Banner

Translate

domingo, 18 de setembro de 2011

A culpa já foi do chuchu

Feijão, tomate e batata pressionam
preço da cesta
Veículo: Diário do Grande ABC -  Data: 12/09/2011
Jornalista:  Alexandre Melo
ECONOMIA
Quem for às compras nesta semana deverá notar que a maioria dos 64 produtos que compõem a cesta básica ficará mais cara. Em relação à pesquisa anterior da Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André, houve aumento de R$ 9,36. Os itens são encontrados nos supermercados por R$ 363,81.
Os preços dos alimentos, principalmente o do feijão-carioca, da batata e do tomate, estão média 18% mais caros. Segundo o diretor-presidente do instituto de pesquisa Fractal, Celso Grisi, o valor baixo pago ao produtor de feijão nas safras anteriores desestimulou o cultivo do grão. "A temporada de chuvas também retardou a colheita. Assim, há menos produtos no mercado." O quilo do feijão aumentou, em média, R$ 0,40, chegando a R$ 2,60.
Para o especialista em grãos da Bolsa de Cereais Rui Roberto Russomano, o aumento no preço final do feijão é atípico, haja vista que o valor pago ao produtor não aumentou. "A tendência é que o preço fique estável. Nas próximas semanas os consumidores terão à disposição grãos novos, mais fáceis para cozinhar", destaca.
No caso do tomate, a temperatura baixa registrada nas últimas semanas nas regiões produtoras do Norte paulista prejudicaram a produção. Isso porque o fruto necessita de calor acima de 20ºC para amadurecer. O preço médio do quilo foi de R$ 2,91 para R$ 3,42 (diferença de R$ 0,51). A boa notícia é que nos próximos 15 dias virá nova safra e os preços tendem a recuar.
Com a batata mais cara nesta semana, a opção para o consumidor é substituí-la pela mandioca. Em vez do tomate, o consumidor pode comprar pepino, beterraba ou abobrinha, que estão com valores mais atrativos ao bolso, sugere Grisi.
O executivo da Fractal pondera que algumas variedades de banana também encareceram devido às chuvas excessivas no Vale do Ribeira, em São Paulo. Entretanto, a pesquisa da Craisa aponta preços 3,61% menores. O quilo da fruta é vendido por R$ 1,87 ante R$ 1,94 na semana anterior (R$ 0,07 a menos).
ALTAS E BAIXAS - Entre os destaques da pesquisa feita pela equipe da Craisa está o frango resfriado. O quilo da mistura caiu 10,09%, com preço médio de R$ 4,01. Entre os cortes bovinos, o acém também ficou 1,40% mais em conta nos supermercados, custando R$ 9,84. Outros itens como bolacha maisena e farinha de mandioca torrada formam o grupo das principais quedas.
O economista da Fractal alerta que os consumidores deverão preparar o bolso, pois nos próximos meses alimentos como o arroz e o amendoim terão os preços reajustados. O motivo é que a área de produção dessas culturas foi diminuída por causa do preço ruim pago nas safras anteriores.
Hortifrúti da época ajudam a economizar 30%
Comprar frutas, legumes e verduras da época pode garantir economia média de 30%. A razão é que durante o período de safra, os alimentos têm melhor qualidade e maior oferta no mercado, o que reduz o custo. "Os hortifrúti têm muitas oscilações de preços. Quando tem oferta em abundância, fica mais barato comprar", diz o diretor-presidente do instituto de pesquisa Fractal, Celso Grisi.
O consumidor que durante o mês de setembro colocar no carrinho frutas como laranja, caju e banana-nanica gastará menos. No caso da banana, as fortes chuvas no interior de São Paulo elevaram o preço momentaneamente.
Para a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a expectativa de clima mais ameno e incidência menor de chuvas nas regiões produtoras, os legumes e verduras deverão apresentar elevação do volume ofertado e recuo dos preços.
Na pesquisa da Craisa, no entanto, apenas a banana teve redução no valor nesta semana. Os demais itens de hortifrúti tiveram altas entre 4,75% e 18,18%.

