a redução veio de 3,23% da semana anterior para 3,20% nessa semana. Para 2013, a projeção reduziu-se de  4,29% para 4,20%. Quanto ao câmbio, o relatório Focus mostra não acreditar nas intervenções do Banco Central, bem como não considerou as declarações da Presidente Dilma, nem tampouco do Ministro da Fazenda, projetando a taxa de R$ 1,77, para o final de 2012 e de R$ 1,80, para o final de 2013.
A descrença parece generalizar-se. Para convencer, o pacote de hoje tem que ser muito forte. Não será.
Em relação à inflação do mês de março, o IPC-S fechou em 0,60. No mês anterior, o mesmo índice havia ficado em 0,24. Portanto, a inflação é baixa, mas pronta para recrudescer.
O superávit comercial brasileiro em março foi de surpreendentes US$ 2,019 bilhões. No mês, as exportações somaram US$ 20,911 bilhões, e as importações ficaram em US$ 18,892 bilhões. No ano, a balança já acumula alta de US$ 2,44 bilhões. Vamos atravessando a crise externa sem "queimar" reservas.
O pacote prometido para hoje trará a tentativa de reduzir os spreads bancários amparada na redução dos juros cobrados pelo BB, Caixa e BNDES. Com isso, fica declarado o confronto com o sistema bancário privado. Não gosto disso e nem me parece política inteligente. Enfim, o pacote, prometido como está, muda o rumo da política econômica: a política fiscal vira instrumento anticíclico; a política monetária reduz as preocupações com a convergência da inflação para o centro da meta e reforça os objetivos de crescimento; o câmbio segue sua trajetória de tornar-se cada vez menos flutuante. Lamentavelmente, desonerações, câmbio e juros são artificialismos que não caracterizam uma nova política industrial. Respondem, modestamente, aos apelos setoriais, afogados na exuberante carga tibutáriua nacional e nas pressões de custos geradas por uma infraestrutura esquecida, há muitos anos.
O pacote deveria preocupar-se mais com a ampliação dos investimentos no país, deixando um pouco à margem os estímulos ao crédito e ao consumo, ambos exauridos pelo endividamento das famílias e pela alta inadimplência autal.

A Zona do Euro sofre com seus ajustes

Agravam-se as circunstâncias
econômicas na Europa
Os índices de atividade econômica na Alemanha, França e Itália mostram contração no mês de março. Ajustes fiscais cobram preços elevados da sociedade. O desemprego continua a deteriorar-se em toda a região. No mês de fevereiro, o índice de desemprego alcançou 10,8%, contra 10,7% em janeiro.
Para o ocidente, a fragilidade da Europa e da América reforçam a tese de que os países desse lado do mundo devem acelerar a distribuição das rendas e a ampliação dos mercados internos em suas economias nacionais.
Na América Latina,  os esforços deveriam convergir para as buscas de complementaridade econômicas e para o fortalecimento das zonas de comércio. Há que se lamentar que fatores plolíticos e a falta de políticas econômicas harmonizadas continuam sendo os maiores obstáculos à integração comercial.

As boas notícias dos Estados Unidos

A semana começou vascilante,
nos Estados Unidos
O ISM Manufatureiro (índice que afere a atividade industrial) avançou mais do que o mercado esperava. No mês de março, alcançou 53,4 pontos, contra 52,4 do mês anterior. Especialistas avaliam que esse desempenho tem sido sustentado pelo continuado número de pedidos colocados junto à indústria norte-americana, mas que, ainda assim, a situação inspira cuidados em função de possíveis contrações que possam ocorrer na demanda do país.
Naturalmente, a excessiva liquidez e as baixas taxas de juros têm fornecido alguma regularidade à demanda interna, embora os reflexos sobre a renda e o emprego tenham sido muito modestos.
Por outro lado, os gastos realizados na construção civil apresentaram recuo de 1,1% no mês de fevereiro. Trata-se de dado setorial, como o anterior, apontando para a fragilidade do mercado de imóveis norte-americano que, dificilmente, no curto prazo, poderia refazer-se. A oferta ainda é muito grande e os preços continuam deprimidos.
Continuo acreditando que a crise tem razões estruturais mais profundas e que o uso apenas de instrumentos monetários não dará conta de superá-la.