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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Tudo dentro do esperado

O Copom passa a pensar
mais em inflação
A taxa de juros ficou em 7,25% ao ano, em decisão unânime tomada pelos membros do Copom, no dia de ontem.
Com isso, a impressão é a de que o ciclo de redução da taxas de juros está encerrado. No comunicado sobre a decisão, o Copom informa que a Selic permanecerá estável por um período não definido, mas tido como “suficientemente prolongado”.
A afirmação parece definitiva em termos do encerramento desse ciclo. Entretanto, é evasiva quanto ao período de tempo em que a Selic se manterá inalterada.
Sinceramente, tenho a impressão que a inflação voltou a ser prioridade nas preocupações das autoridades brasileiras, sobretudo porque acreditam na recuperação econômica nacional.
Curioso que a decisão ocorreu quase que simultaneamente ao anúncio do IGP-M. A FGV mostra um recuo de 0,03% em novembro. Mas, o governo tem em mente que muito desse recuo veio dos preços dos alimentos que seguem tendência deflacionária no mercado internacional.
A capacidade instalada continua estável. Investimentos novos aguardam pela existência de novos mercados. Como a demanda não cresce, os investimentos privados não aparecem na economia brasileira. Parece mesmo que a trava do crescimento nacional está mais para o lado da oferta que para o lado da demanda.
Lembro que o mercado de trabalho continua apertado e que os rendimentos reais continuam em alta. E mesmo que o número de vagas criadas, com carteiras assinadas, seja menor que nos meses anteriores, esse indicador se mantém em território positivo.
A expectativa do consumidor, medido pela CNI, mostra crescimento discreto no mês de novembro, atingindo os 117 pontos. Sua natureza antecedente aponta para a disposição do consumidor em aumentar suas despesas. Há que se considerar também que estamos nos aproximando das festas de final de ano e que isso pode ser apenas um efeito da sazonalidade dos números, nesse período.

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