É nos serviços que mora o perigo

O IPCA sofre sua maior pressão
vinda dos serviços
A inflação nos itens que compõem o grupo de serviços tem sido consistentemente mais elevada do que a movimentação geral dos preços no país. Isso não é fenômeno novo.
A inclusão e a emergência sociais foram dois fatos importantíssimos para explicar o comportamento desses preços. Saúde, educação, turismo e outros itens a que as famílias se viam privadas têm sido intensamente solicitados.
Por outro lado, os custos das operações de serviços também são muito pressionados pela escassez e qualificação de seu trabalhador, tornando salários e reajustes um item relevante da formação dos preços do setor.
Nessa questão, tornada recentemente o mais palpitante tema entre os estudiosos dos comportamentos dos preços, há duas questões a considerar. A primeira refere-se ao poder destrutivo que a alta desses preços promove sobre os aumentos reais da renda do consumidor. A segunda, diz respeito ao incentivo que esses salários inserem no ambiente para a intensificação de tecnologia no setor. Sob esse último aspecto, também é de se esperar pela redução do efetivo utilizado nas operações e pela exigência de sua maior qualificação.
Tudo isso deve ocorrer impulsionado livremente pelas forças de mercado. Nas políticas nacionais de renda, emprego e formação de mão de obra a situação não está sequer diagnosticada.

sábado, 17 de setembro de 2011

A disputa acabou
Jornal da Tarde

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Até tu, Brutus?

A Accenture é multada por fraude, nos Estados Unidos, em US$ 63,6 milhões
A Accenture recebeu, e aceitou, a multa de US$ 63,6 milhões imposta pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, por ter falsificado pagamentos de vários contratos com agências federais para serviços de tecnologia da informação. A empresa teria recebido propinas para recomendar hardwares e softwares, além de inflar preços e alterar valores de propostas em contratos de aquisições com o governo norte-americano. Ao pagar a multa, a Accenture encerra com a ação judicial e evita a propagação do escândalo.
Causa muita estranheza o procedimento da Accenture ao lesar seu próprio contratante. Para quem não se lembra, a Accenture nasceu de uma cisão dos sócios da Artur Andersen. Na ocasião, foi criada a Andersen Consulting, mais tarde transformada na Accenture. Pode-se imaginar a existência de um DNA empresarial, que transmitido geneticamente, tenha recrudescido algum ímpeto fraudador remanescente de seus pais e avós?


Estagnação, sem inflação

Na retranca, produtores e consumidores
se retraem
O estoque industrial norte americano sobe e preços ao produtor se estabiliza.
O nível dos estoques das indústrias norte-americanas cresceu em julho 0,4%, em relação aos níveis de estocagem do mês de junho. As  informações são do Departamento do Comércio que também apontou um crescimento de 10,6% em relação a julho de 2010.
Os estoques estão realmente mais altos e, se não preocupam tanto, é porque as vendas do setor subiram 0,7% em julho, em relação ao mês anterior e 12%, quando comparada ao mesmo mês de 2012.
Também é tranquilizador ver a estabilidade dos preços no recém terminado mês de agosto. O Índice de Preços ao Produtor norte-americano manteve estabilidade em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo o Departamento do Trabalho do país.
Se comparado a agosto de 2010, o índice de inflação registrou variação de 6,5%. Portanto, sob esse prisma, o país andou passando por um processo de estagflação que, por ora, parece superado.
Em linha com os resultados dos preços ao produtor, o Bureau of Labor Statistics divulgou que também não houve aumentos de preços no atacado norte-americano. A inflação no atacado, medida pelo PPI - Producer Prices Index-, ficou estável em 0%.
No varejo, as vendas perderam velocidade agosto. Essa retração em relação a julho explica parte da redução da demanda nos Estados Unidos e reflete os movimentos defensivos adotados pelas famílias norte-americanas.

Crescimento mais lento


Atividade econômica cresce, mas empregos formais já não crescem tão rápido

O Índece de Atividade Econômica do Banco Central, conhecido pela sigla IBC-BR aponta um crescimento de 3,68% de janeiro a julho de 2011. Comparado a junho, o índice aponta crescimento de 0,46%, no mês de julho, correspondendo a 143,59 pontos, contra 142,93 pontos de junho.
Na comparação com o mesmo mês de 2010, o IBC-Br teve alta de 3,37%. Nos sete meses do ano, a expansão chegou a 3,68%, e em 12 meses encerrados em julho, a 4,52%.
Por outro lado, os empregos formais criados em agosto diminuíram, quando comparados ao ano anterior. Em agosto desse ano, o Caged  mostra a criação de 190.446 empregos formais, ante 299.415 do mesmo mês do ano anterior. Em julho desse ano foram criados 141.000 novos empregos formais.
Os dados apenas refletem o que já se vem afirmando: o crescimento continua. Porém, o seu ritmo é menor.

