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terça-feira, 22 de maio de 2012

Volatilidade é o nome do jogo


 Dinheiro vai, dinheiro vem
Ontem a Fitch rebaixou a nota japonesa, alegando para isso a dimensão excessiva da dívida pública do país. O Japão vem de um dos maiores acidentes naturais dos últimos tempos e que o obrigou a despesas consideradas socialmente inadiáveis. Já eram esperadas e conhecidas essas pressões sobre as contas japonesas.
Para os que pudessem se assustar com o rebaixamento da nota convém lembrar que as reservas do país alcançam a cifra, nada modesta, de ¥11,8 trilhões.
As coisas parecem não ir muito bem por toda a Ásia. A China deixa entrever que a redução de seu crescimento ocorrerá de forma mais abrupta do que se tem imaginado até o momento. Isso, para o Brasil, produziria um efeito extremamente perverso sobre nossa conta corrente. As commodities poderiam experimentar, depois de muitos anos de bonança, um período que quedas mais acentuadas de preços. Investidores começam a olhar para o ouro com maior carinho, sinalizando que, em circunstância como essas, ele deixará as bolsas em países desenvolvidos, buscando refúgio no metal ou podendo voltar ao mercado financeiro de países emergentes. Será importante nesse instante exibir sólidos fundamentos econômicos para garantir os influxos de capitais.
Caso essa tendência se acentue, o Banco Central terá dificuldade em segurar a atual cotação da moeda nacional em relação ao dólar.
Na Europa, ainda repercute a idéia do Deutsche Bank, de que a Grécia poderá continuar na Zona do Euro para evitar seu default, lançando, entretanto, uma moeda paralela, com circulação apenas local.
O clima é de volatilidade extrema, enquanto no Brasil o governo procura reatar relações mais civilizadas com os agentes econômicos. Reduções de IPI em veículos, redução de compulsórios para os bancos, financiamentos com prazos maiores e com juros menores, dessa vez com o apoio do sistema financeiro. Tudo para desarmar os planos de demissões que já estavam planejados para o final desse mês.
Vamos que vamos!

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