O Rio de Janeiro continua lindo


Pré-sal turbina Rio de investimentos
Veículo: NN A Mídia do Petróleo  -  Data: 13/09
Fonte: NN - Rodrigo Leitão
Durante décadas, a cidade do Rio de Janeiro, viveu um esvaziamento – perdeu levas de empresas se setores de serviços, como finanças e publicidade, para outras capitais brasileiras. Em 2003, num levantamento feito pela consultoria Deloitte com 700 maiores empresas da cidade, só 16% dos executivos acreditavam que o investimento estrangeiro iria aumentar no Rio nos anos seguintes. O cenário começa a mudar com os investimentos na extração da camada pré-sal e o que a descoberta representa em termos de formação de cadeias de fornecedores dos mais variados segmentos da economia, como construção naval, siderurgia e não podemos esquecer a Copa e as Olimpíadas.
Em entrevista ao NN, o diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, Celso Grisi, afirmou que, o Rio de Janeiro vive um momento de prosperidade muito forte, sobretudo com o pré-sal. Segundo Grisi, a Copa e as Olimpíadas ativarão a economia regional fortemente, mas depois passa, e o que vai ficar mesmo é a indústria petrolífera que vai se desenvolver com grande vigor na costa do Rio de Janeiro, e também vai atingir Santos que vive um boom imobiliário muito grande em função disso tudo.
De acordo com o diretor, o crescimento do Rio é benéfico também para a cidade de São Paulo, porque o Estado vive fortemente dos serviços do parque industrial. “É um momento que o Rio de Janeiro vai ampliar suas demandas à indústria paulista, trazendo muitas vantagens para a cidade”. Segundo Grisi, com a região Sul, Nordeste, as regiões agropecuárias e a costa brasileira com o pré-sal, deve trazer uma redução do PIB do Estado de São Paulo, mas isto não quer dizer que o PIB vai ficar menor, ao contrário vai continuar crescendo, mas é porque as outras áreas cresceram mais fortemente.
Entre as grandes cidades brasileiras, o Rio é a que mais coloca dinheiro na ampliação da capacidade industrial e da infraestrutura, como nas obras de melhoria de acesso ao porto. Os investimentos desse tipo devem fechar 2011 em 26% do PIB municipal, índice bem superior aos 20% de São Paulo e 18% do Brasil. A arrecadação subiu para 30% entre 2008 e 2010, em comparação com 13% do Brasil. No ano passado, a renda média do carioca chegou a R$ 1,682 mensais e superou a do paulistano (R$ 1.667). Semana passada, uma reportagem da revista britânica The Economist registrou essa virada. “Pela primeira vez em décadas, a Cidade Maravilhosa parece atraente para negócios”.

Juros em queda lenta


Redução da Selic levará tempo para impactar
Veículo: DCI   -   Data: 13/09
Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa básica de juros foi reduzida em 0,50 ponto percentual, para 12% ao ano, e o boletim Focus, divulgado ontem, mostra que o mercado prevê que a taxa Selic termine o ano em 11%, o que pode refletir nas taxas cobradas pelas instituições financeiras. Até o atual momento, o Bradesco foi o único banco a divulgar reduções. Para os clientes pessoa física, a taxa de juros mínima do Crédito Pessoal foi reduzida de 2,72% ao mês para 2,68% ao mês, e a máxima de 6,37% ao mês para 6,33% ao mês.
Para empresas, no Capital de Giro a taxa mínima caiu de 2,49% ao mês para 2,45% e a máxima de 5,43% ao mês para 5,39%. Os juros da linha de Antecipação de Recebíveis de Duplicatas, Cheques e Cartão de Crédito foram reduzidos de 2,15% ao mês para 2,11% ao mês na mínima, e de 4,65% ao mês para 4,60% na máxima.
"Haverá uma queda natural, porque as taxas estão muito altas e a demanda por crédito arrefeceu", declara Celso Grisi, economista da FEA-USP e diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Fractal.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Pobreza nos Estados Unidos

Será necessário instituir programa
de inclusão social
A taxa de pobreza dos Estados Unidos atingiu em 2010 seu mais alto nível em 17 anos. No ano de 2010 havia 46,2 milhões de pobres no país. Os dados foram divulgados pela unidade Census Bureau do Departamento do Comércio dos Estados Unidos.
A proporção das pessoas que vivem em estado de pobreza subiu de 14,3% em 2009, para 15,1% em 2010, enquanto o rendimento médio das famílias caiu 2,3% em 2010 ante 2009.
O agravamento nos números da pobreza é alarmante para os padrões norte-americanos e vão exigir providências rápidas do governo. A pobreza não é mais um problema restrito a imigrantes. Generalizou-se e pode estar incubando um estado de revolta que atinja pessoas de outras classes sociais, não dispostas a observar a decadência nacional.

Eu só queria entender

Previsões e contradições
O IPC-Fipe da primeira quadrissemana desse mês apontou variação de 0,36%, enquanto o relatório Focus dessa semana apresentou um aumento nas expectativas de inflação, projetando o IPCA, para o final de 2011, em 6,45%. Para a taxa de juros Selic já projeta 11%. Quanto ao câmbio o relatório manteve a projeção de R$1,60, para o final de 2011.
O Serasa noticiou aumento do índice de inadimplência de 3% em agosto em relação a julho. Comparado com o mesmo mês de 2010, a alta é de 29,2%. No ano, o crescimento da inadimplência é de 23,4%, em relação a igual período do ano passado.
A inadimplência embora tenha crescido de forma rápida, não tem merecido dos analistas maiores comentários. A preocupação com uma possível retomada da inflação tem sido temática dominante e recorrente. A recessão mundial também tem sido dada como certa, mas o relatório Focus não viu nisso razão para a valorização do dólar.
As previsões começam a ser pautada por uma dose de inconsistência lógica preocupante. Japão parado, União Européia quebrada e, possivelmente contagiada, não são razões para a valorização do dólar?

Pessimismo contagia o mundo

O default é iminente
A Grécia tecnicamente está quebrada há muito tempo. Só que ainda “gira seus papagaios” internacionais. Sabe Deus como.
Os bancos da França sofrem a ameaça, também iminente, de rebaixamento de suas notas de riscos. A agência de classificação de risco Moody’s está pronta para soltar sua avaliação. Provavelmente, esteja segurando para não ser acusada mais uma vez de estopim de crises financeiras. O anúncio do rebaixamento da dívida soberana nos Estados Unidos promoveu um verdadeiro caos nos mercados internacionais de capitais.
Não terá muito lógica assistir à bancarrota grega sem reconhecer o nível de exposição dos bancos franceses, ingleses e alemães. Os CDS da dívida grega e de outros países como a Itália batem recordes de altas e levam os yields de seus bônus a patamares inusitados.
A Ásia acompanha o clima internacional, observando a deterioração da crise européia e imaginando o que pode “sobrar pra ela”. Os chineses já pensam concretamente em socorrer a Itália e a Grécia.
Ninguém se lembrou da recuperação da pequena Islândia, no extremo norte. Também foi esquecida a mudança na disposição do governo alemão em apoiar a Grécia. O pessimismo é geral. O default é iminente.

A insustentável leviandade do ser

Dólar apreciado ficou sem explicação
O dólar manteve sua trajetória de alta, subindo para a inesperada cotação de R$ 1,7150. A alta, em um só dia, foi de  2,02%.
Essas variações abruptas sempre se referem a dinheiro do “turismo” financeiro, que vem ao Brasil para uma descompromissada temporada especulativa, dando curso a movimentos cambiais indesejados. O pânico internacional exacerba a percepção de risco e esses capitais, engordados pela Selic, voltam a seus países de origem.
Alguém poderia cogitar que o sinal emitido pelo COPOM, reduzindo em 05% a Selic, teria pelo menos contribuído para dar causa a esse evento. Não li nem ouvi comentários que pudessem elogiosamente referir-se esse episódio.
Ao contrário, o temor é que essa cotação da moeda norte-americana acelere, de mãos dadas com a redução dos juros nacionais, a inflação no país. Agora não se fala em recuperação da competitividade dos preços do produto brasileiro, também não se fala que a apreciação do dólar poderia preservar o emprego do trabalhador nacional. Igualmente, o esforço da redução dos juros não traz benefício algum, apenas ameaça o equilíbrio dos preços. Estranho, não?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Copom antecipa-se à crise


Vamos esperar a crise chegar?
O COPOM saiu na frente ao acreditar em desinflação como consequência da recessão mundial. Pode ser que esteja certo, pode ser que não. A crise virá, mas não tão forte. Por isso, melhor seria ter moderado os termos da última ata, reduzindo expectativas de redução da taxa Selic em velocidade tão grande. Mais meio ponto na próxima reunião até que iria bem. Nada além disso, enquanto o quadro internacional não se esclarecer. Esperar pelo pior talvez não seja adequado, uma vez que a União Europeia tece um resistente tecido anti-dívidas e os Estados Unidos anda com um novo pacote econômico entrando em cena nos próximos dias. Por outo lado, o risco da inflação interna retomar seu percurso de alta não pode ser descartado, afinal nossos preços sobem em função do setor de serviços. Quem os compra e os vende somos nós mesmos e, portanto, esses preços têm a ver com a demanda interna e não com questões internacionais.
Nesse caso, baixar juros mais que 0,5% pressupõem um esforço expressivo para redução do custeio público.

domingo, 11 de setembro de 2011

União política 3


Não faltam elogios. Às vezes, falta apoio.
O Comissário Europeu dos Assuntos Econômicos congratulou-se com o governo grego pelas medidas de austeridade anunciadas. E completou com seu espírito disciplinador, “a Grécia precisa atingir as metas orçamentárias e implantar as reformas estruturais acordadas para assegurar o financiamento externo”.
Alisou com uma mão e bateu com a outra. Mas tem razão. As medidas são fundamentais para garantir a sustentabilidade das finanças públicas gregas e possibilitar novas perspectivas para o crescimento e o emprego no país.

União política 2

Islândia sai do FMI autorizada
a reduzir seu aperto fiscal
Três anos após receber o apoio do FMI, a Islândia concluiu o programa de ajuda financeira acordado com o Fundo. O programa entrou para a galeria de sucessos do FMI, colocando o pequeno país do norte da Europa em condições de continuar sozinho sua retomada econômica.
A economia da Islândia cresce a mais de 2% ao ano e apresenta forte redução da taxa de desemprego.
É uma recuperação tão rápida que surpreende os analistas mais experientes.

União política 1

Grécia anuncia medidas de
austeridade adicionais
O ministro grego das Finanças anunciou a criação de uma nova taxa anual sobre imóveis, durante dois anos. Para os políticos, um mês de salário a menos por ano.
As novas medidas de austeridade anunciadas pelo ministro das Finanças Evangelos Venizelos estão avaliadas em 2,5 bilhões de euros.
O imposto imobiliário anual, com término politicamente contratado para daqui a dois anos, será de quatro euros por metro quadrado e vai ser cobrado na conta de energia elétrica para garantir rapidez à arrecadação.
Com isso, a Grécia cumprirá os compromissos fiscais assumidos junto ao resto da Europa e certamente deve acalmar os mercados para a semana que começa nessa 2ª. feira. Certamente, também, as medidas devem irritar muito a população local e alimentar novos protestos por todo o país.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Revisão das estimativas de Inflação está ligada à desconfiança do mercado
Veículo: BandNews FM  -  Data: 05/09
A revisão para cima das estimativas de inflação para este ano e o próximo estão ligadas à desconfiança do mercado com relação à queda da taxa de juros em meio ponto porcentual, anunciada na semana passada.
Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo passou de 6,31 para 6,38% este ano e ficou em 5,32% no ano que vem.
Para o diretor presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, o mercado não esperava o corte na Selic, por isso há receio de que com juros menores, o consumo aumente e os preços cresçam, gerando inflação.
Sobre a queda do PIB, de 3,79 para 3,67%, Celso Grisi destaca que é um processo natural, em função do cenário externo, de crise na Zona do Euro e nos Estados Unidos.
Ele analisa que o mercado interno do Brasil pode ajudar a diminuir os impactos das dificuldades externas no país e não acredita em aumento dos preços:
Já o professor de economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, GIACOMO BALBINOTO, é menos otimista e acredita que a revisão do Banco Central reflete preocupação com a possibilidade de que o aumento do consumo gere inflação:
Segundo o relatório, a projeção para a taxa de câmbio é que o dólar termine o ano valendo R$1,60.
Para 2012, a estimativa é que o PIB brasileiro cresca 3,84%.
Moeda brasileira é 29ª em lista
de moedas mais conversíveis
Veículo: DCI  -  Data: 08/09/11
Jornalista: ernani fagundes
são paulo - A subsidiária britânica da Nomura Securities, uma das principais administradoras de recursos do Japão, listou a moeda brasileira, o real, apenas em 29° lugar entre as 43 moedas mais seguras para investimentos. Bem atrás de moedas como o iuane chinês, o peso chileno e o novo sol, do Peru.
"O estudo considera três aspectos: se a moeda é estável, forte e líquida, e nesse tipo de avaliação o real tem muitos problemas", avalia o professor de Economias do Instituto Fractal, Celso Grisi.
De acordo com o economista, a legislação brasileira é muito restritiva ao capital estrangeiro. "A corrente de pensamento vigente no Brasil diz que o controle de capitais permite a independência em relação ao mercado financeiro, reduz a volatilidade, melhora as condições da dívida pública e limita a exposição ao câmbio de companhias brasileiras", argumenta Celso Grisi.
Ele afirma que os investidores internacionais esperam que uma moeda segura não tenha controles e que permitam a conversibilidade plena. "O real padece de liquidez. Você não troca reais na Arábia Saudita nem em Londres", justifica o professor. Segundo o analista britânico da Nomura Securities, Peter Attard Montalto, que assina o estudo, o Brasil perdeu várias posições em razão das medidas de controle cambial adotadas pelo governo brasileiro. "Moedas consideradas porto seguro devem ser flexíveis, abertas e praticamente com total conversibilidade", diz Montalto, da Nomura.
Especialistas ouvidos pelo DCI disseram ficar surpresos positivamente pelo fato de o Brasil aparecer no ranking. "No passado, nossa moeda era 100% risco, mas já há uma mudança de postura", lembra o analista econômico da Treviso Corretora, Reginaldo Gallardo.
"Nós dizemos aos investidores internacionais que nosso câmbio é flutuante, mas o governo interfere todo dia no câmbio", argumenta Galhardo.
Na opinião dele, a comparação com os vizinhos também é justa. "O Chile e o Peru possuem problemas menores que os nossos, que são resolvidos e possuem estabilidade econômica", diz.
A opinião dele é semelhante ao do gerente de Operações de Câmbio da B&T Corretora, Marcos Traboti. "Lá fora, exportadores e importadores não aceitam o real, nem o iuane chinês. Ninguém conhece o real e ninguém troca a moeda em lugar nenhum", disse.
Na visão de Traboti, apenas dez moedas são conversíveis internacionalmente - dólar americano, euro, libra esterlina, iene japonês, dólar canadense, franco suíço, dólar australiano, coroa sueca, coroa dinamarquesa e coroa norueguesa. "Mesmo aqui no Mercosul, os argentinos relutam em aceitar o real", argumenta Traboti.
No ranking geral divulgado pela Nomura, de acordo com os critérios estabelecidos, o dólar americano manteve a liderança por causa do tamanho do mercado e da liquidez do mercado financeiro dos Estados Unidos. Isso ocorre principalmente por causa da demanda por títulos do Tesouro norte-americano nos momentos de crise internacional.
Franco suíço

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prevê que a medida adotada pelo Banco Nacional da Suíça nessa terça-feira para conter a valorização do franco suíço pode levar a ataques especulativos.
"Cada país tem suas necessidades. É preciso ver se a Suíça tem condições de bancar os ataques especulativos. Não sei se a Suíça tem recursos para isso", afirmou.
Ele lembrou que o banco central suíço terá de comprar toda a oferta do dia. O ministro classificou a medida como um ato de desespero. "Eles estão desesperados. Não precisamos disso no Brasil. Considero melhor o câmbio flutuante. Já tivemos câmbio fixo no passado e não fomos bem-sucedidos", afirmou.
Mantega disse ainda que é preciso esperar para verificar se a ação do banco central suíço dará resultado. "Claro que no curto prazo terá resultados, mas é preciso ver no médio prazo se resolve a situação deles. Não é um modelo que serviria para o Brasil", declarou o ministro.

O Banco Nacional da Suíça (SNB, banco central) adotou na terça-feira uma medida para se defender da valorização excessiva do franco suíço, anunciando a introdução de um piso na cotação, de 1,2 franco para cada euro.
"A atual sobrevalorização exagerada do franco suíço representa uma grave ameaça para a economia suíça e traz o risco de um desenvolvimento deflacionário", disse o banco central em um comunicado. "O SNB está, por conseguinte, buscando um enfraquecimento do franco suíço. Com efeito imediato, não vai mais tolerar um taxa de câmbio euro/franco abaixo da taxa mínima de 1,20 franco".
O SNB disse que vai impor essa taxa mínima "com a máxima determinação e está preparado para comprar moeda estrangeira em quantidades ilimitadas".
No Brasil, na terça-feira, o dólar comercial fechou em alta de 0,48%, cotado a R$ 1,658 - terceira alta após a queda da Selic.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Juros, de novo

Economista em oposição
Veículo: Jornal de Floripa   -   Data 8/9/11
Entre a população, corre a piada, versando sobre o tema economia: de 5 especialistas consultados, 6 têm opiniões contrárias. Veja outra vez, mas sob esse ângulo:
http://www.jornalfloripa.com.br/brasil/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=13678
Notícias negativas terão impacto maior
no mercado que as positivas, diz analista
Veículo: Portal R7  -  Data:  06/09/2011 às 05h58
Raphael Hakime, do R7
Apesar da queda de preço das ações, economistas recomendam aplicar em renda fixa.
Após cair quase 3% na segunda-feira (5), a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) apresenta, no início de setembro, o mesmo sobe e desce verificado durante o mês de agosto. Os motivos são os mesmos: chance de recessão nos Estados Unidos e crise fiscal na Europa, que deve se arrastar por um bom tempo. Agora, porém, há uma particularidade: as notícias negativas terão repercussão muito maior no mercado que as boas novidades.
O sócio-diretor da Alta Vista Investimentos, Rogério Thomé, afirma que “não há motivo econômico para enxergar uma recuperação consistente no curto prazo”. Ele explica que “vai se dar por questões específicas, como na semana passada, quando houve uma valorização por causa da reunião do Copom, que baixou os juros”.
“ Isso foi um catalisador para uma alta forte na quinta-feira, mas que já foi anulada pelas quedas de agora. Então, não é muito relevante. Em dois dias, a Bovespa devolveu os ganhos que teve com o anúncio da diminuição da taxa de juros. O mercado está muito sensível. Então, eu diria que as notícias negativas serão mais impactantes que as positivas.”
O presidente do Instituto de Pesquisas Fractal e professor da FIA (Fundação Instituto de Administração), Celso Grisi, também afirma que a bolsa brasileira vai continuar a alterar ganhos e perdas, ao refletir o que acontece nos mercados financeiros do exterior. No entanto, a tendência, segundo ele, é que a bolsa se acalme nos próximos meses. “ Tudo isso é uma questão de dias. Devagar se vai tomar a consciência de que o governo brasileiro tem, sim, o controle da inflação, está reduzindo a taxa de juros, fez um ajuste fiscal de forma razoável e pretende ainda aprofundar cortes no orçamento nacional. Se esses cortes vierem a se concretizar, isso retiraria a necessidade de juros tão altos.”
Grisi lembra que, “historicamente, toda vez que os juros caem, sobe a renda variável”. O investidor da bolsa adora os juros baixos porque o crédito fica mais barato e o mercado doméstico tende a consumir mais. Isso impacta nos papéis comercializados no mercado financeiro, que ficam mais disputados e valorizados.
Quer aplicar na bolsa?
Você tem dinheiro na mão, quer aproveitar os bons preços das ações, mas não entende nada de bolsa? Os economistas sugerem esquecer a Bovespa e aplicar em investimentos mais seguros, como o Tesouro Direto e a tradicional poupança. Thomé recomenda “procurar aplicações mais seguras”.
 Ou a pessoa que conhece bastante assume mais riscos ou, para quem não quer se envolver com essa questão de risco, o importante são produtos com mais previsibilidade, como a renda fixa. São mais adequados para passar esse momento turbulento.